PESQUISAS, TECNOLOGIA ASSISTIVA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESDE 2013 - EMAIL: RENATARJBRAVO@GMAIL.COM

Dilemas da Sustentabilidade frente ao consumismo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

A origem do recorte e da colagem como atividades infantis está ligada a três grandes eixos históricos:

Arte, educação e desenvolvimento infantil. Embora hoje sejam práticas comuns na Educação Infantil, elas nasceram de movimentos culturais e pedagógicos profundos.

1- Raízes antigas: o gesto de recortar e recompor

O ato de recortar e reorganizar imagens é muito mais antigo do que a escola:

China (século II) - Com a invenção do papel, surgem as primeiras silhuetas recortadas (jianzhi), usadas em rituais, festas e narrativas visuais.

Idade Média europeia - Recortes em papel e pergaminho eram usados para ornamentação de manuscritos, ex-votos e imagens devocionais.

Séculos XVII-XVIII - Silhuetas recortadas e colagens decorativas aparecem em álbuns familiares e livros artesanais.

Ainda não eram práticas infantis, mas já traziam a ideia de compor sentido a partir de fragmentos.

2- A colagem na arte moderna: a virada conceitual

O reconhecimento da colagem como linguagem criativa ocorre no início do século XX:

Cubismo (1907-1914) - Picasso e Braque introduzem a colagem artística (papier collé), rompendo com a arte puramente representativa.

Dadaísmo e Surrealismo - A colagem passa a expressar o imaginário, o acaso, o inconsciente e a crítica social.

- Essa revolução artística influenciou diretamente a educação: se o artista cria com fragmentos, a criança também pode criar sem precisar dominar o desenho acadêmico.

3- Entrada na pedagogia: quando vira atividade infantil

Século XIX - Educação sensorial

Friedrich Fröbel, criador do Jardim de Infância, propôs atividades manuais chamadas dons e ocupações.

Recortar, dobrar e colar eram vistos como exercícios de:

coordenação motora fina

percepção espacial

ordem e sequência

Início do século XX - Escola Nova

Educadores passaram a valorizar a expressão espontânea da criança:

Maria Montessori

Introduziu atividades de recorte progressivo para autonomia, concentração e precisão.

Ovide Decroly

Defendeu o uso de imagens recortadas ligadas ao interesse da criança.

John Dewey

Enfatizou o “aprender fazendo”: a colagem como experiência significativa.

O recorte e a colagem deixam de ser mero treino motor e passam a ser linguagem expressiva.

4- Consolidação no século XX: infância, psicologia e arte

Com os estudos do desenvolvimento infantil:

Jean Piaget

A colagem favorece a construção do pensamento simbólico.

Lev Vygotsky

A atividade promove mediação cultural e linguagem visual.

Viktor Lowenfeld (arte-educação)

Defendeu a colagem como forma legítima de expressão artística infantil.

A partir daí, recorte e colagem entram definitivamente nos currículos da Educação Infantil.

5- Por que recorte e colagem são tão importantes para crianças?

Eles unem, numa única atividade:

- desenvolvimento cognitivo

- coordenação motora fina

- percepção visual e espacial

 criatividade sem medo do “erro”

- narrativa visual e simbólica

- autonomia e autoestima

Além disso, permitem que todas as crianças criem, independentemente do nível de desenho.

6- Visão contemporânea

Hoje, o recorte e a colagem são compreendidos como:

linguagem artística

prática interdisciplinar (arte, linguagem, matemática, ciências)

ferramenta inclusiva

meio de expressão emocional

estratégia sustentável (uso de materiais reutilizados)

- Síntese final

O recorte e a colagem como atividades infantis nascem do encontro entre arte moderna, pedagogia ativa e estudos sobre o desenvolvimento da criança, transformando o gesto simples de recortar em uma poderosa forma de pensar, sentir e aprender.

Autora: Renata Bravo 

A seguir apresento o artigo científico com foco em Arte-Educação e Psicomotricidade, mantendo o relato de experiência com análise crítica, adequado para periódicos de Educação, Arte-Educação, Psicomotricidade ou Educação Inclusiva.

Recorte e colagem na arte-educação como práticas psicomotoras inclusivas: um relato de experiência

Resumo

Este artigo analisa as atividades de recorte e colagem sob a perspectiva da Arte-Educação e da Psicomotricidade, a partir de um relato de experiência com abordagem qualitativa e reflexiva. A experiência decorre de um contexto de limitações psicomotoras e perceptivas associadas a um diagnóstico médico de suspeita de esclerose múltipla, que resultou em prejuízos na coordenação motora e na percepção visual. A prática sistemática de recorte e colagem evidenciou-se como uma linguagem artística acessível e um recurso psicomotor potente, favorecendo a reorganização do gesto, da percepção e do pensamento. Os resultados indicam que tais práticas ultrapassam o caráter meramente lúdico, configurando-se como estratégias pedagógicas inclusivas que integram corpo, cognição e expressão simbólica ao longo da vida.

Palavras-chave: Arte-Educação; Psicomotricidade; Recorte e colagem; Educação Inclusiva; Relato de experiência.

