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terça-feira, 18 de novembro de 2025

Livro: Grande Jogo: A Aventura da Patrulha Coruja

Grande Jogo

A Aventura da Patrulha Coruja

(Baseado em fatos reais)


Nota da Autora

Embora esta história se passe no Campo do Lince, é importante destacar que esse cenário é completamente fictício. Ele foi criado a partir da inspiração no Aterro do Flamengo, espaço real do Rio de Janeiro cuja paisagem encantadora, energia vibrante e convivência harmoniosa com a natureza serviram de base para imaginar o ambiente ideal das aventuras narradas aqui.

O Campo do Lince não corresponde a um lugar existente; trata-se de uma versão literária, simbólica e idealizada, construída a partir de elementos observados no Aterro, seus campos abertos, a integração com o entorno, o espírito de liberdade e o potencial de aprendizado. Dessa inspiração nasceu o cenário fictício que se tornou palco para desafios, descobertas e experiências escoteiras transformadoras.

Convido, portanto, o leitor a imaginar cada cena vivida no Campo do Lince como uma homenagem criativa ao Aterro do Flamengo. Não uma reprodução fiel, mas um reconhecimento do poder que os espaços reais têm de inspirar sonhos, histórias e jornadas inesquecíveis. Vale lembrar que o Grande Jogo, evento que reúne escoteiros de todo o estado do Rio de Janeiro, ocorre anualmente no próprio Aterro do Flamengo, reforçando ainda mais essa conexão inspiradora.


Autora: Manuela Bravo

Coautora: Renata Bravo


Dedicatória

Este livro é dedicado a todas as patrulhas escoteiras que acreditam na amizade, na coragem e na magia de viver grandes aventuras juntos.


Capítulo 1

A Corrida Começa

No Campo do Lince, um amplo espaço gramado, perfeito para corridas, provas de habilidades e desafios em equipe, a Patrulha Coruja se preparava para o tão esperado torneio: “O Grande Jogo”.

Nossa patrulha era formada por quatro escoteiros: o veterano Daniel, a recém-chegada Manu, a ex-lobinha Bia e o Gui, nosso escoteiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que seria essencial para o resultado final. Tínhamos um membro a menos, pois a Pam precisou fazer uma prova na escola.

Quando o apito soou, todos correram ao mesmo tempo. O campo se transformou num redemoinho de lenços coloridos, risadas e entusiasmo!

Precisávamos passar pelo maior número possível de bases, completando desafios de todos os tipos. Era um verdadeiro circuito de aventuras!

Mas, no meio da correria, esbarramos em outra patrulha… e perdemos a prancheta, onde deveríamos registrar nossa pontuação!

- Calma, a gente consegue recuperar! - disse Daniel, tentando manter o controle.

Seguimos em frente, sem deixar que o contratempo nos desanimasse. Afinal, o jogo mal tinha começado!


Capítulo 2

Bases e Confusões

Chegamos à próxima base, mas éramos apenas três - Gui ainda não havia nos alcançado.

Mesmo assim, enfrentamos as atividades com coragem e trabalho em equipe. Até que percebemos algo preocupante: a bolsa da Bia havia sumido!

Voltamos correndo para procurá-la. Quando finalmente a encontramos, lá vinha Gui, com seu sorriso tímido, como quem dizia sem palavras: “Sabia que vocês iam precisar de mim!”

Reunidos novamente, seguimos para as próximas bases: Línguas de Sinais, Astronomia e Pioneirismo.

Cada atividade era uma nova descoberta - e cada erro, uma oportunidade de recomeçar.


Capítulo 3

O Hino Surpreendente

A próxima base exigia que cantássemos o hino da modalidade. Um silêncio pesado tomou conta do grupo.

- Ai, eu não lembro a primeira parte! - confessou Bia, coçando a cabeça.

- Eu também não... - murmurou Manu.

Daniel tentou ajudar:

- Calma, deve ser “Rataplã... alguma coisa do ar...”

De repente, Gui deu um passo à frente. O vento balançava o lenço escoteiro em seu pescoço, e ele começou a cantar, com voz firme e pura:

“Rataplã, Rataplã, Rataplã,

Somos do Ar, prontos pra voar!

Entre as nuvens, o vento a chamar,

Coragem no peito, e o sonho no olhar!

Rataplã, Rataplã, Rataplã,

Com lealdade, seguimos além,

Irmãos do Céu, com alma de bem,

Escoteiros do Ar, até o fim também!”

