VOCÊ PEGA UMA COISA E TRANSFORMA EM OUTRA. NÃO É APENAS RECICLAGEM. É ARTE!
Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com
quinta-feira, 20 de maio de 2021
Transformando casinhas de passarinhos
sábado, 10 de abril de 2021
Liquidificador de brinquedo
Plástico duro e artesanato
Bonecos e bonecas de plástico podem ser usados para artesanato
O polipropileno (PP) é um plástico rígido, transparente e resistente que pode ser usado para fazer artesanatos
Outros usos do plástico
O plástico é usado para fazer brinquedos, utensílios domésticos, peças para a indústria automotiva, tubos e conexões, calçados, sinalizações, sacos e sacolas, instrumentos musicais, entre outros
O plástico é usado para fazer seringa descartável, as embalagens de remédios, as bolsas de soro, as luvas cirúrgicas, próteses, órgãos artificiais, muitos aparelhos dos hospitais
Tipos de plásticos
PET ou PETE (Tereftalato de polietileno)
PEAD (Polietileno de alta densidade)
PVC (Policloreto de Vinila ou cloreto de vinila)
PEBD (Polietileno de baixa densidade)
PP (Polipropileno)
PS (Poliestireno)
sábado, 27 de fevereiro de 2021
String art - Isso sim é uma grande lição de geometria. Em uma escala gigante!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021
Pinturas com as mãos, pés e tinta guache
Pintura com as Mãos e os Pés
Uma experiência sensorial, divertida e criativa!
Autora: Renata Bravo
- O que é?
A pintura com as mãos e os pés é uma atividade artística e sensorial que permite às crianças explorarem cores, texturas e movimentos usando o próprio corpo como ferramenta. É uma maneira livre e divertida de criar arte, além de ser uma poderosa forma de aprendizado.
- Objetivos da atividade:
- Desenvolver a coordenação motora fina e grossa
- Estimular os sentidos (tato, visão, propriocepção)
- Incentivar a criatividade e a expressão pessoal
- Ajudar a criança a conhecer e explorar o próprio corpo
- Desenvolver a percepção e a identificação das cores
- Fortalecer a interação entre pais, professores e crianças
- Como fazer?
Passo a passo para aplicar a atividade:
Prepare um ambiente seguro e fácil de limpar (área externa, lona ou jornal no chão).
Use tinta guache não tóxica para crianças maiores de 3 anos.
Para bebês, prefira tinta comestível (pode ser feita com corantes alimentícios e iogurte ou amido de milho).
Retire os calçados e arregaçe as mangas!
Estimule a criança a usar as mãos, os pés ou até os dedos para carimbar, deslizar e brincar com a tinta.
Após a atividade, higienize com água morna e sabão neutro.
- Dica: use papel kraft grande ou lençóis velhos para criar murais coletivos.
- Benefícios da atividade:
- Proporciona prazer e entretenimento
- Estimula a expressão artística e corporal
- Trabalha o desenvolvimento emocional e cognitivo
- Ajuda a lidar com novas sensações, desejos e emoções
- Promove a autonomia e a confiança
- Fortalece vínculos afetivos em grupo ou família
- Observações importantes:
Sempre supervisione a criança durante a atividade.
Use roupas confortáveis e que possam sujar.
Valorize a produção da criança, independentemente do resultado final.
Encoraje a verbalização: “O que você está sentindo?”, “Que cor é essa?”, “O que você está criando?”
- A pintura corporal é uma linguagem rica que vai além da arte – ela desperta memórias, promove aprendizagens significativas e constrói vínculos afetivos e culturais.
- Sugestão: Fotografe as obras para montar um mural da turma ou um "livro das mãos e pés criativos".
- Conclusão:
A pintura com as mãos e os pés é muito mais do que uma brincadeira - é um convite ao autoconhecimento, à descoberta do mundo e à valorização do processo criativo da infância. Quanto mais livre a criança estiver para explorar, maior será o valor dessa experiência!
sábado, 13 de fevereiro de 2021
Respeitável público, com vocês: os palhaços!
