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Dilemas da Sustentabilidade frente ao consumismo

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Livro: Chaturanga - A Jornada Milenar do Xadrez

Livro paradidático e interdisciplinar

Autora: Renata Bravo

Eixo central: História / Matemática / Cultura / Estratégia / Pensamento lógico

Apresentação

Este livro convida o leitor a viajar no tempo e no espaço para conhecer a origem e a evolução de um dos jogos mais fascinantes da humanidade: o xadrez. Muito antes de se tornar um esporte intelectual global, ele nasceu em um povoado asiático, na Índia antiga, como Chaturanga, um jogo que refletia a organização social, militar e matemática daquele povo.

Ao longo dos séculos, o jogo atravessou impérios, línguas e religiões. Transformou-se na Pérsia, floresceu no mundo árabe e ganhou nova forma na Europa medieval, até chegar ao xadrez moderno que conhecemos hoje. Cada etapa dessa jornada acrescentou regras, símbolos e desafios matemáticos que enriqueceram o jogo.

Este livro é paradidático, pensado para estudantes, educadores e curiosos, e propõe uma abordagem interdisciplinar, com destaque para a Matemática, sem perder o encanto da narrativa histórica.

Capítulo 1

O povoado onde tudo começou

Há muitos séculos, em uma região da Índia antiga, existia um povoado onde o conhecimento era transmitido por histórias, observação da natureza e jogos simbólicos. A sociedade era organizada em funções bem definidas: governantes, guerreiros, sábios e trabalhadores. Essa organização inspirou um jogo que representava a vida, o conflito e a necessidade de estratégia.

Esse jogo recebeu o nome de Chaturanga, palavra em sânscrito que significa “quatro partes” ou “quatro divisões”, referência às quatro forças do exército indiano: infantaria, cavalaria, elefantes e carruagens.

O tabuleiro era um campo de reflexão, e cada movimento exigia planejamento, antecipação e raciocínio lógico.

Atividades Matemáticas do Capítulo 1

1- Observe o tabuleiro do Chaturanga/Xadrez. Quantas casas ele possui ao todo?

2- Se o tabuleiro tem 8 linhas e 8 colunas, como podemos representar isso usando multiplicação?

3- Desenhe um tabuleiro quadriculado e identifique linhas, colunas e diagonais.

4- Relacione as quatro divisões do exército (Chaturanga) com a ideia de conjuntos. Quantos elementos há em cada conjunto?

Capítulo 2

O Chaturanga e sua lógica matemática

Mesmo em sua forma inicial, o Chaturanga já carregava princípios matemáticos importantes:

Organização espacial: o tabuleiro em formato quadriculado estimulava a noção de linhas, colunas e diagonais.

Contagem e previsão: cada jogada exigia calcular possibilidades futuras.

Relações de causa e efeito: um movimento alterava toda a configuração do jogo.

Tomada de decisão: escolher entre atacar, defender ou esperar.

Sem fórmulas escritas, os jogadores desenvolviam o pensamento matemático de forma intuitiva, aprendendo a analisar padrões e consequências.

Atividades Matemáticas do Capítulo 2

1- Quantos movimentos diferentes um peão pode fazer em sua primeira jogada?

2- Escolha uma peça e liste todas as casas possíveis que ela pode alcançar a partir de uma posição central do tabuleiro.

3- Explique, com suas palavras, o que é prever consequências em um jogo.

4- Crie uma situação-problema envolvendo duas jogadas consecutivas e suas possíveis consequências.

Capítulo 3

A viagem para a Pérsia: o nascimento do Shatranj

Com as rotas comerciais e culturais, o Chaturanga chegou à Pérsia. Ali, o jogo foi adaptado e passou a se chamar Shatranj. Os persas refinaram as regras, padronizaram o tabuleiro e deram novos nomes às peças.

O rei tornou-se o Shah, palavra que deu origem à expressão “xeque”. O conceito de xeque-mate vem do persa Shah Mat, que significa “o rei está sem saída”.

A Matemática ganhou ainda mais espaço:

Estratégias de longo prazo

Análise combinatória de jogadas

Valorização do equilíbrio entre ataque e defesa

Atividades Matemáticas do Capítulo 3

1- Em uma posição de xeque, quantas possibilidades o rei tem para escapar?

2- Analise uma jogada defensiva e explique por que ela é eficaz.

