*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

domingo, 9 de fevereiro de 2025

A tecnologia assistiva e inclusão na Educação Infantil


A tecnologia assistiva constitui um recurso fundamental para ampliar a participação, a autonomia e a inclusão de crianças com deficiência no ambiente escolar, especialmente de crianças com deficiência visual. No contexto educacional, sua utilização deve estar integrada ao planejamento pedagógico e considerar as potencialidades, necessidades e formas particulares de interação de cada criança com o ambiente, os objetos e as atividades propostas. Mais do que disponibilizar recursos adaptados, a tecnologia assistiva envolve a criação de estratégias que possibilitem à criança realizar ações, comunicar-se, explorar, brincar, aprender e participar de experiências educativas por diferentes meios.

A atuação docente exige conhecimento sobre os recursos disponíveis, capacidade de planejamento, observação sistemática e trabalho colaborativo com profissionais especializados, equipe escolar e família. O professor precisa compreender que adaptar uma atividade não significa reduzir seus objetivos pedagógicos, mas criar diferentes possibilidades de acesso ao conhecimento. A flexibilização curricular pode ampliar as formas de participação e expressão, permitindo que as diferenças individuais sejam consideradas como parte da diversidade presente no processo educativo.

Para crianças com deficiência visual, os recursos táteis, sonoros, espaciais e tecnológicos assumem especial importância. A exploração tátil permite identificar texturas, temperaturas, superfícies, formas, contornos, dimensões, pesos e consistências. Por meio das mãos e dos movimentos corporais, a criança constrói referências sobre os objetos e sobre o espaço, desenvolvendo formas próprias de exploração e organização das informações. Essa experiência pode ser ampliada com materiais tridimensionais, objetos de diferentes texturas, relevos, modelos em escala, recursos sonoros e materiais que possibilitem a identificação de formas e relações espaciais.

Atividades pedagógicas adaptadas podem incluir amarelinha com marcações táteis, jogos de memória com diferentes texturas, dominó com elementos tridimensionais representando formas geométricas, quebra-cabeças em relevo, materiais de classificação por tamanho e textura, livros acessíveis e recursos que associem estímulos táteis, auditivos e verbais. A adaptação deve preservar o objetivo da atividade e garantir que a criança possa compreender sua lógica e participar de maneira efetiva.

As tecnologias digitais também podem constituir importantes recursos de acessibilidade, oferecendo alternativas para leitura, escrita, comunicação e acesso a conteúdos. Computadores, dispositivos móveis, leitores de tela, recursos de ampliação e ferramentas de produção de áudio podem ser incorporados de acordo com a necessidade individual e com os objetivos pedagógicos. A escolha do recurso deve considerar sua funcionalidade, acessibilidade, segurança, faixa etária e capacidade de favorecer a autonomia da criança.

A construção de recursos de tecnologia assistiva pode ocorrer também dentro da própria escola, utilizando materiais simples e de baixo custo. Adaptar jogos, produzir superfícies em relevo, utilizar diferentes texturas, criar referências espaciais e transformar materiais pedagógicos convencionais são estratégias que podem ampliar o acesso às experiências educativas. Nesse processo, criatividade e observação são instrumentos pedagógicos importantes, pois permitem encontrar diferentes formas de realizar uma mesma atividade.

Educar na diversidade significa organizar o ambiente e o currículo de modo que diferentes formas de percepção, comunicação, movimento e expressão possam coexistir. A inclusão, portanto, não se limita à presença física da criança na escola; envolve garantir condições concretas de participação, aprendizagem, interação e autonomia. O planejamento deve partir da avaliação das potencialidades e necessidades individuais, estabelecendo objetivos claros, selecionando recursos adequados e acompanhando continuamente seus resultados.

A avaliação da tecnologia assistiva deve considerar não apenas a execução da tarefa, mas também o nível de autonomia, participação, comunicação, interação e aprendizagem proporcionado pelo recurso. Quando necessário, a estratégia deve ser modificada ou substituída, em um processo contínuo de observação e aperfeiçoamento.

A participação da família e o trabalho integrado entre professores, profissionais especializados e comunidade escolar contribuem para a continuidade das estratégias de acessibilidade e para a construção de ambientes mais inclusivos. Dessa forma, a tecnologia assistiva pode ser compreendida como instrumento pedagógico de acesso, participação e autonomia, permitindo que cada criança encontre diferentes caminhos para explorar o mundo, construir conhecimentos e desenvolver suas capacidades.

Foto1: Amarelinha 

Foto2: dominó com elementos tridimensionais representando conceitos de figuras geométricas. Atividades que auxiliam a memória


sábado, 8 de fevereiro de 2025

E assim falou Frida Kahlo

 "E no final eu acredito que não precisamos fazer nada para sermos amados.

Passamos as nossas vidas a tentar perecer mais bonitas, mais inteligentes.

Mas percebi duas coisas: aqueles que nos amam vêem-nos com o coração e atribuem-nos qualidades além das que realmente temos. E quem não quer nos amar nunca vai ficar satisfeito com todo nosso esforço.

Sim, eu realmente acredito que é importante deixar nossas imperfeições em paz. Elas são preciosas para entender aqueles que nos vêem com o coração."

~ Frida Kahlo ~



sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Mobilidade urbana é a capacidade de se deslocar em uma cidade, seja de forma individual ou coletiva.

É um conceito que envolve a infraestrutura, as normas e as condições individuais que permitem a circulação de pessoas e cargas.

A mobilidade urbana é importante para o desenvolvimento social e econômico das cidades, pois facilita o acesso a serviços, trabalho, educação e lazer.

Alguns desafios da mobilidade urbana no Brasil são: Falta de acessibilidade, Alta demanda por transporte, Cultura automobilística, Emissão de gases poluentes.

