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domingo, 25 de janeiro de 2026

STEAM, Cultura Maker e Música: Aprender Brincando de Forma Sustentável

Aprender pode (e deve!) ser uma experiência criativa, prática e significativa. Quando unimos STEAM, cultura maker, brincadeira sustentável e instrumentos musicais, abrimos espaço para uma educação viva, onde as crianças constroem conhecimento com as mãos, os ouvidos, o corpo e o coração.

O que é STEAM na prática?

STEAM significa Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. Na infância e em projetos socioeducativos, isso acontece quando a criança:

Testa sons e vibrações (ciência),

Cria instrumentos com materiais reutilizados (engenharia),

Mede, compara e organiza ritmos (matemática),

Explora a expressão sonora e estética (artes),

Registra, investiga e experimenta (tecnologia do cotidiano).

- Cultura Maker: aprender fazendo

Na cultura maker, o erro vira aprendizado e a curiosidade guia o processo. Ao construir instrumentos musicais com sucata, a criança:

Desenvolve autonomia e criatividade;

Aprende a planejar, testar e melhorar;

Percebe que pode criar, não apenas consumir.

- Brincadeira Sustentável: brincar cuidando do planeta

A brincadeira sustentável valoriza materiais simples e reutilizados:

Latas viram tambores,

Garrafas PET se transformam em chocalhos,

Caixas de papelão viram violões imaginários.

Além de brincar, a criança aprende sobre consumo consciente, reuso e responsabilidade ambiental.

- Instrumentos musicais e fenômenos do som

Ao explorar instrumentos (tradicionais ou construídos), surgem descobertas importantes:

- Sustain - o tempo que o som permanece audível após ser produzido.

- Altura - sons graves e agudos.

- Intensidade - sons fortes e fracos.

- Timbre - o “jeito” único de cada som.

- Ressonância e vibração – como o som se espalha e ganha corpo.

Esses fenômenos podem ser vivenciados de forma prática, sensorial e divertida, sem fórmulas complicadas.

Por que essa abordagem é tão potente?

- Integra arte, ciência e sustentabilidade

- Estimula escuta, coordenação motora e expressão

- Valoriza o brincar como linguagem de aprendizagem

- Fortalece o vínculo com o meio ambiente

- Desenvolve pensamento crítico e criativo

- Quando a criança cria, investiga e brinca, o aprendizado acontece de forma natural e significativa.

E quando isso é feito com consciência ambiental e sensibilidade artística, estamos formando cidadãos mais criativos, atentos e responsáveis.

ATIVIDADE PRÁTICA

Orquestra Sustentável: Construindo Sons e Descobrindo o Sustain

Público-alvo:

Educação Infantil (4+) e Ensino Fundamental I

(com adaptações possíveis para outras faixas etárias)

Duração:

1h a 1h30

Objetivos de Aprendizagem:

Explorar fenômenos sonoros (sustain, timbre, altura e intensidade)

Estimular criatividade, coordenação motora e escuta ativa

Desenvolver consciência ambiental por meio do reuso de materiais

Vivenciar conceitos STEAM de forma lúdica e prática

Materiais (reutilizados e seguros):

Garrafas PET, latas, potes plásticos

Tampinhas, grãos, areia, pedrinhas

Elásticos, barbante, fita adesiva

Caixas de papelão

Tesoura sem ponta

Canetinhas e materiais para decoração

ETAPA 1 - Construção dos Instrumentos (Cultura Maker)

Convide as crianças a escolherem materiais e criarem seu próprio instrumento:

Sugestões:

Chocalhos (garrafa + grãos)

Tambores (lata ou pote + balão ou papel)

Cordofone simples (caixa + elásticos)

Mediação:

“O que acontece com o som quando mudamos o material?”

“Esse som dura muito ou pouco?”

ETAPA 2 - Descobrindo os Sons (Fenômenos Musicais)

Com os instrumentos prontos, explore:

- Sustain

Toque o instrumento e conte quanto tempo o som permanece.

Compare sons curtos e longos.

- Intensidade

Toque forte e fraco.

Observe como o corpo reage ao som.

- Altura

Sons mais graves ou agudos (grãos grandes x pequenos, elásticos grossos x finos).

- Timbre

Compare instrumentos diferentes tocando o “mesmo ritmo”.

ETAPA 3 - Experimentação STEAM

Proponha desafios:

“Como fazer o som durar mais?”

