*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA INFÂNCIA: COMO ENSINAR A PENSAR EM UM MUNDO AUTOMATIZADO


Introdução

As crianças estão crescendo em um mundo no qual máquinas, aplicativos e sistemas digitais conseguem produzir textos, imagens, músicas, respostas e recomendações em poucos segundos. A inteligência artificial está presente em diferentes ferramentas utilizadas para estudar, comunicar-se, criar e buscar informações.

Diante dessa realidade, surge uma questão fundamental para famílias, educadores e para a sociedade: como preparar as crianças para utilizar essas tecnologias sem comprometer a curiosidade, a criatividade, a autonomia intelectual e a capacidade de pensar por conta própria?

A resposta não está simplesmente em permitir ou proibir o uso da tecnologia. É necessário compreender suas possibilidades, reconhecer seus limites e desenvolver uma educação que ajude as crianças a fazer perguntas, avaliar informações, investigar problemas e tomar decisões responsáveis.

No Brincadeira Sustentável, defendemos que a tecnologia deve ampliar as oportunidades de aprendizagem, e não substituir as experiências humanas fundamentais para o desenvolvimento infantil.

Aprender a utilizar a inteligência artificial é importante. Aprender a pensar, questionar, criar e conviver continua sendo indispensável.

1. O que é inteligência artificial?

A inteligência artificial, conhecida pela sigla IA, reúne tecnologias capazes de executar tarefas que normalmente exigiriam determinadas capacidades humanas, como reconhecer padrões, identificar imagens, processar linguagem e produzir respostas a partir de instruções.

Existem sistemas utilizados para traduzir idiomas, recomendar conteúdos, reconhecer vozes, auxiliar pesquisas e gerar textos ou imagens.

Entretanto, é importante compreender que a produção de uma resposta aparentemente convincente não significa que o sistema compreenda o mundo da mesma maneira que uma pessoa.

Sistemas de inteligência artificial podem apresentar informações incorretas, inventar referências, reproduzir preconceitos presentes nos dados utilizados em seu desenvolvimento e oferecer respostas inadequadas ao contexto.

Por isso, uma resposta produzida por uma ferramenta digital não deve ser aceita automaticamente como verdadeira.

A educação precisa ajudar as crianças a distinguir entre informação, opinião, hipótese, evidência e erro.

2. A criança precisa aprender a perguntar

Uma das competências mais importantes diante das novas tecnologias é a capacidade de formular boas perguntas.

Quando uma criança pergunta por que o céu muda de cor, como uma planta cresce ou por que determinados materiais podem ser reciclados, ela demonstra curiosidade e inicia um processo de investigação.

A inteligência artificial pode auxiliar nesse percurso, oferecendo explicações iniciais, sugerindo exemplos ou apresentando diferentes maneiras de abordar um assunto.

Entretanto, a resposta recebida deve ser apenas um ponto de partida.

O educador pode incentivar a criança a perguntar:

  • Como podemos verificar essa informação?

  • Que evidências sustentam essa explicação?

  • Existem outras respostas possíveis?

  • O que ainda não sabemos sobre esse assunto?

  • Como poderíamos investigar isso na prática?

Essas perguntas ajudam a transformar o uso da tecnologia em uma oportunidade de aprendizagem ativa.

O objetivo não é apenas obter respostas rapidamente, mas desenvolver a capacidade de compreender problemas, avaliar explicações e construir conhecimento.

3. Pensamento crítico: nem tudo o que parece correto é verdadeiro

Ferramentas de inteligência artificial podem produzir textos organizados, imagens convincentes e explicações apresentadas com segurança. Essa aparência, entretanto, não garante precisão.

Uma criança que recebe uma resposta pronta pode ter dificuldade para identificar erros se ainda não possui conhecimentos suficientes sobre o assunto.

Por isso, a alfabetização digital precisa incluir a verificação de informações.

Uma atividade educativa pode começar com uma pergunta simples: como descobrir se uma afirmação é verdadeira?

O grupo pode comparar diferentes fontes, consultar livros, observar fenômenos, realizar experiências e conversar com pessoas que tenham conhecimento sobre o tema.

Se uma ferramenta afirmar que determinada planta cresce melhor sem luz, por exemplo, a turma poderá investigar as necessidades da planta por meio de observações e experimentos adequados.

A atividade deve ensinar que a confiança em uma informação depende de razões e evidências, e não apenas da maneira como ela foi apresentada.

Também é importante reconhecer que nem toda questão possui uma resposta simples ou definitiva. Em muitos assuntos, é necessário comparar perspectivas, compreender incertezas e considerar o contexto.