Para melhorar a mobilidade urbana, é importante:
Priorizar o transporte público coletivo sobre o individual
Priorizar os transportes não motorizados
Investir em infraestrutura para o transporte não motorizado
Investir em infraestrutura para o transporte público coletivo
Qualificar as vias para garantir a segurança e moderar o tráfego
Promover a acessibilidade para pessoas com deficiência, idosos e pessoas com mobilidade reduzida


Mobilidade Urbana é definida como a condição que permite o deslocamento das pessoas em uma cidade, com o objetivo de desenvolver relações sociais e econômicas. Ônibus, metrô, outros transportes coletivos e carros fazem parte das soluções de mobilidade. No dicionário, mobilidade significa - facilidade para se mover.


Chineses radicados no Brasil

São pessoas de origem chinesa que vivem no Brasil, e que contribuem para a diversidade cultural do país.

Origem
A imigração chinesa para o Brasil começou no final do século XIX.
O Rio de Janeiro foi a porta de entrada para os primeiros imigrantes chineses no Brasil.

Presença
A maior colônia chinesa do Brasil está em São Paulo.
Os chineses estão envolvidos no comércio, importação e exportação, principalmente em São Paulo e

Rio de Janeiro.
Também estão investindo em infraestrutura, agricultura e tecnologia.

Contribuição
A culinária chinesa se tornou popular no Brasil.
As celebrações tradicionais, como o Ano Novo Chinês, são uma manifestação da presença chinesa no Brasil.
A língua, as tradições religiosas, as práticas artísticas, a caligrafia, a pintura e a medicina chinesa também estão presentes no Brasil.


Sino-brasileiros notáveis
Chu Ming Silveira
Anderson Lau
General Leone Da Silveira Lee
Mizuho Lin
Leonardo Hwan
Roberto Losan
Carlos Alberto Gomes Kao Yien


Sino-brasileiro é um termo que se refere a uma pessoa que se identifica como brasileira e chinesa, ou que é descendente de brasileiros e chineses.

A imigração chinesa para o Brasil começou em 1812, quando Dom João VI trouxe chineses de Macau para plantar chá no país. Os primeiros imigrantes chineses chegaram a São Paulo em 15 de agosto de 1900.

A China tem-se esforçado para adotar práticas mais sustentáveis, como a redução de emissões de gases de efeito estufa, o uso de energias renováveis e o desenvolvimento de uma economia verde.

Alguns exemplos de ações da China para a sustentabilidade são:

Redução de emissões de gases de efeito estufa
Em 2009, a China comprometeu-se a reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa até 2020.
Uso de energias renováveis
A China busca aumentar o uso de energias renováveis.
Desenvolvimento de uma economia verde
A China tem trabalhado para desenvolver uma economia verde, que combine desenvolvimento econômico com preservação ambiental.
Agricultura sustentável
A China tem adotado modelos de agricultura sustentável, como a agricultura circular ecológica, que reduz o uso de fertilizantes e pesticidas.
Urbanização sustentável
A China tem incentivado o uso de tecnologias de baixa emissão de carbono em cidades como Shenzhen.

No entanto, a China ainda é o maior emissor de CO2 do mundo, com a principal fonte sendo os combustíveis fósseis.


Abaixo, texto colaborativo, enviado por um leitor do blog, que é descendente de chineses radicados no Brasil e  viveram na capital da China, Pequim, que, na pronúncia chinesa, é Beijing. Localizada ao norte do país, trata-se de uma das metrópoles mais populosas do mundo, com um pouco mais de 21 milhões de habitantes.
Pessoas de origem chinesa que vivem no Brasil, e que contribuem para a diversidade cultural do país.
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China e a cidade sustentável que poderá ser um modelo a seguir no mundo todo

Constantemente, ouvimos falar sobre sustentabilidade e, hoje em dia, sabemos bem o porquê. Para que os humanos possamos sobreviver no planeta terra a longo prazo, é preciso gerar menos lixo, poluição e estabelecer uma maior harmonia com a fauna e a flora.

Por isso, a China, sendo um dos países mais populosos do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de pessoas, sentiu na pele os prejuízos deste desequilíbrio ambiental.

Segundo um ranking divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, os níveis mais altos de poluentes do mundo estavam na China.

Até esse momento, 1 milhão e 32 mil mortes já haviam sido associadas à problemas de saúde provocados pela poluição.

Com números tão preocupantes, o governo chinês começou a se movimentar para mudar essa realidade.

Dito isso, as prioridades passaram a ser a construção de cidades mais sustentáveis, onde as pessoas pudessem viver melhor.

China terá a primeira “cidade floresta” do mundo

O projeto piloto dessa nova era sustentável chinesa vai acomodar 30 mil pessoas em uma área de 175 hectares.


Estamos falando da Liuzhou Forest City, projetada pelo arquiteto italiano Stefano Boeri, mesmo idealizador da “floresta vertical” de Milão.

Como o nome sugere, a primeira cidade 100% verde do mundo está sendo construída em Liuzhou. A cidade fica no sul do país, mais precisamente na região montanhosa de Guangxi.

O projeto é financiado pelo setor de planejamento urbano de Liuzhou e estava pautado para ser concluído em 2020.

“Nós vimos o que está acontecendo (em termos de poluição) em Pequim e Xangai, mas, ao mesmo tempo, a China precisa de mais cidades para acomodar sua cada vez maior população”, disse Boeri em entrevista à CNN. “Acredito que trazer florestas para as cidades é uma maneira de combater as mudanças climáticas”.

O que vai ter na cidade sustentável da China?

A cidade sustentável vai ter hotéis, casas, escolas, hospitais, escritórios, restaurantes e todos o que uma cidade normal tem.

Contudo, a grande diferença é que, por se tratar de um projeto totalmente sustentável, as pessoas e construções vão dividir espaço com 40 mil árvores e quase um milhão de plantas de 100 espécies diferentes.

Por incrível que pareça, toda essa vegetação estará espalhada pelas ruas, calçadas e, curiosamente, também será vista nas fachadas dos prédios.

Com a vegetação nativa, também devem ser atraídas insetos, pequenos animais e aves de inúmeras espécies. Desta forma, haverá um aumento da biodiversidade da região. Consequentemente, estaremos reestabelecendo o equilíbrio natural do meio ambiente.

Para quem precisar se deslocar, a cidade ficará conectada ao centro de Liuzhou por uma linha de trem.

O que as árvores e plantas vão fazer pela cidade?

