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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

As notas musicais nasceram... de um hino religioso?

Eles não surgiram em um grande teatro, nem na mente de um compositor genial entre instrumentos dourados. Sua origem está em um canto antigo, escrito por Paulo, o Diácono, dedicado a São João Batista.

Um hino humilde, mas com um segredo escondido na sua linha de frente:

UT laxis queant

REsonare fibris

MIRA Gestorum

FAmuli tuorum

RESOLVER poluentes

LAbii reatum

Sancte Ioannes.

Cada verso começava com uma sílaba diferente.

E quando Guido d’Arezzo, no século XI, procurava uma maneira de ensinar música de forma clara e precisa, viu lá um padrão perfeito.

Com essas sílabas criou o sistema que ainda usamos para cantar e ler melodias.

Um detalhe curioso: originalmente era UT, não DO.

Mas em 1600, Giovanni Battista Doni decidiu trocá-lo por DO porque era mais fácil de pronunciar, mais aberto, mais musical.

Assim nasceu a linguagem universal da música:

Não num laboratório, nem numa corte imperial.

mas em um hino medieval que os monges nunca imaginaram que mudaria o mundo.

Todas as músicas que ouvimos hoje ainda carregam um eco daquele canto antigo.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Renas natalinas

As renas de Natal são personagens tradicionais das histórias natalinas e estão sempre ligadas à figura do Papai Noel. Segundo a lenda, são os animais mágicos que puxam o trenó, ajudando Papai Noel a distribuir os presentes para as crianças de todo o mundo. A mais conhecida delas é a rena Rudolf, famosa por ter um nariz vermelho e brilhante, que ilumina o caminho durante a noite. As renas são símbolos de cooperação, força, união e espírito natalino, tornando-se excelentes inspirações para atividades criativas e educativas nesta época do ano.

Pensando nisso, o artesanato com papelão é uma forma sustentável e divertida de trabalhar o tema Natal com os alunos. A proposta consiste na criação de renas por meio de recortes de papelão, utilizando a técnica de encaixe entre as partes, como pernas e corpo, sem necessidade de cola. Além de incentivar a criatividade, essa atividade desenvolve a coordenação motora, o raciocínio espacial e a consciência ambiental, já que utiliza materiais recicláveis.

Para realizar o artesanato, primeiro os alunos desenham ou utilizam moldes de rena no papelão. As partes devem ser separadas em corpo, cabeça e pernas. Em seguida, são feitos pequenos cortes em pontos estratégicos para que uma peça se encaixe na outra, formando uma estrutura em pé. Também é possível criar encaixes horizontais e verticais para dar firmeza ao corpo da rena. Após montar a base, os alunos podem decorar o artesanato com tinta, papéis coloridos, algodão (imitando neve), lantejoulas ou tecidos, personalizando o projeto conforme a criatividade de cada um.

A atividade pode ser ampliada com a criação de renas com diferentes expressões faciais, acessórios natalinos ou até pequenas plaquinhas com mensagens de Natal. Dessa forma, além do aspecto artístico, o trabalho também estimula a expressão emocional e o trabalho em grupo. Por tratar-se de uma proposta acessível, pode ser adaptada para diferentes faixas etárias e perfis de alunos, incluindo aqueles com necessidades específicas, através do uso de peças maiores, materiais mais leves ou apoio na montagem.

Ao final, os trabalhos podem ser expostos em um mural ou montados em forma de cenário natalino, criando um ambiente decorativo e acolhedor. Assim, o artesanato de renas com papelão transforma-se em uma atividade significativa, promovendo o espírito de Natal, a sustentabilidade e a criatividade, incentivando os alunos a aprenderem de maneira prática e divertida.



Inclusão, identidade e superação


Frida Kahlo foi uma artista mexicana que marcou a história da arte por transformar sua dor em força. Nascida em 1907, enfrentou dificuldades desde a infância, quando teve poliomielite e ficou com sequelas na perna. Aos 18 anos, sofreu um acidente muito grave, passou por diversas cirurgias e ficou por longos períodos sem poder sair da cama. Foi nesse momento que Frida começou a pintar com ainda mais dedicação. Como não conseguia se movimentar, usava um espelho colocado acima da cama para observar a si mesma e realizou muitos autorretratos. Ela dizia que pintava a si mesma porque era o assunto que melhor conhecia.

Sua arte é marcada por cores fortes, elementos da cultura mexicana, flores, natureza e sentimentos profundos. Frida expressava em suas pinturas suas dores físicas, suas emoções e também sua identidade. Mesmo enfrentando limitações, nunca desistiu de se expressar pela arte. Frida Kahlo se tornou símbolo de coragem, empoderamento feminino e inclusão, mostrando que todos têm algo a dizer, independente de suas dificuldades. Sua obra nos ensina que cada pessoa é única, e que as diferenças devem ser valorizadas.

Para apresentar Frida Kahlo aos alunos, propõe-se uma exposição escolar inclusiva, organizada em diferentes espaços. Na entrada, pode haver um painel de boas-vindas com sua imagem e a frase: “Pinto a mim mesma porque sou o assunto que conheço melhor”. Em seguida, uma sala com sua linha do tempo contará, de forma simples e ilustrada, sua história de vida. Outro ambiente pode mostrar como ela transformou sua dor em arte, inclusive com a reprodução da cama onde pintava e um espelho, simbolizando o momento em que começou a retratar sua própria imagem.

