sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

A diversidade cultural regional é o conjunto de características que distinguem as culturas de cada região do país

Essas características incluem a linguagem, a culinária, a música, as crenças, o vestuário, as festas populares e as manifestações artísticas.

No Brasil, a diversidade cultural é resultado da miscigenação de diferentes povos, como os indígenas, os portugueses, os africanos, os italianos, os alemães, os espanhóis, os árabes e os japoneses.

Algumas características da diversidade cultural das regiões brasileiras são:

  • Região Norte
    Predominância do Brasil caboclo, com forte presença de culturas indígenas
  • Região Centro-Oeste
    Influência da colonização, da expansão agrícola e da presença de povos indígenas
  • Região Sudeste
    Diversidade cultural das grandes metrópoles, com destaque para a música, o cinema, o teatro, a literatura e a culinária 
  • Região Sul
    Influência dos colonizadores europeus, principalmente dos italianos e alemães
  • Região Nordeste
    Culinária famosa por pratos como cuscuz, canjica, vatapá, caruru, baião de dois, buchada de bode e acarajé 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

A arte tem por ela mesma, propriedades curativas

Parecem atividades sem valor ou importância, mas fazem um bem enorme. São exercícios de recurso terapêutico, que oferecem um playground enorme para o cérebro, atuando como estimulantes cerebrais e melhorando a capacidade de concentração, memorização, criatividade e socialização.

As oficinas terapêuticas permitem a possibilidade de projeção de conflitos internos/externos por meio de atividades artísticas, com a valorização do potencial criativo, imaginativo e expressivo do usuário.

Podem ser praticadas por pessoas de todas as idades ou necessidades.

Os resultados possuem alcance ilimitado.



1 - Definição das Oficinas de Arteterapia:
Atividades em grupo ou individual conjugadas a um trabalho verbal, tendo como finalidade criar um espaço para a expressão criativa, a comunicação, o contato com potenciais da personalidade em seus aspectos, cognitivo, emocional e sensório através dos órgãos do sentido (visão, audição, tato, olfato, paladar), favorecendo a integração de conteúdos emocionais, despotencializando assim a atuação autônoma/negativa desses conteúdos na personalidade trazendo maior harmonia, saúde física e emocional para a realização de metas construtivas.
2 - Campo de atuação das oficinas de Arteterapia:
Na saúde:
1) para pacientes em geral, em encontros individuais e/ou grupos semi-abertos.
2) como triagem, avaliação e encaminhamentos de pacientes.
3) familiares e amigos dos participantes.
4) profissionais que atuam nos atendimentos com objetivo do suporte no trabalho inter e multidisciplinar.
5) grupo misto.
6) workshops vivenciais abertos ao público ou funcionários de instituições, com intuito terapêutico e preventivo.
Na educação:
1) didáticas, como complemento cognitivo em palestras e programas empresariais e educacionais.
2) orientação vocacional e capacitação profissional para adultos ou adolescentes através da abordagem clínica vivencial.
Em RH:
1) para dinamizar equipes e potenciais da personalidade, a capacidade relacional e a realização de metas.
2) realizar avaliações, encaminhamentos, desenvolvimento de projetos, re-direcionamento profissional (proporcionar motivação para a empregabilidade).
3 - Metodologia:
Música, relaxamento, imaginação ativa, técnicas com a utilização de materiais gráficos, plásticos e cênicos, trabalhos corporais e verbais.
4a) Utilização de Materiais:
. Gráficos (desenho, gravura, pintura)
. Plásticos (escultura e modelagem com: barro, sucata, papiêr marche, etc.)
. Cênicos (expressão corporal, psicodrama, teatro, música, poesia)
4b) Classificação dos materiais:
- duros (lápis em geral, canetas esferográficas, lápis cera)
- de transição (giz cera seco, lápis aquarela)
- fluídos (tintas em geral, cola colorida)
- de regeneração (escultura e modelagem)
- de vínculos (gravura, colagens, expressão corporal, contos)
4c)Segundo a tipologia junguiana e as funções reguladoras da consciência, os materiais como elementos alquímicos são classificados como:
- intuição (fogo): lápis cera quente, contos, argila, caixa de areia
- pensamento (ar): lápis e lápis cera em geral, corte-colagem, leitura-escrita
- sentimento (água): tinta, poesia, música, cores
-sensação (terra): argila, colagem, texturas, sucata, tecidos, grãos, comida, trabalhos corporais.
4d) Práticas artísticas e suas influências:
- a pintura é libertadora
- o desenho é ordenador
- a escultura é estruturadora
- a gravura é multiplicadora
Obs: A técnicas corporais, o teatro e a argila são indicados para o trabalho com pacientes psiquiátricos por estimular o contato com o corpo e a função sensação através dos órgãos dos sentidos, facilitando o fortalecimento da identidade, a integração de conteúdos inconscientes e a delimitação mundo interno e externo. Contudo essas técnicas são favoráveis para todos; o teatro estimula a livre-expressão e a capacidade relacional, a argila é o material mais completo por conter os 4 elementos: terra, água, ar, fogo; ao ser manuseada, esquenta, dando forma as sensações e emoções.