“O que muda se colocarmos mais grãos?”

“E se trocarmos o material da caixa?”

- Aqui entram ciência (som), engenharia (estrutura), matemática (quantidade/tempo) e arte (expressão).

ETAPA 4 - Orquestra Sustentável

Organize uma roda

Crie sinais para começar, parar, tocar forte ou suave

Monte uma pequena composição coletiva

- Valorize o silêncio como parte da música.

ETAPA 5 - Roda de Conversa e Consciência Ambiental

Converse com as crianças:

O que era esse material antes?

Ele iria para o lixo?

O que aprendemos com essa transformação?

Avaliação (qualitativa e lúdica):

Participação e envolvimento

Capacidade de escuta

Criatividade na construção

Curiosidade e experimentação

(Pode ser feita por observação, fotos ou relatos das crianças)

ADAPTAÇÕES INCLUSIVAS

Sons táteis e vibrações para crianças com deficiência visual

Instrumentos leves e grandes para idosos ou crianças pequenas

Ritmos simples e repetitivos para crianças com TEA

Encerramento Poético:

“O som nasce do movimento,

o instrumento nasce da imaginação,

e o cuidado com o planeta nasce quando aprendemos brincando.”

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Descobrindo o Som: Música, Ciência e Sustentabilidade

Público-alvo:

Educação Infantil (4–5 anos) e Ensino Fundamental I (1º ao 3º ano)

(com adaptações possíveis)

Duração:

7 encontros de 50 a 60 minutos

(pode ser compactada ou ampliada)

Objetivo Geral:

Vivenciar os fenômenos do som por meio da construção de instrumentos sustentáveis, promovendo aprendizagem STEAM, escuta sensível, criatividade e consciência ambiental.

COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS

Escuta ativa e percepção sonora

Coordenação motora e expressão corporal

Investigação, experimentação e criatividade

Consciência ambiental e consumo consciente

Trabalho coletivo e respeito ao silêncio

AULA 1 - O QUE É SOM?

Foco: Vibração

Objetivos específicos:

Compreender que o som nasce do movimento

Sentir o som com o corpo

Atividades:

Bater palmas, pés e objetos

Encostar a mão no instrumento enquanto toca

Sentir vibração no peito ao falar

Mediação:

“O som se mexe?”

“O que acontece quando paramos?”

- Registro Desenho livre: “Como o som se move?”

AULA 2 - SONS QUE DURAM MAIS OU MENOS

Foco: Sustain

Objetivos:

Identificar sons curtos e longos

Comparar materiais

Atividades:

Testar tambor, chocalho e elástico

Contar o tempo do som com palmas

Desafio STEAM:

“Como fazer o som durar mais?”

AULA 3 - SOM FORTE E SOM FRACO

Foco: Intensidade

Objetivos:

Controlar força e intenção sonora

Desenvolver escuta coletiva

Atividades:

Tocar forte / suave

Jogo do maestro (gestos indicam intensidade)

- Valor socioemocional Respeito ao espaço e ao outro

AULA 4 - GRAVE OU AGUDO?

Foco: Altura

Objetivos:

Diferenciar sons graves e agudos

Relacionar som e material

Atividades:

Elásticos grossos x finos

Grãos grandes x pequenos

Movimento corporal (grave = baixo / agudo = alto)

- STEAM Classificar, comparar e testar

AULA 5  CADA SOM É ÚNICO

Foco: Timbre

Objetivos:

Reconhecer identidade sonora

Valorizar diversidade

Atividades:

Mesmo ritmo em materiais diferentes

Jogo “Quem está tocando?”

Conexão humana:

“Assim como os sons, as pessoas são diferentes.”

AULA 6 - O SOM GANHA CORPO

Foco: Ressonância

Objetivos:

Entender o papel do espaço

Experimentar caixas e recipientes

Atividades:

Tocar dentro e fora da caixa

Explorar eco e amplificação

- Ciência viva Som + espaço = ressonância

AULA 7 - SILÊNCIO E CRIAÇÃO COLETIVA

Foco: Silêncio e Orquestra Sustentável

Objetivos:

Integrar todos os fenômenos

Criar música coletiva

Atividades:

Construção final dos instrumentos

Orquestra sustentável com sinais

Momentos de silêncio consciente

Encerramento poético:

“O silêncio organiza o som.”

