*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Ludo



Relatório – TDAH e Ludoterapia
Autora: Renata Bravo

Introdução


O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é caracterizado principalmente pela dificuldade em manter a atenção, pelo esquecimento frequente e pela impulsividade/hyperatividade.
A ludoterapia surge como estratégia terapêutica eficaz para crianças de 3 a 11 anos, já que utiliza o jogo como linguagem natural da infância para trabalhar aspectos cognitivos, sociais e emocionais.

Tipos de Ludoterapia e Aplicações no TDAH
1. Brincadeira participativa

O terapeuta participa ativamente do jogo.

Estimula a confiança, a socialização e o manejo de emoções intensas.

Ajuda a criança a lidar com revezamento, competição e cooperação.

2. Ludoterapia centrada na criança

O jogo é iniciado pela criança.

O adulto responde às escolhas lúdicas, valorizando comunicação não-verbal.

Favorece a expressão de sentimentos e comportamentos.

3. Ludoterapia estruturada

Atividades com objetivos claros.

Trabalha: foco, memória, seguir instruções, paciência e autorregulação.

4. Autorregulação

Uso do jogo para controlar foco e emoções.

O terapeuta atua como modelo e oferece experiências sensoriais, atividades físicas e técnicas de relaxamento.

5. Relação terapêutica

Baseada em confiança, humor, carinho e cordialidade.

Ambiente seguro - criança mais aberta a aceitar orientações e trabalhar objetivos.

- Jogo do Ludo como Recurso Terapêutico:

Benefícios Cognitivos

Estimula raciocínio lógico.

Desenvolve coordenação motora fina.

Estimula planejamento e concentração.

Trabalha contagem e noção numérica (dado).

- Benefícios Socioemocionais:

Desenvolve empatia.

Ensina a lidar com frustrações.

Promove interação social.

Incentiva o trabalho em equipe.

- Benefícios Educacionais:

Ensina estratégias e habilidades matemáticas.

Ensina a esperar a vez pacientemente.

Ajuda no controle emocional.

Promove superação de limites.

Pode ser usado como ferramenta interdisciplinar.

- Atividades Práticas:
1. Ludo adaptado para TDAH

Tabuleiro maior, com cores bem vivas.

Regras simplificadas no início, aumentando a complexidade gradativamente.

Tempo cronometrado por rodada (para ajudar no foco).

2. Circuito da Autorregulação

Montar uma trilha com cartas de instruções simples (pular, respirar fundo, imitar animal, esperar 10 segundos).

Objetivo: treinar autorregulação de forma lúdica.

3. História do Dado

Cada jogada do dado deve vir acompanhada de uma ação verbal, ex.:

1 - diga uma qualidade sua

2 - respire fundo 3 vezes

3 - imite um animal

4 - conte até 10 calmamente

5 - elogie alguém

6 - conte algo que gosta de fazer

Trabalha memória, expressão e controle de impulsos.

4. Oficina Criativa – Construindo Meu Ludo

As crianças desenham e montam seu próprio tabuleiro (papelão, cartolina, tampinhas).

Estimula criatividade, paciência e vínculo com o jogo.

Conclusão:

A ludoterapia, quando associada a jogos estruturados como o Ludo, torna-se uma ferramenta poderosa no tratamento do TDAH. Além de estimular aspectos cognitivos e motores, favorece a socialização, a autorregulação emocional e o fortalecimento da autoestima.


Sugestões de Aplicação em Sala de Aula

1. Ludo da Matemática


Objetivo: trabalhar números, contagem e noções de probabilidade.

Como aplicar:

Cada jogada do dado deve ser contada em voz alta pelo aluno.

Ao avançar casas, pode-se pedir para somar/subtrair o número obtido.

Exemplo: tirar 4 - responder a uma conta simples (2+2).

Benefícios: concentração, raciocínio lógico, reforço de operações básicas.

2. Ludo da Convivência

Objetivo: desenvolver habilidades socioemocionais.

Como aplicar:

Cada cor do tabuleiro representa uma atitude (ex.: vermelho = coragem, azul = cooperação, verde = paciência, amarelo = respeito).

Ao cair em determinada cor, o aluno deve citar uma situação do dia a dia em que viveu essa atitude.

