*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

domingo, 22 de dezembro de 2024

A subtração

“Deus, o arquiteto do universo”, iluminura em pergaminho, elaborada entre 1.220 e 1.230. Para muitos estudiosos medievais, a ciência – e particularmente a geometria e a astronomia – estavam ligados ao divino.

A

escrita cotidiana egípcia era a hierática, como já comentado; entretanto, vejamos (a título ilustrativo) como seria a subtração de 546 por 287 na escrita hieroglífica:

Os pés andando para trás (segundo nosso sentido de escrita e leitura, da esquerda para a direita) indica uma subtração. Neste exemplo, as dezenas e as unidades do minuendo 546, respectivamente 4 e 6, são menores que as dezenas e as unidades do subtraendo 287 (8 e 7). Sempre que ocorrerem situações como esta, o minuendo deve ser ajustado, de modo que sua quantidade de hieróglifos esteja sempre em maior número que a quantidade de hieróglifos do subtraendo. Assim, substituímos 1 rolo de corda por 10 pedaços de corda no minuendo:
De modo análogo, expandimos as unidades, representadas por traços verticais, substituindo um pedaço de corda por 10 traços verticais, conforme a equivalência quantitativa entre esses hieróglifos. O número 546 finalmente passa a conter 4 rolos de corda, 13 pedaços de corda e 16 traços verticais, assumindo a seguinte forma:
Agora que a quantidade de hieróglifos do minuendo (546) são maiores que a correspondente quantidade de hieróglifos do subtraendo (287), a subtração não só é possível, como muito simples. Começando pelos traços verticais, subtraímos 7 traços de 16, restando 9. Obteremos o resultado parcial abaixo:
Em seguida, subtraímos 8 pedaços de corda de 13, restando 5. O resultado até aqui é este:
Por fim, subtraímos 2 rolos de corda de 4, restando 2. O resultado final desta subtração em hieróglifos será:
Cujo valor decimal corresponde a 259, que é o resultado de 546 – 287. Se a soma egípcia não era muito prática, a subtração tampouco tornava o cálculo mais simples. Por outro lado, o método maia de subtrair guarda certa semelhança com o egípcio, mas como faziam uso de poucos símbolos para representar seus números e como seu sistema numérico era posicional, o procedimento de um modo geral é mais simples e visualmente mais fácil de entender. Assim, usando o exemplo anterior, vejamos como se subtrai 287 de 546 no modo maia. Tal como na soma, colocamos as colunas dos números a serem subtraídos lado a lado, posicionando preferencialmente o minuendo à esquerda e o subtraendo à direita. A operação aritmética e o resultado serão executados no minuendo, deixando o subtraendo inalterado.
Na subtração, para as caixas de mesmo nível, um feijão anula outro feijão e um canudo de palha anula outro canudo. E a substituição de um feijão numa caixa de um determinado nível vale dois canudos de palha na caixa do nível imediatamente abaixo. Como as unidades e as dezenas do minuendo são menores que as do subtraendo, o procedimento maia assemelha-se ao egípcio no sentido de que deixaremos cada caixa do minuendo com uma quantidade maior de feijões e canudos que as correspondentes caixas do subtraendo antes de executar a subtração. Seguindo esse raciocínio, na caixa das unidades temos menos feijões no minuendo que no subtraendo. Então, pegaremos um feijão da caixa das dezenas no minuendo e o transformaremos em dois canudos de palha na caixa das unidades; ao mesmo tempo, um destes canudos será convertido em 5 feijões. O resultado parcial será:
Na caixa das dezenas, o minuendo possui igual número de feijões que o subtraendo, mas não tem nenhum canudo. Então, substituímos o canudo das centenas por 5 feijões e passamos um deles para baixo, que será transformado em dois canudos. O novo resultado até aqui será:
Como a caixa das centenas do minuendo tem mais feijões que a do subtraendo, então agora podemos proceder à subtração de fato. Na caixa das unidades, anulamos respectivamente um canudo e dois feijões do minuendo com um canudo e dois feijões do subtraendo, resultando:
Na caixa das dezenas, seguimos o mesmo raciocínio: anulamos um canudo e três feijões do minuendo, em correspondência à mesma quantidade de feijões e canudo na caixa das dezenas do subtraendo; o novo resultado parcial será:
Por fim, na caixa das centenas, anularemos dois feijões do minuendo, em correspondência aos dois feijões do subtraendo. O resultado final será:
O número decorrente da subtração, obtido na coluna à esquerda (onde antes estava o minuendo), como não poderia deixar de ser, é 259. De fato, o método maia de calcular é muito interessante e sem dúvida um dos mais eficientes e eficazes do mundo antigo. Voltando agora nossos olhos para a civilização helênica, vejamos como os gregos procediam à subtração por meio da geometria e, na sequência, através da aritmética. Sendo assim, se gregos fôssemos, subtrairíamos geometricamente do seguinte modo: com uma régua, desenhe um segmento de reta, cujas extremidades tenham seus pontos identificados pelas letras A e D.
