*BRINCADEIRA SUSTENTÁVEL DESDE 2013*

Pesquisa, conceito e autoria: Renata Bravo / Contato: renatarjbravo@gmail.com

Inspirada em Heidegger, a Brincadeira Sustentável não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser vivida, elaborada e incorporada.
A tese que fundamenta este blog parte de uma ideia simples e duradoura: a infância, o brincar, a cultura, a natureza e as relações humanas constituem dimensões essenciais da formação do indivíduo e da construção da vida em sociedade. Embora os contextos históricos, as tecnologias e os modos de viver se transformem, essa base permanece atual. Por isso, não se trata de uma tese vinculada a uma época específica, mas de uma perspectiva que atravessa gerações e continua encontrando sentido sempre que uma criança brinca, aprende, cria, convive e estabelece sua relação com o mundo.

A INFÂNCIA EM TRÂNSITO: MEMÓRIA, CULTURA E FUTURO

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

O Pampa é um bioma brasileiro que abriga uma grande variedade de animais, incluindo mamíferos, aves e aves aquáticas:


Mamíferos: Veado-campeiro, graxaim, zorrilho, furão, tatu-mulita, preá, tuco-tucos

Aves: Tachã, cabeça-seca, colhereiro, gavião-caramujeiro, pato-de-crista

O Pampa é um hub de aves migratórias, que transitam para o Pantanal. A tachã é o símbolo do bioma Pampa, sendo uma ave grande de cor pardo-acinzentada, com um penacho na nuca e um topete avantajado.

A palavra Pampa vem da língua quíchua e significa planície. O Pampa é uma região com solo fértil, sendo frequentemente procurado para o desenvolvimento de atividades agrícolas.

Zorrilho

O Pampa é um bioma brasileiro que abriga diversos animais, como aves, anfíbios e mamíferos, que fazem diferentes tipos de sons:

Tachã: Ave símbolo do Pampa, de cor pardo-acinzentada, com um penacho na nuca e um topete avantajado

Ema, perdiz, joão-de-barro, quero-quero e caturrita: Aves que fazem parte da fauna do Pampa

Sapinho-de-barriga-vermelha: Anfíbio que se destaca no Pampa

Tuco-tucos, furões e veados-campeiros: Mamíferos que fazem parte da fauna do Pampa

O Pampa é uma planície que vai do Rio Grande do Sul aos contrafortes dos Andes na taiga da Cordilheira. A palavra pampa vem da língua quíchua e significa planície.


O som é um dos principais veículos de comunicação utilizado pelos animais.

O espaço acústico pode ser considerado como um recurso ecológico finito, sujeito à competição pelas espécies que partilham do mesmo habitat. Nesse contexto, a Hipótese de Nicho Acústico (HNA) prediz que as espécies evitam emitir sinais sonoros ao mesmo tempo ou frequência, de forma a minimizar a sobreposição de sons. O objetivo geral deste trabalho foi testar a Hipótese de Nicho Acústico, verificando a existência de partição temporal e espectral quando os animais estão emitindo sinais sonoros, e também a diferença de sazonalidade na dinâmica de partição de nicho acústico. A coleta de dados foi realizada em uma área de Caatinga, que possui forte sazonalidade, com estações seca e chuvosa bem marcadas. Utilizamos dados de 3 dias não consecutivos de amostragem em cada estação, em um esquema de subamostragem de 1 minuto a cada 15 minutos de gravação (96 minutos por dia). Os sinais identificados como sons de animais foram selecionados e a sobreposição entre eles foi avaliada utilizando-se o índice de Pianka, comparando o valor do índice obtido com um gerado por um modelo nulo. Nos 576 minutos de gravação analisados foram encontrados 125 sinais sonoros classificados como aves, 77 como ortópteros, 02 como cigarras, 02 como anuros e 02 como mamíferos. As análises de sobreposição de nicho para duração dos sinais acústicos e para as bandas de frequência ocupadas por cada grupo faunístico, sugere uma baixa sobreposição em ambas estações. Os valores dos índices observados não poderiam ser originados ao acaso e refletem a ocorrência de processos biológicos nas dimensões do tempo e da frequência. Os resultados corroboram a hipótese da competição por espaço acústico e consequente adaptação dos organismos para coexistência durante a comunicação sonora.

Acauã

Os barulhos da Caatinga sãoos cantos das aves que habitam o bioma, como o casaca-de-couro, garrinchão, choca-barrada, choca-do-nordeste, cava-chão, acauã, joão-xique-xique, rolinha fogo-apagou, pica-pau-ocráceo, periquito-da-caatinga, pompéu, balança-rabo, sofreu ou corrupião, galo-da-campina ou cardeal-do-nordeste, caburé, tem-farinha-aí.

