*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O elefante e seus amigos



Garrafa PET: uma brincadeira sobre justiça e respeito

Material: garrafa PET e tinta.

Uma simples garrafa PET pode se transformar em um recurso para conversar com as crianças sobre valores que fazem parte da construção de uma convivência mais justa. Ao reutilizar um material que seria descartado, criamos não apenas um objeto, mas também uma oportunidade para brincar, refletir e aprender.

A proposta parte de uma ideia muito simples e profunda: devemos fazer ao outro aquilo que gostaríamos que fizessem conosco. Esse princípio pode ser levado para as relações entre crianças, para a família, para a escola e para todos os espaços de convivência.

A atividade pode começar com a transformação da garrafa PET. Com tinta e criatividade, a criança participa da construção de um novo objeto, percebendo que algo que antes parecia destinado ao descarte pode adquirir outra função. Enquanto cria, também pode ser convidada a pensar sobre as próprias atitudes: como gostaria de ser tratada? Como trata os colegas? O que significa ser justo? Como podemos resolver um conflito sem machucar ou desrespeitar o outro?

Essas perguntas ajudam a aproximar a sustentabilidade das relações humanas. Cuidar do planeta também envolve aprender a cuidar das pessoas, dos espaços que compartilhamos e das relações que construímos.

A ideia de que a transformação do mundo começa pela transformação de cada pessoa pode ser trabalhada de maneira simples com as crianças. Grandes mudanças não acontecem apenas por meio de regras ou discursos. Elas também começam nas pequenas escolhas cotidianas, como respeitar a vez do outro, dividir, ouvir, pedir desculpas, cumprir um combinado, cuidar de um espaço coletivo e reconhecer que cada pessoa merece respeito.

A brincadeira, nesse sentido, torna-se uma experiência de educação para a cidadania. A criança não apenas recebe uma orientação sobre justiça, mas encontra espaço para pensar, criar, conversar e perceber que suas atitudes têm consequências na vida daqueles que estão ao seu redor.

Reutilizar uma garrafa PET pode parecer uma ação pequena, mas pode abrir caminho para uma reflexão muito maior. O material ganha uma nova vida e a criança descobre que transformar também é uma forma de cuidar.

Quando ensinamos uma criança a cuidar daquilo que está ao seu redor, também estamos ajudando a construir uma pessoa capaz de cuidar do outro. A sustentabilidade começa nos materiais que reutilizamos, mas se completa nas relações que aprendemos a construir.

Aulas sobre gato, pinguim e leão marinho




Histórias de Animais: brincar, ler, descobrir e transformar

A literatura infantil pode ser uma porta de entrada para diferentes descobertas. Uma história sobre gatos, uma conversa sobre pinguins ou uma investigação sobre o leão-marinho podem transformar a sala de aula em um espaço de leitura, imaginação, pesquisa e construção de conhecimentos. Quando essas experiências também encontram a reutilização de materiais, a aprendizagem ganha uma dimensão ainda mais criativa.

Uma história sobre gatos

A proposta pode ser desenvolvida com crianças que já estejam inseridas no processo de alfabetização e letramento, utilizando a brincadeira como estratégia para estimular a leitura, a oralidade e a compreensão de textos.

Para iniciar, o professor pode organizar a turma em círculo e propor uma versão da brincadeira da batata quente. Uma bola passa de mão em mão enquanto uma música toca. Quando a música para, a criança que estiver com a bola recebe um pequeno desafio.

Neste caso, o desafio será retirar de uma caixa uma frase e fazer sua leitura em voz alta para os colegas. Cada frase apresenta uma pista sobre o personagem de uma história. As pistas podem revelar características como viver muitas aventuras, gostar de subir em lugares altos, possuir quatro patas, miar e ter um nome formado por determinadas letras.

A cada nova frase, a curiosidade aumenta. As crianças precisam ouvir, interpretar as informações e relacioná-las umas às outras até descobrir o personagem escondido. Ao final, todas poderão responder juntas: GATO.

