terça-feira, 11 de junho de 2024

Negritude na literatura infantil

Uma abordagem baseada na obra Histórias da Preta, de Heloisa Pires Lima.

Diante de um cenário brasileiro permeado de praticas de preconceito, racismo e constante marginalização da historia do negro, urge a necessidade do trabalho em sala de aula com conteúdos que valorizem a formação da identidade étnica e que reformule os conceitos de negritude. 

Aqui, propomos analisar o processo de aceitação e construção da identidade negra da personagem infantil do livro “Histórias da Preta” da autora Heloisa Pires Lima. 

Evidenciando o caminho percorrido pela Preta, narradora-personagem principal, percebe-se que a mesma busca conhecer a sua historia e nesse percurso vai se reconhecendo enquanto negra, se aceitando e se valorizando. 

Acredita-se que esta obra é um instrumento capaz de auxiliar o professor, juntamente com a Lei Federal 10.639/03 (BRASIL, 2003), no desenvolvimento da identidade étnica racial da criança negra.


Histórias da Preta

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Na obra Histórias da Preta, de Heloisa Pires Lima, a autora apresenta uma abordagem histórica de cultura africana, passando pela definição de etnia e racismo, sempre trabalhando com uma visão do que é ser diferente. Essa é uma obra um tanto quanto complexa. A preta, vemos pela capa do livro, é uma jovem; porém, no decorrer da narrativa, dado o conhecimento e as reflexões que ela apresenta, já parece uma mulher adulta experiente: “Certa vez, trabalhei com os índios pataxós, na Bahia…” (p. 55).

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A estrutura da obra é diferente: temos, no início, a Preta se apresentando (fase de menina):

Cresci uma menina igual a todas as meninas e diferente de todas as outras. Desse jeito, sou eu com minha história, nesta história com todos os tamanhos que couberem neste livro. Eu sou a preta. Era minha madrinha, a tia Carula [ … ] que me chamava assim (p. 9).

O livro é dividido em Apresentação, África, O roubo do tesouro, São direitos ou são tortos?, Historietas da Preta, Histórias do candomblé, Diferente de ser igual. Outro aspecto interessante na estrutura é que a preta é a narradora-personagem principal. A voz na história é dela, e notamos que ela tem muitos traços da autora no decorrer da narração.

Tentaremos, pelo menos, apresentar a idéia principal da obra. Na Apresentação, ela discute sobre o duplo sentido da designação. Preta:

[…] tia Carula ficou principalmente na minha lembrança de certos dias tristes em que ela chegava com sua sacolinha de carinhos. E só ela sabia me chamar de Preta desse jeito que ficou tão doce. Olha que engraçado: quando os outros diziam que eu era preta eu achava estranho (p. 12).

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Notamos a relação afetuosa dela com a tia, o carinho, o ambiente aconchegante.

Preta mostra seus questionamentos e seu processo de descoberta e de se assumir como negra: “— Eu não sou preta, eu sou marrom. Cor de doce de leite, como a canela, como o chocolate, como o brigadeiro. Cor de telha. Cor de terra […]. Eu fui aos poucos descobrindo que eu era Preta marrom, uma menina negra”.

Não é imediatamente que ela se denominará como negra, mas aos poucos vai se percebendo e sendo percebida como tal.

É fundamental aqui o processo, pois muitos negros passaram por ele: “Ser negra é como me percebem? Ou como eu me percebo? Ou como vejo e sinto me perceberem? […] Como é, afinal, ser uma pessoa negra? Eu respondo quando responderem como é que é ser uma pessoa que não é negra?” (p. 12).

Durante a Apresentação, encontramos reflexões curiosas, inquietantes sobre essa questão: “— Vó, quem inventou a cor das pessoas? […] Ela disse: — Eu só respondo se tu me disser quem inventou o nome da cor das pessoas” (p. 12).

Ou quando ela vai comparar o termo afro com “etiqueta para todos ou tudo o que é parecido com algo ou alguém da África. Euro é a etiqueta para semelhanças européias” (p. 13).

A origem africana é assunto que percorre toda a obra, bem como a origem mestiça: “[…] Outro dia eu conversei com um amigo loiro cuja mãe sempre conta com orgulho que sua avó era negra […] Eu, negra descendente de alemães, e ele, loiro descendente de crioulos. Ninguém acredita!”. Chama-nos a atenção essa inversão positiva da mãe do amigo, que conta com orgulho a origem negra.

Mas origem africana está na cara. E também no coração. Ser africano é diferente de ser italiano ou francês […] onde o bicho homem virou gente foi na África […]. Mas, ainda que todo mundo seja africano na origem, nem todo o mundo é visivelmente negro hoje em dia. É um quebra-cabeça essa história (p. 13).

A partir daí, ela vai colar pedaços da história para tentar montar esse quebra-cabeça.