A Hipótese de Nicho Acústico (HNA) prevê que as espécies que compartilham o mesmo habitat evitam emitir sinais sonoros ao mesmo tempo ou frequência.

A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, localizado na região Nordeste, com uma área de 826.411 km2. A sua flora e fauna são ricas em endemismo e adaptadas às altas temperaturas e à falta de água.


O som emitido por um vulcão antes de entrar em erupção é semelhante ao de um trombone, mas em uma escala muito maior

Isso acontece porque as explosões na coluna de magma geram ondas sonoras que se refletem no topo da cratera.


À medida que o magma sobe na cratera, a distância entre o topo da coluna e o topo da cratera diminui, o que faz com que o tom do som aumente.

A partir da análise do som emitido, é possível rastrear o movimento do magma dentro da cratera e emitir alertas de uma erupção iminente.

A erupção do vulcão Krakatoa, em 1883, foi o som mais alto já registrado na história. O barulho atingiu o pico de 172 decibéis, muito acima do limite sonoro humano para dor, que é de 130 decibéis. O som foi ouvido a cinco mil quilômetros de distância e circulou a Terra cinco vezes.

Em 2022, a erupção do vulcão Hunga Tonga-Hunga, na ilha de Tonga, foi o som mais alto já ouvido no planeta em 139 anos



O som da neve

 OS CIENTISTAS descobriram que, quando neva, cada floco ao cair na água emite um som imperceptível ao ouvido humano. Esse som é como o de uma sirene de carro de bombeiros, que quanto mais se aproxima, mais alto fica e, depois que passa, aos poucos não se ouve mais — tudo isso em dez milésimos de segundo.


Uma gota de chuva ou uma pedrinha de granizo, ao caírem, penetram na superfície da água. Mas o floco de neve por ser mais leve flutua na água e logo derrete, liberando então um “grito”, o som ao qual fizemos referência acima. Há 15 anos se descobriu esse som, mas ninguém deu muita atenção. Só que de uns anos para cá, esse som começou a incomodar os biólogos no Alasca que rastreiam salmões migrantes com sonar. O tinido dos flocos de neve que caem mascara os sinais transmitidos pelos peixes e a monitorização tem de ser abandonada. O que causa esse fenômeno?

A revista New Scientist explica que quando o floco de neve flutua na água não há quase nenhum som. Mas quando ele começa a derreter, a água é sugada por ação capilar. E é possível que nesse processo, o floco de neve libere bolhas de ar ou que elas fiquem presas por causa da água que sobe. A bolha vibra ao tentar se adaptar ao ambiente e com essa vibração envia ondas sonoras, parecidas com o som de um sino tocando — mas em um tom bem, bem mais alto.

Os sons da Mata Atlântica

A paisagem sonora da Mata Atlântica é composta por uma grande diversidade de vocalizações e outros sons produzidos pela fauna, constituindo um importante elemento da experiência ecológica e da percepção da biodiversidade. Entre as aves, destacam-se espécies como sabiá-una, capitão-de-saíra, borralhara, araponga, surucuá-variado, chocão-carijó, arapaçu-de-garganta-branca, gavião-pega-macaco, saracura-do-mato e tangará-dançador, cujas vocalizações participam da dinâmica acústica da floresta. Entre os anfíbios, os coaxos também desempenham papel relevante, como ocorre com a rãzinha-verrucosa, espécie associada à Mata Atlântica que vive no solo da floresta e utiliza a serrapilheira, troncos, raízes e pequenas cavidades como abrigo. Outros sons característicos podem ser produzidos por mamíferos, como os saguis, e por aves noturnas, como a coruja-listrada. A diversidade sonora está diretamente relacionada à elevada biodiversidade desse bioma, considerado um dos mais ricos em espécies do planeta. Entretanto, a fragmentação e a perda de habitat provocadas principalmente pelo desmatamento comprometem os ecossistemas e reduzem as condições necessárias à sobrevivência de muitas espécies. Conhecer e identificar os sons da Mata Atlântica constitui, portanto, uma estratégia de educação ambiental, pois amplia a percepção sobre a fauna, estimula a observação da natureza e contribui para a compreensão da importância da conservação dos ambientes naturais.












Dos biomas ao Papel: reciclagem de papel e proteção dos biomas

A reciclagem de papel é importante para a preservação das florestas porque reduz a necessidade de extrair matérias-primas, como árvores, para a produção de papel:

- A cada tonelada de papel reciclado, estima-se que cerca de 17 a 20 árvores sejam salvas.

