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Dilemas da Sustentabilidade frente ao consumismo

quinta-feira, 5 de março de 2020

Aprendendo História através de jogos

As aulas de História, assim como ocorre em aulas de Arte e de Educação Física, devem desencadear espaços de criação e de liberdade para construir a aprendizagem. 

Para que isso seja possível, é preciso repensar as práticas docentes, o que inclui revisitar as metodologias empregadas em sala de aula, buscando compreender se são adequadas para a construção ou não do conhecimento histórico

Portanto, é necessário evidenciar um programa de atividades didáticas que contemplem as diferentes formas de pensar e de articular o conhecimento.  

Na perspectiva da metodologia de ensino, se faz necessária busca em explorar a importância do uso de jogos no processo de ensino e aprendizagem nas aulas de História. 

A partir disso, entende-se o jogo como uma ferramenta pedagógica importante e adequada, em contraposição ao conceito da aula tradicional. 

Por meio da aplicação de jogos em aulas do ensino fundamental, os resultados gerados a partir de estudos de caso serão percebidos sob perspectiva da análise qualitativa. 

A abordagem qualitativa proporcionará a melhor compreensão dos fenômenos que se pretende investigar, a partir de uma análise rigorosa e criteriosa desse tipo de informação, permitindo uma construção teórica mais aprofundada em relação à construção de estratégias educacionais aplicadas ao contexto do ensino de História.  

Dessa forma, pretende-se reconhecer como os jogos podem tornar as aulas momentos mais dinâmicos, de criação, nos quais os estudantes possam criar, desenvolver o raciocínio lógico, construir conceitos e argumentos, analisar e compreender fatos e informações históricas, desencadeando aprendizagem significativa relacionadas a práticas lúdicas. 

Os jogos escolhidos terão o intuito de fixar conceitos e ideias pré-exploradas durante as aulas, buscando proporcionar melhor compreensão por parte do estudante.


Jogo War para trabalhar o território no ensino de geografia

A partir deste jogo é possível que o aluno possa compreender noções geográficas, de territórios, fronteiras, limites, espaços e as relações de poder e estratégia, noções essas que podem fazer parte dos conteúdos de aulas expositivas.
Os resultados serão bastante positivos, pois os alunos conseguirão aplicar e assimilar os conceitos estudados em sala, a partir da dinâmica com o jogo, utilizando de estratégias e habilidades desenvolvidas durante o mesmo, tornando essa experiência desafiadora, motivadora e rica em construção de saberes.
Essa prática possibilitará um processo de descobertas e aprendizagem, que serão imprescindíveis para a formação do estudante, tendo em vista não apenas a formação futuramente profissional, como também a pessoal.

Malba Tahan - O homem que calculava (Matemática - Gramática - Literatura)





Novas didáticas, novas pedagogias, novas metodologias, foram motivações para a grande produção literária de Malba Tahan, sua obra sem dúvida, deveria ser atividade curricular nos cursos de Licenciatura em Matemática, pois em muito ajudaria os futuros professores a tentarem minimizar a grande dificuldade dos alunos na interpretação de problemas, assim como, na própria escrita da linguagem matemática. Ao mesmo peso, serve de orientação para a formação continuada de professores que ensinam matemática, seja na forma de cursos de pós-graduação, seja nas formações oferecidas pelas secretarias de educação. 

Em sua entrevista ao museu de som e imagem Júlio César nem sabe exatamente quantos livros ele escreveu e publicou mais alguns registros afirmam serem 120 livros produzidos, 51 livros de matemática e 69 contos, alguns assinados como Malba Tahan outros como Prof. Júlio César de Mello e Souza. Uma produção como poucos da Literatura brasileira, seja em sua expressividade para a matemática, seja numa perspectiva política, ou simplesmente para nos distrair com suas belas histórias.

Penso que essa pesquisa contribuiu profundamente para a minha formação docente, uma vez que forneceu recursos para compreender a prática, de um professor “ a frente de seu tempo” que nos mostra um pouco mais de conhecimento, e maior motivação profissional para ensinar uma “Matemática divertida e delirante”, num refazer de uma práxis docente, com perspectivas positivas mediante ao cenário da Educação Matemática no Brasil. Também nos trás a oportunidade de inserção no universo do pesquisador, ainda que superficialmente, e poder começar a compreender as dificuldades, os percurso e metodologias necessárias para a realização de pesquisas. 