1- Introdução

A Arte-Educação, enquanto campo epistemológico, compreende a arte como linguagem, experiência sensível e forma de conhecimento. Associada à Psicomotricidade, amplia-se a compreensão do processo educativo ao reconhecer o corpo como mediador das aprendizagens cognitivas, afetivas e simbólicas. Nesse contexto, práticas artísticas que envolvem o gesto, o manuseio de materiais e a organização espacial tornam-se relevantes para o desenvolvimento integral do sujeito.

O recorte e a colagem, frequentemente associados à Educação Infantil, são práticas historicamente subvalorizadas nos níveis mais avançados da educação. Entretanto, quando analisadas à luz da Arte-Educação e da Psicomotricidade, revelam-se como experiências complexas que mobilizam coordenação motora fina, percepção visual, planejamento da ação e expressão criativa. Este artigo tem como objetivo analisar criticamente o recorte e a colagem como práticas pedagógicas psicomotoras e inclusivas, a partir de um relato de experiência pessoal articulado ao referencial teórico da área.

2- Referencial teórico

2.1 Arte-Educação: a arte como linguagem do pensamento

Segundo autores como Lowenfeld e Brittain (1977), a experiência artística favorece a expressão do pensamento, das emoções e da criatividade, sem a exigência de padrões estéticos pré-definidos. Na Arte-Educação contemporânea, a ênfase desloca-se do produto final para o processo, valorizando o gesto, a experimentação e a construção de sentido.

A colagem, em especial, permite a criação a partir de fragmentos, promovendo reorganizações simbólicas que refletem o modo como o sujeito percebe e reconstrói o mundo.

2.2 Psicomotricidade e integração corpo-mente

A Psicomotricidade compreende o movimento como base da estruturação psíquica e cognitiva (WALLON, 1975). Atividades manuais, como o uso da tesoura e da cola, envolvem coordenação bilateral, controle tônico, lateralidade, percepção espacial e integração visomotora, sendo fundamentais para a organização do gesto e do pensamento.

Sob essa perspectiva, o fazer artístico não é apenas expressivo, mas estruturante do desenvolvimento humano.

2.3 Práticas inclusivas em Arte-Educação

A Arte-Educação apresenta-se como um campo privilegiado para práticas inclusivas, pois admite múltiplas formas de participação e expressão. O recorte e a colagem permitem adaptações, respeitam os ritmos individuais e valorizam as potencialidades do sujeito, alinhando-se a princípios inclusivos e ao Desenho Universal para a Aprendizagem.

3- Metodologia

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo relato de experiência, com análise crítica fundamentada nos referenciais da Arte-Educação e da Psicomotricidade. A experiência decorre de um processo pessoal vivenciado diante de limitações psicomotoras e perceptivas, incluindo prejuízos na coordenação motora fina e episódios de diplopia, associados a um diagnóstico médico de suspeita de esclerose múltipla.

As atividades desenvolvidas consistiram na realização progressiva de práticas de recorte e colagem, com diferentes níveis de precisão, materiais e desafios visuais, sendo analisados os impactos dessas práticas sobre aspectos motores, perceptivos, cognitivos e expressivos.

4- Resultados e discussão

Os resultados evidenciaram melhorias na coordenação motora fina, na integração visomotora e na organização espacial, além do aumento da capacidade de concentração e planejamento da ação. Do ponto de vista da Arte-Educação, observou-se que a colagem possibilitou a expressão simbólica sem a exigência do domínio do desenho, reduzindo frustrações e ampliando a autonomia criativa.

A análise psicomotora indica que o uso contínuo da tesoura e da cola favoreceu a reorganização do gesto e do controle motor, corroborando a ideia de que o movimento é estruturante do pensamento. A experiência problematiza a visão utilitarista ou infantilizada dessas práticas, demonstrando seu potencial educativo em contextos de inclusão e aprendizagem ao longo da vida.

5- Considerações finais

Conclui-se que o recorte e a colagem, enquanto práticas da Arte-Educação, constituem recursos psicomotores inclusivos capazes de integrar corpo, percepção, cognição e expressão simbólica. O relato de experiência analisado evidencia que tais práticas favorecem não apenas o desenvolvimento motor, mas também a construção do sujeito enquanto ser criativo, autônomo e pensante.

Defende-se, portanto, a ampliação do uso do recorte e da colagem em diferentes contextos educacionais, reconhecendo-os como práticas artísticas legítimas e pedagogicamente potentes no campo da Arte-Educação e da Psicomotricidade.

Referências (sugestão)

LOWENFELD, V.; BRITTAIN, W. Desenvolvimento da capacidade criadora. São Paulo: Mestre Jou, 1977.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar. São Paulo: Moderna, 2003.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

WALLON, H. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 1975.


