INSPIRADO EM HEIDEGGER, BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL (POR RENATA BRAVO), NÃO SE APRESENTA COMO UM CONTEÚDO A SER DECORADO, MAS COMO UMA EXPERIÊNCIA A SER DIGERIDA, VIVIDA E INCORPORADA.

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sábado, 24 de janeiro de 2026

A música e a existência humana: um encontro que atravessa o tempo

A música começou junto com a existência do homem.
Ela sempre existiu e sempre vai existir.

Antes da escrita, antes das cidades, antes mesmo de sabermos quem éramos, já fazíamos sons. Sons para avisar perigo, para chamar o outro, para celebrar, para chorar, para viver.

Pesquisas arqueológicas apontam que, no Oriente Médio, em cavernas localizadas em Israel, vestígios mostram grupos humanos observando o horizonte. Um dia, avistaram pessoas cambaleando ao longe. De onde vinham? Quem eram?
Ao se aproximarem, perceberam algo essencial: andavam como nós, sobre duas pernas. Eram semelhantes. Alguns registros indicam migrações vindas do norte da Europa, como a região hoje conhecida como Noruega, misturando-se com povos africanos e do Oriente Médio.

Sem uma língua estruturada, o primeiro contato foi sonoro.
Um grito para cá, outro para lá. Sons altos, ritmados, repetidos.
Ali, talvez sem saber, nascia a música.

A música nasceu da curiosidade humana.
E só continuou existindo porque o ser humano precisou dela para se conectar, organizar-se e sobreviver.

Com o passar do tempo, a música acompanhou o crescimento da população humana. Povos se multiplicaram, culturas se encontraram, territórios se expandiram. Por volta do ano 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, a população europeia ainda era relativamente pequena se comparada à imensa população indígena que já habitava estas terras.

Aqui, encontraram algo poderoso: o canto indígena.

Os povos originários do Brasil possuíam uma relação profunda com a música. Seus cantos estavam ligados à natureza, aos rituais, ao trabalho coletivo, à espiritualidade e à transmissão de conhecimento. Não era apenas arte, era identidade, memória e resistência.

Os europeus ouviram uma música linda, ancestral, viva.
Uma música que não precisava de papel para existir, pois vivia no corpo, na voz e no coletivo.

Música como ponte entre áreas do conhecimento

História: revela migrações, encontros e conflitos entre povos
Antropologia: mostra como a música constrói identidade cultural
Geografia: acompanha deslocamentos humanos pelo planeta
Educação: desenvolve escuta, sensibilidade, linguagem e pertencimento
Arte: expressa emoções que palavras não alcançam

A música não é um detalhe da humanidade.
Ela é parte da nossa essência.

Enquanto existir gente, existirá música, porque onde há vida, há som, ritmo e desejo de comunicar.

A música não começou depois do homem. Ela começou com ele.


Os Instrumentos Mais Antigos do Brasil e a Música que Nasce do Instinto Humano

A música não surgiu por estudo ou teoria.
Ela nasceu do instinto e isso acontece em todos os povos do mundo.

No Brasil, os instrumentos mais antigos estão profundamente ligados aos povos indígenas, à natureza e à espiritualidade. Não eram apenas objetos sonoros, mas instrumentos de cura, comunicação e equilíbrio.

O chocalho: o primeiro instrumento

Entre os instrumentos mais antigos do Brasil está o chocalho, utilizado pelos pajés.
Ele tem uma função sagrada: fazer a energia circular, harmonizar o ambiente, equilibrar o corpo e o espírito. Quando o pajé toca o chocalho, tudo se organiza, tudo fica bom.

Muitos chocalhos são feitos com sementes encontradas no mato. Algumas delas já chegam perfuradas naturalmente o “bichinho” que passa pela semente faz três pequenos furos, permitindo que ela seja transformada em som.
Nada é por acaso na natureza.

