*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

quarta-feira, 8 de março de 2017

Sabonete de Glicerina



Os sabonetes de glicerina vegetal apresentam aroma suave e agradável e podem ser utilizados na higiene corporal diária. Além do banho, algumas formulações podem ser empregadas na limpeza facial de maneira delicada, considerando sempre as características e a tolerância individual da pele. Por apresentarem glicerina vegetal em sua composição, também podem funcionar como alternativa ao creme de barbear, favorecendo o deslizamento do produto sobre a pele durante o procedimento.

A Granado informa que não realiza nem subsidia testes em animais e possui produtos com formulações de origem vegetal. Para classificá-los como veganos, entretanto, é importante verificar a composição e as certificações específicas de cada produto, uma vez que a classificação depende dos ingredientes utilizados e dos critérios adotados para certificação. Os sabonetes podem ser adquiridos em lojas físicas e nos canais oficiais de venda da marca. Em compras on-line, é recomendável considerar o custo do frete e comparar com a disponibilidade em pontos de venda locais, especialmente quando se trata de produtos de uso recorrente. A escolha pode, portanto, considerar composição, características de utilização, tolerância individual, critérios de produção e disponibilidade.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Alguns dos melhores filmes que já assisti

Desde que tive contato com o cinema iraniano, me apaixonei. Não são chatos , apenas longos e intensos de assistir, porque falam sobre a vida, nos levando a uma reflexão em questões sobre a nossa existência a partir de situações simples. E na conjuntura mundial atual, diante da efervecência da Primavera Árabe, que está promovendo uma transformação no Oriente Médio, é importante olhar para o cinema iraniano, pois ele revela as angústias de um povo que está se rebelando contra as estruturas e suas formas de governo. O modo de filmar escolhido pela maioria dos cineastas, que borram a fronteira entre etnografia e ficção, é uma opção e é um tema que vem sendo muito explorado pela antropologia pós-moderna.
________

O filme Filhos do Paraíso (Children of heaven/ Bacheha-Ye Aseman), é uma produção iraniana, com direção e roteiro de Majid Majidi 1997). 

- É lindo , nos faz pensar muito sobre nosso consumismo capitalista e como a felicidade pode estar nas coisas mais simples. 
- Retrata o amor, a ternura, a solidariedade, a bondade e a fé de um povo lindo e sofrido, mas cheios de esperança.
- Um filme que deveria ser passado nos colégios.
- Também deveria ser visto por pais e filhos. Para perceberem quais são os verdadeiros valores.
- A cena com torrões de açúcar, alguns políticos também poderiam ver essa parte, pelo menos.
- Um filme inesquecível, que você não pode deixar de ver e rever.


Um menino humilde de 9 anos leva os sapatos de sua irmã para o reparo, mas os perde. Por não terem recursos para comprar outro par, decidem esconder dos pais e professores, revezando o sapato do menino, até que surge uma competição de corrida na mesma escola, onde o terceiro prêmio é um par de tênis. O garoto treina e, para a sua decepção acaba tirando o primeiro lugar. Singelo e comovente, um dos primeiros filmes iranianos a conquistar o mundo, sendo indicado ao Oscar (concorreu na categoria de melhor filme estrangeiro, ao lado do vencedor "A vida é bela" e "Central do Brasil").




A emocionante corrida

Aplausos também ao diretor, mais um a mostrar que uma bela história, não precisa ter grandes efeitos especiais.
_________________________________________________________________

A cor do Paraíso

Também produzido por Majid Majidi, esse filme transcendeu qualquer expectativa. É antes de tudo uma história do melhor dos sentimentos do homem "o amor". Amor pela vida, pela natureza, pela família, pelo conhecimento, ... Um enredo excepcional, um filme simples, mas que alcança a alma!



O filme narra a comovente história de um garoto deficiente visual, orfão de mãe, e com um pai muito rude. Mas, é um garoto muito vivo, que tem uma enorme sensibilidade , um jeito simples de "ver" a vida, o sentido e o tato das coisas, a linguagem dos sons, e tem uma avó também muito comovente. O filme não precisa de muitas palavras.
As reflexões do garoto, são de uma delicadeza incrível, ele fala sobre coisas que se pode sentir na alma, mesmo que não a vejamos, e se reporta à fé e em Allah.
Seu jeito simples de "ver" o mundo é uma lição de vida para todos nós.

O final é sensacional!




