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Dilemas da Sustentabilidade frente ao consumismo

sábado, 24 de janeiro de 2026

Atividades adaptadas - celas braille

Louis Braille: o toque que iluminou o mundo

Quando a visão falta, o conhecimento não pode faltar.

O sistema de comunicação tátil estruturado em uma matriz de seis pontos salientes revolucionou de forma definitiva o acesso ao conhecimento e a integração social de pessoas cegas em todo o mundo. Criado por Louis Braille, ainda muito jovem, esse método genial transformou a leitura e a escrita em ferramentas reais de autonomia intelectual para quem não enxerga.

Mais do que um sistema de leitura, o braile é um ato de liberdade.

Uma genialidade que enfrentou resistência

Apesar de sua eficiência incontestável, a trajetória do braile foi marcada por fortes resistências institucionais. Durante anos, o método foi desacreditado, proibido e substituído por sistemas menos funcionais de letras em relevo, defendidos por escolas tradicionais.

Louis Braille, infelizmente, não viveu para ver o triunfo de sua própria criação. Ele faleceu em 1852, e somente anos depois seu sistema foi reconhecido oficialmente e padronizado internacionalmente. A história nos lembra, mais uma vez, que ideias transformadoras nem sempre são acolhidas de imediato.

Um missionário do bem 

Louis Braille pode ser visto como um verdadeiro missionário do bem. Um exemplo de inteligência, sensibilidade e superação. Com seu invento, deixou um legado imensurável para a humanidade, abrindo caminhos para:
acesso à leitura e à escrita
inclusão no estudo formal
acesso à informação
profissionalização e autonomia
participação plena na vida social e cultural

Seu trabalho mostrou que limitação visual não é limitação intelectual.

O Brasil e o braile 

Pouca gente sabe, mas o Brasil foi o segundo país do mundo a adotar oficialmente o sistema braile. Um dado histórico que reforça a importância de conhecermos e valorizarmos essa trajetória, especialmente em um país que ainda luta diariamente pela inclusão plena.

Conhecer a história do braile é também reconhecer que educação inclusiva não é favor é direito.

Um legado que atravessa gerações

Hoje, o braile é reconhecido como um direito humano fundamental. Ele garante que a escuridão física jamais signifique o silenciamento da mente ou a exclusão do saber literário, científico e cultural.

O toque de Louis Braille continua vivo.
E, através dele, milhões de pessoas seguem lendo, aprendendo, criando e transformando o mundo.


Celas braille

Encaixar as bolinhas nas tampas 

Material: tampas pet, miçangas redondas, papelão

Encaixar as bolinhas 
Material: miçangas redondas, papelão


Material: caixas de fósforo e letras em alto contraste



Dupla cela braille
Material: papelão e velcro


Uma cela braille é um espaço retangular com seis pontos em relevo que representam letras, números, sinais de pontuação, e outros símbolos. A combinação desses pontos forma os símbolos braille.

Como é formada uma cela braille?

Os pontos são numerados de cima para baixo, coluna da esquerda: pontos 1, 2, 3
Coluna da direita: pontos 4, 5, 6
A disposição dos pontos em duas colunas verticais permite 63 combinações
Alguns consideram a célula vazia como um símbolo também, totalizando 64 combinações

Quem criou o braille?

Louis Braille criou o braille em 1824. O braille é um sistema de leitura para pessoas cegas ou com baixa visão.

Como ler braille?

As células braille são dispostas em linhas impressas em papel ou noutro suporte tátil
Os pontos em relevo podem ser lidos com os dedos

Linhas braille eletrônicas

As linhas braille eletrônicas permitem aos seus utilizadores a interação com computadores e dispositivos móveis
A maioria das linhas braille tem teclas com funções diversas, que permitem dispensar os teclados tradicionais

O Braille não é uma língua e, sim, um código pelo qual muitos idiomas como português, inglês, espanhol, árabe, chinês e dezenas de outros podem ser escritos e lidos. É usado por milhares de pessoas em todo o mundo em suas línguas nativas e fornece um meio de alfabetização para todos.
Não é alfabeto e sim código. Código para leitura e não para escrita.


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