VOCÊ PEGA UMA COISA E TRANSFORMA EM OUTRA. NÃO É APENAS RECICLAGEM É ARTE!
CULTURA DA INFÂNCIA VIVA: PATRIMÔNIO DO BRINCAR, DA ARTE E DA NATUREZA
CONTATO: RENATARJBRAVO@GMAIL.COM - PESQUISAS, TECNOLOGIA ASSISTIVA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESDE 2013.
domingo, 18 de janeiro de 2026
Jogadores de futebol
Frida Kahlo, Van Gogh, Salvador Dalí e Dom Quixote:
A coragem de ver o mundo além do óbvio
Frida Kahlo, Vincent van Gogh, Salvador Dalí e Dom Quixote pertencem a tempos, linguagens e contextos diferentes, mas dialogam profundamente entre si pela coragem de enxergar o mundo para além do que é visível. Cada um, à sua maneira, rompeu com padrões impostos e transformou dor, sonho e imaginação em expressão criativa.
Frida Kahlo pintou a si mesma porque conhecia profundamente a própria dor. Seu corpo ferido tornou-se território de identidade, resistência e afirmação. Assim como Dom Quixote, Frida recusou aceitar a realidade apenas como ela se apresentava: ambos reinventaram o mundo a partir de suas vivências internas. Dom Quixote via gigantes onde havia moinhos; Frida via símbolos, raízes e sentimentos onde muitos viam apenas sofrimento.
Van Gogh, com suas cores intensas e pinceladas inquietas, revelou emoções que não cabiam em palavras. Sua arte nasce da sensibilidade extrema, da solidão e da busca por sentido, sentimentos que também acompanham Dom Quixote em sua jornada. Ambos foram incompreendidos em seu tempo, mas permaneceram fiéis ao que acreditavam, mesmo quando o mundo os considerava loucos.
Salvador Dalí, por sua vez, levou o sonho ao centro da realidade. Assim como Dom Quixote, dissolveu fronteiras entre o real e o imaginário. Relógios derretidos, paisagens impossíveis e figuras oníricas lembram que a mente humana é capaz de criar universos próprios. Dalí faz na pintura o que Cervantes fez na literatura: questiona o que é verdade e o que é ilusão.
Dom Quixote une todos eles como símbolo do artista e do sonhador. Ele representa aquele que ousa enfrentar o mundo com imaginação, idealismo e coragem, mesmo sabendo que pode fracassar. Frida, Van Gogh e Dalí também foram quixotescos: lutaram contra convenções, desafiaram normas estéticas e defenderam sua visão única de mundo.
Assim, esses quatro nomes nos ensinam que arte e literatura não servem apenas para reproduzir a realidade, mas para revelar verdades interiores, provocar reflexão e lembrar que sonhar, sentir profundamente e imaginar são atos de resistência.
Uma maneira divertida de exercitar as habilidades motoras finas e a coordenação olho-mão! Apenas uma maçã feita de papelão com alguns furos e barbante! Super fácil de fazer e um brinquedo que você pode manter na sala de jogos!
Flores de Papel: arte, criatividade e cenografia ao alcance das mãos
Capoeira e berimbau: o som que guia a capoeira
A capoeira é uma excelente atividade física e de uma riqueza sem precedentes para ajudar na formação integral do aluno. Ela atua de maneira direta sobre a criança, nos aspectos cognitivo, afetivo e psicomotor.
A sua riqueza está nas várias formas de ser contemplada na escola, onde o aluno, através de sua prática ordenada, poderá assimilá-la e, assim, atuar nas linhas com as quais mais se identificar.
Socialmente, é muito rica, pois a criança está sempre brincando, se desenvolvendo e ajudando o amigo a crescer.
