*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Gato Colorido com Pote Reutilizado


Gato Colorido: quando o pote vira arte

Material: pote de vidro ou plástico e tinta própria para a superfície escolhida.

Um simples pote de vidro ou plástico pode ganhar uma nova função quando encontra a criatividade. Nesta proposta, o recipiente é transformado em um divertido gato listrado e colorido, mostrando que os objetos do cotidiano podem ser reaproveitados e ganhar novos sentidos por meio da arte.

A atividade começa com a preparação do pote e a escolha das cores. A criança pode observar o formato do recipiente e imaginar como transformá-lo em um gato, criando listras, olhos, orelhas, focinho e diferentes expressões. Cada produção pode ser única, porque a imaginação de cada criança encontra uma maneira própria de representar o animal.

A pintura também proporciona uma experiência de concentração e coordenação motora. Ao segurar o pincel, controlar os movimentos, escolher as cores e criar os detalhes, a criança experimenta diferentes possibilidades de traços e formas, desenvolvendo sua expressão artística e sua percepção visual.

Mais do que produzir uma peça decorativa, a proposta permite conversar sobre o reaproveitamento. Um recipiente que poderia ser descartado passa a ocupar um novo lugar, transformado em objeto artístico. A criança percebe, na prática, que reutilizar não significa apenas dar outro uso a um material, mas também enxergar possibilidades onde antes parecia existir apenas descarte.

A atividade pode ainda despertar conversas sobre os gatos, suas características, cores e comportamentos, aproximando arte, natureza e conhecimento. O animal representado pela criança pode se tornar o ponto de partida para uma história, uma pesquisa, uma brincadeira ou até mesmo uma produção escrita.

Assim, um pote simples transforma-se em um gato cheio de personalidade e, ao mesmo tempo, em uma experiência de criação, aprendizagem e consciência ambiental.

Quando a criança transforma um objeto, ela também transforma seu olhar sobre o mundo. A arte ensina que aquilo que parecia sem utilidade pode ganhar beleza, significado e uma nova história.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Porta retrato decorado com meias de seda






Porta-Retrato Decorado com Meias de Seda

Materiais: meias coloridas, miçangas, porta-retrato, tinta acrílica, retalhos, verniz acrílico, pincel, arame colorido, linha de bordar, agulha e cola quente.

Um porta-retrato pode guardar muito mais do que uma fotografia. Ele também pode carregar memórias, criatividade e o resultado de uma experiência artesanal feita pelas próprias mãos. Nesta proposta, meias coloridas, retalhos, miçangas, arames e outros materiais ganham novas possibilidades ao transformar um simples porta-retrato em uma peça cheia de cor e personalidade.

A criação começa pela escolha dos materiais e das cores que irão compor a decoração. As meias de seda podem ser utilizadas para criar detalhes delicados, enquanto os retalhos, arames, linhas e miçangas ajudam a construir diferentes formas e texturas. A tinta acrílica permite complementar a composição e o verniz pode ser utilizado para finalizar e proteger a pintura, de acordo com o material escolhido.

Durante a confecção, a criança ou o participante experimenta diferentes possibilidades de combinação, observa cores, texturas e formas e descobre que materiais que já fizeram parte de outros objetos podem encontrar uma nova função. A atividade estimula a criatividade, a coordenação motora, a concentração e a percepção estética.

O trabalho manual também possui uma dimensão afetiva. Depois de pronto, o porta-retrato pode receber uma fotografia especial e se transformar em um objeto de memória, reunindo em uma mesma peça a lembrança registrada na imagem e a história de sua própria criação.

A proposta também nos convida a refletir sobre o consumo e o descarte. Antes de jogar fora uma meia, um retalho ou outro pequeno material que perdeu sua função original, podemos perguntar: que nova possibilidade existe aqui? Muitas vezes, a resposta está justamente na criatividade.

