*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

sábado, 5 de outubro de 2024

Anjo natalino, Papai Noel e outros enfeites natalinos feitos com revistas e jornais













 

Caranguejo

Material:
- rolos de papelão
- limpadores de cachimbo
- palitos
- olhinhos




Fantasminhas


 Material:
- cola branca
- bola de isopor
- atadura
- garrafa plástica


Organizador para ferramentas de jardinagem


 Material: pallets

Renas feitas com caixas de leite, tinta, gravetos e adornos natalinos


Conhecendo as renas

Habitat
As renas vivem no Hemisfério Norte, em regiões de tundra e florestas boreais, na América do Norte, Groelândia e Euroásia.

Características

As renas são cervídeos, herbívoros e ruminantes, com chifres em ambos os sexos. Possuem pelos ocos e cheios de ar, com uma camada densa e macia contra a pele e outra mais comprida e rígida por fora. O nariz das renas é muito vascularizado, o que ajuda a manter a temperatura adequada em ambientes frios.

Migração
As renas çãomigram regularmente de acordo com as estações do ano. Na primavera, saem dos bosques e no verão se deslocam para áreas não arborizadas da tundra.

Utilização
As renas são utilizadas para obter carne, leite e peles. Também são animais de tração de trenós, sendo importantes para pastores tradicionais, como os Sami, da Escandinávia e da Rússia.

Adaptações
As renas precisam adaptar os olhos à quase ausência de sol no inverno e à luz ininterrupta no verão.

Rena do Papai Noel
A lenda das renas do Papai Noel foi inventada na Europa no século XIX. A tradição diz que as renas puxam o trenó voador do Papai Noel, levando-o pelos céus na noite de Natal.

As emoções são uma parte natural da vida das crianças, assim como dos adultos e idosos


Durante a infância, o cérebro está em desenvolvimento e as áreas responsáveis pelas emoções e pelo social estão amadurecendo. Por isso, é importante que as crianças aprendam a reconhecer e expressar as suas emoções, para que possam lidar com elas de forma saudável.




Os sentimentos são sensações corporais próprias dos seres humanos; porém, a nomeação desses sentimentos é algo aprendido e possui origem social. Ou seja, há uma distinção entre sentir e nomear sentimentos (Skinner, 1974). Quando nos tornamos capazes de identificar nossas próprias emoções, cria-se a possibilidade de inferirmos o sentimento de outra pessoa frente à determinada situação (Skinner, 1978).

O papel dos responsáveis pelo desenvolvimento das emoções é considerado de grande importância, visto que estes respondem às emoções das crianças e são modelos para elas (Zahn-Waxler, Klimes-Dougan e Kendziora, 1998). As práticas que estimulam este desenvolvimento são nomeadas Socialização Emocional Parental (SEP), sendo relacionadas aos conceitos de saúde mental, regulação emocional e competência social futura (Lukenheimer, Shields, & Cortina, 2007).

Algumas práticas importantes da SEP são mostrar abertura à expressão de emoções das crianças, sejam estas positivas ou negativas (Hastings, Rubin, & DeRose, 2005) e conversar com frequência a respeito das emoções. Desta forma, é possível gerar níveis mais altos de competência social e menos problemas de comportamento. Já alguns fatores interferem de modo negativo no desenvolvimento e regulação emocional infantil, como a invalidação ou críticas referentes à emoção expressada pela criança (Denham, Mitchell-Copeland, Strandberg, Auerbach, & Blair, 1997).

A habilidade de identificar e expressar emoções tem sido relacionada com a competência social (Del Prette & Del Prette, 1999; Eisenberg, Fabes, & Murphy, 1996), em razão de ser considerada pré-requisito para outras habilidades, como a empatia (Falcone, 1998). A experiência interpessoal também é apontada, sugerindo que esta pode maximizar a habilidade de identificar e nomear emoções (Eisenberg & cols., 1996). Muito estudada por psicólogos e educadores, a competência social é um indicador considerado bastante preciso do ajustamento psicossocial e de um desenvolvimento positivo, enquanto que um baixo repertório social pode ser um indicador ou até um sintoma de problemas psicológicos (Del Prette & Del Prette, 2013).

Para lidar com as demandas atuais, é necessário que, desde a infância, seja estimulado o desenvolvimento de um repertório cada vez mais variado de habilidades sociais, entre estas o autocontrole e a expressividade emocional, que dizem respeito principalmente ao reconhecimento e à nomeação de sentimentos, expressão de emoções e saber lidar com os próprios sentimentos (Del Prette & Del Prette, 2013).

Tendo em vista que a escola é um espaço privilegiado para promover o desenvolvimento social das crianças, um colégio particular da cidade de Porto Alegre (RS) conta com uma série de projetos que buscam desenvolver habilidades sociais relevantes nos seus alunos. A meta é que os estudantes mantenham relações sociais mais saudáveis com os demais, enfrentem as demandas do meio social de forma adaptativa e tenham um rendimento acadêmico mais positivo. As atividades são realizadas por meio do currículo socioafetivo desenvolvido pela escola, onde as relações interpessoais, as emoções, a identidade e a autoestima são contempladas nas práticas educativas, evitando o enfoque apenas na dimensão cognitiva dos alunos (Chem & cols., 2007). Assim, neste relato serão apresentadas vivências com duas turmas de primeiro ano ao longo de sete meses, com encontros semanais de 50 minutos, onde são trabalhados autocontrole e expressividade emocional.