Livro: A energia das abelhas


Mel, Colmeia e Sustentabilidade
Um livro sobre meio ambiente, equilíbrio ecológico, econômico e cultural
Autora : Renata Bravo

Apresentação

As abelhas são pequenas, mas carregam uma das maiores forças do planeta: a energia da vida. Elas transformam flores em alimento, paisagens em equilíbrio e trabalho coletivo em abundância. Este livro convida o leitor a conhecer a energia das abelhas, não apenas como insetos produtores de mel, mas como símbolos vivos de sustentabilidade, cooperação, cultura e futuro.


Voltado para uso didático, interdisciplinar e acessível, o livro pode ser trabalhado na Educação Infantil, Ensino Fundamental, projetos ambientais, escotismo, feiras de ciências e leitura em família.

Capítulo 1
Quem são as abelhas?

As abelhas existem há milhões de anos, muito antes dos seres humanos. Elas fazem parte do grupo dos insetos e vivem em quase todo o planeta. Existem milhares de espécies, algumas vivem em colmeias organizadas e outras vivem sozinhas.

As mais conhecidas são as abelhas sociais, como a abelha-europeia (Apis mellifera) e as abelhas nativas sem ferrão, muito importantes na cultura brasileira.

As abelhas não produzem apenas mel. Elas produzem vida.

CAPÍTULO 2
A COLMEIA: UMA SOCIEDADE ORGANIZADA

A colmeia funciona como uma verdadeira cidade viva.


Na colmeia existem três tipos principais de abelhas:
A rainha – responsável pela reprodução e continuidade da colônia.

As operárias – realizam quase todas as tarefas: coletam néctar, produzem mel, cuidam das larvas, limpam e defendem a colmeia.

Os zangões – têm a função de fecundar a rainha.

Tudo na colmeia é cooperação. Não há desperdício, cada ação tem um propósito. Esse modelo inspira estudos sobre organização social, economia solidária e sustentabilidade.

Capítulo 3
O mel: energia natural

O mel é produzido a partir do néctar das flores. As abelhas coletam esse néctar, transformam-no dentro do próprio corpo e o armazenam nos favos.


O mel é:
Fonte natural de energia

Rico em açúcares naturais

Utilizado como alimento, remédio e elemento cultural desde a Antiguidade

Além do mel, as abelhas produzem:

Própolis – proteção da colmeia

Cera – construção dos favos

Pólen – alimento rico em nutrientes

Geleia real – alimento da rainha

Capítulo 4
A energia invisível: polinização

A maior energia das abelhas não está no mel, mas na polinização.


Ao visitar flores, as abelhas transportam o pólen, permitindo que as plantas se reproduzam. Sem esse processo, grande parte dos alimentos desapareceria.

As abelhas são responsáveis por:
Frutas

Legumes

Grãos

Sementes

Sem abelhas, não há agricultura. Sem agricultura, não há alimento. Sem alimento, não há vida.

Capítulo 5
Equilíbrio ecológico

As abelhas mantêm o equilíbrio dos ecossistemas. Elas garantem a diversidade vegetal, alimentam outros animais e mantêm os ciclos naturais funcionando.


Quando as abelhas desaparecem, surgem sinais de desequilíbrio:

Redução da biodiversidade

Empobrecimento do solo

Falta de alimentos

Proteger as abelhas é proteger toda a teia da vida.

Capítulo 6
Sustentabilidade e economia do mel

A apicultura e a meliponicultura são exemplos de atividades econômicas sustentáveis.


Benefícios:
Geração de renda

Baixo impacto ambiental

Valorização do produtor local

Preservação da natureza

O mel representa uma economia que respeita o tempo da natureza e o trabalho coletivo.

Capítulo 7
ABELHAS E CULTURA

As abelhas aparecem em mitos, símbolos e tradições de diversos povos:


Na Antiguidade, o mel era considerado alimento sagrado

Em culturas indígenas brasileiras, as abelhas sem ferrão têm papel medicinal e espiritual

A colmeia simboliza união, trabalho e equilíbrio

As abelhas também inspiram artes, literatura, música e educação ambiental.

Capítulo 8
AMEAÇAS ÀS ABELHAS

Atualmente, as abelhas enfrentam grandes ameaças:


Uso excessivo de agrotóxicos

Desmatamento

Mudanças climáticas

Poluição

A diminuição das abelhas é um alerta da natureza.

Capítulo 9
Como proteger as abelhas

Todos podem ajudar:


Plantar flores

Evitar agrotóxicos

Preservar áreas verdes

Valorizar o mel local

Respeitar as abelhas nativas

Pequenas ações geram grandes mudanças.

Capítulo 10
A lição das abelhas

As abelhas nos ensinam que:


Ninguém vive sozinho

O coletivo é mais forte

A natureza tem sabedoria

Sustentabilidade é equilíbrio

Cuidar das abelhas é cuidar do futuro.

Atividades pedagógicas

Construção de colmeias com material reciclável

Degustação e estudo de diferentes tipos de mel

Observação de flores e insetos

Produção de poemas, desenhos e histórias

Projetos interdisciplinares (Ciências, Artes, Geografia, Economia e Cultura)

Mensagem final
Dentro do voo de uma abelha existe a energia do mundo.
Dentro da colmeia, a sabedoria do coletivo.
Dentro do mel, o doce trabalho da vida.