Por meio dos movimentos rápidos da capoeira, é possível controlar a agressividade e proporcionar harmonia entre o corpo e a mente
Coordenação motora
A capoeira usa todo o corpo, o que ajuda a desenvolver a coordenação motora
A capoeira ajuda a melhorar o equilíbrio, a flexibilidade e a agilidade
A capoeira ajuda a desenvolver a percepção corporal
Autoconfiança
A capoeira ajuda a superar a timidez e a desenvolver confiança
A capoeira ajuda a desenvolver a autoconfiança na realização dos movimentos
Pensamento crítico
A capoeira ajuda a desenvolver o pensamento crítico
A capoeira ajuda a desenvolver a capacidade de resposta rápida diante de cada situação
Convivência e respeito
A capoeira ensina a conviver e a respeitar o próximo
A capoeira promove a igualdade das relações
Saúde
A capoeira pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade
A capoeira pode ajudar a dar coragem e controle emocional
A capoeira pode ajudar a prevenir doenças e a manter o bom funcionamento corporal
A capoeira também pode envolver aspectos lúdicos, artísticos, estéticos e musicais
Agogô
Instrumentos musicais que vão acrescentar motivação à prática da capoeira.
Berimbau: o som que guia a capoeira
O berimbau é um instrumento musical simples na forma, mas riquíssimo em significado cultural. Ele é o coração da capoeira, responsável por marcar o ritmo, orientar os movimentos e definir o estilo do jogo.
O que é o berimbau?
O berimbau é um instrumento de corda percutida, tradicional da cultura afro-brasileira. Apesar de sua aparência simples, ele exige técnica, sensibilidade e escuta atenta para ser tocado.
Do que ele é feito?
O berimbau é composto basicamente por:
Um pedaço de pau (verga), geralmente feito de biriba
Um pedaço de arame, normalmente reaproveitado de pneus
Uma cabaça, que funciona como caixa de ressonância
Uma baqueta (vareta de madeira)
Um dobrão ou pedra, usado para variar os sons
Um caxixi, pequeno chocalho que acompanha o toque
Essa combinação mostra como a criatividade e o reaproveitamento de materiais sempre estiveram presentes na cultura popular.
Berimbau e capoeira
Na roda de capoeira, o berimbau comanda tudo:
Define o ritmo do jogo
Indica se o jogo será mais lento ou mais rápido
Organiza a entrada e saída dos jogadores
Existem diferentes tipos de toque e até diferentes tipos de berimbau (gunga, médio e viola), cada um com sua função na roda.
Usado também por músicos
Embora seja símbolo da capoeira, o berimbau também é usado por músicos em diversos estilos, como:
Música popular brasileira (MPB)
Jazz
Trilhas sonoras
Música experimental
Seu som único, metálico e profundo chama atenção e traz identidade brasileira às composições.
Mais que um instrumento
O berimbau é mais do que um instrumento musical. Ele representa:
Resistência cultural
Herança africana no Brasil
Criatividade popular
Educação por meio da música e do corpo
Ensinar sobre o berimbau é valorizar a história, a cultura e a diversidade do nosso país.
sábado, 17 de janeiro de 2026
O avião: um sonho que ganhou asas
Performance percussiva com palmas e estalar dos dedos
Educação Infantil: aprender com o corpo e o brincar
Na Educação Infantil, o corpo é a principal ferramenta de aprendizagem. É por meio do movimento, do som e da brincadeira que a criança se expressa, se comunica e constrói conhecimento. Nesse contexto, a performance percussiva com palmas e estalar dos dedos se apresenta como uma prática simples, acessível e extremamente rica pedagogicamente.
O corpo como instrumento de descoberta
Antes de qualquer instrumento musical, a criança descobre que pode produzir sons com o próprio corpo. Palmas e estalos fazem parte do cotidiano infantil e, quando intencionalmente explorados, ajudam a criança a:
Perceber ritmo e tempo
Reconhecer o silêncio como parte da música
Desenvolver coordenação motora
Ampliar a escuta e a atenção
Tudo isso acontece de forma natural, respeitando o tempo e o jeito de cada criança.
Aprender brincando, aprender em grupo
As atividades rítmicas com palmas e estalos favorecem:
A socialização e o trabalho coletivo
O respeito à vez do outro
A concentração e a memória
A expressão corporal e emocional
A criança aprende que o som do grupo depende da escuta e da cooperação.
Uma prática alinhada à BNCC
Essa proposta dialoga diretamente com os Campos de Experiência da BNCC, especialmente:
Corpo, gestos e movimentos
Traços, sons, cores e formas
O eu, o outro e o nós
Escuta, fala, pensamento e imaginação
A música corporal amplia vivências sensoriais e estéticas, essenciais na infância.
