*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Caminhão feito com palitos de sorvete


É possível fazer diversos artesanatos com palitos de sorvete, como porta-retratos, abajures, fruteiras, nichos, entre outros.

Ideias de artesanato com palitos de sorvete

Porta-retratos, Abajures, Fruteiras, Nichos, Espirales, Porta-canetas, Porta-celulares, Carroças, Decorações de parede, Espeços.

Como fazer artesanato com palitos de sorvete

Use cola branca para colar os palitos
Deixe secar
Pinte os palitos
Combine com outros materiais, como juta, papelão, renda, barbante, entre outros

Benefícios de trabalhar com palitos de sorvete Desenvolve a concentração, Desenvolve a atenção aos detalhes, Desenvolve a habilidade motora fina, Fortalece a memória, Desafia e fortalece a oralidade e a socialização.



Casinha feita com palitos de sorvete






terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Coroa de princesa

 Recorte rolinhos de papel higiênico e pinte com cola colorida.
 Amarre um elástico nas pontas, para poder colocar a coroa na cabeça. :D



sábado, 27 de dezembro de 2014

Sustentabilidade sob os nossos pés

Materiais reciclados que transformam a construção

Reciclar é muito mais do que dar um novo destino a um material. É uma maneira de repensar o uso dos recursos, reduzir desperdícios e encontrar novas possibilidades para aquilo que poderia se transformar em resíduo. Na construção civil e na arquitetura, essa atitude ganha ainda mais significado quando materiais reciclados passam a fazer parte de soluções que proporcionam conforto, economia e qualidade de vida.

A manta termoacústica reciclada, indicada para diferentes tipos de pisos, como madeira, pedra, cerâmica e vinil em pisos térreos, é um exemplo de como a reciclagem pode estar presente em soluções construtivas. Além de contribuir para o reaproveitamento de materiais, ela pode auxiliar no conforto térmico e acústico dos ambientes. A reciclagem, de modo geral, diminui a necessidade de extração de novas matérias-primas, economiza energia, reduz a quantidade de resíduos destinados aos aterros sanitários e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa associadas à produção de novos materiais.

Quando utilizada adequadamente, a manta termoacústica pode ajudar a reduzir a transferência de calor, proporcionando ambientes mais confortáveis em diferentes condições climáticas. Também pode contribuir para a absorção e redução da propagação de ruídos, favorecendo o conforto acústico. Entre suas características estão ainda a facilidade de aplicação, a possibilidade de comercialização em rolos e a durabilidade, desde que o material seja corretamente especificado e instalado. Ao melhorar o desempenho térmico da edificação, o isolamento também pode contribuir para a redução da necessidade de equipamentos de climatização e, consequentemente, para uma utilização mais eficiente da energia.

Outro material que merece destaque é a lã de PET, produzida a partir de garrafas de plástico PET recicladas. Nesse processo, um material que poderia permanecer durante muito tempo no ambiente ganha uma nova função e transforma-se em um produto utilizado como isolante térmico e acústico. A lã de PET pode ser aplicada em paredes, forros e sistemas de revestimento, como o drywall, apresentando facilidade de manuseio e instalação.

Sua utilização pode proporcionar diferentes benefícios. Como isolante térmico, ajuda a diminuir as variações de temperatura nos ambientes e pode contribuir para reduzir a necessidade de utilização de aparelhos de ar-condicionado, ventiladores ou aquecedores. Como isolante acústico, auxilia na absorção e redução da propagação de sons, proporcionando maior conforto aos espaços.

A lã de PET também se destaca por sua leveza, capacidade de compactação e facilidade de transporte e armazenamento. Dependendo das características do produto, pode manter suas propriedades ao longo do tempo e, após uma reforma ou desmontagem, pode existir a possibilidade de reutilização ou reciclagem. Por ser produzida sem fibras minerais, suas características relacionadas à saúde e ao manuseio devem, entretanto, ser consideradas de acordo com as especificações e certificações de cada fabricante.

Pensar nesses materiais é perceber que a sustentabilidade não está apenas naquilo que retiramos da natureza, mas também naquilo que somos capazes de transformar.