Reutilizar é aprender a olhar novamente para aquilo que temos. Quando materiais simples encontram imaginação, podem se transformar em arte, memória e objetos que contam histórias.


domingo, 6 de julho de 2014

Peixes









Peixes: brincar, criar e aprender a cuidar

Não são necessários conhecimentos prévios para iniciar esta proposta. Para que a experiência aconteça de maneira significativa, é importante apenas considerar a faixa etária das crianças e sua capacidade de concentração e de escuta, respeitando o desenvolvimento de cada uma.

Conhecer os peixes pode ser uma experiência que envolve muito mais do que aprender o nome de um animal. A partir da observação, da conversa, da pesquisa e da criação artística, as crianças podem descobrir diferentes formas de vida e compreender que os seres humanos não são os únicos que precisam de cuidado e proteção.

A proposta pode começar com uma conversa sobre os peixes. Onde vivem? Como respiram? O que comem? Todos os peixes são iguais? Existem peixes de diferentes tamanhos, cores e formas? Essas perguntas ajudam a despertar a curiosidade e incentivam as crianças a ouvir umas às outras, compartilhar conhecimentos e ampliar seu repertório de palavras e ideias.

A experiência pode avançar para a exploração de diferentes materiais e texturas. Papel, papelão, embalagens, retalhos, tampinhas e outros materiais que estejam disponíveis podem ser transformados em peixes. Ao cortar, dobrar, colar, pintar e organizar pequenos detalhes, as crianças exercitam a motricidade fina e descobrem novas possibilidades de criação.

Mais do que reproduzir um modelo, a proposta pode valorizar a imaginação. Cada criança pode criar seu próprio peixe, escolhendo cores, formatos e características. Alguns podem ser pequenos, outros grandes; alguns coloridos, outros com padrões inventados. O importante é permitir que cada produção revele um pouco da maneira como a criança observa e interpreta o mundo.

A atividade também favorece a interação social. Durante a criação, as crianças podem compartilhar materiais, ajudar umas às outras, conversar sobre suas produções e encontrar soluções para pequenas dificuldades. Dessa maneira, a oficina se transforma em um espaço de colaboração, comunicação e aprendizagem coletiva.

A partir dos peixes, também é possível ampliar a conversa para os ambientes em que vivem. Rios, lagos, mares e oceanos são espaços que abrigam inúmeras formas de vida e precisam ser cuidados. A poluição da água, o descarte inadequado de resíduos e outras ações humanas podem afetar esses ambientes e os animais que deles dependem.

Assim, conhecer os peixes pode despertar nas crianças uma percepção mais ampla sobre a responsabilidade humana diante da natureza. Cuidar do meio ambiente significa também compreender que compartilhamos o planeta com muitas outras formas de vida.

Ao final da proposta, o professor pode observar não apenas o resultado das produções, mas principalmente o envolvimento das crianças durante a pesquisa, a criação e as conversas. É importante perceber se conseguiram ampliar seus conhecimentos sobre os peixes, se participaram das atividades coletivas, se colaboraram umas com as outras e se passaram a reconhecer novas formas de cuidado com os animais e com os ambientes naturais.

A aprendizagem acontece quando a criança pode perguntar, ouvir, experimentar, criar e compartilhar. E quando um peixe criado com materiais reutilizados passa a representar também uma conversa sobre a vida nos rios e nos mares, a arte se transforma em uma ponte entre a imaginação e o cuidado com a natureza.

Ensinar a criança a conhecer os animais é também ensiná-la a perceber que toda forma de vida merece respeito. Quando o conhecimento desperta cuidado, a aprendizagem ganha sentido e a infância começa a construir uma relação mais consciente com o mundo que a cerca.

