VOCÊ PEGA UMA COISA E TRANSFORMA EM OUTRA. NÃO É APENAS RECICLAGEM É ARTE!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Roda Musical
Desenvolvimento Afetivo, Visual, Tátil, Auditivo e Motor
O desenvolvimento motor é gradual e começa nos primeiros anos de vida
Brincadeiras com as mãos, como pintar com dedos ou fazer formas com massinha, ajudam a desenvolver a coordenação olho-mão e a força muscular
Brincadeiras ao ar livre, como andar de bicicleta, jogar bola ou pular corda, ajudam a desenvolver o equilíbrio e a coordenação
Jogos que envolvem movimentos físicos, como dançar ou jogar videogames interativos, ajudam a desenvolver as habilidades motoras
Desenvolvimento visual
A percepção visual ajuda as crianças a diferenciar as formas dos objetos, a desenvolver a memória visual e a compreender semelhanças e distinções entre objetos
A percepção visual também ajuda as crianças a reconhecer algo, mesmo que esteja com dimensão, posição ou cor diferente
Desenvolvimento tátil
A consciência de qualidade tátil ajuda as crianças a perceber a presença dos objetos em seu ambiente
A consciência de qualidade tátil implica em que as crianças aprendam a mover as mãos para explorar objetos
Pinacoteca de São Paulo: Arte, História e Formação do Olhar
A Pinacoteca do Estado de São Paulo é um dos mais importantes espaços culturais do Brasil e um verdadeiro laboratório vivo para a educação artística. Seu prédio histórico, localizado no centro da cidade, é um excelente ponto de partida para compreender a relação entre arte, arquitetura e formação cultural.
Construído no final do século XIX, o edifício abrigou originalmente o Liceu de Artes e Ofícios, instituição voltada à formação técnica e artística. Posteriormente, funcionou como Escola de Belas Artes, onde pinturas e esculturas eram utilizadas como modelos de estudo para os alunos, reforçando práticas acadêmicas fundamentais para o desenvolvimento do desenho, da pintura e da observação estética.
Nesse contexto, os retratos ganham papel central no ensino da arte. Eles serviam não apenas para o domínio da técnica, mas também para o estudo da expressão, da luz, do gesto e da composição. Ao observar essas obras hoje, surge uma reflexão pedagógica importante: como os estilos de retrato evoluíram ao longo do tempo e de que forma dialogam com a arte contemporânea?
Entre os artistas presentes no acervo, destaca-se Almeida Júnior, nascido em Itu, considerado um dos principais nomes do naturalismo brasileiro. Suas obras retratam o cotidiano do interior paulista, valorizando a cultura caipira e os gestos simples da vida diária. Um exemplo marcante são as cenas domésticas, como as que incluem o fogão a lenha, elemento simbólico da vida rural e da identidade brasileira.
O reconhecimento de seu talento levou Dom Pedro II a conceder-lhe uma bolsa de estudos na Europa, experiência que influenciou diretamente sua técnica e amadurecimento artístico. Esse intercâmbio cultural é um tema relevante para o ensino de arte, pois evidencia como a formação artística se constrói a partir do diálogo entre referências locais e internacionais.
A obra “Saudade” é um dos quadros mais emblemáticos de Almeida Júnior. Com um gesto contido e expressivo, a pintura convida à leitura emocional da imagem, permitindo discussões sobre sentimento, narrativa visual e interpretação artística, aspectos fundamentais no desenvolvimento do olhar crítico dos estudantes.
Assim, a Pinacoteca se consolida como um espaço educativo essencial, onde é possível articular história da arte, identidade cultural e práticas pedagógicas.
Visitar a Pinacoteca é aprender com a arte.
Um convite permanente para educadores, estudantes e famílias ampliarem sua percepção estética e cultural.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Sapo Cururu: dono do rio e artista da noite
Sustentabilidade do Legado: uma leitura histórica e interdisciplinar das relações humanas
A História não é apenas um registro do passado. Ela é uma ponte entre tempos, culturas e saberes. Ao analisarmos trajetórias históricas, como a atuação dos jesuítas no século XVI, somos convidados a refletir sobre legado, sustentabilidade e relações humanas a partir de uma perspectiva interdisciplinar.
História: ações humanas e permanências
Os movimentos de expansão religiosa e cultural da Europa moderna ocorreram em um contexto de conflitos, reformas religiosas e disputas de poder. Nesse cenário, os jesuítas atuaram como educadores, missionários e mediadores culturais em diferentes partes do mundo.