Proteger as abelhas é aprender a viver em equilíbrio com a Terra.

Livro: Energia em Transformação: do Sol à Tomada

Autora: Renata Bravo

Apresentação
Este livro foi criado para ajudar estudantes e educadores a compreenderem um dos conceitos mais importantes da ciência: energia. A partir de exemplos do cotidiano e da natureza, a fotossíntese, o painel solar e a usina elétrica, vamos acompanhar como a energia do Sol se transforma e sustenta a vida moderna.

Capítulo 1
O que é energia?

Energia é a capacidade de realizar trabalho ou provocar transformações. Ela está presente em tudo: no crescimento das plantas, no funcionamento de um celular, no movimento de um carro e na iluminação das cidades.

Tipos de energia
Energia luminosa
Energia térmica (calor)
Energia química
Energia elétrica
Energia mecânica
Essas formas não existem isoladas: a energia se transforma continuamente.

Capítulo 2
O Sol: a grande fonte de energia da Terra

O Sol é a principal fonte de energia do nosso planeta. Sua luz e seu calor:


Mantêm a temperatura adequada para a vida;
Movimentam os ventos e o ciclo da água;
Permitem a fotossíntese;
Podem ser transformados diretamente em eletricidade por meio da tecnologia.
Sem o Sol, a vida como conhecemos não existiria.

Capítulo 3
Fotossíntese: a energia do Sol transformada em vida

A fotossíntese é um processo natural realizado por plantas, algas e algumas bactérias.


Como funciona?
Esses organismos utilizam:

Luz solar
Água
Gás carbônico
Para produzir:

Glicose (energia química)
Oxigênio
A glicose produzida alimenta a própria planta e todos os seres vivos que dela dependem direta ou indiretamente.

Fotossíntese e combustíveis fósseis
Ao longo de milhões de anos, restos de organismos que fizeram fotossíntese deram origem ao carvão, ao petróleo e ao gás natural. Assim, quando uma usina queima combustíveis fósseis, está usando energia solar armazenada no passado.

Capítulo 4
Painel solar: tecnologia inspirada no Sol

O painel solar fotovoltaico é uma invenção humana que transforma a luz do Sol diretamente em energia elétrica.


Efeito fotovoltaico
Quando a luz solar atinge as células do painel:

Os elétrons se movimentam;
Esse movimento gera corrente elétrica;
A eletricidade pode ser usada imediatamente ou armazenada.
Vantagens dos painéis solares
Fonte renovável;
Não poluente;
Silenciosa;
Pode ser instalada em casas, escolas e usinas solares.

Capítulo 5
Usina elétrica: energia em grande escala

Uma usina elétrica é uma instalação industrial que produz eletricidade para abastecer cidades inteiras.


Tipos de usinas
Termelétricas (carvão, petróleo, gás)
Hidrelétricas (água em movimento)
Nucleares
Eólicas (vento)
Solares
Apesar das diferenças, todas têm algo em comum: transformam um tipo de energia em energia elétrica.

Capítulo 6
A conexão entre fotossíntese, painel solar e usina elétrica

Esses três sistemas estão ligados pelo mesmo princípio:


A transformação da energia solar para uso humano.

A fotossíntese transforma luz em energia química;
Os combustíveis fósseis guardam essa energia antiga;
As usinas convertem essa energia em eletricidade;
Os painéis solares fazem isso diretamente, sem intermediários.
Capítulo 7 – Energia e futuro sustentável
Com o crescimento da população e do consumo, precisamos de fontes de energia:

Renováveis;
Limpa;
Acessíveis;
Sustentáveis.
A compreensão da energia e de suas transformações é fundamental para formar cidadãos conscientes e responsáveis.

Conclusão

Do Sol às plantas, das usinas às tomadas, a energia percorre um longo caminho de transformações. Entender esse percurso é entender como a natureza e a tecnologia se conectam para sustentar a vida moderna.


Sugestões pedagógicas

Experimentos com plantas e luz;

Construção de fornos solares;
Visitas virtuais a usinas;
Debates sobre consumo consciente de energia.

A energia do Sol é captada pelos painéis solares, onde a luz solar é convertida em eletricidade por meio do efeito fotovoltaico, gerando corrente contínua. Em seguida, essa energia passa por um inversor, que a transforma em corrente alternada, padrão utilizado nos aparelhos domésticos. A eletricidade produzida pode ser usada imediatamente na residência, armazenada em baterias ou enviada para a rede elétrica, gerando créditos. Por fim, essa energia chega às tomadas da casa, alimentando luzes, eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos.

Livro: Espectroscopia

A luz que conecta ciência, arte e humanidade

Autora: Renata Bravo

Livro Interdisciplinar para Educação Básica e Projetos Educacionais

Apresentação ao Educador

Este livro propõe uma abordagem interdisciplinar da espectroscopia, mostrando como o estudo da luz ultrapassa os limites da Física e da Química, dialogando com a Arte, a História, a Matemática, a Língua Portuguesa, a Biologia e a Filosofia.

