VOCÊ PEGA UMA COISA E TRANSFORMA EM OUTRA. NÃO É APENAS RECICLAGEM. É ARTE!
Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com
quinta-feira, 26 de março de 2015
Instrumentos musicais com material reciclado - crianças do pré escolar, brincam com os instrumentos musicais confeccionados para uma exposição
Autora: Renata Bravo
Público-alvo:
Crianças do pré-escolar (4 a 5 anos).
Duração
2 encontros de 40 a 50 minutos cada.
Objetivos:
Desenvolver a coordenação motora fina e grossa.
Estimular a imaginação e criatividade por meio da construção de instrumentos.
Introduzir noções de ritmo, som e musicalização.
Valorizar a sustentabilidade, mostrando que é possível reutilizar materiais.
Promover cooperação, expressão corporal e socialização.
Sugestão de Instrumentos Reciclados:
Chocalhos / Maracas → garrafas PET pequenas ou potes de iogurte com feijão, arroz, tampinhas.
Tambor → latas de leite em pó, caixas de papelão reforçadas, baldes pequenos.
Ganzá → tubo de papelão (rolo de papel-toalha) com grãos dentro.
Pandeiro → prato de plástico com tampinhas de metal amarradas.
Violão improvisado → caixa de sapato com elásticos esticados.
Flauta de canudo → canudos cortados em diferentes tamanhos e colados em fileira.
Desenvolvimento da Atividade:
Etapa 1 – Construção dos Instrumentos
As crianças, com apoio do professor e familiares, confeccionam os instrumentos.
Durante o processo, explorar sons: “O que acontece se colocarmos arroz? E se for feijão?”
Decorar os instrumentos com tintas, papéis coloridos, adesivos.
Etapa 2 – Exploração Sonora e Brincadeiras Musicais
Experimentar os sons de cada instrumento.
Fazer uma “roda rítmica”: cada criança toca em sequência, criando um padrão coletivo.
Brincar de “pergunta e resposta musical”: um grupo toca, o outro responde.
Etapa 3 – Exposição Musical
Organizar um espaço da escola como uma mini-orquestra de instrumentos reciclados.
Convidar famílias e outras turmas para visitar.
Crianças podem apresentar:
Uma música simples (ex.: batida de palmas + instrumentos).
Uma “improvisação livre”, mostrando seus sons.
Exposição com os instrumentos montados em mesas, cada um identificado com o nome da criança.
Benefícios da Atividade:
Coordenação motora fina (ao manusear pequenos objetos e decorar).
Coordenação motora grossa (ao tocar tambores, chocalhos).
Desenvolvimento cognitivo (associação de sons, ritmos e quantidades).
Interação social e autoestima (apresentação na exposição).
Consciência ambiental (valorização do reaproveitamento de materiais).
Dica para o professor:
Registrar o processo (fotos e vídeos) e montar um mural com o título:
“Música que vem do lixo: sons que cuidam do planeta”.
-
Roteiro da Exposição Musical Sustentável
“Música que vem do lixo: sons que cuidam do planeta”
Abertura – Fala do Professor:
“Boa tarde a todos!
Sejam bem-vindos à nossa exposição musical sustentável.
Hoje vocês vão conhecer uma orquestra muito especial:
instrumentos feitos com materiais que poderiam ir para o lixo,
mas que agora viraram música.
As crianças do Pré-Escolar criaram, exploraram sons e descobriram que a arte pode nascer do simples ato de reaproveitar.
Vamos conhecer juntos?”
Entrada das Crianças:
As crianças entram segurando seus instrumentos reciclados.
Formam uma roda ou linha na frente do público.
Cada uma mostra seu instrumento levantando-o.
Parte 1 – Apresentação dos Instrumentos:
O professor convida cada criança, uma por vez, para dizer o nome do instrumento.
Ex.: “Este é o meu chocalho de garrafa com arroz.”
“Este é o meu tambor feito de lata.”
Após cada apresentação, a criança toca um pouquinho para mostrar o som.
Parte 2 – Orquestra de Sons:
O professor atua como maestro:
Grupo 1 toca (ex.: chocalhos).
Grupo 2 responde (ex.: tambores).
Todos juntos criam uma batida simples.
Opção: tocar uma música conhecida da infância (ex.: “A Dona Aranha”, “Ciranda Cirandinha”) com acompanhamento dos instrumentos.
Parte 3 – Improvisação Livre:
O professor diz:
“Agora cada um vai tocar como sentir, juntos vamos criar uma música nova!”
Crianças tocam livremente por alguns segundos, depois param no sinal do professor.