Benefícios: empatia, expressão de sentimentos, construção de valores.

3. Ludo da História

Objetivo: revisar conteúdos de forma divertida.

Como aplicar:

Ao cair em casas especiais, o professor faz uma pergunta de História/Geografia.

Acertou - joga novamente.

Errou - perde a vez.

Benefícios: memorização, paciência, foco em instruções.

4. Ludo do Movimento

Objetivo: ajudar na autorregulação e gastar energia de forma saudável.

Como aplicar:

Cada número do dado corresponde a uma ação física (ex.: 1 = pule 5 vezes, 2 = respire fundo, 3 = bata palmas, 4 = alongue-se, 5 = imite um animal, 6 = sente-se e conte até 10).

Benefícios: coordenação motora, controle da impulsividade, relaxamento.

5. Construindo o Ludo da Turma

Objetivo: estimular criatividade e cooperação.

Como aplicar:

Os alunos constroem seu próprio tabuleiro em cartolina ou papelão.

Definem juntos as regras adaptadas (ex.: casas de desafio, casas de relaxamento).

Benefícios: protagonismo, engajamento, valorização do trabalho coletivo.

- Dicas para o Professor:

Trabalhar em grupos pequenos (máx. 4 por jogo) para manter o foco.

Usar tempo delimitado (cronômetro ou música) para manter a dinâmica.

Reforçar elogios a cada conquista (mesmo que pequena).

Alternar entre atividade física + jogo de tabuleiro para equilibrar energia e concentração.


Plano de Aula – Ludo Pedagógico para Crianças com TDAH

Turma: Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano)
Duração: 50 minutos
Tema: Concentração, cooperação e aprendizagem por meio do jogo Ludo

- Objetivos
Gerais:

Favorecer a inclusão de crianças com TDAH em atividades coletivas.

Promover o desenvolvimento cognitivo, social e emocional por meio do jogo.

Específicos

Estimular a concentração e a atenção sustentada.

Trabalhar a noção de turno e espera da vez.

Desenvolver raciocínio lógico-matemático.

Incentivar a autorregulação emocional e o respeito às regras.

Estimular a convivência e o trabalho em equipe.

- Metodologia:

Apresentação (10 min)

O professor apresenta o tabuleiro do Ludo e explica as regras básicas.

Breve conversa sobre paciência, respeito às regras e importância de esperar a vez.

Jogo Principal – Ludo adaptado (30 min)

Divisão em grupos de até 4 alunos.

Cada grupo recebe um tabuleiro adaptado com casas especiais:

- Casa da Calma - a criança deve respirar fundo 3 vezes antes de jogar de novo.

- Casa do Desafio - responder uma conta de matemática ou pergunta de conteúdo (História/Geografia).

- Casa da Amizade - fazer um elogio ou ajudar o colega do lado.

O professor acompanha, ajudando na regulação da atenção e incentivando a cooperação.

Encerramento (10 min)

Roda de conversa rápida:

“O que você aprendeu jogando?”

“Como foi esperar a vez?”

“O que foi mais difícil e mais divertido?”

- Recursos Didáticos:

Tabuleiros de Ludo (um por grupo).

Dados grandes e coloridos.

Peões adaptados (pode usar tampinhas ou botões coloridos).

Cartas de desafio (matemática, curiosidades, relaxamento).

Cronômetro ou música para marcar o tempo de cada rodada.

- Avaliação:

Observação contínua durante o jogo:

Atenção ao esperar a vez.

Participação ativa e cooperação.

Respeito às regras.

Capacidade de autorregulação emocional diante de vitórias e frustrações.

Autoavaliação oral na roda de conversa final.

- Possíveis Adaptações:

Educação Infantil: tabuleiro ampliado, menos casas e foco em cores e movimentos.

Ensino Fundamental II: incluir desafios mais complexos (problemas matemáticos, charadas, questões de ciências).

Inclusão: uso de tabuleiro com símbolos visuais para alunos com dificuldades de leitura.


Tabuleiro de Ludo Adaptado – Casas Especiais
Estrutura do Tabuleiro

Formato: clássico, com quatro cores (azul, verde, vermelho e amarelo).

Casas especiais adicionadas:

- Casa da Calma: respire fundo 3 vezes antes de jogar novamente.

