*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.

terça-feira, 16 de abril de 2024

A palavra sustentável vem do latim (sustentare) e significa:

- conservar

- sustentar

- apoiar

- cuidar

E cuidar é prevenir.

Prevenção é a tradução do amor em forma de cuidado.

Então vamos cuidar bem do lugar onde vivemos, do nosso corpo, da nossa casa e do mundo.

Trazer atitudes sustentáveis para o cotidiano demanda apenas algumas novas escolhas que fazem parte de um caminho mais consciente.

São pequenas ações do dia a dia que, somadas, promovem revoluções positivas individuais e coletivas.

Por menor que seja, qualquer cuidado significa muito, desde providenciar que as embalagens que vão para o lixo seco estejam limpas para aumentar a chance de reciclagem até optar por usar menos sacolas do supermercado ou criar o hábito de ir às compras com sua ecobag.

A partir daí, você pode ir adquirindo novos hábitos, dando um passo de cada vez e reduzindo seu impacto no meio ambiente.

Segue abaixo,10 atitudes sustentáveis para quem quer fazer sua parte.

São algumas provocações, mas você não precisa mudar radicalmente seu estilo de vida.

A dica aqui é repensar suas ações e adotar os hábitos sustentáveis que cabem na sua realidade.

1 - Observe o seu lixo

Prestar atenção no lixo é tomar consciência que não deve jogar em qualquer lugar.

Adote medidas para aumentar o reuso do lixo produzido em casa.

E isso passa pela separação correta:

- com um recipiente para o orgânico (com potencial para virar adubo),

- outro para o que não tem jeito e vai para aterros (como papel higiênico usado)

- e outros para os recicláveis (cuidando para que estejam limpos e secos).

Além de aumentar as chances de seu lixo se tornar algo útil, também facilita muito a vida das pessoas que trabalham na separação de resíduos.

Se possível, também torne mais compacta as embalagens descartadas para que os caminhões de lixo façam menos viagens, gastando menos combustível.

2 - Evite os descartáveis

Criados para dar praticidade, os produtos descartáveis acabaram sendo usados em grande escala.

Se você ou seus filhos gostam de canudos, há opções reutilizáveis de aço, silicone, casca de coco e também de plástico rígido.

Em casa, um bom filtro de água é uma opção para reduzir o uso de garrafas plásticas.

3 - Se for perto, vá a pé

Andar a pé faz bem para a sua saúde e para o meio ambiente.

Os motores dos veículos são grandes poluidores do ar.

Se alguém duvidava, teve sua teoria derrubada ao ver as imagens (amplamente divulgadas nas redes sociais) do ar limpinho em grandes cidades como São Paulo durante os períodos de confinamento ocasionados pela pandemia.

4 - Economize água

Embora o Brasil tenha abundância de água, não é um recurso infinito.

Economize água tomando banhos curtos, limpando a louça com a torneira desligada e lavando roupa na opção modo econômico da máquina.

5 - Economize energia elétrica

Permita que o sol entre e aproveite a luz natural.

Durante o dia, desligue a luz e abra as janelas.

E deixe para ligar a iluminação artificial apenas durante a noite.

Na hora de comprar lâmpadas, existem opções que duram muito mais e economizam energia elétrica.

6 - Energia renovável vale o investimento

Essa medida não é tão simples, mas investir em um sistema de energia renovável vale a pena.

Além de a economia na conta de luz pagar o investimento em poucos anos e valorizar o imóvel, a instalação de painéis solares para gerar a própria energia é uma medida totalmente sustentável por um planeta mais limpo.

7 - Faça compostagem

Entre as atitudes sustentáveis está a compostagem.

É possível transformar cascas de frutas e outros restos de alimentos em adubo para nutrir as plantas da casa.

E inserir as crianças nessa atividade é super educativo para desenvolver a consciência ecológica nos pequenos.

Existem composteiras de vários tamanhos e adequadas até para quem mora em apartamento.

8 - Experimente opções sustentáveis

Na hora de optar pelos produtos de consumo, nem sempre é possível eliminar, por exemplo, o plástico, mas dá para optar por aqueles com maiores chances de reciclagem.

Quanto mais mistura de tipos de plástico tiver no mesmo produto, mais difícil e custoso é reaproveitar esse material.

Comprar grãos a granel é outra opção para levar menos lixo para casa.

Potes de vidro e prendedores de roupas de madeira são opções que substituem o plástico.

9 - Planeje as aquisições

Ir às compras com absoluta consciência do que você precisa é importante para a saúde do planeta e do seu bolso também.

Em caso de dúvidas, responda honestamente às seis perguntas do consumo consciente:

- por que comprar,

- o que comprar,

- como comprar,

- de quem comprar,

- como usar e como descartar.

Se ficar inseguro em alguma resposta, é melhor repensar a aquisição.

Antes de ir ao mercado, avalie o que ainda tem na geladeira e nos armários e faça uma lista pensando na sua rotina. Além disso, não ceda aos impulsos das promoções, confira a validade dos produtos e escolha embalagens ideais para sua necessidade. Essas ações vão auxiliar no desperdício de alimentos.

10 - Use produtos de limpeza menos poluentes

Muitos produtos de limpeza são repletos de substâncias nocivas que acabam caindo na rede de esgoto e gerando contaminação.

Atualmente existem os produtos biodegradáveis, que são uma opção. as também é possível usar desinfetantes naturais que podem ser preparados em casa.

Uma mistura de água, álcool de limpeza, sabão de coco ralado e folhas de eucalipto, por exemplo, é totalmente natural e muito eficiente na limpeza.

Outra opção é misturar vinagre com bicarbonato para limpezas mais difíceis.



É através de pequenas atitudes que cada um de nós contribui para o progresso de um mundo melhor.

Nunca é demais relembrar…

Atitudes sustentáveis:

1ª Metade do lixo de cada casa pode ser reciclado e reutilizado, portanto, na menor das hipóteses apenas separe seu lixo.

2ª Deixar de comprar lâmpadas de filamento (lâmpada amarela) e começar a utilizar lâmpadas de LED ou florescentes, além dessas lâmpadas gastarem menos, a durabilidade é bem maior.

3ª Fechar a tampa da panela quando está cozinhando, além de cozinhar mais rápido sua comida, economiza gás.

4ª Abrir a geladeira apenas quando souber o que quer e evitar manter aberta.

5ª Faça a compostagem, além de ser fácil a transformação de resíduos sólidos em adubo ajudam demais o meio ambiente.

6ª Ande com transporte público.

7ª Se tiver carro, ofereça caronas ou intercale os dias de carro com seus colegas de universidade ou de trabalho.

8ª Evite deixar lâmpadas acesas quando não estiver no local.

9ª Feche a torneira enquanto escova os dentes.

10ª Utilize o verso das folhas de papel.


FAÇA VOCÊ MESMO A DIFERENÇA!



Ecobag Brincadeira Sustentável
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Tamanhos: P, M e G

segunda-feira, 8 de abril de 2024

A IMPORTÂNCIA DO BRINQUEDO COMO FERRAMENTA DE ENSINO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

 Este trabalho mostra a importância que o brinquedo tem na vida da criança e dos cuidados com a segurança que o professor deve ter ao lidar com eles. Quando se fala sobre brinquedos, fica claro que os mesmos estimulam o desenvolvimento das áreas: física, psíquica, social, da linguagem e cognitiva da criança. Devido a esta importância, o professor deve utilizá-los como ferramenta de ensino no seu cotidiano em sala de aula. Porém, é necessário que o educador saiba como utilizá-lo adequadamente de acordo com cada faixa etária e a forma de cuidar, evitando acidentes. Portanto, deve-se levar em consideração, ao fazer a escolha de um brinquedo, suas utilidades e riscos. 