Essas ações deixaram marcas duradouras: escolas, registros escritos, práticas pedagógicas e formas de organização social. A História nos ajuda a compreender como decisões humanas atravessam séculos, influenciando sociedades atuais, esse é um dos sentidos mais profundos do conceito de legado.
Geografia: território, deslocamento e adaptação
As peregrinações pela Europa, as viagens oceânicas e a entrada em florestas e territórios desconhecidos revelam uma relação direta entre seres humanos e espaço geográfico. A adaptação ao clima, ao relevo e aos recursos naturais era condição para a sobrevivência.
Nesse ponto, a interdisciplinaridade com a Geografia permite refletir sobre uso do território, mobilidade humana e impactos ambientais, conectando o passado às discussões contemporâneas sobre sustentabilidade e ocupação consciente dos espaços.
Ciências e Educação Ambiental: sustentabilidade além do meio ambiente
Embora o conceito moderno de sustentabilidade não existisse à época, as práticas de sobrevivência, cultivo, construção e deslocamento mostram uma relação constante com a natureza. A dependência direta dos recursos naturais evidencia que não há sociedade sem equilíbrio ambiental.
Trazer essa reflexão para as Ciências amplia o entendimento de sustentabilidade como algo que envolve:
preservação dos recursos,
continuidade da vida,
responsabilidade intergeracional.
Filosofia e Ética: relações humanas e valores
As relações entre missionários, povos originários e diferentes culturas levantam questões éticas fundamentais: respeito, diálogo, imposição cultural e convivência com a diferença. A Filosofia contribui ao questionar como nos relacionamos com o outro e quais valores sustentam nossas escolhas.
Pensar o legado histórico também é refletir sobre erros, conflitos e aprendizados, desenvolvendo uma postura crítica e consciente.
Educação: o legado como herança viva
A educação aparece como eixo integrador de todas essas áreas. O conhecimento transmitido de geração em geração é uma forma de sustentabilidade cultural. Quando ensinamos História de maneira interdisciplinar, formamos estudantes capazes de compreender o mundo de forma complexa, conectada e responsável.
Conclusão
Sustentabilidade do legado é entender que nossas ações constroem caminhos duradouros. A História mostra que relações humanas, território, natureza e conhecimento estão interligados. Ao trabalhar esses temas de forma interdisciplinar, a educação cumpre seu papel maior: formar cidadãos conscientes do passado, atentos ao presente e responsáveis pelo futuro
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Matriz Energética Limpa e Infraestrutura Digital: Indicadores Técnicos para Data Centers Sustentáveis
A expansão da economia digital impõe desafios técnicos crescentes relacionados ao consumo energético, eficiência operacional e impacto ambiental. Data centers, semicondutores e novas arquiteturas de armazenamento tornaram-se elementos críticos para o desenvolvimento tecnológico, exigindo uma abordagem integrada entre matriz energética limpa, inovação e soberania digital.
Data centers e eficiência energética
Os data centers operam em regime contínuo, demandando alta confiabilidade elétrica, redundância e sistemas de resfriamento robustos. Para avaliar sua eficiência energética, o principal indicador utilizado é o PUE (Power Usage Effectiveness), que relaciona a energia total consumida pela instalação com a energia efetivamente utilizada pelos equipamentos de TI.
Infraestruturas modernas buscam PUE entre 1,1 e 1,3, enquanto instalações tradicionais ainda operam acima de 1,6. Quanto mais próximo de 1,0, maior a eficiência global do data center e menor o desperdício energético.
Associado ao PUE, o DCiE (Data Center Infrastructure Efficiency) expressa essa eficiência em percentual, permitindo comparações diretas entre projetos.
Matriz energética limpa e emissões de carbono
A sustentabilidade de um data center está diretamente relacionada à origem da energia utilizada. O CUE (Carbon Usage Effectiveness) mede as emissões de CO₂ associadas ao consumo energético. Data centers alimentados majoritariamente por fontes renováveis tendem a apresentar CUE próximo de zero, alinhando-se a metas ESG e compromissos de neutralidade de carbono.
A transição para uma matriz energética limpa não apenas reduz emissões, mas também aumenta a previsibilidade de custos operacionais no longo prazo.
Uso de água e resfriamento
O resfriamento representa até 40% do consumo energético total de um data center. Para mensurar o impacto hídrico, utiliza-se o WUE (Water Usage Effectiveness), indicador fundamental em regiões com restrição de recursos hídricos.
