Claro! Abaixo está o plano de aula completo para trabalhar a construção de bongôs reciclados com foco em Educação Infantil ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental, dentro de uma abordagem interdisciplinar (Música, Arte e Meio Ambiente), com sugestões para inclusão:
VOCÊ PEGA UMA COISA E TRANSFORMA EM OUTRA. NÃO É APENAS RECICLAGEM É ARTE!
sexta-feira, 1 de agosto de 2025
Oficina de bongôs
Claro! Abaixo está o plano de aula completo para trabalhar a construção de bongôs reciclados com foco em Educação Infantil ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental, dentro de uma abordagem interdisciplinar (Música, Arte e Meio Ambiente), com sugestões para inclusão:
Congas recicladas
Congas recicladas são instrumentos musicais do tipo percussão, feitos a partir de materiais reutilizados, como tambores usados, latas grandes, baldes, tubos de PVC ou galões plásticos. É uma alternativa sustentável e educativa para construir instrumentos de forma artesanal, especialmente em projetos escolares ou oficinas culturais.
Como fazer Congas recicladas (passo a passo simples):
Materiais sugeridos:
1 galão de água ou balde plástico resistente (tipo de tinta ou massa corrida)
Câmera de pneu de bicicleta ou couro sintético (para a pele)
Elástico grosso, cordas ou fita adesiva resistente
Tesoura ou estilete (uso com supervisão adulta)
Tinta e pincéis (para decorar)
Opcional: base de madeira ou suporte com pés
Montagem:
1- Limpe o recipiente escolhido e remova rótulos ou resíduos.
2- Corte a câmera de pneu em um círculo maior que a boca do balde/galão.
3- Estique a pele sobre a boca do recipiente.
4- Prenda bem firme com corda, fita adesiva ou elástico largo.
5- Ajuste a tensão para que o som fique mais grave ou agudo.
6- Decore à vontade! Use tintas, colagens ou tecidos coloridos.
Usos pedagógicos:
Aulas de música (ritmo, som grave/agudo)
Projetos de educação ambiental e sustentabilidade
Atividades culturais afro-brasileiras e caribenhas
Oficinas de artes e construção de instrumentos
Dica:
Você pode montar um conjunto completo com:
Congas (baldes grandes)
Bongôs (potinhos de sorvete colados lado a lado)
Agogôs (latas de refrigerante)
Reco-reco (garrafas PET com canudo e palito)
Oficina Temática com Congas Recicladas, ideal para crianças, adolescentes ou até adultos, em contextos escolares, culturais ou comunitários.
Oficina Temática: Ritmos e Sustentabilidade com Congas Recicladas
Objetivo Geral:
Construir instrumentos musicais de percussão (congas) com materiais recicláveis, explorando ritmos populares e valorizando a consciência ambiental e a cultura afro-latino-americana.
Duração total:
2 encontros de 1h30 ou 1 encontro de 3h com pausas.
Público-alvo:
Crianças a partir de 8 anos
Adolescentes
Grupos comunitários ou escolares
Conteúdos abordados:
Educação ambiental (reaproveitamento de materiais)
Ritmo e percussão corporal
Cultura afro-brasileira e caribenha
Criatividade e expressão artística
Etapas da Oficina:
1- Acolhida e Introdução (15 min)
Roda de conversa: o que é uma conga?
Mostra de vídeos curtos com ritmos afro-latinos
Fala breve sobre reciclagem e reaproveitamento
2- Construção das Congas Recicladas (50 min)
Materiais: baldes ou galões, câmaras de pneu/couro ecológico, cordas, elásticos, fitas, tintas.
Passo a passo guiado (veja acima)
Pintura e personalização dos instrumentos
3- Ritmos e Experimentação (40 min)
Atividades de percussão corporal e escuta rítmica
Exploração dos sons produzidos pelas congas
Ensaios simples de ritmos básicos (samba-reggae, maracatu, guaguancó caribenho)
4- Apresentação ou Roda de Ritmos (20 min)
Grupo toca junto um ritmo simples aprendido
Possível integração com outros instrumentos reciclados (agogô, chocalhos)
Compartilhamento das criações e impressões
5- Encerramento e Reflexão (15 min)
O que aprendemos?