O brinquedo é um instrumento importante para o professor utilizar em sala de aula para auxiliar como complemento na aprendizagem das crianças, desde que a sua utilização seja feita da maneira correta.

Para compreender melhor o desenvolvimento da criança, deve-se analisar como ela brinca e se está realmente interagindo com o meio. O brinquedo é essencial na vida dela e, portanto, fundamental ao professor em suas avaliações na educação infantil. Existem, neste artigo, discussões sobre o brinquedo, o que ele é, para que ele serve, bem como quais são os perigos na manipulação da criança com os brinquedos e, além disso, os alertas para o professor e a importância deste material na aprendizagem dentro da escola. Desta forma, o objetivo é o de buscar uma reflexão mostrando a importância do brinquedo como ferramenta de ensino-aprendizagem no desenvolvimento da criança e as possíveis formas de utilização segura dos mesmos. 

O que nem todos sabem, é que a brincadeira na vida das crianças é fundamental na sua educação, pois ela fará parte na formação, física e mental delas. O tempo disponível para a brincadeira deve acontecer todos os dias e o seu lazer na escola terá um planejamento diferenciado. 

Toda a criança tem direito a brincar, e serão citados os passos para o professor se instruir, e saber se seu espaço de trabalho corresponde ao que é necessário dentro de uma escola. Quando é definido o universo lúdico, os jogos e o brinquedo aparecem como itens importantes, ou seja, em um planejamento escolar na educação infantil os brinquedos e os jogos sempre devem estar em destaque. A metodologia da pesquisa foi realizada a partir do levantamento de referências especializadas sobre o tema, através de pesquisa em sites de internet, revistas científicas e livros. 

Porém, é valido deixar claro que as crianças precisam de outros fatores para que se desenvolva nelas o carinho, a atenção e até mesmo as atividades corretivas, pois estas ajudaram na formação de sua personalidade, mostrando a elas que existem regras e que estas devem ser cumpridas. 

A presente pesquisa procura mostrar a importância dos brinquedos na aprendizagem das crianças e também dos cuidados necessários quanto à segurança das crianças mediante aos brinquedos, já que estes também podem se tornar perigosos se o professor não realizar algumas ações para garantir a segurança durante as brincadeiras.


O BRINCAR E A CRIANÇA 

O ato de brincar é muito sério, pois é no brincar que as crianças fazem a construção dos conhecimentos e das habilidades para a aprendizagem, além da linguagem e dos valores sociais. Mesmo com todas as teorias do desenvolvimento e da aprendizagem que afirmam a importância do brincar, na prática profissional ainda se encontram idéias e práticas que reduzem o ato de brincar a uma atividade sem importância dentro do dia-a-dia escolar.

A educação infantil trata os cuidados das crianças até cinco anos que estão inseridas no sistema educacional, e que devem estar atendendo com o objetivo de preparar as crianças para a entrada no ensino fundamental. Segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (MEC/SEF, 1998, p.64) as atividades que devem ser trabalhadas de maneira que possam estar desenvolvendo as seguintes capacidades nas crianças: 

• desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança emsuas capacidades e percepção de suas limitações; 

• descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar; 

• estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua autoestima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social; 

• estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração; 

• observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação; 

• brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; 

• utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva; 

• conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade.

Para conseguir promover tais habilidades nas crianças inseridas na educação infantil, faz-se necessário que os docentes realizem atividades que permitem às crianças desenvolverem suas potencialidades no contexto de aprendizagem. 

Dentre estas atividades na educação infantil, a ludicidade é importante, tanto que é citadanas Diretrizes Curriculares Nacionais através do artigo 3°, inciso I, alínea c e dizendo o seguinte: 

1-As propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil devem respeitar os seguintes fundamentos norteadores: 

c) “os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e de manifestações artísticas e culturais”.

As brincadeiras, os jogos e os brinquedos, são recursos importantes para estimular o desenvolvimento infantil, em todos os seus aspectos: social, físico/motor, moral, cognitivo e da linguagem. É através destas atividades que o professor irá conduzir o processo de aprendizagem das crianças, já que nesta faixa etária, o brincar é a tarefa principal para aprender a lidar com o seu mundo e o seu corpo. 

Porém, ao falar do lúdico na educação básica e das garantias previstas nos documentos oficiais do Ministério da Educação, não se tem em todas as instituições a aplicação e a utilização adequada destes instrumentos pedagógicos, já que a proposta da ludicidade no contexto de ensino/aprendizagem é algo que ainda está por se implantar de maneira efetiva.

Sabe-se que ainda há a resistência pela utilização das brincadeiras e tambéma utilização inadequada por parte dos docentes na educação básica e até no ensino fundamental, nas primeiras séries. 

Desta maneira o educador precisa lembrar quais são os verdadeiros objetivos da educação infantil. E estes objetivos têm que acompanhar o desenvolvimento da criança, tendo que respeitar o tempo que isto ocorre. Os objetivos são divididos comrelação a três pontos, de acordo com KAMII (1998): 

1. Em relação aos professores: que as crianças possam ser autônomas e através das brincadeiras que a autoridade do adulto seja reduzida ao Maximo possível, já que neste momento todos independente da sua idade passa a ser criança. 

2. Em relação aos companheiros: que as crianças aprendam a compartilhar e a se colocar no lugar do próximo que ela saiba qual e o momento de ouvir e de ser ouvida. Desta forma ela aprende a respeitar a si e aos outros. 

3. Em relação ao aprendizado: que as crianças fossem alertas, curiosas, critica e confiantes na sua capacidade de imaginar coisas e dizer o que realmente pensam. E também que elas tivessem iniciativa, elaborassem ideias perguntas e problemas interessantes e relacionassem as coisas umas as outras. 

A partir do que foi exposto a autora identifica três condições em que a brincadeira ou a atividade lúdica auxilia no processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança. Para tanto, a criança consegue se desenvolver de uma maneira agradável e satisfatória para que, posteriormente, tenha controle de seus atos e saiba conviver dento de uma sociedade. 

Desta forma, a criança, para ter um bom desenvolvimento, deve receber todos os cuidados acima citados, além de ser um indivíduo em constante evolução e único. Deve evitar fazer comparações entre as crianças ou exigir delas o que ainda não são capazes de fazer. Para melhor compreender estes aspectos é importante ater-se as fases do desenvolvimento infantil e os brinquedos e/ou brincadeiras adequados para cada uma das etapas.

Para assegurar que haja cuidados com as crianças e para que sejam evitados problemas como maus tratos, ou mesmo violências, foram instituídas vários documentos internacionais e nacionais, para garantirem os direitos das crianças emter uma vida saudável e digna.

DIREITOS DAS CRIANÇAS: DOCUMENTOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

Os direitos das crianças surgem no século XX para garantir a estas condições de se desenvolverem plenamente, sendo necessários alguns cuidados para que as mesmas venham a serem futuros cidadãos. 

Dentre os muitos documentos serão citados: a Declaração Universal dos Direitos da Criança (ONU), da Associação Internacional pelo Direito da Criança Brincar (IPA), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

A Declaração Universal dos Direitos da Criança (1959) cita que: 

“A criança deve ter todas as possibilidades de entregar- se aos jogos e as atividades recreativas, que devem ser orientada para os fins visados pela educação, à sociedade e os poderes públicos devem esforçar – se por favorecer o gozo deste direito.” 

O objetivo da declaração é fazer com que as crianças tenham possibilidade de se interagir com o meio em que vive e facilitar o seu desenvolvimento com outras pessoas para que possa ter liberdade de participar dos jogos dirigidos a ela e também para que ela possa saber conviver dentro de uma sociedade sabendo quais são os seus deveres e os seus direitos podendo, então, se tornar cidadãos conscientes de seus atos. 

