PESQUISAS, TECNOLOGIA ASSISTIVA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESDE 2013 - EMAIL: RENATARJBRAVO@GMAIL.COM

Dilemas da Sustentabilidade frente ao consumismo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Saxofone: um instrumento de muitas possibilidades


O saxofone é um instrumento de sopro fascinante, conhecido por sua versatilidade, expressividade e presença marcante em diversos estilos musicais. Do jazz à música clássica, da banda escolar à música popular, ele se adapta, dialoga e emociona.

- Pode ser tocado de diversas maneiras

O saxofone permite diferentes formas de tocar e se expressar:

Sons suaves ou intensos

Frases longas ou curtas

Ritmos marcados ou livres

Improvisação ou leitura musical

Tudo depende da respiração, da embocadura, da posição do corpo e da intenção musical. Cada músico desenvolve, com o tempo, sua própria identidade sonora.

-Praticar faz toda a diferença

A prática constante é essencial para:

Melhorar o controle da respiração

Afinar o som

Ganhar agilidade nos dedos

Desenvolver percepção auditiva

Praticar não é apenas repetir, mas escutar, sentir e experimentar o instrumento. Mesmo poucos minutos por dia fazem grande diferença no aprendizado.

- Podemos mudar a chave

No saxofone, usamos chaves para produzir diferentes notas. Ao pressioná-las, alteramos o caminho do ar e, consequentemente, o som.

Além disso, existem diferentes tipos de saxofone, cada um afinado em uma tonalidade (como sax alto, tenor, soprano e barítono), o que amplia ainda mais as possibilidades musicais.

- Aprender música é um processo

Tocar saxofone é um caminho de descoberta: envolve disciplina, escuta, sensibilidade e criatividade. É um instrumento que convida à expressão do corpo inteiro, o sopro, os dedos, a postura e a emoção.

Mais do que tocar notas, o saxofone nos ensina a respirar música.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Construa seus próprios instrumentos musicais

Construir instrumentos musicais e/ou objetos sonoros é atividade que desperta a curiosidade e o interesse das crianças. Além de contribuir para  o entendimento de questões elementares referentes à produção do som e às suas qualidades, à acústica, ao mecanismo e ao funcionamento dos instrumentos musicais, a construção de instrumentos estimula a pesquisa, a imaginação, o planejamento, a organização, a criatividade, sendo, por isso, ótimo meio para desenvolver a capacidade de elaborar e executar projetos. É importante sugerir idéias, apresentar modelos já prontos e também estimular a criação de novos instrumentos musicais.
As crianças se relacionam de modo mais íntimo e integrado com a música quando também produzem os objetos sonoros que utilizam para fazer música, o que não significa que essas peças devam substituir o contato com instrumentos convencionais, industrializados ou confeccionados artesanalmente. Além do mais, em uma época em que o fazer torna-se atividade distante das crianças, que normalmente encontram prontos os produtos que utilizam em seu dia-a-dia, sejam brinquedos, instrumentos musicais ou aparelhos eletrodomésticos, a possibilidade de confeccionar instrumentos artesanalmente assume especial importância. É muito útil construir decifrando mistérios, dominando técnicas, aprendendo a planejar e executar, desenvolvendo e reconhecendo capacidades de criar, reproduzir, produzir.

ALGUMAS SUGESTÕES

Saxofone

As crianças ficarão abismadas, quando descobrirem que é possível tirar som de um saxofone  construído com canos de pvc.


Painel multi instrumental, construído com gravetos, sementes, e utensílios de cozinha.

Com esse instrumento será possível tocar várias notas.


Corneta construída com conduíte, funil plástico e fitas adesivas.


Castanholas

Simples, fácil de construir e de guardar.
Material necessário: cascas de nozes, um pedaço de papelão e tecido.



terça-feira, 20 de janeiro de 2026

STEAM, Cultura Maker e Música: Aprender Brincando de Forma Sustentável

Aprender pode (e deve!) ser uma experiência criativa, prática e significativa. Quando unimos STEAM, cultura maker, brincadeira sustentável e instrumentos musicais, abrimos espaço para uma educação viva, onde as crianças constroem conhecimento com as mãos, os ouvidos, o corpo e o coração.

O que é STEAM na prática?

