*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Transforme pallets

Observe a versatilidade dos pallets (um estrado de madeira, que é muito utilizado para transportar cargas, como elemento de otimização logística) , e siga algumas dicas de como deixar os ambientes muito mais elegantes e atraentes.

















































sexta-feira, 10 de março de 2017

Transforme limpadores de cachimbos em flores

DIY super fácil, de uma atividade que estimula a coordenação motora, concentração e criatividade.
Os limpadores de cachimbo são muito utilizados em artesanatos e trabalhos escolares. Esse material instiga a criatividade e desperta os sentidos de crianças e adultos.

Material: limpador de cachimbo colorido (arame moldável)














quarta-feira, 8 de março de 2017

Sabonete de Glicerina



Os sabonetes de glicerina vegetal apresentam aroma suave e agradável e podem ser utilizados na higiene corporal diária. Além do banho, algumas formulações podem ser empregadas na limpeza facial de maneira delicada, considerando sempre as características e a tolerância individual da pele. Por apresentarem glicerina vegetal em sua composição, também podem funcionar como alternativa ao creme de barbear, favorecendo o deslizamento do produto sobre a pele durante o procedimento.

A Granado informa que não realiza nem subsidia testes em animais e possui produtos com formulações de origem vegetal. Para classificá-los como veganos, entretanto, é importante verificar a composição e as certificações específicas de cada produto, uma vez que a classificação depende dos ingredientes utilizados e dos critérios adotados para certificação. Os sabonetes podem ser adquiridos em lojas físicas e nos canais oficiais de venda da marca. Em compras on-line, é recomendável considerar o custo do frete e comparar com a disponibilidade em pontos de venda locais, especialmente quando se trata de produtos de uso recorrente. A escolha pode, portanto, considerar composição, características de utilização, tolerância individual, critérios de produção e disponibilidade.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Alguns dos melhores filmes que já assisti

Desde que tive contato com o cinema iraniano, me apaixonei. Não são chatos , apenas longos e intensos de assistir, porque falam sobre a vida, nos levando a uma reflexão em questões sobre a nossa existência a partir de situações simples. E na conjuntura mundial atual, diante da efervecência da Primavera Árabe, que está promovendo uma transformação no Oriente Médio, é importante olhar para o cinema iraniano, pois ele revela as angústias de um povo que está se rebelando contra as estruturas e suas formas de governo. O modo de filmar escolhido pela maioria dos cineastas, que borram a fronteira entre etnografia e ficção, é uma opção e é um tema que vem sendo muito explorado pela antropologia pós-moderna.
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O filme Filhos do Paraíso (Children of heaven/ Bacheha-Ye Aseman), é uma produção iraniana, com direção e roteiro de Majid Majidi 1997). 

- É lindo , nos faz pensar muito sobre nosso consumismo capitalista e como a felicidade pode estar nas coisas mais simples. 
- Retrata o amor, a ternura, a solidariedade, a bondade e a fé de um povo lindo e sofrido, mas cheios de esperança.
- Um filme que deveria ser passado nos colégios.
- Também deveria ser visto por pais e filhos. Para perceberem quais são os verdadeiros valores.
- A cena com torrões de açúcar, alguns políticos também poderiam ver essa parte, pelo menos.
- Um filme inesquecível, que você não pode deixar de ver e rever.


Um menino humilde de 9 anos leva os sapatos de sua irmã para o reparo, mas os perde. Por não terem recursos para comprar outro par, decidem esconder dos pais e professores, revezando o sapato do menino, até que surge uma competição de corrida na mesma escola, onde o terceiro prêmio é um par de tênis. O garoto treina e, para a sua decepção acaba tirando o primeiro lugar. Singelo e comovente, um dos primeiros filmes iranianos a conquistar o mundo, sendo indicado ao Oscar (concorreu na categoria de melhor filme estrangeiro, ao lado do vencedor "A vida é bela" e "Central do Brasil").