Agora, com um compasso, construa um círculo com centro em A e raio de magnitude igual a 4. Chame de B o ponto de intersecção entre o segmento de reta AD e o círculo.
Novamente com o compasso, construa um círculo com centro em B e raio de magnitude igual a 2. Chame de C o ponto de intersecção entre o segmento de reta AB e o novo círculo.
Enfim, com uma régua, conecte os pontos A e C. Este segmento de reta (destacado em laranja) é a diferença, ou a subtração, dos raios dos círculos azul e vermelho. Simples como a soma geométrica.
Vejamos agora como proceder à subtração aritmética grega de 546 por 287 utilizando como referência o soroban. Primeiramente, zeramos o ábaco:
Em seguida, posicionamos o número 546 no soroban, deslocando as contas em direção à trave central; ou seja, uma conta azul (que vale 5) na vareta (C), 4 contas laranjas (valendo 1 cada) na vareta (B) e 1 conta azul e 1 conta laranja na haste (A), formando o número desejado, conforme abaixo:
Isto posto, iniciemos a subtração de 278 em 546. Primeiro, subtraímos 2 na vareta (C), incorrendo no afastamento da conta azul da trave central e respectiva aproximação de 3 contas laranjas (3 = 5 – 2). Teremos:
Agora, subtraímos 8 na vareta (B); porém, há apenas 4 contas laranjas disponíveis nessa haste para subtração. Assim como na soma, existem regras específicas para subtrações neste ábaco e da qual faremos uso, que estão descritas na tabela a seguir:
A primeira regra é descartada de imediato, pois foi justamente isso que tentamos fazer (subtrair 8); então a segunda regra diz: "subtrair 10 e somar 2", onde subtrair 10 significa diminuir de 1 na vareta à esquerda, ou seja, na (C), e somar 2 significa somar na própria vareta (B) que, já tendo 4, passa a 6, o que implica em aproximar 1 conta azul e manter 1 conta laranja junto à trave central. O resultado será:
Enfim, subtrairemos 7 de 6 na haste (A); novamente, como há menos contas disponíveis que aquelas a serem retiradas, recorremos mais uma vez à tabela. A primeira regra será logo descartada, pois subtrair 7 é o que gostaríamos de ter feito desde o início; então, vamos à segunda regra, que diz: "subtrair 10 e somar 3", onde subtrair 10 significa retirar 1 da vareta à esquerda (ou seja, a (B)), e somar 3 é feito na própria haste (A), aproximando mais 3 contas laranjas à trave central. Teremos:
A leitura do ábaco indica o resultado esperado desta subtração: 259. Passando agora para a aritmética hindu, vejamos como esse povo fazia uma subtração, aproveitando o mesmo exemplo usado até aqui: 546 – 287, começando o cálculo da direita para a esquerda (ao contrário do que faziam na soma, onde iniciavam da esquerda para a direita). Havia duas maneiras de calcular. Vejamos a primeira delas:
Neste exemplo, devemos subtrair 7 de 6 nas caixas vermelhas das unidades, mas como 6 é menor que 7, os hindus "pegavam emprestado" no minuendo 1 dezena da caixa azul. Agora é possível subtrair 7 não de 6, mas de 16, restando 9, conforme abaixo:
O próximo passo será diminuir 8 de 3, o que mais uma vez não é possível, exigindo um novo "empréstimo", tomando do minuendo 1 centena na caixa laranja; deste modo, subtraímos 8 não de 3, mas de 13, restando 5, conforme a seguir:
Finalmente, subtraímos 2 de 4, restando 2:
A segunda maneira de subtrair utilizada pelos hindus altera apenas o destinatário dos "empréstimos". Vejamos o mesmo exemplo com esta abordagem: subtrair 7 de 6 exige tomar emprestado 1 dezena, fazendo com que, após o empréstimo, subtraia-se 7 de 16 (como antes) sem, entretanto, alterar o valor das dezenas na caixa azul do minuendo, mas somando uma dezena à caixa azul do subtraendo, conforme mostrado a seguir:
Agora, temos de subtrair 9 de 4, o que mais uma vez não é possível. Então, tomamos emprestado 1 centena, fazendo com que se subtraia 9 de 14 (restando 5), sem alterar o valor das centenas na caixa laranja do minuendo, porém somando 1 centena na caixa laranja do subtraendo, conforme segue:
A conclusão óbvia deste cálculo, subtraindo 3 de 5, restará 2, que é o resultado esperado:
Note que a única coisa que muda nesta abordagem é que, ao invés de subtrair-se o empréstimo uma casa decimal acima, no minuendo, soma-se o empréstimo uma casa decimal acima, no subtraendo. Por fim, na idade média, os matemáticos aprenderam a subtrair com Fibonacci, a partir do quarto capítulo de seu “Liber Abbaci”, cujo método estava assentado na primeira abordagem dos hindus, que é a maneira pela qual aprendemos a subtrair ainda hoje na escola. Agora que já sabemos somar e subtrair segundo o ponto de vista das antigas civilizações, vamos multiplicar nossos conhecimentos! 

