*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

A tolerância alimentar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode ser limitada. Isso pode ser devido a dificuldades sensoriais com cheiros, sabores e texturas.

Características
Podem ter um repertório alimentar limitado, com menos de 20 alimentos
Podem preferir determinadas texturas ou marcas
Podem ter dificuldade em incluir novos alimentos na dieta
Podem apresentar recusa alimentar
Podem ter Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo

Como lidar
Evite forçar a criança a comer
Incentive a independência, deixando a criança escolher o prato e copo
Brinque de “fazer comidinha”
Cultive uma horta com a ajuda da criança
Celebre cada conquista, cada novo alimento introduzido na alimentação
Comece aos poucos
Escolha um alimento que seja semelhante ao que a criança já tolera
Evite quantidades exageradas
Evite frases como “se você provar, te dou um presente” ou “como você não gosta se nunca provou?”
Encoraje a criança a ajudar na preparação das refeições

Considerações
A intolerância alimentar pode impactar não apenas o organismo das crianças autistas, mas também o comportamento.


Estima-se que 70% a 90% das crianças com Transtorno do Espectro Autista apresentem seletividade alimentar, não só pelo risco de deficiências nutricionais, mas também pelo momento da refeição se tornar bem estressante aos pequenos. A dificuldade de alimentação que surge em crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) é frequente, uma vez que ocorre interferência direta nos estímulos sensoriais.

Desta forma, alguns fatores podem contribuir diretamente para a relação autismo e seletividade alimentar. A aversão pode ocorrer por conta da sensibilidade do indivíduo com texturas, sabores, cheiros e até mesmo temperaturas dos alimentos.

Vale lembrar que uma das características do TEA é o comportamento repetitivo e restritivo. Ou seja, estes hábitos afetam diretamente a forma como a criança se relaciona com a comida, e podem até mesmo fazer com que ela perca o interesse em se alimentar.

Há também outros fatores que podem interferir e potencializar a seletividade alimentar nos autistas. Uma delas é a habilidade motora tardia. Assim, o acompanhamento com profissionais especializados é fundamental para essa jornada. Mas, mesmo com várias informações à sua disposição, todo cuidado é pouco no manejo dos problemas alimentares, pois muitas vezes podemos, ainda que sem querer, agravar o quadro. É aí que entram os especialistas no assunto.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Atividades de estimulação cognitiva e motora


PINTURA COM ROLINHOS DE PAPELÃO 

TULIPAS COLORIDAS

Atividade de pintura e impressão utilizando rolinhos de papelão como carimbos para representar flores e tulipas coloridas. As crianças exploram cores, formas, movimentos e diferentes possibilidades de impressão, desenvolvendo coordenação motora fina, percepção visual, criatividade e expressão artística. A proposta também favoreceu a experimentação de materiais reutilizáveis, relacionando arte, natureza e sustentabilidade.


terça-feira, 21 de dezembro de 2021

A importância da literatura infantil

 

A LITERATURA INFANTIL NO CONTEXTO ESCOLAR

As histórias infantis ocupam um lugar importante na rotina escolar, contribuindo para que a criança compreenda sentimentos, conflitos, descobertas e diferentes situações de seu universo. No contexto educacional, a literatura constitui uma importante fonte de aprendizagem e desenvolvimento, ampliando a imaginação, a linguagem, a criatividade e a capacidade de interpretar o mundo.

Desde os primeiros anos, a criança percebe que a linguagem literária possui diferentes formas de organização e que as palavras podem criar personagens, cenários e mundos imaginários para além da realidade imediata. A literatura, portanto, amplia experiências e possibilita novas formas de pensar, sentir e expressar ideias.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o contato com diferentes gêneros literários pode contribuir para a formação do leitor e para a compreensão da leitura como prática social. Histórias, lendas, parlendas, poemas, rimas, dramatizações e contações ampliam as possibilidades de interação com o texto e tornam a experiência leitora mais significativa.

Quando apresentada de maneira prazerosa e contextualizada, a literatura favorece o interesse pela leitura e cria oportunidades para que a criança desenvolva autonomia, repertório cultural e expressão. Assim, a escola contribui para a formação de leitores que compreendem a leitura não apenas como uma atividade escolar, mas como uma prática presente na vida, na cultura e nas relações sociais.


LITERATURA INFANTIL E DESENVOLVIMENTO INTEGRAL

A literatura infantil constitui um importante recurso para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e cultural das crianças, além de atuar como instrumento pedagógico no processo de aprendizagem. O contato com histórias, personagens e diferentes formas de linguagem estimula a criatividade, a imaginação, a empatia, o raciocínio, o respeito e a capacidade de expressão, contribuindo também para o desenvolvimento da linguagem e para o processo de alfabetização.