Pintura expressiva, arte educativa e expressão

DESENHO, COR E EXPERIÊNCIA NA INFÂNCIA

Área: Arte, Educação e Educação Ambiental
Faixa etária: 4 a 12 anos, com adequações conforme a idade
Duração: 50 a 60 minutos
Modalidade: Individual e coletiva
Autoria: Renata Bravo 

1. TEMA, PROBLEMA E OBJETIVOS

A proposta compreende a pintura como experiência de criação, expressão e transformação, articulando arte educativa e sustentabilidade.

Problema: Como uma experiência de pintura livre pode favorecer concentração, autonomia e expressão infantil sem ser confundida com uma prática terapêutica clínica?

Objetivo geral: Proporcionar uma experiência de pintura na qual a criança explore cores, formas, texturas e movimentos como recursos de expressão, investigação e aprendizagem.

Objetivos específicos: Estimular percepção visual e sensorial, concentração, criatividade, imaginação e coordenação motora; favorecer autonomia e comunicação não verbal; desenvolver capacidade de escolha; relacionar arte e sustentabilidade; e valorizar a autoria infantil.

Parte-se da hipótese de que a liberdade de escolha e a experimentação de materiais podem ampliar as possibilidades de expressão e favorecer atenção, percepção, autonomia e criação.

2. FUNDAMENTAÇÃO E DELIMITAÇÃO CONCEITUAL

Em O Elemento, Ken Robinson apresenta a história de uma menina que, durante uma aula de desenho, permanece profundamente concentrada enquanto cria uma representação que afirma ser Deus. A narrativa evidencia que diferentes formas de atenção e expressão podem surgir em diferentes experiências de aprendizagem.

O desenho e a pintura constituem linguagens por meio das quais a criança observa, experimenta, organiza e atribui significado, mobilizando dimensões cognitivas, sensoriais, motoras e expressivas.

Na perspectiva da Brincadeira Sustentável, materiais reutilizados podem ser transformados em suportes de criação, aproximando arte, educação ambiental e cultura maker.

A Arte Educativa utiliza a linguagem artística para aprendizagem, expressão, investigação e desenvolvimento. A Pintura Expressiva, nesta proposta, é uma experiência artística voltada à exploração de cores, formas, movimentos e materiais, sem finalidade clínica ou diagnóstica.

A Arteterapia, por sua vez, possui finalidade terapêutica específica e não deve ser confundida com uma atividade artística educativa. O educador não realiza diagnóstico nem interpreta psicologicamente cores, formas ou imagens produzidas pelas crianças.

3. METODOLOGIA, MATERIAIS E DESENVOLVIMENTO

A atividade será organizada em quatro etapas: perceber, experimentar, criar e compartilhar.

Perceber: apresentação dos materiais e observação de cores, formas e texturas.

Experimentar: exploração de pincéis, esponjas, rolos, carimbos ou outros instrumentos, observando marcas, misturas e movimentos.

Criar: produção livre a partir da pergunta disparadora:

“Se aquilo que você está pensando pudesse aparecer em cores, formas e movimentos, como seria?”

Compartilhar: cada participante poderá atribuir um título à obra e falar sobre seu processo, se desejar. Não haverá obrigação de explicar a produção.

O educador acompanha o processo sem impor modelo ou interpretação psicológica, priorizando perguntas sobre procedimentos e escolhas concretas.

Materiais: papel, papelão e outros suportes seguros; tintas adequadas à faixa etária; pincéis; esponjas; recipientes para água; materiais reutilizados previamente selecionados e higienizados; proteção para roupas e materiais de limpeza.

A proposta pode integrar Artes, pela exploração de cor, forma, textura e composição; Ciências, pela investigação de materiais e misturas; Educação Ambiental, pela reutilização; Matemática, pela percepção de padrões e relações espaciais; e Linguagem, pela nomeação, descrição e narrativa das produções.

4. AVALIAÇÃO, DOCUMENTAÇÃO E RESULTADOS ESPERADOS

A avaliação será processual e qualitativa, considerando participação, autonomia, escolhas, exploração dos materiais, experimentação, concentração e comunicação. Não serão utilizados critérios de beleza, perfeição ou reprodução de modelo.

O processo poderá ser documentado por fotografias, relatos, títulos atribuídos pelas crianças e observações do educador, valorizando o percurso criativo e não apenas o produto final.

Espera-se que a experiência contribua para expressão, criatividade, percepção, autonomia, concentração e coordenação motora, além de estabelecer relações entre arte, sustentabilidade e transformação.

