*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
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domingo, 9 de fevereiro de 2025

A tecnologia assistiva para crianças com deficiência auditiva pode ajudar na comunicação, na educação e na inclusão social.


Alguns exemplos de tecnologias assistivas para pessoas com deficiência auditiva:

Aparelhos auditivos

Implantes cocleares
Sistemas de alerta visual
Tradutores para Língua de Sinais
Despertadores que vibram
Notificações por flashes e luzes
Programas de leitura de telas
Aplicativos que traduzem ondas sonoras
Aplicativos que ajudam a identificar o choro de bebês
Plaphoons, que são figuras que representam ações e sentimentos

A tecnologia assistiva também pode ser usada para melhorar a acessibilidade comunicacional de pessoas com perda sensorial dupla (surdocego -
deficiência que compromete a visão e a audição, total ou parcialmente. Ela afeta o desenvolvimento da linguagem, da comunicação, da mobilidade, da autonomia e do aprendizado). A comunicação pode ser utilizados a Libras tátil ou o tadoma.


A Libras Tátil e o Tadoma são métodos de comunicação tátil utilizados por pessoas surdocegas. A Libras Tátil é uma modalidade da Língua Brasileira de Sinais (Libras), enquanto o Tadoma é um método de leitura labial tátil.

Libras Tátil

É uma modalidade da Libras que usa o toque para transmitir informações
O guia-intérprete reproduz os sinais da Libras na palma da mão da pessoa surdocega
É uma ferramenta essencial para a inclusão social das pessoas surdocegas

Tadoma

É um método de leitura labial tátil
A pessoa surdocega coloca a mão no rosto do interlocutor, com o polegar sobre os lábios e os outros dedos sobre a bochecha, mandíbula e garganta
A pessoa surdocega percebe a língua oral emitida

Além da Libras Tátil e do Tadoma, existem outros métodos de comunicação para pessoas surdocegas, como: Sistema Braille tátil, Alfabeto dactilológico, Tablitas de comunicação, Comunicação social Háptica.


A pessoa surdocega apresenta uma das deficiências menos conhecidas. Não é uma pessoa cega que não possa ver, nem um surdo que não possa ouvir. É uma pessoa com uma deficiência multisensorial, privada do uso dos seus sentidos espaciais e distância, razão pela qual sua educação deve partir de necessidades individuais.

Surdocego Pré-linguístico:
É a pessoa que ficou surdocega antes da aquisição de uma língua.

Surdocego Pós-linguístico:
É a pessoa que ficou surdocega após a aquisição de uma língua, seja esta oral ou sinalizada.
Quando nós falamos sobre surdocegueira adquirida nos referimos a um grupo de pessoas que podem ser:
Pessoas nascidas com audição e visão normal e que adquiriram perdas totais ou parciais de visão e audição.
Pessoas com perda auditiva ou surdas congênitas com deficiência visual adquirida.
Pessoas com perda visual ou cegas congênitas com deficiência auditiva adquirida.

A comunicação com a pessoa surdocega é feita por meio de:
Língua de sinais tátil – Sistema não alfabético que corresponde à língua de sinais utilizadas tradicionalmente pelas pessoas surdas, mas adaptadas ao tato, através do contato das mãos da pessoa surdocega com as mão do interlocutor.
Método Tadoma – Consiste na percepção da língua oral emitida, mediante uso de uma ou das duas mãos da pessoa surdocega utilizando geralmente o dedo polegar, colocado suavemente sobre os lábios e os outros dedos mantidos sobre a bochecha. a mandíbula e a garganta do interlocutor.
Alfabeto datilológico – As letras do alfabeto se formam mediante diferentes posições dos dedos da mão.
Sistema Braille Tátil – Sistema alfabético baseado no sistema Braille tradicional de leitura e escrita adaptado de maneira que possa ser percebido pela pessoa surdocega através do tato.

Causas mais comuns da surdocegueira:
Síndromes genéticas (Usher,Trissomia, Goldenhar, Marfan)
Diabetes
Tumores cerebrais
AVC – Acidente Vascular Cerebral
Meningites
Choques anafiláticos

Pensar na inclusão, alfabetização/letramento e interpretar e compreender os conteúdos matemáticos para alunos com deficiência multisensorial é planejar e elaborar estratégias de ensino para que os alunos aprendam com significado. Planeje atividades utilizando o auxílio de materiais manipuláveis, o que também ajuda e estimula a coordenação e raciocínio.

Nas atividades em sala de aula pode ser utilizados vários materiais manipuláveis. Os manipuláveis são recursos que podem ser transformados, modificados e explorados de diversas formas e inclusive podem ser de sucatas (limpos e não cortantes).

A tecnologia assistiva e inclusão na Educação Infantil


A tecnologia assistiva constitui um recurso fundamental para ampliar a participação, a autonomia e a inclusão de crianças com deficiência no ambiente escolar, especialmente de crianças com deficiência visual. No contexto educacional, sua utilização deve estar integrada ao planejamento pedagógico e considerar as potencialidades, necessidades e formas particulares de interação de cada criança com o ambiente, os objetos e as atividades propostas. Mais do que disponibilizar recursos adaptados, a tecnologia assistiva envolve a criação de estratégias que possibilitem à criança realizar ações, comunicar-se, explorar, brincar, aprender e participar de experiências educativas por diferentes meios.

A atuação docente exige conhecimento sobre os recursos disponíveis, capacidade de planejamento, observação sistemática e trabalho colaborativo com profissionais especializados, equipe escolar e família. O professor precisa compreender que adaptar uma atividade não significa reduzir seus objetivos pedagógicos, mas criar diferentes possibilidades de acesso ao conhecimento. A flexibilização curricular pode ampliar as formas de participação e expressão, permitindo que as diferenças individuais sejam consideradas como parte da diversidade presente no processo educativo.

