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"Inspirado em Heidegger, Brincadeira Sustentável (por Renata Bravo) não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser digerida, vivida e incorporada."

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Enquanto isso, na cantina escolar ...


 As novas gerações consomem cada vez mais, dentro e fora do ambiente escolar, a famosa “comida rápida”. O ambiente escolar representa o espaço predominante onde crianças e adolescentes dedicam a maior parte de seu tempo, exercendo uma influência direta sobre o desenvolvimento de hábitos alimentares, o que por conseguinte, pode desempenhar um papel crucial na predisposição à obesidade.

 A cantina escolar precisa refletir as ações pedagógicas e, dentro delas, não só a transmissão de conteúdos escolares senão também a reeducação dos alunos quanto a um tema multidisciplinar: a alimentação saudável, mudanças nos hábitos alimentares e no estado nutricional dos estudantes.

Porque a Lei sobre Cantinas Escolares (2013), não é o único instrumento que pode incidir sobre a alimentação dos educandos, porque também está a família e a sociedade como co-participes dessa tarefa educativa. 

Ademais, a mídia é um poderoso instrumento atual que incide de forma direta sobre a escolha alimentícia das pessoas. É preciso que o aspecto nutricional seja ensinado de maneira multidisciplinar e continua pela equipe pedagógica, junto ao gestor escolar, sendo necessária a sua incorporação no Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola para, desta maneira, contribuir ao desenvolvimento psicofísico e cognitivo dos alunos. 

O ser humano – especialmente as crianças – deve estar bem alimentado e nutrido para que seu organismo, como um todo, funcione adequadamente tanto na parte física quanto na cognitiva porque ela depende de um órgão (o cérebro) que precisa de nutrientes adequados. 

É por isso a preocupação da sociedade (família, Estado) em dar-lhes às novas gerações, uma alimentação saudável. O método empregado foi o hipotético-dedutivo. Portanto, salienta-se a necessidade da inserção da educação nutricional desde a infância, com difusão destes conhecimentos através de profissionais aptos e formados para tanto.


 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Como surgiu o ovo de Páscoa?

 Presentear com ovos na Páscoa é um costume muito antigo, de pelo menos três mil anos antes de Cristo.

Mas não eram ovos de chocolate, como conhecemos hoje, e sim ovos de galinha pintados à mão.

A tradição começou com povos pagãos (que acreditavam em vários deuses) da Europa central e oriental. Durante o inverno, por causa da neve, as famílias permaneciam em casa pintando as cascas de ovos. Quando chegava a primavera, estes ovos eram oferecidos aos deuses, pedindo proteção.

Com o surgimento do Cristianismo (religião que segue os ensinamentos de Jesus), o ovo passou a ser um dos símbolos da Páscoa, pois representa vida nova e ressurreição de Cristo. Além disso, a data é celebrada justamente no início da primavera no hemisfério norte.

Até hoje, é costume dar ovos de galinha, pata ou de madeira aos amigos e familiares nos países eslavos (como a Ucrânia, Polônia, Rússia, etc).

"Na Ucrânia, os ovos se chamam pêssankas, e os desenhos são geométricos. Já na Polônia, recebem o nome de pissankis, e as figuras representam a natureza", explica o artista plástico Eloir Jr., especialista na arte milenar da pêssanka. Ele é do Paraná, estado que recebeu muitos imigrantes desses países.

Cada símbolo pintado tem um significado. Triângulos representam religiosidade. Linhas retas simbolizam a vida eterna. E estrelas significam sucesso.

Mas a forma de decorar os ovos mudou muito. "Antes, a tinta era produzida a partir de legumes e vegetais. Para produzir a cor vermelha, a beterraba era fervida em uma panela com água e deixada de molho por dias e até semanas. Depois, o ovo era mergulhado nesse líquido", conta Eloir. "Para obter tons de verde usava-se a couve, enquanto os tons de marrom eram feitos com casca de cebola. Atualmente, usamos anilina".

Mas até hoje, os desenhos na casca do ovo são feitos com cera de abelha derretida na chama de uma vela, de forma bem artesanal.

Quem quiser ver de pertinho e conhecer mais a história das pêssankas, pode visitar a exposição "A Arte Milenar Ucraniana", no shopping Light. Na terça-feira (26), o artista plástico Eloir Jr. fará pêssankas na praça de eventos.