3- Conte quantas combinações diferentes podem surgir após duas jogadas iniciais.

4- Desenhe um diagrama simples representando uma situação de ataque e defesa.

Capítulo 4

O mundo árabe e o jogo do intelecto

Quando o Shatranj chegou ao mundo árabe, foi abraçado como um exercício de inteligência. Os estudiosos árabes registraram partidas, criaram problemas matemáticos e escreveram tratados sobre o jogo.

O xadrez tornou-se uma ferramenta para desenvolver:

Pensamento lógico

Resolução de problemas

Planejamento estratégico

Raciocínio abstrato

Muitos desafios matemáticos surgiram a partir do tabuleiro, como a contagem de possibilidades e o estudo de sequências de movimentos.

Atividades Matemáticas do Capítulo 4

1- Resolva um problema lógico criado a partir de uma posição de xadrez.

2- Observe uma sequência de três jogadas e identifique o padrão existente.

3- Quantas jogadas diferentes podem surgir a partir de uma mesma posição inicial?

4- Explique como o raciocínio lógico ajuda na resolução de problemas fora do jogo.

Capítulo 5

A chegada à Europa e a transformação das regras

Na Europa medieval, o jogo passou por grandes transformações. As peças ganharam novos significados culturais, e algumas regras foram alteradas para tornar o jogo mais dinâmico.

A antiga peça do conselheiro evoluiu para a rainha, que se tornou a peça mais poderosa. Os movimentos ficaram mais rápidos, exigindo ainda mais cálculo e antecipação.

Aqui, a Matemática se fortaleceu:

Estudo de probabilidades

Planejamento de sequências

Análise de padrões recorrentes

Noção de simetria e equilíbrio

Atividades Matemáticas do Capítulo 5

1- Compare o movimento da rainha com o da torre e do bispo. O que eles têm em comum?

2- Identifique e desenhe eixos de simetria no tabuleiro.

3- Crie uma sequência de três jogadas ofensivas e analise suas probabilidades de sucesso.

4- Explique por que o aumento do poder da rainha tornou o jogo mais rápido.

Capítulo 6

O xadrez moderno: um jogo global

O xadrez moderno é resultado de séculos de trocas culturais. Ele não pertence a um único povo, mas à humanidade. Hoje, é jogado em escolas, clubes, competições internacionais e plataformas digitais.

No campo educacional, o xadrez é reconhecido como uma poderosa ferramenta para o ensino da Matemática, pois desenvolve:

Concentração

Memória

Raciocínio lógico

Capacidade de resolver problemas complexos

Atividades Matemáticas do Capítulo 6

1- Quantas casas brancas e pretas existem no tabuleiro? Justifique.

2- Represente o tabuleiro como um plano cartesiano.

3- Localize uma peça usando coordenadas (exemplo: E4).

4- Explique como o xadrez pode ajudar no aprendizado da Matemática.

Capítulo 7

Xadrez e Matemática: uma conexão viva

O tabuleiro de xadrez pode ser visto como um plano cartesiano. As peças se movem segundo regras que lembram funções, trajetórias e padrões.

Atividades matemáticas possíveis:

Contar o número de movimentos possíveis de uma peça

Explorar sequências e progressões

Trabalhar noções de área, perímetro e simetria

Resolver problemas lógicos a partir de posições reais do jogo

Assim, o xadrez transforma a Matemática em uma experiência concreta e desafiadora.

Atividades Matemáticas do Capítulo 7

1- Quantos movimentos diferentes um cavalo pode fazer a partir do centro do tabuleiro?

2- Calcule a área total do tabuleiro considerando cada casa como unidade.

3- Crie um problema matemático inspirado em uma partida de xadrez.

4- Explique como padrões ajudam a prever jogadas futuras.

Conclusão

Um legado que atravessa o tempo

Do povoado indiano ao mundo globalizado, o xadrez percorreu uma longa jornada. Ele sobreviveu porque soube se adaptar, incorporar culturas e desafiar mentes.

Mais do que um jogo, o xadrez é uma linguagem universal que une História, Matemática e pensamento humano. Cada partida é um diálogo silencioso entre passado e futuro, razão e imaginação.