*publicação guardada em rascunho do blog desde 2017


A arte é um meio de expressão que permite que as pessoas se comuniquem com outras e com o mundo.
O diálogo criativo pode ajudar a: Pensar de forma não linear, Questionar preconceitos e suposições, Pensar em novas soluções e perspectivas.
A arte é uma forma de expressar emoções, história e cultura. Ela pode ser representada por meio de diversos meios, como a pintura, a música, a escultura, o cinema e a dança.

E o diálogo pode ser uma arte na condução das almas, como dizia Platão.
O filósofo acreditava que o pensamento é o diálogo da alma consigo mesma, e que a dialética é a arte do diálogo.
Explicação:
- Platão usou o termo "condução das almas" para se referir à retórica, ou seja, a arte de conduzir as almas dos vivos por meio das palavras.
- O diálogo é um caminho da filosofia, que leva da opinião à verdade, do particular ao universal.
- O diálogo pressupõe a reciprocidade existencial, que é enriquecida pela diferença e pela semelhança.
- O diálogo alarga os horizontes do pensamento, pois exige o uso do raciocínio para responder e argumentar ideias.
- Platão usou o diálogo como uma forma dramática para apresentar e defender uma doutrina.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Aqui estão os anos de fundação de algumas capitais da América do Sul e do Norte:

América do Sul

Brasília (Brasil) - Fundada em 1960

Buenos Aires (Argentina) - Fundada em 1536 (primeira fundação, abandonada) e 1580 (fundação definitiva)

Santiago (Chile) - Fundada em 1541

Lima (Peru) - Fundada em 1535

Bogotá (Colômbia) - Fundada em 1538

Caracas (Venezuela) - Fundada em 1567

América do Norte

Washington, D.C. (EUA) - Fundada em 1790

Cidade do México (México) - Fundada em 1325 (como Tenochtitlán pelos astecas)

Ottawa (Canadá) - Escolhida como capital em 1857, mas estabelecida em 1826 como Bytown

Havana (Cuba) - Fundada em 1519

San Salvador (El Salvador) - Fundada em 1525

Tegucigalpa (Honduras) - Fundada em 1578

Para entender a diferença


Americano, norte-americano e estadunidense são termos que se referem aos cidadãos dos Estados Unidos da América. 

Americano 
É o gentílico da América ou das Américas.
É o termo mais comum no Brasil.
É usado para se referir a quem nasceu no país, mas também a brasileiros.

Norte-americano
É o gentílico da América do Norte. 
É usado no Brasil e em Portugal para se referir aos cidadãos dos Estados Unidos. 
É usado para se referir aos países que estão localizados ao norte da América. 

Estadunidense 
É o gentílico dos Estados Unidos.
É o termo mais específico.
É usado para marcar as diferenças existentes entre os países do continente.

A disputa sobre o uso desses termos vem desde a fundação dos Estados Unidos da América. 

Qual é o termo correto? 

Todos os termos estão corretos, de acordo com os dicionários. No entanto, a discussão sobre o uso desses termos é antiga.

Por que há discussão sobre o uso dos termos?

Alguns consideram que o termo "americano" é impreciso, pois se refere ao continente americano como um todo, e não apenas aos Estados Unidos. 

Outros consideram que o termo "estadunidense" é uma forma de se opor ao "imperialismo" dos Estados Unidos. 


A compostagem e a biodigestão são processos que tratam resíduos orgânicos e produzem fertilizantes. A escolha entre um ou outro método depende das características de cada situação.