Como podemos reutilizar mais no dia a dia?
Fotos e exposição dos instrumentos (opcional)
Materiais necessários:
Baldes plásticos ou galões de água
Câmaras de ar de bicicleta (ou couro sintético)
Cordas, elásticos ou fitas adesivas largas
Tesouras (com supervisão), pincéis, tintas, panos
Áudio com batidas para prática (pode ser celular e caixa de som)
Sugestão de título para o projeto:
"Batucando com Consciência: Ritmo, Cultura e Reciclagem"
Adaptação para Inclusão, ideal para escolas, centros culturais ou instituições sociais.
Batucando com Consciência: Ritmo, Cultura e Reciclagem
Público-alvo:
Crianças e adolescentes (8 a 14 anos)
Com inclusão de participantes com deficiência intelectual, física ou sensorial leve a moderada
Objetivos Gerais:
Desenvolver a consciência ambiental por meio da reutilização de materiais.
Estimular a coordenação motora, o ritmo e a expressão musical.
Promover o respeito à diversidade e a inclusão através da arte colaborativa.
Valorizar culturas afro-brasileiras e caribenhas.
Objetivos Específicos:
Identificar sons e ritmos corporais e com instrumentos reciclados.
Construir congas com materiais reutilizados de forma segura e criativa.
Tocar coletivamente um ritmo simples com apoio de sinais visuais e sonoros.
Trabalhar a escuta, o respeito ao tempo do outro e o trabalho em grupo.
Duração:
3h no total, divididas assim:
30 min — acolhida e sensibilização
1h — construção dos instrumentos
1h — prática musical e roda de ritmo
30 min — apresentação, conversa final e fotos
Etapas com Adaptações para Inclusão:
1- Acolhida e Sensibilização (30 min)
Atividade: Roda de conversa + Jogo de escuta rítmica
Adaptações:
Imagens de congas reais e recicladas para apoio visual
Tapete com espaço livre para cadeiras de rodas
Palavras-chave em Libras (com apoio de intérprete, se houver)
Toques leves nos ombros ou palmas para sinalizar transições (surdez)
2- Construção das Congas (1h)
Atividade: Cada participante monta e decora sua conga reciclada
Adaptações:
Tesouras adaptadas com mola para baixa motricidade
Uso de fita dupla face ao invés de nós, se necessário
Auxílio de monitores ou pares para etapas mais difíceis
Decoração com adesivos grandes e carimbos (para baixa visão ou motricidade reduzida)
3- Prática Musical e Roda de Ritmo (1h)
Atividade: Tocar ritmo guiado com sinal visual e sonoro
Ritmos sugeridos: batidas simples (ex: 1 – pausa – 1 2)
Adaptações:
Sinais visuais com plaquinhas coloridas (verde = tocar, vermelho = pausa)
Uso de metrônomo visual no celular/tablet (pisca ou vibração)
Integração de percussão corporal para quem não conseguir tocar a conga
Apoio de educador para manter o ritmo próximo à criança com deficiência intelectual
4- Apresentação e Encerramento (30 min)
Atividade: Roda musical com apresentação livre e fala dos participantes
Adaptações:
Participação simbólica (como bater um sino ou gritar um som no fim do ritmo)
Apoio com tablet ou placas para quem usa comunicação alternativa
Espaço acessível para familiares ou cuidadores assistirem
Recursos e Materiais:
Materiais recicláveis:
Baldes, galões, potes plásticos
Câmaras de pneu (ou papelão rígido e fita)
Cordas, elásticos, fita larga
Tintas, pincéis, adesivos, carimbos
Materiais de apoio:
Tapete ou lona no chão
Metrônomo visual ou app musical com batidas
Cartazes com ritmo colorido
Intérprete de Libras (se possível)
Fichas com instruções em pictogramas (para TEA e DI)
Avaliação formativa:
Participação ativa na construção
Engajamento nas atividades rítmicas
Respeito e colaboração entre colegas
Expressão individual por meio da arte e do som
Timbal
O timbal é um instrumento de percussão que carrega uma rica história ligada principalmente à música afro-cubana, brasileira e caribenha. Ele é bastante usado em gêneros como o axé, a música baiana e a salsa. Veja um resumo da história e evolução do timbal:
Origem e Evolução do Timbal
- Raízes Africanas
O timbal tem suas origens nas tradições percussivas africanas, especialmente em tambores usados em cerimônias religiosas e sociais.