A obra estimula:

Pensamento científico

Leitura crítica do mundo

Integração entre saberes

Aprendizagem significativa

Capítulo 1 

A Luz na Ciência e na Filosofia

(Física / Filosofia / História)

Desde a Antiguidade, a luz foi símbolo de conhecimento, verdade e descoberta. Filósofos como Aristóteles e Platão refletiram sobre sua natureza, enquanto cientistas modernos passaram a estudá-la como fenômeno físico.

- Conexão interdisciplinar

Filosofia: luz como metáfora do saber

Física: natureza ondulatória e corpuscular

História: evolução do pensamento científico

Atividade: Debate filosófico - A luz revela ou constrói o conhecimento?

Capítulo 2 

A Linguagem das Cores

(Arte / Física / Língua Portuguesa)

As cores são manifestações da interação entre luz e matéria. Na arte, elas expressam emoções; na ciência, revelam composição química.

- Conexão interdisciplinar

Arte: teoria das cores, pigmentos naturais

Física: espectro visível

Língua Portuguesa: metáforas cromáticas na literatura

Atividade: Produção de texto poético inspirado nas cores do espectro.

Capítulo 3 

Matemática da Luz

(Matemática / Física / Tecnologia)

A espectroscopia depende de medidas precisas: comprimento de onda, frequência, intensidade.

- Conexão interdisciplinar

Matemática: gráficos, proporções, escalas

Física: fórmulas do espectro eletromagnético

Tecnologia: leitura de dados científicos

Atividade: Construção e interpretação de gráficos espectrais.

Capítulo 4 

Química: A Impressão Digital da Matéria

(Química / Biologia / Ciências da Natureza)

Cada elemento químico possui um espectro único. Essa característica permite identificar substâncias invisíveis a olho nu.

- Conexão interdisciplinar

Química: átomos e moléculas

Biologia: composição dos seres vivos

Ciências: análise de materiais

Atividade: Simulação de espectros com filtros de cor.

Capítulo 5 

Biologia e Medicina

(Biologia / Ciências da Saúde)

A espectroscopia é usada para analisar tecidos, sangue e células, auxiliando diagnósticos médicos não invasivos.

- Conexão interdisciplinar

Biologia: estrutura celular

Saúde: exames e prevenção

Ética: uso responsável da tecnologia

Atividade: Pesquisa orientada sobre exames por imagem e luz.

Capítulo 6 

História, Arte e Patrimônio Cultural

(História / Arte / Tecnologia)

Manuscritos antigos, pinturas e esculturas podem ser estudados sem danos, revelando segredos do passado.

- Conexão interdisciplinar

História: contextos culturais

Arte: técnicas e pigmentos

Tecnologia: preservação do patrimônio

Atividade: Análise de obras de arte com foco em cores e materiais.

Capítulo 7 

Investigação e Justiça

(Ciências Forenses / Ética / Cidadania)

A espectroscopia ajuda a solucionar crimes, mas também levanta questões éticas sobre privacidade e uso da ciência.

- Conexão interdisciplinar

Ciências: análise de evidências

Ética: limites da tecnologia

Cidadania: justiça e responsabilidade

Atividade: Simulação de investigação científica em sala.

Capítulo 8 

Do Micro ao Macrocosmo

(Astronomia / Filosofia / Educação Ambiental)

A mesma luz que revela uma estrela distante ajuda a preservar o planeta.

- Conexão interdisciplinar

Astronomia: composição estelar

Filosofia: lugar do ser humano no universo

Meio ambiente: monitoramento ambiental

Atividade: Produção de mural interdisciplinar - A luz que nos conecta.

Projeto Final Interdisciplinar

“Decifrando o Invisível”

Os estudantes desenvolvem um projeto integrando pelo menos três áreas do conhecimento, escolhendo um tema como:

Luz e arte

Ciência forense

Astronomia

Saúde e tecnologia

Produto final:

Exposição

Maquete

Livro ilustrado

Apresentação multimídia

Avaliação Interdisciplinar

Participação

Pesquisa

Produção criativa

Argumentação oral e escrita

Conclusão

A espectroscopia nos ensina que o conhecimento não está fragmentado. Assim como a luz se divide em cores, o saber se expande quando conectamos áreas, ideias e pessoas.

Aprender ciência é aprender a ver além.


domingo, 21 de dezembro de 2025

Livro: Quando o globo gira: um portal para o mundo

Autora: Renata Bravo 

Apresentação

No ambiente escolar existe um objeto que parece simples, quase silencioso.

Ele mora em cima de uma mesa ou num canto da estante.

Mas quem presta atenção descobre um segredo:

o globo terrestre não é decoração ele é um portal para o mundo.

Quando gira suavemente, revela histórias, culturas, números, formas, cores, movimentos e até sons invisíveis do planeta Terra.

Este livro convida crianças e educadores a viajarem juntos, sem sair do lugar, apenas girando o mundo com a ponta dos dedos.

Capítulo 1 

O Globo que Mora na Sala

O globo terrestre fica quietinho num canto da sala.