5. SEGURANÇA E RESPONSABILIDADE

Os materiais devem ser não tóxicos, adequados à faixa etária e previamente verificados. Materiais reutilizados devem ser selecionados e higienizados. A atividade deve ocorrer sob supervisão, especialmente com crianças pequenas.

A proposta não substitui acompanhamento psicológico, médico ou terapêutico quando necessário.

6. CONCLUSÃO

A Pintura Expressiva constitui uma experiência educativa na qual a criança observa, experimenta, escolhe e cria. Na perspectiva da Brincadeira Sustentável, a transformação de materiais amplia essa experiência ao converter objetos reutilizados em suportes de criação.

A distinção entre Pintura Expressiva e Arteterapia preserva os limites entre uma prática educativa e uma intervenção terapêutica, permitindo utilizar a linguagem artística com clareza metodológica e responsabilidade.


sábado, 4 de março de 2017

Enquanto isso, em uma escola lá no Uruguay ...

Promoção e conscientização de boas práticas alimentares, nas escolas.

Cantina escolar saudável
Menos crianças obesas

O que podemos aprender com uma cantina saudável?

Há alguns anos, uma escola no Uruguai chamou a atenção por transformar sua cantina em um verdadeiro espaço de educação alimentar. Em vez de prateleiras repletas de produtos ultraprocessados, o destaque ficou para frutas frescas, sucos naturais, sanduíches saudáveis e alimentos nutritivos.

A proposta vai muito além da alimentação. Ela ensina, na prática, que a escola também é um lugar onde se constroem hábitos que acompanharão as crianças por toda a vida.

Quando a alimentação saudável faz parte do cotidiano escolar, os benefícios aparecem em diferentes aspectos:
- Melhora da concentração e da aprendizagem.
- Mais disposição para brincar, estudar e praticar esportes.
- Desenvolvimento de hábitos alimentares conscientes.
- Prevenção da obesidade infantil e de doenças crônicas.
- Valorização dos alimentos naturais e da agricultura local.

A educação alimentar não depende apenas das aulas de Ciências. Ela acontece nas escolhas feitas diariamente pela escola, pelas famílias e pela comunidade.

No Brasil, muitas escolas também vêm desenvolvendo hortas escolares, oficinas culinárias, feiras de agricultura familiar e projetos de educação nutricional. Essas iniciativas aproximam as crianças da natureza, fortalecem a cultura alimentar e ajudam a compreender de onde vêm os alimentos.

Mais do que proibir determinados produtos, o desafio é ensinar a fazer boas escolhas. Quando a criança experimenta, cultiva, prepara e conhece os alimentos, ela desenvolve uma relação mais saudável com a comida.

Ao longo da minha trajetória como educadora, pesquisadora e autora deste blog, acredito que brincar, cultivar, cozinhar e aprender caminham juntos. Uma horta escolar, por exemplo, pode se transformar em um verdadeiro laboratório de aprendizagem interdisciplinar. Nela, os estudantes desenvolvem conhecimentos de Ciências ao compreender o ciclo de vida das plantas, o solo, a água, os insetos polinizadores e a biodiversidade. Em Matemática, podem medir canteiros, calcular áreas, estimar colheitas, registrar quantidades, trabalhar porcentagens, elaborar tabelas e gráficos. Em Língua Portuguesa, produzem relatos, diários de cultivo, entrevistas, pesquisas, receitas, poemas e textos informativos. Em História e Geografia, estudam a origem dos alimentos, a agricultura familiar, os biomas brasileiros, as tradições alimentares, a ocupação do território e a relação entre cultura, alimentação e meio ambiente. Em Artes, podem ilustrar espécies, criar painéis, fotografar o desenvolvimento da horta, confeccionar placas de identificação e produzir materiais educativos. Na Educação Física, o cultivo incentiva o movimento, o trabalho cooperativo, a valorização de hábitos saudáveis e o contato com a natureza. A horta também possibilita abordar Educação Financeira, discutindo planejamento, custos de produção, consumo consciente e desperdício de alimentos; Tecnologia, por meio de pesquisas, registros fotográficos, planilhas e apresentações digitais; além de temas como sustentabilidade, cidadania, responsabilidade socioambiental e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Dessa forma, a horta deixa de ser apenas um espaço de cultivo e transforma-se em uma sala de aula viva, onde teoria e prática caminham juntas, despertando a curiosidade, o pensamento crítico, a cooperação, a autonomia e o protagonismo dos estudantes.