Projetos sustentáveis buscam WUE inferior a 0,4 L/kWh, adotando soluções como resfriamento líquido, imersivo ou sistemas de circuito fechado. Tecnologias com alto COP (Coeficiente de Performance) contribuem significativamente para a redução do consumo energético associado à climatização.
Densidade computacional e otimização do espaço
A evolução da computação levou ao aumento da densidade energética por rack, indicador essencial para o planejamento físico e térmico. Data centers tradicionais operam entre 3 e 5 kW por rack, enquanto ambientes de alta densidade, voltados para IA e HPC, ultrapassam 40 kW por rack.
Maior densidade permite mais capacidade de processamento e armazenamento em menor espaço físico, desde que acompanhada de soluções avançadas de resfriamento e gestão energética.
Semicondutores de silício e eficiência por watt
O silício permanece como base da indústria de semicondutores, sendo determinante para a eficiência energética dos sistemas. Avanços em litografia, empacotamento 3D e microarquitetura ampliam a relação desempenho por watt, reduzindo o consumo energético por operação computacional.
O domínio dessa cadeia produtiva impacta diretamente indicadores como capacidade de processamento por kWh e custo operacional por workload, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional.
Armazenamento avançado e moléculas de carbono
Tecnologias emergentes baseadas em moléculas de carbono, incluindo grafeno e armazenamento em DNA sintético (sequências ATCG), introduzem um novo indicador estratégico: capacidade de armazenamento por unidade de energia.
Essas soluções oferecem:
Altíssima densidade de dados
Consumo energético mínimo em estado passivo
Redução significativa do espaço físico necessário
Do ponto de vista técnico, representam um salto na eficiência energética e na sustentabilidade da infraestrutura digital.
Reaproveitamento energético
O ERE (Energy Reuse Effectiveness) avalia a capacidade de reaproveitamento da energia residual, especialmente o calor gerado pelos servidores. Projetos que reutilizam esse calor para aquecimento urbano ou processos industriais apresentam melhor desempenho energético global e menor impacto ambiental.
Viabilidade econômica: CAPEX, OPEX e TCO
A análise econômica de data centers sustentáveis deve considerar o TCO (Total Cost of Ownership), que integra CAPEX (investimento inicial) e OPEX (custos operacionais).
Infraestruturas mais eficientes tendem a demandar maior CAPEX inicial, porém apresentam OPEX reduzido ao longo do ciclo de vida, principalmente devido à economia de energia, água e manutenção.
Disponibilidade e confiabilidade
Indicadores de SLA e disponibilidade são críticos para setores estratégicos. Data centers classificados como:
Tier III operam com 99,982% de disponibilidade
Tier IV atingem 99,995%
Esses níveis são essenciais para serviços financeiros, governamentais e de infraestrutura crítica.
Estratégia nacional e retenção de recursos
Deixar de ser apenas hospedeiro de data centers internacionais requer uma estratégia baseada em indicadores técnicos, incentivos fiscais e políticas públicas. Manter dados, infraestrutura e conhecimento no território nacional fortalece a soberania digital, reduz riscos geopolíticos e estimula o desenvolvimento tecnológico interno.
Conclusão técnica
A integração entre matriz energética limpa, semicondutores avançados e novos modelos de armazenamento, sustentada por indicadores técnicos claros, permite a construção de data centers mais eficientes, sustentáveis e competitivos. Esses parâmetros são fundamentais para decisões de investimento, políticas públicas e posicionamento estratégico na economia digital de baixo carbono.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Inclusão na escola: nunca pense em deficiência, pense em habilidades
A escola é o lugar onde todas as crianças devem pertencer. A inclusão acontece quando deixamos de olhar para o que falta e passamos a enxergar as habilidades que cada estudante possui.
Em atividades interdisciplinares, diferentes formas de aprender se encontram, se completam e enriquecem o processo educativo.
Quando estimulamos os sentidos, respeitamos os ritmos, garantimos acessibilidade e valorizamos os interesses, a qualidade de vida, a aprendizagem e a autoestima melhoram para todos.
Deficiência visual
Quando a visão é reduzida ou ausente, outros sentidos ganham protagonismo: audição, tato e olfato.
Na escola, podem ser incluídos em:
Banda musical escolar (percussão, canto, ritmo, grupo vocal)
Oficinas de música e instrumentos
Contação de histórias e narrativas orais
Atividades táteis (argila, texturas, materiais naturais)
Projetos sensoriais com cheiros, sons e sabores
Habilidades desenvolvidas: sensibilidade auditiva, memória, coordenação, criatividade e expressão musical.
