quinta-feira, 27 de abril de 2023

Um jeito colorido e eficiente de mostrar os números primos até cem.


 

O que as civilizações antigas sabiam sobre o Sistema Solar?

 Um dos painéis mais geniais. Uma laje de argila que remonta ao antigo período babilônico entre (2004 e 1595) aC, foi descoberta na cidade de Uruk e está gravada em cuneiforme e inclui três círculos geométricos gravados com extrema precisão, contendo astronômicos cálculos.



Observe a precisão do desenho do circuito e como eles são semelhantes às órbitas do sistema solar descobertas pelos astrônomos hoje!

Você está diante da grandeza da Mesopotâmia há mais de 4.000 anos.

A pintura está no museu iraquiano

quarta-feira, 19 de abril de 2023

A cultura indígena como estratégia lúdica de aprendizagem


Cartilha Educativa 
Autora: Renata Bravo 

América é Terra Indígena: 19 de Abril – Dia da Diversidade Indígena

1- Introdução

O Dia da Diversidade Indígena (19 de abril) é uma data de reflexão e celebração das culturas, línguas, histórias e resistências dos povos indígenas da América.
Mais do que um dia festivo, é uma oportunidade para reconhecer que a América é uma terra originalmente indígena, valorizar seus saberes e promover o respeito à diversidade cultural.

2- Objetivos da Cartilha

Valorizar a história e a resistência dos povos indígenas.

Promover a diversidade cultural como riqueza coletiva.

Desenvolver aprendizagens lúdicas a partir da arte, música, culinária e tradições indígenas.

Estimular o pensamento crítico nas crianças: quem conta a história? como podemos valorizar o conhecimento indígena?

3- Oficinas Lúdicas

(Para Educação Infantil e Ensino Fundamental I)

Oficina 1 – Arte Indígena

Materiais: papel kraft, tintas naturais (ou guache), pincéis feitos com folhas, sementes, galhos.

Atividade: recriar grafismos indígenas em cartazes coletivos.

Exploração crítica: conversar sobre os significados dos desenhos para os povos indígenas.

Oficina 2 – Cantando com os Povos da Floresta

Materiais: maracás, tambores artesanais, chocalhos de garrafa PET.

Atividade: ouvir músicas indígenas brasileiras e reproduzir ritmos em roda.

Exploração crítica: refletir sobre como a música conta histórias e preserva tradições.

Oficina 3 – Jogos e Brincadeiras Indígenas

Exemplos: corrida com tora (adaptada com bambolês), peteca, cabo de força.

Objetivo: valorizar brincadeiras indígenas como parte da cultura viva.

Exploração crítica: comparar com jogos e brincadeiras não indígenas, percebendo semelhanças e diferenças.

Oficina 4 – Sabores da Terra

Atividade: conhecer alimentos originários dos povos indígenas (milho, mandioca, batata-doce, cacau).

Degustação: preparo simples (beiju de tapioca, milho cozido).

Exploração crítica: discutir como esses alimentos fazem parte do nosso dia a dia sem muitas vezes lembrarmos de sua origem.

4- Plano de Aula

Tema: América é Terra Indígena – Diversidade Cultural
Ano: 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental
Duração: 2 aulas (50 min cada)

Aula 1 – História e Reflexão

Acolhida: roda de conversa – “Quem vivia na América antes da chegada dos europeus?”

Leitura e discussão: breve explicação sobre o Congresso Indigenista Interamericano (1940) e a escolha do dia 19 de abril.

Atividade prática: construção de uma linha do tempo ilustrada com imagens e desenhos sobre a presença indígena na América.

Aula 2 – Vivências Culturais

Dinâmica inicial: ouvir uma lenda indígena (ex.: a criação do fogo ou da mandioca).

Oficina prática: escolha entre arte indígena (grafismos) ou música (ritmos com instrumentos reciclados).

Compartilhamento: roda de apresentações. Cada grupo mostra sua produção e reflete sobre o que aprendeu.

- Competências da BNCC:

EF15AR01 – Explorar diferentes formas de arte.

EF02HI01 – Reconhecer os povos indígenas como os primeiros habitantes do território.

EI03CG02 – Manifestar curiosidade, interesse em explorar e levantar hipóteses.

5- Avaliação

Participação nas rodas de conversa.

Produções artísticas e reflexões coletivas.

Interesse e respeito pela diversidade cultural apresentada.

6- Sugestão Final

Encerrar o projeto com a criação de um “Mural da Diversidade Indígena”, reunindo desenhos, músicas, relatos e fotos das oficinas. Esse mural pode ser apresentado às famílias como forma de valorização da cultura indígena.

 
























terça-feira, 18 de abril de 2023

Trançados indígenas

 Os trançados indígenas são concretizados a partir de técnicas de tecer que empregam, evidentemente, as mãos e os dedos.

Os principais produtos que eram produzidos com esta arte de tecelagem eram as vestimentas,tapetes e cestarias que caracterizam muito a sua cultura indígena.

Atividades realizadas com alunos do 6°ano

 
















quarta-feira, 5 de abril de 2023

Possibilidades de brincadeira e pesquisa com a luz

 Uma pequena fresta de luz, um arco íris refletido na parede ou a própria sombra podem deixar uma criança intrigada e convidá-la a investigar as causas desses instigantes fenômenos.







Você pode começar por observar quais são os horários e espaços  em que o sol aparece em sua casa e convidar as crianças a brincar.

Você pode separar uma lanterna e alguns objetos translúcidos, tais como copos de acrílico e garrafas pets coloridas ou com água e corante alimentício. Ao relacionarem esses materiais com o foco de luz, as crianças têm a possibilidade de observar a passagem ou não da luz e a transformação da cor dos objetos.

