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Dilemas da Sustentabilidade frente ao consumismo

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Está estressado? Vá plantar!

Alguns benefícios da #hortaterapia
1- Alimentação saudável:
A pessoa sabe o que está plantando e como está sendo cultivado. Também é garantia de alimentos orgânicos sempre frescos, e ao alcance das suas mãos.
2- Retorno de investimento garantido:
A pessoa pode ter investido um pouco para iniciar essa atividade , comprando vasos, terras, ferramentas, ..., mas , cultivando corretamente, com o decorrer do tempo,  será mais barato, do que, comprar kits de produtos orgânicos. Não esqueça que estamos falando de produtos sem agrotóxicos.
3- Sempre em atividade:
Dependendo do tamanho da sua horta, cultivar pode ser uma forma interessante de se exercitar, por exemplo: escavar, flexionar, alongar, ... E como resultado: músculos tonificados e quilinhos a menos.
4- Cultura; 
É uma experiência educacional para adultos e para crianças. Há sempre algo novo para aprender, seja uma técnica de jardinagem nova, uma receita diferente ou uma utilidade nova para as ervas e plantas que você achava que conhecia tão bem, enfim, um mundo a descobrir.
5-  Desenvolve a paciência, coisa que na era atual da gratificação imediata, é algo raro.

6- No stress
Cultivar é relaxante. Uma válvula de escape para os temas cotidianos e, ao mesmo tempo, mantém a mente ativa e sintonizada com o mundo ao redor, através dos cuidados com a horta.


Sobre a Horticultura terapêutica...

" É definida pela American Horticultural Therapy Association "AHTA", como a inserção de uma pessoa em atividades de jardinagem, facilitada por um terapeuta treinado, para alcançar objetivos específicos de um tratamento terapêutico, sejam esses físicos, mentais ou espirituais. É ainda pouco conhecida no Brasil, mas cada vez mais usada por profissionais na Europa e Estados Unidos para tratar uma ampla variedade de doenças ou enfermidades. Praticantes descobriram que trabalhar com o solo, flores e plantas ao ar livre pode dar às pessoas um senso de propósito renovado e uma direção, impulsionando-os para a recuperação. Estudos mostram que plantas simples em casa podem melhorar a qualidade de vida dos idosos, ajudar os pacientes de hospitais se recuperarem, e fornecer todos os tipos de benefícios psicológicos. "

É eficaz e benéfica para as pessoas de todas as idades, origens e habilidades, incluindo aqueles em recuperação de acidente vascular cerebral e doenças cardíacas, pessoas cegas, aqueles em estágios iniciais da demência, pessoas com deficiências físicas e dificuldades de aprendizagem. Até em prisões e em clínicas para tóxico-dependentes, a terapia é aplicada.

Estudiosos afirmam, que um paciente acamado pode não ter a motivação para cuidar de necessidades diárias, mas uma atividade de jardinagem simples, até mesmo algo como regar plantas de casa perto da cama, pode ajudar a motivá-los.

Enfim, a abrangência da terapia é muito grande. E vale ressaltar que trata-se de uma terapia alternativa, complementando os tratamentos convencionais.

A cada dia, tenho mais certeza de que o contato com a plantas e a natureza podem nos proporcionar muito mais do que podemos imaginar.  E percebemos um pouquinho, somente um pouquinho, o dom da criação ;)