STEAM significa Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. Na infância e em projetos socioeducativos, isso acontece quando a criança:

Testa sons e vibrações (ciência),

Cria instrumentos com materiais reutilizados (engenharia),

Mede, compara e organiza ritmos (matemática),

Explora a expressão sonora e estética (artes),

Registra, investiga e experimenta (tecnologia do cotidiano).

- Cultura Maker: aprender fazendo

Na cultura maker, o erro vira aprendizado e a curiosidade guia o processo. Ao construir instrumentos musicais com sucata, a criança:

Desenvolve autonomia e criatividade;

Aprende a planejar, testar e melhorar;

Percebe que pode criar, não apenas consumir.

- Brincadeira Sustentável: brincar cuidando do planeta

A brincadeira sustentável valoriza materiais simples e reutilizados:

Latas viram tambores,

Garrafas PET se transformam em chocalhos,

Caixas de papelão viram violões imaginários.

Além de brincar, a criança aprende sobre consumo consciente, reuso e responsabilidade ambiental.

- Instrumentos musicais e fenômenos do som

Ao explorar instrumentos (tradicionais ou construídos), surgem descobertas importantes:

- Sustain - o tempo que o som permanece audível após ser produzido.

- Altura - sons graves e agudos.

- Intensidade - sons fortes e fracos.

- Timbre - o “jeito” único de cada som.

- Ressonância e vibração – como o som se espalha e ganha corpo.

Esses fenômenos podem ser vivenciados de forma prática, sensorial e divertida, sem fórmulas complicadas.

Por que essa abordagem é tão potente?

- Integra arte, ciência e sustentabilidade

- Estimula escuta, coordenação motora e expressão

- Valoriza o brincar como linguagem de aprendizagem

- Fortalece o vínculo com o meio ambiente

- Desenvolve pensamento crítico e criativo

- Quando a criança cria, investiga e brinca, o aprendizado acontece de forma natural e significativa.

E quando isso é feito com consciência ambiental e sensibilidade artística, estamos formando cidadãos mais criativos, atentos e responsáveis.

ATIVIDADE PRÁTICA

Orquestra Sustentável: Construindo Sons e Descobrindo o Sustain

Público-alvo:

Educação Infantil (4+) e Ensino Fundamental I

(com adaptações possíveis para outras faixas etárias)

Duração:

1h a 1h30

Objetivos de Aprendizagem:

Explorar fenômenos sonoros (sustain, timbre, altura e intensidade)

Estimular criatividade, coordenação motora e escuta ativa

Desenvolver consciência ambiental por meio do reuso de materiais

Vivenciar conceitos STEAM de forma lúdica e prática

Materiais (reutilizados e seguros):

Garrafas PET, latas, potes plásticos

Tampinhas, grãos, areia, pedrinhas

Elásticos, barbante, fita adesiva

Caixas de papelão

Tesoura sem ponta

Canetinhas e materiais para decoração

ETAPA 1 - Construção dos Instrumentos (Cultura Maker)

Convide as crianças a escolherem materiais e criarem seu próprio instrumento:

Sugestões:

Chocalhos (garrafa + grãos)

Tambores (lata ou pote + balão ou papel)

Cordofone simples (caixa + elásticos)

Mediação:

“O que acontece com o som quando mudamos o material?”

“Esse som dura muito ou pouco?”

ETAPA 2 - Descobrindo os Sons (Fenômenos Musicais)

Com os instrumentos prontos, explore:

- Sustain

Toque o instrumento e conte quanto tempo o som permanece.

Compare sons curtos e longos.

- Intensidade

Toque forte e fraco.

Observe como o corpo reage ao som.

- Altura

Sons mais graves ou agudos (grãos grandes x pequenos, elásticos grossos x finos).

- Timbre

Compare instrumentos diferentes tocando o “mesmo ritmo”.

ETAPA 3 - Experimentação STEAM

Proponha desafios:

“Como fazer o som durar mais?”

“O que muda se colocarmos mais grãos?”

“E se trocarmos o material da caixa?”

- Aqui entram ciência (som), engenharia (estrutura), matemática (quantidade/tempo) e arte (expressão).

ETAPA 4 - Orquestra Sustentável

Organize uma roda

Crie sinais para começar, parar, tocar forte ou suave

Monte uma pequena composição coletiva

- Valorize o silêncio como parte da música.

ETAPA 5 - Roda de Conversa e Consciência Ambiental

Converse com as crianças:

O que era esse material antes?