Por um instante, ninguém disse nada. Só o som do vento e a voz de Gui preenchiam o campo.

Quando ele terminou, olhou para nós com aquele mesmo sorriso tímido.

- Eu... aprendi ouvindo o chefe na última reunião - disse baixinho.

Ficamos emocionados. Aquela música nos uniu como nunca antes.

Aquele momento, mais do que qualquer pontuação, já era nossa verdadeira conquista.


Capítulo 4

A Conexão Final

Depois de completar várias bases, chegou o momento mais esperado: a Conexão Final.

Precisávamos correr e gritar “Conexão!” para nos unir às outras patrulhas.

O campo virou uma grande festa: gritos, risadas e alegria ecoando por todo lado.

Era impossível não se contagiar com aquela energia!


Capítulo 5

A Premiação

O sol começava a se pôr sobre o Campo do Lince, tingindo o céu de laranja e rosa.

As patrulhas se reuniram em círculo, cansadas, mas radiantes, à espera do resultado.

O chefe do jogo subiu em um pequeno palco improvisado e, com um apito, chamou a atenção de todos:

- Escoteiros e escoteiras! Chegou o momento de celebrar nossa aventura! Cada patrulha se destacou de um jeito único, mostrando coragem, criatividade e trabalho em equipe!

Quando o resultado foi anunciado, mal podíamos acreditar:

A Patrulha Coruja conquistou a pontuação de prata!

Fomos a única patrulha da tropa do nosso grupo a subir ao pódio.

A Patrulha Cobra Coral, que esperava vencer, ficou um pouco triste, mas comemoramos juntos. Afinal, o mais importante era o que tínhamos vivido.


Capítulo 6

O que Aprendemos

Essa aventura nos ensinou que, mesmo quando as coisas não saem como o planejado, o que realmente importa é seguir juntos.

Aprendemos que a amizade, a colaboração e o espírito escoteiro são o verdadeiro prêmio.

E que cada tropeço pode se transformar numa grande história para contar…

principalmente quando vivida com quem faz parte da nossa patrulha!


Sempre alerta para servir o melhor possível


O lema dos escoteiros é "Sempre Alerta para Servir". Ele significa que o escoteiro deve estar preparado, de corpo e mente, para ajudar os outros e cumprir seus deveres, seguindo os valores do movimento escoteiro.


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Título: Grande Jogo : A Aventura da Patrulha Coruja

Autoras: Manuela Bravo e Renata Bravo

Gênero: Literatura infantojuvenil / Aventura / Inclusão

Público-alvo: Crianças e pré-adolescentes de 8 a 13 anos, especialmente escoteiros ou leitores que apreciam histórias de amizade, cooperação e superação.

Resumo da Obra

Durante o “Grande Jogo”, um torneio escoteiro cheio de desafios e emoções, a Patrulha Coruja enfrenta momentos de tensão, perdas e descobertas. Quando tudo parece perdido, Gui - um escoteiro autista - surpreende os amigos ao transformar o clima do grupo com sua coragem e emoção ao cantar o hino Rataplã do Ar.

Entre risadas, corridas e aprendizados, os jovens percebem que o verdadeiro troféu não é o prêmio do jogo, mas o laço de amizade e união que os une como patrulha.

A história celebra a diversidade, o trabalho em equipe e a empatia, apresentando uma aventura leve e sensível, ideal para leitores em formação.

Nota autobiográfica - Renata Bravo Renata Bravo é educadora, escritora e idealizadora do blog Brincadeira Sustentável, um espaço dedicado a compartilhar ideias criativas que unem aprendizado, natureza e consciência ambiental. Apaixonada pelo movimento escoteiro, acredita que cada atividade pode inspirar valores como amizade, respeito e cuidado com o planeta. Mãe de Manuela Bravo, sua grande companheira de aventuras, Renata encontra nas descobertas da filha a inspiração para transformar experiências simples em histórias cheias de significado. Juntas, acreditam que brincar, aprender e cuidar da natureza são formas de construir um mundo melhor.


Foto do Aterro do Flamengo/RJ 
(inspiração para o fictício Campo do Lince) por Renata Bravo

“Cada aventura é maior quando vivida em patrulha.”