Tocar esse instrumento não é simples.
É preciso estudar bastante, aprender o ritmo, o tempo certo, o momento correto. O chocalho exige respeito, escuta e intenção.

A flauta indígena: som que vem da terra

Outro instrumento ancestral é a flauta indígena, feita de bambu ou taquara. Os povos originários do Brasil fabricam flautas há muitos e muitos anos, usando apenas o que a natureza oferece.

Cada flauta carrega o sopro de quem a toca.
Ela conversa com o vento, com a floresta, com os espíritos e com a comunidade.

Não existe uma flauta igual à outra assim como não existem dois povos iguais.

A harpa e os continentes

A harpa, um dos instrumentos mais antigos da humanidade, aparece em diferentes continentes ao longo da história. Cada cultura construiu sua própria versão, com formatos, materiais e significados distintos.

Isso mostra algo essencial:
a música não pertence a um lugar só.
Ela nasce em todos os continentes porque nasce do ser humano.

Música: instinto universal

Desde os primeiros tempos, todos os povos criaram música. Uns com sementes, outros com bambu, outros com cordas. Mas o motivo é o mesmo: o instinto de se expressar, comunicar, curar e celebrar.

A música não foi inventada.
Ela foi sentida.

E no Brasil, ela pulsa desde sempre nas mãos do pajé, no sopro da flauta, no balanço do chocalho e no coração de quem escuta.

Enquanto houver natureza e gente, haverá música.

domingo, 26 de março de 2017

Transforme calhas para água da chuva em um instrumento para atividade matemática/musical em inglês e português.



Five Little Ducks

Five little ducks went out one day,
Over the hills and far away.
Mother duck said "Quack, quack, quack, quack, But only four little ducks came back.

Four little ducks went out one day,
Over the hills and far away.
Mother duck said "Quack, quack, quack, quack, But only three little ducks came back.

Three little ducks went out one day,
Over the hills and far away.
Mother duck said "Quack, quack, quack, quack, But only two little ducks came back.

Two little ducks went out one day,
Over the hills and far away.
Mother duck said "Quack, quack, quack, quack, But only one little duck came back.

One little duck went out one day,
Over the hills and far away.
Mother duck said "Quack, quack, quack, quack, But none of the five little ducks came back.

Sad mother duck went out one day,
Over the hills and far away.
Mother duck said "Quack, quack, quack, quack,
And all of the five little ducks came back.

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Cinco patinhos foram passear
Além das montanhas 
Para brincar 
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá Mas só quatro patinhos voltaram de lá. 

Quatro patinhos foram passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só três patinhos voltaram de lá.

Três patinhos foram passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só dois patinhos voltaram de lá.

Dois patinhos foram passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só um patinho voltou de lá.

Um  patinho foi passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas nenhum patinho voltou de lá.

"Puxa, a mamãe patinha ficou tão triste naquele dia
Aonde será que estavam os seus filhotinhos?
Mas essa história vai ter
Um final feliz, sabe por quê?"

A mamãe patinha foi procurar
Além das montanhas
Na beira do mar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
E os cinco patinhos voltaram de lá.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Relação entre a Arte e Música



Arte e música , caminham juntas no tempo. Enquanto a Arte se baseia na intuição e cria emoção a Matemática se baseia no raciocíonio e cria lucidez. Esta evolução paralela se nota em todas as descobertas matemáticas e em todas as manifestações da Arte: pintura, escultura, arquitetura, música, Ambas mostram diferentes maneiras de ver e sentir o mundo, a natureza, a vida. Ambas tiram das formas concretas da natureza visões e leituras, sempre novas, e no entanto traduzem suas leituras de formas abstratas.



E como a matemática também está relacionada a música, no final a um incentivo ao resgate das cantigas de roda.

Observação: minha filha que coloriu o desenho da foto acima. Ela tem 4 anos e está cursando o Pré 1. Esse foi o dever de casa , do livro de matemática.