- Casa do Desafio: responder uma questão simples (matemática, curiosidade ou conteúdo escolar).

- Casa da Amizade: fazer um elogio ou ajudar o colega do lado.

Sugestão Visual de Distribuição:

Casa de Início: padrão, cada cor inicia com seus peões.

Casas normais: percorrer o caminho do tabuleiro normalmente.

Casas especiais: distribuídas ao longo do percurso, 1 a 2 de cada tipo por cor.

Tipo de Casa -Símbolo/Cor -Função
Normal - Quadrado colorido - Avançar conforme dado
Calma - ou azul claro - Respirar fundo 3x antes de jogar
Desafio - ou laranja - Responder questão de conteúdo
Amizade - ou rosa - Elogiar/ajudar colega

Materiais para Montagem:

Cartolina ou papelão para o tabuleiro.

Canetinhas, lápis de cor ou adesivos para diferenciar casas.

Peões: tampinhas, botões ou peças do Ludo tradicional.

Dados grandes e coloridos.

Cartas pequenas com perguntas ou instruções (opcional).

Sugestões de Aplicação em Sala:

Cada grupo de até 4 alunos recebe um tabuleiro.

Professor orienta e acompanha a autorregulação durante o jogo.

Casas especiais ajudam a desenvolver: foco, paciência, empatia e autorregulação emocional.

Ao final, roda de conversa sobre aprendizado, estratégias e sentimentos durante o jogo.


Renata Bravo em colaboração com a Secretaria Municipal da Educação Superintendência de Gestão Educacional Departamento de Ensino Fundamental de Curitiba


JOGOS: TRANSPOSIÇÃO DO TABULEIRO PARA A QUADRA

LUDO 
ORIGEM: ÍNDIA 
COMO JOGAR: NO TABULEIRO

O tabuleiro do Ludo é formado por um quadrado que possui um percurso marcado com o desenho de uma cruz, com cada braço de uma cor diferente (vermelho, amarelo, verde, azul). Em cada um dos cantos estão os 4 pontos de saída onde começam os 4 peões de cada jogador. 
Para iniciar, um jogador lança dois dados e percorre com um dos seus peões o número de casas correspondente ao valor tirado. 
O objetivo do jogo é ser o primeiro que, partindo do ponto de saída, chegar com os 4 peões à casa final, no centro da cruz. Para isso, devem dar a volta inteira no tabuleiro e chegar antes dos adversários. 
Uma vez concluído o percurso em torno de todo o tabuleiro, o peão deve subir a coluna correspondente à sua cor para chegar ao círculo central. Para chegar, é necessário tirar no dado o número exato, correspondente ao número de casas que que faltam para o peão conquistar o círculo central. Se não conseguir, pode utilizar o número para movimentar outros peões ou então passar a sua vez.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Transforme pratinhos de papelão em máscaras

Pratinhos de papelão transformados em máscaras "Queimadas pelo Sol". 🌞
Enquanto recortam e pintam as máscaras, aproveite e converse com as crianças, sobre os perigos da exposição inadequada ao sol. 




outras opções de máscaras 




segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Faces de origami (passo a passo)

Material: papel de origami

Como fazer o origami?

O tradicional não é difícil. Não é preciso ferramentas ou cursos especiais, apenas muita atenção e ser bom observador. É claro que você precisa de papel adequado e conhecimento das regras de dobradura. Qualquer pessoa que dobrar o papel com paciência e exatidão poderá transformá-lo em uma bonita figura.

Você pode usar qualquer papel que tiver à disposição, incluindo jornal, folhas de propaganda ou papel de presente. É você quem decide o tamanho, a quantidade e a cor do papel de acordo com o que quiser fazer. Mas se quiser fazer algo bem bonito, é melhor escolher com cuidado a cor do papel, mas também do tipo de papel que usa. O ideal é usar papel feito especialmente para origami. Pode ser que você queira usar o papel artesanal japonês, chamado washi.

Para a maioria das figuras, é essencial que o papel seja um quadrado perfeito. para verificar se o papel é quadrado, você pode juntar os dois cantos opostos e dobrá-los em forma de triângulo. Se todas as bordas combinarem perfeitamente, então o papel foi cortado da maneira correta.