Associação Internacional pelo Direito da Criança Brincar – IPA, 1979 (Malta), 1982 (Viena), 1989 (Barcelona), possui os seguintes princípios norteadores: 

Saúde: Brincar é essencial para saúde física e mental das crianças; Educação: Brincar faz parte do processo da formação educativa do ser humano; Bem estar - ação social: O brincar é fundamental para a vida familiar e comunitária; Lazer no tempo livre: A criança precisa de tempo para brincar em seu tempo de lazer.

A importância do brincar, segundo a IPA, é de que mantém a saúde física e mental das crianças, além de proporcionar o seu desenvolvimento e aprendizagem. 

Sendo assim, é necessária à conscientização, inclusive dos pais ou responsáveis para que eles, juntamente com os profissionais qualificados, saibampropor, de maneira adequada, o lúdico na vida da criança. 

O brincar é uma atividade que promove o bem estar da criança ou de quem a realiza, permite para todos os participantes o desenvolvimento de habilidades sociais, cognitivas, psicomotoras, emocionais e ao mesmo tempo, proporciona o desenvolvimento da resiliência, que é a capacidade de superar das dificuldades encontradas no cotidiano. 

Ao estudar o papel do lúdico, tem-se claro a necessidade de estar repassando para as educadoras do ensino básico as informações que lhes permitamestar realizando com as crianças as brincadeiras e jogos. 

Os aspectos emocional e social são estimulados ao brincar, o que sem dúvida irá contribuir para os professores na facilitação da socialização das crianças e também do equilíbrio emocional.

O QUE É BRINQUEDO?

Tanto os brinquedos estruturados como os não-estruturados, devem estar ao alcance da criança, já que estes desenvolverão suas diferentes habilidades.

No contexto de sala de aula, devem ser utilizados os dois tipos de brinquedos e o professor, que é o condutor do saber, deverá planejar atividades onde as crianças tenham condições de construir os seus brinquedos. 

As crianças, ao construir os seus próprios brinquedos, estarão tambémdesenvolvendo a criatividade e também novas formas de regras, jogos.

O QUE SÃO O BRINCAR E A BRINCADEIRA?

O brincar é uma característica primordial na vida das crianças e trás para as mesmas o seu desenvolvimento. 

Sendo assim, fica claro que o brincar para a criança não é uma questão apenas de pura diversão, mas também de educação, socialização, construção e pleno desenvolvimento de suas potencialidades. 

Sabendo desta realidade percebe - se que ainda há falta de informação aos educadores e aos pais que para que estes tenham como base a necessidade da criança brincar.

As brincadeiras são verdadeiras oportunidades para se desenvolverem condições para o desenvolvimento global das crianças e inclusive a socialização entre as crianças pequenas e também o começo da aprendizagem das regras grupais e sociais.

O QUE É O JOGO?

O jogo é uma ação lúdica que envolve uma situação estruturada pelo próprio tipo do material, ou seja, se o jogo for de xadrez o mesmo tem regras próprias que precisam ser seguidas. Se o jogo for o de basquete o individuo ou a criança precisa seguir as regras do basquete e assim por diante. 

O jogo é uma ação que permite aos jogadores a desenvolverem várias habilidades e ao mesmo tempo, realizar a socialização e trocas de informações e possibilidades de regras/normas de um jogo.

CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA DOS BRINQUEDOS

São necessários alguns cuidados ao escolher os brinquedos para as crianças. Tais medidas auxiliam pais, professores e responsáveis a utilizarem ações que permitam diminuir os perigos da utilização e brinquedos inadequados pelas crianças.

Deve-se ter em mente os seguintes quesitos básicos:

A – Importância: É necessário levar em consideração que um bom brinquedo não é o mais lindo e nem o mais caro, sendo assim um bom brinquedo é o que convida a criança a brincar, é o que desafia seu pensamento, é o que mobiliza sua percepção, é o que proporciona experiências e descobertas e o que trás a alegria e a satisfação de estar com o mesmo e alemdisso faz desenvolver o seu imaginário. 

B - Faixa Etária: O brinquedo deve ser adequado à criança, considerando a sua idade e o seu desenvolvimento. 

C – Faz de Conta: O brinquedo deve estimular a criatividade e a imaginação. O mais importante é que muitas vezes isto pode ser feito com pequenos objetos como um pregador que se transforma em um avião ou um pedaço de pau que vira uma espada. 

D – Versatilidade: O brinquedo que pode ser utilizado de várias maneiras é um convite à exploração e a criatividade.

A aquisição de um novo brinquedo para as crianças brincarem e ter ummínimo de segurança é importante que sejam seguidos às orientações acima. As pessoas que irão fazer a compra dos brinquedos precisam ter um mínimo de conhecimento sobre o desenvolvimento das crianças e ter claro o que pretende estimular nas crianças.

Os brinquedos infantis, mesmo os mais simples, podem ser instrumentos riquíssimos para proporcionar situações de aprendizagem e momentos inesquecíveis para as crianças, mas devem ter cuidados na escolha.

SEGURANÇA DOS BRINQUEDOS: ALGUNS CUIDADOS 

Quando se fala em segurança dos brinquedos é importante que se tenhamalguns cuidados para a aquisição e utilização dos mesmos. 

Brinquedo é um tipo de treinamento divertido para a criança, através dele é que ela começa a aprender, conhecer e compreender o mundo que a rodeia. 

Existem brinquedos para todas as faixas etárias. Não adianta forçar a natureza. Quanto mais adequado à idade da criança, mais útil ele é. Se o brinquedo puder ser utilizado em várias idades acompanhando o desenvolvimento, melhor ainda. 

Brinquedos que servem para adultos brincarem e crianças assistirem não são estimulantes. Pelo contrário: habituam a criança a ser um mero espectador. 

Bom brinquedo estimula a imaginação e desenvolve a criatividade. Brinquedos que ensinam apenas a repetir mecanicamente o que os outros fazem são prejudiciais, irritantes e monótonos. 

Criança gosta de brinquedos que possibilitem ação e movimento, com isso, aprende a coordenar olhos, mãos e o corpo, garantindo com naturalidade e prazer uma maior saúde física e mental no futuro. 

Brinquedo sério é aquele que educa a criança para uma vida saudável, livre, solidária, onde o companheirismo e a amizade sejam os pilares básicos. 

Evite tudo o que condiciona a padrões discutíveis como a discriminação sexual, racial, religiosa e social. Afaste brincadeiras que incentiva a vitória a qualquer custo, a esperteza fora das regras, à conquista de lucro ilegal, a compra ou venda através de meios desonestos.

Sendo assim, é preciso ter cuidado com os vendedores ambulantes, pois vendem muitos brinquedos que não têm garantia de qualidade e segurança para as crianças. Desta forma é necessário prestar muita atenção nos riscos possíveis. 

Os produtos que não apresentam o selo de certificação de qualidade não foram testados quanto aos riscos que podem oferecer as crianças, podendo ocasionar sérios acidentes como intoxicação, choques elétricos e perfurações, ou serem prejudiciais à saúde, causando alergias, por exemplo. O brinquedo, que tem a finalidade de entreter, pode se transformar em uma arma e causar sérios danos à criança. 

Para evitar imprevistos, os pais devem estar atentos a algumas regras de segurança antes de oferecer alguns objetos aos pequenos. 

Os princípios básicos, segundo Harada et al (apud BRÊTAS, 2006, p.223) são: seleção, supervisão, manutenção e armazenamento:

- Seleção: é importante seguir as orientações preconizadas pelo fabricante e avaliar a qualidade do brinquedo. No momento da compra, considere a idade, as habilidades, a capacidade e o interesse da criança. 