Comentemos, agora, a primeira parte da história: a África é negra ou muito colorida? A preta é uma contadora de histórias, haja vista o título da obra. Porém, de ouvidora de histórias, ela passou a ser leitora e, por último, escritora: “Fui crescendo com Lia, que me ensinou a escutar e a sonhar e às vezes a ter pesadelos com essas histórias. Às vezes líamos juntas. Depois comecei a ler de tudo, até que virei uma Lia. E Lia agora escreve livros” (p. 16).

Notamos a maneira criativa e envolvente com que a narradora tece suas idéias, sempre procurando brincar, jogar com os sentidos das palavras lia (do verbo ler) e Lia, nome próprio. Esse caráter lúdico-metafórico perpassa quase toda a obra, por exemplo: “Depois de mil e uma noites e dias de histórias sobre a África, entendi que por muito tempo os livros diminuíram alguns povos” ou “A África tem muitas etnias, isto é, muitos jeitos diferentes de ser num mundo aparentemente igual”.

Tranqüilamente, a autora nos coloca em contato com a África, com definições de etnia, cultura, por meio de uma linguagem instigante, provocativa, reflexiva e, muitas vezes, com ludicidade. Quando ela conta um dos mitos da criação do mundo pelos africanos, notamos um pouco isso:

Sabe como o mundo foi criado pelos africanos? Ou como os africanos foram criados pelo mundo? Ou como a criação criou o mundo africano? Ou como muitos africanos criaram as histórias da criação? (p. 18). Essas narrativas cheias de poesia são conhecimentos que contam sobre a criação do mundo: sabedoria sob o céu de estrelas africanas (p. 22).

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Ela apresenta a dimensão sagrada da palavra para o povo africano e o griot ou diélis (quer dizer sangue, e a circulação do sangue é a própria vida, a força vital), contador de histórias, poetas, músicos: “[…] é através da fala que o mundo continua a existir no presente” (p. 23).

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Na segunda parte, a Preta nos fala da captura de negros africanos, das etnias que vieram para algumas regiões do país. Percebemos verdadeira preocupação em mostrar outro lado da história não contada nas escolas, ou seja, uma versão diferente da história oficial, pois a Preta nos fala sobre o comércio transaárico na África, sobre o tráfico de gente: “Tinha o mercado de gente, o mercado de marfim, o mercado de ouro, e esses mercados dividiam e uniam etnias” (p. 39), até chegar ao mercado transatlântico e às suas conseqüências: “Até de tristeza eles morriam — uma tristeza chamada banzo, que era a falta que sentiam de sua terra, de sua casa” (p. 41). No livro Luana, também aparece esse termo.

Por último, ela mostra dados sobre quando, quantos, para onde e de onde vieram os escravizados, quais eram as etnias e os principais traficantes. Notamos que essa preocupação de apresentar um relato fiel da realidade histórica é imprescindível para um resgate da nossa história; porém, ao fazê-lo, perde-se um pouco o teor literário da obra, pois parece que estamos diante de um livro de história, e não de ficção, embora entendamos a preocupação em explicar tudo à criança.

Será que essa é uma característica dessa nova tendência de escritores (negros ou não) ou até mesmo uma necessidade da literatura infanto-juvenil com recorte étnico-racial, visando a uma busca e/ou ao resgate da nossa identidade? Ainda não podemos afirmar isso, mas há outros livros, não analisados aqui, que demonstram essa preocupação também.

No capítulo São direitos ou são tortos?, encontramos Estevão, um garoto negro, aluno da Academia Imperial de Belas-Artes, filho de escravos:

Mas uma confusão que costuma acontecer é imaginar que todas as pessoas negras eram escravas […] algumas puderam pôr em prática as estratégias de libertação e conseguiram libertar a si mesmas e tornar livres seus filhos e netos (p. 46).

Enquanto ele desfila pelas ruas do Rio de Janeiro, possivelmente, Preta nos conta o sonho dele: ter sucesso como o artista negro José Maurício N. Garcia: “Uma pausa do órgão quebrou seu sonho. Sabia que teria que brigar muito para conseguir ser importante. Tinha mesmo era que libertar todo mundo primeiro” (p. 47). Ele também quer ser capoeirista e vê a capoeira como uma luta que parece uma dança. Além de Estevão, ela cita alguns negros brasileiros que se destacaram.