A emocionante corrida

Aplausos também ao diretor, mais um a mostrar que uma bela história, não precisa ter grandes efeitos especiais.
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A cor do Paraíso

Também produzido por Majid Majidi, esse filme transcendeu qualquer expectativa. É antes de tudo uma história do melhor dos sentimentos do homem "o amor". Amor pela vida, pela natureza, pela família, pelo conhecimento, ... Um enredo excepcional, um filme simples, mas que alcança a alma!



O filme narra a comovente história de um garoto deficiente visual, orfão de mãe, e com um pai muito rude. Mas, é um garoto muito vivo, que tem uma enorme sensibilidade , um jeito simples de "ver" a vida, o sentido e o tato das coisas, a linguagem dos sons, e tem uma avó também muito comovente. O filme não precisa de muitas palavras.
As reflexões do garoto, são de uma delicadeza incrível, ele fala sobre coisas que se pode sentir na alma, mesmo que não a vejamos, e se reporta à fé e em Allah.
Seu jeito simples de "ver" o mundo é uma lição de vida para todos nós.

O final é sensacional!




#pinturaterapia

ARTE, DESENHO E EXPRESSÃO

Em O Elemento, Ken Robinson apresenta uma história que ilustra a relação entre desenho, concentração e expressão infantil. Durante uma aula de desenho em uma escola primária, uma professora observava uma menina que habitualmente apresentava pouca atenção às atividades escolares, mas que permanecia profundamente concentrada quando desenhava. Durante cerca de vinte minutos, a criança dedicou-se ao papel em silêncio, envolvida em seu próprio processo criativo. Ao perguntar o que estava desenhando, a professora recebeu uma resposta inesperada: “Estou desenhando Deus”. Diante da observação de que ninguém sabia como Deus era, a menina respondeu: “Saberão em breve”.

A narrativa evidencia uma característica fundamental da expressão artística na infância: o desenho não constitui apenas uma representação visual da realidade, mas pode funcionar como instrumento de elaboração simbólica, comunicação e construção de significados. Ao desenhar, a criança organiza percepções, experiências, emoções e ideias por meio de uma linguagem que não depende exclusivamente da comunicação verbal. O processo artístico permite experimentar formas, cores, proporções, movimentos e relações espaciais, articulando aspectos cognitivos, sensoriais, motores e afetivos.

Por essa razão, o desenho e a pintura podem integrar práticas educativas e experiências de expressão e bem-estar, desde que não sejam reduzidos a instrumentos terapêuticos sem acompanhamento profissional. Em contextos pedagógicos, a produção artística pode favorecer concentração, autonomia, imaginação, percepção, coordenação motora e capacidade de comunicação, além de criar condições para que a criança explore diferentes maneiras de interpretar e representar o mundo.

A história apresentada por Robinson também chama atenção para a importância de reconhecer diferentes formas de aprendizagem e expressão. Uma criança que demonstra menor envolvimento em determinada atividade pode apresentar elevado nível de concentração, curiosidade e capacidade criativa em outra. A experiência artística amplia o campo de observação do educador e permite identificar interesses e potencialidades que nem sempre aparecem em atividades exclusivamente verbais ou acadêmicas.

A arte, nesse sentido, constitui uma forma de conhecimento. Desenhar e pintar não significam apenas produzir imagens; significam observar, selecionar, interpretar, experimentar e atribuir significado. Na infância, essas experiências contribuem para a construção de uma relação mais sensível com o ambiente, com as pessoas e consigo mesma. A produção artística pode transformar aquilo que ainda não foi plenamente formulado em palavras em uma experiência visual compartilhável.