- Supervisão: mesmo em espaços projetados para brincadeiras, as crianças necessitam estar sob supervisão constante de um adulto, pois sua curiosidade inata pode colocá-la em situação de perigo. 

- Manutenção: é importante escolher brinquedos projetados e fabricados com superfícies e dimensões que facilitam sua limpeza. 

- Armazenamento: a manutenção dos brinquedos deve ser partilhada desde cedo com a criança para que ela desenvolva o senso de responsabilidade pelo que lhe pertence. 

Os brinquedos infantis devem seguir, cada vez mais, as regras de segurança. Mediante do contexto atual, no qual os pais preferem comprar muitos brinquedos para as crianças ficarem quietas sem ficarem solicitando a atenção constantemente, é importante, que os mesmos comecem a pensar na questão da segurança dos brinquedos, já que estes também apresentam perigo se forem utilizados de qualquer maneira.

Sobre a questão dos brinquedos nas diversas faixas etárias das crianças, citam-se abaixo algumas sugestões para a utilização dos mesmos: 

De 0 a 3 anos: desde os primeiros dias de vida a criança já brincaatravés das primeiras caretas feitas pelos pais, com os mobílies, chocalhos, pelúcias, entre outros, devemos cuidar do manuseio desses brinquedos para que não haja acidentes isto pode ser feito através da observação também é necessário estar atentoao ambiente em que acriança se encontra verificandose não há objetos possa colocar a boca, pois esta fase é caracterizada por ser oral já que tudo é posto na boca. Uma das melhores maneiras de prevenção é auxiliando e ensinando a criança como utilizar o objeto. 

Dos 4 aos 9 anos: Esta é a fase em que a locomoção esta se garantindo, querem novas aventuras, logo gostam de bicicletas, skates, patins, etc. Assim, os adultos precisam mostrar as regras para evitar acidentes. Outro fator presente é o de os jogos de faz-de-conta, através das representações do que vivenciam, os livros devem estar sempre presentes, mas para fazer com que a criança se interesse é necessário que os pais ou professores conheçam a história antes de as lerem para as crianças, pois as mesmas percebem quando um ser humano está inseguro. 

Dos 9 aos 14 anos: já nesta fase os brinquedos eletrônicos sobressaem mais que os outros, mas também temos jogos de tabuleiros, de mesa, etc. Ainda nesta fase é necessário que os pais orientem seus filhos sobre o manuseio e tambémverifiquem a faixa etária para não fornecer as crianças ou adolescente algo que prejudiquem os mesmos futuramente. Um bom exemplo para realizar esta verificação é em relação os jogos violentose aos sites de internet.

Vale lembrar, conforme Oliveira Filho (apud ABC DA SAUDE, 2012), que: 

“Os jogos eletrônicos são adequados para todas as idades. As preocupações com estes brinquedos se restringem à adequação do tema, à capacidade crítica da criança e ao tempo despendido sematividade física pela criança”.

Desta forma, é necessário que os pais dividam o tempo da criança e criem umobjetivo prévio em relação ao que ele quer que a criança desenvolva para depois realizar as brincadeiras. 

Assim, com as pesquisas realizadas, os adultos responsáveis pelas crianças, não devem agir por impulso ao comprar os brinquedos, lembrando que cada idade tem suas limitações, como orientadores, respeitar a capacidade de cada uma e fornecer divertimentos a todas.


segunda-feira, 1 de abril de 2024

O desenvolvimento da coordenação através do recorte

Quando devidamente acompanhados, os pequenos podem conquistar benefícios além dos exercícios com tesoura, vejam quais são eles:
– Trabalhando o tônus muscular: a coordenação motora vai bem além das atividades de desenho e dos cadernos caligrafia. O uso da tesoura é ideal para induzir a prática de atividades diferentes, o que estimula completamente o tônus do músculo dos pequenos.
– Melhorando a escrita dos pequenos: há que se considerar que a letra é um ato motor. Como tal, toda criança precisa treinar a escrita para ter bons resultados na hora de se expressar no papel.
– Otimizando a força das crianças: se o pequeno demonstra muita força, você precisa estimular a habilidade que trabalhe com menos pressão. Agora, caso ela mostre ter menos força, o trabalho deve ser o contrário: fazer com que ele trabalhe com mais força nas mãos.
O uso da tesoura permite que essas situações sejam desempenhadas com mais facilidade ao longo da prática.
Quais atividades estimulam o uso da tesoura na escola?
É importante salientar que existem tarefas ideais para cada etapa da criança na escola. Vejam quais são elas:
-Aprendendo a recortar

Importante ressaltar que nessa fase a criança ainda está incipiente na prática. Sendo assim, a melhor maneira é começar do zero. Induza o pequeno a fazer movimentos de abrir e fechar a tesoura para que ele possa cortar o material. O próximo passo é observar seu progresso para que, logo depois, algumas linhas (mais largas) sejam traçadas no papel para que essa etapa seja treinada.
– Utilizando outros suportes para aprimorar a coordenação
Quando a criança passa a desempenhar o uso da tesoura em outros suportes (massinhas, por exemplo), a musculatura de suas mãos passa a ser desenvolvida. Isso favorece o emprego de uma força considerável. A presença de um adulto é importante para acompanhar o pequeno em suas possíveis dificuldades ou na iminência do baixinho colocar a massinha na boca.
– Seguindo as linhas com o uso da tesoura

Essa etapa requer maior domínio da criança, pois a partir de agora as linhas estão bem traçadas e o objetivo é fazer o pequeno tentar segui-las ao máximo. Vale lembrar que somente com muito treinamento é que o recorte será aperfeiçoado. Então, a dica é não cobrar da criança, mas auxiliá-la.
– Definindo formas com os recortes

Aqui o pequeno exercitará o domínio de sua lateralidade mais pleno, pois ele terá que utilizar suas duas mãos: uma recorta e a outra dá movimento ao papel para atingir o objetivo. Recortar círculos, por exemplo, é uma boa pedida.
O que fazer para reforçar a didática com os pequenos?
Existem formas de enriquecer ainda mais o conhecimento de educadores para a aplicação de atividades às crianças: cursos que podem ser feitos em casa através de materiais ricos e bastante interessantes. Nunca é demais aprender novas técnicas.


quinta-feira, 21 de março de 2024

Quais são os 5 impactos ambientais?

 

Poluição do ar, desmatamento, extinção de espécies, degradação do solo e superpopulação representam grandes ameaças, que devem ser resolvidas para que o planeta continue sendo um lar para todas as espécies.


1 Poluição do ar

Pode ser causada por fatores antrópicos ou por fatores naturais. Suas causas antrópicas são principalmente a queima de combustíveis fósseis, a produção industrial e geração de energia por usinas. Já suas causas naturais são as erupções vulcânicas, as queimadas naturais, os animais e a decomposição da matéria orgânica.



2 Desmatamento

O que é desmatamento? O desmatamento é a remoção da vegetação nativa de uma área, causado principalmente pela atuação humana para atividades produtivas como: agricultura, pecuária, exploração madeireira, mineração e infraestrutura e urbana.


3 Extinção de espécies

As principais causas são a caça e a pesca, destruição de habitats naturais, poluição e mudanças climáticas. A poluição é um dos principais pilares da destruição de habitats naturais, devido ao descarte inadequado de lixos em matas, rios, lagoas e mares.  


4 Degradação do solo

O que é degradação do solo? O processo do solo está ligado à destruição do mesmo. Um solo nessas condições pode sofrer com a perda de nutrientes e também de sua estrutura. Além disso, acaba ficando mais propenso à salinização, bem como, a redução da sua matéria orgânica e permeabilidade.


5 Superpopulação

Superpopulação significa a existência de um número de pessoas muito maior do que a capacidade de suprimentos contidos na natureza, desse modo, os recursos indispensáveis para a sobrevivência humana não seria suficiente.
E o implacável crescimento da população está levando ao aquecimento global e a extinção em massa.



