*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

segunda-feira, 30 de março de 2020

Não é apenas desenho com lego. É matemática!

É inegável que as crianças prestam mais atenção às aulas de matemática com Lego, uma vez que elas podem visualizar, tocar e manipular aquilo conceituado nos livros de matemática, tornando a fixação e aprendizado muito mais fluida.





1. Divisão

Peça com 48 pontos.
matematica_lego6

A mesma peça pode ser dividida em 6 blocos de 8 pontos cada.

lego_mult1

Aqui, dividida em 12 blocos de 4 pontos cada.

matematica_lego7

E em 24 blocos de 2 pontos cada.

matematica_lego8

2. Frações

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3. Operações com frações

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5. Média aritmética

A soma dos números dividida pela quantidade de elementos.
matematica_lego9



Não são apenas retalhos. São Almofadas!






























Móbiles pedagógicos







Não é apenas uma porta. É um porta retratos!




ELMER , O ELEFANTE XADREZ

https://brinquedosmaterialreutilizado.blogspot.com/2015/03/elefante-colorido.html



ELMER, O ELEFANTE XADREZ 

DIFERENÇA, IDENTIDADE E CONVIVÊNCIA

A história de Elmer, o Elefante Xadrez aborda a diferença como elemento constitutivo da identidade e da vida coletiva. Em uma manada na qual todos os elefantes apresentam a mesma cor, Elmer se destaca por possuir o corpo formado por múltiplas cores e quadrados. Sua singularidade, inicialmente percebida por ele como um problema, desencadeia uma reflexão sobre pertencimento, reconhecimento e aceitação.

Ao tentar modificar sua aparência para tornar-se semelhante aos demais, Elmer experimenta uma forma de pertencimento baseada na ocultação da própria identidade. Entretanto, ao retornar à manada, percebe que sua presença, seu humor e sua maneira particular de interagir são elementos importantes para aquele grupo. A narrativa evidencia que a convivência não depende da eliminação das diferenças, mas da capacidade de reconhecê-las e integrá-las à experiência coletiva.

O episódio em que os elefantes reconhecem Elmer demonstra que sua identidade não está restrita à aparência. O personagem é reconhecido por sua maneira de agir, brincar e estabelecer relações. A chuva, ao revelar novamente suas cores, funciona como elemento simbólico de retorno à própria identidade. Elmer não precisa deixar de ser quem é para pertencer.

No final, os próprios elefantes passam a pintar seus corpos e realizar um desfile, transformando a diferença de Elmer em uma celebração coletiva. A singularidade deixa de ser motivo de isolamento e passa a integrar uma experiência compartilhada. A história, portanto, constitui um apelo à tolerância, ao respeito e à valorização da diversidade, mas também possibilita uma reflexão mais profunda sobre identidade e pertencimento: a diferença não é apenas algo que deve ser tolerado pelo grupo; ela pode fazer parte da própria construção da coletividade.

ATIVIDADE PRÁTICA 

AS CORES QUE NOS TORNAM ÚNICOS

Objetivo: desenvolver a percepção de que cada pessoa possui características, formas de expressão e modos de ser próprios, valorizando a diversidade sem transformar a diferença em motivo de exclusão.

Materiais: papel, lápis de cor, giz de cera, tinta ou materiais reutilizáveis para composição artística.

Desenvolvimento: após a leitura da história, conversar com as crianças sobre Elmer e perguntar: por que ele queria deixar de ser diferente? O que mudou quando ele voltou a mostrar suas cores? O que aconteceria se todos os elefantes fossem exatamente iguais? A partir da conversa, cada criança deverá criar seu próprio “Elmer”, utilizando cores, formas e padrões que representem características de sua personalidade, interesses ou maneiras de perceber o mundo. Não é necessário explicar ou identificar publicamente o significado de cada escolha; a criança poderá compartilhar somente aquilo que desejar.

Ao final, os trabalhos podem ser reunidos em um grande painel coletivo, formando uma composição na qual nenhuma criação precise ser igual à outra. A proposta permite concluir que pertencer a um grupo não significa tornar-se igual aos demais, mas participar dele preservando características próprias e respeitando as características dos outros.

Síntese pedagógica: a atividade utiliza a linguagem artística para transformar a temática da diferença em uma experiência concreta de expressão, reconhecimento e convivência. A diversidade deixa de ser apenas um conceito discutido verbalmente e passa a ser percebida visualmente na própria produção coletiva.



segunda-feira, 23 de março de 2020

Improviso e criatividade na confecção de fantasias



















Exercite as habilidades das crianças, estimule o mundinho deles incentivando a ir além dos super heróis, mergulhando no poder da transformação das coisas e de si mesmo.
Use o improviso, a criatividade, com a brincadeira de confeccionar junto, e de ser o que eles quiserem ser.









Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...