*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

terça-feira, 4 de julho de 2023

Estimulando a criatividade na educação infantil

 A importância de estimular a criatividade na educação infantil é necessária para a formação da identidade da criança, criação de novos projetos e desenvolvimento da resiliência – quando se faz necessário encontrar as melhores soluções para resolver as diferentes questões do dia a dia.










sexta-feira, 16 de junho de 2023

Trabalhar sequência de cores

Desenvolver o raciocínio lógico; Aumentar o vocabulário e as formas de compreensão da realidade visual. Trabalhar em equipe na construção e identificação de objetos coloridos; Desenvolver a imaginação e a capacidade de abstração e interpretação.


























sábado, 3 de junho de 2023

Carimbos, cores e formas

 Carimbos podem ser uma brincadeira superdivertida para fazer com as crianças. Além de incentivar a imaginação livre, eles estimulam a coordenação motora e ajudam a apreender as cores e formas.











Esponjas transformadas em carimbos

Além de organizar as ideias e favorecer a concentração, a pintura com esponja de cozinha é uma atividade e tanto para estimular a expressão infantil. As crianças precisam trabalhar com a organização de ideias para criar e expor seus sentimentos de maneira artística.








sábado, 27 de maio de 2023

Pau Brasil: patrimônio natural e cultural

Para quem não conhece, o Pau-Brasil (Paubrasilia echinata) é uma espécie nativa da Mata Atlântica que ocupa lugar central na história do Brasil. O próprio nome do país está relacionado à intensa coloração avermelhada presente na madeira da espécie. A palavra Brasil é tradicionalmente associada a brasa, em referência à cor vermelho-alaranjada obtida a partir de sua madeira e de seu pigmento. Durante o período colonial, a árvore também foi registrada por diferentes denominações e, ao longo do tempo, passou a ser conhecida como Pau-Brasil, além de nomes como pau-vermelho, pau-de-pernambuco, arabutã, ibirapitanga, muirapiranga e orabutã. Seu valor histórico está diretamente relacionado à exploração da madeira para obtenção de uma matéria-prima utilizada como corante, tornando a espécie um importante elemento da formação econômica e cultural do território brasileiro. Conhecer o Pau-Brasil permite estabelecer relações entre botânica, história, território, patrimônio cultural, arte e educação ambiental, compreendendo a natureza não apenas como recurso, mas também como parte da memória e da identidade de um país.

Atividade - “Do vermelho da árvore ao nome Brasil”: apresentar aos participantes imagens, folhas ou elementos naturais relacionados ao Pau-Brasil e investigar suas características, localização e importância histórica. Em seguida, propor uma experiência artística utilizando pigmentos naturais seguros em diferentes tonalidades de vermelho, registrando em uma pequena ficha a origem da cor, o nome da espécie e sua relação com a história do Brasil. A atividade pode ser ampliada com a criação coletiva de um mapa visual da Mata Atlântica, relacionando biodiversidade, território e patrimônio cultural.

Faixa etária: 8 a 12 anos.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Garrafa de Klein

GARRAFA DE KLEIN 

SUPERFÍCIE, CONTINUIDADE E PERCEPÇÃO ESPACIAL

A Garrafa de Klein é uma superfície matemática não orientável, contínua e sem bordas, na qual não existe uma distinção global entre “lado de dentro” e “lado de fora”, diferentemente do que ocorre em objetos tridimensionais convencionais. Sua estrutura resulta da conexão contínua de uma superfície consigo mesma, sem a formação de uma aresta ou limite que permita definir interior e exterior de maneira convencional. Embora seja frequentemente representada em três dimensões, essa representação apresenta uma interseção aparente consigo mesma. A Garrafa de Klein, portanto, não corresponde a um objeto sólido convencional, mas a uma superfície contínua, fechada, sem bordas e não orientável.

ATIVIDADE PRÁTICA 

CONSTRUÇÃO E OBSERVAÇÃO DE UMA SUPERFÍCIE CONTÍNUA

Faixa etária: 10 a 15 anos. Para crianças de 6 a 9 anos, a atividade pode ser adaptada para uma experiência visual e experimental.

Objetivo: desenvolver percepção espacial, raciocínio geométrico e capacidade de observação por meio da construção de modelos que permitam compreender continuidade, orientação, limites e a relação entre interior e exterior.

Materiais: papel ou cartolina, régua, lápis, tesoura, fita adesiva ou cola, canetas para marcação e, opcionalmente, arame, massa de modelar ou tubo flexível para uma representação tridimensional.

ETAPA 1 - OBSERVAÇÃO
Apresentar imagens ou um modelo da Garrafa de Klein e solicitar que os participantes identifiquem suas características. Questionar: onde começa e termina a superfície? Existe um lado de dentro? Existe um lado de fora? Há uma borda?

ETAPA 2 - CONSTRUÇÃO DA SUPERFÍCIE
Recortar uma tira de papel ou cartolina e marcar suas duas faces. Fazer uma torção na tira e unir as extremidades. Observar o que acontece com a orientação da superfície após a união.

ETAPA 3 - MARCAÇÃO DO PERCURSO
Utilizar uma caneta para traçar uma linha contínua sobre o modelo, procurando percorrer sua superfície sem retirar a caneta do material. Registrar visualmente o caminho e observar como a trajetória se comporta.

ETAPA 4 - INVESTIGAÇÃO
Comparar o modelo construído com uma superfície convencional, como um cilindro ou uma folha de papel. Identificar diferenças relacionadas às faces, bordas, orientação e continuidade. Registrar as hipóteses dos participantes sobre o que caracteriza cada superfície.

ETAPA 5 - REPRESENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL
Utilizar arame, massa de modelar ou outro material flexível para tentar reproduzir a forma característica da Garrafa de Klein. Durante a construção, observar que a representação tridimensional apresenta uma interseção aparente da superfície consigo mesma.

ETAPA 6 - REGISTRO
Cada participante realiza um desenho, esquema ou anotação técnica do modelo construído, identificando elementos como superfície, continuidade, ausência de bordas e representação tridimensional.

ETAPA 7 - CONCLUSÃO
Reunir os modelos e discutir os resultados. A atividade deve conduzir à percepção de que a Garrafa de Klein desafia a distinção convencional entre dentro e fora e permite investigar conceitos matemáticos por meio da manipulação, observação e experimentação.

ÁREAS ENVOLVIDAS: Matemática, Geometria, Artes, Ciências, Tecnologia e Educação Maker.

RESULTADO ESPERADO: compreensão introdutória dos conceitos de superfície, continuidade, orientação e representação espacial, utilizando a construção física como recurso para transformar um conceito matemático abstrato em uma experiência concreta.




Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...