A literatura possibilita que a criança reconheça, compreenda e expresse emoções, amplie seu repertório, construa conhecimentos e desenvolva diferentes formas de perceber e interpretar o mundo. Quando vivenciada de maneira significativa, a leitura também pode tornar-se uma experiência prazerosa, favorecendo a formação do hábito leitor.

Como gênero literário destinado a um público específico, a literatura infantil apresenta linguagem, temas e estruturas que dialogam com diferentes fases do desenvolvimento da criança. Seu contato com a literatura também aproxima o leitor de sua cultura, de sua identidade e da diversidade cultural presente na sociedade.

A formação do leitor é um processo contínuo: inicia-se nas experiências familiares, amplia-se no ambiente escolar e pode acompanhar o indivíduo ao longo da vida. Nesse percurso, a literatura contribui não apenas para aprender a ler, mas para desenvolver o gosto pela leitura, construir conhecimento e estabelecer relações mais amplas com a cultura e o mundo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Decore com fitas uma cesta para presentes










TECELAGEM COM FITAS 

CESTA DECORATIVA

Atividade de tecelagem utilizando fitas para decorar uma cesta, explorando movimentos de passar, entrelaçar, alternar e organizar os materiais. A proposta favorece a coordenação motora fina, a percepção espacial, a concentração e a criatividade, além de possibilitar o contato com princípios básicos da tecelagem e com diferentes cores, texturas e padrões. O uso de materiais reutilizáveis amplia a experiência artística e contribui para a compreensão de práticas sustentáveis.

 

Decore bolas natalinas e lâmpadas



PINTURA SENSORIAL COM GELO 

BOLAS NATALINAS

Sugestão de atividade de arte sensorial utilizando cubos de gelo pigmentados como instrumento de pintura sobre bolas de isopor. A proposta possibilita explorar cores, formas, texturas, movimentos e a transformação da matéria, observando a passagem do gelo do estado sólido para o líquido e a interação dos pigmentos com a superfície. A atividade favorece a percepção sensorial, a coordenação motora, a experimentação e a criatividade, valorizando o processo artístico e a observação de fenômenos naturais.

RENA NATALINA COM LÂMPADA REUTILIZADA

Sugestão de atividade de arte e reutilização de materiais, utilizando lâmpadas sem uso como suporte para a criação de renas natalinas. A proposta envolve a pintura da superfície da lâmpada e a composição de elementos como olhos, nariz e chifres, utilizando diferentes materiais. A atividade favorece a criatividade, a coordenação motora fina, a composição visual e a consciência ambiental, explorando a transformação de um objeto sem uso em uma peça artística e decorativa.

Materiais: lâmpadas totalmente inutilizadas, tinta acrílica ou PVA, canetas Posca ou marcadores, materiais para chifres, como EVA ou limpadores de cachimbo ou feltro ou galhos finos, material para o nariz, barbante ou cordão, retalho para a touca e cola.

Atenção: utilizar somente lâmpadas totalmente inutilizadas e desconectadas da rede elétrica, com supervisão de um adulto durante a manipulação.



 

sábado, 4 de dezembro de 2021

LEITURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL - FORMAÇÃO DE BONS LEITORES


A leitura na Educação Infantil contribui para a formação de leitores, especialmente quando as práticas pedagógicas são adequadas à faixa etária e apresentadas de forma significativa e dinamizada. A criação de ambientes favoráveis possibilita à criança descobrir o prazer e o interesse pela leitura, estimulando a curiosidade, a imaginação, a autonomia e a exploração do mundo por meio dos livros. Nesse processo, a mediação do professor é fundamental para organizar espaços e situações de leitura que favoreçam experiências prazerosas de aprendizagem, para além do cumprimento de atividades escolares. A participação da família também contribui para a continuidade dessas experiências, estabelecendo uma relação entre escola, leitura e cotidiano. O contato com os livros desde a infância favorece a construção progressiva do hábito leitor, que pode ser desenvolvido na escola, fortalecido no ambiente familiar e ampliado ao longo da vida.


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Uma boa "luz" é tudo!




As concepções encontradas na literatura sobre o papel do ensino da Arte na
escola, são bem interessantes, contudo as concepções dos professores de Arte do ensino
básico, muitas vezes, não são incorporadas nas ações pedagógicas delas decorrentes.

