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Dilemas da Sustentabilidade frente ao consumismo

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

O CAT-Q é um teste que mede a estratégia de camuflagem de pessoas que podem ter traços autistas.

O que o CAT-Q mede?

Como a pessoa usa a linguagem corporal e expressões faciais para parecer relaxada
Como a pessoa usa a linguagem corporal e expressões faciais para parecer interessada
Como a pessoa copia a linguagem corporal e expressões faciais de outras pessoas
Como a pessoa desenvolveu um roteiro para seguir em situações sociais
Como a pessoa repete frases que ouviu outras pessoas dizerem

Quando o CAT-Q pode ser útil?

Quando a pessoa não atende aos critérios diagnósticos do autismo, mas acha que tem traços autistas
Quando outros testes não conseguem captar os sinais clínicos do autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que resulta da interação entre fatores genéticos e ambientais. O lobo frontal e temporal são os lobos cerebrais mais afetados pelo autismo.


O Questionário de Camuflagem de Traços Autísticos (CAT-Q) é uma ferramenta de autoavaliação que ajuda a identificar pessoas autistas que mascaram os seus traços.

O que é o CAT-Q?

É um questionário de 25 questões que mede o grau de camuflagem social em adultos
É uma ferramenta de auto-relato que avalia estratégias de compensação, camuflagem e assimilação
É particularmente útil para identificar autismo em mulheres e pessoas de gênero diverso

O que é camuflagem?

Camuflagem é uma estratégia que as pessoas podem usar para adaptar-se ou mascarar os seus traços autistas durante as interações sociais
As pessoas que camuflam podem ter dificuldade em ser diagnosticadas com autismo

Subcategorias do CAT-Q

Compensação: Estratégias para superar desafios sociais
Mascaramento: Estratégias para esconder ou suprimir os traços autistas
Assimilação: Estratégias para tentar encaixar-se com os outros

Outros testes de rastreio de autismo: Questionário Quociente Espectro do Autismo (QA-50), Quociente de Empatia (QE), Escala de Alexitimia de Toronto (TAS-20), Quociente de Sistematização (SQ-R).

A fonoaudiologia é uma parte fundamental do tratamento de pessoas com autismo, ajudando a melhorar a comunicação e a qualidade de vida.

O que a fonoaudiologia faz?

Avalia e reabilita funções como respiração, sucção, mastigação, deglutição, expressão facial e articulação da fala

Desenvolve a linguagem, interação social e comunicação efetiva
Promove o desenvolvimento da comunicação em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Contribui para a inclusão e reabilitação da pessoa com autismo

Como é a terapia fonoaudiológica?

O fonoaudiólogo realiza terapias personalizadas

Utiliza escalas e testes padronizados para avaliar o progresso terapêutico
Orienta a família sobre o processo terapêutico
Incentiva que o trabalho seja contínuo em todos os ambientes frequentados pela pessoa

Quando iniciar a fonoterapia?

É fundamental iniciar a fonoterapia o mais cedo possível, para potencializar os resultados ao longo das intervenções.

Outras abordagens terapêuticas para o autismo:

Terapia ABA, um modelo de análise comportamental que considera o comportamento humano como resultado do meio

Comunicação não verbal


Qual o papel do fonoaudiólogo no desenvolvimento do autista?

O objetivo maior da fonoaudiologia no desenvolvimento do indivíduo com Transtorno de Espectro do Autismo é melhorar os sintomas comportamentais, linguagem e comunicação verbal e não verbal. A intervenção precoce e continua do fonoaudiólogo é de extrema importância para que o quadro evolua satisfatoriamente, no que envolve sua comunicação geral e em especial, para o desenvolvimento de sua linguagem receptiva e expressiva, gestual, oral e escrita, capacitando-o para compreender, realizar atividades e agir sobre o ambiente que o cerca.

Como é o processo terapêutico fonoaudiológico com autistas?

Diante das características de cada autista, é necessário criar um programa terapêutico. Este consiste numa terapia individualizada e específica, podendo ter como base alguns modelos como o TEACCH, ABA, PECS, de acordo com a necessidade de cada indivíduo. A terapia da fala tem como objetivo diminuir ou eliminar a presença de formas pré-simbólicas não conversacionais, como gritos, por exemplo, trocando por mecanismos conversacionais de comunicação, aumentando as intenções comunicativas e categorias pragmáticas.

Nos indivíduos que falam, a terapia é direcionada no desenvolvimento da compreensão e expressão verbal, principalmente na semântica e pragmática, possibilitando maior autonomia e independência, desenvolvendo uma maior motivação para se comunicar.