 

Referências bibliográficas:

[1]

Fink, K. G. “A brief history of mathematics”, The Open Court Publishing Co., 1900.

[2]

Cajori, F. “A history of mathematics”, The Macmillan Company, 1909.

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Cooke, R. L. “The history of mathematics – A brief course”, 3rd Edition, John Willey & Sons, 2013. ISBN: 978-1-118-21756-6.

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Heath, T. “A history of Greek mathematics – Volume I: From Thales to Euclid”, Oxford at the Calendon Press, 1921.

[5]

Penrose, R. “The road to reality: A complete guide to the laws of the universe”, Jonathan Cape, 2004. ISBN: 0-224-04447-8.

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Joseph, G. G. “The crest of the peacock: non-european roots of mathematics”, Princeton University Press, 2011. ISBN: 978-0-691-13526-7.

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Simmons, G. F. “Calculus Gems: Brief lives and memorable mathematics”, McGraw-Hill Inc., 1992. ISBN: 0-07-057566-5.

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Sigler, L. “Fibonacci’s Liber Abaci – A translation into modern English of Leonardo Pisano’s Book of Calculation”, Springer Science+Business Media New York, 2003. ISBN: 978-0-387-40737-1; ISBN-e: 978-1-4613-0079-3.

[9]

Anderson, W. F. “”Arithmetic in Maya numerals”, American Antiquity, Vol. 36, No. 1, 1971.

[10]

Magaña, L. F. “To learn mathematics: Mayan mathematics in base 10”, Proceedings of EDULEARN 10 Conference, 5th – 7th July 2010, Barcelona, Spain.

[11]

Høyrup, J. “Leonardo Fibonacci and abbaco culture: a proposal to invert the roles”, Filosofi Og Videnskabsteori På Roskilde Universitetscenter 3. Række: Preprints og reprints, 2004, No. 1.

[12]

Tejón, F. “Manual para uso do ábaco japonês - Soroban”, Editerio Krayono, Ponferrada, Espanha, 2007. Tradução de Raimundo Viana.

Teano

Foi uma matemática e física que estudou com Pitágoras:

- Teano foi uma discípula de Pitágoras e uma das figuras mais importantes da Escola Pitagórica, uma influente corrente filosófica grega.
- Teano escreveu tratados sobre matemática, física, medicina e psicologia infantil.
- Um dos seus trabalhos mais importantes foi o princípio do "Golden Mean".
- Teano dedicou-se ao estudo do número de ouro, que está intimamente ligado ao pentagrama, o símbolo da Escola Pitagórica.

Teano é frequentemente associada à continuidade da Escola Pitagórica após a morte de Pitágoras.

A Escola Pitagórica foi fundada por Pitágoras na cidade de Crotona, no sul da Itália. A escola era marcada por tendências místico-religiosas e científico-racionais, e teve uma grande influência no futuro platonismo e no cristianismo.


Nasceu na Antiga Grécia, no século VI A.C., em torno do 546 A.C., na cidade de Crotona. Filosofa e matemática. Filha de um homem rico que apreciava o valor das ciências e da arte, ele quis que sua filha se instruísse, por isso a enviou para academia de Pitágoras.