Durante o período da escravidão, muitos desses instrumentos foram trazidos para as Américas, influenciando a música de países como Cuba e Brasil.
- Influência Afro-Cubana
Em Cuba, surgiu o timbal cubano (ou timbales), que é diferente do timbal brasileiro. Ele é composto por dois tambores metálicos usados na música latina, como salsa e mambo.
Os timbales são tocados com baquetas e têm um som metálico, marcante.
- Timbal Brasileiro
O timbal brasileiro surgiu na Bahia nos anos 1980, popularizado por músicos do movimento axé music, como Carlinhos Brown e o grupo Timbalada.
Ele é feito de metal, madeira ou fibra, com formato cônico e som forte, ideal para tocar em pé com as mãos.
Muito usado em blocos afro, como Ilê Aiyê e Olodum.
- Características do Timbal Brasileiro
Formato: cônico, semelhante a um cone invertido.
Material: alumínio, madeira ou fibra.
Tocabilidade: tocado com as mãos, em pé.
Sons: graves potentes no centro e agudos estalados nas bordas.
- Importância Cultural
O timbal é símbolo da força da cultura afro-brasileira.
É um dos instrumentos mais expressivos da música percussiva do Brasil.
Tem papel central em festas populares como o Carnaval de Salvador.
Cultura afro-brasileira, música ou movimento corporal
Batucando com o Timbal
Objetivo Geral:
Estimular a percepção musical, a coordenação motora e o respeito à diversidade cultural por meio da experimentação do timbal e ritmos afro-brasileiros.
- Objetivos Específicos
Reconhecer o som e a forma do timbal.
Desenvolver ritmo e noção de tempo.
Valorizar a cultura afro-brasileira.
Trabalhar em grupo e respeitar turnos.
Duração:
40 a 50 minutos
Público-alvo:
Crianças de 4 a 8 anos (adaptável)
Áreas envolvidas:
Música
Artes
Educação Física
História/Cultura afro-brasileira
Materiais:
1 timbal (real ou improvisado com balde/plástico duro)
Instrumentos alternativos: latas, potes, tambores artesanais
Imagens ou vídeos curtos de blocos afro (ex: Timbalada, Olodum)
Tinta guache, pincéis (opcional para decorar instrumentos)
Cartaz com a palavra: TIMBAL
Etapas da Atividade:
1- Roda de conversa (10 min)
Apresente o timbal: forma, som e história breve (com imagens ou som).
Mostre o uso no Carnaval da Bahia e em blocos afro.
Pergunte: Você já viu ou ouviu um instrumento assim? Como acha que se toca?
2- Experiência sonora (10 min)
Mostre diferentes batidas com as mãos.
Deixe cada criança experimentar tocar com as mãos (individualmente ou em pequenos grupos).
Dê nomes criativos aos sons: “batida do trovão”, “chuva leve”, “passo de formiga” etc.
3- Jogo do ritmo (15 min)
Professor bate um ritmo e os alunos repetem (jogo do "Eco musical").
Varie: lento/rápido, forte/fraco.
Pode-se fazer em duplas: um "comanda" e o outro imita.
4- Criação coletiva (10 min)
Formem uma “batucada mirim”.
Escolham um nome para o grupo (ex: "Timbaleiros da Alegria").
Criem juntos um pequeno ritmo (pode repetir 3 batidas simples).
Toquem juntos, com instrumentos reais ou alternativos.
- Adaptações para Inclusão
Uso de instrumentos leves e acessíveis.
