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quarta-feira, 17 de abril de 2024

A importância do estudo dos animais em extinção

Para a conservação das espécies 

Relatos dos presentes em uma Feira de Ciências, na Escola.

A cada vez que é lançada uma lista vermelha de Fauna ameaçada de extinção, o número de espécies aumenta. Grande parte desse processo de perda de nossa riquíssima fauna se deve a alguns fatores que por muitas vezes praticamos sem saber, tais como a caça, a biopirataria, a degradação de habitats, a poluição, entre outros. As escolas têm um papel fundamental para combater esses problemas, pois é um espaço educador que busca a conscientização dos frequentadores. Por isso propõe-se que os estudos dos fatores vitais da perda de biodiversidade sejam incluídos no dia a dia escolar, para assim então formarmos adultos mais conscientes.

De acordo com o documento Hotspots da IUCN o Brasil é o país que abriga a maior biodiversidade no mundo, mas é também um dos que mais perde suas riquezas naturais. Esse processo de perda deve-se a diversos fatores, tais como a biopirataria, a caça, a degradação dos habitats, a exploração descontrolada dos recursos. A cada ano as listas vermelhas aumentam de tamanho e as notícias de apreensões de animais que seriam traficados tornaram-se rotineiras. 

Esses fatos se evidenciam segundo o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (2008), publicado pelo Ministério do Meio Ambiente, ao comparar a até então última lista vermelha, que possuía 218 táxons, com a mais atual, possuindo 627 táxons, notando-se uma enorme diferença entre o número de espécies. Muitas dessas espécies de nosso patrimônio natural são fontes de diversos recursos renováveis, tais como alimentação, para as indústrias farmacêuticas e cosméticas, etc.

Segundo Marques et al. (2002) na Lista de Referência da Fauna Ameaçada de Extinção do Rio Grande do Sul, nas últimas quatro décadas já foram extintas mais de 450 espécies de animais. Segundo o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (2008), conforme os dados de distribuição dos táxons listados, mais da metade das espécies ameaçadas (aproximadamente 60%) concentra-se na Mata Atlântica, devido ao alto grau de endemismo e a acentuada devastação e fragmentação florestal a Mata Atlântica apresenta os mais elevados números de espécies ameaçadas. Devido a esses dados, segundo a classificação da IUCN, a Mata Atlântica é considerada um dos 17 Hotspots mundiais. 

Portanto, torna-se de fundamental importância ao menos um breve conhecimento sobre a fauna local, pois sem esse não se viabiliza a preservação. A escola, como é um espaço que atua para educar as crianças, deve colaborar para a transmissão desse conhecimento prévio, com a finalidade de fomentar a preservação. Atuando em espaços escolares, as informações podem ser passadas para um público multiplicado, pois além das crianças, atingem-se os pais e familiares das mesmas.

Evidenciar a importância do estudo dos animais em processo de extinção em espaços escolares e incentivar a inserção desse tema na súmula de conteúdos das escolas para assim promover a conscientização do público atingido, a fim de contribuir na preservação dos ambientes que os cercam. Conhecer a opinião dos presentes em uma Feira de Ciências sobre os problemas enfrentados na conservação das espécies, tais como a caça, a biopirataria, etc. Identificar os principais problemas que divergem à conservação da biodiversidade nas proximidades da escola. 

Foi elaborado um questionário contendo cinco questões objetivas de múltipla escolha, enfatizando os principais problemas enfrentados na conservação da biodiversidade, onde alguns dos presentes na Feira de Ciências, da Escola Municipal de Ensino Fundamental preencheram. A seguir está anexado o questionário completo.





Discussão 

Analisando os resultados obtidos, nota-se que a grande maioria dos participantes acha de fundamental importância o estudo dos animais em processo de extinção para assim poder conservá-los. Também verifica-se que a maior parte dos entrevistados é contra a caça, mas quase metade das pessoas come ou já comeu carne proveniente de animais silvestres. Outro fator percebido é que quase metade das pessoas possui ou conhece alguém que possua animais silvestres em cativeiro, e ainda que as aves sejam o grupo que mais sofre com a biopirataria. 