Para conseguir um ótimo resultado, você tem de dobrar o papel de forma que canto combine com canto e borda com borda, de modo exato. Além disso, é necessário apertar bem as dobras. Ao dobrar o papel em forma de triângulo, junte dois cantos opostos e segure-os bem firme com o polegar e o indicador de uma das mãos e dobre a base com a outra mão. Quando for dobrar o papel no meio para formar um retângulo, certifique-se de que os cantos superiores se casem perfeitamente e então segure bem firme as bordas superiores enquanto dobra a base.

Para algumas figuras de origami é necessário dobrar e desdobrar o papel, fazendo um vinco nele, em preparação para o passo seguinte. Ás vezes é preciso enrolar, preguear, torcer, apertar, forçar para dentro, abrir com sopro e virar o papel pelo avesso - tudo para dar-lhe diferentes efeitos.

Você pode fazer uma variedade de figuras tradicionais ou até mesmo criar outras novas.

Não perca a chance de aprender a arte de dobrar papel.









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domingo, 15 de setembro de 2019

Pinturas, texturas e sensações




Nos primeiros anos de vida, a criança estabelece uma relação intensa com imagens, cores, formas, superfícies e materiais. A exploração artística permite perceber que suas ações produzem efeitos concretos sobre o ambiente: ao tocar, pressionar, arrastar, misturar ou aplicar um material sobre determinado suporte, a criança modifica sua superfície e produz uma experiência visual e sensorial. Pintura, texturas e diferentes materiais constituem, portanto, recursos para ampliar a expressão, a percepção e a construção de conhecimentos sobre o mundo.

A pintura pode ser compreendida como uma linguagem visual baseada principalmente na utilização de cores, formas, manchas, linhas e diferentes procedimentos técnicos. Possui dimensões representativas, expressivas e decorativas e possibilita o contato com técnicas e materiais diversos. Na experiência infantil, pintar não se limita à reprodução de imagens: envolve experimentar cores, observar transformações, explorar movimentos e estabelecer relações entre ação, matéria e resultado.

A cor ocupa posição relevante nesse processo porque oferece à criança uma possibilidade acessível de expressão visual. Por meio dela, a criança pode comunicar percepções, preferências e experiências sem necessariamente estar preocupada com a representação figurativa ou com a correspondência objetiva entre a cor utilizada e a cor observada na realidade. A utilização de determinada cor, portanto, não deve ser interpretada isoladamente como indicador de um estado emocional; sua compreensão depende do contexto da atividade, da experiência da criança e de seu processo de desenvolvimento.

Assim como o desenho, a pintura contribui para o desenvolvimento do controle gestual, da percepção espacial e da coordenação motora. Entretanto, suas características permitem maior exploração de manchas, movimentos amplos, sobreposições e diferentes formas de aplicação do material. A diversidade de tintas, pincéis, esponjas, folhas, tecidos, elementos naturais e outros suportes amplia as possibilidades de experimentação. Técnicas como a estampagem também permitem explorar a transferência de formas e cores para diferentes superfícies, estabelecendo relações entre textura, pressão, movimento e resultado visual.

O desenvolvimento gráfico infantil ocorre de maneira progressiva e apresenta características que podem variar de acordo com experiências individuais, culturais e educativas. Na fase inicial da garatuja, geralmente associada aos primeiros experimentos gráficos, a atenção da criança está predominantemente voltada para o movimento e para os efeitos produzidos sobre o suporte. Nesse momento, a escolha das cores pode ser secundária em relação à descoberta do gesto, da marca e da ação sobre a superfície. Atividades de identificação e discriminação de cores podem ser introduzidas de maneira lúdica, sem restringir a experimentação espontânea.

Posteriormente, durante o desenvolvimento das representações pré-esquemáticas, a criança tende a ampliar seu repertório cromático e passa a estabelecer relações mais complexas entre cores, objetos e representações. Pode utilizar cores convencionais, como associar determinadas cores a objetos conhecidos, mas também pode empregá-las livremente, de acordo com suas escolhas e intenções gráficas. Uma representação de um objeto com uma cor não convencional, como um sol azul, não deve ser automaticamente considerada um erro; pode representar uma escolha estética, experimental ou simbólica.