Revolvedor de compostagem
Sua função é melhorar o processamento de materiais fazendo com que a compostagem ocorra de forma rápida e segura. Com um revolvimento diário e controlado das leiras, o produto recebe uma aeração com maior frequência fazendo com que o mesmo tenha uma maturação mais rápida, com redução de odores, resultando como produto final, um Fertilizante rico em nutrientes.

Compostagem

Decompõe resíduos orgânicos com a ajuda de microrganismos e enzimas
Produz um composto rico em carbono e nitrogênio
O composto pode ser usado como fertilizante orgânico
O local deve ser impermeável e ter drenagem superficial

Biodigestão

Decompõe resíduos orgânicos em ambientes sem oxigênio
Produz biogás e biofertilizante
O biogás pode ser usado como fonte de energia renovável
O biofertilizante pode ser usado na agricultura
O local deve estar longe de outras construções, corpos de água, rochas ou árvores

A compostagem e a biodigestão podem ser complementares. Por exemplo, a compostagem pode ser o primeiro passo para produzir biogás.

Ambas as técnicas podem ajudar a: Reduzir o volume de resíduos descartados, Evitar a poluição do solo e da água, Reduzir a dependência de combustíveis fósseis, Melhorar a saúde pública.

Reciclar é o processo de transformar materiais descartados em novos produtos, enquanto customizar é uma técnica de adaptar uma peça para que ela se adeque ao gosto do usuário.

 Reciclar

Processo de transformar resíduos em novos produtos
Envolve o reprocessamento de materiais para criar novos produtos
Pode envolver a compostagem de resíduos orgânicos
Contribui para a redução do consumo de matérias-primas e de energia

Customizar

Técnica de adaptar uma peça para que ela se adeque ao gosto do usuário
Mantém a maior parte das características originais da peça
Pode ser feito com qualquer coisa, desde que se use a criatividade
Pode ser uma forma de reciclar roupas
A customização de roupas pode ser feita por meio de técnicas como o tie dye, que consiste em amarrar e tingir a peça.

Doar é uma atitude de generosidade que beneficia outras pessoas, enquanto descartar é jogar fora algo que não tem mais utilidade.

Doar

É uma forma de reduzir o consumo e a poluição
Fortalece os laços comunitários
Promove a solidariedade e a empatia
Pode ser uma atitude prazerosa

Descartar Pode gerar poluição e descarte desnecessário, Pode ser prejudicial ao meio ambiente.

É importante ser responsável ao doar e evitar doar itens que não estão em condições de uso.

O que doar
Itens que ainda possuem qualidade e dignidade suficientes para serem aproveitados por outra pessoa
Itens que podem ser doados em bazares

O que não doar

Itens sujos, rasgados, manchados, quebrados ou danificados

Eletrodomésticos e móveis muito grandes e/ou em mau estado
Colchões, molas e estrados de cama
Materiais de construção
Roupas íntimas
Eletrônicos quebrados
Travesseiros usados
Computadores e celulares usados


Alguns materiais são difíceis de reciclar porque são feitos de vários componentes, são pequenos, pesados ou contaminados.

Materiais difíceis de reciclar por serem feitos de vários componentes

Copos de café: a parte interna é de plástico e a parte externa de papel, o que dificulta a separação dos materiais

Tomadas: são feitas de plástico e metal, mas também contêm componentes eletrônicos e resíduos de eletricidade

Materiais difíceis de reciclar por serem pequenos

Canudinhos: são pequenos e leves, o que dificulta a separação e a reciclagem

Materiais difíceis de reciclar por serem pesados

Isopor: é leve e pode ser perdido antes de chegar às cooperativas de reciclagem
Vidro: é pesado e cortante, o que traz desafios logísticos

Materiais difíceis de reciclar por estarem contaminados

Papéis encerados ou impermeabilizados: a água não consegue penetrar no papel e enfraquecer a ligação entre as fibras
Sacos de cimento e argamassa: a sobra dos materiais pode aderir às embalagens

Reciclar o vidro é importante porque ele não se degrada na natureza


Usada em garrafas de bebidas, potes de alimentos, frascos de remédio, perfumes e outros cosméticos.

O vidro é 100% reciclável e vira novas garrafas e frascos que têm a mesma qualidade dos que são feitos com matéria-prima original.

Como descartar?