Uma garrafa PET pode deixar de ser simplesmente uma embalagem descartável e tornar-se parte de uma parede. Um resíduo pode ganhar uma nova função. Um material que seria destinado ao descarte pode contribuir para o conforto de uma casa, de uma escola ou de outro espaço coletivo.

Essa transformação revela uma importante dimensão da sustentabilidade: quando mudamos a maneira de olhar para os materiais, também mudamos a maneira de construir o mundo.

É importante, porém, diferenciar as propriedades dos diversos materiais utilizados na construção. Um isolante térmico eficiente busca reduzir a transferência de calor por diferentes mecanismos, dependendo de sua composição e aplicação. Já a manta asfáltica possui características próprias e é utilizada principalmente para impermeabilização, não devendo ser comparada diretamente com materiais desenvolvidos especificamente para isolamento térmico ou acústico. Seu comportamento térmico depende de sua composição, acabamento, exposição e condições de instalação.

A arquitetura sustentável nasce justamente dessa capacidade de escolher, combinar e utilizar os materiais de maneira consciente, considerando não apenas sua função, mas também sua origem, seu ciclo de vida, seu impacto ambiental e as possibilidades de reaproveitamento.

Reciclar é transformar. Construir de forma sustentável é transformar com responsabilidade. 




Adobe: a terra que constrói um futuro sustentável

Tijolo de Adobe: a sabedoria de construir com a terra

Você sabe o que é adobe? O tijolo de adobe é uma das mais antigas técnicas de construção em terra crua utilizadas pelo ser humano. Feito basicamente com terra, água e fibras vegetais, como palha, o adobe é moldado e deixado para secar naturalmente, sem passar pelo processo de queima.

O uso da terra para construir acompanha a história da humanidade há milhares de anos. Estima-se que técnicas de construção com terra sejam utilizadas há pelo menos 9.000 anos, encontrando-se em diferentes culturas e regiões do mundo. A terra foi utilizada para construir desde pequenas habitações até grandes obras e estruturas históricas, revelando um conhecimento construtivo transmitido entre gerações.

A composição do adobe pode variar conforme o solo e os materiais disponíveis em cada região. Além das fibras vegetais, podem ser utilizados materiais como serragem e, em determinadas técnicas tradicionais, fibras de origem animal. A função dessas fibras é ajudar a controlar a retração da terra durante a secagem e reduzir a ocorrência de fissuras.

Uma das grandes riquezas do adobe está justamente na possibilidade de utilizar materiais encontrados no próprio território. A escolha da fibra pode considerar aquilo que está disponível, que apresenta menor custo ou que pode ser obtido na própria propriedade. Em algumas práticas tradicionais, por exemplo, utiliza-se esterco de cavalo como parte da mistura. Além de ser um material facilmente encontrado em determinadas regiões rurais, ele já apresenta fibras fragmentadas pela digestão do animal, podendo contribuir para a composição da mistura.

O processo de produção é relativamente simples: a terra é preparada e misturada à água e às fibras, depois colocada em moldes e compactada. Os tijolos são então retirados dos moldes e deixados para secar. Para obter um adobe de melhor qualidade, entretanto, não basta apenas moldar e deixar ao sol. O preparo adequado do solo, a proporção dos componentes e o processo de secagem são fundamentais.

Uma alternativa é realizar a cura em local coberto e protegido, permitindo que a umidade seja perdida gradualmente e que a secagem aconteça de maneira mais uniforme. Também pode ser necessária a estabilização da mistura, dependendo das características do solo, além da análise de sua granulometria e composição mineralógica.

Entre as características que tornam o adobe interessante estão o baixo custo, o aproveitamento de recursos naturais disponíveis localmente e o conforto térmico proporcionado pelas paredes de terra. Sua capacidade de regular a temperatura interna pode contribuir para ambientes mais agradáveis, especialmente quando a construção é projetada de acordo com as condições climáticas locais.

Mas a terra também exige cuidado. O adobe apresenta menor resistência à ação direta e prolongada da água e da chuva quando comparado a materiais industrializados destinados a determinadas aplicações. Por isso, construções em adobe precisam receber soluções adequadas de proteção contra a umidade, como fundações apropriadas, beirais, revestimentos e detalhes construtivos que impeçam o contato excessivo da água com as paredes. Sua utilização estrutural e o número de pavimentos também dependem do projeto, do tipo de solo, da técnica empregada e das normas e critérios de segurança aplicáveis.