A percepção da cor também se desenvolve em relação à experiência sensorial. Nos primeiros anos, a criança utiliza intensamente a exploração tátil, visual e motora para conhecer os objetos, investigando textura, peso, forma, temperatura, consistência e outras propriedades. Com o desenvolvimento perceptivo e cognitivo, amplia-se a capacidade de diferenciar características visuais, incluindo cores, formas e relações espaciais. Essas aquisições não ocorrem de maneira linear ou idêntica para todas as crianças, sendo influenciadas pelas oportunidades de exploração oferecidas pelo ambiente.

Nesse sentido, atividades com pinturas, texturas e sensações devem privilegiar a investigação e a experiência. Misturar cores, experimentar diferentes instrumentos, tocar superfícies, observar marcas, comparar materiais e descobrir os efeitos de cada gesto são ações que articulam percepção, movimento, criatividade e construção de conhecimento. A arte na infância constitui, assim, não apenas uma atividade de produção estética, mas uma experiência de investigação do mundo por meio dos sentidos, da ação e da linguagem visual.


sábado, 14 de setembro de 2019

O Desenho, juntamente com a pintura, é a atividade plástica mais frequente às crianças.










O desenho é uma representação gráfica de algo através do traçado de linhas.
Pode-se dizer que é uma "atividade natural" para as crianças: estas fazem traços com os seus dedos, por exemplo, na areia ou no vidro embaçado.
O desenho é também a base para outras atividades plásticas, como a pintura e a colagem. 
Do ponto de vista do desenvolvimento da criança, o desenho é um forte indicador da maturação intelectual. Existe uma forte relação entre o desenvolvimento do desenho infantil e o das aprendizagens instrumentais básicas, sobretudo da escrita. A escrita surge como um traçado que vem completar o desenho. 
O desenho infantil favorece ainda a aquisição de conhecimentos: a criança desenha o que percebe das coisas, facilitando assim o processo de assimilação dos novos conhecimentos. Por outro lado, os seus êxitos gráficos potenciam o seu conhecimento da realidade. 
É de referir ainda que o desenho constitui um importante meio de diagnóstico e de terapia infantil: o que a criança não sabe ou não pode comunicar diretamente por palavras, exprimi-o muitas vezes através do desenho,daí a importância de não fazer juízos precipitados sobre as realizações infantis. 
Vários autores estudaram a evolução do desenho infantil, não havendo um consenso sobre as várias etapas/fases. Em comum, tem o fato de nenhuma das etapas/fases estarem perfeitamente limitadas, pelo que cada uma delas contêm elementos da etapa/fase anterior e da posterior. De uma forma geral, podem-se distinguir, entre os 2 e os 6 anos, 3 fases-chave no desenvolvimento do desenho. A figura humana é o tema mais frequente no desenho infantil, e é onde melhor se observa a evolução do desenho. Evolui desde o boneco ou girino primitivo, representado, habitualmente, por uma forma circular grande de onde saem 2 traços até se chegar a um desenho que não são incluídos numerosos pormenores. 
Do ponto de vista metodológico, há 3 posíções distintas que as crianças poderão adotar para desenhar: 
- sentados ou deitados no chão com o papel individual ou coletivo, diretamente no chão (é uma posição muito cômoda para os mais pequenos e evita a sujidade);
- à volta da mesa de trabalho onde estão colocados os materiais e onde se apoia o suporte (as crianças podem trabalhar de pé, como costumam preferir, ou sentadas);
- de pé, frente à parede ou no cavalete em que se tenha colocado o suporte em posição vertical.
Os materiais básicos são os lápis e o papel, mas podem ser utilizados mitos outros. Para um traçado mais longo, pode-se usar o dedo molhado em guachê, ceras ou giz, e para um traçado mais fino e preciso utilizam-se por exemplo, lápis, marcadores ou esferográficas. Os primeiros são os mais adequados às atividades de iniciação ao controle do traço e os seguintes ao desenho de pormenor.
Quando aos suportes, o mais comum é o papel, mas podem ser usados outros como cartolinas, quadros ou areias.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Descobrindo Texturas e Formas com Colagem e Mosaico

Para além de promover o desenvolvimento estético e criativo da criança, estas atividades potenciam o desenvolvimento da organização espacial, da percepção visual, da coordenação motora fina e das noções geométricas básicas, entre outros aspetos importantes da aprendizagem infantil.