Crianças com deficiência auditiva podem sentir as vibrações ou acompanhar por sinais visuais.
Crianças com mobilidade reduzida podem usar baquetas, caso tenham dificuldade com as mãos.
Sugestão de Avaliação:
Participação ativa nas atividades.
Capacidade de escutar e repetir os ritmos.
Curiosidade e respeito à diversidade musical e cultural.
Extensão artística (opcional):
Peça para as crianças decorarem seus "timbais" artesanais.
Monte uma exposição ou apresente a batucada final para outra turma.
Batucando com o Timbal
Sugestões para adolescentes (Ensino Fundamental II e Médio) e outra para a terceira idade. Também incluí uma sugestão de versão intergeracional.
Versão 1 - Oficina com Adolescentes (11 a 17 anos)
Objetivos:
Desenvolver noções de ritmo, improvisação e trabalho em grupo.
Conhecer o timbal como símbolo da cultura afro-brasileira.
Estimular expressão corporal, criatividade e consciência cultural.
Duração:
1h a 1h30
Etapas:
1- Introdução Cultural
Apresentar vídeo curto de um bloco afro (Timbalada, Ilê Aiyê ou Olodum).
Falar sobre o papel do timbal na resistência e identidade cultural afro-brasileira.
Debate rápido: Por que a música é uma forma de resistência?
2- Vivência com o Timbal
Demonstração de sons básicos no timbal.
Revezamento para que todos experimentem o instrumento.
Utilização de instrumentos alternativos (baldes, latas, tambores artesanais).
3- Desafio de Ritmo
Dividir em grupos pequenos.
Cada grupo cria uma sequência rítmica curta (4 a 6 compassos).
Apresentação entre grupos com feedback colaborativo.
4- Composição Coletiva
Criar uma batucada coletiva com base em temas como: identidade, força, natureza, ancestralidade.
Inserir palmas, voz ou corpo no ritmo.
5- Fechamento
Roda de conversa: O que aprendi com o som do timbal?
Registro da experiência (desenho, texto, poesia ou vídeo).
Versão 2 - Oficina para a Terceira Idade
Objetivos:
Estimular a coordenação motora, memória rítmica e expressão cultural.
Favorecer interação social e autoestima por meio da música.
Duração:
45 a 60 minutos
Etapas:
1- Roda de Memória Musical
Compartilhar músicas de Carnaval ou blocos afro que conheçam.
Mostrar o timbal e seu som. Relacionar com experiências vividas.
2- Batucada com as mãos
Cada participante improvisa com um instrumento leve (tambor, almofada, mesa).
Sequências simples: 3 batidas, pausa, 3 batidas…
3- Corpo que toca
Estímulo à percussão corporal: palmas, batidas leves nas pernas, pés.
Combinações lúdicas com ritmos familiares.
4- Momento Coletivo
Todos tocam juntos uma sequência simples. Pode usar marchinha conhecida.
Cantar juntos, se possível, para integrar mais sentidos.
5- Relaxamento
Encerrar com música suave (instrumental de atabaques ou timbal).
Alongamentos leves e respiração.
Versão 3 - Oficina Intergeracional (crianças, jovens e idosos juntos)
Tema: "Nossos Ritmos, Nossas Raízes"
Dinâmica principal:
1- Grupos mistos com integrantes de diferentes idades.
2- Cada grupo cria um ritmo simples inspirado em uma história ou memória de um dos participantes mais velhos.
3- Apresentação dos ritmos com narração da memória associada.
4- Encerramento com grande roda de batucada coletiva.
A receita da música caribenha e o que a torna tão animada
O ritmo da música caribenha é animado por vários motivos culturais, históricos e musicais.
Veja por que isso acontece:
1- Origem Africana e Indígena
Muitos ritmos caribenhos, como salsa, merengue, soca, calipso e reggaeton, têm raízes na música africana, que valoriza batidas fortes, sincopadas e dançantes.
A influência indígena e europeia também trouxe instrumentos e estruturas musicais que se fundiram com os ritmos africanos, criando uma mistura rica e energética.