Como desenvolver em sala de aula
O trabalho pode acontecer em pequenos momentos do dia:
Exploração livre de sons com as mãos
Jogos de imitação rítmica
Criação coletiva de sequências simples
Organização de uma pequena performance
Vivência e apreciação, sem cobranças ou correções
O foco está no processo, não no resultado final.
Sustentável, inclusiva e acessível
Por não exigir materiais, essa prática:
Pode ser realizada em qualquer espaço
Inclui todas as crianças
Valoriza o corpo e o brincar
Reforça uma educação sensível e sustentável
É música feita com o que a criança já tem: ela mesma.
Considerações finais
A performance percussiva com palmas e estalar dos dedos mostra que educar é criar oportunidades de expressão, escuta e movimento. Gestos simples se transformam em experiências significativas quando a escola reconhece o corpo da criança como lugar de aprendizagem.
Um convite para que a música esteja presente na rotina escolar de forma viva, lúdica e respeitosa com a infância.
Música com som de durex (fita adesiva): brincar, ouvir e criar
Você já parou para ouvir o som de uma fita adesiva sendo puxada, colada ou descolada?
Aquilo que normalmente passa despercebido no dia a dia pode se transformar em instrumento musical, fonte de curiosidade e muita imaginação para as crianças.
Na infância, ouvir é tão importante quanto tocar. Explorar sons não convencionais amplia a escuta, estimula a criatividade e mostra que a música pode nascer de qualquer lugar até de um simples rolinho de fita adesiva.
- Descobrindo os sons do durex
O durex oferece uma variedade surpreendente de timbres:
Puxar devagar: som contínuo, áspero, quase como um “ziiiip”.
Puxar rápido: pequenos estalos rítmicos.
Colar e descolar: sons secos e divertidos.
Amassar a fita: ruídos suaves, lembrando papel ou vento.
Cada gesto cria um som diferente, convidando a criança a experimentar, comparar e escolher.
- O durex como instrumento musical
Em atividades musicais, o durex pode ser usado como:
instrumento de percussão rítmica
efeito sonoro para histórias e cantigas
base para músicas experimentais infantis
estímulo para improvisação e criação coletiva
O mais importante não é o resultado final, mas o processo de escuta e invenção.
- Pensando uma música infantil com sons de durex
Tema da música
“O Som que Cola”
Uma canção divertida sobre descobrir sons escondidos nos objetos do cotidiano.
Estrutura sugerida
Introdução sonora: crianças puxando o durex lentamente (som contínuo).
Refrão: estalos rápidos de durex marcando o ritmo.
Versos: voz + pequenos efeitos sonoros (colar, descolar, amassar).
Letra simples (exemplo)
O som que cola, cola no ar
Ziiip, ziiip, vamos escutar
Puxa devagar, puxa rapidinho
Todo som vira música no caminho
(Refrão com estalos de durex)
Tac, tac, ziiip!
O som faz rir
Tac, tac, ziiip!
Vamos descobrir!
Combinações possíveis
Durex + palmas
Durex + xilofone infantil
Durex + voz (grave/aguda)
Durex como resposta sonora à canção
- Aprender brincando
Criar música com sons de durex reforça a ideia de que:
não é preciso instrumento caro para fazer música
qualquer objeto pode virar fonte de som
brincar também é investigar, ouvir e criar
É música, é brincadeira, é infância em estado puro.
Fenômenos do som na música: muito além do sustain
sustain-na-musica-aprender-ouvindo
Quando falamos de música, muitas vezes pensamos apenas na nota ou na melodia. Mas o som é um fenômeno vivo, cheio de nuances. O sustain, o tempo que um som permanece audível é apenas um deles.
Explorar outros fenômenos sonoros ajuda crianças a escutar melhor, criar com mais liberdade e compreender a música como experiência sensorial, física e emocional.
- Alguns fenômenos sonoros importantes:
- Ataque (Attack)
É o nascimento do som. Alguns surgem de repente (palma, tambor), outros crescem aos poucos (voz cantada, arco no violino).
- Decaimento (Decay)
O momento em que o som começa a perder força após o ataque.
- Release (Liberação)
Como o som desaparece depois que paramos de tocar.