Principalmente, a ideia de todo esse verde é que a qualidade de vida na cidade seja invejável. O projeto deve ajudar na despoluição do ar, redução da temperatura média, combatendo o superaquecimento do planeta. Além disso, pretende proporcionar uma isolação acústica natural – para que haja menos ruídos e mais tranquilidade para os moradores.


Atualmente, a expectativa do idealizador do projeto é que a “cidade verde” produza aproximadamente 900 toneladas de oxigênio em apenas 1 ano. Ao mesmo tempo, deverá absorver 10 mil toneladas de dióxido de carbono e 57 toneladas de poluentes.

Quais serão as fontes de energia na cidade sustentável?

A “cidade floresta” chinesa será autossuficiente em energia, ou seja, não precisará receber energia de outras regiões do país.


O processo geotérmico, que retira o calor das camadas mais profundas da Terra, vai abastecer os sistemas de refrigeração internos das casas e outras edificações.

Já os painéis solares instalados sobre os telhados serão uma forma de captar energia renovável para iluminação.

Os projetos do arquiteto idealizados da cidade sustentável

O arquiteto Stefano Boeri, idealizador da cidade verde chinesa é conhecido por projetos chamados “green building”, focados em sustentabilidade. A obra mais famosa de Boeri é a Floresta Vertical de Milão, inaugurada em 2014.


O prédio residencial italiano tem duas torres, cerca de 800 árvores, 4.500 arbustos e 15 mil plantas no entorno da fachada.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Atividades pedagógicas

Crie atividades que ajudem a desenvolver habilidades de leitura, escrita, e interpretação, relacionando histórias com galinhas.
Ensine valores de cooperação e solidariedade, além de explorar o conceito de trabalho, o ciclo de vida do milho, e a diferença entre campo e cidade, utilizando uma abordagem da pedagogia histórico-social.





 



A Indonésia é um país megadiverso, com uma das maiores biodiversidades do mundo.


Características
A Indonésia é um país do sudeste asiático, formado por 18 mil ilhas
É o maior país muçulmano do mundo
É o país de origem do dragão-de-komodo
Abriga 12% de todas as espécies conhecidas de mamíferos
Possui uma das maiores florestas tropicais do mundo

Biodiversidade

A Indonésia é um dos países com maior biodiversidade animal do planeta
O ecossistema Leuser, localizado nas províncias de Achém e Sumatra do Norte, é um dos mais ricos do sudeste asiático
Abriga cerca de 8.500 espécies de plantas, 105 espécies de mamíferos e 382 espécies de aves

Desafios ambientais

A Indonésia enfrenta desafios ambientais, como o desmatamento, a caça predatória e os conflitos entre humanos e animais
A pobreza leva à destruição da floresta, e a floresta destruída leva a mais pobreza
As ilhas mais baixas já estão desaparecendo do mapa

Organizações de proteção ambiental

A Floresta, Natureza e Meio Ambiente de Achém (HAkA) é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para conservar o ecossistema Leuser



Abaixo, texto colaborativo enviado por um leitor do blog, que vive na capital da província de Sumatra Setentrional, na Indonésia, chamada Medan - Sumatra é a sexta maior ilha do mundo e a maior ilha inteiramente pertencente à Indonésia. A ilha de Sumatra é banhada pelo Oceano Índico a oeste e pelo estreito de Malaca a leste. - A ilha de Sumatra tem uma grande variedade de espécies de plantas e animais, mas perdeu quase 50% de sua floresta tropical nos últimos 35 anos. Muitas espécies estão agora criticamente ameaçadas.
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Megadiversidade é um conceito criado pela organização ambientalista Conservation International (CI) para chamar a atenção para as áreas do planeta que concentram a maior riqueza biológica e fornecer os meios para protegê-la.

Estima-se que até 70% da diversidade biológica do planeta e 45% da população mundial, o que representa a maior diversidade cultural, se encontram em 17 países, área que ocupa 10% de todo o planeta. O continente americano abriga o maior número de países megadiversos, sete no total (Brasil, Colômbia, Equador, Estados Unidos, México, Peru e Venezuela), seguido pela Ásia, com cinco (China, Filipinas, Indonésia, Índia e Malásia), três em África (Madagascar, República Democrática do Congo e África do Sul) e os restantes dois na Oceânia (Austrália e Papua Nova Guiné).

A maior parte destes países situa-se nos trópicos, onde as condições para a biodiversidade são maiores, as suas paisagens oferecem uma grande diversidade de ambientes, solos e climas, a separação de ilhas e continentes permite o desenvolvimento de uma flora e fauna endémica, única naquele local, a sua grande dimensão favorece uma maior possibilidade de albergar mais espécies, a sua história evolutiva desenvolveu-se graças ao contacto de várias regiões onde se misturaram espécies de diferentes origens e à domesticação de plantas e animais pelos povos indígenas ao longo de todo o mundo. história deu origem a grandes riquezas naturais.

A Indonésia é um dos maiores expoentes dos países megadiversos. Em sua superfície, 60% coberta por florestas, foram encontradas 29.375 espécies de plantas vasculares, 1.604 de aves, 667 de mamíferos, 511 de répteis e 300 de anfíbios. Espécies emblemáticas como o elefante, o tigre, o orangotango, o rinoceronte e o leopardo vivem neste país, embora estejam em perigo de extinção. Em termos de ecossistemas terrestres, a Indonésia possui as chamadas Florestas Paradisíacas, que abrigam manguezais e florestas pantanosas, bem como selva tropical. Estas florestas abrigam uma grande biodiversidade e muitas espécies endémicas. De facto, estima-se que existam mais de 500 espécies de animais, 1.600 espécies de aves e mais de 30.000 espécies de plantas, especialmente orquídeas que são únicas em todo o mundo. Estas florestas também abrigam animais como orangotangos, tigres de Sumatra e rinocerontes de Java, espécies gravemente ameaçadas devido à destruição do habitat.