A colagem parte de formas isoladas para chegar a uma composição global. Consiste em colar pedaços de papel, tecido ou outro material sobre uma superfície plana (tecido, tábua, cartão ou cartolina), distribuindo-os de maneira a obter-se uma composição figurativa ou não.

O mosaico é uma colagem em que, partindo de pedaços de um material, cobre-se uma parte ou a totalidade de uma superfície previamente delimitada, formando imagens, padrões ou composições decorativas.

O vitral é um mosaico luminoso. Constrói-se esvaziando determinadas zonas do material utilizado como suporte e revestindo-as depois com papel transparente ou translúcido colorido, criando efeitos de luz e cor muito atrativos para as crianças.

Estas técnicas são simples e acessíveis, inclusive para os mais pequenos. São também económicas, pois utilizam frequentemente materiais reutilizados e de desperdício, incentivando simultaneamente a criatividade e a consciência ambiental.

A colagem, o mosaico e os vitrais desenvolvem destrezas manipulativas importantes, como rasgar, partir em pedaços, recortar, enrugar, picar, esvaziar e colar. Além disso, estimulam a concentração, a paciência, a imaginação, a expressão artística e a capacidade de planeamento, permitindo que a criança explore cores, formas, texturas e diferentes possibilidades de criação de forma lúdica e significativa.


Alunos da educação infantil criaram um mural com vitrais do Sagrado Coração de Jesus.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Trabalho adaptado com alunos da educação especial. (Tema páscoa)

Já estive na mesma conjuntura e sei o que cada um sente ...

Eis, o princípio vital BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL.


A verdadeira harmonia nasce de dentro para fora, calma e gradualmente. Para alcançá-la, além de esforço pessoal, são necessários instrumentos adequados, já que pouco serve a força de vontade de um "lenhador" se, em vez de um bom machado, lhe for oferecida uma simples faca. É aí que as artes entram em cena: na contemplação.







Desenhando e Colorindo com Giz de Cera

1- Objetivos

Estimular a coordenação motora fina e a força da mão por meio do uso do giz de cera.

Desenvolver a percepção tátil e visual ao explorar cores e texturas.

Incentivar a criatividade e a expressão pessoal em ambiente acolhedor e inclusivo.

Promover a interação social e a autoestima através da valorização do trabalho artístico.

2- Materiais

Giz de cera grosso (preferencialmente com adaptadores para facilitar a pegada)

Papel sulfite, cartolina ou papel cartão em tamanho grande

Desenho simples de contorno (por exemplo, flor, casa, sol) para colorir (opcional)

Pranchetas, cavaletes ou superfícies inclinadas para apoiar o papel

Aventais ou roupas que possam sujar

Apoios posturais (cadeira confortável, almofadas) conforme necessidade

3- Preparação

Organizar o ambiente com mesas ou superfícies para apoiar o papel, garantindo espaço para cada participante.

Disponibilizar os giz de cera em potes ou caixas para fácil acesso e escolha.

Adaptar os materiais para cada necessidade (ex.: prender o giz com fita, oferecer apoio postural).

Explicar a atividade com linguagem simples, usando exemplos visuais ou demonstração.

4- Desenvolvimento da atividade

Passo 1: Apresentação dos materiais

Mostrar os giz de cera, explorar cores, permitir toque e experimentar movimentos simples (deslizar o giz no papel).

Passo 2: Escolha do tema

Oferecer um desenho simples para colorir ou incentivar desenho livre com o giz.

Para participantes com maiores dificuldades, oferecer estímulo para fazer marcas, riscos ou manchas com o giz.

Passo 3: Execução

Auxiliar na pegada do giz quando necessário.

Estimular o uso da mão dominante ou alternativa para desenhar e colorir.

Encorajar movimentos amplos para os que têm limitação fina e movimentos detalhados para os que conseguem.

Passo 4: Finalização

Valorizar cada trabalho, destacando as escolhas de cores e o esforço.

Expor os desenhos em um painel para reconhecimento coletivo.

5- Avaliação

Observação da participação e interesse durante a atividade.

