VOCÊ PEGA UMA COISA E TRANSFORMA EM OUTRA. NÃO É APENAS RECICLAGEM. É ARTE!
Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com
quinta-feira, 3 de julho de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Baleia de bexiga
Autora: Renata Bravo
Materiais:
1 bexiga (azul ou branca de preferência)
Farinha de trigo
Funil
Canetinha/pilot para desenhar o rosto da baleia
Passo a Passo:
Coloque o funil no bocal da bexiga.
Encha com farinha até ficar firme, lembrando que a baleia é grande e cheia de vida.
Dê um nó na bexiga.
Com o pilot, desenhe o rostinho da baleia: olhos, boca e até o jato d’água se quiser.
(Opcional) Cole barbatanas feitas de papel ou EVA.
Reflexão / História:
Observar baleias no oceano exige paciência, foco e persistência.
Muitas vezes, como o menino da história, ficamos distraídos com outras coisas e perdemos o que mais queríamos ver.
A baleia aqui representa nossos sonhos: eles podem parecer distantes, mas se mantivermos os olhos fixos, com paciência e fé, conseguiremos alcançá-los.
Mensagem para os alunos:
Assim como esperar pela baleia exige atenção e paciência, na vida precisamos ter calma e perseverança para realizar nossos objetivos.
Desdobramentos:
Educação Infantil: usar a baleia como brinquedo sensorial (amassar a bexiga é relaxante).
Ensino Fundamental: escrever uma pequena redação ou desenhar "meu sonho-baleia" e colar no mural da sala.
Roda de conversa: "Qual é a sua baleia?" (o que cada criança sonha em alcançar).
A Espera da Baleia
Cena 1 – A Janela e o Mar
Era uma tarde tranquila. O menino estava sentado diante da janela, olhando o mar sem piscar. Ele tinha um sonho: ver uma baleia.
As ondas iam e vinham… um pelicano passou voando, as nuvens formavam castelos, navios e até rosas. Mas o menino não queria se distrair: seu coração esperava pela baleia.
Cena 2 – A Paciência
O tempo passava e o menino sentia vontade de olhar para outras coisas… mas ele lembrava:
— “Se eu tirar os olhos do mar, a baleia pode passar e eu não vou vê-la!”
A baleia era como um sonho escondido no fundo do coração: só quem espera com paciência consegue enxergar.
Cena 3 – A Baleia Aparece
De repente, o mar se agitou… uma grande sombra azul surgiu.
O menino se levantou, o coração batia forte…
— “É ela! A baleia veio!”
A baleia saltou, enorme e maravilhosa, e lançou um jato de água para o céu, como um presente.
Cena 4 – A Lição da Baleia
O menino sorriu e pensou:
— “Valeu a pena esperar. A baleia é como os sonhos da vida: se eu tiver paciência e não desistir, eles vão aparecer.”
(Ilustração: menino feliz, olhando a baleia que nada tranquila no mar)
Atividade Manual: A Baleia de Farinha
Depois da história, cada criança vai criar sua própria baleia:
Encher a bexiga com farinha usando o funil.
Dar um nó.
Desenhar o rostinho da baleia com canetinha.
(Opcional) Colar barbatanas de papel ou EVA.
Complemento Criativo:
Cada aluno pode escrever/desenhar em uma folha:
“Qual é a minha baleia?” (um sonho que deseja realizar).
Depois, colar tudo em um mural chamado:
O Mar dos Sonhos
Tubarão de copinho descartável
As tartarugas terrestres, também conhecidas como jabutis, são importantes para o ecossistema por vários motivos, incluindo:
Ararinhas de garrafa pet, guache e cola
Transformando a garrafa pet em um macaco e uma coruja
Os macacos se alimentam de frutos, sementes, flores, raízes, folhas, insetos, ovos e pequenos vertebrados.
Eles também atuam como agentes dispersores de sementes, contribuindo para a restauração das florestas.
Os macacos modificam o habitat ao quebrarem galhos, cavarem o solo e removerem cascas de árvores.
Essas atividades criam microhabitats que beneficiam outras espécies, promovendo a diversidade de organismos na floresta.
Denunciar o tráfico de animais silvestres
Promover a educação ambiental
Apoiar projetos de pesquisa que visem a preservação do meio ambiente
Não alimentar os macacos em seu habitat natural.
As corujas são predadoras eficientes, que ajudam a manter o equilíbrio ecológico.
A presença de corujas em uma área pode indicar que o ambiente é saudável e equilibrado.
As corujas ajudam a prevenir infestações de roedores e insetos, que podem prejudicar as plantações e outras espécies de plantas.
As corujas ajudam a diminuir a transmissão de doenças de roedores para os humanos.
As corujas comem pequenos roedores, lagartos, sapos, cobras, peixes, coelhos, pássaros, esquilos e insetos.