Mas a Indonésia está a morrer. Este caótico país de 17.000 ilhas é um dos países com as maiores emissões de CO2 do mundo devido ao desmatamento. Esse desmatamento se deve à indústria madeireira e às plantações de óleo de palma. Infelizmente, é o país do mundo que desmata mais rapidamente, tendo queimado ou derrubado 74 milhões de hectares nos últimos 50 anos. O óleo de palma é um óleo de produção de baixo custo e na Ásia é utilizado como o azeite no Mediterrâneo; Faz parte da sua alimentação e é um dos seus recursos básicos. O problema não é o produto em si (embora não seja bom para a saúde devido à sua elevada concentração de gorduras saturadas) mas o “problema” deve-se à forma como é produzido e fabricado. Também é utilizado em milhares de produtos que utilizamos no dia a dia, desde cosméticos até alimentos, e grandes multinacionais viram a oportunidade de reduzir seus custos de produção graças a ele.

Está em seu poder não ajudar no desmatamento, consumir com visão de futuro, não usar óleo de palma

Ameaças a biodiversidade

As principais ameaças à biodiversidade são a poluição, o desmatamento, a caça, a pesca excessiva, as alterações climáticas e a introdução de espécies invasoras.

Poluição
A poluição atmosférica, com gases do efeito estufa, substâncias químicas e metais pesados, afeta o comportamento e até mata espécies
A poluição dos ecossistemas altera negativamente a biodiversidade

Desmatamento
A destruição de habitats naturais, como a desflorestação, a expansão da fronteira agrícola e a urbanização, leva à perda de biodiversidade

Caça e pesca
A caça predatória, a sobrepesca e a pesca de arrasto são ameaças à biodiversidade

Alterações climáticas
O aumento da temperatura dos oceanos e as mudanças nos padrões climáticos afetam a sobrevivência de muitas espécies

Espécies invasoras
A introdução de espécies não nativas de plantas e animais em ecossistemas equilibrados inviabiliza a sobrevivência das espécies nativas

Fragmentação do habitat
A redução ou divisão de grandes áreas naturais em fragmentos impede a dispersão de espécies e interfere na sua sobrevivência

A biodiversidade é a variedade de microrganismos, plantas, animais e ecossistemas que habitam o planeta.



Prevendo tremores - Um mundo invisível sob os nossos pés.

O chão e as montanhas estão sempre em movimento


Não é possível prever terremotos, mas é possível calcular a probabilidade de que um terremoto ocorra em uma determinada área.

Para se proteger de um terremoto, deve-se:
Ir para um local aberto, longe de edifícios, muros, postes de eletricidade e antenas
Deitar-se no chão, protegendo a cabeça com os braços
Evitar ficar perto de muros de blocos, máquinas automáticas de venda de bebidas, postes semi-destruídos e fios elétricos soltos
Se não houver um local aberto por perto, procurar um lugar seguro, longe de edifícios
Abaixar-se, cobrir-se e segurar-se

A inteligência artificial (IA) pode ser usada para prever terremotos com uma semana de antecedência. A IA analisa dados sísmicos e marca no mapa o local do epicentro.

Os terremotos são causados por movimentos na crosta terrestre, que é composta por placas tectônicas.


Os terremotos são detectados por sismômetros, que registram as ondas sísmicas emitidas. Os dados são depois analisados por sismólogos, que conseguem determinar a localização e a magnitude do sismo.

Como são detectados os terremotos?
Sismômetros são sensores que detectam os movimentos do solo
Os sismômetros registram os movimentos do solo em sismogramas
Os sismogramas são gráficos que mostram a amplitude das ondas sísmicas
A escala de Richter é a mais utilizada para medir a magnitude dos terremotos

Como monitorar terremotos?
É possível monitorar terremotos através de estações sismográficas organizadas em redes
É possível monitorar terremotos através de aplicativos, como o My Earthquake Alerts
É possível monitorar terremotos através de fontes oficiais, como o Centro de Sismologia da USP

Como ativar alertas de terremoto no celular?
No Android, os alertas de terremoto podem ser ativados na seção de Segurança e Emergência do aplicativo de Configurações
No iPhone, os alertas de emergência podem ser ativados na seção de notificações das configurações



O sismógrafo é um instrumento que registra e mede as ondas sísmicas, ou seja, os movimentos do solo gerados por terremotos.

A palavra sismógrafo vem do grego sismos, que significa "sismo", e graphein, que significa "gravar".

O sismógrafo é composto por um sensor, o sismômetro, que transforma as vibrações do solo em sinais elétricos. Estes sinais são amplificados e digitalizados pelo sismógrafo, que gera um gráfico chamado sismograma.

O sismograma registra a amplitude e o tempo de chegada das ondas sísmicas. A partir do sismograma, é possível determinar a magnitude do sismo e a localização do epicentro e do hipocentro.

A magnitude do sismo é uma medida da energia libertada e é classificada na escala de Richter.

O que é um sistema de monitoramento ambiental

Um sistema de monitoramento ambiental é um conjunto de processos e instrumentos que coletam e analisam dados sobre o meio ambiente. O objetivo é acompanhar e avaliar a qualidade ambiental, identificar alterações e impactos causados pelas atividades humanas.

Principais objetivos
Prevenir danos ambientais
Corrigir não conformidades
Garantir o cumprimento de regulamentações ambientais
Avaliar o progresso em direção a metas de sustentabilidade
Criar leis e políticas que auxiliam na conservação e preservação do meio ambiente

Como funciona

Coleta dados sobre a qualidade do ar, da água e do solo
Identifica mudanças ao longo do tempo
Mede o impacto de atividades humanas
Armazena, analisa e gera diferentes tipos de gráficos para as informações coletadas

Importância

Fundamental para a criação de leis e políticas que auxiliam na conservação e preservação do meio ambiente
Permite uma relação mais harmoniosa entre a natureza e os seres humanos
Contribui para a defesa civil, que consegue agir rapidamente em situações arriscadas

O monitoramento ambiental está previsto na Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), regulamentada pela Lei Federal nº 6.938/1981.

Sensor ambiental - como entender o que a Terra diz

Um sensor ambiental é um dispositivo que mede e monitora condições do meio ambiente, como a temperatura, a qualidade do ar, da água e do solo e presença de poluentes.