Deficiência auditiva
Aprender não depende apenas do ouvir. O corpo, o olhar e as mãos também ensinam.
Na escola, podem ser incluídos em:
Jogos de tabuleiro (estratégia, matemática, regras)
Artes visuais (desenho, pintura, colagem, fotografia)
Atividades com imagens, mapas e sequências visuais
Dança e expressão corporal
Jogos de mímica e linguagem visual
Habilidades desenvolvidas: raciocínio lógico, atenção visual, cooperação e expressão corporal.
Deficiência intelectual
Cada aluno aprende no seu tempo. Quando o processo é respeitado, o aprendizado acontece com sentido.
Na escola, podem ser incluídos em:
Atividades de pintura, desenho e artes manuais
Música com movimento
Jogos simples e repetitivos
Oficinas práticas (culinária, jardinagem, cuidados)
Trabalhos em grupo e projetos coletivos
Habilidades desenvolvidas: coordenação motora, autonomia, socialização, criatividade e autoestima.
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Existem muitos tipos de autismo. A inclusão começa quando buscamos saber o que interessa e motiva cada pessoa.
Na escola, podem ser incluídos em:
Projetos baseados em interesses (números, animais, música, tecnologia)
Atividades estruturadas e previsíveis
Música, ritmo e sons organizados
Artes visuais, desenho detalhado e pintura
Jogos com regras claras e apoio visual
Habilidades desenvolvidas: foco, organização, criatividade, comunicação e autonomia.
Cadeirantes / deficiência física
A mobilidade reduzida não limita o pensamento, a criatividade nem a participação. Inclusão também é garantir acessibilidade física e atitudes inclusivas.
Na escola, podem ser incluídos em:
Atividades artísticas (pintura, desenho, escultura, colagem)
Música, canto e instrumentos adaptados
Jogos de tabuleiro e jogos pedagógicos
Projetos de tecnologia, robótica e produção digital
Trabalhos em grupo, debates e projetos interdisciplinares
Habilidades desenvolvidas: autonomia, expressão, raciocínio, criatividade, liderança e trabalho em equipe.
Deficiência pode se transformar em habilidade
Quando a escola adapta o ambiente, as práticas e o olhar, surgem:
Talentos antes invisíveis
Novas formas de comunicação
Criatividade ampliada
Vínculos verdadeiros
Aprendizagens profundas
Nunca pense em deficiência. Pense em habilidades.
Porque cada pessoa percebe o mundo de um jeito e todos esses jeitos têm valor.
A Casa dos Sentidos
Na escola havia uma sala diferente.
Não tinha placa,
mas todos a chamavam de Casa dos Sentidos.
Ali, quem não via
escutava o mundo com atenção
e reconhecia os amigos
pelo som dos passos e do riso.
Quem não ouvia
dançava com o chão,
sentindo a música vibrar
nos pés e no coração.
Havia quem se movesse sobre rodas
e ensinasse à escola inteira
que o caminho não está nas pernas,
mas na vontade de chegar.
Havia quem aprendesse devagar,
mas ensinasse rápido
o valor da paciência,
do cuidado
e do tempo certo das coisas.
Havia também quem visse o mundo em detalhes invisíveis,
porque seu olhar nascia de dentro
e enxergava o que ninguém mais via.
Na Casa dos Sentidos,
ninguém era menos.
Cada um era necessário.
E todos aprenderam juntos
que o mundo
não se entende só com os olhos,
nem só com os ouvidos…
O mundo se entende
quando a escola abre espaço
para todas as habilidades existirem.
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Inclusão na escola: quando a deficiência revela habilidades
Resumo
A educação inclusiva propõe um deslocamento de olhar: sair da lógica da deficiência e reconhecer as habilidades, potencialidades e diferentes formas de aprender. Este artigo discute como a escola pode estimular sentidos, interesses e competências de estudantes com deficiência visual, auditiva, intelectual, transtorno do espectro autista e deficiência física, por meio de atividades interdisciplinares que promovem aprendizagem, participação e qualidade de vida.
1- Introdução
A escola é, por essência, um espaço de diversidade. No entanto, durante muito tempo, estudantes com deficiência foram vistos a partir daquilo que não conseguiam fazer. A perspectiva inclusiva rompe com esse modelo e propõe uma mudança fundamental: não pensar em deficiência, mas em habilidades.