Relato de experiência
Inicialmente, buscou-se compreender o que as turmas sabiam a respeito de sentimentos, quais conheciam ou já haviam experienciado. Neste momento, tudo o que as crianças mencionavam era escrito no quadro, pois permitia a visualização e a organização do que era trazido pelos alunos.

Objetivando que as crianças pudessem reconhecer suas próprias emoções, foi entregue a cada um uma folha com a pergunta "Como estou me sentindo?", para que desenhassem como se sentiam naquele momento. Algumas crianças optaram por desenhar apenas seu rosto e expressão facial, enquanto outras lançaram mão de outras partes do corpo para mostrar o que sentiam.

No encontro seguinte, os alunos receberam uma folha com cinco círculos, nomeados por sentimentos (raiva, medo, alegria, tristeza e surpresa), e foi proposto que desenhassem dentro do círculo como ficava o seu rosto quando sentiam cada uma daquelas emoções. Após a realização da atividade, as crianças tiveram a oportunidade de expressar um sentimento com o rosto para o restante da turma adivinhar qual era. Grande parte das crianças demonstrou interesse em participar, mostrando-se muito animadas com a atividade.

Dando início ao trabalho sobre felicidade, foi lido para as turmas o livro "Duas dúzias de coisinhas à toa que deixam a gente feliz". Ao longo da leitura, foram feitas pausas para discutir com as crianças, percebendo-se que elas se identificaram com muitas situações mencionadas no livro. Posteriormente, foram questionados sobre o que os deixa felizes na escola.

Para trabalhar sobre medo, as crianças foram questionadas a respeito do que elas têm medo e que estratégias utilizam para lidar com este sentimento. Surgiram diversas situações, como o medo do escuro, de helicóptero, elevador, vacina, medo de que aconteça algo com a sua mãe, entre outros. À medida que as crianças falavam, os colegas pensavam em maneiras para lidar com a situação. Além disso, foi utilizado o livro ilustrado "Quando sinto medo" como recurso para exploração do tema, pois, segundo Friedberg e McClure (2004), atividades que envolvam histórias são um modo eficaz de trabalhar com as emoções. Os autores acrescentam ainda que, durante a leitura, é recomendado conversar com as crianças a respeito do que estão compreendendo, assim como os sentimentos percebidos nos personagens da história.

A fim de introduzir o sentimento tristeza, utilizou-se o livro "Estou triste". Os alunos se identificaram com situações ao longo da leitura, e contaram histórias pessoais nas quais se sentiram tristes. Além de relatar suas vivências, foi proporcionado que pensassem em maneiras de lidar com este sentimento. Pode-se usar como exemplo a fala de um menino, que ao contar sobre a falta que sentia do avô, já falecido, chorou muito. Neste momento, os colegas se mobilizaram na busca de ideias para amenizar a saudade e tristeza que ele sentia, e toda a turma elaborou um cartaz com maneiras pensadas por eles para lidar com estes sentimentos.

Considerações Finais
Sabe-se que as crianças, ao mesmo tempo em que desenvolvem a inteligência, também evoluem em fatores como a socialização e a afetividade (Piaget, 1994). Neste sentido, sendo as relações interpessoais essenciais para o desenvolvimento humano, uma educação completa deve contemplar os níveis cognitivo, emocional e moral, visando ampliar a competência social (Morales, 2009). Portanto, visto que a escola é um local onde as crianças passam grande parte do tempo, seu papel é de fundamental importância no desenvolvimento de habilidades e comportamentos adaptativos e saudáveis, contribuindo assim para a formação de indivíduos muito além do aspecto cognitivo (Pinheiro, Haase, Del Prette, Amarante, & Del Prette, 2006).

Em relação às atividades propriamente ditas, pode-se destacar a flexibilidade como uma característica extremamente necessária, visto que muitas vezes, surgem demandas diferentes do que foi proposto no momento da tarefa. Friedberg e McClure (2004) acrescentam que o adulto responsável por auxiliar as crianças na tarefa de identificar emoções aja de modo criativo, a fim de estimulá-las a pensar acerca do que sentem.

A partir das vivências relatadas, torna-se clara a importância de se trabalhar no âmbito escolar visando o desenvolvimento da expressividade emocional e autocontrole entre as crianças, visto que estão diretamente ligadas a outras habilidades de competência social, como por exemplo, a empatia. Desta forma, é possível que a escola atue prevenindo problemas e promovendo saúde, favorecendo o desenvolvimento pleno dos seus alunos.

Compostagem - alternativa sustentável para reciclar o lixo e reduzir o aquecimento global (pedido pra trabalho escolar)