Sugestões pedagógicas:

Leituras orientadas por capítulos

Construção de tabuleiros artesanais

Relação entre movimentos e conceitos matemáticos

Criação de problemas de lógica baseados no jogo

Discussões interdisciplinares sobre cultura e ciência


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Livro: Segue o teu rumo

Entre cálculos, trajetórias e sentimentos, este livro mostra que a Física está em tudo, inclusive no cuidado de quem acredita em nós. Mais do que falar de fórmulas, “Segue o Teu Rumo” convida famílias e educadores a enxergarem a ciência com sensibilidade. É uma história para ler com a alma/essência e refletir com a razão - ideal para escolas, projetos educativos e momentos de leitura compartilhada. Porque toda força precisa de um ponto de apoio - e o afeto é o mais forte deles.

Segue o teu rumo

Da Inércia ao Movimento

Autora: Renata Bravo

Baseado em fatos reais

Capítulo 1 - O Dia da Prova

Chegou, enfim, o dia da terceira fase da Olimpíada de Física. Manu, aluna do sétimo ano do Ensino Fundamental II, estava insegura e não queria fazer a prova.
A mãe, percebendo o medo da filha, resolveu incentivá-la.

Afinal, uma criança que havia superado duas fases e vencido a própria dúvida não podia parar agora. A mãe atuou, então, como a força externa que vence a inércia, rompendo o repouso emocional e impulsionando o movimento novamente.

Disse, com firmeza e carinho, que ainda dava tempo de chegar - bastava se arrumar logo. Chamou o motorista pelo aplicativo e, em poucos minutos, estavam a caminho.

A prova, para Manu, ainda não havia começado; mas, para a mãe, sim.
No silêncio tenso do carro, ela tentava manter o equilíbrio dinâmico de todas as forças à sua volta - a dela, a do pai, a da filha e até a do motorista.

Para distrair-se, começou a calcular mentalmente: tempo (t), distância (d), velocidade média (v)… Sabia que um pequeno erro de cálculo poderia significar uma grande diferença - afinal, na vida como na Física, um segundo pode alterar toda a trajetória.

Capítulo 2 - O Cálculo do Destino

O aplicativo indicava um tempo estimado de 35 minutos para percorrer 17,1 quilômetros.
Curiosa e metódica, a mãe resolveu calcular a velocidade média necessária e passou a observar o velocímetro com atenção.

Percebeu o olhar ansioso da filha e resolveu não comentar nada - fez os cálculos mentalmente, em silêncio, como se resolvesse uma questão de cinemática básica:

v=td

“Se o tempo é 35 minutos e a distância, 17,1 quilômetros… então a velocidade média precisa ser de aproximadamente 29 km/h.”

Olhou discretamente para o velocímetro: tudo dentro do esperado.
O resultado não era rápido - era constante, e constância era o que importava.

Não era uma corrida, era uma questão de ritmo e serenidade.
O ponteiro do relógio marcava o tempo, mas, para ela, aquele instante era também uma aula prática sobre a Primeira Lei de Newton: “Todo corpo tende a permanecer em seu estado de repouso ou de movimento retilíneo uniforme, a menos que uma força externa atue sobre ele.”

Sabia que, mesmo se chegassem atrasadas, a maior prova já estava sendo feita - a de não desistir, mesmo diante das forças contrárias.

Reflexão Física

Fórmula usada:

v=td

Onde:

  • v = velocidade média (km/h)

  • d = distância (km)

  • t = tempo (h)

Cálculo:

v=0,583317,1=29,3 km/h

Conclusão:
Para percorrer 17,1 km em 35 minutos, o carro precisa manter velocidade média de aproximadamente 29 km/h, desconsiderando acelerações e desacelerações - ou seja, movimento retilíneo uniforme (MRU).

O trânsito fluía bem. Ao avistarem os colossais edifícios da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, sentiram o alívio de quem atravessa um campo gravitacional e finalmente atinge o ponto de repouso.

Aqueles prédios pareciam grandes laboratórios onde as leis da Mecânica, da Gravitação e da Termodinâmica ganham vida.

Mas o alívio durou pouco: o motorista errou o caminho.
Virou à esquerda em vez de à direita - um desvio vetorial não previsto.

A mãe, ainda calma, acionou forças internas que não se medem em newtons, mas em coragem. Calculou mentalmente o tempo perdido (Δt) e o novo deslocamento (Δs), enquanto explicava ao motorista o impacto da variação de velocidade:

v=ΔtΔs

O pai, ao fundo, refletia sobre o planejamento do movimento. “Se tivéssemos saído mais cedo, haveria mais tempo - maior Δt - e precisaríamos de menor velocidade para o mesmo deslocamento.”

