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terça-feira, 22 de abril de 2025

*Klassen Tid"

Na Dinamarca, a empatia é ensinada como matéria obrigatória nas escolas desde 1993, para alunos dos 6 aos 16 anos, e é conhecida como "Klassen Tid" (Hora da Classe). Durante essas aulas semanais, os alunos discutem emoções, desafios pessoais e dinâmicas de grupo em um ambiente seguro e acolhedor. As aulas incluem três aspectos da disciplina: afetivo, cognitivo e regulador de emoções. 

Detalhes:

Klassen Tid:

É uma aula semanal onde os alunos são incentivados a discutir seus problemas, sejam eles pessoais ou escolares, e a encontrar soluções em conjunto com o professor e a turma. 

Aspectos da Disciplina:

Afetivo: Os alunos aprendem a compartilhar e compreender os estados emocionais dos outros. 

Cognitivo: Eles aprendem a deliberar sobre os estados mentais dos outros. 

Regulador de Emoções: Os alunos aprendem a controlar e regular suas próprias emoções. 

Benefícios:

Construção de relacionamentos. 

Prevenção de assédio moral. 

Melhora no desempenho acadêmico e social. 

Aprendizado do trabalho em equipe. 

Desenvolvimento do "eu interior". 

Como funciona na prática:

Os alunos podem compartilhar seus problemas pessoais ou observar os problemas de outros e, juntos, discutir como resolvê-los, com o professor a orientar a discussão e a buscar soluções. 

Diferenças:

A educação dinamarquesa não se concentra em competir com os colegas, mas sim no desenvolvimento das habilidades e talentos de cada um. 

Os professores desempenham um papel fundamental, orientando as conversas e ajudando os alunos a desenvolverem habilidades como inteligência emocional, escuta ativa e resolução de conflitos.

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Objetivos e benefícios:

- Promover a cooperação, compreensão e harmonia social, valores profundamente enraizados na cultura dinamarquesa.

- Fortalecer a resiliência emocional e os relacionamentos interpessoais.

- Melhorar o desempenho acadêmico, já que alunos emocionalmente seguros tendem a se concentrar e aprender melhor.

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Pesquisas indicam que ensinar empatia desde cedo pode reduzir o bullying e preparar as crianças para enfrentarem os desafios da vida com gentileza e compreensão. Essa prática é um exemplo de como a educação pode moldar sociedades mais compassivas e inclusivas.



segunda-feira, 21 de abril de 2025

"Sedes vacans"

"O trono está vazio"


“A Páscoa é a festa da vida!”

A mensagem “Urbi et orbi” (para a cidade de Roma e para o mundo) do Papa Francisco por ocasião da celebração pascal foi lida por Mons. Diego Ravelli, mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Do balcão central da Basílica Vaticana, o Pontífice acenou para os milhares de fiéis na Praça São Pedro e desejou a todos “Feliz Páscoa”. 

O Santo Padre estava acompanhado pelo cardeal-protodiácono, Dominique Mamberti, e pelo cardeal espanhol Fernando Vérgez Alzaga.

“Cristo ressuscitou! Neste anúncio encerra-se todo o sentido da nossa existência, que não foi feita para a morte, mas para a vida. A Páscoa é a festa da vida! Deus criou-nos para a vida e quer que a humanidade ressurja!”

Este anúncio de esperança ressoa hoje ainda mais forte enquanto vemos todos os dias os inúmeros conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo. “Quanta violência vemos com frequência também nas famílias, dirigida contra as mulheres ou as crianças!”, escreve com pesar Francisco, que formula os seus votos:

“Neste dia, gostaria que voltássemos a ter esperança e confiança nos outros” e “a ter esperança de que a paz é possível!” O Santo Padre então elenca os vários países e regiões em conflito, a partir da Terra Santa. O Papa extende seus votos de paz a todo o Oriente Médio, para o Sul do Cáucaso e aos povos africanos vítimas de violências. Na Ásia, o pensamento de Francisco vai a Mianmar, que além do conflito armado sofre com as consequências do terremoto.

“Não é possível haver paz sem um verdadeiro desarmamento! A necessidade que cada povo sente de garantir a sua própria defesa não pode transformar-se numa corrida generalizada ao armamento”, acrescenta o Pontífice, que renova o pedido para que os recursos disponíveis sejam utilizados para ajudar os necessitados, combater a fome e promover iniciativas que favoreçam o desenvolvimento. “Estas são as ‘armas” da paz: aquelas que constroem o futuro, em vez de espalhar morte!”, diz ainda o Papa, apelando que não se ceda à lógica do medo.

Ao final, o Papa concedeu a bênção apostólica e saudou os fiéis do papamóvel.