A compostagem de cascas e restos de frutas e verduras é um processo de reciclagem do lixo orgânico que transforma esses materiais em adubo natural. Esse adubo pode ser usado em jardins, plantas e na agricultura, substituindo o uso de produtos químicos.
Para fazer a compostagem, pode-se:
- Comprar uma caixa de compostagem ou fazer uma em casa com um recipiente plástico;
- Fazer furos de drenagem no fundo da caixa;
- Colocar um pouco de terra na caixa;
- Depositar os restos de comida e demais materiais orgânicos;
- Cobrir com terra.
Para enriquecer o composto com nutrientes e diminuir a acidez, pode-se adicionar camadas de cinza peneirada de forno ou fogão à lenha, calcário, fosfato natural e/ou pó de ossos.
Alguns alimentos que podem ser compostados são:
- Casca de ovo
- Cascas de batata
- Cascas de banana
- Restos de cenoura
- Cascas de manga
Alguns alimentos que não devem ser compostados são: Alimentos cozidos, Massas, Carnes, Ossos.
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A casca de ovo é rica em cálcio e deve ser triturada. a compostagem é uma prática sustentável que traz diversos benefícios para o meio ambiente e para a agricultura:
Redução de resíduos
A casca de ovo é um material que poderia ser descartado como lixo, mas a compostagem ajuda a reduzir a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários.
Fertilidade do solo
A casca de ovo é rica em nutrientes, como cálcio, magnésio, fósforo e potássio, que são essenciais para o desenvolvimento das plantas.
Estrutura do solo
A casca de ovo ajuda a melhorar a estrutura do solo, tornando-o mais poroso e permeável, o que facilita a absorção de água e nutrientes pelas plantas.
Erosão do solo
A casca de ovo ajuda a reduzir a erosão do solo, pois atua como um agente estabilizador.
Ciclo sustentável
A casca de ovo contribui para um ciclo sustentável no jardim e no ecossistema em geral.
A compostagem é um processo biológico de reciclagem do lixo orgânico, que transforma a matéria orgânica em adubo natural. Esse adubo pode ser usado na agricultura, em jardins e plantas, substituindo o uso de produtos químicos.
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A casca de batata pode ser usada na compostagem para produzir um adubo natural rico em nutrientes que ajudam no crescimento saudável das plantas. Para isso, basta adicionar as cascas diretamente na caixa da composteira.

A casca de batata é rica em vitaminas, minerais e nutrientes que ajudam a fortalecer as raízes das plantas. Entre os minerais presentes na casca de batata estão o cálcio, potássio, zinco, cobre, ferro e fósforo.

Além da compostagem, a casca de batata também pode ser usada para fazer adubo líquido. Para isso, basta bater no liquidificador 1 litro de água para cada 500g de cascas de batata por cerca de 2 minutos até formar um suco. Depois, coe a mistura e despeje na terra das plantas.
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A casca de cenoura pode ser usada na compostagem para enriquecer a terra com vitaminas e sais minerais.
As cascas de cenoura também podem ser usadas para extrair compostos bioativos, como o β-caroteno, tocoferóis e fitosteróis. Estes compostos podem ser usados para produzir um óleo nutritivo que pode ser consumido e que pode ajudar a prevenir doenças crônicas.
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A casca de banana é um material muito utilizado na compostagem, pois é uma fonte rica de nutrientes para as plantas. Para compostar a casca de banana, pode-se:
- Cortar a casca em pedaços para facilitar a decomposição
- Triturar a casca antes de adicioná-la à composteira
- Utilizar apenas bananas orgânicas para não contaminar as plantas com agrotóxicos.
A casca de banana é rica em potássio, manganês, sódio, cálcio e ferro, além de ser composta por lipídios, proteínas, fibras e carboidratos. O potássio é o mineral mais abundante na casca de banana e ajuda a transportar a água e os nutrientes entre as células da planta.
Além da compostagem, a casca de banana pode ser utilizada de outras formas, como:
- Limpar e lustrar as folhas das plantas
- Afastar pragas, como pulgas ou pulgões
- Fazer um fertilizante líquido
- Alimentar coelhos, galinhas ou outros animais
- Ajudar a semeadura
- Preparar o solo
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A casca da manga é rica em nutrientes, como cálcio, potássio, ferro, magnésio, manganês, vitamina C, proteínas, carboidratos e pectina. A farinha do caroço da manga pode ser utilizada como complemento na dieta de animais, como ruminantes, peixes e frangos. O bagaço da manga pode ser usado na alimentação de animais ou para produzir biodiesel.
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A erva-mate pode ser composta e utilizada como adubo para plantas, mas é importante ter alguns cuidados para evitar que mofos se desenvolvam na sua superfície: Juntar a erva-mate em um vaso grande, Adicionar gradualmente terra de jardim, Misturar até que fique escura, Acrescentar o adubo nas plantas.

A erva-mate é um dos resíduos orgânicos recomendados para a composteira, juntamente com cascas e restos de frutas e verduras, borra de café, cascas de ovos trituradas, saquinhos de chá, terra de vasos, cinzas de fogão, lareira ou churrasqueira, aparas de grama, ramos, galhos picados, flores murchas e folhagens.

Descartar a erva-mate usada no chimarrão diretamente no solo pode ser prejudicial, pois não passa por um processo de compostagem.
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A borra de café pode ser usada na compostagem, pois é um ingrediente que ajuda a produzir um adubo potente. A compostagem é uma forma acessível de transformar resíduos em algo útil, evitando que eles acabem em aterros sanitários ou lixões.
A borra de café pode ser adicionada diretamente à pilha de compostagem, desde que não ultrapasse 20% do total da massa. Para melhorar a eficácia, é possível:
- Adicionar folhas secas para evitar o mau cheiro
- Adicionar serragem para reduzir a umidade
A borra de café ajuda a manter a pilha de compostagem mais quente e a conservar a umidade. Além disso, a composteira fica com um cheiro mais ameno.
A borra de café também pode ser usada para decompor:
- Misturar duas partes de terra com uma parte de borra de café
- Deixar a mistura descansar por 30 a 40 dias ao ar livre ou em um recipiente fechado
- Colocar a mistura no solo ou em um vaso com plantas menores
A borra de café também pode ser usada como esfoliante, pois é um antioxidante natural que ajuda a limpar os poros.