AVALIAÇÃO (PROCESSUAL E SENSÍVEL)

Participação e curiosidade

Capacidade de escuta

Criatividade e experimentação

Trabalho em grupo

- Sem provas: observação, registros visuais, falas das crianças.

ADAPTAÇÕES INCLUSIVAS

Vibração e som tátil (deficiência visual)

Ritmos simples e previsíveis (TEA)

Instrumentos grandes e leves (idosos / EI)

CONEXÃO COM SUSTENTABILIDADE

Origem dos materiais

Reuso e transformação

Redução do descarte

Cuidado com o ambiente

FRASE-SÍNTESE DA SEQUÊNCIA

Quando a criança constrói, escuta e cria,

ela aprende ciência, arte e cuidado com o planeta ao mesmo tempo.


Cultura indígena e educação do olhar

São Paulo nasceu indígena: rios, barro e memória

Antes de ser cidade, São Paulo era território indígena.

Antes do concreto, havia barro.

Antes das avenidas, rios vivos moldavam o cotidiano.

No Rio Piratininga, peixes ficavam presos nas margens quando as águas baixavam. O mesmo acontecia no Rio dos Tamanduás e no Anhangabaú, todos nomes em tupi, lembrando que São Paulo fala, desde a origem, uma língua indígena.

Cada nome carrega um significado, uma relação com a natureza, um modo de viver. São Paulo é indígena na raiz, mesmo quando tenta esquecer.

O colégio de barro e a cidade que surgiu ao redor

No século XVI, padres jesuítas como Manuel da Nóbrega e José de Anchieta chegaram a esse território. A primeira construção importante da cidade foi o Colégio de São Paulo, feito de taipa de pilão, barro, terra, água e mãos.

Essa parede de taipa, ainda existente no Pátio do Colégio, é considerada a parede mais antiga de São Paulo. Ela não foi erguida sozinha: foi construída com o conhecimento de artesãos indígenas, que dominavam técnicas de construção com terra muito antes da chegada dos europeus.

Há muitos símbolos, muitas leituras possíveis…

Mas a origem é uma só.

Catequização, língua e saberes

A Companhia de Jesus teve papel central na formação da cidade. A catequização dos povos indígenas foi parte desse processo complexo, contraditório e histórico.

José de Anchieta, além de religioso, foi linguista, educador, escritor e cozinheiro. No século XVI, escreveu a gramática da língua tupi, registrando uma língua viva, falada e cantada.

Também adaptou receitas: a mandioca virou base de uma nova culinária, uma espécie de “massa de pão dos trópicos”, mistura de saber indígena e adaptação europeia.

Educação, língua, comida e fé se cruzavam no cotidiano.

Biblioteca, memória e centro histórico

Nomes como Padre Antônio Vieira e Anchieta fazem parte dessa história que pode ser revisitada hoje no Museu Anchieta, na biblioteca do Pátio do Colégio, no coração do centro histórico de São Paulo.

Estátuas de barro, figuras simples os “paulistinhas”  lembram que a cidade nasceu pequena, feita de terra, mãos e encontros culturais.

Educar o olhar para a origem

Conhecer essa história é mais do que aprender datas.

É perceber que São Paulo não começou em prédios altos, mas em rios, trilhas, palavras indígenas e paredes de barro.

Olhar para a cidade com esse cuidado é também um ato educativo: reconhecer a origem, valorizar os povos indígenas e compreender que a cidade que somos hoje nasceu de muitas mãos, mas de um só chão.

São Paulo é indígena.

E essa memória ainda pulsa sob nossos pés.

São Paulo: onde tudo começou

A cidade de São Paulo nasceu de forma simples e cheia de significado. No dia 25 de janeiro de 1554, em uma pequena cabana de pau-a-pique, foi fundado o Colégio de São Paulo de Piratininga. A partir desse gesto singelo, em meio à mata e aos caminhos indígenas, começava a história de uma das maiores cidades do mundo.

Da primeira construção, feita com materiais simples e saberes da época, não restam vestígios materiais. O tempo passou, a cidade cresceu, se transformou. Mas a memória permaneceu.

Aqui, no Pateo do Collegio, preserva-se a parede mais antiga de São Paulo, construída em taipa-de-pilão, técnica ancestral que mistura terra, água e trabalho humano. Essa parede é remanescente da segunda edificação do Colégio, erguida ainda no século XVI, e segue de pé como testemunha silenciosa da história.