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Diferenciais:

Representação positiva da neurodiversidade (protagonista autista);

Enredo ambientado no universo escoteiro, com verossimilhança e encanto;

Mensagem de inclusão e valores sem tom moralista;

Potencial para uso em projetos pedagógicos e de leitura guiada;

Visual convidativo e acessível, favorecendo a leitura independente.

Essência da obra:

Uma aventura escoteira sobre amizade, coragem e diversidade - mostrando que o maior prêmio é pertencer a uma patrulha unida.

Contato: renatarjbravo@gmail.com 

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Livro: Segue o teu rumo

Entre cálculos, trajetórias e sentimentos, este livro mostra que a Física está em tudo, inclusive no cuidado de quem acredita em nós. Mais do que falar de fórmulas, “Segue o Teu Rumo” convida famílias e educadores a enxergarem a ciência com sensibilidade. É uma história para ler com a alma/essência e refletir com a razão - ideal para escolas, projetos educativos e momentos de leitura compartilhada. Porque toda força precisa de um ponto de apoio - e o afeto é o mais forte deles.

Segue o teu rumo

Da Inércia ao Movimento

Autora: Renata Bravo

Baseado em fatos reais

Capítulo 1 - O Dia da Prova

Chegou, enfim, o dia da terceira fase da Olimpíada de Física. Manu, aluna do sétimo ano do Ensino Fundamental II, estava insegura e não queria fazer a prova.
A mãe, percebendo o medo da filha, resolveu incentivá-la.

Afinal, uma criança que havia superado duas fases e vencido a própria dúvida não podia parar agora. A mãe atuou, então, como a força externa que vence a inércia, rompendo o repouso emocional e impulsionando o movimento novamente.

Disse, com firmeza e carinho, que ainda dava tempo de chegar - bastava se arrumar logo. Chamou o motorista pelo aplicativo e, em poucos minutos, estavam a caminho.

A prova, para Manu, ainda não havia começado; mas, para a mãe, sim.
No silêncio tenso do carro, ela tentava manter o equilíbrio dinâmico de todas as forças à sua volta - a dela, a do pai, a da filha e até a do motorista.

Para distrair-se, começou a calcular mentalmente: tempo (t), distância (d), velocidade média (v)… Sabia que um pequeno erro de cálculo poderia significar uma grande diferença - afinal, na vida como na Física, um segundo pode alterar toda a trajetória.

Capítulo 2 - O Cálculo do Destino

O aplicativo indicava um tempo estimado de 35 minutos para percorrer 17,1 quilômetros.
Curiosa e metódica, a mãe resolveu calcular a velocidade média necessária e passou a observar o velocímetro com atenção.

Percebeu o olhar ansioso da filha e resolveu não comentar nada - fez os cálculos mentalmente, em silêncio, como se resolvesse uma questão de cinemática básica:

v=td

“Se o tempo é 35 minutos e a distância, 17,1 quilômetros… então a velocidade média precisa ser de aproximadamente 29 km/h.”

Olhou discretamente para o velocímetro: tudo dentro do esperado.
O resultado não era rápido - era constante, e constância era o que importava.

Não era uma corrida, era uma questão de ritmo e serenidade.
O ponteiro do relógio marcava o tempo, mas, para ela, aquele instante era também uma aula prática sobre a Primeira Lei de Newton: “Todo corpo tende a permanecer em seu estado de repouso ou de movimento retilíneo uniforme, a menos que uma força externa atue sobre ele.”

Sabia que, mesmo se chegassem atrasadas, a maior prova já estava sendo feita - a de não desistir, mesmo diante das forças contrárias.

Reflexão Física

Fórmula usada:

v=td

Onde:

  • v = velocidade média (km/h)

  • d = distância (km)

  • t = tempo (h)

Cálculo:

v=0,583317,1=29,3 km/h

Conclusão:
Para percorrer 17,1 km em 35 minutos, o carro precisa manter velocidade média de aproximadamente 29 km/h, desconsiderando acelerações e desacelerações - ou seja, movimento retilíneo uniforme (MRU).

O trânsito fluía bem. Ao avistarem os colossais edifícios da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, sentiram o alívio de quem atravessa um campo gravitacional e finalmente atinge o ponto de repouso.

Aqueles prédios pareciam grandes laboratórios onde as leis da Mecânica, da Gravitação e da Termodinâmica ganham vida.

Mas o alívio durou pouco: o motorista errou o caminho.
Virou à esquerda em vez de à direita - um desvio vetorial não previsto.