O pensamento crítico não significa desconfiar indiscriminadamente de tudo, mas desenvolver critérios para avaliar aquilo que encontramos.

4. Inteligência artificial e criatividade: a tecnologia deve ampliar, não apagar, a autoria

Uma das possibilidades da inteligência artificial é auxiliar processos criativos.

Uma criança pode utilizar ferramentas apropriadas para explorar ideias para uma história, pensar em personagens, comparar propostas de construção ou imaginar diferentes soluções para um problema.

Entretanto, existe uma diferença importante entre utilizar uma ferramenta como apoio e permitir que ela realize todo o trabalho no lugar da criança.

Quando o sistema produz a história completa, cria os personagens, escolhe os acontecimentos e entrega o resultado final, a criança pode perder oportunidades de experimentar decisões, enfrentar dificuldades e desenvolver suas próprias ideias.

Isso não significa que toda utilização de conteúdo gerado por IA seja inadequada. O valor educativo depende do objetivo, da idade, da mediação e da participação real da criança.

Uma proposta interessante consiste em pedir que a criança crie sua própria história antes de consultar uma ferramenta digital. Depois, ela pode comparar ideias, identificar diferenças e decidir se deseja modificar algum elemento.

Nesse processo, a autoria continua sendo valorizada.

A tecnologia passa a funcionar como um recurso para explorar possibilidades, e não como substituta da imaginação.

5. O que acontece com a aprendizagem quando tudo é respondido imediatamente?

Aprender exige mais do que receber informações.

A criança precisa observar, experimentar, formular hipóteses, relacionar conhecimentos, cometer erros e revisar suas explicações.

Quando uma ferramenta fornece uma resposta imediata para qualquer pergunta, existe o risco de que o processo de investigação seja interrompido antes de começar.

Imagine uma atividade escolar na qual os alunos precisam descobrir como construir uma ponte utilizando papelão.

Se a inteligência artificial entregar um projeto completo antes que as crianças tenham oportunidade de experimentar, elas poderão deixar de vivenciar etapas importantes do processo: testar materiais, observar falhas, comparar soluções e aperfeiçoar a construção.

Uma alternativa é organizar a atividade em três momentos:

Primeiro: pensar. A criança registra suas próprias ideias e apresenta uma hipótese.

Depois: investigar. Experimenta, consulta fontes, observa resultados e discute alternativas.

Por último: comparar. Utiliza recursos digitais, quando apropriado, para avaliar outras possibilidades e revisar suas conclusões.

Essa sequência ajuda a preservar a participação intelectual da criança e permite que a tecnologia seja utilizada com um propósito definido.

6. O brincar continua sendo essencial

Em meio à expansão das tecnologias digitais, é fundamental preservar as oportunidades de brincar livremente, movimentar-se, explorar a natureza, construir objetos, desenhar, conversar e interagir presencialmente.

Essas experiências oferecem oportunidades diferentes das encontradas diante de uma tela.

Ao brincar com blocos, a criança pode investigar equilíbrio e proporções. Ao participar de jogos de tabuleiro, pode exercitar planejamento e tomada de decisões. Ao criar histórias com outras crianças, pode negociar ideias e desenvolver a comunicação.

Ao explorar um jardim, pode observar seres vivos, formular perguntas e estabelecer relações com o ambiente.

Essas atividades não precisam competir com a tecnologia. Podem se complementar quando são escolhidas de acordo com as necessidades e os objetivos educativos.

A inteligência artificial não substitui o contato humano, a mediação pedagógica, as experiências sensoriais ou a riqueza das relações sociais.

Uma educação equilibrada reconhece que o desenvolvimento infantil envolve dimensões cognitivas, físicas, emocionais, sociais e culturais.

7. Privacidade, segurança e responsabilidade digital

O uso da inteligência artificial por crianças exige atenção especial à privacidade e à proteção de dados.

Antes de utilizar uma ferramenta, famílias e escolas devem verificar sua classificação etária, suas condições de uso, suas práticas de coleta de dados e as orientações aplicáveis à proteção de crianças e adolescentes.

É importante ensinar que informações pessoais não devem ser compartilhadas indiscriminadamente.

Entre os cuidados fundamentais estão:

  • Não divulgar endereço residencial, telefone, senhas ou localização precisa.

  • Não enviar fotografias, documentos ou informações de outras pessoas sem autorização adequada.

  • Não compartilhar dados pessoais de colegas, familiares ou professores.

  • Conversar com um adulto de confiança diante de conteúdos assustadores, ofensivos ou inadequados.

  • Desconfiar de mensagens que solicitem informações pessoais ou incentivem comportamentos arriscados.

