*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Reaproveitando telas

Ser pintor requer talento e criatividade. Aqui vemos, uma tela bem delicada, em que as flores da árvore foram feitas com as patinhas do pet, em diferentes tons de azul e amarelo. A imagem, mostra a pequena artista junto a pintura, com as patas ainda sujas de tinta.


 

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Transformando casinhas de passarinhos



A construção e adaptação de casinhas para pássaros pode integrar práticas de reaproveitamento de materiais, educação ambiental e observação da fauna. As estruturas podem receber acabamento com pintura ou verniz, desde que sejam utilizados produtos adequados e seguros para o ambiente externo e aplicados de forma que não comprometam a estrutura nem ofereçam riscos às aves. Madeiras naturalmente mais resistentes, como cedro, podem apresentar boa durabilidade em ambientes externos, mas qualquer material deve ser avaliado quanto à procedência, conservação e necessidade de proteção.

A instalação de um poleiro pode ser feita utilizando um pequeno galho natural, fixado de maneira estável e sem elementos pontiagudos ou cortantes. Outra possibilidade é desenvolver um telhado removível, utilizando pequenos segmentos de madeira na parte interna para criar um sistema simples de encaixe. Essa solução facilita a inspeção e a higienização periódica da estrutura, contribuindo para melhores condições sanitárias.

Materiais destinados ao descarte também podem ser transformados em modelos educativos de casinhas, como embalagens cartonadas de bebidas. Nesse caso, é importante garantir que estejam completamente limpas, secas e estruturalmente adequadas, evitando materiais que possam liberar substâncias prejudiciais ou se deteriorar rapidamente com a exposição à chuva.

A atividade pode ser utilizada para abordar conceitos de reciclagem, reutilização, ciclo de vida dos materiais e conservação da biodiversidade. A construção de abrigos artificiais também pode estimular a observação responsável das aves e a compreensão de suas necessidades, sem interferir em ninhos naturais ou provocar dependência de alimentação fornecida por pessoas.

Para favorecer a presença de aves no ambiente, a oferta de água limpa pode ser mais apropriada do que a alimentação indiscriminada. Recipientes rasos, estáveis e de fácil higienização podem ser utilizados, devendo a água ser trocada regularmente e os recipientes lavados com frequência para reduzir riscos sanitários e impedir a proliferação de mosquitos. A disposição deve considerar locais seguros, protegidos de predadores e afastados de áreas de intensa circulação.

Mais do que um objeto decorativo, uma casinha para pássaros pode funcionar como recurso de educação ambiental. Ao construir, observar, limpar e cuidar, crianças e adultos desenvolvem uma percepção mais concreta sobre biodiversidade, responsabilidade e relação com o ambiente. O objetivo não é apenas atrair aves, mas criar oportunidades para conhecer, respeitar e preservar a vida presente no território.


sábado, 10 de abril de 2021

Liquidificador de brinquedo

Material: copo de requeijão, pote de fermento e tampinha de detergente.


O plástico duro pode ser usado para fazer artesanatos, como brinquedos, bonecos e outros objetos.

Plástico duro e artesanato
É possível fazer artesanatos com embalagens de plástico
Bonecos e bonecas de plástico podem ser usados para artesanato
O polipropileno (PP) é um plástico rígido, transparente e resistente que pode ser usado para fazer artesanatos

Outros usos do plástico

O plástico é usado para fazer brinquedos, utensílios domésticos, peças para a indústria automotiva, tubos e conexões, calçados, sinalizações, sacos e sacolas, instrumentos musicais, entre outros
O plástico é usado para fazer seringa descartável, as embalagens de remédios, as bolsas de soro, as luvas cirúrgicas, próteses, órgãos artificiais, muitos aparelhos dos hospitais

Tipos de plásticos

PET ou PETE (Tereftalato de polietileno)
PEAD (Polietileno de alta densidade)
PVC (Policloreto de Vinila ou cloreto de vinila)
PEBD (Polietileno de baixa densidade)
PP (Polipropileno)
PS (Poliestireno)


 

 

sábado, 27 de fevereiro de 2021

String art - Isso sim é uma grande lição de geometria. Em uma escala gigante!


