VOCÊ PEGA UMA COISA E TRANSFORMA EM OUTRA. NÃO É APENAS RECICLAGEM. É ARTE!
Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com
sábado, 5 de outubro de 2024
Renas feitas com caixas de leite, tinta, gravetos e adornos natalinos
Conhecendo as renas
As renas vivem no Hemisfério Norte, em regiões de tundra e florestas boreais, na América do Norte, Groelândia e Euroásia.
Características
As renas são cervídeos, herbívoros e ruminantes, com chifres em ambos os sexos. Possuem pelos ocos e cheios de ar, com uma camada densa e macia contra a pele e outra mais comprida e rígida por fora. O nariz das renas é muito vascularizado, o que ajuda a manter a temperatura adequada em ambientes frios.
As renas são utilizadas para obter carne, leite e peles. Também são animais de tração de trenós, sendo importantes para pastores tradicionais, como os Sami, da Escandinávia e da Rússia.
As renas precisam adaptar os olhos à quase ausência de sol no inverno e à luz ininterrupta no verão.
A lenda das renas do Papai Noel foi inventada na Europa no século XIX. A tradição diz que as renas puxam o trenó voador do Papai Noel, levando-o pelos céus na noite de Natal.
As emoções são uma parte natural da vida das crianças, assim como dos adultos e idosos
Os sentimentos são sensações corporais próprias dos seres humanos; porém, a nomeação desses sentimentos é algo aprendido e possui origem social. Ou seja, há uma distinção entre sentir e nomear sentimentos (Skinner, 1974). Quando nos tornamos capazes de identificar nossas próprias emoções, cria-se a possibilidade de inferirmos o sentimento de outra pessoa frente à determinada situação (Skinner, 1978).
O papel dos responsáveis pelo desenvolvimento das emoções é considerado de grande importância, visto que estes respondem às emoções das crianças e são modelos para elas (Zahn-Waxler, Klimes-Dougan e Kendziora, 1998). As práticas que estimulam este desenvolvimento são nomeadas Socialização Emocional Parental (SEP), sendo relacionadas aos conceitos de saúde mental, regulação emocional e competência social futura (Lukenheimer, Shields, & Cortina, 2007).
Algumas práticas importantes da SEP são mostrar abertura à expressão de emoções das crianças, sejam estas positivas ou negativas (Hastings, Rubin, & DeRose, 2005) e conversar com frequência a respeito das emoções. Desta forma, é possível gerar níveis mais altos de competência social e menos problemas de comportamento. Já alguns fatores interferem de modo negativo no desenvolvimento e regulação emocional infantil, como a invalidação ou críticas referentes à emoção expressada pela criança (Denham, Mitchell-Copeland, Strandberg, Auerbach, & Blair, 1997).
A habilidade de identificar e expressar emoções tem sido relacionada com a competência social (Del Prette & Del Prette, 1999; Eisenberg, Fabes, & Murphy, 1996), em razão de ser considerada pré-requisito para outras habilidades, como a empatia (Falcone, 1998). A experiência interpessoal também é apontada, sugerindo que esta pode maximizar a habilidade de identificar e nomear emoções (Eisenberg & cols., 1996). Muito estudada por psicólogos e educadores, a competência social é um indicador considerado bastante preciso do ajustamento psicossocial e de um desenvolvimento positivo, enquanto que um baixo repertório social pode ser um indicador ou até um sintoma de problemas psicológicos (Del Prette & Del Prette, 2013).
Para lidar com as demandas atuais, é necessário que, desde a infância, seja estimulado o desenvolvimento de um repertório cada vez mais variado de habilidades sociais, entre estas o autocontrole e a expressividade emocional, que dizem respeito principalmente ao reconhecimento e à nomeação de sentimentos, expressão de emoções e saber lidar com os próprios sentimentos (Del Prette & Del Prette, 2013).