Se os próprios alunos acham importante o estudo desses fatores no dia a dia escolar, deveria ser pensada uma forma de introduzir este tema como um conteúdo formal, e não somente como um conteúdo opcional. Observa-se a partir dos resultados que por ser em uma área bem preservada de Mata Atlântica, os principais problemas que barram a conservação no local são a caça e a biopirataria, vendo-se assim uma grande oportunidade para um trabalho de conscientização com os moradores das redondezas da escola, além de um trabalho com os alunos, formando uma rede de conscientização. 

Conclusão 

O presente trabalho apresentou a opinião de pessoas pertencentes a diversas faixas etárias em relação ao estudo dos animais em extinção dentro do espaço escolar. Os resultados obtidos nesse trabalho serão usados posteriormente para a criação de um programa de Educação Ambiental no bairro onde se encontra a escola.

A biodiversidade e a extinção das espécies

 A extinção é o desaparecimento de espécies, de subespécies ou de grupos de espécies, sejam elas
animais ou vegetais. Neste trabalho objetivou-se compreender a extinção das espécies, questão
abordada frequentemente em nosso cotidiano e também comumente divulgada na mídia. Tal fato
pode ser ocasionado por diversos fatores tanto de ordem natural, caso de extinções em massa por
catástrofes naturais como furações e enchentes, quanto de ordem artificial, como ocorre quando
o ser humano destrói o hábitat natural das espécies e estas não conseguem se adequar aos outros
habitas. A degradação do meio ambiente, como ocorre quando há queimadas e caça ilícita, é uma
das principais causas da extinção dos seres vivos, é necessário que se preserve a biodiversidade
para que se continue com essa vasta diversidade de espécies que existe atualmente no planeta,
podendo usufruir conscientemente dos recursos que a natureza nos fornece. Deve existir um
comprometimento de todos, empresas, pessoas, comunidades, escolas, entre outros para que
ocorra a preservação da biodiversidade e assim evitar a extinção das espécies e não somente ter
esse comprometimento, mas também agir, ou seja, ter consciência de que é necessário cuidar do
meio ambiente e fazer ações que ponham essa consciência em prática.

Introdução

A questão ambiental é um tema que vem sendo abordado frequentemente em nosso dia a
dia, seja nos meios de comunicação, nas escolas, nas empresas, ou até mesmo em conversas entre
amigos. Dentre os assuntos trabalhados por este tema tem-se a biodiversidade, que envolve a
extinção das espécies, uma grave consequência da agressão ao meio ambiente. 
A diversidade de espécies vivas, estas que podem ser animais, vegetais, seres humanos,
plantas, existentes no mundo é imensa, a mais variada possível. Diante dessa incomensurável
biodiversidade, esta que é inigualável, parte-se do princípio de que a biodiversidade é a variedade
tanto de espécies animais, quanto vegetais, e esta pode ser definida como a variabilidade dos
organismos vivos de qualquer origem,compreendendo, entre outros, os ecossistemas terrestres,
marinhos eoutros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais eles fazem parte. Isso
compreende a diversidade no seio das espécies entre as espécies, bem como aquela dos ecossistemas.
Podemos compreender com isso que a biodiversidade é um agregado de elementos, da qual a vida se
faz presente e a estudamos para averiguar os mais variados tipos de animais e plantas que fazem parte
desse meio natural, atualmente, de certa forma, modificado por um ser desse meio natural, o homem,
sendo que alguns seres vivos são protegidos e selecionados pelo homem em detrimento dos outros.
A biodiversidade refere-se tanto ao número de diferentes categorias biológicas quanto à
abundância dessas categorias. Ela inclui a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos
recursos genéticos, e seus componentes. A espécie humana depende da biodiversidade para a sua
sobrevivência. Os recursos naturais são os produtos da Terra que permitem a existência da vida e
a satisfação das necessidades humanas.
A biodiversidade não é estática. É um sistema em constante evolução tanto do ponto de
vista das espécies como também de um só organismo. Assim após o surgimento da espécie
humana alteraram-se algumas das estruturas, tais como: a vegetação, o clima, entre outros.
Porém os mecanismos da evolução natural ainda estão presentes no processo evolutivo das
espécies, fazendo com que muitas espécies se extinguem devido a sua evolução. Atualmente a
extinção das espécies é, sem dúvida, um dos problemas ambientais e ecológicos que mais tem
preocupado os pesquisadores e os países, porque é fato que existe um aumento constante do
número de espécies que estão extintas ou que estão ameaçadas de extinção.
Seja como for, a visão atual de natureza, potencializada pela tecnologia, herdou o projeto de dominação
assentado no dualismo homem-natureza, na qual a última é instrumentalizada em benefício do
primeiro. Em outras palavras, universalizou-se a postura – que se tornou dogma – de transformar o
conhecimento da natureza em instrumento de domínio da mesma.
Dessa forma o presente artigo trata sobre como a extinção das espécies afeta a
biodiversidade do planeta, verificando as causas principais deste acontecimento e como se pode
evitar que este processo se agrave cada vez mais e seja apenas um processo evolutivo natural.
Sendo que a conservação da diversidade biológica tornou-se uma preocupação global, uma vez
que a espécie humana depende da biodiversidade para sua sobrevivência.