A string art é um excelente exemplo de interdisciplinaridade entre Matemática e Arte, mostrando como diferentes áreas do conhecimento podem se encontrar para produzir uma aprendizagem mais abrangente, significativa, lúdica e criativa. Nessa articulação, a Matemática oferece conceitos, relações, medidas, formas e propriedades geométricas, enquanto a Arte amplia as possibilidades de criação, percepção estética e expressão.

A técnica de string art, que consiste em construir figuras diversas por meio da manipulação ordenada de cordas sobre pontos fixados em uma superfície sólida, apresenta-se como um recurso didático potencial para o ensino e a aprendizagem da Geometria. Sua utilização possibilita explorar figuras geométricas planas e suas propriedades, incluindo as formas cônicas, pouco exploradas em relação a outras formas geométricas.

Essa prática interdisciplinar também pode auxiliar o docente no ensino da Geometria Analítica, por meio de aulas dinâmicas e do uso de materiais manipuláveis, aproximando conceitos matemáticos da experiência concreta e da criação artística. Assim, a string art transforma linhas, pontos e relações matemáticas em imagens, permitindo que o estudante perceba a geometria não apenas como conteúdo, mas como linguagem presente na Arte, na arquitetura, no design e nas diferentes formas de expressão humana.

Mais do que unir duas disciplinas, a proposta evidencia que o conhecimento não precisa estar fragmentado. Matemática e Arte podem caminhar juntas, despertando curiosidade, criatividade e novas maneiras de compreender o mundo.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Pinturas com as mãos, pés e tinta guache


Cartilha Educativa
Pintura com as Mãos e os Pés
Uma experiência sensorial, divertida e criativa!
Autora: Renata Bravo

- O que é?

A pintura com as mãos e os pés é uma atividade artística e sensorial que permite às crianças explorarem cores, texturas e movimentos usando o próprio corpo como ferramenta. É uma maneira livre e divertida de criar arte, além de ser uma poderosa forma de aprendizado.

- Objetivos da atividade:

- Desenvolver a coordenação motora fina e grossa
- Estimular os sentidos (tato, visão, propriocepção)
- Incentivar a criatividade e a expressão pessoal
- Ajudar a criança a conhecer e explorar o próprio corpo
- Desenvolver a percepção e a identificação das cores
- Fortalecer a interação entre pais, professores e crianças

- Como fazer?

Passo a passo para aplicar a atividade:

Prepare um ambiente seguro e fácil de limpar (área externa, lona ou jornal no chão).

Use tinta guache não tóxica para crianças maiores de 3 anos.

Para bebês, prefira tinta comestível (pode ser feita com corantes alimentícios e iogurte ou amido de milho).

Retire os calçados e arregaçe as mangas!

Estimule a criança a usar as mãos, os pés ou até os dedos para carimbar, deslizar e brincar com a tinta.

Após a atividade, higienize com água morna e sabão neutro.

- Dica: use papel kraft grande ou lençóis velhos para criar murais coletivos.

- Benefícios da atividade:

- Proporciona prazer e entretenimento
- Estimula a expressão artística e corporal
- Trabalha o desenvolvimento emocional e cognitivo
- Ajuda a lidar com novas sensações, desejos e emoções
- Promove a autonomia e a confiança
- Fortalece vínculos afetivos em grupo ou família

- Observações importantes:

Sempre supervisione a criança durante a atividade.

Use roupas confortáveis e que possam sujar.

Valorize a produção da criança, independentemente do resultado final.

Encoraje a verbalização: “O que você está sentindo?”, “Que cor é essa?”, “O que você está criando?”

- A pintura corporal é uma linguagem rica que vai além da arte – ela desperta memórias, promove aprendizagens significativas e constrói vínculos afetivos e culturais.

- Sugestão: Fotografe as obras para montar um mural da turma ou um "livro das mãos e pés criativos".

- Conclusão:

A pintura com as mãos e os pés é muito mais do que uma brincadeira - é um convite ao autoconhecimento, à descoberta do mundo e à valorização do processo criativo da infância. Quanto mais livre a criança estiver para explorar, maior será o valor dessa experiência!







sábado, 13 de fevereiro de 2021

Respeitável público, com vocês: os palhaços!