Quebra cabeça



Quebra-Cabeça com Embalagem: brincar, pensar e reutilizar

Transformar uma embalagem que seria descartada em um brinquedo educativo é uma maneira simples de unir criatividade, aprendizagem e consciência ambiental. Uma caixa de leite ou de suco pode ganhar uma nova função e se transformar em um quebra-cabeça, proporcionando às crianças uma experiência de descoberta enquanto desenvolvem diferentes habilidades.

Materiais: caixa de leite ou de suco limpa e seca, recortes de revistas, gibis ou imagens impressas, cola, tesoura e régua, se necessário.

Para confeccionar o brinquedo, primeiro é importante higienizar bem a embalagem e deixá-la secar completamente. Depois, a caixa pode ser aberta e cortada em partes de tamanhos semelhantes, formando peças verticais ou horizontais. Sobre as peças alinhadas, cola-se uma imagem escolhida para compor o quebra-cabeça. Pode ser uma fotografia, uma ilustração, um personagem, um animal ou qualquer imagem que desperte o interesse das crianças.

Depois que a cola estiver completamente seca, as peças são misturadas. O desafio começa quando a criança precisa observar cada parte, identificar as imagens e descobrir como reorganizá-las para reconstruir a figura original.

A brincadeira trabalha atenção, concentração, percepção visual, raciocínio lógico e coordenação motora fina. Também estimula a resolução de problemas, pois a criança precisa experimentar possibilidades, comparar formas e imagens, perceber erros e reorganizar as peças até encontrar a solução.

O quebra-cabeça pode ser adaptado para diferentes idades e objetivos de aprendizagem. As imagens podem abordar animais, natureza, personagens de histórias, letras, palavras, números, operações matemáticas, profissões ou meios de transporte. A quantidade e o formato das peças também podem variar, permitindo aumentar ou diminuir o nível de desafio conforme as possibilidades de cada criança.

A atividade pode ainda se transformar em uma experiência de autoria. Em vez de receber uma imagem pronta, as próprias crianças podem escolher uma ilustração, produzir um desenho ou criar uma composição coletiva para depois transformá-la em quebra-cabeça. Dessa maneira, participam de todas as etapas, desde a escolha da imagem até a construção do brinquedo e sua utilização.

A reutilização da embalagem acrescenta uma importante dimensão ambiental à proposta. Uma caixa que cumpriu sua função original deixa de ser vista apenas como resíduo e passa a ser compreendida como matéria-prima para uma nova criação. A criança aprende, na prática, que antes de descartar um objeto podemos observar suas possibilidades e imaginar novos usos.

Mais do que um brinquedo, o quebra-cabeça confeccionado com uma embalagem reutilizada é uma experiência que reúne pensamento, criatividade, coordenação, autonomia e consciência ambiental.

Quando uma embalagem se transforma em brinquedo, o resíduo deixa de ser o fim de uma história e passa a ser o começo de uma nova possibilidade. Reutilizar também é aprender a olhar para o mundo com mais criatividade.

sábado, 5 de julho de 2014

As tartarugas são importantes para o ecossistema por desempenhar diversos papéis, como:



Controle de algas
As tartarugas marinhas consomem algas e grama marinha, estimulando o crescimento de grama jovem e mais nutritiva. Isso impede que as algas se tornem excessivas e sufoquem os corais, que são a base de muitos ecossistemas marinhos.


Transporte de nutrientes
As tartarugas marinhas levam nutrientes de um local para outro quando migram, contribuindo para a fertilização de áreas marinhas remotas.

Fonte de alimento
As tartarugas marinhas são fonte de alimento para diversos predadores, como tubarões, crocodilos, aves marinhas e outros animais.


Biodiversidade
As tartarugas marinhas ajudam a manter o equilíbrio ecológico ao controlar a população de algumas espécies e fornecer alimento para outras.

Turismo sustentável
As tartarugas marinhas têm um grande valor para o turismo sustentável, pois muitos destinos de mergulho oferecem a oportunidade de observá-las.