Referencial teórico

É necessário que se preserve a natureza para que a biodiversidade continue sendo este
diversificado conjunto de elementos naturais, para que consigamos continuar a encontrar uma
inúmera quantidade de seres vivos, das mais variadas espécies, classes, filos, famílias, etc. e
diferentes ecossistemas nos quais habitam e formam a nossa vasta biodiversidade.
Apesar do uso, da exploração, da extinção e da ‘perda’ da biodiversidade, há apostas nas
quais esta é utilizada de maneira a não agredir, demasiadamente, a biodiversidade, ou seja, são
recursos dos quais utilizamos apenas o que a biodiversidade nos fornece, como a matéria-prima
de nossa alimentação, para o uso em casa, em indústrias e outros setores que necessitam de uma
variada ordem de espécies para que se mantenham em constante progresso de desenvolvimento,
a água, por exemplo, que é um dos bens mais preciosos que temos para a sobrevivência de todas
as espécies existentes, as que já deixaram de existir e as que ainda estão por vir.
Para que se tenha o uso consciente dos recursos naturais existentes na biodiversidade,
foram criadas legislações que protegem as espécies e que inibem acontecimentos de devastação
do meio, como a poluição demasiada, a ocupação indevida de ecossistemas preservados e a
própria extinção das espécies, amenizando assim possíveis usos inconsequentes, porém nem
todas essas leis são cumpridas e obedecidas, para tal é necessário repensar algumas de nossas leis, e não
somente repensá-las, mas também, obedecê-las, fazendo com que estas sejam cumpridas, caso não
forem obedecidas ou cumpridas pagar-se-á multas e até mesmo a interdição, caso das fábricas, que
estão causando a poluição do meio ambiente e até mesmo a extinção das espécies.
Dentre as possíveis maneiras de se evitar, ou ao menos reduzir, as implicações do uso em excesso
da biodiversidade, tem-se a educação, um meio pelo qual se podem desenvolver habilidades nas
pessoas para que não destruam a biodiversidade que nos cerca. É preciso uma conscientização
rigorosa para que se possa ter respeito pelas espécies que são de todos nós, considerando que os
seres humanos também fazem parte de uma espécie, ou seja, que fizemos parte da natureza e
que podemos vir a sofrer com a falta da diversidade de espécies. A ação em conjunto de
indivíduos e governo pode tornar-se uma maneira de proteger a biodiversidade e com isso a
extinção das espécies, tendo em vista a educação ambiental.
No contexto da educação devemos ter mais consciência e responsabilidade, para que possamos
conviver usufruindo de todas as espécies. E ainda que a educação seja um dos meios de maior
 importância para que isso ocorra, pois é através da educação que podemos reverter esse quadro atual,
 pois muitas espécies estão se extinguindo de forma muito rápida e até certo ponto perigosamente, uma
 vez que sem presas ou predadores podemos ter a extrema quantidade de uma determinada espécie ou a
 extinção de outra.
Não somente a educação tem como reverter à situação atual, mas também é preciso que toda a
população, os governos, os órgãos públicos, entre outros setores políticos e administrativos
além das organizações, das secretarias de todos os patamares se interessem em preservar o meio
ambiente, para que este possa ser conservado, e toda a biodiversidade que nele existe continue
existindo, com a evolução natural do meio, sem agredir os ecossistemas, a fauna, a flora e nós
próprios. Tem-se com este aspecto a preocupação de todos com a diversidade biológica, em meio
à infinitude da biodiversidade, que é exuberante.
Para tal é preciso que se preservem todas as espécies e não somente as que estão em extinção, podendo,
assim usufruir de uma maneira consciente as espécies que nos são oferecidas pela biodiversidade. 
A conservação da biodiversidade não pode se limitar à conservação de algumas espécies ou meios de
interesse patrimonial. Com isso a questão da biodiversidade é um aspecto a ser considerado, pois é o
meio em que vivemos e este engloba toda a biodiversidade, ou diversidade de espécies que existem na
face do planeta Terra, por isso nós, seres humanos, devemos ter o comprometimento sério com a
preservação do nosso lar, o próprio planeta Terra, composto dessa vasta biodiversidade.