-Esvazie totalmente o recipiente e limpe os resíduos – não precisa lavar.
-Jogue a garrafa, pote ou frasco no cesto de lixo reciclável ou na lixeira destinada aos vidros, quando houver.
-Descarte as tampas na lixeira destinada a metais ou plástico, quando houver, ou no lixo reciclável junto com os vidros.
-Se o vidro estiver quebrado, embale-o em jornal e descarte-o no lixo comum, para evitar acidentes nos centros de triagem.

Números e curiosidades
1 kg de caco de vidro = 1 kg de vidro novo

40% -da matéria-prima para novas embalagens vem de cacos de vidro reciclado

Mais de 80% de um vidro novo pode ser composto por vidro reciclado

404 mil toneladas de vidro foram recicladas no país em 2015

Atenção!


Não jogue no reciclável:
- Lâmpada
- Espelho
-Vidro temperado (como o do boxe do banheiro)
- Cristal
- Tubo de TV

A reciclagem de papel é feita através de uma série de etapas que envolvem a coleta, separação, trituração, desintegração, refinação, formação e secagem.

 Coleta

O papel é recolhido em centros de coleta, cooperativas de reciclagem, pontos de coleta seletiva ou por meio de programas de coleta porta a porta.

Separação

O papel é separado de outros resíduos, como plástico, metal e vidro.

Trituração

O papel separado é triturado em pequenos pedaços.


A reciclagem artesanal de papel desempenha um papel significativo na redução de resíduos sólidos e pode até gerar oportunidades de renda para quem se dedica a essa prática. No Brasil, cerca de 40% do lixo urbano é composto por papel, e, infelizmente, grande parte disso acaba sendo desperdiçada em aterros sanitários. A reciclagem, seja industrial ou artesanal, permite o reaproveitamento desse material, contribuindo para a preservação ambiental.

A reciclagem artesanal de papel não só evita que resíduos sejam descartados inadequadamente, como também oferece um processo criativo e educativo. A fabricação de papel reciclado manualmente, embora não resolva o problema dos grandes volumes de papel descartado, permite que as pessoas experimentem o processo de transformação de resíduos em um novo material útil. O papel que não for reciclado manualmente pode ser encaminhado para catadores, sucateiros ou programas de coleta seletiva, assegurando que ele seja processado corretamente em indústrias de reciclagem.

Benefícios Ambientais da Reciclagem de Papel
A reciclagem de papel, seja feita de forma industrial ou artesanal, oferece benefícios expressivos ao meio ambiente. Para cada tonelada de papel reciclada, economizam-se cerca de 60 árvores adultas, 2,5 barris de petróleo e 30.000 litros de água. Além disso, a reciclagem de papel ocupa menos espaço em aterros sanitários, ajudando a reduzir a poluição do solo.

A reciclagem artesanal de papel também requer menos recursos do que a fabricação de papel a partir de celulose virgem. Dados mostram que a reciclagem reduz em 65% a poluição da água e em 26% a poluição do ar, se comparada à produção de papel tradicional. Esses dados reforçam a importância de promover a reciclagem, tanto industrial quanto artesanal, para mitigar os impactos ambientais da produção de papel.

Passo a Passo para a Reciclagem Artesanal de Papel
Para quem deseja iniciar a reciclagem artesanal de papel, o processo é relativamente simples e pode ser realizado com materiais facilmente encontrados em casa. Além de ser uma atividade divertida e educativa, a reciclagem artesanal de papel permite que qualquer pessoa faça sua parte na preservação ambiental.

Você vai precisar de papéis descartados (como caixas, folhas, jornais ou revistas), um liquidificador, uma bacia funda, peneira plástica ou tela de madeira, jornais para secar o papel, panos velhos e recipientes para organizar os diferentes tipos de papel. O primeiro passo é picar o papel e deixá-lo de molho em água por 24 horas. Isso ajuda a amolecer o material, facilitando sua transformação em nova massa de papel.

Depois do tempo de molho, a mistura deve ser batida no liquidificador até que se obtenha a textura desejada. Esse processo varia conforme o tipo de papel que se quer produzir — mais homogêneo ou com pequenas partículas do material original. Uma vez que a mistura estiver pronta, ela deve ser despejada na bacia com água e, em seguida, “pescada” com a peneira ou tela, formando a nova folha de papel.