O palhaço de circo é a contribuição para a cultura, a alegria e o conforto, além de ensinar a viver no momento presente.

Contribuição para a cultura

Os palhaços são uma figura essencial para o circo e fazem parte da cultura mundial
Os palhaços são mestres do improviso e do riso, e estão presentes em todas as sociedades desde os tempos mais antigos
Os palhaços podem ser inspiradores para filmes, peças, músicas, aniversários e empresas

Contribuição para a alegria e o conforto
Os palhaços trazem alegria, conexão e conforto de forma leve e inusitada
Os palhaços podem ensinar a rir dos erros, a lembrar da humanidade e a viver no momento presente

Contribuição para o desenvolvimento pessoal
O palhaço pode levar alegria a pacientes de hospitais
O palhaço pode ensinar a se envolver totalmente em cada interação com os filhos












sábado, 23 de janeiro de 2021

Brinquedo para crianças e adultos, instrumento de ótica, fonte de inspiração para os desenhistas, decoradores e bordadeiras, o caleidoscópio provoca positivas transformações na vida de quem o manuseia. Centramento, calma, concentração e alegria são vivenciados através da expansão e contração das figuras geométricas.

COMO FAZER UM CALEIDOSCÓPIO

Então, como vimos, esse dispositivo oferece uma enorme variedade de possibilidades de imagens. E o mais legal é que você pode fazer o seu próprio caleidoscópio em casa e apreciar diversas imagens deslumbrantes. Para isso você irá precisar dos seguintes materiais:

  • Um tubo circular de papelão, plástico ou metal;
  • Papel para forrar o tubo, ou tinta (papel de presente, papel brilhante…);
  • 3 ou 4 retângulos para formar um prisma (cortar os retângulos do tamanho adequado de acordo com o diâmetro e comprimento do rolo escolhido);
  • Pedras coloridas (miçangas, paetês, vidrilhos, canutilhos, lantejoulas, acrílico ou vidro colorido);
  • Uma caixinha transparente maior do que o diâmetro do tubo para colocar as pedras coloridas escolhidas;
  • 1 folha de papel transparente para servir de retroprojetor;
  • Tampa de garrafa (pode ser de refrigerante, água, suco e etc).

Agora, o passo a passo de como montar o seu caleidoscópio caseiro:

  • Com as placas cortadas, monte o prisma, recomenda-se que não tenha espaço entre as placas, pois caso isso ocorra, os desenhos pode conter falhas;
  • Revista ou pinte o tubo, e decore do jeito que achar melhor;
  • Coloque o prisma dentro do tubo;
  • Recorte na folha do retroprojetor, um círculo do tamanho do diâmetro do tubo;
  • Recorte o fundo da tampinha escolhida;
  • Coloque o círculo recortado no tubo, e prenda-o com a tampinha cortada;
  • Do outro lado, grude a caixinha no tubo.

Feito isso, agora você já tem o seu próprio caleidoscópio e pode apreciar as diversas imagens que o instrumento oferece.




terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Atividade que pode estimular o movimento de sopro em bebês e crianças


BRINCADEIRAS DE SOPRO: AR, MOVIMENTO, PERCEPÇÃO E APRENDIZAGEM INFANTIL

As brincadeiras de sopro são experiências lúdicas que permitem à criança investigar a relação entre o ar, o movimento e os objetos. Ao soprar para deslocar uma bolinha de papel, movimentar uma pequena embarcação ou conduzir um objeto por um percurso, ela observa como a direção e a intensidade do sopro podem produzir resultados diferentes. Uma ação aparentemente simples transforma-se em oportunidade de exploração sensorial, investigação, coordenação e aprendizagem.

Essas atividades também permitem experimentar o controle voluntário da expiração e a coordenação entre a intenção e o movimento. O uso dos músculos envolvidos na produção do sopro faz parte da experiência, mas é importante não afirmar que toda brincadeira de sopro fortalece necessariamente a musculatura facial ou melhora a função respiratória. Quando existe uma necessidade específica relacionada à respiração, à fala, à deglutição ou ao controle motor oral, a indicação de exercícios deve ser individualizada por profissionais habilitados.