Ele iria para o lixo?

O que aprendemos com essa transformação?

Avaliação (qualitativa e lúdica):

Participação e envolvimento

Capacidade de escuta

Criatividade na construção

Curiosidade e experimentação

(Pode ser feita por observação, fotos ou relatos das crianças)

ADAPTAÇÕES INCLUSIVAS

Sons táteis e vibrações para crianças com deficiência visual

Instrumentos leves e grandes para idosos ou crianças pequenas

Ritmos simples e repetitivos para crianças com TEA

Encerramento Poético:

“O som nasce do movimento,

o instrumento nasce da imaginação,

e o cuidado com o planeta nasce quando aprendemos brincando.”

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Descobrindo o Som: Música, Ciência e Sustentabilidade

Público-alvo:

Educação Infantil (4–5 anos) e Ensino Fundamental I (1º ao 3º ano)

(com adaptações possíveis)

Duração:

7 encontros de 50 a 60 minutos

(pode ser compactada ou ampliada)

Objetivo Geral:

Vivenciar os fenômenos do som por meio da construção de instrumentos sustentáveis, promovendo aprendizagem STEAM, escuta sensível, criatividade e consciência ambiental.

COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS

Escuta ativa e percepção sonora

Coordenação motora e expressão corporal

Investigação, experimentação e criatividade

Consciência ambiental e consumo consciente

Trabalho coletivo e respeito ao silêncio

AULA 1 - O QUE É SOM?

Foco: Vibração

Objetivos específicos:

Compreender que o som nasce do movimento

Sentir o som com o corpo

Atividades:

Bater palmas, pés e objetos

Encostar a mão no instrumento enquanto toca

Sentir vibração no peito ao falar

Mediação:

“O som se mexe?”

“O que acontece quando paramos?”

- Registro Desenho livre: “Como o som se move?”

AULA 2 - SONS QUE DURAM MAIS OU MENOS

Foco: Sustain

Objetivos:

Identificar sons curtos e longos

Comparar materiais

Atividades:

Testar tambor, chocalho e elástico

Contar o tempo do som com palmas

Desafio STEAM:

“Como fazer o som durar mais?”

AULA 3 - SOM FORTE E SOM FRACO

Foco: Intensidade

Objetivos:

Controlar força e intenção sonora

Desenvolver escuta coletiva

Atividades:

Tocar forte / suave

Jogo do maestro (gestos indicam intensidade)

- Valor socioemocional Respeito ao espaço e ao outro

AULA 4 - GRAVE OU AGUDO?

Foco: Altura

Objetivos:

Diferenciar sons graves e agudos

Relacionar som e material

Atividades:

Elásticos grossos x finos

Grãos grandes x pequenos

Movimento corporal (grave = baixo / agudo = alto)

- STEAM Classificar, comparar e testar

AULA 5  CADA SOM É ÚNICO

Foco: Timbre

Objetivos:

Reconhecer identidade sonora

Valorizar diversidade

Atividades:

Mesmo ritmo em materiais diferentes

Jogo “Quem está tocando?”

Conexão humana:

“Assim como os sons, as pessoas são diferentes.”

AULA 6 - O SOM GANHA CORPO

Foco: Ressonância

Objetivos:

Entender o papel do espaço

Experimentar caixas e recipientes

Atividades:

Tocar dentro e fora da caixa

Explorar eco e amplificação

- Ciência viva Som + espaço = ressonância

AULA 7 - SILÊNCIO E CRIAÇÃO COLETIVA

Foco: Silêncio e Orquestra Sustentável

Objetivos:

Integrar todos os fenômenos

Criar música coletiva

Atividades:

Construção final dos instrumentos

Orquestra sustentável com sinais

Momentos de silêncio consciente

Encerramento poético:

“O silêncio organiza o som.”

AVALIAÇÃO (PROCESSUAL E SENSÍVEL)

Participação e curiosidade

Capacidade de escuta

Criatividade e experimentação

Trabalho em grupo

- Sem provas: observação, registros visuais, falas das crianças.

ADAPTAÇÕES INCLUSIVAS

Vibração e som tátil (deficiência visual)

Ritmos simples e previsíveis (TEA)

Instrumentos grandes e leves (idosos / EI)

CONEXÃO COM SUSTENTABILIDADE

Origem dos materiais

Reuso e transformação

Redução do descarte

Cuidado com o ambiente

FRASE-SÍNTESE DA SEQUÊNCIA

Quando a criança constrói, escuta e cria,

ela aprende ciência, arte e cuidado com o planeta ao mesmo tempo.