Em Historietas da Preta, ela novamente conta várias histórias, buscando enfatizar que há outras maneiras de olhar algo ou alguém diferente, mostra a invisibilidade do negro ou a imagem dele sempre dominado, associado a tudo que é ruim: “A coisa está preta” (p. 54), sofrendo racismo. No dicionário, ela vê a definição dada ao negro: “Assim eu não vou querer ser nem negra nem preta” (p. 54). Ela vai trabalhando com os significados das palavras:

O sentido que nós damos às palavras indica o modo como vemos o mundo, traduz o que achamos das coisas […]. Sombra é bom quando tem muita luz, e luz é bom quando está muito escuro. O petróleo é negro e não é sujo, o carvão é preto e faz fumaça branca, e eu pensei em tantos opostos que se equilibram que… deu um branco na minha cabeça! (p. 54)

Nas Histórias do candomblé, Preta nos conta sua experiência em uma festa de caboclo: “A festa foi uma flecha que me atirou para dentro de um mundo desconhecido” (p. 60), pois ela havia estudado em escola de freiras: “Quando se é criado numa religião, aprende-se a evitar as outras. Das religiões de origem africana, sempre me chegavam informações muito preconceituosas” (p. 60). A Preta nos fala do candomblé, dos iorubas, dos orixás: Oxum, Oxumaré, Xangô, Oxossi, Obaluaiê, Iansã e outros.

Em Diferente de ser igual, ela retoma o que é ser diferente, ser igual, sempre procurando mostrar o lado enriquecedor da diferença e a igualdade de direitos: “Quem são os mais diferentes? Depende de como eu sou. Mas e se eu for muitos? Então vou ser parecida com muitos […]. Somos iguais no direito à vida” (pp. 68–69).

livrodavez5As ilustrações desse livro são belíssimas. Na capa, temos a Preta lineada com detalhes; notam-se os traços africanos, os adornos, a maquiagem e as tranças, assim como em Luana. As cores utilizadas são atraentes, fortes e significativas, pois lembram e mostram o colorido das cores africanas (pp. 26, 54 e 57). Em todas as páginas, há algum desenho, muitos deles de algumas etnias africanas; objetos de diferentes etnias também aparecem em destaque (pp.23–24), assim como animais africanos típicos, como camelo, girafa, jacaré, veado e outros (pp. 1, 2, 6, 7, 17, 26, 27, 34, 35 e 36).

Há ilustrações que parecem verdadeiras poesias ou quadros, que encantam, atraem, como a imagem de um pássaro numa página meio rosada com uma lua com cara de gente (p. 14) ou da amiga Lia montada em um camelo, ilustração que utiliza duas páginas com tons diferentes, parecendo a paisagem de um quadro (pp. 31–32).

livrodavez6livrodavez7Nas ilustrações da Preta ainda menina, notamos que, em uma, ela está mais escura e, em outra, mais clara, com traços diferentes, acredito que com cabelo diferente também. A constante referência à África é notória e muito positiva; por exemplo: na página 12, temos um desenho parecido com um mapa colorido, escrito África, com os africanos representados com vestimentas tradicionais, adornos (pp. 16–18). Algumas são mais nítidas do que as outras com relação aos traços faciais, se compararmos às páginas 16, 30 e 37.

Na quinta parte, temos ilustrações que retratam o candomblé, os orixás, as iniciadas (pp. 60–65).

O Sol, representando o dia, com traços negros (pp. 6, 15), em primeiro lugar, e a Lua (noite), em segundo lugar, são os mais desenhados. Além das ilustrações, o material, o papel utilizado para a impressão do livro é de extrema qualidade, gostoso de manusear, tatear, contribuindo para a estética do livro. Há ilustrações grandes, chamativas e outras com teor (preocupação) mais instrutivo (pp. 24, 25 e 43).

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Inside Out

Inside Out (Divertida mente) é uma animação divertida, emocionante, com muito aprendizado e com muita psicologia envolvida. Você já pensou em como os nossos sentimentos são responsáveis por como nos comportamos? 









Assistir e analisar "Divertida mente" faz você entender um pouco mais sobre como  sentimento e comportamento estão interligados.

A animação da PIXAR é baseada no desenvolvimento emocional de Riley (uma garota divertida de 11 anos), que está passando por uma fase de muitas mudanças emocionais, e nos apresenta 5 personagens que estão na sua mente, são eles: Alegria, Raiva, Tristeza, Nojinho e Medo. Assim como no filme, são essas emoções as responsáveis pelos nossos comportamentos.

Mas como assim? O que eu sinto é responsável por como eu me comporto?

Sim!

Para explicar o nosso comportamento com as emoções podemos utilizar a Terapia Cognitiva Comportamental (TCC).

A Teoria Cognitiva Comportamental (TCC) foi desenvolvida por Aaron T. Beck na década de 60 em uma universidade da Pensilvânia, e é uma psicoterapia breve, estruturada, orientada ao presente, direcionada a resolver problemas atuais, modificar pensamentos e os comportamentos disfuncionais.

Aron Beck em 1964, afirma que a terapia cognitiva está fundamentada no modelo cognitivo que sugere a hipótese de que as emoções e comportamentos dos indivíduos são influenciados por sua percepção dos eventos. Não é um determinado acontecimento por si só que faz com que o indivíduo defina o que está sentindo, mas antes disso, a maneira como ele interpreta o acontecimento.