Objetivos pedagógicos

As brincadeiras de sopro podem favorecer a percepção da relação entre ação e consequência, a atenção, a observação, a antecipação de resultados, a coordenação motora e a investigação de fenômenos físicos. Também podem introduzir noções de direção, distância, velocidade, resistência do ar e deslocamento, integrando Ciências, Matemática, linguagem, arte e educação ambiental.

Propostas práticas

1. Corrida de bolinhas de papel: cada criança utiliza uma bolinha grande de papel limpo para percorrer uma pista desenhada sobre uma mesa. O desafio consiste em movimentá-la até a linha de chegada, observando como a direção do sopro interfere no percurso. A atividade permite trabalhar orientação espacial, comparação de distâncias e respeito às regras.

2. Caminho do vento: construa uma pista com papelão reutilizado, formando curvas e passagens amplas. A criança sopra uma bolinha leve ao longo do trajeto, procurando conduzi-la sem tocar no objeto com as mãos. O percurso pode ser ampliado ou simplificado conforme a idade e as habilidades motoras dos participantes.

3. Barquinhos em movimento: coloque pequenas embarcações de papel em uma bacia com água e convide as crianças a observar como o sopro produz deslocamentos. A proposta pode explorar direção, força, movimento e resistência da água. A atividade exige supervisão constante e deve ser realizada com recipientes estáveis, pouca água e sem acesso de crianças pequenas a peças que possam ser engolidas.

4. Descobrindo materiais leves: disponibilize objetos grandes e seguros, como pedaços de papel, folhas secas limpas e tiras de papel reutilizado, para que as crianças observem quais se movimentam mais facilmente com o ar. A comparação deve ser feita sem utilizar materiais cortantes, partículas pequenas, substâncias em pó ou objetos que possam ser aspirados.

5. Arte em movimento: organize uma experiência na qual a criança observe o deslocamento de elementos leves sobre uma superfície delimitada. Para produzir uma composição artística, prefira movimentar as peças com o sopro e depois fixá-las com cola ou outro recurso adequado. Evite soprar tintas, líquidos ou materiais que possam ser inalados ou atingir os olhos.

O que a criança pode aprender?

Ao participar dessas brincadeiras, a criança tem oportunidades de observar fenômenos, formular hipóteses, testar estratégias e modificar suas ações conforme os resultados. Pode perceber que um sopro direcionado de maneira diferente altera o percurso de um objeto e que materiais com características distintas respondem de formas diferentes ao movimento do ar.

As propostas também favorecem a interação social quando as crianças compartilham pistas, comparam resultados, criam desafios e respeitam turnos. Para ampliar a inclusão, os percursos podem ser adaptados, os objetos podem ser movimentados com leques ou outros recursos e cada participante pode contribuir de acordo com suas possibilidades, sem que o sopro seja uma exigência para participar.

Cuidados e acessibilidade

As atividades devem respeitar a idade, as condições individuais e as orientações de segurança. Não se devem compartilhar canudos ou outros objetos colocados na boca. Evite peças pequenas, materiais que se fragmentem facilmente e objetos que possam ser aspirados. Crianças com dificuldades respiratórias, alterações motoras orais ou condições que tornem o sopro inseguro precisam de adaptações e, quando necessário, orientação profissional.

O objetivo pedagógico é explorar o ar e seus efeitos de maneira lúdica, e não exigir desempenho respiratório, prolongar o sopro até a exaustão ou transformar a brincadeira em exercício terapêutico sem indicação especializada.

Brincadeira Sustentável: aprender com materiais simples

Com papel reutilizado, papelão e objetos seguros, é possível criar pistas, desafios e experiências que aproximam a criança de conceitos científicos por meio da brincadeira. O valor educativo não está na complexidade do material, mas na possibilidade de observar, experimentar, criar perguntas e compartilhar descobertas.

A brincadeira de sopro demonstra como uma ação cotidiana pode se transformar em investigação sobre o movimento, o ar, a coordenação e a relação entre o corpo e o ambiente. Quando planejada com intencionalidade pedagógica, acessibilidade e segurança, contribui para experiências de aprendizagem que articulam ciência, criatividade, convivência e sustentabilidade.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Brincando de pontaria com bolas

Plano de Atividade – Arremesso com Bola
Autora: Renata Bravo

Público-alvo:

Crianças do Ensino Fundamental I (pode ser adaptado para diferentes idades).