Alfred Heineken criou uma garrafa que também poderia funcionar como um tijolo para construir casas em Países pobres, 1963.

 Sarcasmo do capitalismo/consumismo desenfreado! 

Na realidade, garrafas de vidro não são tijolos 🧱!







terça-feira, 19 de março de 2024

quarta-feira, 13 de março de 2024

Sustentabilidade na educação infantil vai além de apenas ensinar sobre o meio ambiente:

É sobre cultivar valores e hábitos que acompanharão as crianças ao longo da vida.

Ao explorar atividades lúdicas, proporcionar experiências ao ar livre e modelar comportamentos sustentáveis, os educadores e pais tem a oportunidade de moldar um futuro mais sustentável.


A consciência ambiental desenvolvida desde a infância tem impactos significativos no comportamento das crianças. Ao entender a importância da sustentabilidade, elas se transformam em cidadãos mais conscientes, responsáveis e dedicados à preservação do meio ambiente.

Dessa forma, a sustentabilidade na educação infantil é um investimento no futuro do nosso planeta e de nossas crianças. Isso porque, ao ensiná-las a cuidar da natureza e adotar práticas sustentáveis, estamos construindo uma sociedade mais consciente,


O foco deste plano de ação é propor uma maneira que possibilite trabalhar temas relacionados à Educação Ambiental na Educação Infantil de forma lúdica, a fim de despertar o interesse pelo conteúdo a ser ministrado e auxiliar o processo de construção de conhecimento.

Seu desenvolvimento tomou por base a observação em várias escolas, onde é comum, no horário do recreio, as crianças dispensarem uma merenda escolar saudável, preferindo um "alimento pronto", industrializado, que via de regra, além de ser menos saudável, tem embalagens a serem descartadas. Esse alimento, ou é trazido de casa ou comprado na cantina escolar.

O estudo buscará uma maneira lúdica de tratar de temas de Educação Ambiental na Educação Infantil, como alimentação e produção de lixo, tomando como referência as vivências nos ambientes escolares e domésticos das crianças com o intuito de propiciar a sua sensibilização em relação aos assuntos abordados, por meio de um jogo pedagógico.

Com base em pesquisas bibliográficas e observações do cotidiano escolar, propõe-se um jogo de trilha que subsidie o professor de Educação Infantil (faixa etária de 4 anos) a abordar os temas consumo de lixo como consequência da escolha dos alimentos que consomem. O jogo, que pode servir de apoio a atividades do professor de Educação Infantil, não será aplicado durante o processo do desenvolvimento do trabalho. Será disponibilizado para que ele possa utilizá-lo para diagnosticar os hábitos das crianças em relação a esses temas, ou avaliar os conteúdos já trabalhados, servindo como base para aulas ou atividades posteriores.

- Nosso planeta é o patrimônio natural mais precioso que existe para nós seres vivos. Por isso devemos cuidar deles para que possamos sobreviver e garantir a propagação das espécies. Cada vez mais temos notícias ou até mesmo vivenciamos que a natureza envia sinais de que o planeta pede ajuda.

- A criança deve ser educada de modo a entender e sentir que o planeta é seu lar e que faz parte dele. A grande importância da Educação Ambiental é tornar para essas futuras gerações o ato de conservação do patrimônio natural, a fim de obter um ambiente mais saudável e harmônico para todos os seres que nele habitam e um equilíbrio na vida do planeta. É necessário que todos que dele fazem parte sejam respeitados.

- A população mundial cresce cada vez mais, consequentemente, cresce a utilização e escassez dos recursos da natureza para produzir o que o homem "necessita" para "sobreviver", exemplo: alimentação, moradia, água, energia, etc. Porém, a forma como são utilizados polui o meio ambiente e os restos desta produção que não lhe são úteis, o lixo, tem como destino sua própria origem: a natureza. Nosso planeta é único e vem sendo devastado continuamente.

- Educação Ambiental é um meio para informar e refletir as ações do homem sobre o ambiente, a partir das ocupações que realiza no espaço por meio de sua cultura, ao longo dos tempos.

- A disciplina Ambiente, Sociedade e Cultura, especificamente, nos leva a refletir sobre a relação que o homem tem com a natureza, utilizando de seus recursos para serví-lo. Devemos deixar de lado esta visão antropocêntrica, pois fazemos parte da natureza. Precisamos aprender a nos desenvolver sem comprometer a existência das espécies, incluindo a nós mesmos.

- Precisamos encontra ferramentas para trabalhar com as crianças pequenas, de uma forma prazerosa, porém séria. Lúdica, mas que possibilitem praticar ações positivasem relação à conservação do meio ambiente, pelo fato de o ato de brincar estar intimamente ligado à infância.

- Desta maneira, as crianças tem uma melhor apreensão de conteúdos, informações, etc. Um exemplo, quando se trabalha com crianças com dificuldades de aprendizagem e são utilizados recursos pedagógicos confeccionados por elas próprias, o rendimento da turma é bem significativo. Certa vez, alunos "construíram" uma TV de papelão, onde eles giravam uns rolinhos e estes passavam  figuras e um pequeno texto a cada figura passada, para que eles pudessem ler. Este foi um incentivo e, com o passar do tempo, aqueles que antes se recusavam a ler, apesar das dificuldades começaram mesmo que timidamente a ler.

- Há outros exemplos, em outras turmas, como introdução de horas, com relógio de papelão grande, no qual os alunos marcavam as horas, igual às horas reais do relógio da escola, e fixaram melhor o conteúdo. Além de jogos da memória, desafios, trilhas, bingos, etc, onde se interessaram mais e auxiliaram na aprendizagem.

- As crianças podem se tornar agentes multiplicadores de tais ações.


APRESENTANDO O PROJETO

Contemporaneamente, faz-se necessário pensar em projetos de preservação do “patrimônio ambiental”, pelo crescente esgotamento de seus recursos e pela sobrevivência da vida no planeta (inclusive humana). É preciso entender tais dificuldades e buscar soluções a partir dos nossos locais de convivência. 

A grande importância da Educação Ambiental é tornar para as futuras gerações o ato de conservação do patrimônio natural algo corriqueiro (o que não ocorreu em geração passadas), a fim de obter um ambiente mais saudável e harmônico para todos os seres que nele habitam e um equilíbrio na vida do planeta. É necessário que todos que dele fazem parte sejam respeitados. 

A realização deste projeto será um subsídio para tratar da ludicidade como uma forma de abordar a Educação Ambiental na Escola de Educação Infantil, pois a princípio parece difícil aproximar crianças pequenas de práticas ambientas que é “coisa de gente grande”. 

A escolha temática relacionada à Educação Infantil deve-se ao fato de ser esta a faixa etária que mais replica o que aprende. Espera-se proporcionar uma forma prazerosa, porém séria; lúdica, que possa tornar as crianças capazes de praticar ações positivas em relação à conservação do meio ambiente, pelo fato de o ato de brincar estar intimamente ligado à infância, pois desta maneira as elas têm uma melhor apreensão de conteúdos, informações e interesse pela temática a ser trabalhada.

PESQUISA 

- Como tratar da temática da Educação Ambiental na Escola de Educação Infantil de forma lúdica, tomando como referência as vivências dos alunos nos ambientes escolar e doméstico? 

- A ludicidade pode ajudar o aluno de Educação Infantil a desenvolver atitudes de preservação do ambiente?

OBJETIVO

- Utilizar o lúdico como ferramenta de subsídio no ensino da Educação Ambiental na Educação Infantil, por meio de um jogo sobre o tema.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

- Despertar o interesse nas crianças da Educação Infantil, na faixa etária de quatro anos, pelos temas abordados (alimentação e lixo), por intermédio de um jogo sobre o assunto. 