Tendo em vista que a escola é um espaço privilegiado para promover o desenvolvimento social das crianças, um colégio particular da cidade de Porto Alegre (RS) conta com uma série de projetos que buscam desenvolver habilidades sociais relevantes nos seus alunos. A meta é que os estudantes mantenham relações sociais mais saudáveis com os demais, enfrentem as demandas do meio social de forma adaptativa e tenham um rendimento acadêmico mais positivo. As atividades são realizadas por meio do currículo socioafetivo desenvolvido pela escola, onde as relações interpessoais, as emoções, a identidade e a autoestima são contempladas nas práticas educativas, evitando o enfoque apenas na dimensão cognitiva dos alunos (Chem & cols., 2007). Assim, neste relato serão apresentadas vivências com duas turmas de primeiro ano ao longo de sete meses, com encontros semanais de 50 minutos, onde são trabalhados autocontrole e expressividade emocional.
Relato de experiência
Inicialmente, buscou-se compreender o que as turmas sabiam a respeito de sentimentos, quais conheciam ou já haviam experienciado. Neste momento, tudo o que as crianças mencionavam era escrito no quadro, pois permitia a visualização e a organização do que era trazido pelos alunos.
Objetivando que as crianças pudessem reconhecer suas próprias emoções, foi entregue a cada um uma folha com a pergunta "Como estou me sentindo?", para que desenhassem como se sentiam naquele momento. Algumas crianças optaram por desenhar apenas seu rosto e expressão facial, enquanto outras lançaram mão de outras partes do corpo para mostrar o que sentiam.
No encontro seguinte, os alunos receberam uma folha com cinco círculos, nomeados por sentimentos (raiva, medo, alegria, tristeza e surpresa), e foi proposto que desenhassem dentro do círculo como ficava o seu rosto quando sentiam cada uma daquelas emoções. Após a realização da atividade, as crianças tiveram a oportunidade de expressar um sentimento com o rosto para o restante da turma adivinhar qual era. Grande parte das crianças demonstrou interesse em participar, mostrando-se muito animadas com a atividade.
Dando início ao trabalho sobre felicidade, foi lido para as turmas o livro "Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz". Ao longo da leitura, foram feitas pausas para discutir com as crianças, percebendo-se que elas se identificaram com muitas situações mencionadas no livro. Posteriormente, foram questionados sobre o que os deixa felizes na escola.
Para trabalhar sobre medo, as crianças foram questionadas a respeito do que elas têm medo e que estratégias utilizam para lidar com este sentimento. Surgiram diversas situações, como o medo do escuro, de helicóptero, elevador, vacina, medo de que aconteça algo com a sua mãe, entre outros. À medida que as crianças falavam, os colegas pensavam em maneiras para lidar com a situação. Além disso, foi utilizado o livro ilustrado "Quando sinto medo" como recurso para exploração do tema, pois, segundo Friedberg e McClure (2004), atividades que envolvam histórias são um modo eficaz de trabalhar com as emoções. Os autores acrescentam ainda que, durante a leitura, é recomendado conversar com as crianças a respeito do que estão compreendendo, assim como os sentimentos percebidos nos personagens da história.
A fim de introduzir o sentimento tristeza, utilizou-se o livro "Estou triste". Os alunos se identificaram com situações ao longo da leitura, e contaram histórias pessoais nas quais se sentiram tristes. Além de relatar suas vivências, foi proporcionado que pensassem em maneiras de lidar com este sentimento. Pode-se usar como exemplo a fala de um menino, que ao contar sobre a falta que sentia do avô, já falecido, chorou muito. Neste momento, os colegas se mobilizaram na busca de ideias para amenizar a saudade e tristeza que ele sentia, e toda a turma elaborou um cartaz com maneiras pensadas por eles para lidar com estes sentimentos.
Considerações Finais
Sabe-se que as crianças, ao mesmo tempo em que desenvolvem a inteligência, também evoluem em fatores como a socialização e a afetividade (Piaget, 1994). Neste sentido, sendo as relações interpessoais essenciais para o desenvolvimento humano, uma educação completa deve contemplar os níveis cognitivo, emocional e moral, visando ampliar a competência social (Morales, 2009). Portanto, visto que a escola é um local onde as crianças passam grande parte do tempo, seu papel é de fundamental importância no desenvolvimento de habilidades e comportamentos adaptativos e saudáveis, contribuindo assim para a formação de indivíduos muito além do aspecto cognitivo (Pinheiro, Haase, Del Prette, Amarante, & Del Prette, 2006).