Depois da descoberta, a conversa pode continuar. O professor pode perguntar o que as crianças sabem sobre os gatos, se convivem com algum em casa, quais são suas características e quais cuidados esses animais necessitam. A turma pode observar aspectos como o corpo coberto por pelos, as diferentes cores e padrões da pelagem, as quatro patas, as duas orelhas, a alimentação e a capacidade de realizar determinados movimentos e saltos.

A experiência pode avançar para a criação. Um gato confeccionado com material reutilizado pode ser apresentado às crianças como inspiração para que cada uma produza seu próprio animal utilizando os materiais disponíveis. Assim, a leitura deixa de estar restrita ao papel e passa a dialogar com a imaginação, a expressão artística e a transformação de materiais.

A atividade ainda pode continuar com a produção escrita. Depois de ouvir ou ler uma história sobre gatos, as crianças podem recontá-la com suas próprias palavras, registrando os acontecimentos principais e percebendo que um texto é formado por frases e que as frases são constituídas por palavras.

Dessa maneira, brincar, ler, falar, escrever e criar passam a fazer parte de uma mesma experiência de aprendizagem.

Sobre os pinguins: que animais são estes?

Os pinguins também podem despertar a curiosidade das crianças e abrir caminho para uma investigação sobre o mundo animal.

A proposta pode partir de uma pergunta simples: que animais são estes? A partir dela, a turma pode observar imagens, conversar sobre o que já sabe e investigar as características dos pinguins.

Um dos aspectos mais interessantes dessa descoberta é perceber que, apesar de não voarem, os pinguins pertencem à classe das aves. A investigação pode levar as crianças a reconhecer características que identificam as aves e compreender que diferentes animais podem apresentar adaptações muito particulares ao ambiente em que vivem.

Os pinguins possuem penas, bico e asas modificadas, utilizadas principalmente para nadar. Seu corpo apresenta características que favorecem a vida em ambientes aquáticos, mostrando às crianças que a natureza produz diferentes formas de adaptação.

Depois da investigação, a proposta pode chegar novamente às mãos das crianças por meio da arte e da reutilização. Embalagens, papelão, garrafas e outros materiais disponíveis podem ser transformados em pinguins, permitindo que o conhecimento construído durante a pesquisa se manifeste também por meio da criação.

Sobre o leão-marinho

O leão-marinho possibilita ampliar ainda mais a conversa sobre os animais e os ambientes aquáticos.

A partir dele, as crianças podem conhecer alguns animais marinhos, observar suas características e compreender que cada espécie desempenha um papel dentro dos ambientes em que vive.

A conversa pode conduzir naturalmente para a importância da preservação dos oceanos, mares e rios. Afinal, cuidar dos animais também significa cuidar dos ambientes dos quais eles dependem para viver.

Resíduos descartados de maneira inadequada podem chegar aos rios e mares e afetar diferentes formas de vida. Por isso, uma atividade aparentemente simples sobre um animal pode se transformar em uma oportunidade para conversar sobre responsabilidade, consumo, descarte correto e preservação da natureza.

Ao reunir literatura, alfabetização, investigação científica, conhecimento dos animais, arte e reutilização, essas propostas mostram que a aprendizagem não precisa acontecer de maneira fragmentada. Uma história pode despertar uma pergunta, uma pergunta pode levar a uma pesquisa, a pesquisa pode inspirar uma criação e a criação pode abrir espaço para novas perguntas.

Quando a criança lê, brinca, investiga e transforma, o conhecimento deixa de ser apenas informação e passa a fazer parte de uma experiência viva. É assim que a infância aprende: com curiosidade, imaginação, movimento e vontade de descobrir o mundo.