Contribuição para a cultura
Os palhaços são uma figura essencial para o circo e fazem parte da cultura mundial
Os palhaços são mestres do improviso e do riso, e estão presentes em todas as sociedades desde os tempos mais antigos
Os palhaços podem ser inspiradores para filmes, peças, músicas, aniversários e empresas
Os palhaços trazem alegria, conexão e conforto de forma leve e inusitada
Os palhaços podem ensinar a rir dos erros, a lembrar da humanidade e a viver no momento presente
O palhaço pode levar alegria a pacientes de hospitais
O palhaço pode ensinar a se envolver totalmente em cada interação com os filhos
sábado, 6 de fevereiro de 2021
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021
sábado, 23 de janeiro de 2021
Brinquedo para crianças e adultos, instrumento de ótica, fonte de inspiração para os desenhistas, decoradores e bordadeiras, o caleidoscópio provoca positivas transformações na vida de quem o manuseia. Centramento, calma, concentração e alegria são vivenciados através da expansão e contração das figuras geométricas.
COMO FAZER UM CALEIDOSCÓPIO
Então, como vimos, esse dispositivo oferece uma enorme variedade de possibilidades de imagens. E o mais legal é que você pode fazer o seu próprio caleidoscópio em casa e apreciar diversas imagens deslumbrantes. Para isso você irá precisar dos seguintes materiais:
- Um tubo circular de papelão, plástico ou metal;
- Papel para forrar o tubo, ou tinta (papel de presente, papel brilhante…);
- 3 ou 4 retângulos para formar um prisma (cortar os retângulos do tamanho adequado de acordo com o diâmetro e comprimento do rolo escolhido);
- Pedras coloridas (miçangas, paetês, vidrilhos, canutilhos, lantejoulas, acrílico ou vidro colorido);
- Uma caixinha transparente maior do que o diâmetro do tubo para colocar as pedras coloridas escolhidas;
- 1 folha de papel transparente para servir de retroprojetor;
- Tampa de garrafa (pode ser de refrigerante, água, suco e etc).
Agora, o passo a passo de como montar o seu caleidoscópio caseiro:
- Com as placas cortadas, monte o prisma, recomenda-se que não tenha espaço entre as placas, pois caso isso ocorra, os desenhos pode conter falhas;
- Revista ou pinte o tubo, e decore do jeito que achar melhor;
- Coloque o prisma dentro do tubo;
- Recorte na folha do retroprojetor, um círculo do tamanho do diâmetro do tubo;
- Recorte o fundo da tampinha escolhida;
- Coloque o círculo recortado no tubo, e prenda-o com a tampinha cortada;
- Do outro lado, grude a caixinha no tubo.
Feito isso, agora você já tem o seu próprio caleidoscópio e pode apreciar as diversas imagens que o instrumento oferece.

domingo, 17 de janeiro de 2021
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Atividade que pode estimular o movimento de sopro em bebês e crianças
BRINCADEIRAS DE SOPRO: AR, MOVIMENTO, PERCEPÇÃO E APRENDIZAGEM INFANTIL
As brincadeiras de sopro são experiências lúdicas que permitem à criança investigar a relação entre o ar, o movimento e os objetos. Ao soprar para deslocar uma bolinha de papel, movimentar uma pequena embarcação ou conduzir um objeto por um percurso, ela observa como a direção e a intensidade do sopro podem produzir resultados diferentes. Uma ação aparentemente simples transforma-se em oportunidade de exploração sensorial, investigação, coordenação e aprendizagem.
Essas atividades também permitem experimentar o controle voluntário da expiração e a coordenação entre a intenção e o movimento. O uso dos músculos envolvidos na produção do sopro faz parte da experiência, mas é importante não afirmar que toda brincadeira de sopro fortalece necessariamente a musculatura facial ou melhora a função respiratória. Quando existe uma necessidade específica relacionada à respiração, à fala, à deglutição ou ao controle motor oral, a indicação de exercícios deve ser individualizada por profissionais habilitados.