- A produção de papel virgem requer 2 a 3,5 toneladas de árvores para cada tonelada de papel produzido.

- A reciclagem do papel evita o desmatamento e a perda de biodiversidade.

Além disso, a reciclagem de papel tem outros benefícios para o meio ambiente e para a sociedade:

- Reduz a poluição do ar e da água.

- Contribui para a mitigação das mudanças climáticas.

- Consome menos água e energia do que a produção de papel a partir de matérias-primas virgens.

- Gera empregos na cadeia produtiva da reciclagem.

- Promove a economia circular, que transforma resíduos em novos produtos.

O Brasil é um dos maiores produtores de papel do mundo, mas ainda há muito a ser feito para aumentar a reciclagem.



Canto da Amazônia: Uirapuru e a Amazônia


O uirapuru é uma ave originária da floresta amazônica e um personagem central de lendas indígenas, além de ter inspirado uma obra de Heitor Villa-Lobos:

Lendas

A lenda do uirapuru conta a história de Quaraçá, um jovem índio apaixonado por Anahí, uma índia casada com o cacique da tribo. Por ser um amor proibido, Quaraçá pediu a Tupã para ser transformado em pássaro e, assim, poder cantar para Anahí.

Obra de Villa-Lobos

A obra Uirapuru de Villa-Lobos foi inspirada em uma lenda indígena em que o uirapuru é flechado no coração por uma moça que se apaixona pelo seu canto.

Espécie

O uirapuru-verdadeiro (Cyphorhinus aradus) é uma espécie de ave que pode ser encontrada em quase toda a Amazônia brasileira, exceto no alto Rio Negro e na região oriental do Rio Tapajós.

Características

O uirapuru é um pássaro exclusivo da floresta amazônica que vive sozinha ou em casais. No período reprodutivo, o casal constrói o ninho com folhas secas.

Status de conservação

Não há dados estatísticos confiáveis sobre a situação de conservação do uirapuru, uma vez que o último levantamento publicado foi em 2008.

 

Uirapuru é o nome comum dado a várias espécies de aves passeriformes, piprídeas, principalmente as mais coloridas dos gêneros Pipra, Chiroxiphia e Teleonema. Recebe também outros nomes como: irapuru, guirapuru, arapuru, irapurá, virapuru, tangará, rendeira, pássaro-de- fandango e realejo. Os nomes: uirapuru, guirapuru, virapuru, arapuru e irapurá são originários do tupi-guarani “wirapu´ru” ou “guirapuru”, e tangará vem de “tãga´rá”.

Dentre as várias espécies chamadas de uirapuru, uma é tida como a verdadeira e, portanto, é chamada de uirapuru-verdadeiro (Cyphorhinus aradus). Trata-se de uma ave pequenina, medindo cerca de 10 centímetros, cujas penas variam entre os tons avermelhados e o marrom claro. Possui pés grandes e bico vigoroso e na cabeça traz manchas brancas, bem próximas aos olhos.

O uirapuru é nativo da América do Sul, presente, principalmente, em florestas e várzeas. Pode ser encontrado nos seguintes lugares: Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil. No nosso país, ele se faz presente em quase toda a Amazônia. Tanto pode viver sozinho, formar casais ou viver juntamente com outras espécies de pássaros, o que leva o caboclo a achar que seu canto melodioso é o responsável por atrair bandos de aves, mas, segundo pesquisas, ele se une a outros pássaros à cata de alimentos. Possui voos curtos, vivendo numa área limitada. Constrói seu ninho com raízes e folhas e o esconde em meio à folhagem.

Embora pareça uma ave bem comum, de plumagem bastante simples, o uirapuru está entre os pássaros que possuem um dos mais belos cantos, sendo a avezinha, inclusive, apelidada de corneta ou músico da mata. Seu canto melodioso só pode ser ouvido durante cerca de15 dias por ano, ao amanhecer ou entardecer, durante 5 a 10 minutos, enquanto trabalha na construção de um ninho para atrair a fêmea. Ele pode apresentar até sete cantos diferenciados. Macho e fêmea são dotados do belo canto, embora o macho cante melhor. O belo trinado da ave não se assemelha ao de nenhuma outra. Por isso, segundo reza uma lenda, todas as aves emudecem para ouvi-lo.