Como funcionam

Captam informações em tempo real; Enviam os dados para sistemas que os analisam; Ajudam na tomada de decisões.

Aplicações
Criar sistemas de alerta precoce que garante conforto interno e pode até salvar vidas
Monitorar a performance de sistemas fotovoltaicos
Gerir a agronomia
Controlar a umidade interna de ar condicionado e refrigeração
Medir a energia solar
Medir a evaporação
Medir a velocidade e direção do vento
Medir a radiação solar
Medir a pressão atmosférica
Monitorar o desmatamento em áreas florestais
Monitorar o meio ambiente e as mudanças climáticas
Gerir recursos naturais
Planejamento urbano e desenvolvimento
Estudos geológicos e geotécnicos
Monitorar ecossistemas aquáticos

Funcionamento

Os sensores ambientais captam informações em tempo real e enviam os dados para sistemas que os analisam. Com base nos dados coletados, é possível tomar decisões e criar alertas.

Exemplos de sensores ambientais

Sensor de temperatura
Sensor de umidade relativa
Sensor de pressão atmosférica
Sensor de radiação solar
Sensor de velocidade e direção do vento
Sensor de luminosidade
Pluviômetro
Sensor de solo
Sensores de poluentes

Sensores biológicos
Os sensores biológicos são uma opção sustentável para o monitoramento ambiental, pois são feitos de materiais renováveis e biodegradáveis.


Características dos sensores

Detectam determinados estímulos e desencadeiam reações específicas a partir disso
O que diferencia um do outro é justamente o tipo de estímulo que eles respondem

A preservação do meio ambiente passa pela tecnologia

A partir do desenvolvimento de tecnologias, podemos utilizar nossos conhecimentos para evitar problemas socioambientais.

A tecnologia e o meio ambiente estão relacionados de forma complexa, com impactos positivos e negativos.

Impactos positivos

Redução de poluição: A tecnologia pode reduzir a emissão de gases de efeito estufa e de poluentes
Conservação de recursos: A tecnologia pode tornar o uso de recursos naturais mais eficiente
Gestão de resíduos: A tecnologia pode reduzir a quantidade de resíduos em aterros sanitários
Monitoramento ambiental: A tecnologia pode monitorar a qualidade do ar e da água
Automação: A tecnologia pode reduzir a quantidade de energia necessária para produzir bens e serviços

Impactos negativos

Saturação ecossistêmica: A tecnologia moderna pode poluir a atmosfera, as águas e os solos
Descarte de resíduos eletrônicos: Os resíduos eletrônicos contêm substâncias químicas que podem contaminar o solo e os lençóis freáticos


Tecnologias ambientais

Energia renovável, como solar, eólica e biomassa
Tratamento de água, como dessalinização e filtragem avançada
Gestão de resíduos, como reciclagem e compostagem
Lâmpadas inteligentes, que podem ser programadas e acionadas por sensor
Fazendas solares flutuantes, que captam a energia solar e transformam-na em energia elétrica



Nosso planeta é superbiodiverso, com milhões de seres vivos

 Entre os países o Brasil é o mais biodiverso do mundo!

O Brasil abriga mais de 20% do total de espécies da Terra e é líder entre os 17 países megadiversos.

Por que o Brasil é tão biodiverso?

A grande extensão territorial do Brasil permite uma ampla variedade de ecossistemas.
O Brasil tem biomas ricos em espécies animais e vegetais, como a Amazônia, a Mata Atlântica, o Cerrado e o Pantanal.
O Brasil tem seis biomas terrestres e três grandes ecossistemas marinhos.


Estudos afirmam que o Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo, por ter em seu território biomas ricos em espécies animais e vegetais como principalmente a Amazônia, a Mata Atlântica, o Cerrado, Pantanal, e conta ainda com a Caatinga e o Pampa.

Biodiversidade é a palavra que resume a incrível variedade de formas de vida na Terra, 20% do número total de espécies do planeta fazem do Brasil a principal nação entre os 17 países megadiversos (ou de maior biodiversidade).

Números que impressionam

5.000 espécies de fungos filamentosos e leveduras – 10% da diversidade mundial;
22% da diversidade de briófitas do mundo;
Cerca de 1.400 espécies de pteridófitas – 12% da diversidade mundial;
Maior diversidade de plantas angiospermas do mundo. Estima-se mais de 45 mil espécies;
Entre 90 a 120 mil espécies de insetos – 10% da diversidade mundial;
Maior diversidade de peixes do mundo. Mais de 3.500 espécies;
A fauna mais rica do mundo para o grupo dos anfíbios;
Mais de 650 espécies de mamíferos.
E os números da biodiversidade brasileira não param de subir, em 20 anos o número de novas espécies de macacos catalogados no país passou de 76 para 110, e ainda a muito o que descobrir por aqui.

Na lista de espécies em risco de extinção, existem cerca de 1.173 animais ameaçados, 50% deles dentro do bioma da Mata Atlântica muitas delas endêmicas (existem apenas nesse bioma).

Algumas dessas espécies endêmicas do país são de importância econômica mundial, como o abacaxi, o amendoim, a castanha do Pará, a mandioca, o caju e a carnaúba – são originárias do Brasil.

O país ainda abriga uma rica sociobiodiversidade cultural, representada pelos mais de 200 povos indígenas e por diversas comunidades – como os caiçaras, quilombolas e seringueiros, para citar alguns, que reúnem um inestimável acervo de conhecimentos tradicionais sobre a conservação da biodiversidade.


Quais são os países megadiversos?

Além do Brasil, outros países megadiversos são:
África do Sul, Bolívia, China, Colômbia, Congo, Costa Rica, Equador, Filipinas, Índia, Indonésia.

Desmatamento no Brasil

Apesar de ser o país mais biodiverso do mundo, o Brasil também é o país que mais desmata florestas e vegetação nativa.

70% de todas as espécies do planeta se concentram em apenas 17 países?

A Colômbia é um deles. Descubra que lugar ocupa no “ranking” e como se caracteriza a sua biodiversidade.