Enriquecer o sensorial também é uma terapia eficaz para o tratamento do autismo, já que, a maioria desses indivíduos possuem problemas sensoriais que envolvem o cheiro e sensibilidade ao toque. Trabalhar com texturas, tato, temperatura, olfato, paladar e sons, pode desenvolver uma série de sensibilidades e interesse sensoriais, permitindo interagir e se envolver com o resto da sociedade.

Quais os principais desafios de se trabalhar com um autista?

As crianças apresentam duas entradas de aprendizagem, que são as auditivas e visuais, chamadas também de Inputs. A criança com autismo bloqueia algumas dessas entradas por apresentar questões sensoriais que impedem de aprender, tornando o trabalho do terapeuta desafiador.

O que você destacaria como novidade no tratamento do autismo?

Diante de crescentes pesquisas científicas, existem tratamentos, como Ozonioterapia, câmara hiperbárica, tratamento biomédico, eletroestimulação, entre outros. Porém as terapias (fonoaudiologia, T.O, fisioterapia e psicologia) baseadas em princípios de métodos como Hanen, floortime, ABA e TEACH, ainda continuam sendo o melhor tratamento contra as comorbidades do diagnóstico. Lembrando que o tratamento é individual e personalizado para cada paciente.

Como os pais também podem ajudar?

É de extrema importância a intervenção precoce de linguagem com crianças autistas e na habilitação dos pais para participar deste processo, já que eles proporcionam o ambiente em que a criança passa a maior parte do tempo. Os pais precisam aproveitar ao máximo as situações do dia a dia fazendo com que estas tornem a forma mais prazerosa e constante de estimulação da linguagem.

Estabelecer rotinas que facilitem a organização da criança, já que o autista tem a tendência de se fixar em rotinas. Trabalhar pela independência do filho, incentivando-o a vestir-se sozinho, beber, comer e servir. Elogiar cada avanço. Aproveitar momentos do dia a dia como, por exemplo, durante a refeição e banho, para ensinar e trabalhar conceitos. Abraçar as atividades no cotidiano da família, dentro e fora da casa, por exemplo, ir as compras, ajudar a guardá-las, preparar o almoço, lavar roupa, dentre outras.

Brincadeiras utilizando bola de sabão, brinquedos com sons, massinha de modelar, luzes, pintura, fantoches, músicas, livros, bonecos, bolas, devem estar presentes para aumentar a criatividade da criança.

Algumas palavras para a sociedade sobre o autismo.


Vivemos em uma sociedade com padrões preestabelecidos, onde qualquer um que esteja fora deles, é de primeira instância excluído. Os autistas são alvos de um maior preconceito. Os prejuízos causados por essa dificuldade de aceitação, pela sociedade, ganham proporções enormes, prejudicando diretamente o convívio social do autista.

As pessoas devem pesquisar mais sobre o assunto, devendo olhar com interesse, paciência e tolerância. Alguns conhecimentos específicos, atendimentos profissionais adequados e apoio da família serão de extrema importância para que esses indivíduos se sintam seguros no ambiente, otimizando as relações e trocas pessoais.

A terapia ocupacional para autismo ajuda a desenvolver habilidades para que a pessoa possa desempenhar atividades diárias de forma independente. O objetivo é melhorar a qualidade de vida em casa e na escola.

Como funciona
O terapeuta observa a criança e reúne informações sobre suas expectativas e comportamento
Com base nessas informações, o terapeuta monta um programa específico para cada pessoa
O programa inclui atividades físicas, lúdicas, de autocuidado e adaptativas
O terapeuta também pode elaborar materiais adaptados às necessidades de cada pessoa

Atividades aplicadas Estimulação sensorial, Brincadeiras estruturadas, Atividades de autocuidado, Integração sensorial, Comunicação alternativa.

Benefícios

Promove, mantém e desenvolve habilidades necessárias para que as crianças consigam se adaptar ao dia a dia
Ajuda a promover a independência da criança autista
Reforça os comportamentos positivos
Integra a criança autista à realidade do seu espaço de convivência

A terapia ocupacional é uma das intervenções mais conhecidas para o autismo. O objetivo é promover a independência da criança.

O apoio psicossocial para autistas pode ser oferecido por psicólogos, Centros de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSi) e outros serviços.

Centros de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSi)

São equipamentos públicos que cuidam de crianças e adolescentes com problemas mentais graves, incluindo autismo.