Quando a escola adapta suas práticas, valoriza os interesses individuais e estimula diferentes sentidos, cria-se um ambiente onde todos aprendem, cada um à sua maneira. A inclusão não beneficia apenas quem tem deficiência, mas toda a comunidade escolar.
2- Estímulo sensorial e qualidade de vida
O estímulo dos sentidos é um dos pilares da educação inclusiva. Quando um sentido é reduzido ou ausente, outros podem ser ampliados, promovendo autonomia, bem-estar, aprendizagem significativa e melhora da qualidade de vida.
A escola, por meio de atividades interdisciplinares, tem grande potencial para favorecer essas experiências.
3- Deficiência visual: aprender com o corpo e com o som
Na deficiência visual, os sentidos da audição, tato e olfato tornam-se centrais no processo de aprendizagem.
Possibilidades pedagógicas:
Participação na banda musical escolar, em grupos vocais e percussão
Oficinas de música, ritmo e instrumentos
Contação de histórias, narrativas orais e audiolivros
Atividades táteis com argila, texturas e materiais naturais
Projetos sensoriais envolvendo cheiros, sons e sabores
Essas experiências desenvolvem memória auditiva, coordenação, criatividade e expressão artística, fortalecendo o protagonismo do estudante.
4- Deficiência auditiva: aprender pelo olhar, pelo corpo e pela interação
A aprendizagem não acontece apenas pela escuta. Estudantes com deficiência auditiva utilizam intensamente o campo visual, o tato e a expressão corporal.
Possibilidades pedagógicas:
Jogos de tabuleiro, que envolvem estratégia, matemática e cooperação
Artes visuais: pintura, desenho, colagem e fotografia
Atividades com imagens, mapas mentais e sequências visuais
Dança, teatro e expressão corporal
Jogos de mímica e comunicação visual
Essas práticas estimulam o raciocínio lógico, a atenção, a leitura de imagens e o trabalho em grupo.
5- Deficiência intelectual: respeitar o ritmo e valorizar o processo
Na deficiência intelectual, o foco deve estar no processo de aprendizagem, não apenas no resultado. Respeitar o tempo de cada estudante é essencial para que o aprendizado faça sentido.
Possibilidades pedagógicas:
Atividades de pintura, desenho e artes manuais
Música associada ao movimento
Jogos simples, repetitivos e estruturados
Oficinas práticas como culinária, jardinagem e cuidados cotidianos
Projetos coletivos e trabalhos em grupo
Essas ações promovem coordenação motora, autonomia, socialização e fortalecimento da autoestima.
6- Transtorno do Espectro Autista (TEA): partir do interesse
O autismo não é único; existem muitos espectros e singularidades. A inclusão efetiva começa ao identificar o que interessa e motiva cada pessoa autista.
Possibilidades pedagógicas:
Projetos baseados em interesses específicos (números, animais, música, tecnologia)
Atividades estruturadas, previsíveis e com apoio visual
Música, ritmo e sons organizados
Artes visuais, desenho detalhado e pintura
Jogos com regras claras e mediação adequada
Quando o interesse é respeitado, surgem foco, engajamento, comunicação e autonomia.
7- Deficiência física e cadeirantes: acessibilidade e participação
A mobilidade reduzida não limita a capacidade cognitiva, criativa ou social. A inclusão de estudantes cadeirantes passa pela acessibilidade física, adaptações pedagógicas e atitudes inclusivas.
Possibilidades pedagógicas:
Atividades artísticas adaptadas
Música, canto e instrumentos acessíveis
Jogos de tabuleiro e jogos pedagógicos
Projetos de tecnologia, robótica e produção digital
Trabalhos em grupo, debates e projetos interdisciplinares
Essas práticas favorecem autonomia, liderança, expressão e trabalho colaborativo.
8- A escola como espaço de transformação
Quando a escola adapta o ambiente, flexibiliza metodologias e amplia seu olhar, a deficiência deixa de ser vista como limitação e passa a ser compreendida como uma forma diferente de estar no mundo.
A educação inclusiva revela talentos, fortalece vínculos e ensina valores como empatia, respeito e cooperação.
9- Considerações finais
Pensar inclusão é pensar em humanidade.
É reconhecer que todos aprendem, ainda que não aprendam do mesmo jeito.
As circunstâncias podem ser diferentes, mas o potencial humano sempre encontra um jeito de florescer.
Porque uma escola inclusiva não prepara apenas estudantes, prepara uma sociedade mais justa, sensível e plural.