Curiosidades:* Pêssanka vem do verbo pessaty e pysanka é derivada de pysaty. Em ambos, o significado é escrever* São usados ovos de galinha, pata, codorna ou feitos de madeira e porcelana* Em escavações arqueológicas, foram encontrados indícios de pêssankas de 3.000 anos antes de Cristo* Para os pagãos, a pêssanka era usada como amuleto contra mau-olhado* Os poloneses fazem a brincadeira walatka em que as pessoas batem uma pisanka na outra. Se quebrar o ovo do adversário, o vencedor fica com todas as pisankas


embaixada da ucrânia no brasil - como surgiu o ovo de páscoa?








Pintando ovos de páscoa utilizando uma técnica ucraniana









Passo-a-passo de como fazer, pra quem quiser arriscar:

Primeiro você escolhe o desenho e define as cores de cada parte. 

Como o ovo é branco, se tiver alguma parte do desenho que seja branca, você já começa cobrindo com cera a parte que continuará sendo branca, pra tinta não pegar naquela parte (aquele instrumento esquisito da foto é para desenhar no ovo com a cera derretida). Aí o ovo leva um banho de cor, começando com a cor mais clara para a mais escura. 

Cobri a parte que eu queria que continuasse sendo amarela com cera, pra nenhuma outra cor ficar por cima. Outro banho, agora de vermelho. Novamente a cera cobrindo a parte que eu queria que ficasse sendo vermelha. E o banho final, de preto.

Com o ovo seco, derrete-se toda a cera (segurando o ovo na chama da vela) e pronto, você finalmente vê a sua obra-de-arte. 

Ah, e um furinho para tirar a clara e a gema para guardar o ovo pronto sem apodrecer.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Aviões e veículos de combate





Materiais:

3 caixas de pasta de dente

3 rolos de papel higiênico

2 tubos de canetinhas

2 tiras de papelão de cm

1 tampa de garrafa pet

1 embalagem de guache cortada um pouquinho mais alta que a metade

cola

tinta guache para pintar

tesoura


Modo de fazer:

Corte cada rolo de papel higiênico em 4 partes de 2 cm e cole 6 rolinhos na tira de papelão obtendo assim 2 faixas de rolinhos com 6 e reserve.

Junte as 3 caixas de pasta de dente e cole.

Depois pegue a caixa de guache faça 2 furos na frente dela e cole os 2 tubos de canetinhas.

Depois de secar cole as faixas de rodinhas, as caixas de pasta de dente e a caixa de guache como está na figura acima, logo após cole por último a tampa de garrafa pet no alto do tanque e espere uns 5 minutos para secar tudo .

Pronto é só pintar da cor de sua preferência.

Abaixo, outros modelos







Avião

Para fazer aviões, você vai precisar de rolinhos de papelão, tesoura, tinta guache.






Outros modelos:

Tubete


Garrafa pet e papelão





Pregador de roupas


Papelão


Helicóptero:
- canudos
-tampa de garrafa pet
- bolinha de ping pong



quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Motilla del Azuer é o poço mais antigo da Espanha.

Construído entre 2200 -1500 a.C., é uma estrutura complexa com várias paredes, corredores sinuosos e um grande pátio, onde se localiza um poço recentemente descoberto e cavado. 

Os Motillas são sítios arqueológicos presentes na região natural de la Mancha, considerado o mais antigo assentamento humano organizado em Espanha capaz de capturar águas subterrâneas, e um dos mais antigos do continente europeu. Em torno da fortificação é uma pequena aldeia, cujas estruturas estratigráficas e depósitos não mudam excessivamente a topografia do ambiente de La Motilla. 

A construção das fortificações que deram origem aos Motillas e que estão localizadas a distâncias regulares que cobrem grande parte da planície ocidental, está intimamente relacionada com o controle de recursos básicos (água, cereais e pecuária), num tempo em que, de acordo com as hipóteses levantadas pelo registro arqueobotânico da Motilla del Azuer, o ambiente da planície de manchega foi significativamente mais árido do que o atual, o que tornou esses recursos críticos para as populações que habitavam na região. O sítio arqueológico de Motilla del Azuer pode dizer a verdade sobre o assentamento pré-histórico da idade do bronze, datado dos séculos 23 e 15 a.C. 



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Saiba mais sobre os tipos de erosão mais comuns (veja na imagem).

Ecologia na prática. 