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#papafrancisco #páscoa 

Fonte: vaticannewspt

A origem de diversos sotaques brasileiros

O "R" caipira do interior de SP, MT, MG, PR e SC deve-se aos indígenas que aqui moravam não conseguiam falar o "R" dos portugueses, não havia o som dessa letra em muitos dos mais de 1200 idiomas da região.

Então na tentativa de se pronunciar o R, acabou-se criando essa jabuticaba brasileira, que não existe em Portugal. A isso também se deve o fato de muitas pessoas até hoje em dia trocarem L por R, como em farta (falta) e frecha (flecha).

Com a chegada de italianos à SP o sotaque do paulistano incorporou o R vibrante atrás dos dentes, porta como "porita", e em alguns casos até incorporando mais Rs: carro como "caRRRo", se quem fala for de Mooca, Brás e Bexiga, bairros com bastante influência italiana.

O R falado no RJ deve-se ao fato de que quando a Corte portuguesa pisou aqui, a moda era falar o R como dos franceses, saindo do fundo da garganta, como: "PaRRRRi".

A elite carioca tratou de copiar a nobreza, e assim, na contramão do R caipira e 100% brasileiro, o importou seu som de R dos franceses. Do mesmo modo a Realeza trouxe o "S" chiado dos cariocas.

As regiões Norte e Sul receberam a partir do século XVII imigrantes dos Açores e ilha da Madeira, lugares onde o S também vira SH. Viviam mais de 15 mil portugueses no Pará, 4ª maior população portuguesa no Brasil à época, o que fez os paraenses também incorporarem o chiado.

Já Porto Alegre misturava indígenas, portugueses, espanhois e depois alemães e italianos, toda essa mistura resultou num sotaque sem chiamento.

Curitiba recebeu muitos ucranianos e poloneses, a falta de vogais nos idiomas desses povos acabou estimulando uma pronúncia mais pausada de vogais como o E, para que se fizessem entender, dando origem ao folclórico "leitE quentE".

Em Cuiabá e outras cidades do interior do Mato Grosso preservou-se o sotaque de Cabral, não sendo incomum os moradores falando de um "djeito diferentE". Os portugueses que se instalaram ali vieram do norte de Portugal e inseriam T antes de CH e D antes de J. E até "hodje os cuiabanos tchamam feijão de fedjão".

Junto com os 800 mil escravos também foram trazidos seus falares, e sua influência que perdura até hoje em se comer o R no final das palavras: Salvadô, amô, calô e a destruição de vogal em ditongos: lavôra, chêro, bêjo, pôco, que aparece em muitos dialetos africanos.

A falta de plurais, o uso do gerúndio sem falar o D (andano, fazeno), a ligação de fonemas em som de z (ozóio, foi simbora) e a simplificação da terceira pessoa do plural (disséro, cantaro) também são heranças africanas.

domingo, 20 de abril de 2025

Confraternização com o coelhinho 🐇 da Páscoa

A lenda do coelhinho da Páscoa tem diversas origens e versões, mas a mais popular conta que um coelho foi o primeiro a ver a ressurreição de Jesus e, por isso, foi incumbido de levar os ovos coloridos como símbolo de nova vida. Outras versões mencionam que os coelhos foram associados à fertilidade e à primavera, tornando-se um símbolo da Páscoa. 


Origens e Versões da Lenda:

A Lenda do Coelho da Páscoa:

Uma lenda comum conta que um coelho teria sido o primeiro a ver Jesus ressurreir, sendo então encarregado de levar os ovos coloridos como símbolo de nova vida. 

A Origem Alemã:

A tradição do coelho da Páscoa tem origem na Alemanha, onde era associado à fertilidade e à primavera. 

A Tradição do Ovo:

A associação dos coelhos com os ovos pode ter surgido quando crianças, procurando ovos escondidos, via a movimentação de coelhos, criando a ideia de que eles estavam entregando os ovos. 

A Lenda do Coelho e os Ovos:

Outra versão da lenda conta que um coelho, ao ver a tristeza de um passarinho que havia perdido seus ovos, os substituiu por outros, sendo recompensado com a missão de entregar ovos às crianças na Páscoa. 

A Lenda da Deusa Eostre:

Acredita-se que o coelho é símbolo da deusa Eostre, que personificava a fertilidade e a primavera. 

A Lenda do Coelho e o Passarinho:

Uma lenda brasileira conta que um coelho ajudou um passarinho a encontrar seus ovos roubados pela raposa, sendo então recompensado com a tarefa de entregar ovos às crianças na Páscoa. 

A Lenda do Coelho e a Transformação:

Uma lenda conta que um coelho teria se transformado em coelhinho, carregando ovos coloridos e distribuindo-os às crianças na Páscoa. 