A mãe, ainda calma, acionou forças internas que não se medem em newtons, mas em coragem. Calculou mentalmente o tempo perdido (Δt) e o novo deslocamento (Δs), enquanto explicava ao motorista o impacto da variação de velocidade:

v=ΔtΔs

O pai, ao fundo, refletia sobre o planejamento do movimento. “Se tivéssemos saído mais cedo, haveria mais tempo - maior Δt - e precisaríamos de menor velocidade para o mesmo deslocamento.”

Uma lição simples, mas essencial: em Física e na vida, quem planeja bem pode seguir com menor aceleração e menos esforço.

Chegaram, por fim, à porta da instituição dois minutos antes da prova.
O pai ficou para pagar a corrida, enquanto a mãe e Manu corriam rumo ao prédio - agora movidas não apenas pela Física, mas também pela energia potencial transformada em energia cinética e emoção.

Capítulo 3 - O Corredor da Prova

Foi uma verdadeira maratona entre rampas e elevadores. Cada passo envolvia forças, aceleração e gasto de energia, mas todas direcionadas ao mesmo objetivo: vencer a gravidade e alcançar o topo.

Manu, ofegante e insegura, olhava para trás a cada instante.
- Segue em frente, você está no corredor da prova! - disse a mãe, com o fôlego entrecortado. - Chegou a tempo. Segue o teu rumo!

E, num gesto simbólico, completou:
- Flecha lançada não volta.

(Um corpo em movimento tende a permanecer em movimento - Primeira Lei de Newton).

Manu avançou. Pequenos passos, deslocamento positivo, mudança de posição no espaço - o suficiente para vencer a inércia.

Assinou seu nome. O movimento cessou. O equilíbrio foi restabelecido.
A mãe chegou ao lado, trocando um sorriso cúmplice com o fiscal que achava graça da conversa entre a mãe e a filha. Era impossível não ouvir - a voz de contralto da mãe percorria o corredor como uma onda firme, encontrando as paredes e voltando em forma de eco. A cada palavra, o som parecia dançar pelo ar, como se a própria Física participasse da cena, refletindo nas superfícies e devolvendo, em suaves repetições, a força do que era dito.

Era o fim de um percurso físico e o início de uma jornada interior.

Capítulo 4 - O Elo Invisível

Enquanto Manu fazia a prova, a mãe aguardava do lado de fora, tentando controlar a ansiedade - outra forma de energia potencial prestes a se transformar em movimento.
O pai lia o celular, mas ela contava segundos. Cada minuto parecia um dilatar do tempo - quase uma aplicação do Princípio da Relatividade de Einstein, onde o tempo emocional se expande conforme a intensidade da espera.

Para chegar até ali, ela também havia sido testada:
- no cálculo da paciência,
- na constância da velocidade emocional,
- na administração das forças invisíveis do amor e da esperança.

Quando Manu saiu da sala, com os olhos brilhando, mãe e filha não sabiam o resultado, mas sabiam o essencial: tinham superado a inércia do medo.

Moral da História

A Física e a Matemática estão em tudo o que vivemos - mesmo quando não percebemos.
Desde o momento em que acordamos, caminhamos, cozinhamos ou esperamos o elevador, estamos aplicando leis de movimento, energia, força e tempo.

- A Matemática quantifica o mundo: mede distâncias, calcula trajetórias e prevê resultados.

- A Física explica o porquê: por que caímos, aceleramos, paramos, nos equilibramos e respiramos.

Assim como na vida, cada ação gera uma reação (Terceira Lei de Newton) e cada escolha altera nossa trajetória (variação vetorial do movimento).

Em resumo:

A vida é um grande experimento de Física.
Cada passo tem força, cada emoção tem energia,
e cada decisão muda o rumo do movimento.

No fim, Manu sorriu - não por resolver todas as equações, mas por entender que até o imprevisto obedece a uma lógica universal.

Porque, afinal...

A vida é feita de conhecimentos matemáticos e de Física, meus amigos - Física!



quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Simetrias, padrões e sequência de Fibonacci.

Atividade Artística: O Esquilo e os Padrões da Natureza.

Temas: Arte, Matemática, Natureza

Faixa etária: 6 a 10 anos

Duração: 1 a 2 aulas





- Objetivos de Aprendizagem:

Explorar padrões e simetrias presentes na natureza.

Conhecer e representar visualmente a sequência de Fibonacci.