Com as chuvas intensas de verão, vêm as enchentes e os deslizamentos de terra devido às erosões. 


Com as chuvas intensas de verão, vêm  as enchentes e os deslizamentos de terra 

E lembre-se: cuidado ao construir em encostas e margens de rios.

Assegure-se sobre o tipo de solo e siga as regras das fundações adequadas.

As mudanças climáticas em curso, afetam o regime de chuvas e a degradação dos solos.

Não espere uma tragédia acontecer.


segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

A primeira feira de ciências na Terra



---- A invenção da roda foi um importante marco na história da humanidade. Com ela foi possível reduzir significativamente o atrito entre um objeto e o solo, necessitando de uma força menor para movê-los e possibilitando o transporte de itens de interesse.
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Como o fogo foi a primeira fonte de energia descoberta, controlada e usada pelos humanos, no começo eles só sabiam transportá-lo.

Um dos primeiros capítulos da história do fogo foi o atrito entre dois pedaços de madeira, que só foi escrito muito depois. Isso porque o homem viu que saíam faíscas de dois galhos que se esfregavam com o vento.

Segundo pesquisas arqueológicas, os povos primitivos começaram a produzir fogo no período neolítico. Ou seja, aos 7 mil anos a.C. Mas não foi fácil, pois eles precisaram usar tipos diferentes de pedras até encontrarem as melhores para produzir as chamas.

Nessa busca, diversos utensílios foram criados para ajudar. Um deles foi um disco de madeira que era girado rapidamente nas palmas das mãos e pressionado em uma superfície plana também de madeira. Depois, as puas de arco e corda, que eram mais rápidas na criação do calor.

Geralmente, a produção do fogo exigia muito trabalho. Por isso, alguns povos indígenas mantinham de prontidão uma equipe que garantia que a brasa nunca se apagasse.

Uma boa dica para conhecer essa história é o filme “A Guerra do Fogo“, de 1981. De maneira romanceada, ele conta como foi a descoberta do fogo pelos homens primitivos.

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De acordo com pesquisas, as primeiras lanças foram desenvolvidas na era da Idade da Pedra, quando os homens utilizavam pedaços de pedra lascada com a ponta afiada para a fabricação da ferramenta rudimentar, no qual era utilizada como arma para a caça ou para cortar e raspar alimentos.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Lettering — arte de desenhar palavras ou letras, não em escrevê-las.


A infância é uma das fases mais importantes para o aprendizado de diversas habilidades, como falar, desenhar, ler e escrever. Também é um período onde a criatividade e a imaginação estão mais afloradas, o que abre espaço para a introdução de expressões artísticas. Um exemplo interessante é o lettering para crianças.

Apesar de parecer uma técnica complexa para os pequenos, o lettering agrega diversos benefícios que podem ser úteis para o desenvolvimento infantil. Com o uso de materiais adequados à idade, direcionamento e paciência, as crianças encontram na atividade uma forma de se expressar, aprender e valorizar a arte desde cedo.

Quer conhecer os principais benefícios do lettering para crianças? Continue a leitura e veja ainda um passo a passo para começar.




Lettering: criatividade na arte de combinar texto e desenho

Podemos definir lettering como uma técnica que transforma caligrafia em arte. Para isso, utilizam-se diferentes estilos de traços, com cores e desenhos únicos.

Por muito tempo, o lettering era voltado para objetivos específicos, como logos para empresa e convites. Mas, felizmente, a tendência se espalhou e agora vemos diversos tipos de acessórios e objetos personalizados com a criatividade de frases que combinam texto e desenho.

Diante da peculiaridade da técnica, as crianças também se encantam com os traços e encontram no lettering uma forma de expressão artística. E o mais interessante: no caso dos pequenos, não se trata apenas de diversão!

Confira os principais benefícios de ensinar lettering para crianças

Muitas pessoas encaram o lettering como uma forma avançada de caligrafia, o que tornaria a técnica uma atividade quase impossível de ser aprendida na infância. Porém, na prática, é possível ensiná-la para crianças e ainda usufruir dos benefícios pedagógicos.

Ajuda no aprendizado

Quando pensamos no processo de aprender a escrever, devemos lembrar que ao traçar as primeiras letras, sílabas e palavras, as crianças estão desenhando. Só, após muita prática, os traços se transformam na escrita fluída que utilizamos sem perceber.

