*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

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quinta-feira, 24 de abril de 2025

Uma nova fronteira para as energias renováveis: agrovoltaica

Maquete de Usina de Geração de Energia Agrovoltaica

A agrovoltaica é um sistema que integra a produção de energia solar fotovoltaica à agricultura, permitindo utilizar a mesma área para geração de eletricidade e cultivo de alimentos. Na prática, os painéis solares são instalados sobre estruturas elevadas, posicionadas de forma planejada para permitir a passagem de parte da radiação solar necessária ao desenvolvimento das plantas. A luz solar captada pelos painéis é convertida em energia elétrica, que pode ser utilizada na própria propriedade rural, por exemplo, para iluminação, irrigação e funcionamento de equipamentos, ou direcionada à rede elétrica, conforme o sistema adotado.

A presença dos painéis pode proporcionar sombreamento parcial, reduzindo a evaporação da água do solo e contribuindo para a proteção das culturas contra determinadas condições climáticas. Dependendo da cultura, do clima, do espaçamento e do projeto, essa integração pode favorecer o uso mais eficiente da água e do solo e contribuir para o desempenho agrícola.

A agrovoltaica também apresenta potencial para diversificar a produção rural, associando a geração de alimentos à produção de energia renovável e criando possibilidades adicionais de aproveitamento econômico da propriedade. Ao utilizar uma área para duas finalidades, o sistema pode reduzir a necessidade de destinar novas áreas exclusivamente à instalação de estruturas de geração de energia.

A implantação de um sistema agrovoltaico exige planejamento técnico, considerando características como disponibilidade e intensidade da radiação solar, tipo de solo, clima, disponibilidade de água, altura e disposição dos painéis, circulação de máquinas e trabalhadores e necessidades específicas das culturas escolhidas. Nem todas as espécies apresentam a mesma resposta ao sombreamento, sendo necessário selecionar cultivos compatíveis com as condições proporcionadas pelo sistema. A manutenção periódica dos painéis, estruturas de suporte, equipamentos elétricos e área agrícola é fundamental para preservar a segurança, a eficiência e o funcionamento adequado da instalação.

Na elaboração da maquete educativa, o sistema pode ser representado por uma área agrícola em miniatura, estruturas elevadas com pequenos painéis fotovoltaicos, cultivo de plantas, sistema de irrigação, representação da rede elétrica e elementos da propriedade rural. A atividade permite compreender, de forma visual e interdisciplinar, a relação entre agricultura, energia renovável, tecnologia, uso do solo, produção de alimentos e sustentabilidade.





sábado, 4 de março de 2017

Enquanto isso, em uma escola lá no Uruguay ...

Promoção e conscientização de boas práticas alimentares, nas escolas.

Cantina escolar saudável
Menos crianças obesas

O que podemos aprender com uma cantina saudável?

Há alguns anos, uma escola no Uruguai chamou a atenção por transformar sua cantina em um verdadeiro espaço de educação alimentar. Em vez de prateleiras repletas de produtos ultraprocessados, o destaque ficou para frutas frescas, sucos naturais, sanduíches saudáveis e alimentos nutritivos.

A proposta vai muito além da alimentação. Ela ensina, na prática, que a escola também é um lugar onde se constroem hábitos que acompanharão as crianças por toda a vida.

Quando a alimentação saudável faz parte do cotidiano escolar, os benefícios aparecem em diferentes aspectos:
- Melhora da concentração e da aprendizagem.
- Mais disposição para brincar, estudar e praticar esportes.
- Desenvolvimento de hábitos alimentares conscientes.
- Prevenção da obesidade infantil e de doenças crônicas.
- Valorização dos alimentos naturais e da agricultura local.

A educação alimentar não depende apenas das aulas de Ciências. Ela acontece nas escolhas feitas diariamente pela escola, pelas famílias e pela comunidade.

No Brasil, muitas escolas também vêm desenvolvendo hortas escolares, oficinas culinárias, feiras de agricultura familiar e projetos de educação nutricional. Essas iniciativas aproximam as crianças da natureza, fortalecem a cultura alimentar e ajudam a compreender de onde vêm os alimentos.

Mais do que proibir determinados produtos, o desafio é ensinar a fazer boas escolhas. Quando a criança experimenta, cultiva, prepara e conhece os alimentos, ela desenvolve uma relação mais saudável com a comida.

Ao longo da minha trajetória como educadora, pesquisadora e autora deste blog, acredito que brincar, cultivar, cozinhar e aprender caminham juntos. Uma horta escolar, por exemplo, pode se transformar em um verdadeiro laboratório de aprendizagem interdisciplinar. Nela, os estudantes desenvolvem conhecimentos de Ciências ao compreender o ciclo de vida das plantas, o solo, a água, os insetos polinizadores e a biodiversidade. Em Matemática, podem medir canteiros, calcular áreas, estimar colheitas, registrar quantidades, trabalhar porcentagens, elaborar tabelas e gráficos. Em Língua Portuguesa, produzem relatos, diários de cultivo, entrevistas, pesquisas, receitas, poemas e textos informativos. Em História e Geografia, estudam a origem dos alimentos, a agricultura familiar, os biomas brasileiros, as tradições alimentares, a ocupação do território e a relação entre cultura, alimentação e meio ambiente. Em Artes, podem ilustrar espécies, criar painéis, fotografar o desenvolvimento da horta, confeccionar placas de identificação e produzir materiais educativos. Na Educação Física, o cultivo incentiva o movimento, o trabalho cooperativo, a valorização de hábitos saudáveis e o contato com a natureza. A horta também possibilita abordar Educação Financeira, discutindo planejamento, custos de produção, consumo consciente e desperdício de alimentos; Tecnologia, por meio de pesquisas, registros fotográficos, planilhas e apresentações digitais; além de temas como sustentabilidade, cidadania, responsabilidade socioambiental e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Dessa forma, a horta deixa de ser apenas um espaço de cultivo e transforma-se em uma sala de aula viva, onde teoria e prática caminham juntas, despertando a curiosidade, o pensamento crítico, a cooperação, a autonomia e o protagonismo dos estudantes.

Educar também é cuidar. E cuidar começa, muitas vezes, por aquilo que colocamos no prato.

Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...