Observa as crianças chegando, abrindo mochilas, espalhando lápis e sonhos.

Mas basta um toque.

E ele ganha vida.

Ao girar, mostra oceanos azuis profundos, continentes coloridos e linhas invisíveis que organizam o mundo.

Ele parece dizer:

- Aqui está a Terra inteira. Cabe nas mãos de quem quer aprender.

A criança olha, aponta, descreve.

E sem perceber, começa a narrar o planeta.

- Ciências caminham com a Arte.

- As cores ajudam a compreender as formas.

- A linguagem nasce da observação.

Capítulo 2 

Por que o Globo Gira?

O globo gira porque a Terra também gira.

Um movimento silencioso que nunca para.

É desse giro que nascem o dia e a noite.

Enquanto aqui amanhece, em outro lugar o céu escurece.

Com o dedo, a criança acompanha a rotação.

Ela vê o Sol “andar” pelo mundo.

Percebe que o tempo não é igual para todos.

O globo ensina que o planeta está sempre em movimento mesmo quando parece parado.

- Ciências explicam o movimento.

- A Matemática conta os ciclos.

- A Geografia apresenta os fusos horários.

Capítulo 3 

As Linhas que Não se Veem

No globo existem linhas que não aparecem no chão.

Elas não são rios nem estradas, mas organizam o mundo.

A Linha do Equador divide a Terra ao meio.

Os Trópicos mostram até onde o Sol alcança com mais força.

Meridianos e paralelos ajudam a localizar cada lugar.

Essas linhas ensinam a medir, dividir e compreender o espaço.

São invisíveis, mas essenciais.

- A Matemática aparece nas proporções.

- A Geografia orienta caminhos.

- O pensamento lógico se constrói girando o mundo.

Capítulo 4 

Continentes: Grandes Casas do Mundo

O globo gira mais um pouco e revela grandes porções de terra.

São os continentes grandes casas do mundo.

Cada uma tem suas línguas, roupas, comidas e histórias.

Nenhuma é igual à outra.

E todas são importantes.

O globo mostra que o mundo é diverso.

E que essa diversidade não separa — ela enriquece.

- A Geografia apresenta os continentes.

- A História conta sobre os povos.

- A educação socioemocional ensina respeito.

Capítulo 5 

Oceanos: O Azul que Une Tudo

O azul ocupa a maior parte do globo.

Mas ele não separa as terras.

Ele conecta.

Os oceanos ligam continentes, regulam o clima e abrigam vidas que muitas vezes não vemos.

O som das ondas, mesmo imaginado, embala o planeta.

O globo ensina que a água é caminho, equilíbrio e vida.

- Ciências explicam os mares.

- A Música surge no som do mar.

- A educação ambiental pede cuidado.

Capítulo 6 

O Globo de Plástico Também Ensina

Mesmo feito de plástico, o globo tem muito a ensinar.

Ele fala sobre materiais, tecnologia e escolhas humanas.

A criança aprende que os objetos também têm histórias.

E que cuidar do planeta começa com o uso consciente do que produzimos.

- Sustentabilidade

- Tecnologia

- Consciência ambiental

Capítulo 7 

Quando o Globo Mostra os Climas do Mundo

O globo gira para o alto, quase no topo.

Ali estão países como a Rússia, o Canadá e a Noruega.

Nessas regiões, o Sol chega inclinado, espalhando pouco calor.

Os invernos são longos, a neve cobre o chão e o relevo se transforma em tundras, planícies geladas e montanhas cobertas de gelo.

Depois, o globo gira para o meio.

Entre os trópicos, o Sol chega direto, forte.

Brasil, Congo, Indonésia vivem sob calor constante.

Florestas densas crescem, rios largos serpenteiam e o relevo molda diferentes climas — planaltos mais frescos, planícies quentes, montanhas mais frias.

Por fim, o globo aponta para baixo.

Perto do Polo Sul, o frio retorna.

A Antártida surge branca e silenciosa.

O gelo domina a paisagem, e a vida aprende a resistir.

O globo ensina que:

a posição em relação ao Sol define o clima

o relevo transforma temperaturas

nenhum lugar é igual ao outro

- Geografia, Ciências, Biologia e História caminham juntas.

Capítulo 8 

O Mundo Cabe nas Mãos

Quando a criança segura o globo, algo muda.

Ela entende que faz parte do planeta.

Que suas ações alcançam lugares distantes.

Que o mundo é grande, mas conectado.

- Filosofia para crianças nasce em silêncio.

- A cidadania global começa ali.

Capítulo Final 

Vamos Girar Juntos

O livro termina com um convite simples:

“Gire o globo.

Escolha um lugar.

Imagine uma história.

Respeite quem vive lá.”

Porque conhecer o mundo é o primeiro passo para cuidar dele.

- Mensagem do Livro

Conhecer o mundo é o primeiro passo para cuidar dele.