- Timbre
A “cor” do som. É por isso que um xilofone, uma flauta doce e um kazoo soam diferentes, mesmo tocando a mesma nota.
- Ressonância
Quando o som vibra e se amplia dentro de um objeto ou espaço, como uma caixa, uma garrafa ou uma lata.
- Vibrato e Tremolo
Pequenas variações que dão vida ao som, seja na altura (vibrato) ou no volume (tremolo).
Para as crianças, perceber esses fenômenos é mais importante do que aprender nomes difíceis. O essencial é ouvir, sentir, experimentar e brincar com o som.
- Atividade Prática com Crianças
Descobrindo os Fenômenos do Som Brincando
- Faixa etária:
Educação Infantil e início do Ensino Fundamental
(adaptável para diferentes idades)
- Objetivos:
Desenvolver escuta atenta
Explorar fenômenos sonoros além do sustain
Estimular criatividade e percepção musical
Trabalhar ciência do som de forma lúdica
Valorizar materiais simples e reutilizáveis
- Materiais (simples e sustentáveis):
Garrafas plásticas vazias
Caixas de papelão
Latas
Grãos (arroz, feijão, milho)
Elásticos
Colheres de madeira
Instrumentos de brinquedo (xilofone, kazoo, flauta doce, cornetas)
- Etapas da Atividade
1- O nascimento do som (Ataque)
Peça para as crianças:
bater palmas fortes e fracas
sacudir um chocalho de uma vez ou devagar
- Pergunta-guia:
“Esse som nasceu rápido ou devagar?”
2- O corpo do som (Sustain e Decaimento)
Toque uma nota longa no xilofone
Compare com um tambor ou palma
- Pergunta-guia:
“Qual som dura mais?”
3- Onde o som mora? (Ressonância)
Bata levemente em:
caixa vazia
caixa com papel
caixa com grãos
- Descoberta:
O som muda conforme o espaço interno do objeto.
4- A cor do som (Timbre)
Toque o mesmo ritmo em:
lata
madeira
plástico
- Pergunta-guia:
“Qual som é mais alegre? Mais grave? Mais suave?”
5- O som brinca! (Vibrato e Tremolo)
Balance levemente a mão ao tocar
Experimente cantar uma nota “tremendo”
- Vivência corporal do som, sem teoria pesada.
- Encerramento criativo
Proponha que as crianças:
criem um nome para o som
desenhem o som (linhas, cores, formas)
contem como o som fez o corpo se sentir
- Conclusão pedagógica
Explorar fenômenos sonoros é ensinar que:
não existe só “certo ou errado” na música
o som é matéria, movimento e emoção
escutar é tão importante quanto tocar
Essa abordagem fortalece:
musicalidade
percepção
coordenação
vínculo com o mundo e com os materiais
ATAQUE (ATTACK) - O NASCIMENTO DO SOM
Todo som nasce de um gesto.
O ataque é o momento exato em que o som começa.
Uma palma forte tem ataque rápido.
Uma nota cantada suavemente tem ataque lento.
Na infância, perceber o ataque é perceber o início da ação: o bater, o soprar, o tocar.
Instrumentos de brinquedo e materiais simples deixam o ataque muito claro, ajudando a criança a entender que o som começa no corpo.
- Escutar o ataque é aprender a prestar atenção ao começo das coisas.
DECAY - O SOM QUE SE TRANSFORMA
Depois de nascer, o som muda.
O decay é o momento em que ele começa a perder força.
Bata em um tambor:
o som não some de uma vez, ele vai se transformando.
Esse fenômeno ensina que:
- o som é movimento
- nada é estático
- tudo está em transformação
Na educação musical, o decay ajuda a criança a perceber o tempo do som, não só sua altura.
RELEASE - QUANDO O SOM SE DESPEDE
O release é a forma como o som termina.
Alguns sons param de repente.
Outros se despedem devagar, como um eco distante.
Explorar o release é ensinar que:
o silêncio também faz parte da música
finalizar é tão importante quanto começar
- Música também é aprender a deixar ir.
TIMBRE - A COR DO SOM
O timbre é o que faz um som ser ele mesmo.