Vale dizer que a presente obra pode trazer contribuições para área da Educação Matemática, em particular, no que se refere a aspectos da prática de estimular a leitura na formação inicial e continuada de professores que ensinam matemática como meio natural para ensinar Matemática na Educação Básica, quando os professores decidem levar textos como elementos presentes em materiais curriculares educativos para sala de aula. Podemos enumerar os diversos benefícios de trabalharmos com recontextualização, tais como; motivação dos alunos e do professor, desenvolvimento do raciocínio, lógico e dedutivo em geral, compreensão do papel da matemática, compreensão textual entre outras.

Neste sentido, se pensando em Leitura e Matemática, podemos concluir que a sua utilização didática, principalmente em Matemática, pode ser não só aceita como utilizada por diversos professores. Ou seja, na tentativa de desmistificar a matemática e apresentá-la de forma fina, elegante e divertida pode auxiliar significativamente no ensino e aprendizagem. Espera-se com esta pesquisa que a composição, Leitura e Matemática, permitam ao aluno em formação inicial e ao professor que ensina matemática, no exercício de ser aprendente, um contínuo processo de aprender a aprender, lhes provocar um olhar pedagógico diferenciado para o ensino da matemática.



Leiam o livro O homem que calculava, de Malba Tahan (meu ídolo), ele mostra, que a disciplina matemática não é um conjunto de fórmulas decoradas e que o conhecimento pode solucionar questões do dia a dia.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Está estressado? Vá plantar!

Alguns benefícios da #hortaterapia
1- Alimentação saudável:
A pessoa sabe o que está plantando e como está sendo cultivado. Também é garantia de alimentos orgânicos sempre frescos, e ao alcance das suas mãos.
2- Retorno de investimento garantido:
A pessoa pode ter investido um pouco para iniciar essa atividade , comprando vasos, terras, ferramentas, ..., mas , cultivando corretamente, com o decorrer do tempo,  será mais barato, do que, comprar kits de produtos orgânicos. Não esqueça que estamos falando de produtos sem agrotóxicos.
3- Sempre em atividade:
Dependendo do tamanho da sua horta, cultivar pode ser uma forma interessante de se exercitar, por exemplo: escavar, flexionar, alongar, ... E como resultado: músculos tonificados e quilinhos a menos.
4- Cultura; 
É uma experiência educacional para adultos e para crianças. Há sempre algo novo para aprender, seja uma técnica de jardinagem nova, uma receita diferente ou uma utilidade nova para as ervas e plantas que você achava que conhecia tão bem, enfim, um mundo a descobrir.
5-  Desenvolve a paciência, coisa que na era atual da gratificação imediata, é algo raro.

6- No stress
Cultivar é relaxante. Uma válvula de escape para os temas cotidianos e, ao mesmo tempo, mantém a mente ativa e sintonizada com o mundo ao redor, através dos cuidados com a horta.


Sobre a Horticultura terapêutica...

" É definida pela American Horticultural Therapy Association "AHTA", como a inserção de uma pessoa em atividades de jardinagem, facilitada por um terapeuta treinado, para alcançar objetivos específicos de um tratamento terapêutico, sejam esses físicos, mentais ou espirituais. É ainda pouco conhecida no Brasil, mas cada vez mais usada por profissionais na Europa e Estados Unidos para tratar uma ampla variedade de doenças ou enfermidades. Praticantes descobriram que trabalhar com o solo, flores e plantas ao ar livre pode dar às pessoas um senso de propósito renovado e uma direção, impulsionando-os para a recuperação. Estudos mostram que plantas simples em casa podem melhorar a qualidade de vida dos idosos, ajudar os pacientes de hospitais se recuperarem, e fornecer todos os tipos de benefícios psicológicos. "

É eficaz e benéfica para as pessoas de todas as idades, origens e habilidades, incluindo aqueles em recuperação de acidente vascular cerebral e doenças cardíacas, pessoas cegas, aqueles em estágios iniciais da demência, pessoas com deficiências físicas e dificuldades de aprendizagem. Até em prisões e em clínicas para tóxico-dependentes, a terapia é aplicada.