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Feixes de luz

sobre CDs que não

estejam mais em uso

formam arco-íris. Pode ser

luz artificial, como a luz de lanternas, ou luz natural,

como a luz do sol.

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O arco-íris que vemos no céu nasce de um encontro entre a luz do sol e as gotas de chuva, e é por isso que ele só aparece se tiver chuva caindo e sol brilhando ao mesmo tempo.

 

A luz do sol, que é branca, é feita de todas as cores. Mas, para que as cores sejam separadas, é preciso que a luz encontre a água.

 

Não só a luz do sol, mas a luz branca de uma lanterna, por exemplo,  é a mistura de muitas cores. 

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Os Cds são bons instrumentos para nos ajudar a ver as cores presentes na luz. Se você tiver um, coloque-o perto de uma janela, ou sobre qualquer superfície em que haja incidência de luz. Você vai ver muitas cores, as mesmas cores presentes no arco-íris, do vermelho ao azul.  Isso acontece porque a luz comum do dia-a-dia é essa mistura de cores, que as trilhas de um CD conseguem separar.

 

      

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Observar estas diferenças pode ser um primeiro passo interessante: as cores que vemos são fruto de uma relação entre a luz e o CD.  A posição do CD em relação à incidência da luz e a nossa posição em relação ao CD e à luz produz diferenças.

Se eu me movimento diante do CD, que cores vejo? Como elas aparecem?

Se eu movimento o CD, que cores vejo? Como elas aparecem?

Em quantas posições diferentes o CD pode ser colocado? 

Quais resultados essas diferentes posições podem produzir?

Como as cores aparecem no CD?

A luz natural produz efeitos diferentes da luz artificial?

A luz de led produz as mesmas cores quando em contato com o CD?

 

Podemos refletir as cores que aparecem no CD em outra superfície?

O que temos que fazer pra conseguir isso?

Em quais superfícies conseguimos refletir as cores que aparecem no CD: na parede, no chão, sobre um papel, no tecido?

O que temos que fazer para isso? Onde colocamos o CD, como seguramos, ou prendemos?

Como as cores aparecem refletidas?  Que desenhos elas formam?

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O reflexo das cores em outras superfícies também muda se eu mudo a posição do CD?

De quantas maneiras diferentes os reflexos das cores podem aparecer?

 

Todas essas perguntas estarão presentes na brincadeira das crianças e podem alimentar a curiosidade e o desejo de produzir muitas manifestações diferentes das cores reveladas no CD.

A percepção e produção de efeitos diversos vai alimentar a construção de teorias das crianças a respeito de como e porque as cores aparecem no CD e como e porque são projetadas no ambiente. E as teorias elaboradas alimentarão o interesse por testá-las, checá-las, comprová-las.

Não está em jogo elaborar teorias corretas ou compreender o fenômeno físico de decomposição da luz. Há muito mais em jogo nessa brincadeira: as relações entre as crianças, os CDs, a luz e tudo que essas relações podem criar.

As teorias não precisam estar certas, elas precisam existir. Formular a teoria é o que importa, porque significa a capacidade de colocar dados da experiência vivida em relação, significa a capacidade de fazer ligações e estabelecer nexos de sentidos. É o pensamento colocado em movimento para elaborar as relações vividas.

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As várias experimentações mostrarão que sempre há algo pronto para ser modificado e são as crianças as autoras das modificações propostas. Esse é o significado de pesquisa presente nas brincadeiras.

 

Se algo sempre pode ser modificado e as crianças se dão conta disso, é interessante criar caminhos para que elas possam registrar os diferentes efeitos produzidos, os diferentes resultados de suas pesquisas.

 

Como registrar tantas diferenças? O que seria mais interessante registrar?  O que escolher?

Que recursos se pode utilizar?

 

As respostas podem ser também variadas, dependendo da idade das crianças e do que elas mesmas acharem mais interessante ou o que os adultos percebam que foi mais relevante pra elas, ajudando-as a selecionar e entender porque.

Pensamos em algumas orientações, mas vocês podem criar outras:

 

•Desenhar ou pintar a distribuição das cores que veem no CD pode ser uma alternativa;

•Fotografar, se for possível, e olhar no computador as diferenças também pode ser um recurso interessante.

•Montar um painel com as imagens impressas e anotar como foi que se fez para que cada imagem ficasse como está também é um caminho interessante para perceber melhor as relações que compuseram cada uma das situações.

•Imprimir as imagens selecionadas e observá-las, identificando as diferenças relativas às formas e predominâncias ou distribuição das cores.

•Colocar um papel na parede para projetar a luz refletida do CD e pintar por cima da luz pode ser uma boa provocação.

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Provocá-las a pensar em como produzir arco íris com os CDs ou outros materiais, como propagar as cores pelo ambientes, como gerar reflexos, podem ser algumas das muitas maneiras interessantes de alimentar o interesse e a brincadeira seguir dias a fio.

 

Pendurar CDs próximos à janela e ver como o reflexo da luz se modifica nos diversos momentos do dia, pode ser bem provocador.

 

As crianças serão instigadas pelas ações que podem realizar gerando variados efeitos sobre os objetos e o ambiente. Um brincar criativo e gerador de aprendizagens, de formulação de teorias, de conexões de causa e efeito. Uma oportunidade de, por meio de materiais simples e cotidianos, criar um contexto inventivo, que as coloquem a pensar não só com a mente, mas com todo o corpo.  Uma brincadeira que as provoca a investigar, testar, verificar, criar, produzir efeitos diversos.


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