A conhecida frase atribuída a Albert Einstein “Arte é a expressão dos mais profundos pensamentos da maneira mais simples” sintetiza, de forma poética, essa capacidade da arte de comunicar ideias complexas por meio de linguagens acessíveis. Na infância, o desenho pode ser justamente esse espaço de passagem entre o pensamento e a expressão: uma linguagem em que a criança experimenta, cria, interpreta e estabelece novas formas de conexão com o mundo.


sábado, 4 de março de 2017

Enquanto isso, em uma escola lá no Uruguay ...

Promoção e conscientização de boas práticas alimentares, nas escolas.

Cantina escolar saudável
Menos crianças obesas

O que podemos aprender com uma cantina saudável?

Há alguns anos, uma escola no Uruguai chamou a atenção por transformar sua cantina em um verdadeiro espaço de educação alimentar. Em vez de prateleiras repletas de produtos ultraprocessados, o destaque ficou para frutas frescas, sucos naturais, sanduíches saudáveis e alimentos nutritivos.

A proposta vai muito além da alimentação. Ela ensina, na prática, que a escola também é um lugar onde se constroem hábitos que acompanharão as crianças por toda a vida.

Quando a alimentação saudável faz parte do cotidiano escolar, os benefícios aparecem em diferentes aspectos:
- Melhora da concentração e da aprendizagem.
- Mais disposição para brincar, estudar e praticar esportes.
- Desenvolvimento de hábitos alimentares conscientes.
- Prevenção da obesidade infantil e de doenças crônicas.
- Valorização dos alimentos naturais e da agricultura local.

A educação alimentar não depende apenas das aulas de Ciências. Ela acontece nas escolhas feitas diariamente pela escola, pelas famílias e pela comunidade.

No Brasil, muitas escolas também vêm desenvolvendo hortas escolares, oficinas culinárias, feiras de agricultura familiar e projetos de educação nutricional. Essas iniciativas aproximam as crianças da natureza, fortalecem a cultura alimentar e ajudam a compreender de onde vêm os alimentos.

Mais do que proibir determinados produtos, o desafio é ensinar a fazer boas escolhas. Quando a criança experimenta, cultiva, prepara e conhece os alimentos, ela desenvolve uma relação mais saudável com a comida.

Ao longo da minha trajetória como educadora, pesquisadora e autora deste blog, acredito que brincar, cultivar, cozinhar e aprender caminham juntos. Uma horta escolar, por exemplo, pode se transformar em um verdadeiro laboratório de aprendizagem interdisciplinar. Nela, os estudantes desenvolvem conhecimentos de Ciências ao compreender o ciclo de vida das plantas, o solo, a água, os insetos polinizadores e a biodiversidade. Em Matemática, podem medir canteiros, calcular áreas, estimar colheitas, registrar quantidades, trabalhar porcentagens, elaborar tabelas e gráficos. Em Língua Portuguesa, produzem relatos, diários de cultivo, entrevistas, pesquisas, receitas, poemas e textos informativos. Em História e Geografia, estudam a origem dos alimentos, a agricultura familiar, os biomas brasileiros, as tradições alimentares, a ocupação do território e a relação entre cultura, alimentação e meio ambiente. Em Artes, podem ilustrar espécies, criar painéis, fotografar o desenvolvimento da horta, confeccionar placas de identificação e produzir materiais educativos. Na Educação Física, o cultivo incentiva o movimento, o trabalho cooperativo, a valorização de hábitos saudáveis e o contato com a natureza. A horta também possibilita abordar Educação Financeira, discutindo planejamento, custos de produção, consumo consciente e desperdício de alimentos; Tecnologia, por meio de pesquisas, registros fotográficos, planilhas e apresentações digitais; além de temas como sustentabilidade, cidadania, responsabilidade socioambiental e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Dessa forma, a horta deixa de ser apenas um espaço de cultivo e transforma-se em uma sala de aula viva, onde teoria e prática caminham juntas, despertando a curiosidade, o pensamento crítico, a cooperação, a autonomia e o protagonismo dos estudantes.

Educar também é cuidar. E cuidar começa, muitas vezes, por aquilo que colocamos no prato.

Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...