Estudiosos afirmam, que um paciente acamado pode não ter a motivação para cuidar de necessidades diárias, mas uma atividade de jardinagem simples, até mesmo algo como regar plantas de casa perto da cama, pode ajudar a motivá-los.

Enfim, a abrangência da terapia é muito grande. E vale ressaltar que trata-se de uma terapia alternativa, complementando os tratamentos convencionais.

A cada dia, tenho mais certeza de que o contato com a plantas e a natureza podem nos proporcionar muito mais do que podemos imaginar.  E percebemos um pouquinho, somente um pouquinho, o dom da criação ;)








sábado, 15 de fevereiro de 2020

Alaúde

A Música é, sem dúvida, a arte mais popular do mundo. Mas talvez não seja evidente que, por trás do talento de um artista, existem vários conceitos matemáticos que lhe dão suporte, fundamento. Ao que tudo indica, Pitágoras foi quem descobriu essa relação intrínseca entre as duas áreas. Pode-se imaginar o tamanho espanto do filósofo ao conseguir dar significado lógico-matemático a cada som que se ouvia, associar cada nota a um número. É grandioso o legado que nos foi deixado por Pitágoras, em particular, e por todos os filósofos gregos, em diversos campos do saber. Cabe aqui ressaltar que não se consegue explicar Música totalmente através da Matemática, até porque, como qualquer atividade artística, trata-se de uma questão de sujeito. A lógica numérica desempenha um papel basal, com o intuito de que, a partir dela, sejam criados parâmetros que servirão de base para a criação musical do artista,uma ação essencialmente subjetiva. O que propomos nesse trabalho é uma alternativa à aula convencional, aquela que se ensina e se aprende de maneira bem semelhante há mais de um século. É sabido que a Matemática praticada nas escolas é a mesma há pelo menos 100 anos. O que nos motiva hoje é a tentativa de encontrar outras abordagens para um mesmo tema, utilizando novos recursos, métodos, afim de tornar as aulas mais atrativas. Em suma, propõe-se uma intervenção, uma ruptura de paradigma. Um paradigma que talvez o próprio aluno, no início, ofereça alguma resitência para quebrar, pois supostamente já está acostumado àquele modelo tradicional de aula. Aliás, no nosso modo de ver, isso é comum no ser humano, pois, salvo as exceções de praxe, somos, em geral, resitentes a mudanças. Todavia, não queremos aqui fazer críticas severas às aulas expositivas tradicionais, apenas sugerimos que, ao longo do ano letivo, sempre que for possível e/ou viável, sejam feitas algumas intervenções no sentido de tornar mais prazeroso o ato de aprender. O mestre talvez perceberá que, não apenas o ato de aprender, mas o ato de ensinar tornar-se-á mais prazeroso também.



O alaúde é formado por uma caixa de madeira em forma de meia pêra, com as costas abauladas. No tampo de seu corpo há uma abertura circular rendilhada chamada roseta.

Possui, assim como o violão e a viola, um braço com trastos, sendo mais largo e curto. A extremidade deste braço, que é onde se localizam as cravelhas para a afinação das cordas, é muito inclinada. Em geral tem onze cordas, sendo cinco duplas e uma simples.

Um pouco de história...
As origens desse instrumento vêm do Oriente Médio, mais precisamente da cultura moura. No século XVIII foi introduzido na Europa através da Espanha dominada pelos árabes. O chamado alaúde renascentista tornou-se, até o século XV, o principal instrumento de cordas dedilhadas usado pelos europeus.
Já no século XIX e em terras brasileiras, o viajante e pintor alemão Johann Moritz Rugendas retratou na gravura Costumes de Rio de Janeiro um casal da classe abastada carioca ao lado de uma partitura musical e de um instrumento de cordas dedilhadas que parece ser pequeno alaúde.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Carnaval Pedagógico