Com isso em mente, fica fácil perceber que o lettering é uma ferramenta interessante para incentivar o aprendizado durante a alfabetização. Até porque a técnica se parece mais com uma brincadeira de “desenhar” letras do que propriamente “escrever”.

Além disso, a atividade pode ficar mais divertida se associarmos letras com elementos que têm a mesma inicial. Ao treinar a letra A, a criança pode ser incentivada a incorporar ao desenho objetos que comecem com a mesma letra, como avião, anel e abelha. Assim, fica ainda mais fácil dos pequenos assimilarem o aprendizado.

Estimula a criatividade

Como é uma forma de expressão artística, o lettering também é uma ferramenta poderosa para as crianças soltarem a criatividade e a imaginação. São habilidades importantes para o desenvolvimento infantil e, diferente do que muitas pessoas pensam, precisam ser exercitadas para se fortalecerem.

Favorece o autoconhecimento

Outro ponto interessante é a possibilidade da criança expressar seus sentimentos nos desenhos. Sem dúvida, o lettering pode se tornar um meio para a criança se desenvolver emocionalmente ao levar para o papel suas alegrias e angústias.

Auxilia no desenvolvimento da coordenação motora fina

A coordenação motora fina é uma habilidade indispensável nos primeiros anos de vida que é amplamente favorecida pela escrita. No caso do lettering, esse aprendizado se torna mais artístico e divertido.

É interessante estimular as variações de força no traço e diferentes estilos de letras, incluindo até linhas-guia para facilitar o exercício. Com isso, a criança irá praticar o controle de suas mãos e desenvolver uma espécie de “memória muscular” para repetir os traços novamente.

Favorece a paciência e concentração

Treinar uma nova habilidade e aprender a desenhar algo que requer tempo e dedicação resulta em outros importantes aprendizados na infância: paciência e concentração. Afinal, para um lettering ser feito de forma satisfatória, a pessoa deve prestar atenção e dar espaço para poucas distrações.

Essas habilidades acabam sendo absorvidas de forma ampla e marcante, agregando benefícios para a vida toda. Além disso, também facilita outros aspectos práticos de aprendizado, como exercícios matemáticos.

Passo a passo para ensinar lettering para crianças

Agora que já conhecemos os benefícios de ensinar lettering para crianças, chegou o momento de aprender como fazer isso de forma prática. O primeiro passo é reunir os materiais adequados, que podem ser encontrados em grandes papelarias.

Blocos de papel para desenho

Brush pen - canetas com pontas flexíveis em formato de pincel.

Caneta hidrográfica

Lápis de cor

Lápis preto

Borracha

Com os materiais em mãos, comece a treinar fazendo um esboço do que será desenhado com o lápis preto. Essa etapa é importante para a criança aprender a importância do planejamento, apesar do rascunho não ser algo obrigatório.

Depois, já podemos partir para a parte divertida do lettering, utilizando as brush pens e canetas hidrográficas para adicionar cor às letras. Uma forma de estimular a criança nos exercícios é treinar os traços junto com ela, transformando a atividade em um momento familiar.

Galos (pneus)

 


Materiais:
- pneu
- tinta: pode se usar tinta esmalte sintético, tinta a óleo, tinta automotiva , tinta epóxi (é mais resistente aos intempéries) epara um acabamento melhor recomendo fazer a pintura como o uso de um compressor.
- pneu cortado com serra tico-tico.
obs: os pneus devem ser devidamente furados, para não acumularem água.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Transforme a casca do ovo de diversas maneiras


Não é nenhuma novidade que o ovo é um dos alimentos mais ricos e nutritivos do mundo. Porém, quando ovo é consumido, muitas vezes a casca dele é descartada. Mas você sabia que é possível reaproveitar a casca do ovo de diversas maneiras?


A casca do ovo tem como função proteger o embrião em formação na parte interna, é composta por carbonato de cálcio e possui nutrientes como magnésio e potássio, e pode ser mais útil do que você imagina.

Afaste lesmas e lagartas das plantas
Tem plantas em casa e não consegue afastar as pragas que destroem as plantinhas? Para protegê-las desses animais, não é preciso usar nenhum veneno. Coloque a casca esmagada na terra, em volta das plantas. O cálcio irá funcionar como um repelente natural, pois mudará o pH do solo, tornando-o menos ácido e assim afastará os bichos. Além disso, as lesmas odeiam rastejar em superfícies ásperas e afiadas.