No Brasil, técnicas tradicionais de construção em terra foram, durante muito tempo, associadas a construções consideradas simples ou precárias e acabaram perdendo espaço diante dos materiais industrializados. Atualmente, porém, pesquisas acadêmicas e experiências de arquitetura sustentável vêm retomando o interesse por essas técnicas, buscando compreender melhor o comportamento dos materiais e aperfeiçoar seus processos de produção e utilização.

O adobe nos convida a olhar novamente para aquilo que sempre esteve diante de nós: a própria terra como matéria de construção.

Em um mundo que busca reduzir o desperdício, diminuir o consumo de recursos e encontrar alternativas mais sustentáveis para construir, recuperar conhecimentos tradicionais pode ser também uma forma de inovação.

Talvez a grande lição do adobe seja justamente esta: nem toda inovação precisa nascer de um material novo. Às vezes, ela está em aprender novamente a utilizar aquilo que a natureza e a experiência humana já nos ensinaram.

Construir com a terra é também reconhecer a inteligência presente nos materiais, nos territórios e nos conhecimentos que atravessaram gerações.

 


O impacto dos insumos sustentáveis

Na mobilidade verde e na transição energética

À medida que a sociedade avança em direção a modelos mais sustentáveis, os insumos sustentáveis passam a desempenhar um papel cada vez mais importante. A transformação não acontece apenas na escolha das fontes de energia ou dos meios de transporte, mas também nos materiais utilizados para produzir, transportar, proteger e organizar cada etapa desses processos. Assim, da mobilidade à produção, novas soluções ajudam a repensar práticas tradicionais e a buscar um equilíbrio entre eficiência, inovação e responsabilidade ambiental.

A conexão entre mobilidade verde e insumos sustentáveis

A mobilidade elétrica é um exemplo de como a sustentabilidade pode ser incorporada à logística e à produção. A redução das emissões associadas ao uso de veículos elétricos pode ser acompanhada pela adoção de materiais mais sustentáveis em toda a cadeia produtiva. Caixas de papelão reciclado ou reutilizável, pallets produzidos com materiais reciclados e outras soluções de embalagem contribuem para diminuir o desperdício e ampliar o aproveitamento dos recursos.

Na produção e no transporte de componentes, por exemplo, embalagens feitas com materiais reciclados podem substituir alternativas descartáveis, enquanto pallets reutilizáveis ajudam a prolongar a vida útil dos materiais. A própria cadeia de produção de veículos elétricos pode incorporar escolhas mais responsáveis, desde o transporte das peças até os materiais utilizados no ambiente de trabalho.

Insumos sustentáveis na transição energética

A transição energética, marcada pela ampliação de fontes renováveis, como a energia solar e a eólica, também depende de uma cadeia de produção e logística capaz de acompanhar essa mudança. Componentes e equipamentos precisam ser fabricados, armazenados e transportados, e cada uma dessas etapas apresenta oportunidades para reduzir impactos ambientais.

Nesse contexto, embalagens recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis e alternativas aos plásticos convencionais podem contribuir para uma logística mais consciente. Materiais como o bio stretch, quando produzidos com características adequadas de menor impacto ambiental, representam uma possibilidade de substituição ou redução do uso de filmes plásticos convencionais em determinadas aplicações.

Mais do que trocar um material por outro, a proposta é repensar o ciclo de vida dos produtos: de onde vêm os recursos utilizados, quanto tempo permanecem em uso, como podem ser reutilizados e qual será seu destino depois do descarte. É nesse olhar para o ciclo completo que a sustentabilidade ganha força.

Por que investir em insumos sustentáveis?

A adoção de insumos sustentáveis pode contribuir para a redução da geração de resíduos, para o melhor aproveitamento dos recursos e para a construção de processos produtivos mais eficientes. Pallets reutilizáveis, por exemplo, podem ter uma vida útil prolongada, enquanto embalagens recicláveis favorecem a recuperação dos materiais após o uso.