Personalizando o Papel Reciclado
Uma das grandes vantagens da reciclagem artesanal de papel é a possibilidade de personalizar o material reciclado. O processo permite criar folhas de papel exclusivas, com texturas e cores variadas, dependendo dos tipos de papel utilizados no processo. Você pode adicionar diferentes elementos, como flores secas ou fragmentos de cor, para criar um papel mais artístico e decorativo.

Após formar a folha com a peneira, o papel deve ser prensado e seco sobre folhas de jornal, trocando-as conforme o papel libera a água. Esse processo de secagem pode levar um dia, e a nova folha pode ser utilizada em diversas atividades, como escrita, pintura, colagem e até dobradura.

Além disso, a reciclagem artesanal de papel é uma excelente oportunidade para criar produtos únicos, que podem ser vendidos em feiras ou mercados de artesanato. O papel reciclado artesanal tem uma estética diferenciada e é valorizado por consumidores que buscam produtos sustentáveis.

Sustentabilidade na Prática com a Reciclagem Artesanal de Papel
A reciclagem artesanal de papel, além de ser uma atividade criativa, reforça o conceito de sustentabilidade na prática. Ao reutilizar papéis que seriam descartados, você reduz o desperdício e contribui diretamente para a redução de lixo nos aterros sanitários. Esse processo não só minimiza o impacto ambiental, mas também conscientiza as pessoas sobre a importância da reciclagem e do consumo consciente.

Em vez de simplesmente descartar papéis usados, a reciclagem artesanal permite que esses materiais ganhem nova vida, sendo transformados em produtos úteis novamente. O ciclo sustentável se completa quando os materiais são descartados corretamente, como ao destinar os resíduos não reciclados para a coleta seletiva.

Transformando a Reciclagem em Fonte de Renda

A reciclagem artesanal de papel pode ir além de uma prática doméstica ou hobby, podendo ser transformada em uma atividade lucrativa. O papel reciclado é valorizado por consumidores que buscam produtos ecológicos e feitos à mão. Com um pouco de criatividade, você pode transformar a reciclagem de papel em uma oportunidade de negócios.

Além de vender folhas de papel reciclado, você pode criar produtos como cadernos, cartões, envelopes e convites personalizados. Esses itens, feitos de maneira artesanal e sustentável, têm grande apelo no mercado de produtos ecológicos, e muitos consumidores estão dispostos a pagar mais por itens que ajudem a preservar o meio ambiente.

Considerações Finais Sobre a Reciclagem Artesanal de Papel
A prática da reciclagem artesanal de papel não só ajuda a reduzir o impacto ambiental, como também promove um processo educativo e criativo. Ao reciclar papel em casa, você aprende mais sobre o ciclo de vida dos materiais e tem a oportunidade de experimentar a transformação de resíduos em algo novo e útil.

Esse processo, além de ser uma forma de preservar o meio ambiente, também pode ser uma atividade divertida e lucrativa. Seja para produzir papel reciclado para uso próprio ou para vender produtos artesanais, a reciclagem artesanal de papel oferece inúmeras possibilidades e benefícios.

A adoção da reciclagem artesanal de papel em nossas vidas diárias pode fazer uma diferença significativa no combate ao desperdício, promovendo um consumo mais consciente e responsável. Seja por meio da personalização de papéis ou pela transformação de resíduos em produtos artísticos e sustentáveis, essa prática contribui para um futuro mais verde e equilibrado.


terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Estudos recentes indicam a existência de cerca de 269 mil toneladas de plástico no mar e nos oceanos.

A Grande Mancha de Lixo do Pacífico (localizada entre o Hawai e a Califórnia), também conhecida como ilha de plástico ou ilha de lixo, tem mais de 79 mil toneladas de plástico e estende-se por mais de 1,6 milhões de quilómetros quadrados – aproximadamente a mesma área terrestre do Irão.

Apesar de nos referirmos ao plástico como um único material, nem todos os plásticos são iguais. Alguns demoram meses a decompor-se, outros podem demorar milénios.

Quais são os diferentes tipos de plástico no mar?
Todos os anos, são produzidos cerca de 350 milhões de toneladas de resíduos de plástico. Destas, cerca de 6 milhões de toneladas são despejadas nos rios e nas costas e cerca de 1,7 milhões de toneladas acabam nos oceanos. Mas quais são os diferentes tipos de plástico no mar?