Em relação às atividades propriamente ditas, pode-se destacar a flexibilidade como uma característica extremamente necessária, visto que muitas vezes, surgem demandas diferentes do que foi proposto no momento da tarefa. Friedberg e McClure (2004) acrescentam que o adulto responsável por auxiliar as crianças na tarefa de identificar emoções aja de modo criativo, a fim de estimulá-las a pensar acerca do que sentem.
A partir das vivências relatadas, torna-se clara a importância de se trabalhar no âmbito escolar visando o desenvolvimento da expressividade emocional e autocontrole entre as crianças, visto que estão diretamente ligadas a outras habilidades de competência social, como por exemplo, a empatia. Desta forma, é possível que a escola atue prevenindo problemas e promovendo saúde, favorecendo o desenvolvimento pleno dos seus alunos.
Compostagem - alternativa sustentável para reciclar o lixo e reduzir o aquecimento global (pedido pra trabalho escolar)
- Fazer furos de drenagem no fundo da caixa;
- Colocar um pouco de terra na caixa;
- Depositar os restos de comida e demais materiais orgânicos;
- Cobrir com terra.
A casca de ovo é um material que poderia ser descartado como lixo, mas a compostagem ajuda a reduzir a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários.
Fertilidade do solo
A casca de ovo é rica em nutrientes, como cálcio, magnésio, fósforo e potássio, que são essenciais para o desenvolvimento das plantas.
Estrutura do solo
A casca de ovo ajuda a melhorar a estrutura do solo, tornando-o mais poroso e permeável, o que facilita a absorção de água e nutrientes pelas plantas.
Erosão do solo
A casca de ovo ajuda a reduzir a erosão do solo, pois atua como um agente estabilizador.
Ciclo sustentável
A casca de ovo contribui para um ciclo sustentável no jardim e no ecossistema em geral.
A compostagem é um processo biológico de reciclagem do lixo orgânico, que transforma a matéria orgânica em adubo natural. Esse adubo pode ser usado na agricultura, em jardins e plantas, substituindo o uso de produtos químicos.
A casca de batata é rica em vitaminas, minerais e nutrientes que ajudam a fortalecer as raízes das plantas. Entre os minerais presentes na casca de batata estão o cálcio, potássio, zinco, cobre, ferro e fósforo.
Além da compostagem, a casca de batata também pode ser usada para fazer adubo líquido. Para isso, basta bater no liquidificador 1 litro de água para cada 500g de cascas de batata por cerca de 2 minutos até formar um suco. Depois, coe a mistura e despeje na terra das plantas.
- Triturar a casca antes de adicioná-la à composteira
- Utilizar apenas bananas orgânicas para não contaminar as plantas com agrotóxicos.
A erva-mate é um dos resíduos orgânicos recomendados para a composteira, juntamente com cascas e restos de frutas e verduras, borra de café, cascas de ovos trituradas, saquinhos de chá, terra de vasos, cinzas de fogão, lareira ou churrasqueira, aparas de grama, ramos, galhos picados, flores murchas e folhagens.
Descartar a erva-mate usada no chimarrão diretamente no solo pode ser prejudicial, pois não passa por um processo de compostagem.
- Adicionar serragem para reduzir a umidade
- Deixar a mistura descansar por 30 a 40 dias ao ar livre ou em um recipiente fechado
- Colocar a mistura no solo ou em um vaso com plantas menores
Existem vários tipos de hortas, pois cada horta atende a necessidades e demandas diferentes (pedido para trabalho escolar)
Não podemos comparar por exemplo; uma horta doméstica como uma horta comercial grande, pois uma possui a finalidade de complementar a alimentação de uma família, enquanto a outra visa o lucro por meio da produção de alimentos em larga escala para o consumo de parte da população.
Tipos de horta:
- Horta doméstica ou familiar: é aquela destinada para a atender as necessidades de uma pessoa ou família.
- Horta comunitária: modelo de horta administrado por um conjunto de pessoas de uma comunidade. Nesse tipo de horta o custo e o trabalho, assim como os lucros da produção são compartilhados pelas pessoas envolvidas.
-Pequena horta comercial: horta que tem com objetivo o complemento da renda. É comumente cultivada por pequenos produtores ou em casas com quintal grande.
- Grande horta comercial: estilo de horta cultivada por grandes proprietários de terra, que tem como sua maior finalidade a produção e o lucro. Sendo esta a principal fonte de renda dos mesmos, também geram empregos e representam uma boa parcela da nossa economia nacional.