A história do Bom Velhinho


São Nicolau: a origem de uma tradição de generosidade

Conta a tradição que São Nicolau foi um homem de muitas posses e, sobretudo, de grande generosidade. Em vez de guardar sua riqueza apenas para si, costumava ajudar pessoas pobres e oferecer presentes às crianças que viviam em situações de dificuldade. Seus gestos levavam não apenas objetos, mas também alegria, esperança e um pouco de alento para aqueles que mais precisavam.

São Nicolau morreu no dia 6 de dezembro, data que passou a ser dedicada à sua memória. A tradição de homenageá-lo permanece viva em diversos países, especialmente na Europa e em regiões do Oriente, onde o dia de São Nicolau é marcado pela troca de pequenos presentes e por gestos de generosidade destinados às crianças.

Com o passar do tempo, essa tradição se aproximou das celebrações do nascimento de Jesus Cristo, comemorado em 25 de dezembro. Aos poucos, diferentes costumes foram se entrelaçando, e a tradição de presentear as crianças passou a fazer parte das celebrações natalinas.

Foi assim que a figura histórica e religiosa de São Nicolau se tornou uma das referências para a construção da imagem do Papai Noel. Ao longo dos séculos, diferentes culturas acrescentaram novos elementos à tradição, criando o personagem que hoje conhecemos, associado ao Natal, aos presentes, à infância e à generosidade.

Mais do que descobrir quem foi o primeiro Papai Noel, conhecer a história de São Nicolau permite conversar com as crianças sobre o verdadeiro sentido de presentear. Um presente pode ser um objeto, mas também pode ser um gesto de carinho, uma palavra de incentivo, uma atitude de cuidado ou simplesmente a disposição de olhar para o outro e perceber aquilo de que ele necessita.

A história de São Nicolau nos lembra que a generosidade não está apenas naquilo que podemos oferecer, mas na capacidade de compartilhar, cuidar e contribuir para que a vida de outra pessoa se torne um pouco mais feliz.

Talvez seja essa a maior herança de São Nicolau: ensinar que a verdadeira magia de um presente não está em seu valor, mas no amor, na generosidade e no cuidado que existem por trás dele.

Leão feito com embalagem de mostarda



Leão: descobrir, pesquisar e transformar

Material: embalagem de mostarda e tinta.

Toda criança carrega consigo conhecimentos, curiosidades e perguntas sobre o mundo. Aproveitar aquilo que ela já sabe é um excelente ponto de partida para construir novas aprendizagens. Por isso, a proposta pode começar com uma conversa informal sobre o leão, permitindo que as crianças contem o que conhecem sobre esse animal, onde imaginam que ele vive, como se alimenta, como é seu corpo e quais características mais chamam sua atenção.

A conversa pode ser conduzida pelo professor a partir das perguntas das próprias crianças. O objetivo não é apresentar todas as respostas prontas, mas despertar a curiosidade e criar o desejo de descobrir mais.

A partir desse primeiro contato, a investigação pode continuar em casa com a participação das famílias. O professor pode enviar uma pequena proposta aos responsáveis, convidando-os a pesquisar junto com as crianças informações sobre os leões em livros, revistas, imagens, vídeos ou outros materiais disponíveis. Essa participação amplia o espaço de aprendizagem e mostra à criança que pesquisar também pode ser uma experiência compartilhada.

De volta à escola, as descobertas podem ser socializadas. Cada criança poderá contar algo novo que aprendeu, comparar informações, observar imagens e perceber que diferentes fontes podem contribuir para a construção do conhecimento.

Depois da pesquisa, a experiência pode chegar à arte e à reutilização. Uma embalagem de mostarda, que normalmente teria como destino o descarte, pode ser transformada em um leão com tinta e criatividade. A criança passa então de observadora a criadora, representando aquilo que descobriu por meio de uma produção artística.

A atividade reúne oralidade, pesquisa, participação da família, conhecimento sobre os animais, expressão artística e educação ambiental. O material reutilizado deixa de ser apenas uma embalagem e passa a fazer parte de uma experiência de aprendizagem.

