Sentir o Mundo: Uma Abordagem Heideggeriana da Sustentabilidade Viva
Com conhecimento e intuição, é possível sentir e não apenas analisar as necessidades do solo, das plantas e do lugar. Quando nos colocamos em presença, o ambiente deixa de ser objeto e passa a se revelar como organismo vivo, em constante relação.
Ao captar essa unidade viva, é ela mesma que nos orienta: indica quais intervenções são possíveis, necessárias ou desejáveis. Não se trata de dominar a natureza, mas de habitar o mundo com atenção e cuidado.
Nesse sentido, o cientista ou o educador que adota esse método recorre, sim, às ferramentas mais avançadas da ciência, mas não se limita a elas. Ele está inteiro no fenômeno.
Olha, escuta, toca, cheira, saboreia.
Não se exclui do processo: oferece-se como instrumento, como um sensor vivo e sensível, talvez mais potente do que qualquer tecnologia especializada.
Essa postura dialoga diretamente com o pensamento de Martin Heidegger, para quem compreender o mundo não é um ato puramente racional, mas um modo de existir. O ser humano é ser-no-mundo. Não há separação entre quem observa e aquilo que é observado.
Por isso, neste processo educativo, experimentamos esse método por meio do desenho de observação e do reaproveitamento de sucatas. O gesto criador torna-se também gesto filosófico: observar, recolher, transformar, compreender.
*Se quiser entender o mundo, olhe para si mesmo.
*Se quiser entender a si mesmo, olhe para o mundo.
*O “eu” é a ponte para o significado da existência.
Trata-se de uma ressignificação da mente humana. Um trabalho que abriga, simultaneamente, simplicidade e complexidade. Um fazer que transcende os limites físicos e lúdicos para tocar o campo existencial.
Aqui, o material de descarte é sempre prioridade, mas a reciclagem não é a finalidade desta página. Ela é meio, não fim. O essencial está na mudança de olhar.
No que diz respeito à conscientização ambiental, é impossível ignorar que a raiz dos impactos sociais e ambientais está na relação consumista desequilibrada, marcada pelo excesso, pelo descarte inadequado e pela desconexão com o coletivo.
Reeducar o consumo é reeducar o pensamento.
É compreender que viver é um ato relacional.
O consumo consciente contribui para a redução dos impactos negativos no meio em que vivemos, mas, mais do que isso, convida à ressignificação da vida em comum: conciliar o meio social e o natural, reavaliar a aprendizagem humana e promover uma reintegração pessoal, social e educacional.
Sustentabilidade, portanto, não é apenas meio ambiente.
Ela diz respeito a legado, a relações humanas, a modos de existir.
É um ato de civilidade.
Uma prática de cuidado com o outro.
Um compromisso ético que constrói harmonia social e torna a sociedade mais justa.
Sustentar o mundo é, antes de tudo, sustentar o modo como existimos nele.
VOCÊ PEGA UMA COISA E TRANSFORMA EM OUTRA. NÃO É APENAS RECICLAGEM, É ARTE!
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Manifesto da Brincadeira Sustentável
Habitar o mundo com cuidado, criar com sentido
Não brincamos para ocupar o tempo.
Brincamos para existir.
A Brincadeira Sustentável nasce do reconhecimento de que o mundo não é um objeto a ser usado, mas um lugar a ser habitado. Solo, plantas, corpos, materiais e pessoas formam uma unidade viva, em relação constante.
Com conhecimento e intuição, aprendemos a sentir o ambiente. Não o dominamos: escutamos. Ao perceber essa totalidade viva, é ela mesma que nos orienta sobre o que pode, o que deve e o que precisa ser feito.
Aqui, o educador, o cientista, a criança e o artista não se separam do fenômeno.
Estão presentes por inteiro.
Olham, escutam, tocam, cheiram, saboreiam.
Oferecem-se como instrumentos vivos, sensores sensíveis, conscientes de que nenhuma tecnologia substitui a experiência encarnada do existir.
Brincar é um gesto filosófico.
Criar é um modo de pensar.
Observar é um ato ético.
Por isso, trabalhamos com desenho de observação e materiais de descarte. Não para exaltar a reciclagem como fim, mas para ressignificar o olhar sobre aquilo que foi rejeitado, inclusive pessoas, saberes e histórias.
O material descartado é prioridade.
A transformação do pensamento é o objetivo.
Sabemos que a crise ambiental é também uma crise de sentido.
O consumo desenfreado, desequilibrado e inconsciente revela uma ruptura na relação entre o ser humano, o outro e o mundo.
Reeducar o consumo é reeducar a existência.
É compreender que viver é um ato coletivo.
Sustentabilidade não se limita ao meio ambiente.
Ela envolve legado, vínculos e responsabilidade.
É um exercício de civilidade, um compromisso com o cuidado, uma forma de respeito que constrói justiça social.
Se quiser entender o mundo, olhe para si mesmo.
Se quiser entender a si mesmo, olhe para o mundo.
O “eu” é ponte, não fronteira.
A Brincadeira Sustentável afirma que educar não é corrigir, mas sustentar a existência.
Sustentar o brincar.
Sustentar o outro.
Sustentar o mundo que desejamos deixar.
Este manifesto é um convite:
habitar com atenção,
criar com responsabilidade,
brincar com sentido.
SUSTENTABILIDADE NÃO É SÓ MEIO AMBIENTE. TEM A VER COM LEGADO E RELAÇÕES HUMANAS.
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Posts na rede social do Ministério do Meio Ambiente.
- 5 Rs da SUSTENTABILIDADE https://www.facebook.com/ministeriomeioambiente/photos/pb.312435548858045.-2207520000.1428086260./602534673181463/?type=3&theater
- Meu Exemplo Sustentável
Essa arte em mosaico é a ilustração da globalização do lixo no planeta Terra.
É o consumo desenfreado - contrário de consumo consciente
- Parceria com Art-Látex
https://www.facebook.com/artlatex/photos/a.148100525386893/363998703797073/?type=3&theater
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E-mail de contato - renatarjbravo@gmail.com








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