- Contribuir para a ampliação e/ou reforço das atividades do professor em relação à temática ambiental a ser trabalhada. 

- Propor atividades lúdicas relacionadas à vivência das crianças referentes a hábitos alimentares e de preservação do ambiente, a partir da reflexão, a fim de favorecer seu processo de construção de conhecimentos sobre os temas em questão.

REVISÃO TEÓRICO-CONCEITUAL E JUSTIFICATIVA

 A experiência pedagógica

As questões ambientais já estão inseridas no planejamento da escola, pois fazem parte do contexto social e são uma preocupação também para nós educadores. A proposta de um produto pedagógico que trate da produção de lixo como consequência das escolhas em relação ao tipo de alimentação pode trazer contribuições para o trabalho do professor, pois inclui a possibilidade de reflexão das crianças e, quiçá de seus familiares. A busca por sugestões que amenizem a situação do lixo pode acontecer a partir dos locais de convivência (sua casa, escola, etc.). 

Em algumas instituições escolares, todos os dias no horário do recreio, algumas crianças dispensam a merenda escolar saudável, para se alimentarem do lanche industrializado, comprado na cantina ou trazido de casa, geralmente composto de alimentos processados e comercialmente preparados para otimizar a facilidade de consumo (sucos e vitaminas de caixinha, refrigerante, achocolatados líquidos, biscoitos recheados, salgadinhos empacotados entre outras guloseimas). Somado às questões nutricionais, o problema dessa opção é o volume de lixo gerado por esse tipo de alimentação, que é notável. 

Apesar de serem estimulados para se alimentarem de forma saudável, muitos preferem o “alimento pronto” que, além de ser menos saudável, tem embalagens que devem ser descartadas. 

A proposta apresentada tem intenção de despertar nas crianças uma reflexão, a partir de atividade lúdica, sobre os alimentos que comem durante o recreio e também a sua atenção quanto à quantidade de lixo que esse consumo pode deixar.

É necessário que todos, inclusive as crianças percebam que as nossas escolhas em relação à alimentação produzem consequências individuais, relacionadas à saúde, e sociais, como o acúmulo de mais ou menos lixo. 

REVISÃO TEÓRICO-CONCEITUAL E JUSTIFICATIVA 

O lúdico em educação infantil 

Segundo Almeida (2003), Platão afirmava que a criança de ambos os sexos desde pequena deveria praticar jogos educativos, sendo contra o espírito esportivo dos jogos utilizados de forma institucional pelo Estado, o que causava danos à sua formação. 

Com a ascensão do Cristianismo os jogos foram considerados profanos, perdendo o valor e significação. 

Os colégios jesuítas foram os primeiros a colocar os jogos em prática, começando a perceber o valor seu educativo dos jogos a partir do século XVI, com o humanismo. 

“Um novo sentimento surgiu: a educação adotou os jogos que até então havia proscrito e tolerado como um mal menor” (ALMEIDA 2003, p. 21). 

“Outros teóricos, precursores de novos métodos ativos da educação, frisaram a importância do processo lúdico na educação das crianças” (ALMEIDA, 2003, p. 21). 

Montaigne (1533-1592) já partia do campo da observação, fazendo a criança adquirir curiosidade por todas as coisas em seu redor. 

O método natural de Comênio (1592-1671) obedeceu às leis do desenvolvimento da criança trazendo consigo rapidez, facilidade e consistência no aprendizado. 

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) demonstrou que a criança tem maneiras de ver, de pensar e de sentir que lhes são inerentes e que se aprende por meio de uma conquista ativa. Percebeu ainda que só se aprende a pensar se se exercitarem os sentidos, instrumentos da inteligência por intermédio de um corpo são. 

Para Pestalozzi (1746-1827) a escola é uma verdadeira sociedade na qual as crianças são educadas pelo senso de responsabilidade e normas de cooperação enriquecidos pelo jogo.

Froebel (1782-1852) discípulo de Pestalozzi, estabelece que a pedagogia deve considerar a criança como atividade criadora ativa e despertar mediante estímulos, suas faculdades próprias para a ação produtiva. Com ele se fortalecem os métodos lúdicos na educação. Ele faz do jogo um instrumento de educação das crianças. 

Para Dewey (1859-1952) a educação deve organizar conhecimentos a partir dos interesses e necessidades da criança. 

Claparède, em suas análises, demonstra que o jogo, espécie de interesse, implica esforço e estabelece a relação com trabalho. Suas proposições foram fatores decisivos para o estabelecimento de uma relação intrínseca e espitemológica entre o jogo e o trabalho escolar que foram desenvolvidas por educadores sucessores.

Maria de Montessori (1870-1952) encontra em Froebel a ideia de jogos educativos, remontando a necessidade desses para a educação de cada sentido. 

Jean Piaget em várias de suas obras cita fatos e experiências lúdicos aplicados em crianças. Para ele os jogos não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar a energia das crianças, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual. 

“Desde Claparède e Dewey, Wallon, Leif e Piaget, está bastante claro que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais e sociais superiores, por isso indispensáveis à prática educativa” (ALMEIDA, 2003. p. 26). 

Segundo Jesus (2010) para que o processo educacional se beneficie do jogo é necessário permitir que a criança também avalie seu desempenho, percebendo onde errou a fim de construir sua autonomia; promover a participação ativa de todos; ser interessante e conter desafios.

De acordo com Almeida (2003, p. 71): 

Na Escola Lúdica de Educação Infantil o aluno sente prazer em frequentá-la, em poder aprender coisas novas relativas a seu mundo, à linguagem escrita, aos cálculos, a lógicas intuitivas e concretas; em aguçar a curiosidade, a formulação de conceitos quanto à saúde, à natureza, à família. Tudo isso de maneira envolvente, alegre, participativa e desafiadora. O que mais preserva é o respeito ao desenvolvimento da criança e sua condição de felicidade – poder sorrir, brincar e aproveitar nessa melhor fase de sua vida. 

Conforme Jesus (2010), apesar de muitas vezes acontecer de formas interligadas há duas formas distintas de brincar no convívio escolar que é de forma livre, quando a criança decide espontaneamente qual brincadeira vai participar sem a mediação do professor, como por exemplo nas brincadeiras que envolvem o seu corpo (cantigas de roda, pega-pega) e naquelas que estão incluídos objetos; ou de forma coordenada, em que o professor atua como mediador, objetivando a participação e integração das crianças. Essa integração vai auxiliar no processo de desenvolvimento de sentimentos de respeito, confiança, conhecimento e envolvimento social e cultural. 

Snyders parte do princípio de que a educação deve ser prazerosa, mas exige esforço. 

Ao referir-se a “intervenção do professor” na prática pedagógica tradicional, Snyders não quer dizer que deve haver rigidez absoluta, insistência no pavor, no medo, no sacrifício, muito menos no livresco, no gratuito desprovido de qualquer significação, mas no equilíbrio entre o esforço, a busca, a disciplina com o prazer e a satisfação. Conduzir a criança à busca, ao domínio de um conhecimento mais abstrato misturando habilmente uma parcela de trabalho (esforço) com uma boa dose de brincadeira transformaria o trabalho, o aprendizado, num jogo bem sucedido, momento este em que a criança pode mergulhar plenamente sem se dar conta disso. (Snyders apud Almeida, 2003: 60)

CONSUMO E ESCOLHAS

De acordo com manual produzido pelo Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Educação e o Instituto de Defesa do consumidor (MMA/MEC/IDEC, 2005. p.18): 

A partir da Rio92 o tema do impacto ambiental do consumo surgiu como uma questão de política ambiental relacionada às propostas de sustentabilidade. Ficou cada vez mais claro que estilos de vida diferentes contribuem de forma diferente para a degradação ambiental. Ou seja, os estilos de vida de uso intensivo de recursos naturais, principalmente das elites dos países do hemisfério norte, são um dos maiores responsáveis pela crise ambiental. Diversas organizações ambientalistas começaram a considerar o impacto dos indivíduos, em suas tarefas cotidianas, para a crise ambiental. Através de estímulos e exigências para que mudem seus padrões e consumo, começaram a cobrar sua co-responsabilidade. Assim, atividades simples e cotidianas como “ir às compras”, seja de bens considerados de necessidades básicas, seja de itens considerados luxuosos, começaram a ser percebidas como comportamentos e escolhas que afetam a qualidade do meio ambiente. Dessa forma, muitos cidadãos se tornaram mais conscientes e interessados em reduzir sua contribuição pessoal para a degradação ambiental, participando de ações em prol do meio ambiente na hora das compras. 