Sendo assim, temos dois níveis de pensamentos que atuam ao mesmo tempo: os níveis mais obvio de pensamento e o superficial. Beck define esses pensamentos como automáticos, e não são decorrentes de deliberação ou raciocínio. Esses pensamentos manifestam-se automaticamente, eles são frequentes, muito rápidos e breves.

Os nossos pensamentos são a fonte do nosso comportamento, trabalham juntos, conforme eu me vejo na situação, eu sinto e me comporto. Podemos ver essa teoria exemplificada em “Divertida Mente” de uma forma brilhante.







sábado, 8 de junho de 2024

terça-feira, 4 de junho de 2024

No Campeonato Mundial de Budapeste, em junho, a americana Anita Alvarez afundou até o fundo da piscina.


Observando através da água e percebendo que ela estava submersa por muito tempo, a sua treinadora Andrea Fuentes atirou-se imediatamente atrás dela, completamente vestida e levou-a para um lugar seguro. Anita estava inconsciente e não podia nadar ou se ajudar de forma alguma.

Se Andrea não tivesse intervindo, Anita teria se afogado. Mas Andrea conhecia bem Anita. Ela procurou-a, percebeu rapidamente que estava debaixo da água por muito tempo e pulou sem hesitação para salvá-la.

Isso me fez refletir muito...
Quando você está submerso demais, quem são as pessoas que vão te procurar, perceber e se lançar para te trazer à superfície quando você não tiver mais forças para nadar?

Quem são as pessoas que fariam isso por você?

E alguém pode contar com você, para ser essa pessoa que irá procurá-los e perceber quando estiverem submersos demasiado tempo, te jogando na água para apoiá-los quando estiverem exaustos e sem forças para nadar nestas águas turbulentas que chamamos vida? 





 

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Sequência de Corpus Christi

Em algumas Solenidades do Calendário Litúrgico da Igreja Católica, existe um momento em que os cristãos cantam alguns hinos específicos, como por exemplo o hino chamado “Sequência de Corpus Christi”.

A Sequência é uma composição poética que é recitada ou cantada, antes da aclamação do Evangelho. 

A Sequência de Corpus Christi foi criada por São Tomás de Aquino, a pedido do Papa Urbano IV, que instituiu a celebração de Corpus Christi.

Em sua origem a composição se chama “Lauda Sion”, que traduzida para o português se chamaria “Terra exulta”.














1. Terra, exulta de alegria,

louva teu pastor e guia

com teus hinos, tua voz!

2. Tanto possas, tanto ouses,

em louvá-lo não repouses:

sempre excede o teu louvor!

3. Hoje a Igreja te convida:

ao pão vivo que dá vida

vem com ela celebrar!

4. Este pão que o mundo creia!

por Jesus, na santa ceia,

foi entregue aos que escolheu.

5. Nosso júbilo cantemos,

nosso amor manifestemos,

pois transborda o coração!

6. Quão solene a festa, o dia,

que da Santa Eucaristia

nos recorda a instituição!

7. Novo Rei e nova mesa,

nova Páscoa e realeza,

foi-se a Páscoa dos judeus.

8. Era sombra o antigo povo,

o que é velho cede ao novo:

foge a noite, chega a luz.

9. O que o Cristo fez na ceia,

manda à Igreja que o rodeia

repeti-lo até voltar.

10. Seu preceito conhecemos:

pão e vinho consagremos

para nossa salvação.

11. Faz-se carne o pão de trigo,

faz-se sangue o vinho amigo:

deve-o crer todo cristão.

12. Se não vês nem compreendes,

gosto e vista tu transcendes,

elevado pela fé.

13. Pão e vinho, eis o que vemos;

mas ao Cristo é que nós temos

em tão ínfimos sinais...

14. Alimento verdadeiro,

permanece o Cristo inteiro

quer no vinho, quer no pão.

15. É por todos recebido,

não em parte ou dividido,

pois inteiro é que se dá!

16. Um ou mil comungam dele,

tanto este quanto aquele:

multiplica-se o Senhor.

17. Dá-se ao bom como ao perverso,

mas o efeito é bem diverso:

vida e morte traz em si...

18. Pensa bem: igual comida,

se ao que é bom enche de vida,

traz a morte para o mau.

19. Eis a hóstia dividida... Quem hesita, quem duvida?

Como é toda o autor da vida, 

a partícula também.

20. Jesus não é atingido: o sinal que é partido;

mas não é diminuído,

nem se muda o que contém.

21. Eis o pão que os anjos comem

transformado em pão do homem;

só os filhos o consomem: não será lançado aos cães!

22. Em sinais prefigurado,

por Abraão foi imolado,

no cordeiro aos pais foi dado, no deserto foi maná...

23. Bom Pastor, pão de verdade,

piedade, ó Jesus, piedade,

conservai-nos na unidade,

extingui nossa orfandade, transportai-nos para o Pai!