Desenvolvimento Afetivo, Visual, Tátil, Auditivo e Motor

São aspectos importantes da educação infantil

A visão, o tato e a audição são os meios pelos quais a criança descobre o mundo, sendo que nesta fase ela não tem medo de ver, ouvir e sentir. Esses sentidos possibilitam a criança a perceber as coisas (tamanho, forma e cor) que fazem parte do meio, o tato permite que a criança sinta diferentes texturas, agradáveis ou não. A criança nesta fase escuta tudo e se dispersa facilmente, quanto a sons em alto volume, a criança pode se assustar. Aos dois anos de idade a criança possui os músculos do corpo e o controle motor mais aprimorado, tendo mais facilidade para modelar massinha e rabiscar com giz. Estas situações são de demasiada importância para o desenvolvimento visual e tátil. 


O bebê não nasce com estratégias e conhecimentos prontos para perceber as complexidades dos estímulos ambientais. Esta habilidade se desenvolve por meio das experiências vivenciadas por elas na relação com o outro, com o meio e com si mesma. Assim, é de extrema importância, possibilitar a criança experiências concretas tendo por base o desenvolvimento das habilidades sensoriais, de modo que esta aprendizagem é a base para o desenvolvimento de novas funções.



Desenvolvimento motor
O desenvolvimento motor é gradual e começa nos primeiros anos de vida
Brincadeiras com as mãos, como pintar com dedos ou fazer formas com massinha, ajudam a desenvolver a coordenação olho-mão e a força muscular
Brincadeiras ao ar livre, como andar de bicicleta, jogar bola ou pular corda, ajudam a desenvolver o equilíbrio e a coordenação
Jogos que envolvem movimentos físicos, como dançar ou jogar videogames interativos, ajudam a desenvolver as habilidades motoras

Desenvolvimento visual

A percepção visual ajuda as crianças a diferenciar as formas dos objetos, a desenvolver a memória visual e a compreender semelhanças e distinções entre objetos
A percepção visual também ajuda as crianças a reconhecer algo, mesmo que esteja com dimensão, posição ou cor diferente

Desenvolvimento tátil

A consciência de qualidade tátil ajuda as crianças a perceber a presença dos objetos em seu ambiente
A consciência de qualidade tátil implica em que as crianças aprendam a mover as mãos para explorar objetos









Cada um pode usar a criatividade somada ao seu conhecimento pedagógico e desenvolver atividades coloridas e estimulantes com as crianças. 










A verdadeira harmonia nasce de dentro para fora, calma e gradualmente. Para alcançá-la, além de esforço pessoal, são necessários instrumentos adequados, já que pouco serve a força de vontade de um "lenhador" se, em vez de um bom machado, lhe for oferecida um simples utensílio de corte. 
É aí que as artes entram em cena: na contemplação.

Segue abaixo, trabalho adaptado com alunos da educação especial (tema Páscoa).

Observação: Já estive na mesma conjuntura que os alunos e sei o que cada um vivencia.

Eis, o princípio vital BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL










Sustentabilidade, educação e cidadania

ODS 9: Trabalhar Juntos para Inovar e Construir Cidades Sustentáveis

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 9 (ODS 9) nos convida a imaginar e construir um futuro melhor por meio da inovação, da infraestrutura de qualidade e de uma industrialização inclusiva e sustentável. Ele nos lembra que o progresso só faz sentido quando todas as pessoas prosperam juntas.

- Construir uma nova cidade: para quem e para quê?

Pensar em uma cidade nova não é apenas desenhar prédios e ruas. É planejar espaços onde:

As pessoas tenham acesso à moradia segura

A energia limpa seja prioridade

A infraestrutura seja resiliente a catástrofes naturais

O desenvolvimento econômico caminhe junto com o cuidado ambiental

Cidades sustentáveis são aquelas que protegem vidas, respeitam a natureza e oferecem oportunidades para todos.

- Energia limpa: base do futuro

A inovação começa pela forma como produzimos e usamos energia. Fontes renováveis como solar, eólica e biomassa reduzem impactos ambientais e tornam as cidades mais eficientes e saudáveis. Investir em energia limpa é investir em qualidade de vida e em um planeta equilibrado.