O uirapuru é um pássaro que se movimenta com muita rapidez pelo solo ou entre as folhagens, com seus pés grandes e plumagem colorida. Trata-se de uma avezinha muito agitada. Aprecia as florestas tropicais, onde se alimenta de frutas e de pequenos insetos. Muitos acreditam que ele se alimenta melhor por ocasião das estações chuvosas, época em que as formigas deixam os formigueiros para atacarem os animais rasteiros, fazendo a festa da passarada.

Existem muitas superstições envolvendo o uirapuru, que durante muito tempo teve um lugar privilegiado em nosso país, mas que hoje se encontra quase que totalmente esquecido. Eis algumas:

Aquele que obtiver uma pena terá muita sorte na vida.
Quem conseguir um pedaço de seu ninho terá o amor da pessoa amada pelo resto da vida.
Quem ouvir seu canto deverá fazer um pedido imediatamente, e será atendido.
Guardar qualquer parte da ave traz sorte nos negócios.
A companhia de um uirapuru empalhado traz muita sorte na vida e, especialmente, no amor.
Mitos de mau gosto, especialmente os dois últimos, e de extrema gravidade, pois têm sido responsáveis pela extinção da ave, ao lado do desmatamento.

Lenda sobre o uirapuru

Certa vez um jovem e valente guerreiro acabou se apaixonado pela esposa de um grande cacique, mas como não podia se aproximar dela, fez um pedido a Tupã, que não exatamente um Deus, mas sim uma manifestação divina representada pelo trovão, que transformou o jovem guerreiro num pássaro chamado Uirapuru e assim a noite ele se aproximava de sua amada e cantava para ela.

Entretanto, seu maravilhoso canto também chamou a atenção do cacique, que fascinado ficou e assim certo dia perseguiu o Uirapuru para capturá-lo e desta forma obter a canção somente pra ele, mas o pássaro rapidamente se escondeu em meio à escuridão da floresta e foi por lá que o cacique acabou se perdendo e desaparecendo. Assim Uirapuru, continuou a cantar para sua amada na esperança de que um dia ela percebesse o grande amor do jovem guerreiro. O mito transformou o Uirapuru num amuleto, e onde ele canta proporciona felicidade no amor e também boa caça e fartura.

Para ensinar biomas na educação infantil, você pode:


Explorar a natureza: Levar as crianças para parques, praças e áreas verdes para que conheçam e valorizem a natureza.

Adequar à realidade: Trazer informações sobre o bioma da cidade, como formas de exploração dos recursos naturais, atividades de sustentabilidade e práticas de preservação.


Promover o ensino lúdico: Realizar brincadeiras educativas e atividades em grupo.

Pesquisar coletivamente: Trabalhar em grupo para pesquisar sobre os animais dos biomas brasileiros.

Utilizar organizadores prévios: Utilizar organizadores prévios expositivos ou comparativos, como textos introdutórios, filmes, resenhas e imagens.

Seja um exemplo: Ser um exemplo para as crianças.

Incentivar o consumo consciente: Falar sobre a importância da água e ensinar a fazer o descarte correto do lixo.

Promover a convivência com a natureza: Incluir filmes e livros com a temática ecológica.

Um bioma é um conjunto de vida vegetal e animal, delimitado por características naturais em comum, como vegetação, clima, relevo, solo e composição da fauna e da flora.



A pesca predatória coloca em risco a sustentabilidade da vida marinha

Não é de hoje que esse tema tem sido constantemente abordado pela dimensão do prejuízo causado ao sistema ambiental em todos os aspectos. Mesmo assim a inércia das autoridades é mais preocupante ainda. A falta de politica pública, e o descaso assustam, a cada ano quando observamos as espécies desaparecerem mais rápido do que o previsto.  Pesca predatória é aquela que retira do meio ambiente, mais do que ele consegue repor, diminuindo a população de peixes e mesmo de plantas do ecossistema. A pesca predatória tem consequências desastrosas, podendo limitar a produtividade pesqueira, quer seja do ponto de vista biológico, quer econômico. Dentre as atividades realizadas de forma ilegal.


A pesca predatória tem várias consequências negativas para o meio ambiente e para a vida das pessoas, incluindo: 

Desequilíbrio ecológico A pesca predatória interfere na teia alimentar, impedindo a reprodução e o crescimento das espécies marinhas.  

Extinção de espécies A pesca predatória captura mais espécies do que o ecossistema consegue suportar, o que pode levar à extinção de diversas espécies.  

Ameaça à segurança alimentar A pesca predatória pode levar ao declínio de populações de peixes, o que ameaça a segurança alimentar das comunidades costeiras.  