Além dos benefícios ambientais, essas escolhas podem fortalecer a eficiência operacional e a imagem das organizações. Empresas que incorporam critérios ambientais às suas decisões demonstram que sustentabilidade não precisa ser apenas uma atitude ética: pode também fazer parte de uma estratégia de inovação, competitividade e preparação para um futuro em que os recursos naturais precisam ser utilizados com maior responsabilidade.

Exemplos que já fazem parte dessa transformação

Caixas de papelão produzidas com fibras recicladas podem ser utilizadas no transporte e armazenamento de diferentes materiais, mantendo a possibilidade de reciclagem ao final de sua vida útil. Os pallets reutilizáveis ampliam o tempo de uso de uma estrutura que, muitas vezes, seria descartada após poucas utilizações. Filmes para embalagem desenvolvidos com matérias-primas ou processos de menor impacto podem representar alternativas ao plástico convencional, de acordo com sua aplicação e destinação.

Também os uniformes e equipamentos utilizados pelos trabalhadores podem incorporar materiais reciclados ou de origem mais responsável, mostrando que a sustentabilidade pode estar presente em diferentes pontos de uma mesma cadeia produtiva.

Uma mudança que começa nos detalhes

A mobilidade verde e a transição energética representam grandes mudanças na maneira como produzimos, transportamos e consumimos. Mas essas transformações não acontecem somente por meio de grandes tecnologias. Elas também se constroem nas escolhas aparentemente pequenas: uma embalagem que pode ser reutilizada, um pallet que retorna ao processo produtivo, um material que pode ser reciclado ou uma solução que reduz o desperdício.

Quando cada etapa passa a ser pensada dentro de uma perspectiva de responsabilidade ambiental, a sustentabilidade deixa de ser apenas um conceito e passa a fazer parte da prática.

Transformar a mobilidade e a energia é também transformar os materiais, os processos e as escolhas que sustentam esse novo caminho.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Use a sua própria caneca ou garrafa reutilizável

Adote uma Garrafinha e uma Caneca Reutilizáveis

Por que utilizar garrafas e copos descartáveis diariamente se podemos ter conosco objetos simples, duráveis e reutilizáveis? Adotar uma garrafinha e uma caneca para o uso cotidiano é uma pequena mudança de hábito que pode representar uma grande contribuição para a redução dos resíduos e para a construção de uma relação mais responsável com o meio ambiente.

As garrafas plásticas descartáveis são produzidas, em sua maioria, a partir de matérias primas de origem fóssil, como petróleo e gás natural. Quando utilizadas apenas uma vez e descartadas, passam a fazer parte de um problema ambiental que se prolonga por muito tempo. Uma parcela significativa das embalagens plásticas ainda não retorna adequadamente aos processos de reciclagem, podendo chegar a aterros, rios, mares e outros ambientes naturais. Por isso, reduzir o consumo de descartáveis é uma atitude importante dentro de uma cultura de sustentabilidade.

Carregar a própria garrafinha na bolsa, na mochila, no trabalho ou durante os passeios é uma maneira simples de incorporar esse cuidado à rotina. Além de evitar o consumo desnecessário de embalagens descartáveis, a garrafa reutilizável facilita o acesso à água ao longo do dia e pode incentivar o hábito de manter uma boa hidratação. Existem diversos modelos, como os de alumínio e os de aço inoxidável, que podem ser utilizados por muito tempo. Na escolha de produtos que entram em contato com alimentos e bebidas, também é importante observar as informações do fabricante sobre os materiais utilizados e seguir as orientações adequadas de higienização e conservação.

O mesmo princípio vale para os copos descartáveis. Uma pessoa que utiliza apenas três copos por dia pode chegar a consumir mais de mil copos em um ano. Substituí-los por uma caneca reutilizável para o uso em casa, na escola ou no trabalho é uma mudança simples que evita uma quantidade significativa de descartes ao longo do tempo.

A caneca precisa ser lavada, é verdade, mas seu uso contínuo permite substituir centenas de copos descartáveis por um único objeto que pode acompanhar a pessoa durante anos. Quando cuidamos dos objetos que já possuímos, prolongamos sua vida útil e diminuímos a necessidade de consumir e descartar continuamente.