24. Aos mortais dando comida, 

dais também o pão da vida;

que a família assim nutrida

seja um dia reunida aos convivas lá do céu!

terça-feira, 28 de maio de 2024

Mandalas

 A mandala pode ser uma excelente ferramenta pedagógica para o desenvolvimento de habilidades e competências na educação infantil, visto que serve de mediadora entre os conteúdos e os alunos, auxiliando na construção de conceitos. A amplitude do significado da mandala possibilita o desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, visto que inicia com as suas contribuições nas civilizações indígenas e africanas, perpassa pela matemática com seu desenho muitas vezes geométrico, dividido em eixos simétricos, abre portas para exploração de inúmeras construções de mandalas e abordagens como foi executado neste trabalho também utilizando da educação ambiental, construindo mandalas com elementos da natureza, resgatando o contato e cuidado com o meio ambiente. O contato com a música e a dança circular, bem como as cantigas de roda, próprias da infância. 

Desta forma, a temática das mandalas abre um universo de possibilidades para trabalho em sala de aula, e os alunos estão receptivos a este tipo de experiências de aprendizagem. Em todas as atividades sugeridas, os alunos sempre são muito interessados e participativos, demonstrando grande entusiasmo e expectativa face aos trabalhos propostos. 








sexta-feira, 24 de maio de 2024

O origami como apoio pedagógico



O origami no Japão é considerado uma tradição, ou seja, é passado de geração em geração, suas técnicas foram sendo aperfeiçoadas e sua prática difundida para outros países que passaram a se apropriar dessa arte. Devido a sua popularização o origami foi sistematizado por estudiosos que criaram duas correntes: a japonesa e a ocidental, cujos objetivos são distintos. Na corrente japonesa os estudiosos consideram o origami como arte, já na corrente ocidental o origami é pensado como ciência. Com o avanço da tecnologia e dos estudos nessa temática, muitas variações do origami foram surgindo. O origami atualmente está presente em nosso cotidiano e mal percebemos a sua aplicabilidade em alguns materiais, como no ar-bag, em embalagens de diversos produtos e no design de objetos decorativos.

O origami passou a ser visto também como apoio pedagógico na matemática, trabalhavando com alguns conceitos da geometria, e outros conteúdos de áreas como estudos sociais, artes, ciência e meio ambiente. Com isso, passamos então a ter a possibilidade de usar as potencialidades do origami como um instrumento interdisciplinar pedagógico. Ao trabalhar o origami em sala de aula podemos explorar, para que o aprendiz possa aprimorar sua criatividade, estimular a memória e a concentração, explorar a participação, a interação e a socialização, e desenvolver a psicomotricidade e a afetividade. 

A partir dessas possibilidades, podemos explorar a utilização do origami como um instrumento pedagógico nas aulas de Educação Fisica Escolar, inserido na proposta da cultura corporal.

Como a arte do origami, utilizada como instrumento pedagógico, pode contribuir nas aulas de Educação Física Escolar?

O origami pode ser um recurso aplicado ao currículo escolar, pois pode servir de auxilio no desenvolvimento da criança, além do entretenimento, pode vir a estimular a imaginação e contribuir para o aperfeiçoamento da criatividade. O origami pode ser usado como recurso pedagógico na sala de aula e na escola, nas mais variadas formas, como contar histórias, fábulas e lendas, usando as dobraduras durante as dinâmicas que podem servir de auxílio na hora de contar a história explorando a ludicidade. Esse recurso pode possibilitar que a aula fique mais atrativa, fazendo com que a criança possa ter uma melhor compreensão e assimilação dos conteúdos. Os alunos podem participar da confecção dos personagens que estarão presentes na história, e até recontar a história ou criar outra. O professor pode trabalhar com diferentes formas geométricas de tamanhos diferentes. O trabalho com as cores, com a arte, com a beleza e a preocupação com os detalhes, poderá facilitar a exploração e o desenvolvimento do senso estético e criativo do aluno. 

Na Educação Física o origami pode ser usado como um instrumento pedagógico, auxiliando nos conteúdos mais específicos e no desenvolvimento social do aluno. Nos primeiros tempos de vida a criança explora o mundo que vive com os olhos e com as mãos, aperfeiçoando as suas habilidades. O origami exige que o aluno tenha uma consciência das suas habilidades motoras finas, porém algumas capacidades são fundamentais para o aprimoramento da concentração, do raciocínio e da memória. Para conseguir lidar com atividades mais complexas é preciso que a criança tenha domínio de suas habilidades e experiências com os movimentos fundamentais que exigem um longo processo, e servem de base para a aquisição de habilidades das etapas seguintes. Essas habilidades podem ser trabalhadas e aperfeiçoadas nas aulas de Educação Física e o origami pode contribuir como um instrumento de auxilio, facilitador para a execução e o desenvolvimento de tais tarefas. Como exemplo, fazer um avião de papel e utilizar essa dobradura, para trabalhar o educativo do lançamento.