O imaginário que temos da Colômbia inclui paisagens que variam entre cidades vibrantes, florestas verdejantes e mares azuis. Quem já teve a oportunidade de visitar este país da América do Sul poderá confirmar todos estes predicados e acrescentar mais alguns.

Porque é a Colômbia tão especial? Um dos motivos dá título a este artigo: por entre a vegetação e abaixo da superfície do mar, “escondem-se” plantas e animais únicos que fazem da Colômbia o segundo país com maior biodiversidade do mundo, integrando a lista dos 17 países megadiversos. O primeiro lugar pertence ao Brasil.

Megadiversidade

Um país megadiverso é aquele cuja biodiversidade é, sobretudo, endémica, ou seja, a maior parte das espécies são originárias daquela região geográfica e não se encontram em nenhum outro lugar. Deve cumprir dois outros critérios:

Possuir pelo menos 5.000 das plantas do mundo como endémicas;
Ter ecossistemas marinhos dentro das suas fronteiras.

Os restantes países megadiversos são os Estados Unidos da América, o México, o Equador, o Peru, a Venezuela, a República Democrática do Congo, a África do Sul, Madagáscar, a Índia, a Malásia, a Indonésia, as Filipinas, a Papua Nova Guiné, a China e a Austrália.

Como surgiu a lista dos 17 países megadiversos?

Em 1988, a associação norte-americana sem fins lucrativos Conservation International, que tem como objetivo proteger e restaurar a natureza, cunhou o termo “megadiversidade”. O conceito pretendia alertar para a seguinte realidade: estes 17 países representam apenas 10% da área do planeta, mas concentram 70% de toda a biodiversidade.

Explorar a biodiversidade da Colômbia

A Colômbia é atravessada pela cordilheira dos Andes (de Norte a Sul) e é banhada pelo mar das Caraíbas e pelo oceano Pacífico. A zona leste do país assenta nas bacias dos rios Orinoco e Amazonas. O clima, a fauna e flora específicos de cada região acabam por dar origem a mais de 300 ecossistemas diferentes, tornando a Colômbia a casa de cerca de 10% da biodiversidade do planeta.

Entre anfíbios, répteis, corais, aves, mamíferos, orquídeas, flores, palmeiras e tantos outros animais e plantas, existem mais de 50.000 espécies na Colômbia, das quais 14% são endémicas.


Araras em perigo
A arara é uma das aves mais traficadas de forma ilegal na Colômbia, reduzindo a sua população e tornando-a vulnerável. Como tal, das seis espécies existentes no país, duas fazem parte da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) – a arara-verde ou arara-militar (Ara militaris) e a arara-verde-grande ou arara-militar-grande (Ara ambiguus).


Golfinho cor-de-rosa

Imagine “dar de caras” com um golfinho cor-de-rosa (Inia geoffrensis), que habita nos sistemas dos rios Orinoco e Amazonas. Ou com uma palmeira-de-cera (Ceroxylon quindiuense) com 70 metros de altura. Na Colômbia, é possível.

Estas são outras das espécies que pode encontrar:

Condor-dos-andes
O condor-dos-andes (Vultur gryphus), a maior ave do mundo com cerca de três metros;
Preguiça
As preguiças, a de dois dedos (Choloepus didactylus), que vive em climas frios, e a de três dedos (Bradypus tridactylus), que vive em climas quentes;
Lagarto-azul
O lagarto-azul (Anolis gorgonae), uma espécie endémica do Parque Nacional Gorgona;
Onça-pintada ou jaguar
A onça-pintada (Panthera onca) ou jaguar, cujo nome significa “aquele que mata com um salto”;
Frailejones
As frailejones (Espeletia), plantas da família do girassol, são endémicas e crescem nas turfeiras;
Papagaio
Os coloridos papagaios, como o papagaio-de-asas-índigo (Hapalopsittaca fuertesi), um dos mais raros do mundo, o papagaio-amarelo (Ognorhynchus icterotis), que tem a sua própria reserva em Antioquia, e as araras, que dão nome à Ara, a cadeia de lojas de bairro do Grupo Jerónimo Martins;
Rã-dourada-venenosa
A rã-dourada-venenosa (Phyllobates terribilis), o animal mais venenoso do mundo;
Urso-de-óculos
O urso-de-óculos (Tremarctos ornatus), o único urso da América do Sul;
Orquídea
A orquídea (Cattleya trianae), com mais de 4.000 espécies, muitas delas endémicas.

A importância de preservar a biodiversidade

É a biodiversidade que mantém o equilíbrio dos ecossistemas e sustém a vida na Terra.


No entanto, segundo o The Living Planet Report da WWF, desde 1970 que o mundo perdeu 69% das populações de animais selvagens. As causas deste decréscimo incluem as alterações climáticas, a poluição, a desflorestação e a sobre-exploração de recursos naturais, que levam à extinção de espécies e destruição dos habitats, causando o desequilíbrio dos ecossistemas.

Em 2022, durante a Conferência das Nações Unidas sobre a Biodiversidade (COP15), foi assinado o Acordo de Kunming-Montreal. O objetivo deste acordo é proteger e restaurar a biodiversidade a nível mundial, garantindo a utilização sustentável da natureza e promovendo investimentos em favor de uma economia verde. As metas incluem a restauração de 30% dos ecossistemas degradados, tanto na terra como no mar, e a conservação e gestão de 30% das zonas terrestres, interiores, costeiras e marinhas até 2030.

A mudança também está ao alcance de cada um. Descubra como fazer a sua parte, pela biodiversidade.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Preservar a água é importante para o planeta e para a vida dos seres humanos

A água é um recurso natural que deve ser utilizado com responsabilidade, evitando o desperdício.

Para preservar a água, pode-se:
Reduzir o tempo do banho
Desligar a torneira ao escovar os dentes
Lavar a roupa com menos frequência e na capacidade máxima da máquina
Reaproveitar a água da máquina de lavar
Verificar e corrigir vazamentos
Regar as plantas à noite
Usar regador em vez de mangueira
Descongelar alimentos no refrigerador
Não jogar lixo, óleo ou cinzas no vaso sanitário
Manter as matas ciliares.

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial da Água para ressaltar a importância da preservação dos recursos hídricos.