Adubo
O procedimento anterior também serve como fertilizante natural para as plantas. As cascas de ovo se degeneram rapidamente e contribuem com o cálcio e outros nutrientes para a terra. Assim, as plantas crescerão mais fortes e bonitas.

Mosaico
Sabemos que no artesanato é possível reutilizar diversos materiais e isso inclui a casca de ovo. Com as cascas já limpas e secas, quebre-as em vários pedaços pequenos e cole com cuidado em algum material de madeira, formando um lindo mosaico. Você pode manter a casca natural ou pintar na cor que desejar.



Fortalece as unhas
Se suas unhas demoram para crescer, estão fracas e quebradiças, uma dica é esmagar e triturar as cascas de ovo até transformá-las em um pó. Adicione um pouco desse pó nos esmaltes e espere a mágica acontecer! O cálcio da casca fará com que suas unhas fiquem fortes e saudáveis.

Saúde
Esse pó feito de casca de ovo também pode ser adicionada em sucos, comida, doces… Não altera em nada no sabor, mas fortalecerá os ossos e os dentes devido a alta quantidade de cálcio.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

E do nada se fez Natal ...


O apóstolo João não conta a história do Natal como os evangelistas Mateus e Lucas o fazem. João é o evangelista que nos dá uma perspectiva teológica diferente do Natal ao descrever Jesus Cristo como aquele por meio do qual nasce o mundo e em quem renascemos.
 

No Natal segundo João, o cenário é o universo, criado por meio de Jesus Cristo, a Palavra

O cenário do Natal de Jesus em Mateus e Lucas vai de Nazaré a Belém, lugares em que se cumprem as profecias dadas pelos profetas antigos. Já em João, o cenário é o próprio universo, que nasce por meio de Jesus Cristo, a Palavra.

No início do Evangelho, João nos confronta com a divindade, a eternidade e o poder criativo de Jesus Cristo. Gênesis 1.1 nos coloca frente a frente com a majestade de Deus: “No princípio Deus criou os céus e a terra”. Da mesma forma, João 1.1-3 nos depara com a majestade de Jesus Cristo: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele nada do que foi feito se fez”.

Gênesis 1 afirma repetidamente “e Deus disse…”. O Salmo 33.6,9 afirma: “pela palavra do Senhor foram feitos os céus…”; “porque ele falou, e foi feito; ele ordenou, e foi estabelecido”. O Salmo 107.20 declara: “ele enviou a sua palavra e os curou.” A palavra de Deus cumpre o propósito para o qual Deus a envia (Is 55.11). Há poder criativo na palavra de Deus e Jesus Cristo é essa Palavra. Assim, quando João chama Jesus Cristo de “a Palavra”, ele quer dizer, e diz, que Deus falou e se revelou a nós na pessoa de Jesus Cristo, o eterno Criador de todas as coisas (Cl 1.16-17), que operou “no princípio” (Gn 1.1), na Criação, juntamente com o Pai e o Espírito Santo (Gn 1.2,26; 1Co 8.6; Hb 1.1-3).

Aliás, ninguém pode conhecer os pensamentos de alguém se não forem colocados em palavras ou sinais interpretáveis. Deus é espírito e, portanto, invisível aos nossos sentidos finitos (1Tm 6.16). Jo 1.18 diz: “Nunca ninguém viu Deus, o Deus unigênito, que está junto do Pai, é quem o revelou”. O próprio Jesus disse (Jo 14.9): “Aquele que me vê, vê o Pai”. Portanto, só por meio de Jesus podemos conhecer Deus de maneira pessoal e plena (Lc 10.22).

Hebreus 1.1-2 declara: “Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo”. Se Deus nos falou por meio de Jesus Cristo, sua Palavra, então é melhor ouvirmos o que ele diz. João 3.36 estabelece a perspectiva: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”. Ignorar Jesus Cristo, a Palavra de Deus dada a nós, é um erro grave. Jesus Cristo é o Deus eterno, a Palavra de Deus autorizada. Não crer em Jesus Cristo traz consigo o perigo de não se tomar parte na nova Criação que sua vinda veio inaugurar com seu nascimento numa pobre manjedoura em Belém.

