PESQUISAS, TECNOLOGIA ASSISTIVA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESDE 2013 - EMAIL: RENATARJBRAVO@GMAIL.COM
INSPIRADO EM HEIDEGGER, BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL (POR RENATA BRAVO), NÃO SE APRESENTA COMO UM CONTEÚDO A SER DECORADO, MAS COMO UMA EXPERIÊNCIA A SER DIGERIDA, VIVIDA E INCORPORADA.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Planetas imaginários

 

A proposta envolve criatividade, artes visuais e um toque de ciência e imaginação. Aqui vai uma sugestão completa com base na imagem:

Faixa etária: 4 a 10 anos

Áreas integradas: Artes, Ciências, Linguagem Oral, Coordenação Motora

Objetivos

Explorar cores, texturas e formas.

Estimular a imaginação e a expressão artística.

Trabalhar noções espaciais (círculo, planeta, universo).

Desenvolver habilidades motoras e sociais por meio do trabalho em grupo.

Materiais

Pratos de papel ou cartolina branca cortada em círculos

Cartolina preta para ser carimbada

Tintas guache (diversas cores)

Pincéis, esponjas, cotonetes ou dedos

Papéis pretos (para simular o espaço)

Cola

Desenvolvimento da atividade

1- Roda de conversa: fale sobre planetas do sistema solar e incentive as crianças a imaginar planetas que não existem.

2- Pintura livre: cada criança escolhe as cores e as ferramentas (pincel, dedo, esponja) para criar seu "planeta imaginário" em um círculo.

3- Secagem e colagem: antes de seco, cada círculo é carimbado em um fundo preto, representando o espaço.

4- Compartilhamento: cada criança apresenta seu planeta, diz seu nome e inventa uma característica (ex: “Neste planeta tudo é feito de gelatina”).

Truque extra

Pode-se montar uma galeria do universo na parede.

O grupo pode criar um mapa estelar coletivo com os planetas inventados.

Trabalhe também com texturas misturando areia, sal ou papel picado na tinta.


Cada um do seu jeito


Objetivo:

Promover o respeito às diferenças, valorização da diversidade e noções de inclusão de forma lúdica.

Faixa etária:

3 a 6 anos

Duração:

20 a 30 minutos

Materiais:

Espelhos pequenos (um para cada criança, se possível)

Cartões com rostos diferentes (podem ser desenhados ou recortados de revistas)

Bonecos ou imagens com características variadas: cadeirante, diferentes tons de pele, tipos de cabelo, óculos etc.

Como fazer:

1- Roda de conversa inicial

Pergunte:

- “Vocês já perceberam como todo mundo é diferente?”

- “Tem gente com cabelo liso, cacheado, pele clara, pele escura...”

- “E tem gente que anda de cadeira de rodas, que usa óculos...”

Deixe as crianças comentarem livremente.

2- Exploração com espelhos

Dê um espelhinho para cada criança e incentive:

- “Olhe bem para o seu rosto. O que você vê? Como é seu cabelo? E seus olhos?”

3- Cartões e bonecos da diversidade

Mostre imagens/bonecos com características diferentes.

Diga algo como:

- “Olha só! Cada um é especial do seu jeitinho!”

Pergunte:

- “O que esse boneco tem de diferente? Ele pode brincar com a gente também?”

4- Jogo do “Quem sou eu?”

Faça uma brincadeira onde cada criança descreve alguém da turma (sem dizer o nome) valorizando suas características:

- “É uma amiga com cabelo enrolado que adora dançar!”

Os colegas tentam adivinhar.

5- Encerramento com arte coletiva

Cada criança desenha a si mesma em uma folha e depois todos colam seus desenhos em um mural com o título:

“Todos diferentes, todos amigos!”

Dicas:

Sempre valorize as diferenças como algo positivo.

Use linguagem simples e carinhosa.

Inclua bonecos ou representações com deficiência para reforçar a inclusão.

Carinha de emoção - desenvolvimento emocional, social e expressivo das crianças

 

Objetivos:

Identificar e nomear emoções básicas (alegria, tristeza, raiva, surpresa, medo, etc.).

Estimular a empatia e o reconhecimento de sentimentos no outro.

Trabalhar coordenação motora e expressão facial.

Promover a diversidade de tons de pele e traços.

Faixa etária:

3 a 6 anos

Duração:

20 a 30 minutos

Materiais necessários:

Placas de papelão ou EVA com formato de rosto.

Peças destacáveis de olhos, sobrancelhas e bocas com diferentes expressões e tons de pele.

Espelho pequeno (como o da imagem) para auto-observação.

Cartelas de cores da pele para abordar diversidade .

Como aplicar:

1- Roda de conversa (5 min):

Comece com perguntas como:

"Como você está se sentindo hoje?"

"O que faz você ficar feliz/triste/bravo?"

2- Exploração (5-10 min):

As crianças exploram as peças (bocas, olhos, sobrancelhas) e tentam montar diferentes carinhas no rosto de papelão.