Nylon, policarbonatos, poliéster, polietileno, polipropileno, poliestireno, poliuretano, PVC, PVDC, acrílico, teflon, silicone, microplásticos, plásticos biodegradáveis. Catorze tipos de plástico que compõem os objetos básicos do dia a dia – na sua grande maioria, de utilização única ou com um tempo de vida limitado.

Ao serem descartados de forma incorreta, estes plásticos acabam no mar. Fique a conhecer alguns objetos onde é possível encontrar um destes tipos de plásticos. Repare também no tempo que demoram a decompor-se.

Diferentes tipos de plástico no mar e o seu tempo de decomposição
Infografia dos tipos de plástico que acabam nos oceanos e tempo de decomposição dos mesmos.
Fonte: "Waste Timeline", ecoschools.ca

Plástico biodegradável
Demora até 24 meses a decompor-se e pode ser encontrado em artigos de utilização única (talheres, pratos, copos, embalagens de takeaway).

Polipropileno
Demora 20 a 30 anos a decompor-se e é a base de tampas de garrafas, palhinhas, copos de iogurte e para-choques de automóveis. As tampas de garrafas são um dos detritos mais fatais para a vida marinha, ao serem confundidas com comida e ingeridas por peixes e tartarugas.

Nylon
Demora 30 a 40 anos a decompor-se e pode ser encontrado em escovas de dentes, fibras têxteis, canas e redes de pesca.

Silicone
Demora 20 a 100 anos a decompor-se e é utilizado em utensílios de cozinha, lentes de contacto e tetinas de biberões. As lentes de contacto são mais densas do que a água, pelo que se acumulam no fundo dos oceanos, onde podem ser ingeridas por peixes.

Poliéster
Demora 20 a 200 anos a decompor-se e pode ser encontrado em fibras têxteis ou perucas. O poliéster nos têxteis decompõe-se facilmente em microplásticos durante a lavagem.

Policarbonatos
Demoram 100 anos a decompor-se e são utilizados em lentes de óculos ou CDs. Quando os policarbonatos se decompõem produzem BPA, um químico tóxico que perturba os ciclos hormonais da vida marinha.

Acrílico
Demora 200 anos a decompor-se e pode ser encontrado em instrumentos musicais, tacos de golfe, capacetes e vestuário. O vestuário em acrílico é uma das principais fontes de poluição por microplásticos no oceano.

Polietileno
Demora mais de 450 anos a decompor-se. Encontra-se em frascos de detergente, embalagens de champô, mobiliário de exterior, cortinas de duche, recipientes para takeaway, sacos de compras, frascos de utilização única, embalagens de alimentos e recipientes para micro-ondas.

PET (Politereftalato de etileno)
O plástico PET demora cerca de 450 anos a decompor-se, embora se degrade muito facilmente e produza muitos microplásticos. A aplicação mais comum do PET são as garrafas de plástico de utilização única, talheres e os copos.

PET (Politereftalato de etileno)

O plástico PET demora cerca de 450 anos a decompor-se, embora se degrade muito facilmente e produza muitos microplásticos. A aplicação mais comum do PET são as garrafas de plástico de utilização única, talheres e os copos.


Poliuretano
Demora 100 a 400 anos a decompor-se e pode ser encontrado em esponjas, isolamentos térmicos, tintas e vernizes.

Teflon
Leva séculos para se decompor e integra o revestimento antiaderente de panelas e frigideiras.

Microplásticos
Levam 100 a 1000 anos para se decompor e podem ser encontrados em cosméticos, esfoliantes corporais e pasta de dentes. Também se formam a partir da decomposição de pedaços maiores de diferentes tipos de plástico. Os microplásticos podem facilmente acabar na cadeia alimentar humana.

Poliestireno
Demora 500 a 1 milhão de anos a decompor-se. Faz parte de enchimentos, embalagens de comida, louça e talheres descartáveis ou cassetes.

PVDC
Demora milénios a decompor-se e pode ser encontrado em películas aderentes.

PVC
Demora milénios a decompor-se e pode ser encontrado em canos de canalização, isolamentos, cabos elétricos e cortinas de duche.