Objetivos pedagógicos
As brincadeiras de sopro podem favorecer a percepção da relação entre ação e consequência, a atenção, a observação, a antecipação de resultados, a coordenação motora e a investigação de fenômenos físicos. Também podem introduzir noções de direção, distância, velocidade, resistência do ar e deslocamento, integrando Ciências, Matemática, linguagem, arte e educação ambiental.
Propostas práticas
1. Corrida de bolinhas de papel: cada criança utiliza uma bolinha grande de papel limpo para percorrer uma pista desenhada sobre uma mesa. O desafio consiste em movimentá-la até a linha de chegada, observando como a direção do sopro interfere no percurso. A atividade permite trabalhar orientação espacial, comparação de distâncias e respeito às regras.
2. Caminho do vento: construa uma pista com papelão reutilizado, formando curvas e passagens amplas. A criança sopra uma bolinha leve ao longo do trajeto, procurando conduzi-la sem tocar no objeto com as mãos. O percurso pode ser ampliado ou simplificado conforme a idade e as habilidades motoras dos participantes.
3. Barquinhos em movimento: coloque pequenas embarcações de papel em uma bacia com água e convide as crianças a observar como o sopro produz deslocamentos. A proposta pode explorar direção, força, movimento e resistência da água. A atividade exige supervisão constante e deve ser realizada com recipientes estáveis, pouca água e sem acesso de crianças pequenas a peças que possam ser engolidas.
4. Descobrindo materiais leves: disponibilize objetos grandes e seguros, como pedaços de papel, folhas secas limpas e tiras de papel reutilizado, para que as crianças observem quais se movimentam mais facilmente com o ar. A comparação deve ser feita sem utilizar materiais cortantes, partículas pequenas, substâncias em pó ou objetos que possam ser aspirados.
5. Arte em movimento: organize uma experiência na qual a criança observe o deslocamento de elementos leves sobre uma superfície delimitada. Para produzir uma composição artística, prefira movimentar as peças com o sopro e depois fixá-las com cola ou outro recurso adequado. Evite soprar tintas, líquidos ou materiais que possam ser inalados ou atingir os olhos.
O que a criança pode aprender?
Ao participar dessas brincadeiras, a criança tem oportunidades de observar fenômenos, formular hipóteses, testar estratégias e modificar suas ações conforme os resultados. Pode perceber que um sopro direcionado de maneira diferente altera o percurso de um objeto e que materiais com características distintas respondem de formas diferentes ao movimento do ar.
As propostas também favorecem a interação social quando as crianças compartilham pistas, comparam resultados, criam desafios e respeitam turnos. Para ampliar a inclusão, os percursos podem ser adaptados, os objetos podem ser movimentados com leques ou outros recursos e cada participante pode contribuir de acordo com suas possibilidades, sem que o sopro seja uma exigência para participar.
Cuidados e acessibilidade
As atividades devem respeitar a idade, as condições individuais e as orientações de segurança. Não se devem compartilhar canudos ou outros objetos colocados na boca. Evite peças pequenas, materiais que se fragmentem facilmente e objetos que possam ser aspirados. Crianças com dificuldades respiratórias, alterações motoras orais ou condições que tornem o sopro inseguro precisam de adaptações e, quando necessário, orientação profissional.
O objetivo pedagógico é explorar o ar e seus efeitos de maneira lúdica, e não exigir desempenho respiratório, prolongar o sopro até a exaustão ou transformar a brincadeira em exercício terapêutico sem indicação especializada.
Brincadeira Sustentável: aprender com materiais simples
Com papel reutilizado, papelão e objetos seguros, é possível criar pistas, desafios e experiências que aproximam a criança de conceitos científicos por meio da brincadeira. O valor educativo não está na complexidade do material, mas na possibilidade de observar, experimentar, criar perguntas e compartilhar descobertas.