Educar também é cuidar. E cuidar começa, muitas vezes, por aquilo que colocamos no prato.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Pesquisa emergente sugere que a doença de Alzheimer pode estar relacionada com um culpado inesperado: a doença das gengivas

Um estudo descobriu a presença de Porphyromonas gengivalis, uma bactéria responsável pela periodontite crônica, no cérebro de pacientes com Alzheimer falecidos.

Pesquisadores descobriram que quando os ratos foram infectados com bactérias, colonizaram seus cérebros e provocaram a produção de beta amilóide, uma proteína comumente associada ao Alzheimer. Esta evidência fortalece a hipótese de que a doença pode ter origens infecciosas em vez de ser apenas um distúrbio neurodegenerativo. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Quidem


QUIDEM - CIÊNCIA, HISTÓRIA, FILOSOFIA E ESPIRITUALIDADE

“O maior acontecimento da história não foi o homem subir e pisar na Lua; foi Deus descer e pisar na Terra.” - Billy Graham

Público-alvo: 6º ano do Ensino Fundamental
Duração: 2 a 3 aulas
Modalidade: atividade interdisciplinar

A expressão latina quidem pode significar “de fato”, “realmente” ou “certamente”, dependendo do contexto. A partir da frase atribuída a Billy Graham, a atividade propõe uma reflexão sobre dois temas: a chegada do ser humano à Lua, relacionada à Ciência, à História e à Tecnologia, e a ideia cristã da encarnação de Deus, relacionada à religião e à teologia.

A proposta ajuda os estudantes a perceber que um mesmo tema pode ser estudado por diferentes áreas do conhecimento e que cada área possui sua própria forma de investigação.

Objetivo geral

Compreender as diferenças e as relações entre Ciência, História, Filosofia, Linguagem e Religião a partir da exploração da Lua e da frase de Billy Graham.

Objetivos específicos

Conhecer informações básicas sobre a Lua e a exploração espacial; compreender a importância histórica da chegada do ser humano à Lua; identificar tecnologias utilizadas nas viagens espaciais; interpretar o sentido das palavras e das ideias presentes na frase; conhecer o conceito cristão de encarnação; diferenciar fatos, interpretações e crenças; desenvolver pesquisa, criatividade, comunicação e trabalho em grupo; respeitar diferentes formas de pensamento e crença.

Metodologia

Etapa 1 - Leitura e conversa inicial

O professor apresenta a frase de Billy Graham à turma e solicita uma leitura coletiva. Os estudantes identificam as palavras “subir”, “Lua”, “descer” e “Terra” e comentam o que entendem da frase.

O professor registra as perguntas e ideias apresentadas pelos estudantes.

Etapa 2 - Investigação sobre a Lua

A turma pesquisa informações básicas sobre a Lua e sobre a chegada do ser humano à sua superfície. Podem ser pesquisados a missão Apollo 11, os astronautas envolvidos, o foguete utilizado, os trajes espaciais, os equipamentos e a importância histórica da missão.

As informações devem ser organizadas em um pequeno quadro contendo o que aconteceu, quando aconteceu, onde aconteceu e quais tecnologias foram utilizadas.

Etapa 3 - Diferentes áreas do conhecimento

O professor apresenta como cada área pode estudar o tema:

Ciências: características da Lua e exploração espacial.
História: acontecimentos relacionados à chegada do ser humano à Lua.
Tecnologia: equipamentos e soluções utilizadas nas missões espaciais.
Língua Portuguesa: interpretação da frase e sentidos das palavras.
Filosofia: perguntas sobre conhecimento, humanidade e existência.
Ensino Religioso: compreensão do conceito cristão de encarnação e respeito à diversidade religiosa.

Etapa 4 - Atividade prática: “Dois olhares”

Os estudantes são divididos em pequenos grupos. Cada grupo recebe uma folha ou cartolina dividida em duas partes.

Na primeira parte, os estudantes representam “O ser humano chega à Lua”, utilizando desenhos, pequenas legendas e informações pesquisadas.

Na segunda parte, representam “Deus desce à Terra”, explicando, por meio de palavras, símbolos ou desenhos, o significado da encarnação segundo o cristianismo.

O professor orienta que as duas partes sejam identificadas de forma clara: a primeira apresenta acontecimentos científicos e históricos; a segunda apresenta uma crença religiosa.

Etapa 5 - Construção de modelo

Como atividade manual, os grupos podem construir uma representação simples da Terra, da Lua e de uma nave espacial utilizando papelão, papel, cartolina, tampinhas e outros materiais reutilizados.