Quando a curiosidade da criança encontra a pesquisa, a família e a criatividade, até uma simples embalagem pode se transformar em um leão e em uma oportunidade para descobrir que aprender também é investigar, criar e compartilhar descobertas.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Gato Colorido com Pote Reutilizado


Gato Colorido: quando o pote vira arte

Material: pote de vidro ou plástico e tinta própria para a superfície escolhida.

Um simples pote de vidro ou plástico pode ganhar uma nova função quando encontra a criatividade. Nesta proposta, o recipiente é transformado em um divertido gato listrado e colorido, mostrando que os objetos do cotidiano podem ser reaproveitados e ganhar novos sentidos por meio da arte.

A atividade começa com a preparação do pote e a escolha das cores. A criança pode observar o formato do recipiente e imaginar como transformá-lo em um gato, criando listras, olhos, orelhas, focinho e diferentes expressões. Cada produção pode ser única, porque a imaginação de cada criança encontra uma maneira própria de representar o animal.

A pintura também proporciona uma experiência de concentração e coordenação motora. Ao segurar o pincel, controlar os movimentos, escolher as cores e criar os detalhes, a criança experimenta diferentes possibilidades de traços e formas, desenvolvendo sua expressão artística e sua percepção visual.

Mais do que produzir uma peça decorativa, a proposta permite conversar sobre o reaproveitamento. Um recipiente que poderia ser descartado passa a ocupar um novo lugar, transformado em objeto artístico. A criança percebe, na prática, que reutilizar não significa apenas dar outro uso a um material, mas também enxergar possibilidades onde antes parecia existir apenas descarte.

A atividade pode ainda despertar conversas sobre os gatos, suas características, cores e comportamentos, aproximando arte, natureza e conhecimento. O animal representado pela criança pode se tornar o ponto de partida para uma história, uma pesquisa, uma brincadeira ou até mesmo uma produção escrita.

Assim, um pote simples transforma-se em um gato cheio de personalidade e, ao mesmo tempo, em uma experiência de criação, aprendizagem e consciência ambiental.

Quando a criança transforma um objeto, ela também transforma seu olhar sobre o mundo. A arte ensina que aquilo que parecia sem utilidade pode ganhar beleza, significado e uma nova história.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Porta retrato decorado com meias de seda






Porta-Retrato Decorado com Meias de Seda

Materiais: meias coloridas, miçangas, porta-retrato, tinta acrílica, retalhos, verniz acrílico, pincel, arame colorido, linha de bordar, agulha e cola quente.

Um porta-retrato pode guardar muito mais do que uma fotografia. Ele também pode carregar memórias, criatividade e o resultado de uma experiência artesanal feita pelas próprias mãos. Nesta proposta, meias coloridas, retalhos, miçangas, arames e outros materiais ganham novas possibilidades ao transformar um simples porta-retrato em uma peça cheia de cor e personalidade.

A criação começa pela escolha dos materiais e das cores que irão compor a decoração. As meias de seda podem ser utilizadas para criar detalhes delicados, enquanto os retalhos, arames, linhas e miçangas ajudam a construir diferentes formas e texturas. A tinta acrílica permite complementar a composição e o verniz pode ser utilizado para finalizar e proteger a pintura, de acordo com o material escolhido.

Durante a confecção, a criança ou o participante experimenta diferentes possibilidades de combinação, observa cores, texturas e formas e descobre que materiais que já fizeram parte de outros objetos podem encontrar uma nova função. A atividade estimula a criatividade, a coordenação motora, a concentração e a percepção estética.

O trabalho manual também possui uma dimensão afetiva. Depois de pronto, o porta-retrato pode receber uma fotografia especial e se transformar em um objeto de memória, reunindo em uma mesma peça a lembrança registrada na imagem e a história de sua própria criação.