A maioria das corujas se abriga em cavernas, galhos de árvores, buracos e tocas cavadas no chão, torres de igrejas, telhados e forros de casas velhas.
Arte na Educação Infantil e o desenvolvimento das funções psíquicas superiores
sábado, 8 de março de 2014
Paraboloide Hiperbólica e Tendas
Paraboloide Hiperbólica e Tendas: quando a geometria sustenta a arquitetura
A arquitetura também pode ser uma forma de ensinar matemática, física, arte, história e sustentabilidade. Algumas construções parecem desafiar a gravidade, criando formas curvas, leves e surpreendentes. Entre elas estão as estruturas tensionadas, as tendas e as coberturas em forma de paraboloide hiperbólico.
Denominamos tenso-estruturas, ou estruturas tensionadas, aquelas coberturas em que a própria membrana participa ativamente da resistência da construção. Diferentemente de uma cobertura convencional, formada principalmente por elementos rígidos, como telhas e estruturas metálicas, a membrana tensionada permanece sob tração e trabalha em conjunto com cabos, suportes e pontos de ancoragem para equilibrar as forças que atuam sobre ela.
A forma da cobertura é fundamental. Nas estruturas tensionadas, a geometria não é apenas uma escolha estética, mas parte da própria solução estrutural. A dupla curvatura da membrana permite distribuir os esforços e aumentar sua capacidade de resistência.
Um dos exemplos mais interessantes é o paraboloide hiperbólico, uma superfície que lembra uma sela. Imagine uma cobertura quadrada ou retangular em que dois vértices estão em uma posição mais alta e os outros dois em uma posição mais baixa. Essa diferença de altura cria uma superfície curva em duas direções.
A geometria faz com que diferentes conjuntos de fibras da membrana trabalhem de maneiras complementares. Algumas resistem principalmente às cargas que atuam de cima para baixo, enquanto outras contribuem para resistir às forças de sucção provocadas pelo vento. Quanto maior e mais bem dimensionada a diferença entre os pontos altos e baixos, maior pode ser a eficiência estrutural, sempre dependendo do projeto, dos materiais e das condições de uso.
Aqui encontramos uma interessante aproximação entre matemática e arquitetura. O paraboloide hiperbólico é uma superfície quádric a, pertencente à geometria espacial, e apresenta uma característica particularmente fascinante: sua forma pode ser compreendida a partir de duas famílias de retas que percorrem a superfície.
É justamente essa combinação entre linhas retas e uma forma aparentemente curva que torna o paraboloide hiperbólico tão especial. Um exemplo cotidiano bastante conhecido é a superfície de uma batata do tipo Pringles, cuja curvatura se aproxima dessa geometria.
A matemática, portanto, não está distante daquilo que vemos no mundo. Ela pode estar em uma batata, em uma cobertura, em uma ponte, em um estádio ou em uma obra de arte.
Os materiais das estruturas tensionadas
As tenso-estruturas são compostas por diferentes elementos que trabalham conjuntamente. Entre os principais estão as membranas ou mantas sintéticas, os cabos e cordoalhas de aço, as estruturas de suporte, os elementos de ancoragem e as fundações.
A membrana é um dos elementos mais característicos. Atualmente, são utilizados tecidos estruturais produzidos com fibras naturais ou sintéticas e diferentes tipos de revestimentos, escolhidos de acordo com as características desejadas para cada projeto.
Esses materiais podem apresentar resistência aos raios ultravioleta, aos fungos e às intempéries, além de propriedades relacionadas à impermeabilidade, à translucidez, à reflexão da luz e à segurança contra a propagação de chamas.
Entre os tecidos estruturais utilizados em coberturas tensionadas estão os tecidos de poliéster revestido com PVC, conhecidos como PVC-PES, e os tecidos produzidos com fibras de vidro revestidas com PTFE, politetrafluoretileno, um polímero conhecido por sua resistência e estabilidade.
A escolha do material depende das características da construção, das condições ambientais, da durabilidade esperada e das exigências do projeto.
Das tendas às grandes construções
A história das estruturas tensionadas é muito mais antiga do que parece. Antes de existirem os modernos tecidos estruturais, as sociedades humanas já utilizavam peles de animais, fibras vegetais e materiais trançados para construir coberturas leves e transportáveis.
As tendas acompanharam especialmente os povos nômades, que precisavam de abrigos capazes de ser montados, desmontados e transportados. Diferentes culturas desenvolveram soluções próprias, adaptadas ao clima, aos materiais disponíveis e aos modos de vida de cada comunidade.
Há também registros históricos do uso de grandes estruturas de tecido em espaços de espetáculo e convivência. Na arquitetura romana, por exemplo, sistemas de velaria eram utilizados para proporcionar sombra e proteção em determinados espaços públicos.
A tenda, portanto, pode ser vista como uma das primeiras manifestações da ideia de uma cobertura que utiliza a leveza, a flexibilidade e a tensão para criar abrigo.