Uma nota no xilofone não soa igual à mesma nota na flauta ou no kazoo.
Isso acontece por causa do timbre, a cor sonora.
Na infância:
timbre é descoberta
timbre é identidade
timbre é diversidade
Não existe som feio.
Existe som diferente.
- Trabalhar timbre é trabalhar respeito às diferenças.
HARMÔNICOS - OS SONS DENTRO DO SOM
Todo som carrega outros sons dentro dele.
Eles se chamam harmônicos.
São eles que fazem um som ser:
- brilhante
- suave
- metálico
- aveludado
Mesmo sem saber o nome, a criança sente os harmônicos.
- Ouvir harmônicos é aprender que nada vem sozinho, tudo é conjunto.
RESSONÂNCIA - QUANDO O SOM GANHA CORPO
A ressonância acontece quando o som vibra dentro de algo.
Uma caixa vazia soa diferente de uma caixa cheia.
Uma garrafa amplia o som da voz.
Aqui, a criança descobre que:
- o som ocupa espaço
- o ambiente participa da música
Música não mora só no instrumento -
ela mora no mundo.
VIBRATO - O SOM QUE RESPIRA
O vibrato é uma pequena ondulação no som.
Muito comum na voz, ele faz a nota parecer viva, como se respirasse.
Explorar vibrato com crianças é permitir:
liberdade vocal
expressão emocional
escuta do próprio corpo
- Um som reto informa.
Um som com vibrato comunica.
TREMOLO - O SOM QUE PULSA
O tremolo é a variação rápida de intensidade.
É o som que treme, vibra, pulsa.
Em instrumentos simples, como chocalhos ou cordas, o tremolo surge naturalmente com o movimento da mão.
Ele ensina ritmo interno e coordenação.
- Tremolo é o coração batendo dentro da música.
GLISSANDO - O SOM QUE ESCORRE
O glissando é quando o som escorrega de uma nota para outra.
É o oposto do som “quadrado”.
É o som livre, contínuo.
As crianças adoram porque:
parece brincadeira
parece desenho sonoro
parece movimento
- Glissando ensina que o caminho importa tanto quanto o destino.
REVERBERAÇÃO - O SOM QUE FICA NO AR
A reverberação é o som refletido no espaço.
Uma igreja, uma sala vazia, um corredor, todos mudam o som.
Aqui a criança percebe:
- que o espaço escuta
- que o ambiente responde
Música é diálogo entre som e lugar.
- Encerramento da série
Ensinar música não é ensinar apenas notas.
É ensinar a escutar fenômenos, perceber o invisível e brincar com o som como matéria viva.
Essa abordagem:
- amplia a criatividade
- desenvolve atenção
- respeita o tempo da infância
Sustain na Música: Aprender Ouvindo a Natureza
Você já reparou que alguns sons duram mais tempo do que outros? Esse fenômeno musical tem nome: sustain. Na educação musical infantil, compreender o sustain é uma experiência sensível, divertida e cheia de possibilidades, especialmente quando conectamos música, natureza e sustentabilidade.
O que é Sustain?
Sustain é o tempo que um som continua audível depois de ser produzido.
Em outras palavras, é o quanto o som “fica no ar” antes de desaparecer.
Sons com sustain longo permanecem vibrando por mais tempo.
Sons com sustain curto desaparecem rapidamente.
Essa percepção ajuda a criança a desenvolver escuta, atenção e consciência sonora.
- Sustain na Educação Musical
Trabalhar o sustain na infância vai muito além da música. Ele contribui para:
Desenvolvimento da escuta ativa
Compreensão de tempo e silêncio
Exploração de emoções através do som
Respeito ao ritmo próprio das coisas
Quando a criança percebe que cada som tem seu tempo de existir, ela também aprende sobre espera, paciência e sensibilidade.
- Música e Brincadeira Sustentável
No projeto Brincadeira Sustentável, o sustain ganha vida por meio de instrumentos feitos com materiais reutilizados. Cada material produz um som diferente, e isso vira aprendizado na prática.
Exemplos:
- Latas - som seco, sustain curto
- Madeira - sustain médio
- Garrafas com água - sustain variável
- Tampinhas metálicas - sustain mais longo
Assim, a criança aprende música, ciência e sustentabilidade ao mesmo tempo, percebendo que até objetos descartados podem produzir beleza sonora.