Uma lição simples, mas essencial: em Física e na vida, quem planeja bem pode seguir com menor aceleração e menos esforço.

Chegaram, por fim, à porta da instituição dois minutos antes da prova.
O pai ficou para pagar a corrida, enquanto a mãe e Manu corriam rumo ao prédio - agora movidas não apenas pela Física, mas também pela energia potencial transformada em energia cinética e emoção.

Capítulo 3 - O Corredor da Prova

Foi uma verdadeira maratona entre rampas e elevadores. Cada passo envolvia forças, aceleração e gasto de energia, mas todas direcionadas ao mesmo objetivo: vencer a gravidade e alcançar o topo.

Manu, ofegante e insegura, olhava para trás a cada instante.
- Segue em frente, você está no corredor da prova! - disse a mãe, com o fôlego entrecortado. - Chegou a tempo. Segue o teu rumo!

E, num gesto simbólico, completou:
- Flecha lançada não volta.

(Um corpo em movimento tende a permanecer em movimento - Primeira Lei de Newton).

Manu avançou. Pequenos passos, deslocamento positivo, mudança de posição no espaço - o suficiente para vencer a inércia.

Assinou seu nome. O movimento cessou. O equilíbrio foi restabelecido.
A mãe chegou ao lado, trocando um sorriso cúmplice com o fiscal que achava graça da conversa entre a mãe e a filha. Era impossível não ouvir - a voz de contralto da mãe percorria o corredor como uma onda firme, encontrando as paredes e voltando em forma de eco. A cada palavra, o som parecia dançar pelo ar, como se a própria Física participasse da cena, refletindo nas superfícies e devolvendo, em suaves repetições, a força do que era dito.

Era o fim de um percurso físico e o início de uma jornada interior.

Capítulo 4 - O Elo Invisível

Enquanto Manu fazia a prova, a mãe aguardava do lado de fora, tentando controlar a ansiedade - outra forma de energia potencial prestes a se transformar em movimento.
O pai lia o celular, mas ela contava segundos. Cada minuto parecia um dilatar do tempo - quase uma aplicação do Princípio da Relatividade de Einstein, onde o tempo emocional se expande conforme a intensidade da espera.

Para chegar até ali, ela também havia sido testada:
- no cálculo da paciência,
- na constância da velocidade emocional,
- na administração das forças invisíveis do amor e da esperança.

Quando Manu saiu da sala, com os olhos brilhando, mãe e filha não sabiam o resultado, mas sabiam o essencial: tinham superado a inércia do medo.

Moral da História

A Física e a Matemática estão em tudo o que vivemos - mesmo quando não percebemos.
Desde o momento em que acordamos, caminhamos, cozinhamos ou esperamos o elevador, estamos aplicando leis de movimento, energia, força e tempo.

- A Matemática quantifica o mundo: mede distâncias, calcula trajetórias e prevê resultados.

- A Física explica o porquê: por que caímos, aceleramos, paramos, nos equilibramos e respiramos.

Assim como na vida, cada ação gera uma reação (Terceira Lei de Newton) e cada escolha altera nossa trajetória (variação vetorial do movimento).

Em resumo:

A vida é um grande experimento de Física.
Cada passo tem força, cada emoção tem energia,
e cada decisão muda o rumo do movimento.

No fim, Manu sorriu - não por resolver todas as equações, mas por entender que até o imprevisto obedece a uma lógica universal.

Porque, afinal...

A vida é feita de conhecimentos matemáticos e de Física, meus amigos - Física!



sexta-feira, 25 de julho de 2025

Matemática fatiada: raciocínio em forma e cor


Imagem 1 

 Frações com pratos de papel (flores de fração)

Conteúdo: Frações (1/2, 1/4, 1/8, 1/9, 1/10)

Materiais: Pratos de papel, papel colorido, tesoura, cola, marcador.

- Educação Infantil:

Introdução ao conceito de “metade” com apenas 2 pedaços (1/2).

Usar a ideia de partilha: "Vamos dividir o prato em duas partes iguais?"

Associar a quantidade com o visual (sem precisar usar a notação fracionária).

- Fundamental I (1º ao 5º ano):

Trabalhar o reconhecimento das frações: 1/2, 1/4, 1/8 etc.