Existem vários tipos de hortas, pois cada horta atende a necessidades e demandas diferentes (pedido para trabalho escolar)

Não podemos comparar por exemplo; uma horta doméstica como uma horta comercial grande, pois uma possui a finalidade de complementar a alimentação de uma família, enquanto a outra visa o lucro por meio da produção de alimentos em larga escala para o consumo de parte da população.

Tipos de horta:

- Horta doméstica ou familiar: é aquela destinada para a atender as necessidades de uma pessoa ou família. 

- Horta comunitária: modelo de horta administrado por um conjunto de pessoas de uma comunidade. Nesse tipo de horta o custo e o trabalho, assim como os lucros da produção são compartilhados pelas pessoas envolvidas. 

-Pequena horta comercial: horta que tem com objetivo o complemento da renda. É comumente cultivada por pequenos produtores ou em casas com quintal grande.

- Grande horta comercial: estilo de horta cultivada por grandes proprietários de terra, que tem como sua maior finalidade a produção e o lucro. Sendo esta a principal fonte de renda dos mesmos, também geram empregos e representam uma boa parcela da nossa economia nacional. 

- Horta escolar ou institucional: possui finalidade didática, ou seja de produção e transmissão de conhecimento, além de abastecer instituições como a própria escola, orfanatos e abrigos em alguns casos ou, ainda, famílias carentes. É com esse modelo de horta que iremos trabalhar.

O que pode cultivar e ensinar em uma horta escolar

Hortaliças frutos ou tipo frutos: abóbora, abobrinha berinjela, pimentão, pepino, tomate, etc.

Hortaliças raízes ou tubérculos: beterraba, batata, mandioca, cenoura, rabanete etc.

Hortaliças folhosas: alface, coentro, manjericão, cebolinha, salsa, aipo, repolho etc.

Hortaliças bulbos: cebola e alho.


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A horta escolar é uma iniciativa pedagógica que pode trazer diversos benefícios para os alunos e para a escola, possibilitando um contato com o meio ambiente e trabalhando conteúdos multidisciplinares.

O foco da escolar é a produção de conhecimento, além claro de contribuir para o complemento da merenda escolar.

Pode ser integrada a várias disciplinas, como Biologia, Matemática, Português, Geografia, entre outras.

Os alunos aprendem sobre responsabilidade, trabalho em equipe e o valor da natureza.

A horta é uma forma de promover a educação ambiental e o consumo consciente, ajudando a reduzir os custos com fornecedores de hortifrutigranjeiros

Pode ajudar a criar um cardápio escolar mais variado e rico em cores e sabores.

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Para manter a horta saudável, é importante:

Evitar que o solo fique encharcado.

Retirar ervas daninhas e outras sujidades diariamente.

Repor o adubo após cada colheita.

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Metas que a horta escolar possui:

- criar um espaço verde que possibilite o aprendizado com relaçao à importância da natureza e de sua biodiversidade

- fazer com que o aluno se veja como parte da natureza e não como um ser isolado.

- complementar a merenda escolar, uma vez que as hortaliças cultivadas poderão e deverão ser utilizadas para este fim.

- iniciar uma mudança significativa com relação à melhoria da alimentação dos alunos.

- demonstrar as vantagens do alimento orgânico.

- criar discussões relativas não somente aos alimentos cultivados, mas com relação à saúde como um todo.

- questionar os hábitos de vida de cada um e propor mudanças que trarão melhorias na qualidade de vida do indivíduo.

- promover uma maior integração da comunidade.

- introduzir uma dimensão lúdica fazendo do aprendizado uma experiência mais agradável e proveitosa.

- gerar dúvidas e estimular a busca de respostas para a mesma.

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Transformando embalagens de amaciante (pedidos para trabalhos escolares)




 

Jogos e brincadeiras populares (pedido para trabalho escolar)

Elementos da cultura popular que são criados ao longo do tempo e passados de geração em geração - sustentáveis.

São caracterizados por serem anônimos e estarem em constante transformação.

Algumas brincadeiras populares são:
Amarelinha, Pular corda, Pião, Queimada, Batata quente, Pega-pega, Bolinha de gude, Passar anel, Morto-vivo, Telefone sem fio.


Os jogos e brincadeiras populares são importantes para a cultura e para o desenvolvimento infantil. Eles permitem que as crianças:
- Se expressem
- Lidem com a fantasia, o medo, a imaginação e o faz-de-conta
- Descobrem o meio em que vivem
- Compreendem mais sobre os objetos da cultura humana
- Internalizam regras e papéis sociais
- Aprimoram suas capacidades motoras, a coordenação motora fina e a noção de espaço

Os jogos ou brincadeiras populares fazem parte da cultura e são criados pelas pessoas ao longo do tempo passando de geração para geração. Nestes jogos, não existem regras fixas, elas podem ser criadas pelo grupo que está brincando e modificadas sempre que necessário. Para brincar não são necessários materiais ou espaços específicos, podemos brincar em qualquer lugar. Os jogos populares fazem parte da cultura. 

Atualmente a evolução urbana tem contribuído para a extinção de alguns jogos populares. O fato de trocar a moradia em casas por prédios de apartamentos e o processo de insegurança generalizada no País, estão fazendo com que as calçadas deixem de ser um local de divertimento infantil. 