Mulher escolhendo vegetais em banca de mercado, utilizando sacos de pano.
Plástico

Fazer compras sem plásticos de utilização única? Sim!Ler o artigo
A poluição por plásticos não está a desaparecer
Embora o plástico tenha sido descoberto acidentalmente há mais de um século, este material só se tornou popular na década de 1970. A maior parte de todo o plástico alguma vez produzido continua a existir até aos dias de hoje – alguns plásticos podem levar até um milhão de anos a decompor-se.

A grande maioria dos plásticos encontrados nos oceanos, mares, lagos e rios provém de países sem sistemas de recolha de resíduos adequados. Apenas uma pequena parte provém de países industrializados, como os Estados-Membros da UE.

A Grande Mancha de Lixo do Pacífico não é um incidente isolado. Existem milhões de toneladas de vários tipos de plástico nos oceanos, rios e lagos de todo o mundo. O plástico no mar nem sempre flutua – grande parte afunda-se, o que torna muito difícil a sua quantificação exata, bem como a sua eliminação.

Os 10 artigos de plástico mais encontrados nas praias
Um estudo realizado pelo Earthwatch Institute em 2019 revela os dez artigos mais encontrados nas praias e rios da Europa.

Infografia do Top 10 de itens de plástico mais encontrados nas praias.
Fonte: Earthwatch Institute

Cada um destes objetos pode ser constituído por vários tipos de plásticos. As fraldas, os pensos higiénicos ou as beatas de cigarro podem conter até uma dúzia de plásticos diferentes. Conhece o conceito de higiene sem resíduos? Desde as fraldas reutilizáveis aos copos menstruais, é possível reduzir os resíduos e a poluição plástica dos objetos sanitários.

Causas da poluição por plástico no mar
Estudos recentes revelam que mais de três quartos do plástico que flutua na Grande Mancha de Lixo do Pacífico (GPGP) provém da indústria pesqueira. Cerca de 15% da poluição por plástico (em massa e número de objetos) provém de artigos domésticos. Outros 13% do total de objetos de plástico encontrados no GPGP estavam associados a alimentos e bebidas – principalmente tampas e cápsulas de garrafas.

No entanto, a maioria dos tipos de plástico no mar são fragmentos não identificados. Pensa-se serem um resultado direto da eliminação incorreta de macroplásticos.

A “OECD Global Plastics Outlook Database” refere que apenas cerca de 9% dos plásticos a nível mundial são reciclados, 19% são incinerados (por exemplo, para produção de energia), 22% são mal geridos – acabando possivelmente nos oceanos, rios e lagos – e a grande maioria, 49%, são depositados em aterros.

Alguns tipos de plástico são essenciais
Apesar de poder ser considerado o inimigo número um do ambiente, o plástico e as suas aplicações são essenciais nos dias de hoje – nomeadamente na medicina ou na ciência. Por exemplo, os plásticos utilizados em alta tecnologia, como o PEEK (poliéter-éter-cetona), para numa variedade de implantes médicos ou mesmo para recriar crânios em neurocirurgia, e tipos de plástico mais comuns, como o polietileno, que é aplicado em naves espaciais.

Ao mesmo tempo, o plástico possibilita uma forma mais eficaz de proteger e preservar os alimentos, prolongar o seu prazo de validade e, assim, contribuir para o combate ao desperdício alimentar, ou mesmo reduzir as emissões de carbono associadas à distribuição dos produtos.

Pellets - esferas de plástico reciclado
Plástico

Sabe o que acontece ao plástico depois de ir para o ecoponto?Ler o artigo
Soluções para a poluição por plástico no mar
O problema não está propriamente no uso de plástico, mas sobretudo na forma como o mesmo é descartado. Assim, um bom começo é Reduzir, Reutilizar, Reciclar, a que se juntam mais duas ações – Repensar e Recusar.

Pequenas mudanças no dia a dia também podem ajudar a reduzir os 150 kg de resíduos de plástico que cada europeu produz por ano. Precisa de ideias? Entre ter uma garrafa de água reutilizável e levar sempre consigo um saco reutilizável, temos 8 dicas que o ajudarão a manter-se afastado do plástico.

Mas há mais para fazer. Inspire-se com algumas dicas de compras sem desperdício.

Arara-azul

Mundo Azul: arara-azul e seus biomas

arara azul Cartilha Educativa: Conhecendo a Arara-Azul Autora: Renata Bravo Atividade criativa Monte sua arara-azul Materiais necessários: C...