A inclusão das pessoas através da arte é fundamental, contudo isto ainda acontece na maioria das vezes, realizados sem fundamentação teórica e/ou bases metodológicas. E ainda verifica- se que o
desenvolvimento do programa e dos trabalhos realizados na escola fica a critério da
competência e responsabilidade de cada professor.

O Estado tem um papel fundamental na formação continuada dos professores em todas
as áreas curriculares, inclusive no campo da arte. Sugere a importância de a direção da escola
se envolver no trabalho dos professores de arte, para que não fiquem tão isolados no seu
trabalho.

Os profissionais que atuam no campo da arte, seja dentro da escola ou em outros
contextos culturais e de lazer, necessitam de subsídios para trabalhar os conteúdos da arte
numa dimensão cultural, de linguagem e de representação visual apropriada a cada realidade.

O reconhecimento da arte e, portanto suas manifestações por meio de suas linguagens
artísticas nos espaços educativos e formativos legalmente reconhecidos pelo Estado, como a
escola, requer estímulos e incentivos, sobretudo no trato as questões de formação de
professor, sendo esta uma das dificuldades apresentadas e que justifica o descaso e ausências
de práticas educativas que objetivam este fim. 

As iniciativas de formação nesta área estão tornando-se presentes e cabe aos profissionais ampliarem seu conhecimento críticoreflexivo.

Urupês

 



O livro de contos Urupês mostra o choque entre o atraso da vida interiorana e a tendência ao progresso evidenciada nas grandes cidades. Alguns dos ingredientes utilizados no relato das histórias são: humor, mistério, suspense e, eventualmente, terror. Destaca-se ainda o registro da linguagem coloquial nas falas dos personagens. 

1. Os faroleiros. Dois homens conversam em um navio. Um deles relata a história do faroleiro Gerebita, que, dizendo estar sendo ameaçado por seu auxiliar, Cabrea, a quem tomava por louco varrido, matou-o e alegou legítima defesa. Depois, soube-se que Cabrea havia seduzido a esposa de Gerebita. 

2. O engraçado arrependido. Pontes é um incurável piadista. Quando resolve ser sério e arranjar um emprego, seus pedidos são tomados como piadas e ele nada consegue. Um parente influente promete-lhe então o posto de Coletor, logo que se dê a morte do titular da pasta, que sofre de um aneurisma. Com a demora desse desenlace, Pontes resolve usar seu talento cômico para matar o rival com uma gargalhada fatal. Depois de algumas tentativas, consegue seu intento. Mas é tarde: o parente revela que a demora na desocupação do cargo acabou por permitir que outro o assumisse. Desapontado, Pontes se enforca com uma peça de roupa.

3. A colcha de retalhos. O narrador relata seu contato com uma família interiorana. A menina da casa, Pingo d’Água, merece da avó todas as atenções. A velha costura uma colcha com os retalhos de vestidos da menina, para servir-lhe de enxoval um dia. Contudo, a moça foge com um rapaz e a avó definha de desgosto e decepção.

4. A vingança da peroba. Vizinhos, os Porunga e os Nunes têm vidas opostas. Os Porungas, família cheia de filhos homens trabalhadores, prosperam, enquanto o velho Nunes, que tem como filho homem apenas o Pernambi, decai a olhos vistos. Desesperado, Nunes começa a beber e arrasta o filho para o vício. Um dia, constrói um monjolo (moedor de milho) pensando em aumentar seus rendimentos. No entanto, o aparelho, feito com “pau de feitiço” (madeira que se vinga de todo o mal cometido à floresta), não funciona direito. Ridicularizado pela vizinhança, Nunes se embriaga na companhia do filho. O menino, bêbado, cai na moenda, que lhe despedaça a cabeça. Ao descobrir o corpo do filho estraçalhado, Nunes destrói o monjolo a machadadas.

5. Um suplício moderno. O título se refere ao ofício de estafeta (carteiro). Para exemplificar as dificuldades da profissão, narra a história de Izé Biriba, estafeta que ambicionava conseguir outra colocação do chefe político que o protegia. Com a demora desse favor, vinga-se do protetor, provocando a perda da reeleição. O novo eleito despediu todo o funcionalismo, poupando apenas Biriba. Certo de que seu suplício continuaria, o carteiro resolve fugir na calada da noite.

6. Meu conto de Maupassant. Guy de Maupassant (1850-1893) foi um escritor francês que costumava criar atmosferas de mistério e suspense em suas narrativas, muitas das quais dotadas de finais surpreendentes. No conto, o acusado pelo assassinato de uma senhora idosa é um italiano mal encarado, que, no entanto, acabou livre por falta de provas. Mais tarde, novamente preso e conduzido à mesma cidade, atira-se debaixo de um trem. Todos atribuem seu gesto ao remorso pelo assassinato cometido no passado. No entanto, quando um dos filhos da velha assume a autoria do crime, instala-se o mistério sugerido pela referência ao escritor francês no título do conto.