Fala Final – Crianças (em coro ou por grupos):
“A música está em todo lugar!
Nós podemos tocar e brincar!
Reciclar é importante, o planeta vamos cuidar!”
Encerramento – Professor:
“Esperamos que tenham gostado da nossa exposição.
Mais do que tocar instrumentos, aprendemos que o lixo pode virar arte,
e que a música nos ensina a ser criativos, unidos e conscientes.
Muito obrigado pela presença de todos!”
Dica:
No fim, deixar os instrumentos expostos em mesas com plaquinhas com o nome da criança e o material usado.
Se possível, colocar uma música ambiente suave para que os visitantes explorem os sons também.
A Música como Recurso Didático:
A música vai além de entreter: é um recurso que auxilia na memorização de conteúdos escolares.
Aprender Português, Biologia, Química, Física e Matemática cantando torna a absorção mais rápida e prazerosa.
A canção pode ser um mediador da leitura: ao cantar, a criança lê, interpreta e se expressa.
“Ler canções” é um caminho para desenvolver a consciência fonológica, a entonação e a interpretação de textos.
Exemplo prático:
Matemática → cantar músicas de contagem (“um, dois, três, quatro…”).
Ciências → músicas sobre animais, plantas, corpo humano.
Português → rimas e trava-línguas cantados.
Os Instrumentos Musicais como Ferramenta Educacional - Categorias e Exemplos:
Percussão: tambores, pandeiros, maracas (facilitam ritmo, coordenação grossa e cooperação).
Teclado ou piano: desenvolvem coordenação motora fina, percepção auditiva e noção espacial.
Cordas (violão, guitarra, ukulele): estimulam paciência, memorização e movimento bilateral.
Sopro (flautas, gaitas, saxofones): trabalham respiração, ritmo e controle motor.
Benefícios da Musicalização Infantil:
Desenvolve consciência corporal e coordenação motora.
Ajuda a compreender limites físicos e reconhecer habilidades.
Estimula a criatividade e imaginação.
Favorece o controle muscular e a postura.
Melhora a concentração e o aprendizado.
Estimula aptidões como:
Matemática e lógica (contagem rítmica, padrões sonoros).
Linguagem (palavras novas, rimas, entonação).
Comparações (sons graves/agudos, fortes/fracos).
Relações sociais (cantar e tocar em grupo).
Dinâmicas e Brincadeiras Musicais:
1- Estátua Musical
Música toca → crianças dançam.
Música para → ficam paradas como estátua.
- Trabalha ritmo, atenção e autocontrole.
2- Orquestra de Sala
Cada criança recebe um instrumento (mesmo improvisado: copos, caixas, latinhas).
O professor é o maestro → guia batidas rápidas, lentas, fortes ou suaves.
- Desenvolve coordenação, escuta e cooperação.
3- Canto Contado
Contar uma história cantando (ex.: a rotina do dia, os animais da fazenda).
- Estimula linguagem, imaginação e memória.
4- Ritmo no Corpo
Palmas, estalos de dedos, batidas no peito e nas pernas para criar música só com o corpo.
- Favorece consciência corporal, ritmo e expressão.
5- Matemúsica
Usar músicas para ensinar números, adição e multiplicação.
- Aprendizado lúdico de conteúdos matemáticos.
- Sugestão para professores:
Cada aula pode começar ou terminar com uma pequena canção temática, ligada ao conteúdo do dia. Assim, a música se torna rotina, motivação e memória afetiva de aprendizado.
Exposição de brinquedos para crianças do pré-escolar
E através dos instrumentos musicais produzidos com sucata , mostramos a importância da música na formação do ser humano, em período escolar.
A música, há muito tempo é reconhecida como uma forma de expressão universal. E na educação ela tem sido mencionada como ferramenta pedagógica de grande importância para o desenvolvimento motor e afetivo. Para cantar com a criança, não é necessário possuir técnicas vocais, e sim deixar a voz sair do coração e passar pela garganta carregada de emoção, e assim conduzí-la. Cante com ela e os laços afetivos certamente serão fortaalecidos.
O contato com a música é fundamental para o desenvolvimento, através da música, a criança desenvolve a linguagem, além de ampliar o vocabulário, sua riqueza afetiva, cultural e cognitiva.
Os benefícios do criar e brincar
Após algum tempo, no entanto, as crianças se tornam verdadeiras profissionais da construção, seja com os clássicos Lego ou com algum outro dentre os vários brinquedos similares disponíveis.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Helicóptero
terça-feira, 24 de março de 2015
Kabuletê - instrumento de percussão
Kabuletê - instrumento de percussão
Sons que conectam culturas
Autoria: Renata Bravo, idealizadora do blog Brincadeira Sustentável
Há sons que não se escutam com os ouvidos,
mas com a pele, com a memória, com a alma.