A proposta também nos convida a refletir sobre o consumo e o descarte. Antes de jogar fora uma meia, um retalho ou outro pequeno material que perdeu sua função original, podemos perguntar: que nova possibilidade existe aqui? Muitas vezes, a resposta está justamente na criatividade.

Reutilizar é aprender a olhar novamente para aquilo que temos. Quando materiais simples encontram imaginação, podem se transformar em arte, memória e objetos que contam histórias.


domingo, 6 de julho de 2014

Peixes









Peixes: brincar, criar e aprender a cuidar

Não são necessários conhecimentos prévios para iniciar esta proposta. Para que a experiência aconteça de maneira significativa, é importante apenas considerar a faixa etária das crianças e sua capacidade de concentração e de escuta, respeitando o desenvolvimento de cada uma.

Conhecer os peixes pode ser uma experiência que envolve muito mais do que aprender o nome de um animal. A partir da observação, da conversa, da pesquisa e da criação artística, as crianças podem descobrir diferentes formas de vida e compreender que os seres humanos não são os únicos que precisam de cuidado e proteção.

A proposta pode começar com uma conversa sobre os peixes. Onde vivem? Como respiram? O que comem? Todos os peixes são iguais? Existem peixes de diferentes tamanhos, cores e formas? Essas perguntas ajudam a despertar a curiosidade e incentivam as crianças a ouvir umas às outras, compartilhar conhecimentos e ampliar seu repertório de palavras e ideias.

A experiência pode avançar para a exploração de diferentes materiais e texturas. Papel, papelão, embalagens, retalhos, tampinhas e outros materiais que estejam disponíveis podem ser transformados em peixes. Ao cortar, dobrar, colar, pintar e organizar pequenos detalhes, as crianças exercitam a motricidade fina e descobrem novas possibilidades de criação.

Mais do que reproduzir um modelo, a proposta pode valorizar a imaginação. Cada criança pode criar seu próprio peixe, escolhendo cores, formatos e características. Alguns podem ser pequenos, outros grandes; alguns coloridos, outros com padrões inventados. O importante é permitir que cada produção revele um pouco da maneira como a criança observa e interpreta o mundo.

A atividade também favorece a interação social. Durante a criação, as crianças podem compartilhar materiais, ajudar umas às outras, conversar sobre suas produções e encontrar soluções para pequenas dificuldades. Dessa maneira, a oficina se transforma em um espaço de colaboração, comunicação e aprendizagem coletiva.

A partir dos peixes, também é possível ampliar a conversa para os ambientes em que vivem. Rios, lagos, mares e oceanos são espaços que abrigam inúmeras formas de vida e precisam ser cuidados. A poluição da água, o descarte inadequado de resíduos e outras ações humanas podem afetar esses ambientes e os animais que deles dependem.

Assim, conhecer os peixes pode despertar nas crianças uma percepção mais ampla sobre a responsabilidade humana diante da natureza. Cuidar do meio ambiente significa também compreender que compartilhamos o planeta com muitas outras formas de vida.

Ao final da proposta, o professor pode observar não apenas o resultado das produções, mas principalmente o envolvimento das crianças durante a pesquisa, a criação e as conversas. É importante perceber se conseguiram ampliar seus conhecimentos sobre os peixes, se participaram das atividades coletivas, se colaboraram umas com as outras e se passaram a reconhecer novas formas de cuidado com os animais e com os ambientes naturais.

A aprendizagem acontece quando a criança pode perguntar, ouvir, experimentar, criar e compartilhar. E quando um peixe criado com materiais reutilizados passa a representar também uma conversa sobre a vida nos rios e nos mares, a arte se transforma em uma ponte entre a imaginação e o cuidado com a natureza.

Ensinar a criança a conhecer os animais é também ensiná-la a perceber que toda forma de vida merece respeito. Quando o conhecimento desperta cuidado, a aprendizagem ganha sentido e a infância começa a construir uma relação mais consciente com o mundo que a cerca.

Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...