- Horta escolar ou institucional: possui finalidade didática, ou seja de produção e transmissão de conhecimento, além de abastecer instituições como a própria escola, orfanatos e abrigos em alguns casos ou, ainda, famílias carentes. É com esse modelo de horta que iremos trabalhar.
O que pode cultivar e ensinar em uma horta escolar
Hortaliças frutos ou tipo frutos: abóbora, abobrinha berinjela, pimentão, pepino, tomate, etc.
Hortaliças raízes ou tubérculos: beterraba, batata, mandioca, cenoura, rabanete etc.
Hortaliças folhosas: alface, coentro, manjericão, cebolinha, salsa, aipo, repolho etc.
Hortaliças bulbos: cebola e alho.
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A horta escolar é uma iniciativa pedagógica que pode trazer diversos benefícios para os alunos e para a escola, possibilitando um contato com o meio ambiente e trabalhando conteúdos multidisciplinares.
O foco da escolar é a produção de conhecimento, além claro de contribuir para o complemento da merenda escolar.
Pode ser integrada a várias disciplinas, como Biologia, Matemática, Português, Geografia, entre outras.
Os alunos aprendem sobre responsabilidade, trabalho em equipe e o valor da natureza.
A horta é uma forma de promover a educação ambiental e o consumo consciente, ajudando a reduzir os custos com fornecedores de hortifrutigranjeiros
Pode ajudar a criar um cardápio escolar mais variado e rico em cores e sabores.
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Para manter a horta saudável, é importante:
Evitar que o solo fique encharcado.
Retirar ervas daninhas e outras sujidades diariamente.
Repor o adubo após cada colheita.
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Metas que a horta escolar possui:
- criar um espaço verde que possibilite o aprendizado com relaçao à importância da natureza e de sua biodiversidade
- fazer com que o aluno se veja como parte da natureza e não como um ser isolado.
- complementar a merenda escolar, uma vez que as hortaliças cultivadas poderão e deverão ser utilizadas para este fim.
- iniciar uma mudança significativa com relação à melhoria da alimentação dos alunos.
- demonstrar as vantagens do alimento orgânico.
- criar discussões relativas não somente aos alimentos cultivados, mas com relação à saúde como um todo.
- questionar os hábitos de vida de cada um e propor mudanças que trarão melhorias na qualidade de vida do indivíduo.
- promover uma maior integração da comunidade.
- introduzir uma dimensão lúdica fazendo do aprendizado uma experiência mais agradável e proveitosa.
- gerar dúvidas e estimular a busca de respostas para a mesma.
sexta-feira, 4 de outubro de 2024
Jogos e brincadeiras populares (pedido para trabalho escolar)
Elementos da cultura popular que são criados ao longo do tempo e passados de geração em geração - sustentáveis.
São caracterizados por serem anônimos e estarem em constante transformação.
Algumas brincadeiras populares são:Amarelinha, Pular corda, Pião, Queimada, Batata quente, Pega-pega, Bolinha de gude, Passar anel, Morto-vivo, Telefone sem fio.
- Se expressem
- Lidem com a fantasia, o medo, a imaginação e o faz-de-conta
- Descobrem o meio em que vivem
- Compreendem mais sobre os objetos da cultura humana
- Internalizam regras e papéis sociais
- Aprimoram suas capacidades motoras, a coordenação motora fina e a noção de espaço
quinta-feira, 3 de outubro de 2024
Como evitar a extinção de árvores brasileiras
Segundo o IBAMA, árvores como pau-brasil e jequitibá estão ameaçadas de extinção e classificadas como vulneráveis, raras ou em perigo. Para evitar a extinção dessas espécies, é importante não comprar móveis feitos de madeira extraída ilegalmente e plantar novas árvores quando possível.
Existem três classificações para considerar uma espécie de árvore em extinção: vulnerável, rara e em perigo.
Árvores como pau-brasil, jequitibá, sapucaia, mogno, jacarandá, imbuia, ipê-amarelo, embaúba, pau de ferro, entre outras, estão nessa lista, dentro de uma das três classificações.