Sons de Animais: A Natureza como Instrumento
Os sons dos animais são uma forma natural e encantadora de ensinar sustain.
Sons com sustain longo:
- Uivo do lobo
- Mugido da vaca
- Canto do sabiá
- Coaxar do sapo
Sons com sustain curto:
- Cacarejo da galinha
- Piu-piu dos passarinhos
- Latido do cachorro
Ao ouvir e imitar esses sons, a criança aprende a diferenciar sons longos e curtos de forma espontânea e divertida.
Atividade Musical: O Som que Fica e o Som que Vai
Uma proposta simples e encantadora para casa ou escola:
Ouça sons de animais ou imite com a voz
Pergunte:
“Qual som dura mais?”
“Qual acaba rápido?”
Use instrumentos feitos de sucata
Relacione os sons aos animais
Crie uma paisagem sonora da natureza
Essa atividade estimula criatividade, escuta e consciência ambiental.
- Música, Natureza e Cuidado
Assim como os sons dos animais, tudo na natureza tem seu tempo de começar e terminar. Quando cuidamos do planeta, garantimos que esses sons continuem existindo e que as crianças continuem aprendendo com eles.
Educar pelo som é também educar para o cuidado.
Sons que brincam: instrumentos de brinquedo na música infantil sustentável
No universo da Brincadeira Sustentável, a música também nasce do simples, do acessível e do imaginativo. Miniaturas de instrumentos e instrumentos de brinquedo, como cornetas de plástico, xilofones, cavaquinhos, flauta doce, kazoo e glockenspiel, mostram que criar música não depende de grandes aparatos, mas de escuta, sensibilidade e vontade de brincar.
Esses instrumentos carregam timbres leves e espontâneos, que dialogam diretamente com a infância. São sons que não intimidam, convidam. Sons que despertam curiosidade, afeto e presença, elementos essenciais tanto na educação quanto na arte.
Brincar para criar: música inédita com instrumentos simples
Na criação de músicas autorais, os instrumentos de brinquedo funcionam como disparadores criativos. Um padrão rítmico no xilofone ou uma sequência melódica no glockenspiel pode dar origem a uma canção inteira. O kazoo traz humor e liberdade, enquanto a flauta doce e o cavaquinho ajudam a organizar melodias acessíveis, que respeitam o tempo da criança.
As limitações técnicas desses instrumentos são, na verdade, uma potência pedagógica. Trabalhar com poucos sons estimula a escuta atenta, a repetição consciente e a invenção, bases fundamentais da musicalidade infantil e do processo criativo.
Repertório infantil: quando o arranjo renova a escuta
Ao serem aplicados a canções já conhecidas do repertório infantil, os arranjos com instrumentos de brinquedo têm um efeito transformador. Eles renovam músicas tradicionais sem perder sua essência, criando novas camadas de escuta e aproximação com o universo da criança.
Essa sonoridade lúdica convida à participação ativa: bater palmas, cantar junto, experimentar sons. A música deixa de ser apenas algo para ouvir e passa a ser algo para viver como toda boa brincadeira.
Sustentabilidade sonora e educação sensível
No contexto da educação e da sustentabilidade, o uso desses instrumentos reforça valores importantes: reaproveitamento, simplicidade e criatividade. Muitos desses sons podem nascer de instrumentos reutilizados, construídos artesanalmente ou compartilhados em grupo, fortalecendo a ideia de consumo consciente e coletivo.
Além disso, os instrumentos de brinquedo democratizam o acesso à música. Não exigem técnica avançada, nem equipamentos caros. Eles afirmam que a arte é um direito, não um privilégio e que toda criança pode criar, experimentar e se expressar.
Música como experiência de cuidado
Integrar instrumentos de brinquedo à música infantil é reconhecer o brincar como linguagem essencial da infância. É cuidar da escuta, do tempo e da sensibilidade. É ensinar que a música pode ser feita com o que se tem à mão, com respeito ao meio ambiente e com atenção às relações.
Na Brincadeira Sustentável, som, jogo e aprendizagem caminham juntos — criando experiências musicais afetivas, criativas e transformadoras.
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