Psicólogos

Acompanham a rotina do autista e identificam comportamentos que precisam ser trabalhados
Orientam as famílias na aceitação do diagnóstico
Estabelecem rotinas estruturadas para uma vida familiar harmoniosa

Projeto de Lei 333/23

Prevê prioridade no atendimento psicossocial no SUS às mães que cuidam integralmente de filhos com autismo

Ministério da Saúde

Oferece cursos sobre autismo para familiares, cuidadores, educadores e profissionais de saúde
Oferece capacitação profissional para uso da Caderneta da Criança

Atendimento Educacional Especializado (AEE)

Oferece atividades para o desenvolvimento cognitivo, motor e interativo de crianças com autismo

Acompanhamento multiprofissional

Composto por médico, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, enfermeiro e fisioterapeuta

A yoga para autismo é uma prática que pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA)


Benefícios

Reduzir a ansiedade, a agressividade e o retraimento social
Melhorar o humor e a autoconfiança
Ajudar a regular as emoções
Melhorar a concentração e a coordenação motora
Facilitar a relação com terapeutas e colegas
Promover o bem-estar físico e emocional

Adaptações

A prática de yoga pode ser adaptada para atender às necessidades de cada pessoa.

Estudos

Um estudo no American Journal of Occupational Therapy mostrou que o yoga diário ajuda as crianças com TEA a permanecerem calmas
Um estudo no Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics descobriu que o yoga durante as aulas de Educação Física reduziu a ansiedade
Um estudo constatou que a prática de yoga provocou uma redução nos comportamentos agressivos

Considerações

A yoga pode ser uma ferramenta valiosa para pais e profissionais que trabalham com crianças e adultos autistas.

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

É uma abordagem psicoterapêutica que pode ajudar pessoas com autismo a melhorar o seu comportamento e a regular as suas emoções.

Objetivos

Desenvolver ou melhorar as habilidades sociais
Identificar e reconhecer as próprias emoções e as dos outros
Controlar a impulsividade e a raiva
Lidar com a ansiedade
Aumentar o autoconhecimento e a capacidade de reflexão

Como funciona

O terapeuta analisa os pensamentos, sentimentos, emoções e comportamentos do paciente
O terapeuta identifica os padrões de pensamento e crenças que levam o paciente a agir de forma inadequada
O terapeuta ajuda o paciente a contestar as distorções cognitivas e as crenças irracionais
O terapeuta ajuda o paciente a reformular os seus padrões de pensamento

Eficácia

A TCC tem sido considerada eficaz para tratar o autismo, e vários relatórios apontam melhorias na ansiedade, na auto-ajuda e nas habilidades do dia a dia.

Adaptações

No entanto, nem sempre é possível aplicar a TCC da forma como ela é proposta originalmente. Por exemplo, em casos de deficiência intelectual associada, podem ser necessárias adaptações.

As intervenções educacionais especializadas para autismo podem incluir a Terapia ABA, a Terapia Ocupacional, a Fonoaudiologia, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entre outros.

 

Terapia ABA
Ensino intensivo e individualizado de habilidades para que a criança autista possa adquirir independência
Baseada nos princípios da ciência do comportamento
Foca em compreender como o ambiente influencia o comportamento das pessoas

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) Pode apresentar resultados efetivos para o TEA-AF, Adaptações são necessárias.

Intervenções pedagógicas

Brincadeiras de imitação para promover a interação social, a imaginação e a empatia
Atividades que utilizem pinças, jogos com botões, garrafas pets, estimulando o toque em materiais fofos
Atividades lúdicas para o desenvolvimento social, cognitivo, a capacidade psicomotora e afetiva da criança autista

Atendimento Educacional Especializado (AEE)

Complementar ou suplementar a formação do aluno
Disponibilizar serviços, recursos de acessibilidade e estratégias

Inclusão social

Programas de Sensibilização e Educação para envolver toda a comunidade escolar
Colaboração entre professores, profissionais de saúde e outros profissionais que trabalham com crianças com TEA


As intervenções educacionais para autistas podem incluir atividades lúdicas, apoio sensorial, comunicação alternativa e estratégias para a interação social.

Atividades lúdicas Brincadeiras de imitação, Jogos com botões, Atividades que estimulam o toque em materiais fofos.

Apoio sensorial Apoio sensorial na escola, Suportes visuais no ensino estruturado.

Comunicação alternativa Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).

Interação social
Apoio na interação social e habilidades sociais
Brincadeiras de imitação para promover a interação social, a imaginação e a empatia

Estratégias de ensino
Usar o hiperfoco para ensinar
Perceber as dificuldades, as limitações e as potencialidades dos alunos
Criar estratégias que diminuam problemáticas como agressividade e desinteresse
Conduzir os conteúdos pertinentes ao desenvolvimento dos alunos

Intervenção precoce
O acompanhamento deve começar o mais cedo possível, mesmo antes do diagnóstico na primeira infância
As intervenções realizadas na primeira infância têm o potencial de produzir melhores resultados

Escolas inclusivas
Identificar e satisfazer as diferentes necessidades dos alunos
Adaptar-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem