A paisagem sonora da Mata Atlântica é composta por uma grande diversidade de vocalizações e outros sons produzidos pela fauna, constituindo um importante elemento da experiência ecológica e da percepção da biodiversidade. Entre as aves, destacam-se espécies como sabiá-una, capitão-de-saíra, borralhara, araponga, surucuá-variado, chocão-carijó, arapaçu-de-garganta-branca, gavião-pega-macaco, saracura-do-mato e tangará-dançador, cujas vocalizações participam da dinâmica acústica da floresta. Entre os anfíbios, os coaxos também desempenham papel relevante, como ocorre com a rãzinha-verrucosa, espécie associada à Mata Atlântica que vive no solo da floresta e utiliza a serrapilheira, troncos, raízes e pequenas cavidades como abrigo. Outros sons característicos podem ser produzidos por mamíferos, como os saguis, e por aves noturnas, como a coruja-listrada. A diversidade sonora está diretamente relacionada à elevada biodiversidade desse bioma, considerado um dos mais ricos em espécies do planeta. Entretanto, a fragmentação e a perda de habitat provocadas principalmente pelo desmatamento comprometem os ecossistemas e reduzem as condições necessárias à sobrevivência de muitas espécies. Conhecer e identificar os sons da Mata Atlântica constitui, portanto, uma estratégia de educação ambiental, pois amplia a percepção sobre a fauna, estimula a observação da natureza e contribui para a compreensão da importância da conservação dos ambientes naturais.







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