Desenvolver coordenação motora, percepção visual e criatividade.

Relacionar arte e matemática por meio da observação e criação.

- Conteúdos Envolvidos:

Matemática: sequência de Fibonacci, contagem, simetria, padrões.

Arte: desenho, cores, repetição de formas, composição estética.

Ciências: observação de elementos naturais (folhas, conchas, caudas de animais).

- Materiais Necessários:

Papel sulfite ou cartolina

Lápis de cor, canetinhas, giz de cera

Tesoura e cola

Lápis e régua

Molde de animal (ex.: esquilo, borboleta, peixe etc.)

Transparência ou papel manteiga (opcional, para colar em janela)

- Passo a Passo:

1- Exploração inicial

Converse sobre padrões na natureza: conchas, girassóis, pinhas, asas de borboleta.

Mostre a sequência de Fibonacci e como ela forma espirais e proporções harmônicas.

2- Apresentação da simetria:

Dobre uma folha ao meio e desenhe apenas metade do animal (ex.: esquilo).

Corte para obter um desenho simétrico.

3- Criação artística:

Pinte o corpo do animal (como o da imagem: todo colorido).

Na cauda (ou asas, se for outro animal), desenhe padrões repetitivos ou baseados em Fibonacci:

- linhas com 1, 1, 2, 3, 5, 8 repetições de cores ou formas;

- sequência crescente de círculos, traços, letras ou símbolos;

- padrões coloridos alternando tons e espessuras.

4- Exposição luminosa:

Cole o trabalho na janela para que a luz realce as cores e mostre a beleza dos padrões, simbolizando a matemática viva na natureza.

- Extensão interdisciplinar:

Ciências: observar espirais em flores e conchas.

Português: criar um pequeno texto “O Esquilo e o Segredo dos Números da Natureza”.

Educação Ambiental: falar sobre o habitat do esquilo e a importância das árvores.

- Avaliação:

Participação e interesse durante a criação.

Capacidade de identificar e reproduzir padrões.

Criatividade e acabamento artístico.

Compreensão da ideia de simetria e sequência crescente.

- Versão poética para mural:

 “Na cauda do esquilo vivem números e cores,

que crescem como flores no jardim da natureza.”

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

O vínculo mais profundo do mar

Diferentemente dos mamíferos terrestres, as baleias não podem se agarrar às mães.

Eles não têm pernas, braços, nem sequer o abrigo de um ninho.

Apenas o mar.

Por isso, a natureza desenhou um milagre: a mãe não amamenta, mas pulveriza o seu leite diretamente na água.

Mas não é um leite comum. É espessa, branca, quase como creme ou pasta de dentes, com 50% de gordura.

Tão densa que não se dissolve no mar.

Flutua, suspensa, esperando que a pequena baleia a apanhe entre as ondas.

A mãe calcula o ângulo, a força e o momento exato.

E enquanto ambas nadam, o alimento viaja de uma vida para outra, invisível entre a espuma.

É um ato de precisão, mas também de ternura: a forma como uma mãe alimenta o seu filho no meio do caos do oceano.

Um lembrete de que mesmo nos lugares mais vastos e imprevisíveis do mundo, a vida sempre encontra um jeito de se abraçar.



terça-feira, 2 de setembro de 2025

Diálogo inter-religioso

Uma boa base para o diálogo inter-religioso pode ser construída em alguns pilares essenciais. Vou organizar de forma clara e prática:

1- Respeito mútuo

Reconhecer a dignidade de cada pessoa e a legitimidade da experiência religiosa do outro.

Evitar julgamentos e comparações hierárquicas entre religiões.

2- Escuta ativa

Ouvir para compreender, e não apenas para responder.

Permitir que o outro se explique a partir de sua própria tradição, sem interpretações forçadas.

3- Valores comuns

Identificar pontos de convergência como: paz, compaixão, solidariedade, cuidado com a vida e com a natureza.

Trabalhar juntos em causas sociais, ambientais e humanitárias.

4- Reconhecimento das diferenças

Entender que divergências de crenças e práticas fazem parte da diversidade humana.

Tratar diferenças não como ameaça, mas como oportunidade de aprendizagem.

5- Educação e conhecimento

Promover estudo e troca cultural sobre tradições religiosas.

Combater preconceitos e estereótipos.

6- Espaços de convivência e ação conjunta

Criar momentos de oração pela paz, debates abertos, mutirões sociais ou ambientais.