Segundo o Instituto Akatu (Instituto Akatu, 2003. p. 9-10), com o propósito de contribuir para a preservação das espécies, inclusive humana, o consumidor pode fazer escolhas características ao comprar, utilizar e descartar um produto e age assim porque está informado. 

A educação constitui a base da proposta do consumo consciente viabiliza a aquisição de conhecimento, percepção e poder de decisão. (...) O segundo aspecto refere-se à força individual de uma ação. O consumidor comum, equivocadamente, não percebe o alcance de sua contribuição, e da sua família, no contexto da sustentabilidade do planeta e da dimensão dos problemas existentes. Por não sentir-se diretamente afetado por eles, não conhece seu papel na procura de soluções. 

DESCRIÇÃO DO PRODUTO PEDAGÓGICO

Do projeto de pesquisa anteriormente apresentado resultou um jogo pedagógico denominado Trilhando escolhas. Trata-se de uma trilha de percurso em material emborrachado (E.V.A), contendo casas numeradas que as crianças percorrerão, de acordo com o número que for sorteado no dado.

O jogo poderá ser um coadjuvante nas atividades e metodologias que o professor utilizou ou venha a utilizar no ensino. O seu objetivo é subsidiar o trabalho do professor no que se refere a temas relacionados à Educação Ambiental – tais como consumo/consumismo, alimentação saudável, desperdício de alimentos, acúmulo de lixo e poderá ser utilizado para que ele possa realizar um diagnóstico dos hábitos e atitudes das crianças em relação a estes temas ou para avaliar conteúdos já trabalhados em sala de aula.

A proposta deste produto pedagógico é despertar nas crianças uma reflexão em relação ao tipo de alimentos que consomem durante sua permanência na Escola, (especialmente no recreio), bem como se atentarem para a quantidade de lixo que estão produzindo ao escolherem este ou aquele alimento, pois a quantidade de lixo que fica todos os dias nas lixeiras da escola é significativa. Este lixo na maioria das vezes é de produtos industrializados que trazem em seu lanche e possuem embalagens “descartáveis”.

O jogo será composto por: 

um dado de seis faces; 

uma trilha de percurso em tamanho natural (aproximadamente 2,7 m x 0,30 cm), contendo indicadores de início e fim (saída e chegada), com casas numeradas de um a nove; 

cartões numerados, correspondentes aos mesmos números da trilha, cada um deles contendo três opções de alimentos, que serão presos na trilha por velcro; 

alimentos;

um recipiente (caixa), representando uma lixeira; 

Instruções do jogo (dentro da caixa).

Em cada casa da trilha há 03 (três) opções de alimentos que poderão ser: um saudável, de consumo mais livre; um alimento industrializado que deve consumido moderadamente; outro que tem o consumo restrito por não fazer bem à saúde. Os produtos industrializados serão representados em embalagens reais (vazias, com enchimento) dos produtos que as crianças costumam consumir no recreio. A merenda da escola será representada por pratinhos de papel com a colagem do cardápio real da merenda escolar (exemplo: um pratinho com arroz, feijão, salada e carne). As frutas serão representadas por frutas artificiais. Nos alimentos terá um pedaço de velcro afixado. A outra parte do velcro será afixada na trilha.

A faixa etária dos participantes deste jogo é de crianças do 1º Período da Educação Infantil na faixa etária de 04 (quatro) anos, pois nesta idade é difícil propor atividades e conceitos de forma abstrata. O jogo da trilha será um auxilio para o professor a trabalhar de maneira concreta despertando o interesse da criança, pois ela deverá estar concentrada para participar. A problematização feita pelo professor propiciará a reflexão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. 11. ed. São Paulo, 2003. Disponível em: http://books.google.com.br/books. Acesso em: 20 mar. 2012. 

JESUS, Ana Cristina Alves de. Como aplicar jogos e brincadeiras na educação infantil. Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: http://books.google.com.br/books. Acesso 20 mar. 2012. 

CONSUMO SUSTENTÁVEL: Manual de educação. Brasília: Consumers International/ MMA/ MEC/IDEC, 2005. 160 p. Disponível em: http://portalmec.gov.br/dmdocuments/publicacao8.pdf. Acesso em: 08 jul. 2012. 

INSTITUTO AKATU. Caderno Temático – A nutrição e o consumo consciente. São Paulo: Instituto Akatu, 2003. Disponível em: http://www.akatu.org.br/Content/Akatu/Arquivos/file/nutricao(2).pdf Acesso em: 08 jul. 2012

ANEXOS

Instruções para o professor 

De acordo com o Manual de Educação para o Consumo Sustentável produzido pelo Ministério do Ambiente, juntamente com o Ministério da Educação e Instituto de Defesa do consumidor, as embalagens dos produtos que consumimos, apesar de serem práticas, úteis para a proteção e conservação dos produtos nelas contidos, geram um grande problema: após o cumprimento de sua função original, são destinadas ao lixo (MMA/ MEC/ IDEC, 2005.p. 124). 

A produção dessas embalagens consome grande quantidade dos recursos naturais. A redução significativa do consumo desses recursos bem como a diminuição do volume do lixo é possível, evitando o uso de embalagens dispensáveis e aumentando a reciclagem. (MMA/ MEC/ IDEC, 2005.p. 124). 

Segundo o caderno temático do Instituto Akatu (2003. p.9):

O mundo hoje é regido pelo consumo. Pessoas de todas as classes sociais, até mesmo crianças, fazem agora escolhas diante das alternativas expostas no mercado em produtos e serviços. Se a manutenção da vida humana está intrinsecamente ligada ao consumo, por que não transformá-lo em ato de cidadania? Afinal, consumir implica não apenas a compra, mas também o uso e o descarte. 

Professor, 

Baseado na pesquisa bibliográfica realizada e nas referências acima sobre consumo e lixo, foi desenvolvido o jogo denominado Trilhando Escolhas que tem como objetivo despertar nas crianças uma reflexão em relação ao tipo de alimentos que consomem durante sua permanência na Escola, especialmente no recreio, bem como se atentarem para a quantidade de lixo que estão produzindo ao escolherem este ou aquele alimento. 

O jogo foi proposto para subsidiar o seu trabalho com alunos da Educação Infantil, no que se refere a temas relacionados à Educação Ambiental – tais como consumo, alimentação saudável, desperdício de alimentos e o lixo que resulta das escolhas alimentares. O propósito é levar a criança perceber que o seu tipo de alimentação bem como os resíduos dela resultantes dependem de suas escolhas. 

A situação didática em que ele será utilizado é uma opção sua. Poderá ser suporte para avaliar os conteúdos ou atividades já trabalhados ou usado para diagnosticar os hábitos e atitudes das crianças em relação a estes temas, servindo como base para um trabalho posterior. 