Anexo 

Sugestões Pedagógicas

Construção de globos com materiais recicláveis

Desenho do “meu lugar no mundo”

Dramatização: “um dia em outro país”

Jogos de localização

Atividades interdisciplinares por faixa etária


Colônia de férias - Brinquedos do mundo

Autora: Renata Bravo 

1- APRESENTAÇÃO DO PROJETO 

A Colônia de Férias - Brinquedos do mundo é uma proposta educativa, artística e cultural que convida as crianças a viajarem simbolicamente por diferentes países, conhecendo suas culturas, costumes e tradições por meio da construção de brinquedos, jogos, instrumentos musicais e brincadeiras populares, sempre com foco na sustentabilidade e no reaproveitamento de materiais.

O projeto utiliza o conceito dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) como eixo central, integrando Arte, Educação Ambiental, Cultura e Ludicidade.

2- OBJETIVOS 

Objetivo Geral: Promover experiências lúdicas e criativas que estimulem a imaginação, a consciência ambiental, o respeito à diversidade cultural e o desenvolvimento integral das crianças.

Objetivos Específicos: Incentivar o consumo consciente e o reaproveitamento de materiais recicláveis; Relacionar arte e sustentabilidade por meio da produção artística; Apresentar culturas de diferentes países de forma lúdica; Desenvolver coordenação motora, criatividade, concentração e trabalho em equipe; Estimular a expressão artística, musical e teatral; Valorizar o brincar como ferramenta de aprendizagem. 

3- METODOLOGIA 

Oficinas práticas e interativas; Gincanas educativas; Construção coletiva e individual de brinquedos; Contação de histórias e contextualização cultural; Uso de materiais recicláveis (sucata, tampinhas, caixas, latas, tecidos); Vivências artísticas: pintura, colagem, argila, música, teatro e dança. 

4- EIXO TEMÁTICO 

Brincando com os 3 R’s 

Em uma gincana divertida, as crianças serão estimuladas a separar, selecionar e reaproveitar materiais recicláveis (inclusive resíduos da cantina, desde que estejam limpos e secos, sem restos de comida), compreendendo sua transformação em brinquedos e obras artísticas.

Enfoque pedagógico: Ensinar a estabelecer uma relação entre o fazer artístico, a consciência ambiental e os discursos poéticos sobre a vida no planeta, conforme as tendências contemporâneas da Arte/Educação, envolvendo leitura de imagens, contextualização cultural e produção artística.

5- ROTEIRO DAS OFICINAS 

VIAGEM PELOS PAÍSES 

Cada oficina representa um país, seus símbolos, brinquedos ou brincadeiras tradicionais:

Rússia: Confecção de Matrioskas com rolos e garrafas recicladas; 

Arábia Saudita: Aladim e a Lâmpada Mágica (fantasia, teatro com marionete de sombras, objetos cenográficos); 

Egito: Jogos de tabuleiro do Antigo Egito e construção de pirâmides com latas e caixas de leite; 

França: Amarelinha artística e variações criativas; 

Austrália: Confecção de bumerangues com papelão; 

Islândia: Pinguins com sucata e materiais recicláveis; 

Nigéria: Elefantes decorativos e contextualização cultural; 

Brasil: Futebol de botão ou oficina de Carnaval - customização de camisetas coloridas e expressivas; 

Alemanha: Soldadinho de chumbo (versão artística com materiais recicláveis); 

México: Confecção de piñatas; 

Inglaterra: Caleidoscópio com rolos e acetato; 

Japão: Origami; Senegal: Construção de instrumentos musicais africanos. 

E mais outros países.

6- ATIVIDADES COMPLEMENTARES 

Construção de réplicas de troféus de competições, cada um com o seu design único, simbolizando conquistas; 

Criação de mosaicos e mandalas com tampinhas plásticas representando bandeiras; 

Jogos de tabuleiro artesanais; 

Pintura, colagem, argila e sucata; 

Teatro e dramatizações culturais; 

Brincadeiras populares e cooperativas. 

Ao final, as crianças poderão receber alguns materiais prontos como brinde de participação.

7- EXPOSIÇÃO FINAL 

Algumas criações dos participantes serão organizadas em uma exposição coletiva, valorizando o processo criativo, o protagonismo infantil e o trabalho em grupo.

8- FAIXA ETÁRIA E ADEQUAÇÕES 

03 a 05 anos / 06 a 07 anos 

Confecção de fantoches; Instrumentos musicais simples; Gincanas lúdicas; Brincadeiras sensoriais. 

08 a 10 anos / 11 a 14 anos 

Jogos de tabuleiro; Instrumentos musicais elaborados; Gincanas cooperativas; Oficinas de maior complexidade artística. 

Todas as faixas etárias 

Construção de brinquedos; Customização de camisetas e fantasias; Mandalas e mosaicos; Teatro, pintura e colagem; Atividades de concentração e criatividade. 

9- DURAÇÃO 

Tempo total: 4 horas e 30 minutos

Sugestão de divisão:

Acolhida e apresentação: 30 min Oficinas culturais: 2h30 Gincanas e brincadeiras: 1h Organização e exposição final: 30 min 10. 