Mais do que trocar uma garrafa ou um copo por outro, adotar objetos reutilizáveis significa mudar a maneira como nos relacionamos com aquilo que consumimos. A sustentabilidade também está presente nesses pequenos gestos cotidianos, quando percebemos que aquilo que usamos todos os dias pode ser escolhido para durar.

Uma garrafinha na mochila, uma caneca na mesa e a decisão de evitar o descartável são atitudes simples, mas carregadas de significado. Quando essas escolhas se multiplicam entre famílias, escolas, empresas e comunidades, tornam-se parte de uma cultura de cuidado.

Pequenas mudanças transformam hábitos. Hábitos transformam culturas. E uma cultura de cuidado pode transformar a relação de todos nós com o planeta.

Peso de porta feito de garrafa pet



Peso de Porta Artesanal com Garrafa PET

Uma garrafa PET que poderia ser descartada pode ganhar uma nova função e se transformar em um bonito peso de porta artesanal. Além de reaproveitar um material que permaneceria por muito tempo no ambiente, a proposta estimula a criatividade e mostra que objetos simples podem ser transformados em peças úteis e decorativas.

Para confeccionar o peso de porta, você vai precisar de uma garrafa PET, retalhos de tecido, lã, enchimento, olhinhos e outros aviamentos para o acabamento. Também será necessária areia para dar peso à peça, além de fita adesiva ou cola de silicone para unir as partes.

Comece dividindo a garrafa PET em duas partes. Em seguida, encaixe uma parte na outra, formando novamente um recipiente fechado. Coloque areia em seu interior para que a peça adquira o peso necessário para manter a porta aberta ou fechada, conforme a finalidade escolhida. Depois, una bem as partes utilizando fita adesiva resistente ou cola de silicone, garantindo que o recipiente fique firme e seguro.

Com a estrutura pronta, começa a parte mais criativa. Cubra a garrafa com um tecido de sua preferência, utilizando retalhos que já estejam disponíveis em casa. Faça o acabamento com cuidado e acrescente lã, enchimento, olhinhos e outros aviamentos para criar o personagem ou formato desejado.

O resultado é uma peça artesanal, útil e cheia de personalidade. Mais do que produzir um objeto decorativo, a atividade nos convida a olhar para os materiais que temos ao nosso redor de uma maneira diferente. Aquilo que seria descartado pode ganhar forma, beleza e uma nova história.

Reutilizar também é criar. Quando transformamos um resíduo em algo útil e afetivo, damos ao material uma nova oportunidade e à criatividade um espaço para florescer.



sábado, 19 de julho de 2014

Transforme vidas com maracas





Maracas Recicladas: Música, Reutilização e Inclusão

Transformar materiais simples e que seriam descartados em instrumentos musicais é uma maneira criativa de aproximar arte, música, sustentabilidade e educação. As maracas recicladas podem ser confeccionadas com diferentes materiais e permitem explorar sons, ritmos, movimentos e possibilidades de expressão, ao mesmo tempo em que despertam o olhar para a reutilização.

Para confeccionar uma maraca, podemos utilizar uma lata, um pedaço de cano, grão-de-bico ou arroz, fita crepe e tinta. Outra possibilidade é aproveitar uma garrafa PET, tampas de garrafa PET e fita adesiva. A escolha dos materiais pode variar de acordo com a disponibilidade e com a proposta da oficina. O importante é garantir que o recipiente esteja bem fechado, evitando que os grãos possam escapar.

Depois de preparar a estrutura, chega o momento de personalizar o instrumento. A pintura e os elementos decorativos permitem que cada participante deixe sua marca na criação. Assim, a maraca deixa de ser apenas um objeto sonoro e passa a representar uma experiência de criação, descoberta e expressão.

Na Oficina Artística e no Projeto Musical com Maracas Recicladas, a atividade pode ser adaptada para diferentes públicos, respeitando os ritmos, as necessidades e as possibilidades de cada participante.