  • Verificar as informações recebidas antes de utilizá-las em trabalhos escolares.

Também é necessário lembrar que imagens e áudios podem ser manipulados, inclusive para imitar pessoas reais.

A educação digital deve incluir respeito à imagem, à privacidade, aos direitos autorais e à dignidade de outras pessoas.

As crianças precisam compreender que a possibilidade técnica de produzir ou compartilhar determinado conteúdo não significa que seja correto fazê-lo.

8. O papel dos professores e das famílias

A presença da inteligência artificial não elimina a importância dos educadores. Pelo contrário, amplia a necessidade de mediação, orientação e planejamento pedagógico.

O professor pode ajudar os estudantes a avaliar fontes, identificar erros, relacionar informações aos conteúdos curriculares e reconhecer situações nas quais o uso da tecnologia não é necessário.

As famílias podem acompanhar as experiências digitais das crianças, conversar sobre o que elas encontram na internet e estabelecer limites adequados à idade.

Em ambos os contextos, é importante evitar que a tecnologia seja utilizada como substituta permanente da atenção, da conversa e da convivência.

O acompanhamento deve considerar não apenas o tempo de uso, mas também o conteúdo acessado, a finalidade da atividade, a qualidade das interações e os efeitos sobre sono, movimento, brincadeira e participação social.

A mediação não precisa transformar toda experiência digital em uma aula formal. Conversas simples sobre como uma ferramenta funciona, de onde veio uma informação e por que determinada resposta merece ser verificada já podem contribuir para a formação crítica.

9. Proposta prática: investigador humano e inteligência artificial

A atividade a seguir pode ser adaptada para o ensino fundamental, com supervisão docente e uso de ferramentas adequadas à idade.

Objetivo: desenvolver formulação de perguntas, investigação, verificação de informações, argumentação e reflexão sobre os limites da inteligência artificial.

Duração sugerida: uma ou duas aulas.

Etapa 1 - Escolher uma pergunta investigável

O professor apresenta uma questão relacionada ao conteúdo estudado.

Exemplos:

  • Por que algumas embalagens podem ser recicladas e outras não?

  • Quais fatores influenciam o crescimento de uma planta?

  • Como podemos reduzir o desperdício de água na escola?

  • Que características tornam uma estrutura mais resistente?

Etapa 2 - Registrar hipóteses próprias

Antes de consultar qualquer ferramenta, os alunos registram o que já sabem, quais são suas dúvidas e quais respostas consideram possíveis.

O objetivo é valorizar os conhecimentos prévios e tornar visível o raciocínio inicial.

Etapa 3 - Consultar fontes

Com orientação do professor, a turma consulta livros, materiais didáticos, fontes institucionais e, quando apropriado, uma ferramenta de inteligência artificial.

A ferramenta não deve receber dados pessoais dos alunos. A escola precisa observar as regras de proteção de dados e as condições de uso do serviço.

Etapa 4 - Verificar as respostas

Os estudantes comparam as informações, identificam afirmações que precisam de confirmação e procuram evidências.

O professor pode perguntar:

  • A resposta apresenta fontes verificáveis?

  • As fontes realmente sustentam a afirmação?

  • Encontramos informações diferentes?

  • Como podemos resolver essa dúvida?

Etapa 5 - Produzir uma conclusão própria

Os alunos elaboram uma explicação com suas próprias palavras, indicando quais evidências utilizaram e quais dúvidas ainda permanecem.

A avaliação considera o processo de investigação, a qualidade da argumentação e a capacidade de revisar ideias, não apenas a apresentação final.

Etapa 6 - Refletir sobre a experiência

Ao terminar, a turma discute o que aprendeu sobre o assunto e sobre o uso da tecnologia.

A pergunta final é: em que momento a inteligência artificial ajudou e em que momento precisamos pensar, investigar ou decidir por conta própria?

Essa reflexão ajuda a compreender que a ferramenta pode ser útil, mas não elimina a responsabilidade humana pelo conhecimento produzido e utilizado.

10. Inteligência artificial e desigualdade educacional

O acesso às tecnologias digitais não ocorre de maneira igualitária.

Algumas crianças dispõem de equipamentos, conexão de qualidade e acompanhamento especializado. Outras enfrentam limitações de infraestrutura, falta de dispositivos ou ausência de orientação para utilizar esses recursos de maneira segura e produtiva.

A incorporação da inteligência artificial à educação precisa considerar essas desigualdades.

Não basta disponibilizar uma ferramenta e presumir que todos terão as mesmas oportunidades de aprendizagem. É necessário avaliar a infraestrutura, a acessibilidade, a formação dos profissionais e as necessidades de cada comunidade escolar.