Pensando na relevância em torno da área científica e acadêmica, com esse trabalho busco trazer uma pesquisa sobre o tema do origami no âmbito da Educação Física Escolar. Temática que ainda é pouco estudada na área, pois nas pesquisas de dados até o momento não foram encontrados trabalhos que façam essa discussão da arte do origami nas aulas de Educação Física Escolar.

  O origami pode se tornar uma forma de auxiliar no desenvolvimento motor, na aquisição da sensibilidade com a criatividade, paciência e imaginação. Ainda são frequentes ideias sobre a criatividade sendo atribuída como um “dom” raro ou decorrente da hereditariedade. Ao discordar dessas afirmativas percorremos em outro caminho que acredita no desenvolvimento das capacidades. O origami é considerado um ótimo exercício para a criatividade, a concentração, e para o corpo, porque se utiliza da harmonia dos hemisférios cerebrais de maneira agradável e leve.

Esse acréscimo, pode influenciar em diversos aspectos do desenvolvimento do indivíduo, tais como: a observação, a concentração e atenção, a autoconfiança, o esforço pessoal, tornando-as capazes de aprender e compreender esta arte. 

A partir dessas possibilidades, pode-se explorar e propor a utilização do origami como um instrumento pedagógico nas aulas de Educação Fisica Escolar, inserido na proposta da cultura corporal. 

Como a arte do origami, utilizada como instrumento pedagógico, pode contribuir nas aulas de Educação Física Escolar? E nos objetivos específicos:

a) Elaborar estratégias pedagógicas para a utilização do origami na escola; 

b) Discutir a possibilidade de utilização do origami no trabalho com a cultura corporal;

O que podemos fazer com o origami?

Para a construção do origami são utilizados três elementos: o papel, a forma e o processo. O papel se altera conforme seu tamanho, sua forma inicial, cor e textura. A forma inicial das dobraduras pode ser um quadrado, ou outras formas. A textura ideal é aquele papel que permite realizar vincos bem determinados sem rasgar. A forma do origami permite fazer criações geométricas, animais, plantas, objetos e outros. A dificuldade encontrada nas dobraduras é bastante variável, o que permite a seleção de figuras de diversos níveis de aprendizado. As figuras podem ser confeccionadas através de um único papel ou utilizando módulo, que são encaixados formando uma figura. O processo da dobradura requer uma sequência de passos, com uma ordem pré-estabelecida. Para a realização desses passos precisamos ter organização e inicialmente o auxílio de um instrutor, que pode até ser virtual, e acreditamos que no trabalho com conteúdos podemos tornar o professor um mediador para esse processo pedagógico.

O uso do origami como apoio ao aprendizado traz benefícios em diferentes áreas de estudos. Conhecer novas culturas pode inspirar a curiosidade dos alunos, estimular e promover o intercâmbio cultural entre estudantes de diferentes nações, trocando técnicas e dobraduras.

Na matemática e geometria o aluno terá uma noção melhor sobre plano e espaço, grande e pequeno e etc.

Na educação artística o trabalho com as cores, originalidade da beleza e a preocupação dos detalhes. O aluno em contato com o origami pode vir a explorar o seu senso estético e seu lado criativo através das suas próprias criações e através delas criar e imaginar novas histórias. Assim o aluno pode explorar de forma lúdica o seu jeito de pensar e agir, podendo trazer pontos importantes durante a realidade que está inserida. Nas ciências naturais a confecção de dobraduras que representam animais pode ser utilizada em aula prática, quando as crianças poderão diferenciar insetos, flores e animais.

Na língua portuguesa podemos utilizar as dobraduras para “contar histórias” e como auxílio na alfabetização. Encontra-se farto material de apoio na narração de histórias e produções de teatro com apoio de figuras do origami.

A partir das especificidades abordadas, observa-se que a ferramenta do origami possui características transversais, que extrapolam os limites de uma disciplina. Com isso, podemos considerá-lo também uma ferramenta interdisciplinar.

Com a arte de dobrar o papel, o aluno poderá ter um aprendizado satisfatório e se beneficiar conforme a dinâmica da aula e através da dobradura poderá também vir a estimular e ampliar as suas habilidades motoras. Assim o origami pode ser um instrumento de apoio pedagógico que possibilita, que a turma que trabalha com as dobraduras tenha um melhor relacionamento e que compreenda, com maior interesse, as isciplinas que forem ensinadas através dele. 