2- Uso de Instrumentos Percussivos
Tambores, bongôs, congas, timbales, maracas, steel drums e outros instrumentos percussivos são comuns na música caribenha.
Esses instrumentos criam batidas rápidas e contagiantes, que dão vontade de dançar.
3- Cultura de Festa
A música caribenha está ligada a festas populares, como Carnaval, festivais de rua e celebrações religiosas.
O objetivo é animar, celebrar, dançar - por isso, o ritmo tende a ser alegre, acelerado e envolvente.
4- Clima e estilo de vida
O clima tropical influencia um estilo de vida mais leve e extrovertido, que se reflete na música.
É comum ouvir essas músicas em praias, bares e festas ao ar livre, o que favorece ritmos vibrantes.
5- Mistura de culturas
A região do Caribe recebeu influências da África, Europa, América Latina e Índia. Essa diversidade resultou em ritmos únicos, como a salsa cubana, o reggae jamaicano e o zouk da Martinica, todos com muito movimento.
Contando as cores
Atividade inclusiva e interdisciplinar para a Educação Infantil, com foco em matemática, coordenação motora, percepção visual, cores e contagem. Ela também favorece a inclusão de crianças com diferentes estilos de aprendizagem e necessidades especiais
Contando com as Cores
Faixa etária: 4 a 6 anos
Áreas envolvidas: Matemática, Artes, Psicomotricidade, Educação Especial
Duração: 30 a 40 minutos
Objetivos:
Desenvolver a contagem e o reconhecimento dos números de 1 a 10.
Estimular a coordenação motora fina e a percepção tátil-visual.
Reconhecer cores e fazer correspondência entre quantidade e numeral.
Promover inclusão com uso de materiais acessíveis e manipuláveis.
Materiais:
Papelão ou EVA (base e tiras)
Cordões ou barbantes
Miçangas ou contas coloridas (preferencialmente grandes)
Canetão para marcar os números
Cola quente ou fita adesiva
Alternativas táteis: contas com texturas diferentes (para cegos/baixa visão)
Alternativas sonoras: miçangas com guizos (para estimular auditivamente)
Desenvolvimento da Atividade:
1- Apresente a base com as casas numeradas de 1 a 10.
2- Cada tira de papelão (com contas coloridas) corresponde a um número.
3- A criança deve contar as bolinhas e associar com o número correspondente na base.
4- Incentive a nomeação das cores e a percepção tátil, quando possível.
5- Proponha desafios orais:
“Qual tira tem 6 bolinhas?”
“Coloque a tira com 4 contas azuis na casa certa.”
“Quantas contas vermelhas você vê?”
Adaptações para Inclusão:
Baixa visão ou cegueira: use contas com diferentes texturas e tamanhos; numerais em braille ou em relevo.
Deficiência intelectual: ofereça apoio visual com cartões coloridos e faça a contagem junto verbalmente.
Autismo: utilize sequência previsível, cores favoritas e tempo extra.
Surdez: inclua sinais em Libras para números e cores.
Motora: permita apoio ou uso de adaptadores para segurar as tiras.
Conteúdos Trabalhados:
Quantidade e numeral
Cores primárias e secundárias
Coordenação olho-mão
Inclusão e respeito às diferenças
Avaliação:
Observação direta da participação e tentativa de associação correta
Capacidade de contar e identificar cores
Envolvimento no processo de experimentação
Contando com as Cores
Etapa: Educação Infantil (4 a 6 anos)
Duração: 1 aula de 40 minutos
Campos de experiência (BNCC):
Traços, sons, cores e formas
Corpo, gestos e movimentos
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações
O eu, o outro e o nós
Objetivos de Aprendizagem:
Contar e associar quantidades aos numerais de 1 a 10
Identificar e nomear cores
Desenvolver coordenação motora fina e visual
Explorar diferentes formas de percepção (visual, tátil, auditiva)
Promover inclusão e participação de todas as crianças
Materiais Necessários:
Base de papelão com casas numeradas de 1 a 10
Tiras de papelão com contas coloridas (quantidades de 1 a 10)
Cordão ou barbante
Caneta preta para numerar
Miçangas grandes ou bolas coloridas
Fita dupla face ou cola quente
Materiais táteis alternativos: contas texturizadas, tecido, papel bolha
Sinais em Libras dos números impressos (ou vídeos)
Sistema braille ou numerais em alto-relevo (opcional)
Desenvolvimento da Aula:
1- Roda de Conversa Inicial (10 min)
Apresente os materiais e explore oralmente: “O que vemos aqui? Que cores temos? Para que servem essas bolinhas?”