Na academia de Crotona se dava muita importância a educação, foi uma das poucas escolas que se admitia mulheres. Ensinava-se uma grande variedade de temas filosóficos, matemática, astronomia, física e medicina. Theano se destacou muito rapidamente como uma grande aluna e não demorou em ser professora dentro da academia pitagórica.

Theano e Pitágoras se casaram e tiveram três filhos. Durante uma rebelião contra o governo de Crotona, Pitágoras foi assassinado junto a outros professores e a outros professores e a academia foi destruída.

Durante o exilio, ela se dedicou a expandir seus ensinamentos e converteu-se em uma pitagórica reconhecida, escrevia tratados de matemática, física, astronomia e medicina. Difundiu este sistema filosófico e matemático na Grécia e no Egito.

Theano é reconhecida como a primeira mulher matemática da história.

Traduzido do Mujeres que Hacen la Historia

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Temistocleia: conhecimento, geometria e educação na antiguidade


Temistocleia é apresentada em tradições da Antiguidade como uma sacerdotisa associada ao Santuário de Apolo em Delfos e como uma figura relacionada à formação intelectual de Pitágoras. Fontes antigas e estudos posteriores atribuem a ela conhecimentos filosóficos, matemáticos e morais, embora muitos detalhes de sua biografia permaneçam historicamente incertos. Sua presença na tradição permite abordar a participação feminina na produção e transmissão do conhecimento na Grécia Antiga e criar uma aproximação entre história, Matemática, filosofia e educação.

Na Educação Infantil, a referência a Temistocleia pode ser utilizada de maneira contextualizada e adequada à faixa etária, tendo como eixo principal a exploração das formas geométricas, dos padrões, das relações espaciais e da observação. A figura da mestra pode ser apresentada como representação de alguém que ensina, aprende, compartilha conhecimentos e estimula a curiosidade, valorizando a ideia de que o conhecimento é construído e transmitido entre gerações.

A geometria pode ser introduzida por meio da identificação e manipulação de formas presentes no ambiente. Círculos, triângulos, quadrados e retângulos podem ser observados em objetos, construções, desenhos e elementos da natureza. As crianças podem classificar, comparar, agrupar e organizar formas, criando composições e padrões geométricos com blocos, peças, papéis, elementos naturais ou materiais reutilizáveis. Essas experiências desenvolvem percepção visual e espacial, coordenação motora, atenção, classificação e capacidade de estabelecer relações.

A proposta pode também explorar padrões inspirados na arte e na arquitetura da Grécia Antiga, sem exigir reprodução histórica rigorosa. Frisos, mosaicos e sequências geométricas podem servir como referências para atividades de composição visual. A criança pode criar sequências alternando formas, tamanhos e posições, percebendo regularidades e antecipando o próximo elemento. O trabalho integra Matemática e artes visuais por meio de uma experiência concreta e investigativa.

A narrativa sobre Temistocleia pode funcionar como ponto de partida para uma conversa sobre mestres, aprendizes e transmissão do conhecimento. O professor pode apresentar a ideia de uma mulher que, segundo tradições históricas, esteve associada ao ensino e ao conhecimento em Delfos e perguntar às crianças quem são as pessoas que ensinam, o que elas aprendem com outras pessoas e como um conhecimento pode passar de uma geração para outra.

O Santuário de Apolo em Delfos pode ser apresentado como referência histórica e cultural da Grécia Antiga, utilizando imagens, mapas, reproduções artísticas e elementos visuais para ampliar o repertório das crianças. A abordagem deve distinguir o que é historicamente documentado das tradições e interpretações posteriores, evitando apresentar como fato comprovado informações cuja evidência histórica seja limitada.

A experiência educativa pode culminar na criação de um painel coletivo denominado “Geometria de Temistocleia”, no qual cada criança produz uma composição utilizando formas, padrões e cores. O conjunto pode representar a ideia de que diferentes conhecimentos e criações individuais formam uma construção coletiva, estabelecendo uma relação entre Matemática, arte, história e convivência.

A abordagem de Temistocleia na Educação Infantil permite, portanto, trabalhar geometria, padrões, percepção espacial, arte, cultura e transmissão do conhecimento a partir de uma referência histórica da Antiguidade. Mais do que apresentar uma personagem como figura isolada, a proposta utiliza sua tradição como estímulo para investigar formas, criar relações matemáticas e compreender que aprender também significa observar, experimentar, ensinar e compartilhar.