Extinção das espécies

O aniquilamento das espécies aconteceu e acontece de forma natural desde o princípio da
vida na Terra. Entre as suas principais causas naturais estão os processos de desertificação, as
glaciações e alterações na atmosfera como as provocadas por atividades vulcânicas ou meteoros.
Entre os processos não-naturais está como a principal causa, a ação humana.
Para se conservar a diversidade de espécies é preciso que os seres humanos a preservem,
considerando que somos partes integrantes da biodiversidade. Sendo assim, conforme a
biodiversidade foi evoluindo e com isso as espécies também foram evoluindo, inclusive os seres
humanos, houve a extinção de algumas espécies, mas outras surgiram, e assim se prossegue
durante vários anos, onde nós, seres humanos também somos componentes e participantes dessa
evolução. Ao mesmo tempo em que novas espécies vão surgindo em resposta às modificações do
ambiente, outras já existentes vão desaparecendo por inadequação a essas modificações.
Tem-se assim, conforme as autoras citadas acima, a perda na diversidade de espécies,
devido a muitas delas não conseguirem se adequar às novas condições do meio, tendo um
empobrecimento na variedade de habitats singulares já que vários desses espaços naturais estão
sendo dizimados pela ação humana, e com isso tem-se a redução na diversidade genética. Isto que
causa um dano considerável em nossa biodiversidade, que acaba perdendo seres únicos de uma
região, sendo estes animais, plantas, ou qualquer forma de vida.
A extinção das espécies é uma das consequências da utilização inadequada do meio ambiente, das
formas de vida e da nossa própria maneira de entender o que realmente é necessário para a nossa
sobrevivência, pois estamos usando demasiadamente os recursos naturais, não podendo “dar tempo ao
tempo” para que estes recursos possam se reestruturar e continuarem a existir.
As espécies estão extinguindo-se de várias maneiras, entre elas tem-se o grau de degradação da
biodiversidade, o que causa a extinção das espécies, devido ao desperdício de certo elemento natural
do habitat dessa espécie. Também se tem o tempo que uma espécie leva para extinguir-se, pois existem
espécies que estão conseguindo se adaptar aos usos inadequados da biodiversidade, aos danos causados
aos seus habitats e a ocupação urbana.
A extinção das espécies é somente uma das consequências que afetam a biodiversidade,
causada pelo uso insaciável de certas pessoas, estas que visam somente conseguir cada vez mais
lucro, sem pensar na qualidade de vida sua própria espécie, o ser humano, e de gerações futuras,
que habitarão um mundo onde poderá não mais existir essa vasta biodiversidade da qual
conhecemos, além de não importarem-se nas mudanças que vem ocorrendo em todo o planeta,
como o efeito estufa, as chuvas ácidas, a destruição da camada de ozônio, e demais fatores que
causam o aniquilamento ou redução da biodiversidade.

“Perda” da biodiversidade

De acordo com a wwfBrasil:
O patrimônio natural da Terra é composto por plantas, animais, terra, água, a atmosfera e
os seres humanos. Juntos, fazemos todos parte dos ecossistemas do planeta, o que
equivale a dizer que, se houver uma crise de biodiversidade, nossa saúde e meios de
subsistência também entram em risco.

A degradação ambiental provocada pelas atividades do homem afeta as condições de
sobrevivência das espécies, põe em risco as populações de plantas e consequentemente de
animais presentes no ambiente. Os diferentes tipos de pressões que geramos sobre os recursos
naturais destroem comunidades inteiras e tem implicações diretas sobre o equilíbrio dos
ecossistemas mundiais.
A preservação ambiental somente tornou-se uma preocupação da humanidade após
década de 70. O homem deixou de se considerar usuário da natureza e começou a entender seu
papel como elemento atuante, passando a calcular a dimensão de suas ações e predizer os
resultados de suas atividades sobre o futuro das condições ambientais.
Com o surgimento do ser humano houve uma mudança na natureza, pois o ser humano
depende por completo das plantas, dos animais e de outros organismos que habitam o planeta.
Com a evolução humana, o homem ameaçou e passou a colocar em risco, direta e indiretamente,
diversas espécies, levando-as à extinção. 