No Natal segundo João, a luz é Cristo, aquele que vence a escuridão do nosso coração

Nos relatos que Mateus e Lucas trazem do Natal de Jesus Cristo, a luz é um elemento central. É a luz que vem transformar a realidade, como quando o sacerdote Zacarias louva a Deus pela vinda iminente do “sol nascente das alturas”, que vem “para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte” (Lc 1.78-79). É luz que vem manifestar a presença de Deus, como quando a “glória do Senhor brilhou ao redor” dos pastores, nas campinas de Belém (Lc 2.9). É luz que sinaliza e dirige, como quando uma estrela (Mt 2.2,9-10) guia os sábios do Oriente até à casa onde Maria e José cuidam de Jesus. Já no prólogo de João, Jesus Cristo, a Palavra eterna, o Criador de tudo – da luz, inclusive (Gn 1.3), é a própria luz encarnada e caminhante. Essa luz, Jesus Cristo, revela a vida e a luz de Deus a este mundo escuro.

Ao falar de Jesus Cristo, João 1.10b diz que “o mundo não o conheceu”. E João 1.11b complementa que mesmo o seu próprio povo “não o recebeu”. Em João 3.19-20, Jesus salienta que os que estão nas trevas amam as trevas e odeiam a luz porque as suas obras são más. Como diz Paulo em 2 Coríntios 4.4,6, ao falar dos que estão perecendo: “nos quais o deus deste mundo cegou o entendimento dos descrentes, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. Porque Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo”. Os pecadores caminham na escuridão (Jo 8.12) e não veem quem Jesus realmente é a menos que Jesus lhes abra os olhos cegos para ver.

João 1.4 diz de Jesus Cristo: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”. A palavra “vida” aparece 36 vezes no Evangelho de João, mais do que em qualquer outro escrito do Novo Testamento. E em João 1.4, vida e luz estão entrelaçadas na pessoa e na obra de Jesus Cristo. É João dizendo que aqueles que estão espiritualmente mortos nos seus pecados precisam de vida, e Jesus é a fonte dessa vida. Eles estão na escuridão espiritual, mas quando nascem de novo, a luz se acende, resplandece.

Jesus Cristo é a única fonte de luz verdadeira neste mundo espiritualmente escuro. João no capítulo 1, versículo 5 afirma: “a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela”. A luz, uma vez criada (Gn 1.5), venceu a escuridão. Jesus Cristo, a luz, veio à luz e foi crucificado, mas ressuscitou e venceu as trevas. A salvação que vem por meio de Jesus Cristo supera a escuridão espiritual de cada coração que nele confia. Jesus é luz que transforma a realidade, que manifesta a presença de Deus e que sinaliza e dirige a vida dos que ilumina no caminho que leva à eternidade.

No Natal segundo João, os personagens somos nós, os renascidos e recriados em Jesus Cristo

Quando o pecado entrou no mundo, tornou-se impossível conhecer a Deus em sua plenitude a menos que ele se revelasse a nós. Uma nova Criação se fazia necessária, liberta das algemas do pecado e da escuridão. “E o Verbo fez-se carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e verdade” (Jo 1.14).

Diferente do que os gregos pensavam, a matéria não é eterna. Só Deus é eterno. E a Criação aponta para o espantoso poder e inteligência de Deus.

Ler Gênesis 1.1 e João 1.1 à luz um do outro nos ajuda a lembrar que somos criaturas finitas e limitadas e que devemos, portanto, submeter-nos a Deus e depender dele. Em outras palavras, sendo Jesus Cristo aquele por meio de quem o que foi feito se fez, então, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, Jesus Cristo é Deus, o que significa que eu não sou Deus. E isso é uma lição fundamental em todo o tempo.

No Natal segundo João, esta lição é ensinada sempre de novo: Jesus Cristo veio recriar vidas, iluminando-as e transformando-as com a sua luz. Se existo, assim como toda a Criação, é por desígnio de Deus que estou aqui e deveria reconhecer isso e devotar-me a Deus com reverência e gratidão todos os dias, também neste tempo santo de Natal, tempo de renascer com Jesus Cristo para a vida plena e eterna.

No Natal segundo João, só enxergamos a luz se Jesus Cristo, nascido em Belém, nascer em nosso coração também. Abençoado Natal!

O impacto do surto de esclerose múltipla e o fortalecimento de habilidades preexistentes

Introdução Desde muito cedo, percebi que minha forma de experimentar o mundo era diferente da maioria das pessoas. Durante anos, acreditei q...