Vamos nos readaptar e iniciar algumas mudanças de hábitos importantes para o investir no uso consciente desse recurso. Afinal, evitar o desperdício, reduzir o consumo e reaproveitar a água são atitudes que podem ser tomadas para cuidados com esse recurso natural essencial.

A data de 22 de março Dia Mundial da Água, nasceu com o foco na conscientização da população a respeito da substância essencial para a vida no planeta.

Por que foi criado o Dia Mundial da Água?

O Dia Mundial da Água foi criado em 22 de março de 1992, pela Organização das Nações Unidas (ONU), como um esforço da comunidade internacional para colocar em pauta questões importantes envolvendo recursos hídricos.

Assim, a data visa apresentar a importância de cuidar das fontes de água, essenciais para a nossa sobrevivência. O corpo humano, por exemplo, necessita do consumo de água para diversos processos, como a manutenção da temperatura corpórea e o transporte de substâncias.

Já em casa, é fundamental para realizar tarefas domésticas básicas, como lavar a louça, roupa e limpar a casa. Além, é claro, de ser utilizada no preparo de alimentos em todos os horários das refeições.

Origem do Dia Mundial da Água

Com objetivo de ampliar a discussão sobre a importância da água e da necessidade — urgente — de manter esse recurso natural disponível no meio ambiente, surgiu o Dia Mundial da Água.

Além de instituir a criação da data, a ONU divulgou a Declaração Universal dos Direitos da Água ordenada em dez artigos. Alguns trechos dela são:

1- A água faz parte do patrimônio do planeta;

2 – A água é a seiva do planeta;

3 – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e limitados;

4 – O equilíbrio e o futuro de planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos;

5 – A água não é somente herança de predecessores, ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores;

6 – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa, que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;

7 – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada;

8 – A utilização da água implica respeito à lei;

9 – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social;

10 – O planejamento da gestão da água deve considerar a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Disponibilidade da água para uso humano

Do total de água disponível no planeta, 97% é salgado, disponível nos mares e oceanos. Portanto, apenas, 3% é água doce. Mas, dessa pequena porcentagem, pouco mais de 2% estão nas geleiras, o que deixa um percentual de menos de 1% disponível para consumo.

Então, apesar de mais de 70% da superfície da Terra ser coberta por água, é preciso ter atitudes que garantam cuidados básicos com o consumo consciente desse recurso que, segundo a “Assembleia Geral das Nações Unidas declarou, por meio da Resolução A/RES/64/292, é um direto humano.

Como evitar o desperdício de água?

Agora que você já sabe mais detalhes sobre a necessidade de evitar o desperdício de água, é preciso adotar hábitos saudáveis para o consumo diário. A seguir, separamos dicas importantes, confira!

- tome banhos mais curtos e mantenha o chuveiro fechado ao se ensaboar. Dessa forma, é possível evitar o desperdício de cerca de 80 litros de água;

- feche a torneira ao escovar os dentes. Essa ação gera uma economia de 12 a 80 litros de água;
- fique atento a vazamentos de torneiras e descargas. Isso, pois, o gotejamento da desperdiça cerca de 1 litro de água por minuto;
- mantenha a torneira fechada ao ensaboar a louça. Esse gesto economiza cerca de 200 litros de água;
- não despeje óleo no ralo da pia. Para se ter uma ideia, 1 litro de óleo pode contaminar até 400 mil litros de água;
- utiliza a capacidade máxima da máquina de lavar para usá-las menos vezes na semana. Além disso, armazena a água do enxágue para realizar outras tarefas domésticas.

Ainda, também é importante evitar o uso de duchas de alta pressão. Afinal, apenas de serem usadas para dar a sensação de massagem no corpo, elas são inimigas do consumo consciente de água.

Isso, pois, têm uma vazão grande, de 20/30 litros por minuto. Então, um banho de 10 minutos em um chuveiro de 30 litros por minuto gasta em média 300 litros de água, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que o consumo consciente por habitante é na ordem 112 litros por dia.



A importância dos quatro elementos para o planeta está na sua contribuição para a propagação da vida

 Importância para o planeta

A água é essencial para a vida, pois compõe cerca de 70% do planeta
A terra é a base para a agricultura, pois é dela que se extraem os alimentos
O fogo é utilizado para cozinhar, aquecer e forjar metais
O ar é necessário para a respiração, pois é composto por oxigênio

Importância para o corpo humano

A água está presente em todos os líquidos do corpo, como o sangue, a saliva e o suor

A terra é o corpo físico e a matéria do ser humano
O fogo está presente no calor do corpo humano
O ar está ligado à respiração, comunicação, pensamentos e criatividade

O contato com a natureza pode proporcionar benefícios como o alívio do estresse e cansaço mental, a melhora da concentração e da respiração.


Os elementos clássicos normalmente se referem aos conceitos de terra, água, ar, fogo e (depois) o éter, que foram propostos para explicar a natureza e a complexidade de toda a matéria em termos de substâncias mais simples.

Culturas
As culturas antigas na Pérsia, Grécia, Babilônia, Japão, Tibete e Índia tinham listas semelhantes, às vezes se referindo em idiomas locais a "ar" como "vento" e o quinto elemento como "vácuo". O sistema chinês Wu Xing lista Madeira (木 mù), Fogo (火 huǒ), Terra (土 tǔ), Metal (金 jīn) e Água (水 shuǐ), embora estes sejam descritos mais como energias ou transições do que como tipos de material.

Essas diferentes culturas e até filósofos individuais tinham explicações muito variadas sobre seus atributos e como eles se relacionavam com fenômenos observáveis, bem como com a cosmologia. Às vezes, essas teorias se sobrepunham à mitologia e eram personificadas em divindades. Algumas dessas interpretações incluíam atomismo (a ideia de porções muito pequenas e indivisíveis da matéria), mas outras interpretações consideravam os elementos como divisíveis em pedaços infinitamente pequenos sem alterar sua natureza.