Verificação do uso dos materiais e tentativa de coordenação motora (segurar e movimentar o giz).

Avaliação da expressão criativa, mesmo que não formal, respeitando o ritmo individual.

Feedback positivo e incentivo ao desenvolvimento gradual das habilidades.

6- Dicas e cuidados

Respeitar os limites e o tempo de cada participante.

Estimular sempre o elogio e o reforço positivo.

Garantir ambiente tranquilo e sem pressa para que todos se sintam confortáveis.

Adaptar o ritmo e as expectativas conforme a necessidade de cada um.

Ampliação da Atividade com Giz de Cera: Ideias para várias sessões e trabalho em grupo

Sessão 1 – Exploração das cores e formas

Cada participante escolhe cores e faz experimentações livres com o giz no papel (riscos, manchas, traços).

Propor que explorem a pressão do giz para criar efeitos diferentes (mais forte, mais suave).

Incentivar que descrevam ou falem sobre as sensações que tiveram.

Sessão 2 – Desenho orientado com temas simples

Apresentar desenhos simples (ex.: frutas, animais, flores) para colorir.

Auxiliar na escolha das cores e técnicas para preencher o desenho.

Estimular a conversa sobre o tema escolhido, envolvendo linguagem e memória.

Sessão 3 – Criação coletiva de um painel

Em grupo, criar um grande painel com várias folhas ou um papel enorme.

Cada participante contribui com uma parte (desenho, cor, textura) para compor um cenário ou tema comum (ex.: jardim, parque, festa).

Incentivar a cooperação e o diálogo entre eles, valorizando cada contribuição.

Sessão 4 – Atividade sensorial com giz de cera

Experimentar desenhar com diferentes partes do giz (ponta, lado, fundo) para criar texturas variadas.

Usar folhas com relevo (papel vegetal com textura, ou papel cartão com desenhos em alto relevo) para colorir, estimulando o tato.

Conversar sobre as diferenças sentidas no papel.

Sessão 5 – Contação de história com desenhos

Ler ou contar uma história curta e pedir para que cada participante desenhe algo relacionado ao que ouviu.

Após a criação, cada um pode mostrar seu desenho e falar o que representou.

Trabalha a memória, expressão e compreensão.

Dicas para trabalho em grupo:

Organize os participantes em pequenos grupos para facilitar o acompanhamento.

Crie momentos para que todos mostrem seus trabalhos, valorizando o esforço individual e coletivo.

Use músicas ou sons que ajudem a manter o clima descontraído e motivado.

Seja flexível e adapte o ritmo conforme o grupo, respeitando as necessidades e limites de cada um.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Enquanto pipas são construídas, conteúdos de geometria como o estudo de ângulos, área, perímetro, entre outros, podem ser discutidos por alunos, com a orientação de seus professores.




 A história das pipas possui mistérios, lendas, símbolos e mitos.
Ela também encanta pela sua magia e beleza.
A construção de Pipas auxilia no desenvolvimento de conceitos matemáticos, bem como o trabalho colaborativo entre os alunos.
Nesta perspectiva, temos o objetivo de explorar conceitos matemáticos de forma lúdica e interativa, desenvolvendo o raciocínio lógico a partir da construção de pipas.
Nesta oficina os alunos terão a oportunidade de aprender a fazer pipas, de aprender sobre sua história e criação, e também de aprender conceitos matemáticos que são importantes para esta construção. Durante o desenvolvimento da oficina, serão feitos questionamentos que levam os alunos a formalizarem conceitos geométricos e refletirem sobre a importância da Matemática na construção de pipas.



Objetivo Geral:

Explorar conceitos matemáticos de forma lúdica e interativa, a partir da construção de pipas, proporcionando aos alunos experiências que os levem a perceber a matemática de forma contextualizada gerando uma atitude positiva em relação ao conhecimento matemático.

Objetivos específicos:

• Mostrar de que maneira foi criada a pipa, e que a partir dela, foram inventadas coisas grandiosas;
• Explorar os conceitos matemáticos de forma divertida e contextualizada;
• Explorar conceitos matemáticos como: linhas concorrentes, perpendiculares, paralelas, formas geométricas e noções de medidas;
• Desenvolver um trabalho colaborativo entre os alunos;
• Criar nos alunos uma atitude positiva em relação ao conhecimento matemático.