Dizem que as paredes têm ouvidos…

Se isso for verdade, imagine quantas histórias essa parede já escutou: encontros, conflitos, orações, decisões, sonhos e transformações. Séculos de vida pulsando ao seu redor.

São Paulo nasceu assim: pequena, feita de terra, mãos e esperança.

E é por isso que olhar para esse lugar é também olhar para nossas origens.

São Paulo: onde tudo começou.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Atividades adaptadas - celas braille

Louis Braille: o toque que iluminou o mundo

Quando a visão falta, o conhecimento não pode faltar.

O sistema de comunicação tátil estruturado em uma matriz de seis pontos salientes revolucionou de forma definitiva o acesso ao conhecimento e a integração social de pessoas cegas em todo o mundo. Criado por Louis Braille, ainda muito jovem, esse método genial transformou a leitura e a escrita em ferramentas reais de autonomia intelectual para quem não enxerga.

Mais do que um sistema de leitura, o braile é um ato de liberdade.

Uma genialidade que enfrentou resistência

Apesar de sua eficiência incontestável, a trajetória do braile foi marcada por fortes resistências institucionais. Durante anos, o método foi desacreditado, proibido e substituído por sistemas menos funcionais de letras em relevo, defendidos por escolas tradicionais.

Louis Braille, infelizmente, não viveu para ver o triunfo de sua própria criação. Ele faleceu em 1852, e somente anos depois seu sistema foi reconhecido oficialmente e padronizado internacionalmente. A história nos lembra, mais uma vez, que ideias transformadoras nem sempre são acolhidas de imediato.

Um missionário do bem 

Louis Braille pode ser visto como um verdadeiro missionário do bem. Um exemplo de inteligência, sensibilidade e superação. Com seu invento, deixou um legado imensurável para a humanidade, abrindo caminhos para:
acesso à leitura e à escrita
inclusão no estudo formal
acesso à informação
profissionalização e autonomia
participação plena na vida social e cultural

Seu trabalho mostrou que limitação visual não é limitação intelectual.

O Brasil e o braile 

Pouca gente sabe, mas o Brasil foi o segundo país do mundo a adotar oficialmente o sistema braile. Um dado histórico que reforça a importância de conhecermos e valorizarmos essa trajetória, especialmente em um país que ainda luta diariamente pela inclusão plena.

Conhecer a história do braile é também reconhecer que educação inclusiva não é favor é direito.

Um legado que atravessa gerações

Hoje, o braile é reconhecido como um direito humano fundamental. Ele garante que a escuridão física jamais signifique o silenciamento da mente ou a exclusão do saber literário, científico e cultural.

O toque de Louis Braille continua vivo.
E, através dele, milhões de pessoas seguem lendo, aprendendo, criando e transformando o mundo.


Celas braille

Encaixar as bolinhas nas tampas 

Material: tampas pet, miçangas redondas, papelão

Encaixar as bolinhas 
Material: miçangas redondas, papelão


Material: caixas de fósforo e letras em alto contraste



Dupla cela braille
Material: papelão e velcro


Uma cela braille é um espaço retangular com seis pontos em relevo que representam letras, números, sinais de pontuação, e outros símbolos. A combinação desses pontos forma os símbolos braille.

Como é formada uma cela braille?

Os pontos são numerados de cima para baixo, coluna da esquerda: pontos 1, 2, 3
Coluna da direita: pontos 4, 5, 6
A disposição dos pontos em duas colunas verticais permite 63 combinações
Alguns consideram a célula vazia como um símbolo também, totalizando 64 combinações

Quem criou o braille?

Louis Braille criou o braille em 1824. O braille é um sistema de leitura para pessoas cegas ou com baixa visão.

Como ler braille?

As células braille são dispostas em linhas impressas em papel ou noutro suporte tátil
Os pontos em relevo podem ser lidos com os dedos

Linhas braille eletrônicas

As linhas braille eletrônicas permitem aos seus utilizadores a interação com computadores e dispositivos móveis
A maioria das linhas braille tem teclas com funções diversas, que permitem dispensar os teclados tradicionais

O Braille não é uma língua e, sim, um código pelo qual muitos idiomas como português, inglês, espanhol, árabe, chinês e dezenas de outros podem ser escritos e lidos. É usado por milhares de pessoas em todo o mundo em suas línguas nativas e fornece um meio de alfabetização para todos.
Não é alfabeto e sim código. Código para leitura e não para escrita.