Mas como evitar que elas desapareçam? Uma primeira iniciativa é não comprar móveis feitos de madeiras extraídas dessas árvores. E você pode pedir na loja a certificação da madeira. Se ela não tiver, provavelmente o móvel que você quer comprar foi feito com madeira de desmatamento. O que não é legal!
Então vamos plantar uma árvore?!
O código florestal não pode mudar
O pau-brasil foi uma moeda-mercadoria (pedido para trabalho escolar)
Antes de se declarar independente, o pau-brasil foi a principal mercadoria utilizada no Brasil como elemento de troca entre os nativos e os europeus, numa espécie de moeda-mercadoria.
O pau-brasil foi uma das primeiras mercadorias utilizadas como moeda no Brasil, juntamente com o pano de algodão, o açúcar, o fumo e o zimbo.
O pau-brasil foi a principal mercadoria de troca entre os europeus e os nativos durante os primeiros dois séculos de colonização do Brasil. A sua exploração foi a primeira atividade econômica dos portugueses na América Portuguesa, no século XVI.A madeira do pau-brasil era usada para construir objetos, mas a sua maior importância econômica estava na resina vermelha que produzia, a partir da qual se fabricava um corante para tingir tecidos.
A monetarização foi uma evolução do comércio, que facilitou as transações, pois algumas mercadorias se tornaram muito valiosas e precisavam de muitos produtos em troca.
Dinheiro
O que é dinheiro?
Dinheiro, tal como conhecemos nos dias de hoje, é uma quantia em moedas ou notas de papel (cédulas) que nós usamos para comprar coisas e fazer pagamentos. Cada país decide que tipo de dinheiro vai usar. A maioria tem dinheiro de metal, as moedas, e dinheiro de papel, ou papel-moeda. No Brasil, a unidade básica do dinheiro é o Real. O governo do Brasil usa a Casa da Moeda, que é onde todo dinheiro brasileiro é impresso, para imprimir notas de R$2,00, R$5,00, R$10,00, R$20,00, R$ 50,00, R$ 100,00 e R$200,00. A Casa da Moeda também fabrica moedas de diferentes tamanhos.
Onde fica a Casa da Moeda?
A Casa da Moeda fica no estado do Rio de Janeiro, no Distrito de Santa Cruz.
A Casa da Moeda fabrica o papel ou apenas o imprime?
Apenas imprime. O papel é produzido por uma indústria (a Papel Salto) que fica na cidade de Salto (interior do estado de São Paulo). Desta fábrica o papel, que mais tarde vai ser impresso na Casa da Moeda, já sai com a marca d’água e fio de segurança. O papel que sai da fábrica é enviado à Casa da Moeda em grandes folhas. Em cada uma destas folhas, mais tarde, serão impressas, aproximadamente, 50 cédulas.
Que moedas estão sendo, atualmente, fabricadas no Brasil?
A Casa da Moeda, obedecendo as determinações do governo (na figura do Banco Central), fabrica moedas de 5 centavos; 10 centavos; 25 centavos; 50 centavos e a de 1 real.
O dinheiro é o mesmo no mundo todo?
Não, não é. No Brasil nós temos o real. A maior parte dos países tem seu próprio dinheiro, embora alguns países aceitem dinheiro de outros lugares. Nos EUA, o dinheiro é o dólar. Na Grã- Bretanha, que inclui a Inglaterra, a unidade básica do dinheiro é a libra. Na França e na Alemanha é o euro. No Japão é o yen. E no Canadá é o dólar canadense que é diferente do dólar americano.
O dinheiro foi sempre assim- moedas ou papel?
Não. Inúmeros objetos e utensílios foram usados como dinheiro em diferentes momentos da história e em diferentes lugares. Alguns deles: chá; penas de avestruz; bacalhau; presas de javali; contas de vidro; cacau; ovos; pele de animais; enxadas; seixos; chaleiras; fumo; pregos; óleo de oliva; bois; mandíbulas de porco; anzóis; crânios humanos; arroz; cauri (moluscos); sal; escravos; dedais; marfim; vodka; tecidos; fios de lã e de seda; conchas. Com o tempo surgiu a necessidade de utilização de materiais que pudessem ser armazenados sem perigo de deterioração e sem perder o valor. Como resposta a esta necessidade iniciou-se a utilização de metais preciosos (ouro, prata, bronze e cobre) como medida de troca para pagamentos (dinheiro). Inicialmente os metais eram derretidos e transformados em barras, lingotes, cubos ou placas.