Danos ao ecossistema marinho A pesca predatória pode causar danos catastróficos ao ecossistema marinho. Um exemplo é o finning, uma prática que consiste em remover as barbatanas dos tubarões, muitas vezes quando eles ainda estão vivos. Os tubarões sem barbatanas não conseguem nadar com eficiência e morrem afogados ou são comidos por outros predadores. 

Entre os grandes problemas ambientais no planeta vale o destaque para a pesca predatória que como prática captura número de espécies além do que o ciclo natural de vida e ecossistema consegue suportar e por consequência aumenta as chances de resultar no ciclo de extinção que pode fazer o peixe sumir do globo terrestre. Vegetais aquáticos também podem sofrer em níveis a ser considerada de forma negativa em termos de meio ambiente.  Conforme o local de pesca existe épocas nas quais o IBAMA não aconselha realizar a pesca. Porém, com a falta de fiscalização os pescadores atuam em massa contra os períodos e prejudicam o ciclo dos peixes. Nesse sentido qualquer tipo de atividade pesqueira que não acontece na época indicada por órgão nacional é suscetível de ser predatória.  O impacto da caça, então, gera nos ecossistemas uma redução no número de espécies, até o ponto de extinção, causando desequilíbrios naturais, quer pela captura exagerada ou mesmo pelo abate de espécies protegidas ou em risco de extinção.  Essa postura deve ser transformada, para que o ser humano passe a ter uma relação harmônica com a natureza, passando a viver de forma mais sustentável.  Muitos estudos são realizados com a ideia de sensibilizar a sociedade, mas nem sempre são capazes de surtir os efeitos desejados. Porém, nota-se que ainda faltam muitos esforços para a valorização humana com a natureza e principalmente com os animais silvestres.  Nesse contexto, o objetivo desse trabalho é fomentar a relação humana com o ambiente natural, principalmente com a relação de caça e pesca predatória dentro do campo social e indivíduos que possam ser alcançados por esta campanha, buscando uma reflexão ecológica e filosófica acerca deste assunto que ainda é pouco discutido entre os indivíduos.

Para uma horta caseira, pode-se usar adubos minerais ou orgânicos:

 


Adubos minerais - O NPK 15-15-20 é um adubo mineral rico em potássio, que é essencial para o desenvolvimento da horta.  

Adubos orgânicos - Pode-se usar esterco curtido, como 15 a 20 litros de esterco de curral ou 5 litros de esterco de galinha por metro quadrado de canteiro.  

Adubos caseiros - Pode-se usar alimentos que podem virar adubo, como: 

Borra de café, rica em nitrogênio  

Casca de ovo, rica em cálcio  

Cascas de batata, ricas em nutrientes diversos  

Feijão, que fornece nitrogênio  

Canela, que pode controlar pragas, eliminar doenças causadas por fungos e acelerar o processo de "cicatrização" das plantas  

Cinzas, ricas em nutrientes como cálcio, fósforo, magnésio, nitrogênio, entre outros 

Minhocas, que deixam a terra rica em nutrientes 

O melhor adubo depende do tipo de planta, do objetivo e do momento da aplicação:

A jardinagem é uma atividade gratificante, e nada se compara à sensação de cultivar suas próprias ervas frescas em casa. Se você é um entusiasta da jardinagem e está procurando maneiras de garantir o crescimento saudável de suas plantas. Descubra como o adubo natural pode enriquecer o solo, fornecer nutrientes essenciais e impulsionar o crescimento exuberante da sua cebolinha.

Esterco bovino - É um adubo orgânico rico em macro e micronutrientes, além de fibras que ajudam a reter água e melhorar o crescimento das raízes.  

Húmus de minhoca - Também conhecido como vermicomposto, é um adubo natural produzido pelas minhocas, que decompõem resíduos orgânicos e deixam os nutrientes para as plantas.  

Adubo mineral - É o mais utilizado pelos agricultores, por ser barato e conter minerais como ureia, nitrogênio, potássio e fosfatados.  

NPK - É uma fórmula química composta por nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), que é comum em lavouras, hortas e jardins. O NPK 4-14-8 é recomendado para preparar o solo para o plantio. Já o NPK 20x05x20, com maior concentração de nitrogênio e potássio, é usado para preparar o solo antes do plantio e no início do ciclo de vida das frutíferas.  

Adubação pneumática É feita em culturas com grande espaçamento entre as plantas e entre as linhas, por meio de semeadoras pneumáticas.  

Para o momento do plantio, os fertilizantes químicos ou granulados são os mais recomendados.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

A panela mais adequada para fazer comida depende do que pretende preparar e do material da panela:

 Panela de cerâmica: É uma opção segura e saudável, pois é atóxica e não transfere resíduos para os alimentos. É ideal para saltear e grelhar.