O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior à quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos tornaram-se mais populares no começo do século XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está aí a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais. No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas, onde as músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
O Projeto - Carnaval
- Justificativa: Trabalhar com o tema carnaval proporciona aos alunos maior interação com a cultura brasileira, sua história, diversão e músicas carnavalescas. Com esse tema é possível trabalhar de forma interdisciplinar, no qual os alunos irão interagir num contexto de conceitos, gosto e costumes sobre essa festa popular. Também oferece condições ao aluno de conhecer melhor nossos costumes e tradições, a partir da história do carnaval.
Objetivo Geral:
- Propiciar aos alunos o interesse e curiosidade pela cultura brasileira, formulando perguntas, manifestando suas opiniões próprias sobre essa festa que move um mundo inteiro, buscando informações e confrontando ideias.
Objetivos Específicos:
- Desenvolver a curiosidade sobre nossa cultura popular,
- Desenvolver o censo crítico e imaginação,
- Conhecer a verdadeira história do Carnaval do Brasil e suas características, e as influências culturais para a cultura contemporânea.
- Estimular o ritmo e proporcionar liberdade de auto-expressão.
Metodologia
- Tocar músicas e marchinhas de carnaval, confeccionar a decoração junto com alunos e professores.
- Apresentar a história do carnaval e suas influências na nossa cultura, a partir da roda da conversa e troca de experiências.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Atividades que fortalecem os músculos faciais, muito úteis para a fala.


A função respiratória deve ocorrer por via nasal. O nariz, além de ser um condutor passivo pelo qual o ar é captado da atmosfera, é um órgão altamente especializado, capaz de realizar três importantes funções respiratórias: umidificação, aquecimento do ar inspirado e proteção das vias aéreas superiores.
                                      

Quando há algum impedimento para que a respiração nasal possa se realizar, tem-se a respiração oral. A respiração oral pode ser viciosa, ou seja, o indivíduo respira pela boca apesar de apresentar capacidade anatomofisiológica para respirar pelo nariz, ou orgânica, quando existem alterações orgânicas obstruindo a passagem de ar. Independente da etiologia, a respiração pode ser afetada causando múltiplas alterações, com maior ou menor grau, em função do tempo de evolução do processo obstrutivo.


A respiração de modo nasal possibilita o crescimento e desenvolvimento facial de maneira adequada, por meio da ação correta da musculatura. Nos casos de respiração oral, esta estimulação pode ocorrer de modo inadequado, influenciando negativamente o crescimento e o desenvolvimento do esqueleto craniofacial, principalmente nos aspectos de forma do maxilar, da mandíbula e da altura facial.


O diagnóstico, bem como o tratamento da respiração oral, devem ser realizados o mais precoce possível por uma equipe multidisciplinar, para que seja possível minimizar suas consequências.


A terapia miofuncional orofacial é considerada um método de tratamento que pode aumentar a força muscular, podendo devolver a estabilidade morfo-funcional às estruturas orofaciais. A terapia pode provocar mudanças nos padrões funcionais, e assim prevenir desvios no desenvolvimento craniofacial, pois promove nova postura de estruturas em repouso e durante a realização das funções do sistema estomatognático.


Considerando as informações acima descritas, o objetivo deste estudo foi descrever a evolução de crianças de cinco a 11 anos, respiradoras orais, submetidas à terapia miofuncional orofacial com ênfase no trabalho de fortalecimento da musculatura dos órgãos fonoarticulatórios e no treino da respiração nasal.







Foi possível verificar que dez sessões de terapia miofuncional orofacial, com ênfase no fortalecimento da musculatura dos órgãos fonoarticulatórios, além do treino da respiração nasal, foram suficientes para a obtenção da melhora dos pacientes.


Na literatura verificou-se que sintomas como baba noturna, ronco e alergia estão diretamente relacionados ao tipo respiratório, prevalecendo em sua maioria no grupo dos respiradores orais, apesar também de encontrá-los nos respiradores nasais 27. O impacto da asma, rinite alérgica e respiração oral afetam diretamente a qualidade de vida do indivíduo não só pela alteração respiratória, mas, também pelos prejuízos comportamentais, funcionais e físicos que ocasionam. O controle dessas morbidades é um tema usual na literatura.

CONCLUSÃO

Foi possível verificar melhora em todos os indivíduos quanto ao vedamento labial, aumento de força da musculatura dos órgãos fonoarticulatórios, além de maior possibilidade de respiração nasal após 10 sessões de terapia. O pequeno número de sujeitos dessa amostra, no entanto, não permite estabelecer que tais conclusões possam ser generalizáveis para outros grupos em diferentes faixas etárias. Sendo assim, sugere-se a realização de novos estudos, com maior população e de diferentes faixas etárias.