Conforme wwfBrasil
A diversidade biológica é o recurso do qual dependem famílias, comunidades, nações e
gerações futuras. É o elo entre todos os organismos existentes na terra, que liga cada um
deles a um ecossistema interdependente, em que cada espécie desempenha sua função. É
uma verdadeira teia da vida.

A cada dia que se passa a lista de animais e plantas a beira da extinção aumenta,
desaparecem da superfície terrestre, devido, entre outros fatores, à destruição de ecossistemas, à
caça e à captura de indivíduos. A perda da biodiversidade, ainda que não se saiba com exatidão
quantas espécies existem na Terra, está acontecendo e cada vez mais se pode perceber tal fato,
por que a perda da biodiversidade é um dos problemas ambientais mais graves do planeta.
O presente e o futuro do ser humano dependem da aquisição de alimento, de matériaprima
e de compostos químicos para medicamentos, bem como da manutenção dos processos de
equilíbrio dos gases atmosféricos, do clima e da conservação de solos. De fato, a alteração e a
perda de biodiversidade dos habitats naturais, ocasionadas por atividades humanas, afetam
negativamente as funções dos ecossistemas, que são encarregados de prover serviços ambientais,
tanto das demais espécies silvestres como também do ser humano.

Considerações finais

É um fato lamentável, um verdadeiro crime para as futuras gerações, que percamos a
riqueza da biodiversidade ainda hoje existentes no planeta e que é portadora de um "banco de
genes" de valor inestimável. Precisamos entender que toda espécie é importante, hoje ou no
futuro, não só para poder servir diretamente ao ser humano, mas também para garantir o
equilíbrio dos ambientes naturais, dos quais dependemos.
O mundo moderno sofreu muito com a devastação que o ser humano causou na natureza,
estando, atualmente, desequilibrado ecologicamente, sendo que se destruiu não somente a
biodiversidade, mas também se desarmonizou o meio em que vive. Os recursos renováveis e os
não renováveis são utilizados de forma exacerbada, estando comprometidos, podendo deixar de
existirem. Cabe a nós fazer uso de fontes renováveis, como a energia eólica, que pode reduzir
muito a degradação do meio ambiente, uma vez que a energia das hidrelétricas causa uma
devastação no local onde são construídas as usinas e as barragens.
A lista de animais e espécies vegetais encontra-se cada vez maior, aumentando os riscos
de desaparecimento de várias dessas espécies. Entre os causadores que afetam a biodiversidade,
está a caça sem licença, o desmatamento de áreas que deveriam ser preservadas, caso das matas
ciliares, as queimadas para a pecuária e para a agricultura. Tais acontecimentos poderiam ser menos
drásticos se fizéssemos o uso ponderado desses recursos, como respeitar as áreas a serem
preservadas.
Portanto a biodiversidade é um tema que está sendo estudado por biólogos, cientistas,
políticos entre outros, para que se possa continuar vivendo de forma sustentável, para que se
tenha o desenvolvimento sustentável, para que todas as espécies continuem o seu ciclo natural
entre o meio ambiente e o avanço tecnológico e assim se consiga atingir o desenvolvimento
sustentável.
É fato que a extinção das espécies vai continuar a existir, mas espera-se que se diminua
esse ciclo natural, que sempre existiu, para que se possa ter a maior variedade possível de seres
vivos no planeta Terra. É preciso, principalmente, nos conscientizarmos em relação a preservação
e uso dos recursos disponíveis na biodiversidade do plante Terra, pra que tenhamos com isso a propagação das espécies e o nosso próprio desenvolvimento.



terça-feira, 16 de abril de 2024

A polinização é vital para as plantas

 Insetos polinizadores

Polinização é um processo pelo qual as plantas se reproduzem. Basicamente, por meio de um agente polinizador, as células masculinas de uma flor (conjunto de “grãozinhos” que formam o pólen) são levadas para os receptores femininos das flores da mesma ou de diferentes plantas. Os agentes que realizam a polinização são: o vento, a água e, principalmente, os insetos.

