A Viagem de Chihiro (2001), dirigido por Hayao Miyazaki, apresenta uma narrativa sobre infância, identidade, memória, consumo, trabalho, relações humanas e transformação. Ao entrar em um mundo desconhecido, Chihiro precisa aprender a observar, compreender regras, estabelecer vínculos e desenvolver autonomia para atravessar situações que inicialmente não consegue compreender.
O filme permite trabalhar sustentabilidade para além da dimensão ambiental, relacionando-a à maneira como habitamos os espaços, utilizamos recursos, estabelecemos relações e preservamos aquilo que possui valor cultural e simbólico. A transformação dos personagens e dos ambientes possibilita discutir identidade, pertencimento, memória e responsabilidade. A experiência também se aproxima da Brincadeira Sustentável ao compreender o brincar como investigação: observar, experimentar, criar hipóteses, interpretar sinais e transformar materiais e experiências em conhecimento.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
Mapa do Mundo Desconhecido: construir um mapa de um território imaginário, identificando lugares, caminhos, recursos e personagens.
O Objeto e sua História: escolher um objeto e investigar sua função, origem, significado e possibilidades de transformação.
Casa de Banho dos Sentidos: criar uma instalação sensorial utilizando materiais reutilizados, sons, texturas e elementos naturais.
O que Tem Valor?: investigar objetos, lugares e experiências que possuem valor econômico, afetivo, cultural ou ambiental.
Nome e Identidade: discutir a importância do nome, da memória e da identidade na construção de quem somos.
Laboratório da Transformação: transformar materiais descartados em objetos simbólicos relacionados à história do filme.
Cuidar do Lugar: observar um espaço cotidiano, identificar problemas e propor formas de cuidado e preservação.
QUESTÃO INVESTIGATIVA: O que acontece com nossa identidade e com os lugares que habitamos quando esquecemos sua história, seu significado e seu valor?
CULMINÂNCIA: Mostra “O Mundo que Habitamos”, reunindo mapas, objetos ressignificados, instalações sensoriais, registros de pesquisa e produções artísticas.
METODOLOGIA: observar > estranhar → perguntar > investigar > experimentar > criar > registrar > interpretar > compartilhar > ressignificar.
Quando aprendemos a olhar para um lugar, um objeto ou uma pessoa para além de sua aparência imediata, começamos a compreender que cada coisa possui uma história, uma relação e um significado.
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