- Agricultura familiar: inovação que alimenta a cidade

A agricultura familiar é parte essencial da infraestrutura sustentável. Ela:

Garante segurança alimentar

Fortalece a economia local

Reduz impactos ambientais com produção de alimentos mais próximos do consumidor

Valoriza saberes tradicionais aliados à inovação tecnológica sustentável

Hortas urbanas, quintais produtivos, cooperativas e circuitos curtos de comercialização conectam o campo e a cidade, promovendo desenvolvimento equilibrado.

- Industrialização inclusiva e responsável

A indústria tem papel fundamental no desenvolvimento, mas precisa ser:

Inclusiva, gerando empregos dignos

Sustentável, reduzindo resíduos e poluição

Responsável, respeitando pessoas e recursos naturais

Quando a inovação tecnológica apoia a agricultura familiar — como sistemas de irrigação eficientes, energia solar e logística inteligente — o desenvolvimento se torna mais justo.

- Casas preparadas para enfrentar catástrofes

Infraestrutura também significa proteção. Moradias bem planejadas, com materiais adequados e localização segura, ajudam comunidades a enfrentar enchentes, deslizamentos e outros eventos extremos. Prevenir é sempre melhor do que reconstruir.

- Fomentar a sustentabilidade desde a educação

Na escola, o ODS 9 pode ser trabalhado por meio de:

Projetos de cidades sustentáveis com hortas comunitárias

Maquetes integrando energia limpa, moradia e agricultura familiar

Debates sobre inovação, tecnologia, produção de alimentos e responsabilidade social

Atividades que estimulem o trabalho coletivo, a criatividade e o cuidado com a terra

Educar para a inovação é formar cidadãos capazes de transformar o mundo com consciência e colaboração.

- Trabalhar junto para prosperar

O ODS 9 nos ensina que ninguém constrói o futuro sozinho. Quando inovação, infraestrutura, indústria responsável e agricultura familiar caminham juntas, criamos cidades onde todos prosperam.

Inovar é cuidar. Construir é incluir. Produzir é sustentar.


Brincando com a matemática



Fácil de preparar, trabalha habilidades cognitivas,contagem e muito mais

Como transformar a Matemática em uma experiência lúdica, significativa e encantadora na Educação Infantil?

Quando pensamos em Matemática na Educação Infantil, não falamos de números soltos no papel, fichas repetitivas ou conceitos abstratos antecipados. Falamos de experiência, corpo, brincadeira, curiosidade e sentido.

A Matemática está presente desde cedo na vida das crianças:
na divisão dos brinquedos, na contagem dos passos, nas formas dos objetos, no ritmo das músicas, nas receitas, nas construções, nos jogos e nas descobertas cotidianas.

Um novo olhar para a Matemática

O desafio e ao mesmo tempo a grande oportunidade é repensar o fazer pedagógico, transformando a Matemática em uma linguagem viva, explorada de forma:

Lúdica
Significativa
Intencional
Integrada às brincadeiras
Respeitosa aos tempos e ritmos de cada criança

O objetivo não é acelerar aprendizagens, mas garantir experiências ricas que construam uma base sólida para o pensamento lógico, a resolução de problemas e a autonomia intelectual.

Matemática que nasce da experiência

Na Educação Infantil, a Matemática acontece quando a criança:

Compara tamanhos, quantidades e pesos
Explora formas, espaços e trajetos
Reconhece padrões em músicas, histórias e movimentos
Organiza, classifica e cria estratégias
Levanta hipóteses e testa possibilidades

Tudo isso sem precisar nomear conceitos abstratos, mas vivenciando-os de forma concreta e prazerosa.

Brincar é aprender Matemática

As brincadeiras são o principal território da aprendizagem matemática na infância.
É nelas que a criança:

Conta para saber “se tem para todo mundo”
Mede para construir uma torre mais alta
Organiza para brincar melhor
Calcula mentalmente ao dividir, juntar ou tirar
Desenvolve noções de tempo, espaço e quantidade

A Matemática, assim, deixa de ser um conteúdo e passa a ser uma experiência de descoberta.

O papel do educador: intencionalidade e escuta

Transformar a Matemática em uma experiência enriquecedora exige do educador:

Observação atenta das brincadeiras
Escuta sensível das hipóteses das crianças
Propostas desafiadoras, sem excesso de explicações
Ambientes organizados, ricos em materiais exploráveis
Perguntas abertas, que provoquem reflexão

Mais do que ensinar respostas, o educador cria situações-problema que despertam o pensamento matemático.