Duração:

20 a 30 minutos.

- Objetivos

Principal:

Desenvolver a coordenação motora e a concentração por meio de jogos de arremesso.

Secundários:

Estimular a expressão corporal.

Trabalhar atividades lúdicas em grupo.

Explorar noções de ritmo e tempo de reação.

Melhorar a condição física geral (força, agilidade, flexibilidade e resistência).

Incentivar a motivação, a cooperação e a qualidade de vida.

Materiais:

Bolas leves (de borracha, de espuma ou recicladas com meias/papel amassado).

Baldes, caixas ou círculos no chão para servir de alvo.

Fita adesiva ou cones para marcar distâncias.

Música (opcional, para atividades rítmicas).

Procedimento:

1- Aquecimento (5 min): alongamentos dinâmicos (braços, pernas e tronco).

2- Atividade principal (15 min):

Cada criança recebe uma bola.

Deve arremessar em direção ao alvo (balde ou círculo).

Variar a distância do arremesso conforme a idade.

Trocar mãos (direita/esquerda) para estimular a coordenação bilateral.

Introduzir desafios rítmicos: arremessar no tempo da música, por exemplo.

3- Variações:

Jogo em duplas: um arremessa, o outro recolhe.

Competição saudável: quem acerta mais vezes o alvo em 1 minuto.

Arremesso em movimento: correr até a linha marcada e lançar.

Encerramento (5 min):

Alongamentos leves.

Conversa rápida: “O que foi mais difícil, mirar ou se concentrar no tempo de jogar?”.

Avaliação:

Observar se as crianças:

Conseguem controlar melhor os movimentos.

Mostram mais precisão nos arremessos.

Estão atentas e concentradas durante a brincadeira.

Trabalham em grupo com motivação e cooperação.


Atividade Adaptada – Arremesso com Bola para Inclusão
Público-alvo:

Crianças do Fundamental I

Pessoas idosas em atividades terapêuticas

Crianças e adultos com necessidades específicas

Objetivos:

Desenvolver coordenação motora e concentração.

Promover interação social e expressão corporal.

Estimular o prazer da atividade física como fator de qualidade de vida.

1- Crianças com Autismo (TEA)
Adaptações:

Previsibilidade: explicar a atividade antes de começar, mostrar passo a passo.

Estimulação visual: usar bolas coloridas e alvos grandes.

Regras simples: arremessar até o alvo sem tempo limite.

Organização espacial: demarcar claramente o lugar de arremesso e do alvo com fita adesiva colorida.

Reforço positivo: cada tentativa é celebrada, independente do acerto.

- Benefícios: melhora da coordenação, atenção compartilhada e regulação sensorial.

2- Pessoas com Deficiência Física
Adaptações:

Cadeira de rodas: posicionar o alvo à altura do participante.

Limitação de movimento nos braços: usar bolas maiores e leves (balões cheios de arroz, bolas de espuma).

Movimento restrito: permitir lançamentos rolando a bola em direção ao alvo.

Participação coletiva: duplas podem se ajudar (um segura a bola, o outro guia o movimento).

- Benefícios: fortalecimento de membros superiores, autoestima e integração social.

3- Idosos (ex.: Alzheimer, Parkinson ou limitações motoras)
Adaptações:

Ritmo lento: dar mais tempo para preparar o arremesso.

Alvo próximo: aumentar o tamanho do alvo e reduzir a distância.

Repetição suave: movimentos curtos, sem sobrecarga física.

Alongamento inicial sentado: preparar articulações para evitar dores.

Estimulação cognitiva: associar arremessos a contagem de pontos ou músicas (ex.: jogar a bola ao ritmo da canção).

- Benefícios: manutenção da memória, concentração, interação social e mobilidade.

Avaliação Inclusiva:

Não medir apenas a precisão dos arremessos, mas o engajamento, o esforço, a interação e a motivação.

Cada aluno/participante é estimulado a superar o próprio desafio, não o do colega.

Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...