Com o desenvolvimento tecnológico, essa ideia foi ampliada. O que antes era produzido com peles e tecidos tradicionais passou a utilizar materiais de alta resistência, cabos de aço e sistemas sofisticados de cálculo estrutural.
Scotiabank Saddledome: a matemática transformada em arquitetura
Um exemplo marcante é o Scotiabank Saddledome, em Calgary, no Canadá.
Inaugurado em 1983, o edifício ficou conhecido por sua cobertura em forma de sela, característica que também inspirou o nome da arena. Sua geometria chama atenção justamente pela aparência incomum e pela maneira como uma grande estrutura pode ser criada a partir de uma superfície curva.
O projeto demonstra como matemática, engenharia e arquitetura podem trabalhar juntas para solucionar questões práticas. A forma da cobertura permite criar um grande espaço interno com poucos obstáculos visuais, contribuindo para a organização da arena e para a experiência dos espectadores.
Mais do que uma cobertura curiosa, o edifício pode ser observado como uma verdadeira aula de geometria espacial. Ao olhar para sua forma, podemos perguntar: onde estão as curvas? Quais são as linhas? Onde estão os pontos de apoio? Como as forças são distribuídas?
São perguntas que transformam uma construção em objeto de investigação.
Estádio Único Ciudad de La Plata
Outro exemplo importante é o Estádio Único Ciudad de La Plata, na Argentina, concebido como um equipamento esportivo compartilhado pelos principais clubes da cidade.
Sua arquitetura procura integrar o estádio à paisagem urbana e criar um espaço destinado não apenas ao esporte, mas também a diferentes manifestações coletivas.
O projeto utiliza uma grande cobertura sustentada por uma complexa rede estrutural formada por cabos de aço, barras metálicas e uma membrana translúcida. O sistema demonstra novamente como a leveza aparente de uma cobertura pode esconder uma sofisticada combinação de forças, materiais e geometria.
A cobertura foi pensada para permitir a realização de eventos sob diferentes condições climáticas, enquanto a organização do conjunto procura integrar o equipamento a um amplo parque urbano.
Nesse sentido, a arquitetura deixa de ser apenas um edifício e passa a participar da construção da própria paisagem.
Uma aula que começa com uma pergunta
O mais interessante desses exemplos é perceber que uma criança não precisa começar estudando fórmulas para entrar no universo da geometria.
Ela pode começar olhando.
Pode observar uma tenda e perguntar por que ela não cai. Pode olhar para uma batata Pringles e perceber que sua superfície não é plana. Pode observar um estádio e tentar descobrir por que seu teto tem aquela forma. Pode construir uma pequena estrutura com tecido, barbante e palitos e perceber que mudar a posição dos pontos de apoio transforma completamente a forma.
A partir dessas experiências, surgem naturalmente conceitos de geometria, equilíbrio, força, resistência, proporção, espaço, escala e movimento.
É uma maneira de aproximar o conhecimento escolar da experiência concreta.
Arquitetura, natureza e sustentabilidade
As estruturas tensionadas também nos fazem pensar sobre sustentabilidade.
Uma cobertura leve pode utilizar menos material do que determinadas soluções convencionais, reduzir o peso da estrutura e aproveitar características como a translucidez das membranas para favorecer a entrada de luz natural. Isso não significa que toda estrutura tensionada seja automaticamente sustentável. A sustentabilidade depende do conjunto de decisões envolvidas no projeto, incluindo materiais, fabricação, transporte, manutenção, durabilidade, uso de energia e possibilidade de reaproveitamento ou descarte.
Ainda assim, essas estruturas oferecem uma oportunidade importante para pensar sobre uma questão maior: como fazer mais utilizando menos?
Essa pergunta aproxima a engenharia da natureza. Muitos organismos vivos apresentam estruturas leves, resistentes e eficientes. A observação dessas soluções inspira diferentes áreas do conhecimento e mostra que a inovação também pode nascer da capacidade humana de observar, comparar e aprender com o mundo.
Quando a matemática ganha forma
O paraboloide hiperbólico mostra que uma ideia matemática pode deixar de ser apenas uma representação no papel e transformar-se em espaço.
Uma equação pode virar uma cobertura. Uma linha pode participar de uma estrutura. Uma superfície pode proteger milhares de pessoas. Uma tenda pode nascer de uma necessidade simples de abrigo e, séculos depois, inspirar grandes obras arquitetônicas.
É nesse encontro que a aprendizagem se torna especialmente rica.
Matemática, arte, engenharia, história, natureza e sustentabilidade podem ocupar o mesmo espaço quando aprendemos a olhar para uma construção não apenas como algo pronto, mas como uma pergunta aberta sobre o mundo.
E talvez seja justamente essa uma das grandes possibilidades da educação: ensinar a criança a olhar para uma forma e perceber que, por trás dela, existe uma história, uma ideia, uma descoberta e muitas possibilidades de aprender.
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