3- Espelho mágico (5 min):

Uma por uma, elas se olham no espelho e tentam copiar ou montar com as peças uma expressão parecida com a sua.

4- Jogo de adivinhação (10 min):

Cada criança monta uma carinha com expressão e os colegas tentam adivinhar qual é a emoção.

Dicas de mediação:

Reforce que todos os sentimentos são válidos.

Estimule as crianças a descreverem situações que causam aquelas emoções.

Valorize a diversidade de traços e tons de pele presentes no material.

O mundo colorido de Elmer

Atividade lúdica baseada no livro Elmer, o Elefante Xadrez, de David McKee. 

É uma excelente oportunidade para trabalhar diversidade, identidade e criatividade, ao mesmo tempo em que desenvolve habilidades motoras e promove a cooperação entre as crianças.

Aqui vai uma sugestão completa de dinâmica de grupo inspirada na imagem:

Dinâmica de Grupo: "O Mundo Colorido de Elmer"

Faixa etária: 4 a 6 anos

Duração: 40 a 60 minutos

Objetivos:

Valorizar a diversidade e a individualidade

Estimular a criatividade e expressão artística

Desenvolver coordenação motora fina

Trabalhar em grupo de forma colaborativa

1- Roda de Conversa e Leitura do Livro

Leia a história de Elmer, o elefante colorido.

Converse com as crianças:

- "O que faz o Elmer ser diferente?"

- "Você acha que ser diferente é bom?"

- "Todos somos iguais ou cada um tem algo especial?"

2- Oficina de Criação do Elmer

Materiais:

Galões ou garrafas plásticas (tipo leite ou amaciante)

Tesoura sem ponta (uso do adulto)

Papéis de seda coloridos ou papel crepom em quadradinhos

Cola branca diluída em água ou cola bastão

Olhinhos móveis (ou feitos com papel)

Passos:

1- O adulto prepara os moldes cortando as garrafas no formato de elefante (como na imagem).

2- As crianças colam os quadradinhos de papel colorido, criando seu próprio Elmer.

3- Colam os olhos e, se quiserem, fazem a cauda ou orelhas extras.

3. Exposição e Socialização

Cada criança apresenta seu Elmer e conta o que o torna especial.

Os elefantes podem formar um “desfile de Elmers” pela sala ou corredor.

Pode-se montar um mural com a frase: “Ser diferente é o que nos torna especiais!”

4- Música complementar (opcional):

Crie ou use uma canção simples com a melodia de "Ciranda Cirandinha", por exemplo:

"Elmer é colorido, feliz e brincalhão,

Cada um é diferente, mas todos têm coração!" 


Oficina da diversidade

Faixa etária: 3 a 6 anos

Área: Identidade, diversidade, artes, trabalho em grupo

Objetivos:

Valorizar as diferenças físicas e culturais entre as pessoas.

Estimular o respeito, a empatia e o senso de pertencimento.

Desenvolver a coordenação motora fina e a criatividade.

Promover o trabalho em equipe e a expressão artística.

Materiais utilizados:

Papelão (para as carinhas)

Olhos móveis ou feitos de papel

Botões, lã (de diferentes cores para os cabelos)

Tampinhas, feijão, macarrão ou miçangas (para boca e nariz)

Cola branca e tesoura sem ponta

Como foi feita a dinâmica:

1- As crianças receberam círculos de papelão para criar rostos humanos, representando diferentes tons de pele, cores de cabelo e expressões.

2- Cada uma escolheu os materiais que melhor representavam sua própria aparência ou de amigos, promovendo o autoconhecimento e reconhecimento do outro.

3- Após a criação, os rostos foram organizados em uma mesa sob o título "Oficina da Diversidade", promovendo um momento de troca e conversa.

Roda de conversa sugerida:

O que você mais gostou na sua criação?

Alguém fez um rosto parecido com o seu? E diferente?

Como seria o mundo se todos fossem iguais?

Dicas pedagógicas:

Ampliar a atividade com histórias infantis sobre diversidade (ex: “Menina bonita do laço de fita”, “O cabelo de Lelê”).

Convidar as crianças a montarem um mural coletivo com o título “Cada um é único!”

Trabalhar emoções junto à diversidade: rostos com diferentes expressões.


Fui abduzido!

DINÂMICA DE GRUPO: 

Objetivo Geral:

Desenvolver a percepção espacial, a coordenação motora e a habilidade de trabalho em grupo, através de uma atividade lúdica inspirada em naves espaciais e seres intergalácticos.

ROTEIRO PEDAGÓGICO

Nome da Atividade:

Missão: Fui Abduzido!

Faixa etária

6 a 10 anos

Duração:

50 minutos a 1h10

Etapas da Atividade:

1- Boas-vindas e Aquecimento (10 min)

Objetivo: Estimular a imaginação e preparar o corpo para o desafio.

Forme uma roda e conte uma história curta:

- “Ontem à noite, uma luz misteriosa surgiu no céu… e dizem que algumas crianças foram levadas por uma nave espacial brilhante! Hoje, vamos viver essa aventura.”