Há algum tempo, era muito comum nas cidades, principalmente nos pequenos municípios do interior do brasileiro, as crianças brincarem e jogarem na frente das suas casas, nas calçadas ou em praças e ruas tranquilas.

Existe uma grande quantidade de jogos e brincadeiras populares conhecidas, que fizeram e ainda fazem a alegria de muitas crianças brasileiras: queimado, cabo-de-guerra, escondeesconde, rouba bandeira, tá pronto seu lobo?, cabra cega, bola de gude, sobra um, entre outros. 

Visando contribuir para o registro da memória desses jogos e brincadeiras populares, apresenta-se, a seguir, um pequeno resumo com informações sobre algumas brincadeiras e jogos populares: 

QUEIMADO 
Os participantes são divididos em dois grupos de crianças. Delimita-se o campo da batalha com a mesma distância para cada lado, traçando-se uma linha no centro chamada de fronteira. O jogo consiste em que cada criança de uma equipe atinja com a bola, jogada com as mãos da linha de fronteira, outra criança da equipe adversária. Quem não conseguir segurar a bola e for atingido por ela será “queimado”. A criança que conseguir segurar a bola a atira, imediatamente, tentando atingir alguém do outro grupo. Vence o jogo o grupo que conseguir “queimar” ou matar todos os adversários ou o que tiver o menor número de crianças “queimadas”. 

CABO-DE-GUERRA 
Os participantes são divididos em dois grupos, com o mesmo número de crianças. Cada grupo segura um lado de uma corda, estabelecendo-se uma divisão na sua metade, de forma a permitir que cada grupo fique com o mesmo tamanho de corda. É dado o sinal do início do jogo e cada grupo começa a puxar a corda para o seu lado. O vencedor é aquele que durante o tempo estipulado (um ou dois minutos) conseguir puxar mais a corda para o seu lado. 

ESCONDE-ESCONDE 
Uma criança é escolhida para contar com os olhos fechados em um determinado local chamado de “manja”, enquanto as outras se escondem. Após a contagem, ela tenta encontrar cada criança escondida e ao avistá-la tem que dizer “batida fulano ou fulana”, tocando na “manja”. Se alguma das crianças que se esconderam conseguir chegar na “manja” sem ser vista por aquela que está procurando, fala alto “batida, salve todos” e quem está procurando começa novamente a contar. Entretanto, se todos forem pegos, escolhe-se outra criança para contar e começa-se todo o processo outra vez. 

ROUBA-BANDEIRA 
Os participantes são divididos em dois grupos com o mesmo número de crianças. Delimitase o campo e, em cada lado, nas duas extremidades, é colocada uma bandeira (ou um galho de árvore). O jogo consiste em cada grupo tentar roubar a bandeira do outro grupo, sem ser tocado por qualquer jogador adversário. Quem não consegue, fica preso no local onde foi pego e parado como uma estátua, até conseguir que um companheiro de equipe o salve tocando-o. Vence o grupo que tiver menos participantes presos ou quem pegar primeiro a bandeira, independente do número de crianças “presas”. 

TÁ PRONTO SEU LOBO? 
Uma criança é escolhida para ser o lobo e se esconde. As demais dão as mãos e vão caminhando e cantando: - Vamos passear na floresta, enquanto o seu lobo não vem! Está pronto seu lobo? E o lobo responde durante muito tempo que está ocupado, fazendo uma tarefa de cada vez: tomando banho, vestindo a roupa, calçando os sapatos, penteando o cabelo e o que mais resolver inventar. A brincadeira continua até que o lobo fica pronto e, sem qualquer aviso, sai do esconderijo e corre atrás das outras crianças, tentando pegar os participantes desprevenidos. A primeira criança que for pega, será o lobo na próxima vez.

CABRA-CEGA Escolhe-se uma das crianças para ser a cabra-cega. Coloca-se um venda nos seus olhos, alguém faz com que ela dê vários giros e pede-se que ela tente tocar ou segurar alguma das outras crianças participantes. Quem ela conseguir tocar ou segurar primeiro, será a próxima cabra-cega. A norma tem que ser combinada antes, se é só tocar ou tem que agarrar. A brincadeira deve ser realizada em um espaço pequeno e livre, com poucos obstáculos para que não haja acidentes e machucados.

BOLA DE GUDE 
É um jogo muito antigo, conhecido desde as civilizações grega e romana. O nome "gude" tem origem na palavra "gode", do provençal, que significa "pedrinha redonda e lisa". Atualmente, a bola de gude é feita de vidro colorido. Há várias modalidades do jogo, porém a mais conhecida é o chamado triângulo. Risca-se um triângulo na terra e coloca-se uma bola de gude em cada vértice. Se houver mais de três participantes, as bolas são colocadas dentro ou nas linhas do triângulo. Para saber quem vai iniciar o jogo marca-se um risco no chão, a uma certa distância do triângulo. Posicionando-se perto do triângulo, cada participante joga uma bola procurando fazer com que ela pare o mais próximo da linha riscada no chão. O nível de proximidade da bola define a ordem dos jogadores. O jogo começa com o primeiro participante jogando a bola para tentar acertar alguma das bolinhas posicionadas no triângulo. Se conseguir, fica com a bola atingida e continua jogando, até errar quando dará a vez ao segundo e assim por diante. Se a bola parar dentro do triângulo o jogador fica “preso” e só poderá participar da próxima rodada. Os participantes vão se revezando e tentando “matar” as bolinhas dos adversários, utilizando os dedos polegar e indicador para empurrar a bola de gude na areia, com o objetivo de atingir o maior número de bolas dos outros participantes. Ganha o jogo quem conseguir ficar com mais bolas.