Panela de ferro fundido: Libera pequenas quantidades de ferro nos alimentos, o que pode ser benéfico para quem precisa aumentar os níveis do mineral. Além disso, o ferro fundido pode enriquecer os alimentos com ferro, ajudando a prevenir anemia.

Panela de aço cirúrgico: É atóxica e não possui substâncias como níquel, chumbo ou alumínio.

Panela de vidro: É atóxica e não transfere resíduos para os alimentos.

Panela de inox: É resistente e distribui o calor de forma igual por sua superfície. No entanto, contém níquel, que é tóxico e pode se desprender da panela ao longo do uso.

Panela antiaderente: É ótima para grelhar, fritar e selar alimentos.

Caldeirão e caçarola: São muito parecidos e servem para fazer ensopados, cozidos e alguns preparos com carne. A diferença é que o caldeirão é mais profundo e cabe mais água.


A melhor opção de utensílio de cozinha depende do que você pretende fazer com ele e das características que você considera mais importantes:

Vidro

É considerado um dos materiais mais saudáveis para utensílios de cozinha, pois não libera resíduos nos alimentos e é inerte a alimentos ácidos. É também muito higiênico e permite acompanhar o preparo dos alimentos sem abrir a tampa. No entanto, é frágil, pesado e aquece com facilidade, podendo queimar o alimento.

Alumínio
É popular, fácil de encontrar e de manusear, e aquece rapidamente. É indicado para serviços que exigem resultados leves.

Inox
É resistente, durável e não libera resíduos nos alimentos. No entanto, não é antiaderente, por isso exige mais cuidado no cozimento. Para limpar, pode-se usar vinagre, limão e bicarbonato.

Cerâmica
Preserva o sabor dos alimentos e mantém-nos aquecidos por mais tempo. É fácil de lavar e tem grande poder antiaderente. Para limpar, pode-se usar esponja macia, detergente e água morna.

Panelas de aço cirúrgico, porcelana e cerâmica também são atóxicas, ou seja, não possuem substâncias na sua composição que podem causar intoxicação no organismo.

Não se deve arear a parte interna de panelas de alumínio ou aço inox. A areação, que consiste em esfregar a panela com palha de aço ou areia, pode fazer com que substâncias do metal migrem para o alimento. Essas substâncias podem estar relacionadas com problemas neurológicos.

Para limpar a parte interna da panela, pode-se usar:
- Bicarbonato de sódio e água quente, deixando de molho por uma noite
- Vinagre e água quente, deixando de molho por uma noite

A parte externa da panela pode ser areada, mas é importante evitar o contato da palha de aço com a superfície de metal.
Panelas com revestimento a
ntiaderente não precisam ser areadas, pois o revestimento evita manchas e sujeira

Aproximar a ciência do cotidiano desperta a vontade do conhecimento e facilita o aprendizado. E contribui também para os processos de educação alimentar e nutricional


A ciência na cozinha é o estudo dos fenômenos físicos, químicos e biológicos que ocorrem durante o preparo dos alimentos, e que transformam ingredientes simples em pratos incríveis.

A cozinha pode ser considerada um laboratório, pois nela se encontram vários reagentes, como temperos, óleos, ácidos, e reagentes biológicos, como o fermento.  

A ciência culinária é a capacidade de saber que a comida é mais do que apenas comida, e de ter as ferramentas para fazer perguntas e encontrar as respostas para elas.  

A ciência está presente na cozinha de várias formas, como: 

- A química, pois quase tudo que cozinhamos e comemos é feito de carbono, oxigênio e hidrogênio  

- A física, pois na cozinha se aplicam conceitos como atrito, pressão, elasticidade, cinemática, dinâmica, eletricidade, e estudo do meio

- os riscos de uso de determicadas panelas, como as de alumínio 

- os benefícios do azeite para a saúde

- os riscos do consumo de gorduras saturadas

- a ação dos conservantes e realçadores de sabor colocados nos alimentos ultraprocessados

A cozinha e a ciência estão relacionadas de diversas formas, como:

- A cozinha pode ser considerada um laboratório, pois nela se encontram vários reagentes, como temperos, óleos, ácidos e fermento.

- A culinária é uma atividade que está ligada à natureza, à ciência e à biologia.

- O conhecimento da ciência na cozinha é importante para o reaproveitamento de alimentos, diminuindo o desperdício e o lixo orgânico.

- O conhecimento da química é fundamental para saber como aplicar os compostos presentes em temperos em alimentos industrializados ou em preparações.