Atuar lado a lado, sem necessidade de fusão ou diluição das crenças.

Em resumo: respeito + escuta + valores comuns + reconhecimento das diferenças + cooperação prática = base sólida para o diálogo inter-religioso.

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Texto Introdutório (para abertura de encontro ou projeto)

“O diálogo inter-religioso é um caminho de respeito, escuta e cooperação entre pessoas de diferentes tradições de fé. Ele não busca apagar diferenças, mas valorizá-las como expressão da riqueza da humanidade. Quando nos reunimos para conversar, aprender e agir juntos, descobrimos valores universais que nos aproximam: o cuidado com a vida, a solidariedade, a paz e a justiça. Nossa intenção é construir pontes, superar preconceitos e colaborar por um mundo mais humano, justo e fraterno.”

Roteiro de Atividade 

(para grupos, escolas ou comunidade)

1- Acolhida

Música suave ou momento de silêncio.

Breve fala de boas-vindas explicando o objetivo: escutar, aprender e respeitar.

2- Apresentação das tradições

Cada participante/grupo compartilha um símbolo, história ou ensinamento importante da sua religião ou filosofia de vida.

Tempo: 3 a 5 minutos por pessoa.

3- Roda de Conversa: Valores Comuns

Pergunta norteadora: “Quais valores sua tradição considera essenciais para a convivência em paz?”

Registrar em cartaz ou quadro os pontos em comum (ex.: amor, compaixão, justiça, cuidado com a natureza).

4- Atividade Prática Conjunta

Propor uma ação simbólica:

Plantio de uma árvore em conjunto.

Construção de um mural coletivo com símbolos da paz.

Pequena campanha solidária (arrecadação de alimentos, roupas etc.).

5- Encerramento

Cada tradição oferece uma palavra, oração ou mensagem breve de paz.

Concluir com o compromisso de manter o respeito e a cooperação.

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Roteiro de Atividade 

Crianças e Adolescentes

1- Acolhida Lúdica

Dinâmica “Círculo das Mãos”: todos dão as mãos em roda e cada um diz seu nome e algo que gosta (pode ser comida, cor, brincadeira).

Objetivo: mostrar que, mesmo diferentes, temos pontos em comum.

2- Apresentação dos Símbolos das Tradições

Cada criança ou convidado traz um objeto ou imagem que represente sua fé (uma vela, um livro, uma música, um símbolo, até um desenho feito na hora).

Todos explicam, em linguagem simples, o que significa.

Objetivo: conhecer o que é importante para o outro, sem julgar.

3- Jogo dos Valores Comuns

Preparar cartões com palavras como: amor, respeito, amizade, natureza, solidariedade, família, paz.

Espalhar os cartões no chão.

Cada criança escolhe uma palavra e diz por que ela é importante.

Objetivo: perceber que valores fundamentais são compartilhados por todas as tradições.

4- Atividade Prática Conjunta

Sugestões:

Árvore da Paz: cada criança escreve em uma folha de papel colorida uma palavra ou desenho de paz e cola em uma árvore de cartolina.

Mandala da União: em grupo, pintar um grande círculo no chão ou em cartolina, cada parte com símbolos diferentes (estrela, coração, sol, água, etc.), formando uma arte coletiva.

Plantio: plantar juntos uma muda, simbolizando o cuidado coletivo com a vida.

5- Encerramento com Mensagem de Paz

Em roda, cada criança diz uma palavra de paz (ex.: amor, amizade, luz, respeito).

No final, todos repetem juntos:

- “Somos diferentes, mas caminhamos juntos pela paz.”

Dica: Usar músicas simples de paz e amizade, ou até um batuque com instrumentos reciclados, ajuda a tornar o encontro mais leve e alegre.

sábado, 30 de agosto de 2025

Drenagem engenhosa em Taiwan

Na foto vemos um exemplo criativo de drenagem urbana feita em uma rua íngreme de Taiwan.

O piso foi moldado em forma de espiral, conduzindo a água da chuva diretamente para o ralo. Esse formato reduz a velocidade da água, evita alagamentos e ainda protege o piso contra erosões.

Além de funcional, o desenho lembra formas da natureza, como um redemoinho, mostrando como a engenharia pode se inspirar no meio ambiente para criar soluções sustentáveis e bonitas ao mesmo tempo.