Enquanto a classificação do mundo material na antiga Índia (Mahābhūta), Egito helenístico e Grécia antiga em Ar, Terra, Fogo e Água era mais filosófica, durante a Era de Ouro Islâmica, os cientistas medievais do Oriente Médio usaram observação prática e experimental para classificar materiais. Na Europa, o sistema grego antigo de Aristóteles evoluiu levemente para o sistema medieval, que pela primeira vez na Europa ficou sujeito a verificação experimental nos anos 1600, durante a Revolução Científica.

Ciência
A ciência moderna não apoia os elementos clássicos como base material do mundo físico. A teoria atômica classifica os átomos em mais de cem elementos químicos, como oxigênio, ferro e mercúrio. Esses elementos formam compostos e misturas químicas e, sob diferentes temperaturas e pressões, essas substâncias podem adotar diferentes estados da matéria. Os estados mais comumente observados de sólido, líquido, gás e plasma compartilham muitos atributos com os elementos clássicos da terra, água, ar e fogo, respectivamente, mas esses estados se devem ao comportamento semelhante de diferentes tipos de átomos em níveis de energia parecidos, e não por conter um certo tipo de átomo ou certo tipo de substância.

História antiga
Também na Índia se vê a aplicação desse conceito de elementos que entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina ayurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra.

Esses humores formaram a base da medicina de Hipócrates, e ainda fazem parte da psiquiatria, onde se sabe que certas doenças mentais graves, como a esquizofrenia, está associada a certos tipos físicos (como longilíneo, brevilíneo, etc.) A predominância de certo elemento, ou humor, determina o tipo físico da pessoa, segundo os médicos de Cós.

A astrologia, quando usada para estudar aspectos médicos das doenças, investigava se a pessoa era do tipo sanguíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) ou bilioso (terra, também chamado nervoso). A cada um desses biotipos corresponde, de acordo com a medicina antroposófica, o seguinte órgão:

colérico: coração
fleumático: fígado
sanguíneo: rins
bilioso: pulmão
Cada um desses tipos teria então um órgão indicativo de seu estado de relativa saúde ou doença, e durante determinada estação do ano estaria mais propenso aos desequilíbrios.

Os elementos da natureza podem ser associados aos estados físicos da matéria:

Terra → Sólido
Água → Líquido
Ar → Gasoso
Fogo → Plasma
Visões
Visão natural
Os 4 elementos é a expressão utilizada para referir-se aos elementos naturais: Água, Terra, Fogo e Ar. Essa expressão refere-se ao que seria essencial à vida humana no planeta. Se considerarmos como tipos de matéria que formam a natureza, a expressão está errada pois fogo não pode ser considerado uma matéria natural, pois trata-se do resultado de uma reação química.Também o conceito de elemento foi mudado pela Química e Física modernas. Considera-se como elemento os diferentes tipos de átomos que formam moléculas, tanto naturais como artificiais (reações induzidas pelo Homem). A água, por exemplo, se constitui na verdade em uma molécula resultante da ligação natural de dois elementos químicos: o oxigênio e o hidrogênio.

Visão astrológica
Em Astrologia, cada elemento influencia um grupo de três signos astrológicos. O ar, por exemplo, influencia os signos Aquário, Gêmeos e Libra.

A expressão serve de inspiração para várias obras literárias, desenhos animados, etc.

Exemplos: Avatar: The Last Airbender, Avatar: The Legend of Korra, Duelo Xiaolin, Quarteto Fantástico, witch entre outros.

Visão filosófica
A ideia dos 4 elementos básicos provém dos primórdios da Filosofia. No Ocidente, foi ensinada no período pré-socrático, perdurou na Idade Média e chegou até o Renascimento. Mas o conceito é antigo no Oriente, tendo sido disseminado na Índia e na China, onde encontra-se na base do Budismo e Hinduísmo, principalmente no contexto esotérico. Hoje em dia há quem corresponda os 4 elementos clássicos com os 4 estados da matéria: Sólido, Líquido, gasoso e Plasma.

Sob certos aspectos, Parmênides e Heráclito pensavam de maneira totalmente oposta. A razão de Parmênides deixava claro que nada pode mudar. Mas as experiências sensoriais de Heráclito deixavam igualmente claro que a natureza está em constante transformação. Qual dos dois tinha razão? Será que devemos confiar no que nos diz a razão, ou será que devemos confiar nos sentidos? Ele achava que tanto Parmênides e Heráclito tinham razão numa de suas afirmações. Mas estavam totalmente enganados quanto à outra.

Para Empédocles a grande discórdia estava no fato que ambos os filósofos tinham assumido com ponto de partida o fato quase inquestionável que haveria apenas um elemento básico. Se isso fosse verdade o abismo entre o que a razão nos diz e o que nossos sentidos percebem seria intransponível.

Precisamos acreditar no que vemos e o que vemos é justamente o fato de que a natureza está em constante transformação.

Para a natureza, portanto, seria impossível produzir alguma coisa a partir de um único elemento básico.

Empédocles acreditava que a natureza possui ao todo 4 elementos básicos também chamado por ele de “raízes”. Estes quatro elementos eram a terra, o ar, a água e fogo.

Visão divina
Ordem Dos Elementos + Apostola +

Conforme se estabelece previamente e divinamente a ordem dos quatro elementos da natureza na criação segue:

O quinto elemento
Ver artigo principal: Éter (elemento)
Para os gregos que seguiam a tradição pitagórica e aristotélica, o "quinto elemento" era chamado de "quinta-essência" ou quintessência, o elemento "perfeito" e que existiria no plano cósmico ou não terrestre, formador da lua, do sol, do céu e das estrelas. Geralmente é correspondido com a ideia do Éter, que representa a negação lógica do vácuo. A teoria da quinta-essência foi adotada pelos Escolásticos da Igreja Católica e começou a sofrer forte ataque principalmente quando Galileu observou a existência de relevo na Lua, o que provava a "imperfeição" cósmica.

Na linha mais esotérica há autores[quem?] ainda que consideram o quinto elemento como o relâmpago, sendo relacionado com a vida; outros consideram o metal ou o aço e outros dizem que existem apenas 4 elementos. Há ainda aqueles que dizem que o quinto elemento é o gelo, que é considerado por eles diferente da água



Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...