Esses animais polinizadores se encaminham para as flores com intenção de se alimentarem do néctar (substância adocicada) e acabam por carregarem o pólen em seu corpo ou patinhas e transmitirem às estruturas reprodutivas femininas das outras flores.

A polinização é vital para as plantas, mas sem a polinização realizada por insetos cerca de 80% dos alimentos cultivados não existiriam, resultando diretamente em escassez de alimentos para a população humana. Portanto, é importante conhecermos os agentes polinizadores e conservá-los, assegurando, desta forma, não somente a proteção da biodiversidade, mas a produção dos  alimentos necessários para nossa sobrevivência.

Os maiores agentes polinizadores conhecidos são os insetos e, dentre eles, destacam-se os besouros, as borboletas e principalmente as abelhas.

Abelhas

Apesar de algumas abelhas trazerem consequências nocivas a pessoas alérgicas à sua picada, as abelhas nativas de nosso país não possuem ferrão. 

Ações voltadas à conservação de abelhas nativas têm sido realizadas em vários Municípios e você também pode contribuir plantando em seu jardim ou vasos as espécies de plantas cujas flores são atrativas e beneficiam esses insetos, plante lavanda, gerânio, malva e outras.

Borboletas

Além de serem alvo da contemplação humana, as borboletas também atuam como bioindicadores ambientais, pois cada espécie de borboleta se alimenta, enquanto lagarta, de apenas uma ou poucas espécies de plantas específicas, logo, o desaparecimento de determinadas plantas pode ser indicado pelas espécies de borboletas que encontramos.

Assim, essa estreita relação torna possível saber se o ambiente está em maior ou menor equilíbrio. Em ambientes perturbados, por exemplo, é difícil encontrar grande variedade de espécies de borboletas.

A existência de Borboletários permitem a pesquisa e manejo de várias espécies, além de ações de Educação Ambiental. Há enorme riqueza de borboletas em nosso país. As borobletas que ocorrem no Brasil se encontram agrupadas em seis famílias ( Hesperiidae, Lycaenidae, Nymphalidae, Papilionidae, Pieridae e Riodinidae), totalizando 3.288 espécies.

Existe uma lista com o nome das espécies de borboletas conhecidas e das plantas necessárias para sua conservação.

Ciclo de vida das borboletas (para entender melhor suas relações com as plantas)

A borboleta fêmea fecundada deposita seus ovos em plantas específicas - chamadas de PLANTAS HOSPEDEIRAS - das quais as lagartas que eclodirem dos ovos se alimentarão até o momento em que mudarem de estágio. LAGARTA é o estágio de vida da borboleta sem a presença de asas e que se alimenta das folhas de plantas específicas.

O próximo estágio é chamado “PUPA”, apesar de a maioria das pessoas conhecer como casulo. Enquanto pupa, o inseto não se locomove nem se alimenta e passa pelo processo de metamorfose
quando suas estruturas serão modificadas e darão origem ao estágio adulto, chamado, então, de BORBOLETA.

Uma das mais nítidas alterações após a metamorfose é a presença das asas e a mudança do aparelho bucal, que se altera de um aparelho mastigador (na lagarta) para um aparelho sugador (na borboleta), possibilitando que a alimentação das borboletas seja feita a partir do néctar de flores, suco de frutas fermentadas, minerais encontrados no solo e outros que diferem da alimentação da lagarta, a qual se restringia somente às folhas de plantas.

Após a reprodução das borboletas (fase adulta), com intenção de liberar seus ovos as fêmeas procuram a mesma espécie específica de planta que serviu de alimento enquanto era lagarta. E assim o ciclo se reinicia.

 Joaninhas

Também conhecidas como besouro ou vaquinha, as joaninhas ajudam os jardineiros a salvar o jardim das pragas que causam danos às plantas, tais como pulgões e ácaros. As joaninhas comem essas criaturas e protegem as folhas nas quais elas colocam seus ovos.




RECICLAR É IMPORTANTE, MAS QUESTIONAR É ESSENCIAL

claramente é uma garrafa de plastico

Claramente é uma garrafa de plástico, mas é uma ilustração de design gráfico

Essa ilustração do magnífico designer gráfico, branding corporativo Javier Jaén Benavides (Espanha) torna-se o epítome da criação de arte de...