Seu legado influenciou a ética e a filosofia ocidental 




 A neutralidade é um dos fundamentos da política externa da Suíça e é considerada uma parte integrante da sua identidade.

A neutralidade suíça é importante por vários motivos, incluindo: 

Reconhecimento internacional

A Suíça é reconhecida como um país neutro desde 1815, no Congresso de Viena. 

Manutenção da independência

A neutralidade é um instrumento para a manutenção da independência, como foi estabelecido na Constituição helvética de 1848. 

Papel anfitrião

A neutralidade e a tradição humanitária da Suíça permitem que o país seja anfitrião de organizações internacionais e tenha mandatos como poder protetor. 

Imparcialidade

A neutralidade suíça é baseada na diplomacia, no multilateralismo e em regras comuns, em vez do uso da força. 

Preservação da paz

A Suíça sobreviveu a duas guerras mundiais e conseguiu manter o seu status de Estado neutro. 

Coexistência pacífica

A Suíça é um exemplo de coexistência pacífica, sendo uma democracia e reconhecendo culturalmente quatro línguas. 

A neutralidade faz parte da autoconsciência suíça e é apoiada pela grande maioria da população. Facilita também a coesão interna entre os vários grupos idiomáticos e confissões, e desempenha também um papel crucial na prestação dos bons serviços da Suíça.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Transformando papel mache em calango








Os calangos podem ser importantes para a sustentabilidade de diversas formas, como:

- Controle de pragas

Os calangos comem aranhas, traças, baratas e mosquitos, o que pode diminuir a necessidade de usar pesticidas e inseticidas. 

- Equilíbrio dos ecossistemas

Os calangos são presas de outras espécies, o que é fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas. 

No entanto, algumas espécies de calangos estão ameaçadas de extinção devido a mudanças climáticas e à perda de habitat. Por exemplo, o Calango-liso, que vive no Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, está ameaçado pela perda de habitat. Já o Calango da Amazônia pode ser extinto devido às mudanças climáticas. 

Os calangos costumam aparecer em áreas com pouco movimento de pessoas, onde há madeira, concreto ou rochas para se camuflar, escalar e tomar sol. 



As atividades lúdicas são importantes para o desenvolvimento integral da criança, pois contribuem para o desenvolvimento de suas capacidades cognitivas, físicas, sociais e psicológicas.

 








Algumas das vantagens das atividades lúdicas são: 

- Desenvolvimento de habilidades motoras

- Desenvolvimento da linguagem e do imaginário

- Aprendizagem de valores importantes

- Desenvolvimento de uma visão de mundo mais real

- Desenvolvimento da capacidade de se expressar, analisar, criticar e transformar a realidade

- Desenvolvimento de autonomia, criatividade e expressão pessoal

As atividades lúdicas também podem ser úteis para a prática docente, pois ajudam os professores a compreender os obstáculos que as crianças enfrentam na aquisição de determinadas aprendizagens. 

Para que as atividades lúdicas sejam eficazes, é importante que os professores estejam familiarizados com as etapas de desenvolvimento cognitivo das crianças. 

É possível aprender inglês brincando, pois as crianças aprendem melhor quando o método de ensino é divertido.

Algumas formas de aprender inglês brincando são:

Atividades do dia a dia
Incorporar o inglês às atividades cotidianas, como pedir à criança para ajudar a pegar ingredientes na cozinha ou identificar os brinquedos em inglês

Jogos linguísticos
Criar jogos com palavras, como nomear os objetos que a criança vê em um passeio

Brincadeiras infantis
Aproveitar brincadeiras tradicionais, como esconde-esconde, pega-pega, estátua, entre outras, para ensinar inglês

Músicas e rimas
Cantar músicas e aprender rimas em inglês para melhorar a pronúncia e a memorização das palavras

Aplicativos educativos
Utilizar aplicativos que ensinam inglês de forma interativa, por meio de sons, músicas, imagens e texto

Esportes e competições
Estimular a criança a acompanhar competições e jogos de modalidades variadas, para que ela queira se interessar por ídolos internacionais

É importante que as atividades tenham uma base pedagógica e que o aluno reflita e faça associações com o que aprendeu.


 

A empatia é a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa, compreendendo seus sentimentos, necessidades e motivações. É uma característica importante para criar relações profundas e vínculos de confiança e respeito.