O kabuletê é um desses.
Gira entre as mãos como quem gira o tempo.
O barulho que nasce do toque das sementes contra o corpo do instrumento
é o eco de muitas vozes – vozes de crianças em brincadeira,
de ancestrais em vigília, de povos em resistência.
Cada fio que prende o barbante,
cada semente que vibra,
cada gesto que conduz o ritmo,
carrega saberes que não se leem em livros,
mas se transmitem pelo ato de fazer, de sentir, de compartilhar.
O kabuletê não pertence a um único lugar.
É ponte entre continentes e gerações.
Alguns dizem que nasceu na África,
outros que veio do Oriente.
Talvez tenha vindo de ambos,
ou talvez tenha surgido do próprio desejo humano
de criar sons para espantar medos
e celebrar a vida.
No Brasil, encontrou solo fértil nas mãos daqueles
que mesmo silenciados, seguiram cantando.
Instrumento de sobrevivência,
de alerta, de culto, de festa.
Mais tarde, tornaria-se brinquedo,
e hoje, renasce como arte, como história, como aula viva.
Nesta exposição, convidamos o público a ouvir
o que os olhos não dizem
e ver o que o som revela.
Convidamos a dançar com as memórias,
a bordar afetos,
a girar o mundo com a palma das mãos.
Aqui, o kabuletê se reinventa:
escultura, fotografia, arte têxtil, pintura, vídeo, instalação.
Grita e canta.
Conta segredos sobre ancestralidade,
sobre liberdade,
sobre o direito de existir em ritmo próprio.
Se a história muitas vezes se escreveu com espada,
aqui se escreve com semente.
Se a cultura tanto já foi calada,
aqui ganha voz, movimento e cor.
Que os sons deste kabuletê
toquem os que passam.
Que despertem em cada visitante o desejo de aprender,
de respeitar, de celebrar as raízes culturais que nos sustentam.
Porque no coração de cada batida
há a certeza de que somos feitos de movimento,
de resistência
e de poesia.
E enquanto o kabuletê gira,
gira também a história,
gira a esperança,
gira o futuro.
Maracas
segunda-feira, 23 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
Jogo pedagógico
Objetivos
Desenvolver a aprendizagem
Estimular a participação ativa
Promover a autoavaliação
Desenvolver a autoestima, a criatividade e a psique infantil
Desenvolver noções de regras e papéis sociais
Características
Podem ser lúdicos ou não
Devem ser usados de acordo com o desenvolvimento da criança
Necessitam da presença, mediação e direcionamento de um adulto
Em sua maioria, são jogos com regras claras
Exemplos
Caixa misteriosa (ou caixa sensorial)
Hortinha escolar
Caça ao tesouro em equipes
Animais de formas geométricas
Pintura no saquinho transparente
Jogo da primeira letra
Atividades físicas em locais verdes
Batatinha frita 1, 2, 3
Dominó dos números
Tangram
Caixa tátil para estimulação da percepção sensorial e variações táteis
A criança coloca a mão dentro da caixa, retira uma peça e depois retorna para procurar o par ou identificar o objeto.
Material necessário: Caixa de sapatos com pedaços de papelão revestidos de tecidos de diferentes texturas, folha de lixa, algodão, botão, linha, lã, plástico, areia, barbante, velcro, tinta plástica ou alto relevo, entre outros materiais diversos para serem identificados pelo tato.
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Os receptores táteis estão distribuídos pela pele, músculos e articulações, e respondem a diferentes estímulos, convertendo-os em informações que o cérebro processa.
Alguns exemplos de receptores táteis são:
- Terminações nervosas livres, que detectam pressão e tato.
- Corpúsculos de Meissner, que são muito sensíveis e estão presentes em áreas da pele sem pelos.
- Discos de Merkel, que estão presentes em áreas com maior sensibilidade tátil, como as pontas dos dedos.
- Órgão terminal do pelo, que é estimulado por qualquer movimento do pelo.
A percepção tátil é importante para a relação com o ambiente e com os objetos, permitindo a proteção, a exploração sensorial e a reação dos indivíduos.
A estimulação tátil pode ser compreendida como uma prática pedagógica e terapêutica que utiliza toques suaves, pressão controlada, movimentos rítmicos e diferentes texturas para estimular o sistema nervoso, favorecendo a percepção sensorial, a atenção e o desenvolvimento cognitivo e motor.
Percepção multissensorial e criatividade
Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...
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