SOBRA UM 
Várias crianças formam um círculo e uma fica em pé, fora do círculo. Cada criança escolhe o nome de uma fruta. Quem estiver dirigindo a brincadeira diz:- Eu fui comer uma salada de frutas na casa de fulana. Faltaram banana e abacaxi. As crianças que representam essas frutas vão trocar de lugar. A criança que ficou em pé deve tentar ficar no lugar de uma delas. Se conseguir, uma daquelas é que vai ficar em pé esperando a dirigente falar o nome de outras frutas e tentar pegar outro lugar. Num dado momento a dirigente da brincadeira diz: - Faltaram todas as frutas! Todas as crianças tentam trocar de lugar de uma vez só, e a que ficou em pé também. Como nesta brincadeira sempre sobra um, a criança que sobrou depois dessa grande troca, é a perdedora. 

ATIVIDADES 

1. Você conhece todas as brincadeiras citadas no texto? De qual delas você mais gosta? R:______________________________________________________________ 

2. Além das brincadeiras citadas acima, você conhece alguma outra brincadeira ou jogo popular? Cite os que você conhece. R:_________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 

3. Há algumas brincadeiras populares que é possível brincar sozinho. Cite uma brincadeira R: ________________________________________________________________

4. Marque V para verdadeiro e F para falso nos espaços abaixo. (_____) Nos Jogos ou Brincadeiras Populares é necessário que se crie uma regra pré estabelecida para o seu desenvolvimento. (_____) As moradias urbanas tem impedido que as brincadeiras se realizem devido à falta de espaço e à insegurança. (_____) Os jogos populares tem passado de geração em geração e prevalecem até os dias atuais. (_____) Existe nomes diferentes para um determinado tipo de jogo ou brincadeira. (_____) Os jogos populares não fazem parte da cultura. (_____)Algumas brincadeiras ou jogos populares necessitam de materiais específico. 

5. Escolha uma brincadeira que você mais gosta, brinque e relate qual experiência você teve em vivenciar essa brincadeira. R:_________________________________________________________________ ___________________________________________________________________

GABARITO: 1- RESPOSTA PESSOAL 2- RESPOSTA PESSOAL 3- BOLA DE GUDE, AMARELINHA, CINCO MARIAS... 4- F – V – V – V – F – F 5- PESSOAL

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Como evitar a extinção de árvores brasileiras

Segundo o IBAMA, árvores como pau-brasil e jequitibá estão ameaçadas de extinção e classificadas como vulneráveis, raras ou em perigo. Para evitar a extinção dessas espécies, é importante não comprar móveis feitos de madeira extraída ilegalmente e plantar novas árvores quando possível.

Existem três classificações para considerar uma espécie de árvore em extinção: vulnerável, rara e em perigo.

Árvores como pau-brasil, jequitibá, sapucaia, mogno, jacarandá, imbuia, ipê-amarelo, embaúba, pau de ferro, entre outras, estão nessa lista, dentro de uma das três classificações.

Mas como evitar que elas desapareçam? Uma primeira iniciativa é não comprar móveis feitos de madeiras extraídas dessas árvores. E você pode pedir na loja a certificação da madeira. Se ela não tiver, provavelmente o móvel que você quer comprar foi feito com madeira de desmatamento. O que não é legal!



Então vamos plantar uma árvore?!

O código florestal não pode mudar

O pau-brasil foi uma moeda-mercadoria (pedido para trabalho escolar)


Antes de se declarar independente, o pau-brasil foi a principal mercadoria utilizada no Brasil como elemento de troca entre os nativos e os europeus, numa espécie de moeda-mercadoria.

A intensa exploração do pau-brasil quase levou a árvore à extinção e, ainda hoje, ela é considerada uma espécie ameaçada.

O pau-brasil foi uma das primeiras mercadorias utilizadas como moeda no Brasil, juntamente com o pano de algodão, o açúcar, o fumo e o zimbo.

O pau-brasil foi a principal mercadoria de troca entre os europeus e os nativos durante os primeiros dois séculos de colonização do Brasil. A sua exploração foi a primeira atividade econômica dos portugueses na América Portuguesa, no século XVI.
A madeira do pau-brasil era usada para construir objetos, mas a sua maior importância econômica estava na resina vermelha que produzia, a partir da qual se fabricava um corante para tingir tecidos.
A monetarização foi uma evolução do comércio, que facilitou as transações, pois algumas mercadorias se tornaram muito valiosas e precisavam de muitos produtos em troca.

O forte tom avermelhado extraído da resina presente no pau-brasil era utilizado para tingir tecidos na Europa.





Dinheiro

O que é dinheiro?
Dinheiro, tal como conhecemos nos dias de hoje, é uma quantia em moedas ou notas de papel (cédulas) que nós usamos para comprar coisas e fazer pagamentos. Cada país decide que tipo de dinheiro vai usar. A maioria tem dinheiro de metal, as moedas, e dinheiro de papel, ou papel-moeda. No Brasil, a unidade básica do dinheiro é o Real. O governo do Brasil usa a Casa da Moeda, que é onde todo dinheiro brasileiro é impresso, para imprimir notas de R$2,00, R$5,00, R$10,00, R$20,00, R$ 50,00, R$ 100,00 e R$200,00. A Casa da Moeda também fabrica moedas de diferentes tamanhos.