Haverá também um espaço interativo dedicado aos autorretratos, onde os visitantes poderão se olhar no espelho e produzir suas próprias versões, com desenhos, colagens, massinha ou recursos digitais. Essa atividade estimula o autoconhecimento e, para garantir inclusão, deve oferecer materiais variados, facilitando a participação de alunos com dificuldades motoras ou neurodivergentes. Além disso, a exposição pode contar com elementos táteis, textos ampliados, audiodescrição, espaços acessíveis e participação ativa dos alunos como monitores, promovendo acolhimento e respeito às diferenças.

Outra parte da exposição chamará “Frida e a inclusão”, destacando como a artista não permitiu que suas limitações definissem sua capacidade criativa. Nesse espaço, os alunos poderão registrar frases sobre superação ou expor trabalhos que representem suas próprias histórias de força. Oficinas com flores e tiaras inspiradas na cultura mexicana, pintura coletiva e painéis com a frase “Eu sou único(a) e isso é minha força” podem complementar a mostra.

Ao final, a exposição reforçará a mensagem de que Frida Kahlo não se tornou artista apesar de seus desafios, mas também por causa deles. Sua arte nasceu da coragem de transformar sofrimento em criatividade. Assim como Frida, todos podem se expressar e aprender a valorizar suas características, entendendo que ninguém deve ser excluído. A exposição sobre Frida Kahlo celebra a diversidade, o respeito e a alegria de aprender com a arte, mostrando que, quando se trata de criatividade, não existem limitações.










 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Simetrias, padrões e sequência de Fibonacci.

Atividade Artística: O Esquilo e os Padrões da Natureza.

Temas: Arte, Matemática, Natureza

Faixa etária: 6 a 10 anos

Duração: 1 a 2 aulas





- Objetivos de Aprendizagem:

Explorar padrões e simetrias presentes na natureza.

Conhecer e representar visualmente a sequência de Fibonacci.

Desenvolver coordenação motora, percepção visual e criatividade.

Relacionar arte e matemática por meio da observação e criação.

- Conteúdos Envolvidos:

Matemática: sequência de Fibonacci, contagem, simetria, padrões.

Arte: desenho, cores, repetição de formas, composição estética.

Ciências: observação de elementos naturais (folhas, conchas, caudas de animais).

- Materiais Necessários:

Papel sulfite ou cartolina

Lápis de cor, canetinhas, giz de cera

Tesoura e cola

Lápis e régua

Molde de animal (ex.: esquilo, borboleta, peixe etc.)

Transparência ou papel manteiga (opcional, para colar em janela)

- Passo a Passo:

1- Exploração inicial

Converse sobre padrões na natureza: conchas, girassóis, pinhas, asas de borboleta.

Mostre a sequência de Fibonacci e como ela forma espirais e proporções harmônicas.

2- Apresentação da simetria:

Dobre uma folha ao meio e desenhe apenas metade do animal (ex.: esquilo).

Corte para obter um desenho simétrico.

3- Criação artística:

Pinte o corpo do animal (como o da imagem: todo colorido).

Na cauda (ou asas, se for outro animal), desenhe padrões repetitivos ou baseados em Fibonacci:

- linhas com 1, 1, 2, 3, 5, 8 repetições de cores ou formas;

- sequência crescente de círculos, traços, letras ou símbolos;

- padrões coloridos alternando tons e espessuras.

4- Exposição luminosa:

Cole o trabalho na janela para que a luz realce as cores e mostre a beleza dos padrões, simbolizando a matemática viva na natureza.

- Extensão interdisciplinar:

Ciências: observar espirais em flores e conchas.

Português: criar um pequeno texto “O Esquilo e o Segredo dos Números da Natureza”.

Educação Ambiental: falar sobre o habitat do esquilo e a importância das árvores.

- Avaliação:

Participação e interesse durante a criação.

Capacidade de identificar e reproduzir padrões.

Criatividade e acabamento artístico.

Compreensão da ideia de simetria e sequência crescente.

- Versão poética para mural:

 “Na cauda do esquilo vivem números e cores,

que crescem como flores no jardim da natureza.”

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

O vínculo mais profundo do mar

Diferentemente dos mamíferos terrestres, as baleias não podem se agarrar às mães.

Eles não têm pernas, braços, nem sequer o abrigo de um ninho.

Apenas o mar.

Por isso, a natureza desenhou um milagre: a mãe não amamenta, mas pulveriza o seu leite diretamente na água.

Mas não é um leite comum. É espessa, branca, quase como creme ou pasta de dentes, com 50% de gordura.

Tão densa que não se dissolve no mar.

Flutua, suspensa, esperando que a pequena baleia a apanhe entre as ondas.

A mãe calcula o ângulo, a força e o momento exato.

E enquanto ambas nadam, o alimento viaja de uma vida para outra, invisível entre a espuma.

É um ato de precisão, mas também de ternura: a forma como uma mãe alimenta o seu filho no meio do caos do oceano.

Um lembrete de que mesmo nos lugares mais vastos e imprevisíveis do mundo, a vida sempre encontra um jeito de se abraçar.



RECICLAR É IMPORTANTE, MAS QUESTIONAR É ESSENCIAL

claramente é uma garrafa de plastico

Claramente é uma garrafa de plástico, mas é uma ilustração de design gráfico

Essa ilustração do magnífico designer gráfico, branding corporativo Javier Jaén Benavides (Espanha) torna-se o epítome da criação de arte de...