Mostre as tiras com contas e a base de encaixe.
Incentive a contagem oral coletiva de 1 a 10, usando o corpo (palmas, passos, pulos).
2- Momento de Experimentação (20 min)
Distribua as tiras com contas entre as crianças.
Oriente a contagem individual e o encaixe da tira no número correspondente da base.
Estimule a verbalização: “Essa tem 3 contas, então vai no número 3!”
Use apoio visual (cartazes com números e cores).
Para crianças com deficiência visual: oriente pelo tato e/ou utilize tiras com contas texturizadas.
Para crianças com autismo: utilize sequência clara, com antecipação da tarefa e reforço positivo.
3- Desafio Lúdico (5 min)
Misture as tiras e proponha que troquem entre si.
Proponha perguntas:
“Quem tem a tira com 7 contas?”
“Quem consegue achar o número 5 na base?”
“Qual tira é a mais longa? Qual é a mais curta?”
4 Encerramento e Compartilhamento (5 min)
Convide as crianças a mostrar sua tira e dizer a cor e o número.
Valorize os acertos, mas principalmente o esforço e a participação.
Adaptações Inclusivas Específicas
Necessidade Adaptação:
Deficiência visual Contas grandes com texturas, numerais em alto-relevo ou braille, mediação verbal intensiva
Surdez Apoio visual com Libras (cartazes ou vídeos), uso de gestos e reforço visual das etapas
Autismo (TEA) Sequência previsível, antecipação da atividade com imagens, tempo de adaptação individual
Deficiência intelectual Repetição com apoio visual, pares de apoio (tutoria entre colegas), foco nas cores
Deficiência física Materiais adaptados com velcro ou ímã para facilitar manuseio, tempo maior de execução
Avaliação Formativa:
Participação ativa na contagem e no encaixe das tiras
Reconhecimento de cores e numerais
Interesse e envolvimento no momento lúdico
Interação e cooperação com colegas
Desenvolvimento da coordenação motora fina, associação de cores, contagem e noções de quantidade
Habilidades desenvolvidas:
Coordenação motora fina (uso das mãos e dedos)
Reconhecimento de cores
Contagem e noção de quantidade
Atenção e concentração
Pareamento (cor e número)
Força e precisão no movimento de pinça (ao manusear prendedores)
Materiais:
Palitos de picolé grandes
Fita adesiva colorida ou tinta (dividindo o palito em seções)
Prendedores de roupa pequenos
Canetinha para escrever números nos prendedores
Objetivo da atividade:
A criança deve:
1- Contar as divisões coloridas em cada palito.
2- Selecionar o prendedor com o número correspondente.
3- Prender o prendedor na seção correta do palito.
Adaptações para Inclusão:
Usar palitos com texturas diferentes para crianças com deficiência visual.
Marcar os prendedores com símbolos ou pontinhos em relevo (Braille ou tátil).
Substituir prendedores por botões grandes ou velcro para crianças com dificuldade de força ou coordenação.
Sugestão de faixa etária:
2 a 5 anos, com variações na complexidade (ex: cores apenas ou adicionar contagem).
Vulcão colorido de espuma
Esse tipo de experiência desperta a curiosidade científica de forma divertida e segura.
Vulcão Colorido de Espuma
Objetivo:
Introduzir conceitos básicos de reação química (ácido + base) e promover o trabalho em equipe e a observação.