Onde fica a Casa da Moeda?
A Casa da Moeda fica no estado do Rio de Janeiro, no Distrito de Santa Cruz.

A Casa da Moeda fabrica o papel ou apenas o imprime?
Apenas imprime. O papel é produzido por uma indústria (a Papel Salto) que fica na cidade de Salto (interior do estado de São Paulo). Desta fábrica o papel, que mais tarde vai ser impresso na Casa da Moeda, já sai com a marca d’água e fio de segurança. O papel que sai da fábrica é enviado à Casa da Moeda em grandes folhas. Em cada uma destas folhas, mais tarde, serão impressas, aproximadamente, 50 cédulas.

Que moedas estão sendo, atualmente, fabricadas no Brasil?
A Casa da Moeda, obedecendo as determinações do governo (na figura do Banco Central), fabrica moedas de 5 centavos; 10 centavos; 25 centavos; 50 centavos e a de 1 real.

O dinheiro é o mesmo no mundo todo?
Não, não é. No Brasil nós temos o real. A maior parte dos países tem seu próprio dinheiro, embora alguns países aceitem dinheiro de outros lugares. Nos EUA, o dinheiro é o dólar. Na Grã- Bretanha, que inclui a Inglaterra, a unidade básica do dinheiro é a libra. Na França e na Alemanha é o euro. No Japão é o yen. E no Canadá é o dólar canadense que é diferente do dólar americano.

O dinheiro foi sempre assim- moedas ou papel?
Não. Inúmeros objetos e utensílios foram usados como dinheiro em diferentes momentos da história e em diferentes lugares. Alguns deles: chá; penas de avestruz; bacalhau; presas de javali; contas de vidro; cacau; ovos; pele de animais; enxadas; seixos; chaleiras; fumo; pregos; óleo de oliva; bois; mandíbulas de porco; anzóis; crânios humanos; arroz; cauri (moluscos); sal; escravos; dedais; marfim; vodka; tecidos; fios de lã e de seda; conchas. Com o tempo surgiu a necessidade de utilização de materiais que pudessem ser armazenados sem perigo de deterioração e sem perder o valor. Como resposta a esta necessidade iniciou-se a utilização de metais preciosos (ouro, prata, bronze e cobre) como medida de troca para pagamentos (dinheiro). Inicialmente os metais eram derretidos e transformados em barras, lingotes, cubos ou placas.

Como surgiu a moeda de metal?
As primeiras moedas de metal surgiram, aproximadamente, no ano 700 a.C., na Lídia (Grécia). Eram feitas de eletro, uma liga natural de ouro e prata.

Qual a origem da palavra moeda?
Este vocábulo é originário do nome, em latim, do templo da deusa “Juno Moneta” – local onde eram confeccionadas as moedas romanas (aprox. séc. III a.C.).

Todas as moedas têm o mesmo formato circular?
Não. Existem os mais diferentes formatos de moedas. Em Aruba, no Caribe, o centavo de florim é quadrado. Na Algéria, a moeda tem 10 faces (formato decagonal). Moedas furadas existem na China há séculos. Também no Japão são encontradas moedas com um furo no centro. Graças a este furo as moedas eram amarradas à cintura, com o objetivo de facilitar o transporte e protegê-las dos ladrões. Também na Dinamarca são encontradas moedas assim.

Como surgiu o papel-moeda?
As primeiras cédulas surgiram na China, no séc.VII, e eram confeccionadas com cascas de amoreira. Devido ao seu pouco peso era chamado de “dinheiro voador”. O uso do papel-moeda veio a se tornar popular na Europa e nos EUA apenas na segunda metade do século XIX.

O dinheiro dura para sempre?
Se cuidarmos bem das moedas elas podem durar por milhares de anos. Isto porque elas são feitas de metal, que não se desgasta facilmente. O papel-moeda, entretanto, não tem a mesma sorte e estraga-se com facilidade. Para que possam durar mais tempo é preciso cuidado em não guardar as notas dobradas; não molhá-las; não rasgar e nem escrever sobre as notas. Com estes cuidados uma nota de real deve durar, em média, dois anos.

Que cuidados devemos ter para preservar moedas antigas?
A melhor maneira de limpar estas moedas é usando sabão e água. Não dê polimento, pois isso pode danificar as moedas. Para manuseá-las devemos segurá-las pelas bordas. Nunca coloque uma moeda sobre a outra: o atrito danifica as gravuras.

O papel-moeda tem sempre o mesmo formato?
Sim. As variações ocorrem em função dos métodos de impressão, dimensões e diferentes representações visuais. Em alguns países o tamanho das notas é correspondente ao seu valor. Outros, como o Brasil, utilizam dimensão única para todos os valores. Nos países do Oriente, é bastante frequente a produção de cédulas de leitura vertical, obedecendo a forma de escrita daqueles países. Algumas notas foram impressas em tamanhos curiosos. É o caso da nota de 500 rublos (Rússia, 1912) que media 27 por 13 cm, quase o tamanho de uma caixa de sapatos. Na China comunista, por outro lado, foram impressas notas tão pequenas que era difícil não perdê-las. A cédula de 1 yuan media apenas 8 por 4 cm, o tamanho de uma nota de Banco Imobiliário.