Através do origami o aluno pode construir novos conceitos por meio da confecção de variadas peças, desde a manipulação até as variadas formas assumidas pelo papel. Ao brincar de dobradura o aluno movimenta o seu olhar em várias direções. Quando a criança constrói uma peça de origami ela esta sujeita a reproduzir uma seqüência de passos, que estão ligados a informações visuais aliadas a comandos que possuem uma simbologia própria pré-definida – os chamados símbolos gráficos (diagramas) que na maioria das vezes dispensa o uso da língua específica. Um indivíduo de qualquer país que já tenha um conhecimento básico do origami consegue, por exemplo, reproduzir o esquema de um livro em japonês sem mesmo dominar a língua. A partir daí se inicia a confecção das peças de origami, selecionando de modo que evoluam dos modelos mais simples para os mais complexos. 

Esse material lúdico trabalhado na sala de aula como um recurso especial irá propiciar a construção do saber pelo próprio aluno em atividades criativas e desafiadoras.

Através do origami foi possível desenvolver embalagens práticas, como as caixas de comida e sacolas de compras. Até no campo da moda o origami ajudou a definir novos conceitos, com roupas que podem ser dobradas e encaixadas. O uso do origami pode contribuir para estimular e aperfeiçoar a capacidade de concentração; desenvolver a coordenação motora fina; aprimorar a destreza manual e a paciência; reduzir o estresse e melhorar a visão espacial. Algumas pesquisas mostram que a prática do origami na educação de crianças e adultos ajuda no desenvolvimento de habilidades que envolvem o lado comportamental e social.

O uso das mãos e dedos é considerado por estudiosos, ser de grande importância para o desenvolvimento das percepções cerebrais, porque estimula e realiza novas conexões entre os neurônio, traçando novos caminhos. Aprende-se muito com o tato e a sua coordenação com a visão e os outros sentidos, estimula a estética, a habilidade social, a criatividade, por ser uma atividade rica em possibilidades inovadoras.

O ato de dobrar um papel e transformá-lo em uma figura seja a mais simples ou a mais complexa, se torna um exercício importante para a movimentação e o raciocínio espacial até obter a simetria. Ao observar o trabalho do outro podemos ajudar o colega nas dobras auxiliar no trabalho em equipe. A arte do origami, é, portanto, uma atividade criativa que transmite curiosidade e alegria e finalmente leva o executante a ter orgulho e satisfação da obra concluída. As crianças a demonstram satisfação e entusiasmo ao terminarem de dobrar o papel e notarem que haviam conseguido fazer a dobradura proposta. 

É necessário, a partir desse desenvolvimento mental, enfatizar no desenvolvimento da criança a observação, a persistência, a meticulosidade, a concentração e atenção, a autoconfiança, o esforço pessoal, tornando-as capazes de aprender e compreender essa arte fascinante.

Acredita-se também que através do origami se trabalha no aluno a autonomia e responsabilidade capacidades fundamentais para o nosso dia a dia. O uso de dobraduras no ensino não é novo. Friedrich Froebel (1782-1852), educador alemão, foi quem iniciou este uso. Ele foi o criador do “kindergarten” mais conhecido como “jardim de infância”, e na sua abordagem dividia-as em três estágios: dobras de verdade, onde visava o trabalho da geometria elementar com a intenção de que as crianças descobrissem sozinhos os princípios da geometria euclidiana; as dobras da vida, consistia em conhecimentos básicos de dobradura tendo como finalidades dobraduras tradicionais como pássaros e animais. Esse estágio não foi tão relevante de segundo os adeptos desse estágio, pois o considerava como apenas uma forma rigorosa de memorização, acreditando que não havia à exploração da criatividade infantil. As dobras da beleza tinham como intenção a criatividade e a arte. As crianças guardavam suas dobraduras em álbuns ou em caixas, muitas dessas coleções datam do século 19 e podem ser encontrados em museus da Europa.

Foi Friederich Froebel (1782-1852) quem pela primeira vez utilizou essa arte obtendo sucesso junto à sua primeira turma de educação infantil, ao usar as dobraduras iniciais em suas praticas pedagógicas, onde usa esta arte nas salas de aula com toda a filosofia de educação ocidental, que nasce suas pretensões alterar ou substituir o ensino tradicional da educação infantil e do Ensino Fundamental existentes, com isso houve mudanças positivas na educação. A criança é que tem que estar agindo para aprender e escolher o caminho a seguir a partir da imaginação e do seu potencial.

O professor ao utilizar o origami nas suas aulas, pode suscitar um maior interesse dos alunos e o enriquecer a metodologia das suas aulas, tornando-a mais satisfatória e satisfazendo a sua proposta. Sabemos o quanto é importante para o indivíduo que ele desenvolva de forma equilibrada e possa exercer todo o seu potencial e criatividade. O origami pode ser um excelente recurso pedagógico.

Na psicopedagogia, jogos e brincadeira são considerados instrumentos ricos para a avaliação pedagógica e para o acompanhamento terapêutico das crianças. O professor deve observar pensamentos e atitudes dos alunos, inclusive durante as atividades que estão relacionadas ao fazer. Existe um provérbio chinês que diz o seguinte: “o que escuto, esqueço; o que vejo, lembro; o que faço, compreendo."