Para crianças com deficiência visual, os recursos táteis, sonoros, espaciais e tecnológicos assumem especial importância. A exploração tátil permite identificar texturas, temperaturas, superfícies, formas, contornos, dimensões, pesos e consistências. Por meio das mãos e dos movimentos corporais, a criança constrói referências sobre os objetos e sobre o espaço, desenvolvendo formas próprias de exploração e organização das informações. Essa experiência pode ser ampliada com materiais tridimensionais, objetos de diferentes texturas, relevos, modelos em escala, recursos sonoros e materiais que possibilitem a identificação de formas e relações espaciais.

Atividades pedagógicas adaptadas podem incluir amarelinha com marcações táteis, jogos de memória com diferentes texturas, dominó com elementos tridimensionais representando formas geométricas, quebra-cabeças em relevo, materiais de classificação por tamanho e textura, livros acessíveis e recursos que associem estímulos táteis, auditivos e verbais. A adaptação deve preservar o objetivo da atividade e garantir que a criança possa compreender sua lógica e participar de maneira efetiva.

As tecnologias digitais também podem constituir importantes recursos de acessibilidade, oferecendo alternativas para leitura, escrita, comunicação e acesso a conteúdos. Computadores, dispositivos móveis, leitores de tela, recursos de ampliação e ferramentas de produção de áudio podem ser incorporados de acordo com a necessidade individual e com os objetivos pedagógicos. A escolha do recurso deve considerar sua funcionalidade, acessibilidade, segurança, faixa etária e capacidade de favorecer a autonomia da criança.

A construção de recursos de tecnologia assistiva pode ocorrer também dentro da própria escola, utilizando materiais simples e de baixo custo. Adaptar jogos, produzir superfícies em relevo, utilizar diferentes texturas, criar referências espaciais e transformar materiais pedagógicos convencionais são estratégias que podem ampliar o acesso às experiências educativas. Nesse processo, criatividade e observação são instrumentos pedagógicos importantes, pois permitem encontrar diferentes formas de realizar uma mesma atividade.

Educar na diversidade significa organizar o ambiente e o currículo de modo que diferentes formas de percepção, comunicação, movimento e expressão possam coexistir. A inclusão, portanto, não se limita à presença física da criança na escola; envolve garantir condições concretas de participação, aprendizagem, interação e autonomia. O planejamento deve partir da avaliação das potencialidades e necessidades individuais, estabelecendo objetivos claros, selecionando recursos adequados e acompanhando continuamente seus resultados.

A avaliação da tecnologia assistiva deve considerar não apenas a execução da tarefa, mas também o nível de autonomia, participação, comunicação, interação e aprendizagem proporcionado pelo recurso. Quando necessário, a estratégia deve ser modificada ou substituída, em um processo contínuo de observação e aperfeiçoamento.

A participação da família e o trabalho integrado entre professores, profissionais especializados e comunidade escolar contribuem para a continuidade das estratégias de acessibilidade e para a construção de ambientes mais inclusivos. Dessa forma, a tecnologia assistiva pode ser compreendida como instrumento pedagógico de acesso, participação e autonomia, permitindo que cada criança encontre diferentes caminhos para explorar o mundo, construir conhecimentos e desenvolver suas capacidades.

Foto1: Amarelinha 

Foto2: dominó com elementos tridimensionais representando conceitos de figuras geométricas. Atividades que auxiliam a memória


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Modelagem

Consiste na manipulação de materiais muito moldáveis. É uma atividade plástica que precede a escultura. Corresponde à introdução do relevo físico, corpóreo, do volume de objetos , etc.
Difere em relação ao desenho e pintura pela sua tridimensionalidade.

As atividades de modelagem oferecem importantes possibilidades de desenvolvimento às crianças, pois, como refere Piaget "o pensamento parte da ação".

Materiais para modelar:
- barro
- argila
- plasticina
- pasta de papel
- ...

Do ponto de vista evolutivo, em um primeiro momento a criança entra em contato com o material, brinca com ele, amassa-o, arredonda-o, introduz-lhe os dedos e mãos - fase de manipulação espontânea.

Posteriormente, a criança começa a perceber formas e procura representá-las - fase da representação.

Por último, depois d manipulação e da observação dos objetos, a criança identifia-os e tenta representá-los de forma realista - fase da identificação.

A expressão das formas em volume exige uma evolução mais lenta do que o desenho ou pintura devido à dificuldade da criança em manejar para além da forma, à terceira dimensão.


A terapia com massinha de modelar é uma abordagem lúdica que pode ser utilizada em diferentes contextos, como em terapia alimentar, arteterapia e atividades de desenvolvimento.

Terapia alimentar

Estimula a coordenação motora e a criatividade
Permite que a criança se aproxime do alimento de forma descontraída e segura
É uma abordagem eficaz para crianças com seletividade, dificuldade ou recusa alimentar

Tecnologia assistiva
A modelagem é uma das transposições de linguagem utilizadas no processo arteterapêutico
O contato com a massinha de modelar permite que o cliente observe a possibilidade de contatar uma produção com volume, com forma diferente da observada no desenho

Atividades de desenvolvimento

Estimula a habilidade visuoespacial e funções executivas
Ajuda a relaxar, diminuindo ansiedade, tensão e estresse
Desenvolve a coordenação motora fina, movimento importante para quando chegar a hora de aprender a escrever
Aprimora a criatividade e a imaginação

A massinha de modelar pode ser feita com farinha de trigo, biscuit, papel machê, massa de modelar escolar e industrializada.


Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...