A música e a existência humana: um encontro que atravessa o tempo

A música começou junto com a existência do homem.
Ela sempre existiu e sempre vai existir.

Antes da escrita, antes das cidades, antes mesmo de sabermos quem éramos, já fazíamos sons. Sons para avisar perigo, para chamar o outro, para celebrar, para chorar, para viver.

Pesquisas arqueológicas apontam que, no Oriente Médio, em cavernas localizadas em Israel, vestígios mostram grupos humanos observando o horizonte. Um dia, avistaram pessoas cambaleando ao longe. De onde vinham? Quem eram?
Ao se aproximarem, perceberam algo essencial: andavam como nós, sobre duas pernas. Eram semelhantes. Alguns registros indicam migrações vindas do norte da Europa, como a região hoje conhecida como Noruega, misturando-se com povos africanos e do Oriente Médio.

Sem uma língua estruturada, o primeiro contato foi sonoro.
Um grito para cá, outro para lá. Sons altos, ritmados, repetidos.
Ali, talvez sem saber, nascia a música.

A música nasceu da curiosidade humana.
E só continuou existindo porque o ser humano precisou dela para se conectar, organizar-se e sobreviver.

Com o passar do tempo, a música acompanhou o crescimento da população humana. Povos se multiplicaram, culturas se encontraram, territórios se expandiram. Por volta do ano 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, a população europeia ainda era relativamente pequena se comparada à imensa população indígena que já habitava estas terras.

Aqui, encontraram algo poderoso: o canto indígena.

Os povos originários do Brasil possuíam uma relação profunda com a música. Seus cantos estavam ligados à natureza, aos rituais, ao trabalho coletivo, à espiritualidade e à transmissão de conhecimento. Não era apenas arte, era identidade, memória e resistência.

Os europeus ouviram uma música linda, ancestral, viva.
Uma música que não precisava de papel para existir, pois vivia no corpo, na voz e no coletivo.

Música como ponte entre áreas do conhecimento

História: revela migrações, encontros e conflitos entre povos
Antropologia: mostra como a música constrói identidade cultural
Geografia: acompanha deslocamentos humanos pelo planeta
Educação: desenvolve escuta, sensibilidade, linguagem e pertencimento
Arte: expressa emoções que palavras não alcançam

A música não é um detalhe da humanidade.
Ela é parte da nossa essência.

Enquanto existir gente, existirá música, porque onde há vida, há som, ritmo e desejo de comunicar.

A música não começou depois do homem. Ela começou com ele.


Os Instrumentos Mais Antigos do Brasil e a Música que Nasce do Instinto Humano

A música não surgiu por estudo ou teoria.
Ela nasceu do instinto e isso acontece em todos os povos do mundo.

No Brasil, os instrumentos mais antigos estão profundamente ligados aos povos indígenas, à natureza e à espiritualidade. Não eram apenas objetos sonoros, mas instrumentos de cura, comunicação e equilíbrio.

O chocalho: o primeiro instrumento

Entre os instrumentos mais antigos do Brasil está o chocalho, utilizado pelos pajés.
Ele tem uma função sagrada: fazer a energia circular, harmonizar o ambiente, equilibrar o corpo e o espírito. Quando o pajé toca o chocalho, tudo se organiza, tudo fica bom.

Muitos chocalhos são feitos com sementes encontradas no mato. Algumas delas já chegam perfuradas naturalmente o “bichinho” que passa pela semente faz três pequenos furos, permitindo que ela seja transformada em som.
Nada é por acaso na natureza.

Tocar esse instrumento não é simples.
É preciso estudar bastante, aprender o ritmo, o tempo certo, o momento correto. O chocalho exige respeito, escuta e intenção.

A flauta indígena: som que vem da terra

Outro instrumento ancestral é a flauta indígena, feita de bambu ou taquara. Os povos originários do Brasil fabricam flautas há muitos e muitos anos, usando apenas o que a natureza oferece.

Cada flauta carrega o sopro de quem a toca.
Ela conversa com o vento, com a floresta, com os espíritos e com a comunidade.

Não existe uma flauta igual à outra assim como não existem dois povos iguais.