Faixa etária:
Educação Infantil (4 a 6 anos)
Materiais:
Frascos ou copos transparentes
Corantes alimentares
Bicarbonato de sódio
Vinagre
Detergente
Colheres e bandejas
Óculos de proteção infantil (opcional, mas recomendado)
Passo a passo:
1- Coloque o frasco sobre uma bandeja.
2- Adicione:
1 colher de bicarbonato de sódio
Algumas gotas de detergente
Corante alimentício da cor preferida da criança
3- Com um copo separado, despeje o vinagre no frasco e observe a "erupção".
Possibilidades de exploração:
Nomear as cores usadas e misturadas.
Observar sons, bolhas e cheiros.
Conversar sobre segurança em experiências.
Estimular hipóteses: "O que você acha que vai acontecer?"
Habilidades trabalhadas:
Curiosidade e investigação
Coordenação motora fina
Linguagem oral
Noções de causa e efeito
Trabalho em grupo
Claro! Abaixo está o plano de aula completo da atividade lúdica científica "Vulcão Colorido de Espuma", com adaptação para inclusão, considerando diferentes perfis de crianças da Educação Infantil.
Descobrindo a Ciência com Cores e Espuma
Faixa etária: 4 a 6 anos
Duração: 50 minutos
Eixo: Natureza e Sociedade/Linguagem Oral e Escrita/Movimento
Tema: Reações químicas simples (vinagre + bicarbonato)
OBJETIVOS GERAIS:
Estimular a curiosidade científica.
Promover a exploração sensorial e visual.
Desenvolver a oralidade e o trabalho em grupo.
Estimular a observação e a formulação de hipóteses.
HABILIDADES DA BNCC (EI03ET01, EI03CG02, EI03TS01):
Explorar fenômenos naturais por meio da experimentação.
Utilizar diferentes linguagens para expressar descobertas.
Cooperar com os colegas em atividades em grupo.
MATERIAIS:
Frascos plásticos ou copos transparentes
Corantes alimentares
Vinagre
Bicarbonato de sódio
Detergente
Colheres, funis (opcional), bandejas
Óculos de proteção infantil (opcional)
Cartaz com imagens do passo a passo
Panos e papel toalha para limpeza
DESENVOLVIMENTO:
1- Roda de conversa (10 min):
Pergunte: Vocês já viram uma explosão de espuma?
Mostre imagens de vulcões e experiências químicas seguras.
Explique que vocês vão brincar de cientistas.
2- Preparação e experimentação (25 min):
Forme grupos pequenos (2 a 3 crianças).
Oriente cada passo com apoio visual e verbal.
Realizem juntos:
Colocar bicarbonato no frasco
Adicionar corante e detergente
Despejar vinagre lentamente
Observe a reação e incentive comentários: “O que está acontecendo?”, “Que som faz?”, “Como está mudando?”.
3- Socialização e registro (10 min):
Volta à roda para compartilhar o que observaram.
Fazer desenho da experiência (quem desejar).
Nomear cores e contar como foi a “explosão”.
4- Encerramento (5 min):
Reforce a importância de observar e experimentar.
Parabenize os pequenos cientistas.
ADAPTAÇÕES PARA INCLUSÃO:
Acessibilidade Cognitiva:
Use cartazes com ilustrações do passo a passo.
Repita instruções com clareza e calma.
Inclua gestos ou comunicação alternativa (pictogramas).
Acessibilidade Motora:
Frascos com bocal largo e materiais com alça adaptada.
Se necessário, apoie a mão da criança nos movimentos.
Possibilidade de assistir e ser responsável por outra etapa (colocar corante, por exemplo).
Acessibilidade Visual:
Corantes fortes e contrastantes.
Ofereça a experiência tátil: cheiro do vinagre, textura do bicarbonato.
Descrever verbalmente cada passo e reação.
Acessibilidade Auditiva:
Utilize gestos, imagens e legendas em vídeos explicativos (se usar).
Faça demonstração visual clara.
AVALIAÇÃO:
Participação ativa e curiosidade.
Capacidade de observar e comentar o fenômeno.
Colaboração em grupo.
Expressão oral, gestual ou por desenho do que vivenciou.