Como surgiu a moeda de metal?
As primeiras moedas de metal surgiram, aproximadamente, no ano 700 a.C., na Lídia (Grécia). Eram feitas de eletro, uma liga natural de ouro e prata.
Qual a origem da palavra moeda?
Este vocábulo é originário do nome, em latim, do templo da deusa “Juno Moneta” – local onde eram confeccionadas as moedas romanas (aprox. séc. III a.C.).
Todas as moedas têm o mesmo formato circular?
Não. Existem os mais diferentes formatos de moedas. Em Aruba, no Caribe, o centavo de florim é quadrado. Na Algéria, a moeda tem 10 faces (formato decagonal). Moedas furadas existem na China há séculos. Também no Japão são encontradas moedas com um furo no centro. Graças a este furo as moedas eram amarradas à cintura, com o objetivo de facilitar o transporte e protegê-las dos ladrões. Também na Dinamarca são encontradas moedas assim.
Como surgiu o papel-moeda?
As primeiras cédulas surgiram na China, no séc.VII, e eram confeccionadas com cascas de amoreira. Devido ao seu pouco peso era chamado de “dinheiro voador”. O uso do papel-moeda veio a se tornar popular na Europa e nos EUA apenas na segunda metade do século XIX.
O dinheiro dura para sempre?
Se cuidarmos bem das moedas elas podem durar por milhares de anos. Isto porque elas são feitas de metal, que não se desgasta facilmente. O papel-moeda, entretanto, não tem a mesma sorte e estraga-se com facilidade. Para que possam durar mais tempo é preciso cuidado em não guardar as notas dobradas; não molhá-las; não rasgar e nem escrever sobre as notas. Com estes cuidados uma nota de real deve durar, em média, dois anos.
Que cuidados devemos ter para preservar moedas antigas?
A melhor maneira de limpar estas moedas é usando sabão e água. Não dê polimento, pois isso pode danificar as moedas. Para manuseá-las devemos segurá-las pelas bordas. Nunca coloque uma moeda sobre a outra: o atrito danifica as gravuras.
O papel-moeda tem sempre o mesmo formato?
Sim. As variações ocorrem em função dos métodos de impressão, dimensões e diferentes representações visuais. Em alguns países o tamanho das notas é correspondente ao seu valor. Outros, como o Brasil, utilizam dimensão única para todos os valores. Nos países do Oriente, é bastante frequente a produção de cédulas de leitura vertical, obedecendo a forma de escrita daqueles países. Algumas notas foram impressas em tamanhos curiosos. É o caso da nota de 500 rublos (Rússia, 1912) que media 27 por 13 cm, quase o tamanho de uma caixa de sapatos. Na China comunista, por outro lado, foram impressas notas tão pequenas que era difícil não perdê-las. A cédula de 1 yuan media apenas 8 por 4 cm, o tamanho de uma nota de Banco Imobiliário.
A unidade monetária do Brasil sempre foi o real?
Não. O Brasil passou por vários padrões. São eles:
Mil Réis (1833- 1942)
Cruzeiro (1942- 1967)
Cruzeiro Novo (1967- 1970)
Cruzeiro (1970- 1986)
Cruzado (1986- 1989)
Cruzado Novo (1989- 1990)
Cruzeiro (1990-1993)
Cruzeiro Real (1993- 1994)
Real (primeiro de julho de 1994).
A Casa da Moeda só produz dinheiro?
Não. A Casa da Moeda também fabrica selos para os correios, selos fiscais – usados em cigarros, bebidas, relógios – cartões telefônicos, passaportes, carteiras de trabalho, títulos de dívidas públicas, bilhetes de metrô. A Casa da Moeda já fabricou colones para a Costa Rica, pesos venezuelanos e bolivianos, suares equatorianos e intis peruanos.
Quanto tempo um gravador (profissional responsável pelo desenho da matriz – molde em metal- a ser utilizada para a impressão) leva para preparar a imagem que vai aparecer impressa nas cédulas?