Significado Cultural:

A lenda do coelhinho da Páscoa reflete a importância da fertilidade e da nova vida na comemoração da Páscoa, sendo um símbolo culturalmente significativo, especialmente para as crianças. 









 

Animação "Atlantis: O Reino Perdido"

Você percebe que em "Atlantis: O Reino Perdido", a Disney fugiu do padrão e ninguém deu atenção ao filme.

– Não há músicas, nem princesas, nem animais falantes. Há cultura antiga, saque colonial e uma mensagem poderosa: nem tudo o que você descobre… te pertence.

– Milo não é um herói musculoso. Ele é um nerd idealista, que ninguém escuta… até provar que seu coração vale mais do que seu currículo.

– Kida é uma das melhores "princesas" que a Disney já criou: sábia, guerreira, protetora de seu povo. E, ainda assim, a história não a colocou em um castelo, mas sim em batalha.

– A animação é belíssima, misturando arte steampunk, linguagem fictícia e mitologia. E o roteiro, para ser "infantil", tem mais profundidade que muitos filmes adultos.

Uma joia enterrada. Exatamente como a cidade que quis homenagear.



terça-feira, 15 de abril de 2025

Matopiba

O Matopiba é uma região formada pelo estado do Tocantins e partes dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia, onde ocorreu forte expansão agrícola a partir da segunda metade dos anos 1980, especialmente no cultivo de grãos. O nome é um acrônimo formado pelas siglas dos quatro estados estados (MA + TO + PI + BA). 

A topografia plana e o baixo custo das terras comparado às áreas consolidadas do Centro-Sul levaram alguns produtores rurais empreendedores a investir na então nova fronteira agrícola. A expansão aconteceu sobre áreas de cerrado, especialmente pastagens subutilizadas, e só foi possível pela disponibilidade de tecnologias para viabilizar os plantios nas condições locais. Os sistemas de produção são intensivos desde a implantação e buscam alta produtividade.

A forma hexagonal perfeita das células do favo de mel

Você sabia que as abelhas constroem suas células de cria em formato circular e não hexagonal? Observe na foto a estrutura circular de um disco inicial da abelha Jataí. O formato  hexagonal ocorre posteriormente à construção das células  através do aquecimento e derretimento do cerume que escoa entre as células ocasionando a fusão e dessa forma toma o formato hexagonal. Muitos, equivocadamente atribuem às abelhas a capacidade de "realizar" cálculos estruturais e matemáticos complexos. Porém isso não acontece. Usando um favo de mel de Apis, cultivado em um centro de pesquisa em Pequim, a equipe do pesquisador Bhushan Karihaloo, afastaram cuidadosamente as abelhas e fotografaram as colmeias vazias segundos após a formação dos favos, proporcionando a primeira evidência clara de que as células começam naturalmente como círculos. Eles então observaram as abelhas no aquecimento da cera após a formação inicial da célula – um fenômeno identificado em estudos anteriores, mas nunca analisado em detalhes – e descobriram que esse é o passo fundamental na formação do hexágono para o favo de mel.


A forma hexagonal perfeita das células do favo de mel é considerada uma façanha incrível de quem domina conhecimentos de matemática e possui habilidade arquitetônica, fascinando e intrigando humanos há milênios. Hoje, sabe-se que as células começam como círculos. Ao aquecer as células, as abelhas fazem com que a cera derreta e flua como lava, fazendo com que as paredes das células caiam e assumam a forma de um hexágono. Os hexágonos possuem a maior relação superfície/perímetro, em comparação com outros polígonos que podem ser usados para ladrilhar o plano, o que sugere que as abelhas constroem suas células hexagonais para atingir a melhor economia de material (evita o desperdício). Ademais, estudos apontam que elas aquecem a célula de uma só vez, transformando círculos em hexágonos em apenas seis segundos, o que minimiza o gasto de energia e torna logo estável e resistente a colméia. Compreender como elas realizam isso com tanta firmeza, fineza e beleza é uma busca antiga que pode ajudar na criação de materiais estruturais e de construção mais leves, estáveis e resistentes.

“Há uma obra-prima, a célula hexagonal, que toca a perfeição. Nenhum ser vivo, nem mesmo humano, conseguiu, o que a abelha alcançou sozinha. E se a inteligência de outro mundo descesse e pedisse à Terra a criação mais perfeita, eu ofereceria o humilde favo de mel.” Maurice Maeterlinck, in The Bee's Life (A Vida da Abelha), 1901.

Referências:

https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsif.2013.0299

https://www.elsevier.es/en-revista-science-tecnology-materials-395-articulo-effect-honeycomb-cell-geometry-on-S2603636318300083