Para crianças com autismo, a previsibilidade pode favorecer a participação. A atividade pode ser apresentada por meio de uma sequência visual, utilizando imagens ou pictogramas que mostrem cada etapa da construção. Antes de começar, uma pequena história social pode explicar o que acontecerá: hoje vamos criar um instrumento musical chamado maraca, vamos escolher os materiais, decorar e depois tocar juntos.

Também é importante observar a quantidade de estímulos presentes no ambiente. Sons muito intensos ou simultâneos podem ser desconfortáveis para algumas crianças, por isso é interessante oferecer um espaço tranquilo para pausas e, quando necessário, recursos que auxiliem no conforto auditivo. Dar possibilidades de escolha, como selecionar o tipo de grão, a decoração ou o ritmo que deseja tocar, contribui para a autonomia e para o envolvimento com a atividade.

No momento musical, ritmos previsíveis e repetitivos podem facilitar a participação. As maracas também podem ser utilizadas como instrumentos de exploração sensorial, permitindo que a criança perceba diferentes intensidades, velocidades e padrões sonoros. Músicas acompanhadas de movimentos simples e repetitivos podem ampliar a experiência, transformando o instrumento em uma ponte entre som, corpo e expressão.

Com idosos que vivem com Alzheimer, a atividade pode assumir outro caminho, valorizando principalmente a memória afetiva, a música e a convivência. É importante trabalhar em um ritmo mais tranquilo, utilizando explicações simples, repetição e uma sequência reduzida de ações. Quando necessário, um cuidador ou voluntário pode acompanhar o participante durante a construção.

A escolha das músicas pode ser especialmente significativa. Canções conhecidas, como boleros, forrós, sertanejo de raiz ou outras músicas que fizeram parte da história dos participantes, podem despertar lembranças e favorecer a comunicação. A maraca passa, então, a ser muito mais do que um instrumento: torna-se um elemento capaz de aproximar passado e presente por meio da música.

Os materiais também podem ser escolhidos considerando o conforto tátil e auditivo de cada participante. Sons muito agudos ou intensos devem ser evitados quando causarem desconforto. A atividade pode ser organizada em poucas etapas, permitindo que cada encontro tenha um objetivo simples e possível de realizar.

Durante a oficina, conversar sobre as cores escolhidas, os sons produzidos, as músicas conhecidas e as lembranças despertadas pela experiência cria oportunidades de estimulação cognitiva e interação social. Uma roda de canções conhecidas, acompanhada pelas maracas confeccionadas pelo próprio grupo, pode transformar o encontro em um momento de participação, alegria e pertencimento.

A força dessa proposta está justamente na sua simplicidade. Uma garrafa PET, algumas tampas, uma lata, alguns grãos e um pouco de criatividade podem se transformar em instrumentos capazes de produzir sons, provocar movimentos e criar encontros.

Quando a reciclagem encontra a arte e a música encontra a inclusão, o material deixa de ser apenas matéria. Ele se transforma em experiência, expressão e memória.

Reutilizar também é criar possibilidades. E quando todos podem participar, a música se transforma em uma linguagem de pertencimento.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Porta lápis feito de lata de leite




Uma simples lata de leite pode ganhar uma nova função e se transformar em um porta-lápis bonito, útil e criativo. Reaproveitar esse tipo de embalagem é uma maneira de reduzir o descarte e, ao mesmo tempo, criar objetos que podem fazer parte da organização da casa, da escola ou do espaço de trabalho.

Para confeccionar o porta-lápis, você vai precisar de uma lata de leite e folhas de EVA. Antes de iniciar, lave bem a lata, retire qualquer resíduo e certifique-se de que não existam partes cortantes. Em seguida, cubra toda a parte externa com EVA, escolhendo as cores e os detalhes de acordo com a sua criatividade. É possível criar personagens, flores, animais, formas geométricas ou simplesmente uma decoração colorida.

O resultado é um organizador simples e funcional, feito a partir de um material que poderia ser descartado. A atividade também pode ser realizada com crianças, transformando a reutilização em uma experiência de criação e aprendizagem.

Quando transformamos uma embalagem em um novo objeto, não estamos apenas reutilizando um material. Estamos aprendendo que a criatividade pode dar novos sentidos àquilo que seria descartado.


Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...