A brincadeira de sopro demonstra como uma ação cotidiana pode se transformar em investigação sobre o movimento, o ar, a coordenação e a relação entre o corpo e o ambiente. Quando planejada com intencionalidade pedagógica, acessibilidade e segurança, contribui para experiências de aprendizagem que articulam ciência, criatividade, convivência e sustentabilidade.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2021
Brincando de pontaria com bolas
Autora: Renata Bravo
Público-alvo:
Crianças do Ensino Fundamental I (pode ser adaptado para diferentes idades).
Duração:
20 a 30 minutos.
- Objetivos
Principal:
Desenvolver a coordenação motora e a concentração por meio de jogos de arremesso.
Secundários:
Estimular a expressão corporal.
Trabalhar atividades lúdicas em grupo.
Explorar noções de ritmo e tempo de reação.
Melhorar a condição física geral (força, agilidade, flexibilidade e resistência).
Incentivar a motivação, a cooperação e a qualidade de vida.
Materiais:
Bolas leves (de borracha, de espuma ou recicladas com meias/papel amassado).
Baldes, caixas ou círculos no chão para servir de alvo.
Fita adesiva ou cones para marcar distâncias.
Música (opcional, para atividades rítmicas).
Procedimento:
1- Aquecimento (5 min): alongamentos dinâmicos (braços, pernas e tronco).
2- Atividade principal (15 min):
Cada criança recebe uma bola.
Deve arremessar em direção ao alvo (balde ou círculo).
Variar a distância do arremesso conforme a idade.
Trocar mãos (direita/esquerda) para estimular a coordenação bilateral.
Introduzir desafios rítmicos: arremessar no tempo da música, por exemplo.
3- Variações:
Jogo em duplas: um arremessa, o outro recolhe.
Competição saudável: quem acerta mais vezes o alvo em 1 minuto.
Arremesso em movimento: correr até a linha marcada e lançar.
Encerramento (5 min):
Alongamentos leves.
Conversa rápida: “O que foi mais difícil, mirar ou se concentrar no tempo de jogar?”.
Avaliação:
Observar se as crianças:
Conseguem controlar melhor os movimentos.
Mostram mais precisão nos arremessos.
Estão atentas e concentradas durante a brincadeira.
Trabalham em grupo com motivação e cooperação.
Público-alvo:
Crianças do Fundamental I
Pessoas idosas em atividades terapêuticas
Crianças e adultos com necessidades específicas
Objetivos:
Desenvolver coordenação motora e concentração.
Promover interação social e expressão corporal.
Estimular o prazer da atividade física como fator de qualidade de vida.
1- Crianças com Autismo (TEA)
Adaptações:
Previsibilidade: explicar a atividade antes de começar, mostrar passo a passo.
Estimulação visual: usar bolas coloridas e alvos grandes.
Regras simples: arremessar até o alvo sem tempo limite.
Organização espacial: demarcar claramente o lugar de arremesso e do alvo com fita adesiva colorida.
Reforço positivo: cada tentativa é celebrada, independente do acerto.
- Benefícios: melhora da coordenação, atenção compartilhada e regulação sensorial.
2- Pessoas com Deficiência Física
Adaptações:
Cadeira de rodas: posicionar o alvo à altura do participante.
Limitação de movimento nos braços: usar bolas maiores e leves (balões cheios de arroz, bolas de espuma).
Movimento restrito: permitir lançamentos rolando a bola em direção ao alvo.
Participação coletiva: duplas podem se ajudar (um segura a bola, o outro guia o movimento).
- Benefícios: fortalecimento de membros superiores, autoestima e integração social.
3- Idosos (ex.: Alzheimer, Parkinson ou limitações motoras)
Adaptações:
Ritmo lento: dar mais tempo para preparar o arremesso.
Alvo próximo: aumentar o tamanho do alvo e reduzir a distância.
Repetição suave: movimentos curtos, sem sobrecarga física.
Alongamento inicial sentado: preparar articulações para evitar dores.
Estimulação cognitiva: associar arremessos a contagem de pontos ou músicas (ex.: jogar a bola ao ritmo da canção).
- Benefícios: manutenção da memória, concentração, interação social e mobilidade.