Não haverá lançamento, combustão, uso de fogo, produtos químicos, pressão, explosivos ou qualquer mecanismo que possa causar acidentes. O modelo será exclusivamente visual e poderá ser utilizado para representar a relação entre Terra, Lua e nave espacial.

Etapa 6 - Apresentação

Cada grupo apresenta seu painel e seu modelo para a turma, explicando o que pesquisou e quais áreas do conhecimento foram utilizadas.

O professor retoma a frase inicial e pergunta: Qual parte da atividade pertence à Ciência? Qual pertence à História? Qual apresenta uma crença religiosa? Quais palavras da frase possuem sentido simbólico?

Etapa 7 - Conclusão

A turma registra uma conclusão coletiva sobre o que aprendeu. O objetivo é perceber que Ciência, História, Filosofia e Religião podem abordar questões diferentes sobre a experiência humana, sem que seus métodos e objetivos sejam confundidos.

Materiais

Cartolina ou papel kraft, folhas de papel, lápis de cor, canetas, cola, tesoura sem ponta, papelão, tampinhas plásticas, caixas pequenas, revistas para recorte e outros materiais reutilizados.

Segurança

Todos os materiais devem ser adequados à faixa etária. A atividade utiliza apenas construção manual e representação visual. Não devem ser utilizados fogo, combustíveis, substâncias químicas, objetos pontiagudos, mecanismos de pressão, materiais explosivos ou qualquer dispositivo de lançamento. O uso de tesouras e outros instrumentos deve seguir a orientação do professor.

Avaliação

A avaliação será realizada durante todo o processo, considerando a participação, a pesquisa, a organização das informações, a compreensão dos diferentes campos de conhecimento, a criatividade na construção do modelo, a comunicação durante a apresentação e o respeito às diferentes perspectivas.

Síntese: a atividade utiliza a chegada do ser humano à Lua e uma reflexão de caráter cristão como pontos de partida para aproximar Ciência, História, Tecnologia, Língua Portuguesa, Filosofia, Arte e Ensino Religioso, desenvolvendo pesquisa, pensamento crítico, expressão e respeito à diversidade.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Você sabia que crianças com transtorno do espectro autista podem se beneficiar muito da convivência e interação com um pet?

É isso que mostra um estudo do Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM™: o contato com pets, especialmente com gatos mais calmos, pode ajudar no desenvolvimento de habilidades emocionais, sociais, fisiológicas e cognitivas nas crianças. Essa relação cria uma forte conexão entre os dois e promove uma socialização super saudável, isso porque os felinos interagem com os pequenos de forma muito natural e sem qualquer tipo de pressão.

A interação humano-animal tem sido foco do Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal Waltham, parte da Mars Petcare. Objetivo é comprovar o quanto essa relação é benéfica. Também nesta busca por informação estão os resultados de um estudo financiado pelo Human Animal Bond Research Institute (HABRI), da Universidade do Missouri, que identificou que crianças com autismo e pais que adotaram um felino sentiram, de imediato, uma forte conexão com o pet.

Os estudos mostram que a presença dos gatos na vida de crianças autistas causa efeitos positivos no desenvolvimento cognitivo e de aprendizado do vocabulário, isso porque os felinos interagem com os pequenos sem transmitirem a sensação de “pressão”. Os gatos recebem carinho sem demonstrar e podem passar horas olhando para uma imagem em absoluto silêncio. Dessa maneira, ambos podem curtir seus silêncios naturalmente e juntos.

Segundo estudo, relação promove uma melhoria no desempenho e desenvolvimento na comunicação, raciocínio, percepção e memória (Foto: reprodução)
Desenvolvimento físico, cognitivo e social
Os resultados de pesquisas mostram que a convivência com cães e gatos beneficia crianças e adultos de forma geral: reduzindo estresse, medo, fadiga e tristeza. Mas há uma diferença com base no animal: as crianças autistas tendem a se relacionar melhor com animais mais calmos, por exemplo. Além disso, a pesquisa Waltham mostra que o contato com pets pode diminuir o risco de as crianças desenvolverem alergias futuras.

O estudo evidenciou que a interação dos gatos com as crianças que possuem Transtorno do Espectro do Autismo e crianças com Déficit de Atenção promove uma melhoria no desempenho e desenvolvimento na comunicação, raciocínio, percepção e memória.

Os pesquisadores de Waltham apontam que ter um pet no ambiente familiar pode impactar positivamente a saúde emocional e as habilidades sociais das crianças com autismo. Por exemplo, ter contato com os animais em casa ajuda a criança a criar vínculos e se sentir bem na presença de outro ser. Eles também auxiliam muito o emocional dos pais ao verem o filho interagir com um pet, quando a criança tem dificuldade de interação com a família.