sábado, 15 de fevereiro de 2020

Alaúde

A Música é, sem dúvida, a arte mais popular do mundo. Mas talvez não seja evidente que, por trás do talento de um artista, existem vários conceitos matemáticos que lhe dão suporte, fundamento. Ao que tudo indica, Pitágoras foi quem descobriu essa relação intrínseca entre as duas áreas. Pode-se imaginar o tamanho espanto do filósofo ao conseguir dar significado lógico-matemático a cada som que se ouvia, associar cada nota a um número. É grandioso o legado que nos foi deixado por Pitágoras, em particular, e por todos os filósofos gregos, em diversos campos do saber. Cabe aqui ressaltar que não se consegue explicar Música totalmente através da Matemática, até porque, como qualquer atividade artística, trata-se de uma questão de sujeito. A lógica numérica desempenha um papel basal, com o intuito de que, a partir dela, sejam criados parâmetros que servirão de base para a criação musical do artista,uma ação essencialmente subjetiva. O que propomos nesse trabalho é uma alternativa à aula convencional, aquela que se ensina e se aprende de maneira bem semelhante há mais de um século. É sabido que a Matemática praticada nas escolas é a mesma há pelo menos 100 anos. O que nos motiva hoje é a tentativa de encontrar outras abordagens para um mesmo tema, utilizando novos recursos, métodos, afim de tornar as aulas mais atrativas. Em suma, propõe-se uma intervenção, uma ruptura de paradigma. Um paradigma que talvez o próprio aluno, no início, ofereça alguma resitência para quebrar, pois supostamente já está acostumado àquele modelo tradicional de aula. Aliás, no nosso modo de ver, isso é comum no ser humano, pois, salvo as exceções de praxe, somos, em geral, resitentes a mudanças. Todavia, não queremos aqui fazer críticas severas às aulas expositivas tradicionais, apenas sugerimos que, ao longo do ano letivo, sempre que for possível e/ou viável, sejam feitas algumas intervenções no sentido de tornar mais prazeroso o ato de aprender. O mestre talvez perceberá que, não apenas o ato de aprender, mas o ato de ensinar tornar-se-á mais prazeroso também.



O alaúde é formado por uma caixa de madeira em forma de meia pêra, com as costas abauladas. No tampo de seu corpo há uma abertura circular rendilhada chamada roseta.

Possui, assim como o violão e a viola, um braço com trastos, sendo mais largo e curto. A extremidade deste braço, que é onde se localizam as cravelhas para a afinação das cordas, é muito inclinada. Em geral tem onze cordas, sendo cinco duplas e uma simples.

Um pouco de história...
As origens desse instrumento vêm do Oriente Médio, mais precisamente da cultura moura. No século XVIII foi introduzido na Europa através da Espanha dominada pelos árabes. O chamado alaúde renascentista tornou-se, até o século XV, o principal instrumento de cordas dedilhadas usado pelos europeus.
Já no século XIX e em terras brasileiras, o viajante e pintor alemão Johann Moritz Rugendas retratou na gravura Costumes de Rio de Janeiro um casal da classe abastada carioca ao lado de uma partitura musical e de um instrumento de cordas dedilhadas que parece ser pequeno alaúde.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Carnaval Pedagógico


O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior à quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos tornaram-se mais populares no começo do século XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está aí a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais. No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas, onde as músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
O Projeto - Carnaval
- Justificativa: Trabalhar com o tema carnaval proporciona aos alunos maior interação com a cultura brasileira, sua história, diversão e músicas carnavalescas. Com esse tema é possível trabalhar de forma interdisciplinar, no qual os alunos irão interagir num contexto de conceitos, gosto e costumes sobre essa festa popular. Também oferece condições ao aluno de conhecer melhor nossos costumes e tradições, a partir da história do carnaval.
Objetivo Geral:
- Propiciar aos alunos o interesse e curiosidade pela cultura brasileira, formulando perguntas, manifestando suas opiniões próprias sobre essa festa que move um mundo inteiro, buscando informações e confrontando ideias.
Objetivos Específicos:
- Desenvolver a curiosidade sobre nossa cultura popular,
- Desenvolver o censo crítico e imaginação,
- Conhecer a verdadeira história do Carnaval do Brasil e suas características, e as influências culturais para a cultura contemporânea.
- Estimular o ritmo e proporcionar liberdade de auto-expressão.
Metodologia
- Tocar músicas e marchinhas de carnaval, confeccionar a decoração junto com alunos e professores.
- Apresentar a história do carnaval e suas influências na nossa cultura, a partir da roda da conversa e troca de experiências.