7. “Pollice verso”. Um coronel do interior sonha em fazer de Inácio, seu filho, um médico. O rapaz segue o desejo paterno, menos por vocação e mais para aproveitar a vida de diversão na cidade grande. Formado, retorna à cidade paterna e espera por uma oportunidade de enriquecimento. Ela aparece na figura de um milionário local, cuja morte lhe permite morder parte da herança deixada por ele. Com o dinheiro, Inácio viaja à França. Embora alegue tratar-se de uma viagem de estudos, entrega-se à mesma vagabundagem dos tempos de estudante. O título do conto corresponde à expressão latina que significa “com o polegar voltado para baixo”, gesto com o qual os espectadores romanos determinavam a morte dos gladiadores derrotados no Circo.

8. Bucolica. Anica é uma menina deficiente, vive entrevada em uma cama e é desprezada pela própria mãe, que a vê como um fardo. A única que lhe dá atenção é a criada Libória. Em certa ocasião, aproveitando-se da ausência da empregada, a mãe nega água à menina, que acaba por morrer de sede.

9. O mata-pau. O título faz referência a uma espécie de planta que se enrosca nas árvores e rouba-lhes a seiva. No conto, Rosa e Elesbão formam um casal sem filhos que encontra em sua porta um menino enjeitado. Adotam a criança e colocam o nome Manuel Aparecido. Rosa, mulher de maus modos, acaba por transmitir esse comportamento ao filho. Quando cresce, Manuel tem um caso com Rosa e, estimulado por ela, mata Elesbão. Alguns anos depois, convence Rosa a vender a propriedade para que pudessem se mudar dali. Na véspera da partida, o rapaz ateia fogo à casa, com a amante dentro, e foge com o dinheiro. Rosa escapa do incêndio, mas não da loucura.

10. Bocatorta. Na propriedade do Major Zé Lucas vive um homem estranho, chamado por todos de Bocatorta em função de um defeito físico que apresenta. Eduardo, noivo de Cristina, filha do Major, manifesta desejo de conhecer o tal monstro. A aparência hedionda do rapaz impressiona o jovem casal, particularmente Cristina. Ela resgata sonhos de infância, nos quais era sempre beijada pelo Bocatorta. Adoece em função desses pesadelos, morrendo alguns dias depois. Depois do enterro, sentindo-se culpado, Eduardo retorna ao cemitério. Ali, avista um vulto remexendo no túmulo e corre para avisar o Major, que parte para o local acompanhado de um capataz. Quando chegam, surpreendem Bocatorta beijando Cristina na boca. Perseguido, Bocatorta cai em um lamaçal e sucumbe.

11. O comprador de fazendas. Moreira, interessado em vender seu sítio, enfeita-o para valorizá-lo. Aparece certo Trancoso, que se interessa tanto pela terra quanto pela filha do proprietário. O rapaz parte, declarando que a compra era caso certo. No entanto, depois de algum tempo sem notícias, Moreira escreve a um amigo, morador da mesma cidade de Trancoso. A resposta que recebe é desalentadora: o moço é um pobretão gozador, que se diverte às custas da ingenuidade dos caipiras. Algum tempo depois, Trancoso ganha na loteria e se dispõe de fato a adquirir a propriedade. A família Moreira, ignorando o enriquecimento recente do fanfarrão, expulsa-o a pancadas.

12. O estigma. Conto narrado em primeira pessoa: Bruno relata a trágica história de seu amigo Fausto. Tendo casado por interesse, Fausto se interessa por Laura, prima que acolhe em sua casa após a morte dos pais da moça. Um dia, Laura aparece morta com um tiro no peito, de onde ainda escorre sangue. A mulher de Fausto, grávida, recusa-se a ver o cadáver. Quando a criança nasce, traz no próprio peito o estigma que dá título ao conto: uma linha torta, semelhante uma pequena cobra, que imita o filete de sangue de Laura. A marca denuncia a autora do crime: a esposa de Fausto. Vendo-se delatada, morre naquela mesma noite.

13. Prefácio da segunda edição do Urupês. O escritor revela aqui como resolveu se dedicar à literatura. Na condição de fazendeiro, depara-se com os males que a preguiça do caipira paulista faz à agricultura brasileira e resolve denunciá-la, escrevendo uma carta ao jornal O Estado de S. Paulo. Seu texto é publicado com destaque e ele resolve escrever outro. Vê-se, então, estimulado a virar escritor.