A empatia pode ser desenvolvida na prática, por meio de:

Escutar com atenção
Abrir-se para a realidade da outra pessoa
Não julgar
Observar a postura, o tom de voz e o gestual

A empatia pode ser cognitiva, emocional ou compassiva. A empatia compassiva é considerada a forma mais eficaz, pois combina a compreensão e o compartilhamento das emoções de outra pessoa sem assumir como suas.

A empatia é importante para:

Reduzir o preconceito, o bullying, o racismo e a intolerância
Construir uma liderança empática
Criar um mundo mais humano e acolhedor
Fortalecer os laços que nos conectam como sociedade

 

Não importa que a pintura esteja olhando para você.


Todos nesta mesa estão sentenciando você. Inclusive o gato!

"Em uma Osteria Romana" de Carl Bloch (1866)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

O legado e o respeito ao próximo estão relacionados de várias formas, pois o legado é a marca que deixamos nas pessoas e o respeito ao próximo é uma forma de valorizar as conquistas do passado e aprender com elas:

Construir um legado

O legado é a experiência vivida que se passa de geração para geração, e é construído a partir de cada ação e contribuição que fazemos para o mundo e a sociedade. O legado pode ser construído a partir de valores pessoais, trocas de experiências, impacto profissional e social.

Respeitar o legado

O respeito ao legado é importante para o desenvolvimento da sociedade, pois permite aprender com os erros e acertos do passado e construir sobre as bases deixadas por gerações anteriores.

Deixar uma marca positiva

O legado que deixamos pode ser positivo ou negativo, e pode inspirar as pessoas. Para deixar uma marca positiva, é importante refletir sobre o que queremos deixar para as pessoas, e sobre como queremos ser lembrados.

Ter um propósito

Ter um propósito claro é a chave para uma vida mais feliz e mais longa, e está diretamente ligado à ideia de legado. O propósito é o lugar onde dons, paixões e valores se cruzam, e é a razão pela qual nos levantamos de manhã.


A ética e o respeito estão relacionados de várias formas, pois a ética é um campo da filosofia que se preocupa com os princípios que orientam o comportamento e a moralidade das ações humanas. O respeito é um valor ético que deve ser praticado para que a convivência social seja harmoniosa e de respeito mútuo.

A ética é fundamental para a relação entre as pessoas, pois estabelece os valores e princípios que guiam a conduta. Quando as pessoas agem de forma ética, é possível ter mais compaixão, empatia e tolerância. A ética também ajuda a construir a confiança entre as pessoas, pois elas agem em prol do bem de todos.

O respeito é um valor ético que deve ser praticado, independentemente de diferenças. O respeito à pessoa é um princípio ético que exige que os indivíduos capazes de decidir sobre suas escolhas sejam tratados com respeito.

A ética profissional preza por colaboradores que tenham bons valores pessoais, como respeito, devoção, empatia e dedicação.

sábado, 14 de dezembro de 2024

A casca da batata também é uma excelente fonte de vitamina C, um poderoso antioxidante que fortalece o sistema imunológico e facilita a absorção de ferro pelo organismo.

 Essa vitamina é essencial para a saúde da pele, dos ossos e dos vasos sanguíneos.

A casca da batata pode ser consumida, utilizada como adubo ou para fazer chips:
- Consumir
A casca da batata é rica em fibras, vitamina C, ferro, fósforo, potássio e zinco. Ela pode ser consumida cozida, grelhada, ensopada ou assada em chips. A vitamina C presente na casca da batata fortalece a imunidade e é um antioxidante. As fibras ajudam na digestão, regulam o intestino e previnem a prisão de ventre.
- Adubo
A casca da batata é um adubo natural rico em potássio e fósforo, que ajudam no amadurecimento dos frutos e do sistema radicular das plantas. A casca de batata também contém amido, que estimula o crescimento das plantas e ajuda a controlar pragas.
- Chips
Para fazer chips de casca de batata, basta lavar as cascas, secá-las, fritá-las em óleo quente e colocar sobre um papel-toalha para absorver o excesso de gordura.


RECEITA FAROFA DE CASCA DE BATATA
Ingredientes:
• Farinha;
• Casca de 4 batatas médias;
• 1 dente de alho;
• 3 colheres de margarina (não muito cheias);
• Sal a gosto.
Modo de preparo:
Lave as cascas com água e sabão. Reserve.
Derreta a margarina e frite o alho miúdo.
Adicione as cascas das batatas.
Após fritar as cascas, desligue o fogo e junte a farinha.
Misture e sirva.


Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...