Para promover mais benefícios na relação de laços entre crianças e pets, a interação entre eles deve ser sempre monitorada por adultos para evitar imprevistos em que a criança pode se machucar ou exceder o limite imposto pelo animal e sempre procurar um especialista para qualquer eventualidade.



Nos últimos anos, começou-se a usar animais em tratamentos para diferentes doenças. Assim, foi provado que os gatos como terapia para o autismo obtêm grandes resultados. E há milhares de famílias que ousaram experimentar e hoje estão felizes com as melhorias obtidas.

Cerca de 2% das crianças são diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA). É uma doença neurológica que afeta as capacidades de socialização. Aspectos relacionados à interação emocional, da comunicação ao planejamento, que não se desenvolvem adequadamente.

O autismo implica que haja um isolamento social da pessoa que o sofre. Em outros casos, há interesse em relacionamentos; mas eles não conhecem as formas sociais de fazê-lo, ou falham em estruturar conversas ou na reciprocidade emocional.

Uma das características dos gatos é precisamente sua conexão interior; eles são animais calmos, equilibrados e reservados. Precisamente essas condições fazem dele um dos melhores companheiros de terapia. Eles são companheiros sem serem invasivos; e é disso que uma criança autista precisa.

Está provado que a inclusão de gatos na terapia para o autismo aumenta a confiança e fortalece as expressões. Crianças autistas começam a desenvolver seus mecanismos de comunicação com esses animais de estimação.

Os gatos ficam com os pequenos, mas sem pressioná-los. Eles recebem afeição quando a oferecem; mas não demonstram ansiedade em todos os momentos. Dessa maneira, são os amigos que podem curtir seus silêncios naturalmente. As crianças relaxam e amam seu animal de estimação incondicionalmente; permitindo que avancem.

Em seu pensamento, parece que as crianças autistas se sentem identificadas com os gatos. Eles são seres como elas, que podem passar horas olhando para uma imagem ou em absoluto silêncio. Agem apenas quando é necessário fazê-lo. A diferença pode estar na reação. E, vendo o seu gato agir; eles podem ter a confiança de que podem fazer isso também.

Exemplos de gatos em terapia para o autismo
Há duas histórias de crianças autistas cujas famílias descobriram o benefício de gatos por acaso. Até agora, eles tentaram tratamentos diferentes sem avanços notáveis. E as dificuldades de convivência com o filho autista eram às vezes um pesadelo.

Eles disseram que às vezes não sabiam como lidar com certas reações. Hora do banho, dormir, viajar ou estabelecer limites era terrível; a falta de conexão visual, fobias para certas questões, dificultavam ainda mais a situação.

Mas um dia, eles encontraram um gato em suas vidas e a terapia veio naturalmente. Aconteceu tudo naturalmente; sem qualquer planejamento. Obviamente, eles gostariam de saber disso antes; de remediar a tempo.

Stan é um gato branco que adotou a família de uma criança autista de quatro anos. Selmon vive com o pai e um irmão mais velho; sua mãe faleceu e ele foi diagnosticado com TEA.

Com o tempo, o pequeno começou a conversar com seu felino. Quando a criança quer, eles conversam e brincam juntos; quando não quer, o gato fica ao seu lado em silêncio. “Gatos são como eu”, Selmon disse ao pai, muito convencido e feliz.

Outro caso de gatos em terapia para o autismo
Carls é uma gata que se tornou a melhor amiga de Dan, uma jovem com autismo. Dan foi diagnosticada com autismo aos dois anos de idade. Ela mora com seus pais, que tentaram de tudo para tratar o autismo.

Eles até fizeram terapia com cães, mas foi rapidamente descartada por causa da ansiedade que isso causou em Iris.

Desde que Carls entrou em sua vida, as melhorias foram evidentes; os maiores medos de Iris desapareceram. Agora ela pode tomar um banho e viajar de carro com seu gato no colo.

Quando a insônia ataca, Dan se aproxima e tudo volta à calma. E em momentos de inspiração, o gato é o companheiro fiel da jovem; ambos sentam no parque para ficar em um silêncio que não dói mais.

A vida dessas famílias mudou consideravelmente. Gatos em terapia para o autismo têm sido a melhor experiência que tiveram até agora. Com a ajuda de felinos, muitas crianças começaram a desenvolver suas habilidades de comunicação e expressão emocional.

Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...