Apesar dos avanços na mobilidade urbana, a falta de segurança nas vias ainda é um dos maiores desafios enfrentados por ciclistas, usuários de ciclomotores e pedestres. O crescimento do uso de bicicletas elétricas e ciclomotores, sem a devida regulamentação e infraestrutura adequada, tem ampliado os riscos no trânsito, especialmente em áreas urbanas movimentadas e no entorno de escolas.
A convivência entre diferentes meios de transporte, muitas vezes, ocorre de forma desorganizada. Ciclovias insuficientes ou mal planejadas obrigam ciclistas a disputarem espaço com veículos maiores, enquanto, em outros casos, ciclomotores trafegam em locais destinados exclusivamente a bicicletas, gerando conflitos e insegurança. A ausência de fiscalização e de cumprimento das normas agrava ainda mais esse cenário.
Estabelecer diretrizes importantes para a segurança no trânsito, incluindo regras para circulação, uso de equipamentos obrigatórios e limites de velocidade. No entanto, a efetividade dessas normas depende diretamente da conscientização da população e da atuação dos órgãos responsáveis.
Outro fator preocupante é a falta de sinalização adequada e de medidas de redução de velocidade, principalmente em áreas escolares. Crianças e adolescentes, que estão em processo de formação, tornam-se ainda mais vulneráveis diante de um trânsito desorganizado e, por vezes, imprudente.
Garantir segurança nas vias exige um conjunto de ações: investimento em infraestrutura cicloviária de qualidade, campanhas educativas, fiscalização efetiva e, acima de tudo, o fortalecimento do princípio de civilidade, o respeito ao outro como base da convivência no trânsito.
Mais do que evitar acidentes, promover a segurança é preservar vidas e construir cidades mais humanas, onde todos possam circular com tranquilidade e confiança.
Sem segurança, não há mobilidade sustentável. É preciso agir e agir com urgência.