Montar e desmontar os pratos-fração para entender equivalência (ex: 2/4 = 1/2).

Jogos: montar a flor com as partes corretas.

- Fundamental II (6º ao 9º ano):

Explorar frações equivalentes, soma de frações com mesmo denominador.

Resolver desafios: “Quantos pedaços de 1/8 formam 1/2?”

Introdução ao cálculo com frações.

Imagem 2

Fatias de pizza com números e pepperoni

Conteúdo: Contagem, correspondência número-quantidade.

Materiais: Papel colorido, cola, canetinha.

- Educação Infantil:

Contagem de pepperonis: “Quantas bolinhas tem essa fatia?”

Associar número à quantidade representada.

Jogo: encontrar a fatia que corresponde ao número pedido.

- Fundamental I:

Atividades com adição: “Quantas bolinhas têm 2 fatias juntas?”

Introdução à subtração: “Se tirar uma bolinha, quantas sobram?”

Explorar multiplicação com base nas bolinhas.

- Fundamental II:

Adaptação para frações: cada fatia representa 1/8 da pizza → trabalhar proporção.

Estimativas e problemas com porcentagens baseadas nas fatias.

Imagem 3

Sorvetes com bolas numeradas

Conteúdo: Formação de números, adição, decomposição.

Materiais: Cartolina colorida, canetinha, tesoura.

- Educação Infantil:

Formar sorvetes com bolas numeradas até 5 ou 10.

Jogo: “Encontre duas bolas que somam o número no cone.”

Atividade de pareamento e cores.

- Fundamental I:

Resolver contas de adição e subtração usando as bolas.

Desafios com decomposição: “Que números formam o 9?”

Jogo de montar o maior número com 3 bolas.

- Fundamental II:

Adaptar para números decimais ou frações (ex: bola com 0,5 ou 1/2).

Problemas com soma de decimais ou frações usando os sorvetes.


- PLANO DE AULA – MATEMÁTICA LÚDICA COM FRAÇÕES E NÚMEROS

TEMA: Frações e Números com Material Manipulável
DURAÇÃO: 2 aulas de 50 minutos
MODALIDADE: Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II (com adaptações)
COMPONENTE CURRICULAR: Matemática
HABILIDADES BNCC:

EI03ET04 (EI): Estabelecer relações entre a quantidade de elementos de um conjunto e sua representação numérica.

EF02MA06 (EF I): Relacionar a fração com a ideia de partes de um todo.

EF05MA05 (EF I): Representar frações equivalentes e comparar frações.

EF06MA06 (EF II): Resolver e formular problemas que envolvam frações de quantidades.

-  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Compreender o conceito de frações como partes de um todo.

Estimular a contagem, associação de número à quantidade e adição.

Relacionar frações com figuras visuais (pizza, flor, sorvete).

Desenvolver o raciocínio lógico e a coordenação motora fina.

- RECURSOS

Pratos de papel (para flores de frações)

Papel colorido (para pizza e sorvetes)

Tesoura sem ponta

Cola e canetinhas

Cartolina

Caixa organizadora

- EDUCAÇÃO INFANTIL – ATIVIDADE ADAPTADA

1- Atividade: Pizza dos Números

Cada criança recebe uma fatia de pizza com bolinhas (pepperoni).

Contam as bolinhas e relacionam com o número.

Jogo: “Achar a fatia que tem o número tal.”


2- Atividade: Sorvete de Adição

Cones com números e bolas numeradas.

Desafio: montar sorvetes com 2 bolas que somem o número do cone.

- ENSINO FUNDAMENTAL I – ATIVIDADE ADAPTADA

1- Flores das Frações

Cada grupo monta um prato com 2, 4, 8 ou 10 partes.

Comparam frações: Qual pedaço é maior? 1/2 ou 1/4?

2- Pizza dos Números

Cada fatia é 1/8 da pizza.

Desafio: montar pizzas com frações diferentes (1/4 = 2/8).

3- Sorvetes Matemáticos

Montar sorvetes com bolas que somem até 10.

Introdução à decomposição e equivalência.

- ENSINO FUNDAMENTAL II – ATIVIDADE ADAPTADA

1- Desafio das Frações

Cada grupo monta uma flor de fração e resolve:

Quantos pedaços de 1/8 formam 1/2?

Qual é a fração equivalente a 2/4?