Garantindo direitos de aprendizagem
Essa abordagem respeita os direitos de aprendizagem da Educação Infantil:

Conviver
Brincar
Participar
Explorar
Expressar
Conhecer-se
A Matemática, nesse contexto, contribui para o desenvolvimento integral , cognitivo, emocional, social e corporal, sem pressões ou antecipações inadequadas.  
Encantar para aprender
Quando a Matemática é vivida com sentido, ela encanta.
E quando encanta, desperta curiosidade, confiança e prazer em aprender.

Investir em experiências matemáticas lúdicas na Educação Infantil é plantar sementes para aprendizagens futuras, formando crianças que pensam, questionam, criam e se relacionam de forma positiva com o conhecimento.

Porque a Matemática, antes de ser número, é experiência. 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Conhecendo o mundo de forma sustentável: a Geórgia

A Geórgia é um país onde a natureza e a cultura caminham juntas há milhares de anos.

Localizada entre a Europa e a Ásia, aos pés das montanhas do Cáucaso, a Geórgia nos ensina que viver em equilíbrio com a terra é uma forma de sabedoria.

Conhecer a Geórgia é descobrir que o mundo é diverso e que cada povo encontra seu próprio jeito de cuidar da natureza.

- Montanhas, rios e respeito à terra

As montanhas do Cáucaso moldam o clima, os costumes e o ritmo da vida georgiana.

Ali, a natureza não é apenas cenário:

ela orienta o cultivo

influencia a arquitetura

inspira histórias e canções

Na brincadeira sustentável, podemos convidar as crianças a criar: 

montanhas com tecidos e caixas

rios com panos azuis

paisagens com elementos naturais

Assim, elas aprendem que cuidar da terra é parte da cultura.

- O tempo da natureza: tradição e sustentabilidade

A Geórgia é considerada um dos lugares mais antigos do mundo na produção de vinho artesanal, feito em recipientes de barro enterrados na terra, respeitando o tempo natural.

Essa tradição nos ensina valores importantes para a infância:

esperar

observar

confiar nos ciclos da natureza

Na educação sustentável, isso vira brincadeira, plantio, cuidado diário e escuta.

A criança aprende que nem tudo precisa ser rápido para ser bom.

- Sons da Geórgia: música que nasce do encontro

A música tradicional georgiana é conhecida por seus cantos coletivos.

Vozes diferentes cantando juntas mostram que:

cada um é único

juntos criamos harmonia

o coletivo fortalece

Na brincadeira sustentável, a música surge: 

do corpo

da voz

de instrumentos simples

Menos tecnologia, mais presença.

- Conhecer a Geórgia é aprender sobre o mundo

Apresentar a Geórgia às crianças não é apenas ensinar geografia.

É mostrar que:

o planeta tem muitos modos de viver

a cultura nasce do território

o respeito começa pelo conhecimento

Conhecer o mundo de forma sustentável é cultivar curiosidade, empatia e cuidado começando pela infância.

Geórgia: florestas que cantam

Na Geórgia, algumas florestas guardam segredos sonoros incríveis: esculturas metálicas espalhadas entre árvores produzem sons harmônicos quando o vento passa ou alguém toca nelas.

É como se a natureza e a arte conversassem juntas.

Para as crianças, isso mostra que:

a arte pode nascer da natureza

a música está em tudo ao nosso redor

a criatividade não depende de plástico ou tecnologia

- Brincadeira sustentável inspirada nas esculturas

Você pode criar sua própria “floresta sonora” em casa ou na escola usando materiais reaproveitados:

Garrafas, latas ou tampinhas viram chocalhos e sinos

Galhos e cordas criam sons diferentes

Pedras e conchas ampliam o repertório de timbres

A criança aprende que a música pode ser sustentável e sensorial, e que tudo tem potencial sonoro.

- Escutar para cuidar

Observar e ouvir a floresta musical da Geórgia ensina mais do que notas e melodias.

Ela mostra que:

a natureza tem ritmo próprio

cada som é fruto de harmonia entre elementos

respeitar o ambiente é parte da experiência

Brincar assim desperta curiosidade, empatia ambiental e sensibilidade artística desde cedo.