Procedimentos Metodológicos:

• Apresentação da origem/história da pipa (questionando os alunos)- Através do data- show;
• Exposição de pipas (muito breve), por meio do data-show e pipas confeccionadas pelos ministrantes;
 • Etapa da construção de pipas 1- Amarrar a vareta menor, na vareta menor com o auxilio do esquadro para formar um ângulo reto. Conforme a figura: 2- Passar a linha ao redor de toda armação. 3- Colar a armação de varetas no papel seda, deixando uma borda ao redor da linha, para fazer a dobra; 4- Corte o papel um pouco maior que a armação, essa margem servirá para a colagem. 5- Em cada extremidade dê dois cortes e pode preparar a cola, logo será usada. 6- Antes de colar, porém, dobre as margens e veja se está bem ajustada a linha, o dente do papel pode ficar solto ou colado. 7- Passe a cola sobre a margem e vire-a para dentro, aderindo bem. 8- Passe a cola sobre a margem e vire-a para dentro, aderindo bem. 9- Envergue a 1° das varetas e dê uma volta com a linha superior sobre a extremidade da vareta. 10 - Em seguida é só colocar o estirante (cabestro) e a rabiola.
• Apresentação das pipas confeccionadas pelos alunos
• Agradecimentos e encerramento.

OBS: A exploração e formalização dos conceitos matemáticos serão feitos durante e após a construção das pipas.

Cronograma:

ATIVIDADE TEMPO Apresentação da origem/história da pipa - 15 min.
Exposição de pipas - 10 min.
Construção de pipas - 40 min.
Apresentação das pipas confeccionadas pelos alunos - 10 min.
Agradecimentos e encerramento - 15 min.

Material Necessário:

• 70 Palitos de churrasco, de bambu (de preferência, com melhor acabamento, para não machucar a mão dos alunos)
• 40 Papéis Seda de cores diversas
• 07 Colas branca
• 20 Tesouras
• 20 Réguas, se possível esquadro.
• 20 Lápis
• 20 Carretéis de linha para pipas (linha corrente 10)
• Data-show Público Alvo Educação Básica, segunda fase do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

domingo, 8 de setembro de 2019

Mesa e cadeirinhas feitas com garrafas pet, fita adesiva, papelão e eva.


O propósito dessa montagem foi de desenvolver minhas habilidades motoras , visuais , sociais e cognitivas, no meu processo de recuperação.





Construir é fabricar, erigir, edificar, fazer algo novo. Podemos construir imitações de mobílias, brinquedos, edifícios, pontes, etc. São uma forma harmoniosa de integrar vários elementos em uma só unidade.

Essas atividades assemelham-se à modelagem.

 Do ponto de vista evolutivo, as crianças começam por desenvolver um conhecimento intuitivo das propriedades características do material (papel, cartolina, cartão, plástico, espuma, esferovite, cortiça, metal, madeira, etc.) e do seu comportamento e de aspectos como a forma, medida, cor, peso, relações espaciais, etc.

sábado, 7 de setembro de 2019

A natureza e a geometria

Sequência de Fibonacci na natureza.


O número de ouro (razão de Fibonacci) Um dos grandes nomes da matemática que surge inevitavelmente quando se fala da ligação da Matemática com a Natureza é o de Fibonacci. Há relativamente pouco tempo começou-se a dar importância aos números de Fibonacci e descobriu-se que são muito frequentes e podem ser usados para caracterizar diversas propriedades na Natureza, sendo o seu aparecimento não um acaso, mas o resultado de um processo físico de crescimento das plantas e dos frutos.

Há números que nos surpreendem, um desses números é o chamado número de ouro, também conhecido como rácio dourado ou proporção divina. È um número irracional, dado pela dízima infinita não periódica 1,61803398... e também pode ser representado pela metade da soma de 5 com a unidade. Uma das ocorrências mais espantosas do número de ouro encontra-se na disposição das pétalas das rosas. Elas separam-se por ângulos que são partes fraccionárias de Φ e essa disposição permite "arranjar" as pétalas de forma compacta e maximizar a sua exposição à luz.









Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...