Essa foto pode ser usada em várias aulas diferentes 

Educação Infantil e Ensino Fundamental I:

Ciências / Natureza - explicar como a água da chuva escorre nas ruas, o que é um ralo e por que precisamos drenar a água.

Matemática - observar a forma de espiral e relacionar com figuras geométricas.

Artes - desenhar redemoinhos e caracóis, mostrando como a natureza inspira soluções.

Exemplo: Você já viu um ralo em forma de redemoinho?

Em Taiwan, um lugar com muitas ruas íngremes, fizeram essa ideia genial: o chão foi moldado em espiral, como se fosse um caracol. Assim, quando chove, a água escorre rodando até o centro e entra no ralo.

Isso ajuda a não alagar a rua e ainda deixa a cidade mais bonita e criativa.

Ensino Fundamental II:

Geografia - discutir ocupação urbana, enchentes, impermeabilização do solo e soluções sustentáveis para cidades.

Ciências / Física - introduzir noções de movimento da água, redemoinho, força centrípeta.

Matemática - trabalhar proporções, formas geométricas e até a espiral logarítmica.

Ensino Médio:

Física - estudar o escoamento da água, dinâmica dos fluidos e forças envolvidas no movimento em espiral.

Química / Meio ambiente - falar sobre poluição da água da chuva que vai para os bueiros.

Geografia / Sociologia - pensar em urbanismo sustentável, drenagem urbana e cidades inteligentes.



sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Visita dos lobinhos ao Museu da Marinha, com foco nas boas ações que podem aprender

Roteiro Educativo 
Museu da Marinha

1- Acolhida

Explicar para as crianças que o museu é um lugar de memória e respeito.

Combinar regras de convivência: andar em grupo, falar baixo, não correr, não tocar nas peças.

Boa ação: Respeitar o espaço e o próximo.

2- História dos Navios e Marinheiros

Mostrar as maquetes e objetos antigos, falando da vida dos marinheiros.

Explicar que eles trabalhavam em equipe e cuidavam uns dos outros.

Boa ação: Trabalho em equipe e solidariedade.

3- A Defesa do Brasil

Explicar que a Marinha protege o país, os rios e o mar.

Relacionar com o cuidado que todos devem ter com a natureza.

Boa ação: Cuidar do meio ambiente e preservar a natureza.

4- Valores da Marinha

Falar sobre disciplina, coragem e respeito às regras.

Mostrar como essas atitudes também valem para a vida escolar e escoteira.

Boa ação: Ter responsabilidade e cumprir deveres.

5- Atividade Prática (após a visita)

Cada lobinho desenha ou escreve qual boa ação aprendeu.

Em roda, compartilhar as descobertas e montar um “Quadro das Boas Ações” do grupo.


Mensagem final para as crianças:

“O Museu da Marinha não é só sobre navios e marinheiros. Ele nos ensina que, assim como eles, nós também podemos ser corajosos, solidários, responsáveis e cuidar do nosso Brasil.”



Roteiro Educativo
CCBB

1- Acolhida

Explicar que o CCBB é um espaço de arte, cultura e conhecimento.

Reforçar regras de convivência: silêncio nos espaços de exposição, respeito às obras e às pessoas.

Boa ação: Respeitar a cultura e o espaço coletivo.

2- Exposições de Arte

Observar diferentes obras (quadros, esculturas, instalações).

Conversar sobre as mensagens e sentimentos que a arte transmite.

Boa ação: Valorizar a diversidade cultural e respeitar diferentes formas de expressão.

3- História do Prédio

Explicar que o CCBB também guarda história na sua arquitetura.

Relacionar com a importância de preservar o patrimônio.

Boa ação: Cuidar do que é de todos e preservar a memória.

4- Atividade de Interação

Pedir que cada criança escolha uma obra ou espaço que mais gostou.

Depois, em roda, compartilhar o porquê da escolha.

Boa ação: Escutar o outro e aprender a valorizar opiniões diferentes.

5- Ligação com a Vida Escoteira

Mostrar que visitar museus e centros culturais ensina a ter curiosidade, disciplina e sensibilidade.

Relacionar com o lema de fazer boas ações no dia a dia.

Boa ação: Aprender e compartilhar conhecimento.


Mensagem final para as crianças:

“No CCBB aprendemos que a arte e a cultura nos ajudam a ser mais criativos, respeitosos e solidários. Assim como cuidamos da natureza e do nosso grupo, também devemos cuidar da cultura e da história que são de todos nós.”