2- Pizza Decimais e Porcentagem

Usar fatias com decimais (0.125 = 1/8).

Desafios de soma, equivalência e comparação.

3- Sorvetes de Cálculo

Números decimais nas bolas.

Criar sorvetes com soma exata de 1,00.

- AVALIAÇÃO

Participação nas atividades.

Capacidade de montar frações corretamente.

Compreensão dos conceitos ao final da aula (oralmente ou por escrita).

Socialização e colaboração em grupo.

- AMPLIAÇÃO (OPCIONAL)

Criar um mural das “Pizzas Matemáticas” ou “Sorvetes de Frações”.

Gravar vídeos explicando como montar frações.

Levar as atividades para casa como jogo para brincar com a família.

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Criando Formas e Aprendendo com Massinha de Modelar

Você já parou para pensar quantas possibilidades cabem em algumas bolinhas de massinha e alguns palitos de madeira? Essa atividade simples é uma maneira incrível de transformar brincadeira em aprendizado, estimulando a criatividade, a coordenação motora e até conceitos de geometria de forma divertida.

O que você vai precisar:

- Massinha de modelar colorida

- Palitos de madeira (palitos de dente ou de picolé)

- Papel ou cartolina (opcional, para apoio)

Como fazer:

1- Modele bolinhas com a massinha. Cada cor pode representar um ponto (ou vértice) de uma forma geométrica.

2- Use os palitos para conectar as bolinhas e formar triângulos, quadrados, retângulos ou outras figuras.

3- Se quiser, desenhe modelos em cartões para que as crianças possam copiá-los, como um desafio de observação e reprodução.

4- Deixe que a imaginação flua: além de formas planas, também dá para criar estruturas em 3D, como cubos e pirâmides.

Benefícios da atividade:

- Desenvolve coordenação motora fina e percepção espacial.
- Estimula noções básicas de geometria e resolução de problemas.
- Trabalha cores, contagem e sequências.
- Favorece a concentração e o trabalho em equipe.

Experimente propor desafios: “Quantos triângulos diferentes conseguimos montar?” ou “Quem faz a torre mais alta que não desaba?”
Se quiser variar, use massinha caseira ou argila.
Para crianças menores, supervisione o uso dos palitos.

Essa atividade é perfeita para tardes criativas em casa, momentos de aprendizado na escola ou até como parte de projetos de artes e matemática. Com materiais acessíveis e muito entusiasmo, você vai ver que aprender pode ser leve e colorido!





 

sábado, 8 de março de 2025

O formato das batatas Pringles é uma obra de matemática, pois é um parabolóide hiperbólico

Esse formato é uma superfície com dupla curvatura. O paraboloide hiperbólico é uma superfície duplamente regrada, ou seja, por cada ponto da superfície passam duas retas totalmente contidas na superfície.



Como o formato das Pringles foi desenvolvido?
O formato curvado das Pringles foi desenvolvido pelo químico Fred Baur, na década de 1960.
O objetivo era resolver o problema dos consumidores que ficavam frustrados quando os petiscos chegavam esfarelados nos sacos.
O formato parabolóide hiperbólico permite que as batatas se coloquem umas sobre as outras sem problemas, ocupando o menor espaço possível.
Isso reduz o risco de quebrar dentro do tubo.
O modelo da embalagem e das batatas foi patenteado em 1966.

O que é um parabolóide hiperbólico? É uma superfície com dupla curvatura, É a forma das batatas Pringles.

Desenvolver essa ideia levou cerca de 2 anos.


Com ele, passou a ser possível armazenar as batatinhas empilhadas em tubos de papelão, como é feito até hoje.

O parabolóide hiperbólico é um tipo de superfície curvada que, além da Pringles, lembra uma sela de cavalo. Apesar da curvatura do resultado final, o formato é alcançado apenas com linhas retas – por isso, é uma superfície regrada. Cilindros e cones são outros exemplos de superfícies regradas.



O estudo da geometria analítica no currículo do ensino básico não alcança temas tão específicos quanto o parabolóide hiperbólico. Entretanto, esse é um bom exemplo de como até conteúdos mais complexos podem ser abordados de maneira visual e criativa, proporcionando uma melhor experiência de aprendizagem.

Nesse caso, a utilização dos palitos contribuiu para a simplificação da construção da superfície, tornando-a mais prática e divertida. Ora, o que é um palito, se não um segmento de reta?