RESULTADOS ESPERADOS 

Crianças mais conscientes sobre sustentabilidade; Ampliação do repertório cultural; Desenvolvimento artístico e criativo; Fortalecimento do trabalho em equipe; Vivência significativa e afetiva durante o período de férias. 

Uma colônia de férias onde brincar, criar e cuidar do planeta caminham juntos!

Livro: O som das peças

Aprendendo Mahjong com o que o Mundo Joga Fora

Autora: Renata Bravo 

Liang é um professor-artesão curioso, paciente e observador.

Ele acredita que todo jogo carrega uma história e que todo aprendiz também ensina.

Ele chega a uma comunidade-escola levando apenas:

uma bolsa de pano

materiais reciclados

e uma antiga lembrança do Mahjong que aprendeu com seu avô

Capítulo 1 

As Peças que Contam Histórias

Liang abre sua bolsa e não tira um jogo pronto.

Em vez disso, espalha sobre a mesa:

tampinhas

pedaços de papelão

caixas de leite

restos de madeira

marcadores usados

As crianças estranham.

“Onde está o jogo?”, perguntam.

Liang sorri e responde:

“O jogo ainda não nasceu.”

Ali começa a primeira lição:

sustentabilidade

criatividade

valor do reaproveitamento

Cada criança escolhe um material e começa a transformar lixo em peça.

Capítulo 2 

A Origem do Mahjong

Enquanto recortam, pintam e colam, Liang conta:

O Mahjong nasceu na China, há centenas de anos.

Era jogado por famílias, comerciantes, avós e netos.

Não era apenas um jogo de ganhar —

era um jogo de observar, esperar, pensar e respeitar o tempo do outro.

Interdisciplinaridade

História (China antiga)

Geografia (Ásia)

Cultura e tradição oral

Matemática (sequência, padrões, combinações)

Capítulo 3 

Construindo o Jogo com as Próprias Mãos

As peças ganham símbolos:

círculos

bambus

caracteres reinventados pelas crianças

Liang não corrige tudo.

Ele observa.

Uma menina cria um símbolo novo.

Um menino troca cores para facilitar a memória.

Uma criança com dificuldade matemática cria agrupamentos visuais.

Liang percebe:

“Eles estão ensinando novas formas de pensar o jogo.”

Aqui ele aprende.

Capítulo 4 

Jogar é Pensar Junto

Com o Mahjong reciclado pronto, começam as partidas.

Liang ensina:

regras básicas

turnos

respeito

estratégia

Mas aprende:

paciência com quem joga devagar

novas estratégias criadas pelas crianças

formas inclusivas de adaptar regras

Áreas trabalhadas

Matemática (lógica, probabilidade)

Língua Portuguesa (narrativa oral)

Artes Visuais (design das peças)

Educação Socioemocional

Inclusão e cooperação

Capítulo 5 

O Jogo Ensina o Professor

Um aluno pergunta:

“Professor, por que a gente não muda a regra?”

Liang para.

Ele lembra do avô dizendo:

“Um jogo vive enquanto aceita mudanças.”

Naquele dia, o Mahjong da turma ganha:

novas regras

novas peças

novos sentidos

Liang aprende que ensinar não é repetir,

é escutar.

Capítulo 6 

Quando o Jogo Vira Comunidade

As crianças levam o Mahjong reciclado para casa. Jogam com:

pais

avós

vizinhos

O jogo vira ponte entre gerações.

Liang observa de longe e entende:

“O jogo já não é meu.”

Aprendizado social

convivência

memória cultural

sustentabilidade

pertencimento

Mensagem Final do Livro

“Quando jogamos juntos, ninguém sabe tudo.

Quando ensinamos, também aprendemos.

E quando cuidamos do que o mundo descarta,

criamos algo que permanece.”

Posfácio 

Para quem fica à mesa

Este livro não termina aqui.

Ele apenas empurra a cadeira para mais perto da mesa.

O jogo que você leu não pede perfeição.

Pede presença.

Pede tempo partilhado.

Pede a coragem de não saber tudo antes de começar.

O Mahjong, feito de peças simples e regras móveis,

é apenas um pretexto.

O que se joga, de verdade, é o encontro.

Quando um educador propõe um jogo feito de materiais reciclados,

ele ensina muito mais do que sustentabilidade.

Ensina que o mundo pode ser reorganizado

com aquilo que já temos nas mãos.

Quando uma criança cria um símbolo novo,

ela não erra.

Ela amplia o idioma do pensamento.

Quando uma regra muda,

não é o jogo que se perde

é o aprendizado que se aprofunda.

Este livro acredita que:

aprender é um ato coletivo

ensinar é um gesto de escuta

e jogar é uma forma de pensar junto

Ele foi escrito para salas de aula,

mas também para varandas, pátios, cozinhas e centros comunitários.

Para crianças, jovens, adultos e idosos.

Para quem ensina matemática, arte, história ou vida.

Se ao final da leitura você sentir vontade de:

adaptar regras

inventar peças

ouvir mais do que explicar

jogar com alguém que pensa diferente

então o livro cumpriu seu papel.

Porque educar, como jogar,

não é sobre ganhar.

É sobre permanecer à mesa.