- A gastronomia é uma ciência estudada há muitos séculos, e vários equipamentos, utensílios e processos culinários surgiram da curiosidade dos pesquisadores.

- A ciência culinária e a ciência alimentar são abordagens diferentes, mas ambas podem ser utilizadas para desenvolver novos produtos alimentícios.

- A comida é um elemento característico de identidades distintas, que se realizam por meio de tradições, regionalismos, modelos de cozinha e saber-fazer específicos


“Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade”. Charles Chaplin


Os objetivos desse trabalho são:

- Analisar o herói moderno e suas relações com a cidade.

- Identificar a solidão e a melancolia do homem na cidade moderna.

- Citar a influência e o impacto do maquinismo e das utopias técnico-científicas na contemporaneidade, especialmente no filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin.

Chaplin foi uma figura bastante crítica em relação à história da sua época e do cinema. Estudar Carlitos como herói moderno em seus filmes é um grande desafio. Ele constrói, através de seus filmes, representações da realidade e através disso acrescenta o riso e a dor, mexendo assim com o sentimento das pessoas. Na maioria de seus filmes, são sugeridos estímulos que provocam o riso e o choro, aliviando e gerando novas tensões, uma vez que o sentido trágico da vida domina toda a sua obra. Porém, Carlitos consegue esconder, habilmente a tragédia sob seu delicado humor.

As características mais marcantes nos filmes de Chaplin seriam basicamente, esses objetivos a serem analisados neste artigo. No primeiro objetivo, que seria analisar o herói moderno e suas relações com a cidade, irei analisar principalmente no filme “O Garoto”, onde Chaplin mostra que ainda é possível ser uma pessoa boa em meio a tantas diferenças sociais na cidade moderna. O herói é visto como uma pessoa que entra em confronto com a modernidade, mantendo um relativo afastamento da multidão e de tudo que a cerca. Além disso, é aquele que tem um confronto com o mundo, que o pressiona com todas as suas tecnologias modernas. O herói não consegue, assim, viver desse modo tão intenso, como toda essa multidão, sugada pela modernidade. Mas sem abandonar a multidão e a modernidade, consegue diferenciar-se da primeira e manter sua individualidade. E é isso que Chaplin irá mostrar em seu personagem Carlitos.

Já no filme “Luzes da Cidade”, irei discutir o segundo objetivo: a solidão e a melancolia do homem na cidade moderna. Pois nesse filme ele demonstra muito a solidão frente às pessoas que já não se interessa mais em viver, conversar, ou até mesmo cumprimentar umas as outras, pois se tornaram frias e sem sentimentos. Foram essas pessoas que a modernidade criou e domesticou. Carlitos irá buscar a pureza e a sinceridade numa mulher cega e sem maldade, pois essa não vê o mundo ao seu redor e por isso confunde Carlitos com um homem rico. Mas a partir do momento que volta a enxergar, com a ajuda de Carlitos, essa o despreza porque vê que ele não é um homem rico. Suas esperanças se foram junto com a cegueira da mulher. E por ele não conseguir inserir-se nesse mundo, acaba se tornando uma pessoa triste e melancólica. Essa é uma característica da cidade moderna, as pessoas necessitam ouvir os barulhos produzidos pela era moderna, mas não costumam mais usar o olhar e a fala, a ponto dessas ficarem se olhando por minutos a fio sem dizer uma só palavra, só escutando os barulhos das fábricas, dos carros, enfim, os barulhos da modernidade.

Vale frisar que essas características estão em todos os seus longas-metragens. Mas analisando cada um detalhadamente, veremos que cada característica está mais num filme que em outro, pois Chaplin queria mostrar, talvez mesmo sem saber, passo a passo de uma pessoa que não conseguia se inserir nesse mundo moderno.

Nesse momento irei frisar um aspecto na filmografia de Chaplin, que seria a representação da máquina e da técnica no filme “Tempos Modernos” – 1936.

Chaplin no seu filme “Tempos Modernos”, mostra o seu personagem Carlitos como sendo uma cobaia desses tempos e da modernidade em que se insere. A máquina vai ser o principal objeto de Chaplin que mostra em Carlitos a pessoa que não se acostuma a ela.