A conservação das espécies de tartarugas marinhas é crucial para a saúde dos oceanos e do planeta. De acordo com a International Union for Conservation of Nature (IUCN), seis das sete espécies de tartarugas marinhas estão classificadas como ameaçadas de extinção.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Um desses frascos contém sacos plásticos, o outro contém uma água-viva. Agora imagine que você é uma tartaruga marinha com fome.



Os oceanos e a vida marinha estão ameaçados por causa da super exploração dos biomas, da gestão inadequada do lixo e do esgoto e de padrões produtivos altamente poluentes.

Você pode fazer a sua parte e ajudar a proteger a natureza. Evite embalagens e sacos plásticos e seja mais uma pessoa a combater a degradação do meio ambiente.

- Os oceanos são fonte de vida, abrigando uma vasta parcela da biodiversidade e fornecendo recursos naturais preciosos para a sobrevivência de comunidades costeiras. Todavia, a super exploração dos biomas marinhos, a gestão inadequada do lixo e do esgoto e padrões produtivos altamente poluentes ameaçam a saúde dos mares. Atualmente, cerca de 40% dos oceanos são considerados densamente afetados por ações do homem.

- O plástico demora pelo menos 450 anos para se decompor no meio ambiente.

Você já deve ter entendido que o plástico destrói os oceanos. Quando for ao supermercado, use sacolas de papel em vez das de plástico na hora de empacotar as compras. Prefira produtos que vêm embalados em vidro ou papel aos que chegam em embalagens plásticas para o consumidor.

Toda a vida marinha - das tartarugas aos corais e focas - está ameaçada. A acidificação dos oceanos, a perda de habitats, espécies invasoras, poluição e sobrepesca são os principais fatores responsáveis por reduzir a biodiversidade dos nosso oceanos. Se você se preocupa com a vida debaixo d'água e se você se preocupa consigo mesmo, doe tempo ou dinheiro para uma organização que ajudará a combater esse problemas.

Sanfona

Material: Cartolina colorida, tampinhas de garrafa pet, caixa de leite, tinta


Pratinhos com paisagem do mar

Material: Massa corrida (de parede) para pintar a paisagem com os dedinhos
Cola para fixar as conchinhas
Paetês para enfeitar os peixinhos
Areia da praia



Galinhas de pratinhos descartáveis

Material: Pratinhos descartáveis, eva, retalhos, arame


O período escolar, ainda mais o ensino infantil, é uma das fases mais importantes na vida de uma pessoa. Afinal, é nela em que alguns traços de personalidade são construídos, e o ambiente escolar desempenha um papel socializador em que a criança começa a ampliar sua rede de relações. Especialmente o professor nessa fase, tem forte contribuição para que ela consiga desenvolver conhecimentos expressivos.

Por isso, o papel do professor é fundamental no andamento das atividades na Educação Infantil, pois ele é o mediador entre a criança e o conhecimento. Assim sendo, é extremamente necessário que esse profissional esteja em uma constante busca por aprender sobre o desenvolvimento de crianças e a forma como elas veem e sentem o mundo, criando oportunidades para elas manifestarem seus pensamentos, linguagem, criatividade, reações, imaginação, ideias e relações sociais.
 
Já as habilidades desse educador é saber a tênue diferença entre brincar e ensinar, já que é brincando que as crianças amadurecem, exploram o ambiente e refletem sobre as formas culturais onde vivem. Em contrapartida, o professor deve utilizar seus conhecimentos para elaborar comentários, formular perguntas, provocar desafios e incentivar a verbalização.


Portanto, além das rotinas de sala de aula, o professor em educação infantil tem o compromisso em manter um zelo pelas crianças que as acompanham em todos os ambientes, desde os pátios da escola até na convivência em casa com seus pais.






Releitura da obra O Grito de Edvard Munch


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Bonecas de garrafinhas

Modeladas em pó de café, garrafinhas de vidro descartadas, bolinha de isopor, retalhos, tinta, jornal




Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...