O origami é considerado um instrumento educativo e terapêutico. Seu uso trabalha com toda a parte física e o lado emocional, onde estudos comprovam que ao trabalhar com as duas mãos, é exercitar toda à parte do cérebro. Exercitando ainda a coordenação motora, atenção, visualização espacial e a criatividade.



A inserção do origami nas escolas possibilitaria alternativas didáticas a serem trabalhadas nas mais diversas disciplinas. Por mais difícil que seja trabalhar interdisciplinarmente na estrutura escolar atual, percebemos que a ferramenta origami poderia atuar como facilitadora nesse processo. 

Diante disso porque não adotar as potencialidades que o origami traz como ferramenta pedagógica nas aulas de Educação Física Escolar para trabalhar com um ou mais conteúdos conectados, na temática da cultura corporal? 

Analisando a coleta de dados, os relatórios de estágios, as informações que foram observadas, podemos considerar que os alunos demonstraram interesse em participar das aulas. Observa-se que alguns tem dificuldade na questão de dobrar o papel quanto a precisão dos movimentos das mãos. Mesmo que a atividade seja individual a cooperação entre os alunos pode ser observada. Durante a atividade os alunos que conseguem assimilar a dobradura ajudam os colegas, e quando é entregue o diagrama (passo a passo) pode-se perceber que para alguns fica ainda mais compreensível, pois eles olham a figura e tentam reproduzir.

É necessário que o origami seja trabalhado e apresentado ao aluno de acordo com o seu nível de conhecimento. Utilizamos o origami de forma cadenciada seguindo uma linha de raciocínio cuja o conhecimento é construído em saltos qualitativos de forma espiralada. No caso, contamos primeiro a história do origami, abordamos e relacionamos a questão cultural e refletimos a sua utilidade no contexto social. É preciso também relacionar esses aspectos na hora de dobrar o papel, pensando no desenvolvimento motor de cada aluno. Diante disso, apresentamos e ensinamos dobraduras simples, sem muito detalhe e de fácil assimilação. Depois acrescentamos o diagrama e um origami modular (estrela ninja), onde exige do aluno um pouco mais de atenção e concentração. 

Depois que o origami está pronto, percebe-se a animação dos alunos e ao mesmo tempo um ar de admiração ao ver o objeto pronto. A atividade tem como proposta usar os dois aviões e explorar o lançamento, de distância e de precisão. Uma das variações da atividade é que o aluno escolha um avião que melhor se adapta e invente um lançamento criativo. Tem exemplos de alunos que saem correndo e saltam, lançando o avião por debaixo das pernas. A ideia é através o origami como objeto de auxílio, explorar no aluno a liberdade de expressão dos movimentos. 

Observa-se também que os alunos mostram ser solidários e cuidadosos com o objeto do colega, tanto com o avião e a estrela ninja. por exemplo, quando as estrelas são lançadas, algumas se perdem devido ao seu tamanho e velocidade. Cada estrela estará com o nome do aluno, então quando se acha, logo devolvem para o dono. Eles tem a preocupação de manter aquele objeto intacto, sempre arrumando das dobras para que o objeto volte ao seu formato.

Um fato que também poderá ser observado na aula da estrela ninja, será quando os alunos ja tiverem feito os módulos, porém não for ensinado a forma de encaixa-los, devido ao um "contra-tempo". Na aula seguinte poderão surgir alguns alunos mostrando que conseguiram montar a estrela colando os dois módulos, etc. Como e de que forma fizeram para conseguir resolver a dobradura não saberemos. O importante é deixar claro que mesmo que o origami tenha uma sequência de dobras e técnicas envolvidas, os mesmo tentarão solucionar a dobradura do jeito deles. Os alunos terão a autonomia, liberdade, paciência, criatividade, persistência em resolver aquele problema. As observações relatadas aqui mostram que o origami não está somente relacionado a coordenação motora, e que podemos usá-lo e explora-lo para além do desenvolvimento motor.

quinta-feira, 23 de maio de 2024

O surreal em sua mais pura forma

 O triângulo de Penrose é um objeto impossível criado em 1934 pelo artista sueco Oscar Reutersvärd. Posteriormente, foi redescoberto de forma independente pelo físico Roger Penrose, na década de 1950, que o tornou popular, descrevendo-o como "impossibilidade na sua forma mais pura".



O termo pode referir-se tanto ao objeto impossível como à sua representação bidimensional. Este objeto impossível parece ser um objeto sólido, formado por três troços retos de secção quadrada, que se encontram unidos formando ângulos retos nas extremidades do triângulo que compõem.


Existem também objetos tridimensionais sólidos que, quando observados de um ângulo adequado, aparentam ser triângulos de Penrose. 

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