O trabalho do gravador é extremamente delicado. Ao fazer o molde em metal, o gravador precisa riscar de três a oito linhas no espaço de 1 milímetro. Para arrancar estas pequenas lascas do metal utiliza-se um instrumento pontudo, o buril. Para a realização deste trabalho os gravadores precisam de concentração absoluta. Tanto que não trabalham sexta-feira à tarde. Dizem que a ansiedade pela chegada do fim-de-semana pode provocar erros. Um erro na gravação pode significar a perda de semanas de trabalho. No Brasil, não mais de 10 pessoas estão habilitadas a exercer este trabalho. Um gravador leva até 48 dias para preparar a imagem de uma cédula.
Como é feita a segurança na Casa da Moeda?
O setor de segurança exige atenção permanente. Quem entra na Casa da Moeda enfrenta revistas e atravessa 3 roletas magnéticas. Quando a pessoa entra na Casa da Moeda deve retirar de seus bolsos qualquer dinheiro que leve consigo. Durante toda a visita é obrigado a usar um jaleco sem bolsos e, na saída, é novamente revistado. Na hipótese de haver esquecido, lá no início, de entregar alguma moeda – mesmo que de 1 centavo – encontrada só na segunda revista, pode desistir dela. Para todos os efeitos ela, agora, pertence à Casa da Moeda. Mesmo os funcionários antigos têm o acesso proibido a setores como o de refino de ouro.
O que determinou a mudança das moedas em 1998?
O Banco Central fez uma pesquisa e descobriu que a população achava o modelo antigo de difícil reconhecimento, porque, além de os desenhos serem muito parecidos, todas as moedas eram de aço inoxidável.
Como se deve proceder para evitar receber uma nota falsa?
É preciso prestar atenção ao desenho, à textura do papel e à qualidade de impressão das notas. É preciso atenção, ainda, aos elementos de segurança que toda nota contém (a marca d´água, a existência ou não de fios de segurança, registro coincidente, imagem latente e fibras coloridas).
Como agir em caso de recebimento de uma nota falsa?
Por pior que seja o prejuízo – já que você não vai receber outra cédula – deve-se entregar, imediatamente, a nota falsa ao banco. A razão é simples: se a polícia descobrir que a pessoa estava consciente do uso de cédulas falsas, ela poderá pegar de 6 meses a 1 ano de detenção, além de receber uma multa.
Qual o destino do dinheiro falsificado que é apreendido?
Ele é encaminhado ao Banco Central do Rio de Janeiro. Lá permanece por um ano e depois é incinerado. Fica depositado por este período pois costuma ser solicitado pela polícia ou pelo judiciário em casos de inquéritos e processos.
Que figuras estão cunhadas nas moedas?
5 centavos – Tiradentes
10 centavos – D.Pedro I
25 centavos – Deodoro da Fonseca
50 centavos – Barão do Rio Branco
1 real – Efígie da República
De que material são feitas as novas moedas?
0,01 e 0,05 – chapas de aço revestidas de cobre
0,10 e 0,25 – aço revestido de latão
0,50 – níquel
1,00 – níquel com borda em latão
A história das moedas (pedido para trabalho escolar)
A história das moedas tem início no século VII a.C., na Lídia, atual Turquia, com as primeiras moedas de ouro e prata. Essas moedas eram fabricadas de forma rudimentar, através de pancadas com um martelo em primitivos cunhos.
Antes das moedas, as pessoas trocavam mercadorias, o que era conhecido como escambo. No entanto, o dinheiro evoluiu a partir de duas inovações básicas:- Os metais passaram a representar reserva de valor
- Os símbolos passaram a representar mercadorias
A palavra "moeda" vem do nome do templo da deusa Juno Moneta, na Roma do século III a.C., onde as moedas eram fabricadas.
A história das moedas no Brasil inclui:
Pau-brasil, a principal mercadoria de troca entre os nativos e os europeus
Pano de algodão, açúcar, fumo e zimbo, que também foram usados como moeda-mercadoria
Real português (1568-1833)
Real brasileiro (1833-1942)
Cruzeiro (1942-1967)
Cruzeiro novo (1967-1970)
Cruzeiro (1970-1986)
Cruzado (1986-1989)
Cruzado novo (1989-1990)
Cruzeiro (1990-1993)
Cruzeiro real (1993-1994)
Real (1994-)
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