A faixa etária dos participantes deste jogo é de crianças do 1º Período da Educação Infantil na faixa etária de 04 (quatro) anos, pois nesta idade é difícil propor atividades e conceitos de forma abstrata. O jogo da trilha será um auxilio para o professor trabalhar de maneira concreta despertando o interesse da criança, pois ela deverá estar concentrada para participar. A problematização feita pelo professor propiciará a reflexão.

O jogo é composto de: 

1) Um dado de seis faces Esse dado contém quantidades de um a seis que servirá para "sortear” a casa na qual a criança “andará”. 

2) Uma trilha de percurso contendo indicadores de início e fim (saída e chegada) É a trilha sobre a qual a criança “andará”, conforme os números sorteados no dado. Cada casa desta trilha contém os mesmos alimentos dos cartões, de acordo com sua numeração, porém as casas da trilha contêm embalagens vazias, preenchidas com enchimento e nos dos cartões há fotos dos mesmos alimentos. A criança escolhe o seu alimento preferido. Em seguida o professor pergunta: “depois que você come esse alimento, sobra lixo? Se não sobrar lixo, apenas o retira da trilha, posicionando-o próximo da casa onde o alimento se encontrava. Se sobrar lixo, a criança o “jogará” na lixeira que o professor disponibilizará, na medida que ela percorre a trilha. 

3) Cartões numerados de 1 a 9, contendo três opções de alimentos 

Nesses estarão os números, os nomes e as fotos dos alimentos (o mesmo alimento e número que estará na trilha também estarão nos cartões). 

Os alimentos poderão ser: saudável, de consumo mais livre; industrializado, que deve consumido moderadamente; outro que tem o consumo restrito por não fazer bem à saúde. (Esses alimentos poderão ou não deixar resíduos – lixo. Exemplo: se a criança escolher merenda escolar, apenas sobrará o prato vazio, que é lavado e reutilizado. Mesmo que largue resto no prato, a quantidade do lixo é menor.) 

No cabeçalho de cada cartão há a pergunta: Qual alimento você prefere? (para que a criança possa escolher). 

No rodapé, a pergunta: Depois que você come esse alimento, sobra lixo? Se a resposta for positiva, a criança deverá retirar este alimento da trilha e o "jogar” na lixeira, que o professor disponibilizará na medida que a criança caminhar pela trilha. Se a resposta for negativa, apenas retirará o alimento e o deixará do lado de fora da trilha, perto da casa em que se encontrava o alimento. 

4) Figuras de alimentos 

Os produtos industrializados serão representados embalagens reais (vazias, com enchimento) dos produtos que as crianças costumam consumir no recreio. 

A merenda da escola será representada por pratinhos de papel com a colagem de imagens baseadas no cardápio real da merenda escolar (exemplo: um pratinho com arroz, feijão, salada e carne). 

As frutas serão representadas por frutas artificiais. 

Nos alimentos terá um pedaço de velcro afixado. A outra parte do velcro será afixada na trilha. 

5) Uma caixa que representará a lixeira

Este recipiente será utilizado para o participante “jogar o lixo”. O professor deverá disponibilizar a lixeira para que a criança, na medida em que andar pela trilha, jogar o lixo (o professor levará esta lixeira para perto do participante ou poderá combinar com as outras crianças que estão fora da trilha, qual delas o fará). 

6) Instruções do jogo (dentro da caixa). 

Observações: 

 Antes de propor o jogo, o professor deverá montar a trilha de acordo com o conteúdo de cada cartão. Colar os três alimentos correspondentes aos dos cartões, nos velcros contidos em cada casa (as casas da trilha correspondem aos números dos cartões). 

 Se o professor optar por organizar o jogo com participação individual dos alunos, poderão participar 02 (dois) jogadores de cada vez, para que não haja “congestionamento” sobre a trilha; eles serão os “peões” jogando com o próprio corpo. 

 Se optar por dividir a turma em grupos, para que as crianças possam dialogar entre si e tomar decisões, deverá escolher dois representantes (um para cada grupo), nomeando os grupos (Exemplo: Grupo Beija-Flor, Grupo Margarida, etc.). 

 Caso deseje que as crianças joguem em mais de dois grupos, em que os peões possam ser substituídos por objetos, deverá dividir e nomear os grupos (desde que seja possível acomodar os alimentos e os peões na trilha). Entretanto, essa opção é a menos recomendável, visto que é a que menor interação promove entre as crianças e o jogo. 

 Se desejar que haja a participação individual de um número maior crianças, os peões reais (crianças jogando com o próprio corpo) deverão ser substituídos por bonecos ou outros objetos com os nomes dos participantes.

O tamanho e número desses deverão ser proporcionais ao espaço das casas da trilha. Nesse caso, deverá organizar a ordem de participação de cada um (que será o primeiro, o segundo, o terceiro e assim por diante). 

 Não foram propostas dinâmicas como “armadilhas” ou “premiações”, pois o objetivo do jogo é que a criança interaja com ele por meio de suas escolhas, e não promover a competição entre os estudantes. 

 No final da trilha (chegada) chamar atenção para a seguinte questão: quanto lixo tem na lixeira? É muito ou pouco? A criança irá contar (visualizar o volume) e verificar se foi muito ou pouco. 

 A proposta não é impor ou proibir a alimentação da criança. Portanto, na problematização não deverá haver juízo de valor, apenas levá-la a pensar em suas escolhas e fazer orientações de acordo com o objetivo da(s) aprendizagem(ns). 

 Você poderá adaptar novos temas, aproveitando a trilha e confeccionar novos cartões e peças afixando-as com o velcro. 

Instruções do jogo para os participantes 

Número de jogadores: 

Caso os “peões” sejam representados com o próprio corpo da criança, o número de jogadores é dois. 

Caso os “peões” sejam representados por objetos (bonecos, carrinhos ou outro objeto com os nomes das crianças) o número de participantes poderá ser maior, de acordo com o tamanho das casas da trilha (desde que acomodem os alimentos e peões). 

Caso as crianças joguem em grupo e também sejam os peões, poderá sortear ou escolher duas para representar cada grupo (um representante para cada grupo).

Caso as crianças joguem em mais de dois grupos, em que os peões possam ser substituídos por objetos, deverá dividir e nomear os grupos (desde que se acomodem os alimentos e os peões na trilha). 

Composição do jogo: 

- um dado de seis faces; 

- uma trilha de percurso em tamanho natural (aproximadamente 2,7 m x 0,30 cm), contendo indicadores de início e fim (saída e chegada), com casas numeradas de um a nove; 

- cartões numerados, correspondentes aos mesmos números da trilha, cada um deles contendo três opções de alimentos, que serão presos na trilha por velcro; 

- alimentos; 

- um recipiente (caixa), representando uma lixeira; 

- Instruções (dentro da caixa). 

Como jogar 

1) Peões posicionados na saída. 

2) Joga-se o dado para saber qual jogador começa. Inicia o jogo aquele que sortear o maior número. 

3) O jogador que começar, lança o dado novamente para saber quantas casas andará. 

4) De acordo com os números sorteados no dado, as crianças (ou objetos) andarão. A cada casa na qual pararem, o professor pegará o cartão correspondente e o lerá: Qual alimento você prefere? A criança escolhe o seu alimento preferido. 

5) Em seguida o professor pergunta: Depois que você comer vai sobrar lixo?

6) Se não sobrar lixo, a criança apenas retira o alimento da trilha, posicionandoo próximo da casa onde ele estava. Se sobrar lixo, a criança o “jogará” na lixeira que o professor disponibilizará, na medida que ela percorre a trilha. 

7) Termina o jogo quando um dos participantes ou grupos chegar ao final da trilha no marcador “chegada". 

8) Ao final do jogo, o professor problematiza: Quanto lixo tem na lixeira? É muito ou pouco? 

9) A criança então recolhe o lixo, contará e poderá tirar suas conclusões.


Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...