14. Velha praga. Transcreve aqui o artigo referido no Prefácio da segunda edição. Nele, batiza o caipira com o nome de Jeca Tatu.

15. Urupês. Trata-se do texto mais famoso de todo o livro. O escritor apresenta uma crítica ácida ao caipira, considerado o grande culpado pelos problemas econômicos brasileiros e o estereótipo do tipo atrasado, que emperra o desenvolvimento nacional. O título associa a figura do caipira a um fungo que cresce junto a troncos de árvore. 

Reaproveitando telas

Ser pintor requer talento e criatividade. Aqui vemos, uma tela bem delicada, em que as flores da árvore foram feitas com as patinhas do pet, em diferentes tons de azul e amarelo. A imagem, mostra a pequena artista junto a pintura, com as patas ainda sujas de tinta.


 

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Transformando casinhas de passarinhos



A construção e adaptação de casinhas para pássaros pode integrar práticas de reaproveitamento de materiais, educação ambiental e observação da fauna. As estruturas podem receber acabamento com pintura ou verniz, desde que sejam utilizados produtos adequados e seguros para o ambiente externo e aplicados de forma que não comprometam a estrutura nem ofereçam riscos às aves. Madeiras naturalmente mais resistentes, como cedro, podem apresentar boa durabilidade em ambientes externos, mas qualquer material deve ser avaliado quanto à procedência, conservação e necessidade de proteção.

A instalação de um poleiro pode ser feita utilizando um pequeno galho natural, fixado de maneira estável e sem elementos pontiagudos ou cortantes. Outra possibilidade é desenvolver um telhado removível, utilizando pequenos segmentos de madeira na parte interna para criar um sistema simples de encaixe. Essa solução facilita a inspeção e a higienização periódica da estrutura, contribuindo para melhores condições sanitárias.

Materiais destinados ao descarte também podem ser transformados em modelos educativos de casinhas, como embalagens cartonadas de bebidas. Nesse caso, é importante garantir que estejam completamente limpas, secas e estruturalmente adequadas, evitando materiais que possam liberar substâncias prejudiciais ou se deteriorar rapidamente com a exposição à chuva.

A atividade pode ser utilizada para abordar conceitos de reciclagem, reutilização, ciclo de vida dos materiais e conservação da biodiversidade. A construção de abrigos artificiais também pode estimular a observação responsável das aves e a compreensão de suas necessidades, sem interferir em ninhos naturais ou provocar dependência de alimentação fornecida por pessoas.

Para favorecer a presença de aves no ambiente, a oferta de água limpa pode ser mais apropriada do que a alimentação indiscriminada. Recipientes rasos, estáveis e de fácil higienização podem ser utilizados, devendo a água ser trocada regularmente e os recipientes lavados com frequência para reduzir riscos sanitários e impedir a proliferação de mosquitos. A disposição deve considerar locais seguros, protegidos de predadores e afastados de áreas de intensa circulação.

Mais do que um objeto decorativo, uma casinha para pássaros pode funcionar como recurso de educação ambiental. Ao construir, observar, limpar e cuidar, crianças e adultos desenvolvem uma percepção mais concreta sobre biodiversidade, responsabilidade e relação com o ambiente. O objetivo não é apenas atrair aves, mas criar oportunidades para conhecer, respeitar e preservar a vida presente no território.


sábado, 10 de abril de 2021

Liquidificador de brinquedo

Material: copo de requeijão, pote de fermento e tampinha de detergente.


O plástico duro pode ser usado para fazer artesanatos, como brinquedos, bonecos e outros objetos.

Plástico duro e artesanato
É possível fazer artesanatos com embalagens de plástico
Bonecos e bonecas de plástico podem ser usados para artesanato
O polipropileno (PP) é um plástico rígido, transparente e resistente que pode ser usado para fazer artesanatos

Outros usos do plástico

O plástico é usado para fazer brinquedos, utensílios domésticos, peças para a indústria automotiva, tubos e conexões, calçados, sinalizações, sacos e sacolas, instrumentos musicais, entre outros
O plástico é usado para fazer seringa descartável, as embalagens de remédios, as bolsas de soro, as luvas cirúrgicas, próteses, órgãos artificiais, muitos aparelhos dos hospitais

Tipos de plásticos

PET ou PETE (Tereftalato de polietileno)
PEAD (Polietileno de alta densidade)
PVC (Policloreto de Vinila ou cloreto de vinila)
PEBD (Polietileno de baixa densidade)
PP (Polipropileno)
PS (Poliestireno)


 

 

Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...