Faça um aquecimento corporal rápido, com movimentos de astronauta: flutuar no espaço, abaixar-se para evitar meteoros, girar lentamente como satélites etc.

2- Construção da Nave Abduzidora (20-30 min)

Objetivo: Trabalhar criatividade, planejamento em grupo e consciência corporal.

Divida os alunos em grupos de 3 a 5.

Cada grupo irá montar uma “nave” com papelão, papel alumínio, fitilhos, luzinhas e fitas holográficas (ou material disponível).

Um integrante será o “abduzido” e usará a nave sobre a cabeça como no modelo da imagem (ajuste para conforto e segurança).

- Se preferir, leve uma nave já pronta e as crianças se revezam com ela.

3- Percurso Espacial (20 min)

Objetivo: Trabalhar percepção espacial, equilíbrio e cooperação.

Monte um percurso com obstáculos: bambolês no chão, cones, almofadas, túneis de TNT ou papelão.

A criança “abduzida” deve atravessar o percurso com a nave sobre a cabeça, com a ajuda dos colegas do grupo que guiarão por voz (sem tocar).

Variações:

De olhos vendados, com comando apenas por voz.

Com música ambiente espacial.

Iluminação baixa com luzes de LED.

4- Reflexão e Encerramento (10 min)

Objetivo: Estimular a metacognição e dar sentido pedagógico à vivência.

Roda de conversa guiada:

O que foi mais difícil na travessia?

Como o grupo ajudou?

Como percebemos nosso corpo no espaço?

Vocês sentiram que a cooperação foi importante?

HABILIDADES DA BNCC TRABALHADAS:

Campos de Experiência (Educação Infantil):

O eu, o outro e o nós

Corpo, gestos e movimentos

Traços, sons, cores e formas

Ensino Fundamental (Anos Iniciais):

EF15EF02: Explorar diferentes formas de locomoção e equilíbrio em trajetos variados.

EF15EF07: Utilizar estratégias de cooperação em atividades coletivas.

EF15AR18: Criar e apresentar produções artísticas usando diferentes materiais e suportes.

MATERIAIS NECESSÁRIOS:

Papelão ou guarda-chuva velho

Papel alumínio

Fitas coloridas ou holográficas

Tesoura, fita adesiva, cola

Luzinhas de LED (pisca-pisca)

Bambolês, cones ou almofadas para o percurso

TNT para túneis (opcional)



sábado, 26 de julho de 2025

Soma colorida e sensorial

OBJETIVOS DA ATIVIDADE

Desenvolver o raciocínio lógico-matemático (adição).

Estimular a percepção visual e sensorial (cores e formas).

Trabalhar coordenação motora.

Incentivar o trabalho em equipe e a socialização.

- HABILIDADES DA BNCC

Educação Infantil:

EI03ET03 – Estabelecer relações entre o número de elementos de um conjunto e a sua representação numérica.

EI03CG05 – Experimentar sensações, explorar e identificar diferentes formas, cores e texturas.

Ensino Fundamental – 1º e 2º ano:

EF01MA03 – Contar a quantidade de elementos de uma coleção, utilizando diferentes estratégias.

EF01MA06 – Resolver e elaborar problemas de adição.

Educação Inclusiva:

Atividade acessível com uso de objetos táteis, cores fortes e formatos adaptados (bolas com texturas diferentes, etiquetas em braille se necessário).

- DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE

Três bambolês são organizados no chão formando uma sequência.

Cada um representa uma etapa da operação matemática:

Primeiro bambolê: conjunto de bolas coloridas (parcela 1).

Segundo bambolê: outro grupo de bolas (parcela 2).

Terceiro bambolê: o resultado da adição (a ser completado pela criança).

Cartões no chão indicam:

“+” (adição),

“=” (resultado),

Símbolo de interrogação ou espaço em branco, onde a criança deve resolver e completar o total com bolas.

- COMO APLICAR

1- Divida as crianças em grupos.

2- Cada grupo realiza a contagem dos dois primeiros bambolês.

3- As crianças somam os valores e colocam o número correspondente de bolas no terceiro bambolê.

4- Valide a contagem com o grupo.

5- Para crianças com deficiência visual, utilize bolas com texturas diferentes e conte oralmente junto com elas.

- AMPLIAÇÃO PARA ENSINO FUNDAMENTAL

Substituir bolas por cartões numéricos.

Adicionar desafios com subtração, multiplicação ou problemas orais.

Registrar a operação em papel ou quadro branco após a atividade.

- ADAPTAÇÕES PARA INCLUSÃO

Uso de bolas sensoriais (textura, peso, som).

Orientações verbais claras.

Parcerias entre pares (trabalho em duplas mistas).

Instruções com pictogramas e apoio visual.

- AVALIAÇÃO

Observar se a criança compreendeu a ideia de juntar quantidades (adição).

Participação ativa.

Habilidade de reconhecer e comparar quantidades.

Interação com os colegas.