A harpa e os continentes

A harpa, um dos instrumentos mais antigos da humanidade, aparece em diferentes continentes ao longo da história. Cada cultura construiu sua própria versão, com formatos, materiais e significados distintos.

Isso mostra algo essencial:
a música não pertence a um lugar só.
Ela nasce em todos os continentes porque nasce do ser humano.

Música: instinto universal

Desde os primeiros tempos, todos os povos criaram música. Uns com sementes, outros com bambu, outros com cordas. Mas o motivo é o mesmo: o instinto de se expressar, comunicar, curar e celebrar.

A música não foi inventada.
Ela foi sentida.

E no Brasil, ela pulsa desde sempre nas mãos do pajé, no sopro da flauta, no balanço do chocalho e no coração de quem escuta.

Enquanto houver natureza e gente, haverá música.

Quando a imaginação ganha patas, asas e caudas!

Quem disse que papelão é só caixa?

Na mão das crianças (e dos adultos também!), ele vira leão, tartaruga, pássaro, peixe e até animais que não existem em nenhum livro só na imaginação 

Criar animais com papelão é muito mais do que uma atividade artística. É uma experiência completa:

Criatividade em ação - transformar um material simples em algo cheio de vida

Consciência ambiental - reaproveitar, cuidar do planeta, reinventar

Desenvolvimento cognitivo - planejamento, solução de problemas, imaginação

Coordenação motora - cortar, colar, montar, pintar

Expressão e narrativa - cada animal ganha nome, história, som e personalidade

Vale tudo:

- recortes irregulares

- texturas diferentes

- tintas, canetinhas, colagens

- olhos grandes, patas tortas, asas coloridas

Aqui não existe certo ou errado.

Existe processo, descoberta e encantamento 

Dica educativa: depois de prontos, os animais podem virar personagens para histórias, teatro, jogos simbólicos ou projetos sobre natureza, biodiversidade e sustentabilidade.

Porque quando damos espaço para criar, o papelão deixa de ser descarte…

e vira arte, brincadeira e aprendizado 


Perfeito 🌱✨
Aqui vai uma postagem em formato de Projeto Ambiental, com linguagem envolvente, educativa e inspiradora — ótima para blog, redes sociais ou apresentação de projeto.
Projeto Ambiental

Animais Criativos Feitos com Papelão

Educar, criar e cuidar do planeta brincando

Este projeto convida crianças e comunidades a repensarem o consumo, reaproveitarem materiais e expressarem sua criatividade, transformando papelão descartado em animais cheios de vida, significado e história.

A proposta une arte, educação ambiental e imaginação, mostrando que pequenos gestos podem gerar grandes transformações.

Objetivos do Projeto
Desenvolver a consciência ambiental por meio do reaproveitamento de materiais
Estimular a criatividade e a expressão artística
Promover o vínculo com a natureza e os animais
Trabalhar valores como cuidado, respeito e responsabilidade ambiental
Incentivar o trabalho coletivo e o diálogo

Materiais Utilizados
Papelão reutilizado (caixas, embalagens, rolos)
Tesoura e cola
Tintas, lápis, canetinhas ou materiais naturais (folhas secas, sementes)
Sucata diversa para detalhes

Desenvolvimento da Atividade
Roda de conversa sobre meio ambiente, consumo e descarte correto
Observação de animais da fauna local ou imaginária
Criação dos animais com papelão, explorando formas, texturas e cores
Nomeação do animal e criação de sua história (onde vive? do que precisa para sobreviver?)
Exposição coletiva dos animais com falas, histórias ou pequenas encenações

Aprendizagens Envolvidas
Educação ambiental e sustentabilidade
Artes visuais e cultura maker
Linguagem oral e narrativa
Coordenação motora e criatividade
Empatia e pertencimento ao planeta

Desdobramentos Possíveis
Criação de um “Zoológico Sustentável” ou “Reserva Ambiental Criativa”
Produção de cartazes sobre preservação
Teatro ambiental com os animais criados
Envolvimento das famílias na coleta de materiais reutilizáveis

Mensagem do Projeto
Cuidar do planeta também é aprender a olhar diferente para o que descartamos.
Quando transformamos papelão em animais, transformamos também olhares, atitudes e futuros.

RECICLAR É IMPORTANTE, MAS QUESTIONAR É ESSENCIAL

claramente é uma garrafa de plastico

Claramente é uma garrafa de plástico, mas é uma ilustração de design gráfico

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