A unidade monetária do Brasil sempre foi o real?
Não. O Brasil passou por vários padrões. São eles:
Mil Réis (1833- 1942)
Cruzeiro (1942- 1967)
Cruzeiro Novo (1967- 1970)
Cruzeiro (1970- 1986)
Cruzado (1986- 1989)
Cruzado Novo (1989- 1990)
Cruzeiro (1990-1993)
Cruzeiro Real (1993- 1994)
Real (primeiro de julho de 1994).

A Casa da Moeda só produz dinheiro?
Não. A Casa da Moeda também fabrica selos para os correios, selos fiscais – usados em cigarros, bebidas, relógios – cartões telefônicos, passaportes, carteiras de trabalho, títulos de dívidas públicas, bilhetes de metrô. A Casa da Moeda já fabricou colones para a Costa Rica, pesos venezuelanos e bolivianos, suares equatorianos e intis peruanos.

Quanto tempo um gravador (profissional responsável pelo desenho da matriz – molde em metal- a ser utilizada para a impressão) leva para preparar a imagem que vai aparecer impressa nas cédulas?
O trabalho do gravador é extremamente delicado. Ao fazer o molde em metal, o gravador precisa riscar de três a oito linhas no espaço de 1 milímetro. Para arrancar estas pequenas lascas do metal utiliza-se um instrumento pontudo, o buril. Para a realização deste trabalho os gravadores precisam de concentração absoluta. Tanto que não trabalham sexta-feira à tarde. Dizem que a ansiedade pela chegada do fim-de-semana pode provocar erros. Um erro na gravação pode significar a perda de semanas de trabalho. No Brasil, não mais de 10 pessoas estão habilitadas a exercer este trabalho. Um gravador leva até 48 dias para preparar a imagem de uma cédula.

Como é feita a segurança na Casa da Moeda?
O setor de segurança exige atenção permanente. Quem entra na Casa da Moeda enfrenta revistas e atravessa 3 roletas magnéticas. Quando a pessoa entra na Casa da Moeda deve retirar de seus bolsos qualquer dinheiro que leve consigo. Durante toda a visita é obrigado a usar um jaleco sem bolsos e, na saída, é novamente revistado. Na hipótese de haver esquecido, lá no início, de entregar alguma moeda – mesmo que de 1 centavo – encontrada só na segunda revista, pode desistir dela. Para todos os efeitos ela, agora, pertence à Casa da Moeda. Mesmo os funcionários antigos têm o acesso proibido a setores como o de refino de ouro.

O que determinou a mudança das moedas em 1998?
O Banco Central fez uma pesquisa e descobriu que a população achava o modelo antigo de difícil reconhecimento, porque, além de os desenhos serem muito parecidos, todas as moedas eram de aço inoxidável.

Como se deve proceder para evitar receber uma nota falsa?
É preciso prestar atenção ao desenho, à textura do papel e à qualidade de impressão das notas. É preciso atenção, ainda, aos elementos de segurança que toda nota contém (a marca d´água, a existência ou não de fios de segurança, registro coincidente, imagem latente e fibras coloridas).

Como agir em caso de recebimento de uma nota falsa?
Por pior que seja o prejuízo – já que você não vai receber outra cédula – deve-se entregar, imediatamente, a nota falsa ao banco. A razão é simples: se a polícia descobrir que a pessoa estava consciente do uso de cédulas falsas, ela poderá pegar de 6 meses a 1 ano de detenção, além de receber uma multa.

Qual o destino do dinheiro falsificado que é apreendido?
Ele é encaminhado ao Banco Central do Rio de Janeiro. Lá permanece por um ano e depois é incinerado. Fica depositado por este período pois costuma ser solicitado pela polícia ou pelo judiciário em casos de inquéritos e processos.

Que figuras estão cunhadas nas moedas?
5 centavos – Tiradentes
10 centavos – D.Pedro I
25 centavos – Deodoro da Fonseca
50 centavos – Barão do Rio Branco
1 real – Efígie da República
De que material são feitas as novas moedas?
0,01 e 0,05 – chapas de aço revestidas de cobre
0,10 e 0,25 – aço revestido de latão
0,50 – níquel
1,00 – níquel com borda em latão



A história das moedas (pedido para trabalho escolar)

 A história das moedas tem início no século VII a.C., na Lídia, atual Turquia, com as primeiras moedas de ouro e prata. Essas moedas eram fabricadas de forma rudimentar, através de pancadas com um martelo em primitivos cunhos.

Antes das moedas, as pessoas trocavam mercadorias, o que era conhecido como escambo. No entanto, o dinheiro evoluiu a partir de duas inovações básicas:
- Os metais passaram a representar reserva de valor
- Os símbolos passaram a representar mercadorias

A palavra "moeda" vem do nome do templo da deusa Juno Moneta, na Roma do século III a.C., onde as moedas eram fabricadas.

A história das moedas no Brasil inclui:

Pau-brasil, a principal mercadoria de troca entre os nativos e os europeus
Pano de algodão, açúcar, fumo e zimbo, que também foram usados como moeda-mercadoria
Real português (1568-1833)
Real brasileiro (1833-1942)
Cruzeiro (1942-1967)
Cruzeiro novo (1967-1970)
Cruzeiro (1970-1986)
Cruzado (1986-1989)
Cruzado novo (1989-1990)
Cruzeiro (1990-1993)
Cruzeiro real (1993-1994)
Real (1994-)

Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...