Avaliação Inclusiva:
Não medir apenas a precisão dos arremessos, mas o engajamento, o esforço, a interação e a motivação.
Cada aluno/participante é estimulado a superar o próprio desafio, não o do colega.
domingo, 10 de janeiro de 2021
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
Por que trabalhar com jogos na Educação?
A utilização de jogos na educação constitui uma estratégia pedagógica que pode favorecer o envolvimento dos estudantes, especialmente quando articulada a objetivos de aprendizagem claramente definidos. O interesse e a participação são elementos relevantes para os processos educativos, e atividades lúdicas podem ampliar as possibilidades de interação com os conteúdos ao incorporar experimentação, resolução de problemas, tomada de decisões e participação ativa. Entretanto, o jogo não deve ser compreendido apenas como instrumento de motivação ou como uma forma de tornar o conteúdo mais agradável, mas como uma atividade que, quando planejada pedagogicamente, pode contribuir para o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes.
O lúdico possui presença significativa na infância e integra diferentes formas de aprendizagem e socialização. Nas brincadeiras de faz de conta, por exemplo, as crianças representam situações, papéis e práticas observadas no cotidiano, elaborando simbolicamente experiências sociais e culturais. Nos jogos de regras, acrescenta-se uma dimensão estruturada pela existência de normas compartilhadas, objetivos, limites, turnos, decisões e consequências. Essa organização cria situações nas quais a criança precisa compreender e respeitar regras, lidar com resultados, negociar ações, esperar sua vez, administrar frustrações e considerar a participação dos demais jogadores. Dessa forma, o jogo pode constituir um contexto para o desenvolvimento de competências relacionadas ao autocontrole, à cooperação, à responsabilidade, ao respeito e à convivência.
A experiência com regras também permite compreender que a vida coletiva é organizada por acordos, normas e limites que regulam as relações sociais. No contexto escolar, essa aprendizagem pode ser trabalhada de maneira concreta por meio de jogos que exigem respeito às regras, tomada de decisões e reconhecimento dos direitos dos demais participantes. O objetivo pedagógico não é simplesmente impor comportamentos, mas possibilitar que o estudante compreenda a função das regras e desenvolva progressivamente a capacidade de autorregulação. Nesse sentido, dominar as regras de um jogo envolve também aprender a organizar o próprio comportamento em função de um objetivo, aspecto relacionado ao desenvolvimento da autonomia e do controle das ações.
A inserção de jogos no ensino, entretanto, exige planejamento e mediação docente. A escolha da atividade deve considerar faixa etária, objetivos curriculares, nível de desenvolvimento, características da turma, complexidade das regras e possibilidades de adaptação. O professor atua como mediador, observando as interações, esclarecendo conceitos, problematizando situações e estabelecendo relações entre a experiência do jogo e os conhecimentos trabalhados. Assim, a atividade lúdica deixa de ser apenas recreativa e passa a integrar uma proposta intencional de aprendizagem.
Também é necessário distinguir o uso pedagógico do lúdico de sua utilização comercial. A indústria cultural e o marketing utilizam frequentemente elementos de jogos, personagens e estratégias lúdicas para produzir interesse e estimular comportamentos de consumo, demonstrando que o caráter atrativo do jogo pode ser mobilizado para diferentes finalidades. Na educação, essa característica precisa ser acompanhada de intencionalidade pedagógica, evitando que o recurso seja utilizado apenas como mecanismo de entretenimento ou recompensa.
Aprender envolve conhecer, experimentar, construir, reconstruir e atribuir significado aos conhecimentos. Os jogos podem contribuir para esse processo ao criar situações nas quais o estudante participa ativamente, testa hipóteses, enfrenta desafios, analisa consequências e interage com outras pessoas. Quando integrados de maneira coerente ao planejamento educacional, podem favorecer não apenas a aprendizagem de conteúdos, mas também o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e comportamentais. O valor pedagógico do jogo, portanto, não está simplesmente no fato de ser divertido, mas na possibilidade de transformar a experiência lúdica em uma situação estruturada de aprendizagem, convivência e desenvolvimento humano.
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