Também é importante evitar que o domínio de ferramentas específicas seja confundido com inteligência, capacidade de aprendizagem ou potencial de desenvolvimento.

Crianças podem investigar, criar e aprender utilizando livros, jogos, materiais simples, conversas, experiências práticas e recursos digitais variados.

A tecnologia deve ampliar oportunidades, e não se tornar um novo fator de exclusão.

11. Sustentabilidade digital: quais são os impactos da tecnologia?

A discussão sobre inteligência artificial também pode ser relacionada à sustentabilidade.

O funcionamento dos sistemas digitais depende de equipamentos, centros de processamento de dados, redes de comunicação, energia e água, além de materiais utilizados na fabricação dos dispositivos.

A produção e o descarte de equipamentos eletrônicos também podem gerar impactos ambientais.

Isso não significa que toda utilização de inteligência artificial tenha o mesmo impacto ou que seja possível avaliar seu custo ambiental apenas pela aparência de uma ferramenta. Os efeitos dependem da infraestrutura, da escala de utilização, das fontes de energia e de outros fatores.

Uma educação digital responsável pode incluir perguntas sobre a origem dos equipamentos, sua durabilidade, a possibilidade de reparação e a destinação adequada dos resíduos eletrônicos.

Também pode estimular escolhas conscientes, como cuidar dos dispositivos, evitar substituições desnecessárias e reconhecer que a tecnologia possui uma dimensão material.

O mundo digital não está separado do ambiente físico. Por trás de cada serviço tecnológico existem recursos, trabalho, infraestrutura e decisões humanas.

12. Preparar as crianças para o futuro sem abandonar o presente

É importante preparar as novas gerações para compreender e utilizar tecnologias que continuarão se transformando.

Entretanto, preparar para o futuro não significa antecipar todas as exigências profissionais ou transformar a infância em treinamento permanente para o mercado de trabalho.

A criança precisa de tempo para brincar, explorar interesses, conviver, movimentar-se, descansar, imaginar e descobrir o mundo.

Competências como pensamento crítico, criatividade, comunicação, colaboração e resolução de problemas podem ser desenvolvidas em diferentes experiências, digitais e não digitais.

O papel da educação é ampliar as possibilidades de aprendizagem, ajudando cada criança a compreender a realidade e a participar dela com autonomia progressiva e responsabilidade.

A inteligência artificial pode fazer parte desse processo, desde que sua utilização seja orientada por objetivos educativos claros e pelo respeito aos direitos da infância.

Conclusão

A inteligência artificial apresenta possibilidades importantes para a educação, mas também exige reflexão sobre autoria, privacidade, desigualdade, confiabilidade das informações e autonomia intelectual.

O desafio não consiste em ensinar as crianças a aceitar todas as respostas produzidas pelas máquinas, nem em afastá-las indiscriminadamente das tecnologias. Consiste em ajudá-las a compreender como essas ferramentas funcionam, o que podem oferecer e quais são seus limites.

Uma criança preparada para o mundo digital não é simplesmente aquela que sabe utilizar aplicativos. É aquela que consegue formular perguntas, avaliar informações, reconhecer incertezas, criar soluções, respeitar outras pessoas e assumir responsabilidade por suas escolhas.

No Brincadeira Sustentável, defendemos uma educação que integre ciência, tecnologia, natureza, cultura e brincadeira sem perder de vista o desenvolvimento humano.

A tecnologia pode oferecer respostas em segundos. A educação precisa garantir que as crianças continuem tendo espaço para perguntar, investigar, imaginar e construir suas próprias explicações.

Porque educar para o futuro não é ensinar a criança a depender das máquinas, mas ajudá-la a desenvolver os conhecimentos e a autonomia necessários para decidir como, quando e por que utilizá-las.

Referências e leituras complementares

BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/

UNESCO. Guidance for Generative AI in Education and Research. Paris: UNESCO, 2023. Disponível em: https://www.unesco.org/en/articles/guidance-generative-ai-education-and-research

UNESCO. AI Competency Framework for Students. Paris: UNESCO, 2024. Disponível em: https://www.unesco.org/en/articles/ai-competency-framework-students

UNICEF. Materiais sobre direitos das crianças, ambiente digital e inteligência artificial. Disponível em: https://www.unicef.org/

Nota editorial: as referências devem ser consultadas para verificar orientações atualizadas, especialmente quanto às regras brasileiras para o uso de inteligência artificial na educação, à proteção de dados e às condições de acesso por menores de idade.


Percepção multissensorial e criatividade

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