Vemos, a partir do filme, a submissão do corpo à máquina. A cena em que Carlitos repete vários gestos iguais e depois sai à rua repetindo os mesmos gestos, mostra bem essa submissão. O corpo do personagem não consegue se controlar em meio às máquinas que estão cada vez mais velozes, ou seja, o corpo torna-se escravo dessas máquinas. Carlitos, por ser uma pessoa que não consegue se acostumar com essa rapidez da industrialização, sofre um pouco mais e acaba entrando em uma neurose, ou seja, ele se transforma numa máquina que sempre repete seus movimentos sem parar um segundo sequer. Chaplin quer mostrar a partir disso, que os trabalhadores da era industrial irão virar uma máquina, não conseguindo controlar seus próprios movimentos, perdendo assim a sensibilidade dos gestos. Além disso, esse trabalhador saberá fazer uma só coisa, que será o seu objeto de trabalho, como por exemplo o único movimento de Carlitos na fábrica.

Claro que Chaplin põe isso de um modo cômico, fazendo com que as pessoas riem de coisas que estão acontecendo com elas próprias, pois Chaplin expressa a modernidade através dos filmes de modo que o expectador tenha um olhar mais crítico de uma situação já vivenciada por ele, mas ainda não pensada mais a fundo. O que o expectador não percebia, na sua dura rotina, consegue agora perceber através de um filme. A partir daí, esse imaginário será usado pela coletividade para formar uma certa identidade. A função do símbolo, o filme, é de introduzir valores, modelando os comportamentos individuais e coletivos. Além disso, o símbolo é construído a partir de experiências dos expectadores, seus desejos e motivações. O cinema, nessa era de modernidade, se preocupa em fazer com que as realidades do nosso mundo fiquem mais próximas do público, e a partir disso, é criado um desejo, do público, sobre o cinema. Cada dia fica mais irresistível a necessidade de possuir o objeto, de ter tão perto quanto possível, na imagem, na sua cópia e na sua reprodução.

Por isso supomos que esse riso do público é um riso não de alegria, mas de preocupação, pois a partir daí a imaginação do público será desperta para algo real, que até então esses não haviam percebido.

O cinema faz com que nós, o público, nos percebamos diante de coisas que fazem parte de nossa vida, e que passam sobre uma simples tela de cinema. Ficávamos presos a um mundo que era só aquilo e pronto, mas com a sua chegada, o cinema permitiu-nos que empreendêssemos viagens a longas distâncias. Essa natureza que se dirige à câmara não é a mesma do nosso olhar. A diferença está no fato de que o espaço em que o homem age conscientemente é substituído por outro, em que sua ação é inconsciente.

Na fábrica que Carlitos trabalha vemos uma alta tecnologia, o que aliás é uma das principais características da modernidade vinda com a Revolução Industrial. Essa, por sua vez, é vista no filme como algo ruim para as pessoas e os operários, pois nada nessa época tem limites e acaba fazendo com que o operário se transforme em uma espécie de “máquina humana”. Além das máquinas, vemos câmeras que controlam o trabalho dos funcionários, ou seja, controlam o tempo e como trabalham. Podemos notar até mesmo o exagero dessas tecnologias sobre os funcionários da fábrica, na cena em que Carlitos é cobaia de um experimento que faz com que o operário faça sua refeição e ao mesmo tempo trabalhe. A partir do humor, Chaplin mostra o trágico dessa modernidade: as máquinas irão controlar completamente a vida das pessoas, tanto a dos operários como das pessoas comuns. Entra a questão, aqui, do conceito de tempo dessa modernidade, pois até na hora de almoçar não se deve parar para não atrasar a produção.

Voltando à cena em que Carlitos faz movimentos únicos sobre os parafusos, vemos, de novo, a alienação da máquina sobre o corpo. A partir do momento que o dono da fábrica acha necessário aumentar o ritmo de trabalho, o corpo do personagem é obrigado a aumentar o ritmo e os gestos, se sujeitando à velocidade da máquina. Pois a preocupação nessa era da industrialização não é o ser humano, mas o tempo imposto sobre a produção. Se essa atrasa, a velocidade terá que aumentar, pois o tempo a partir dessa época, é dinheiro.

Outro exemplo é a cena em Carlitos é “engolido” pela máquina de parafusos, onde se mostra todo o mecanismo interior da máquina e Carlitos dentro dessa passa um ar de tranqüilidade, pois esse está tão abalado que para ele parece totalmente normal fazer parte do mecanismo dessa máquina. Este é um ótimo exemplo da apropriação do corpo pela máquina, pois essa suga, literalmente, o corpo do personagem Carlitos.

Charles Chaplin nesse filme mostra, através das grandes tecnologias, uma crítica a essa modernidade avançada, e usa Carlitos para mostrar o descompasso desse com o mundo moderno. Carlitos é incapaz de viver nesse mundo, pois ele é ainda aquele ser humano puro de alma, aquele que não consegue acompanhar o avançado desenvolvimento das máquinas e da sociedade. Mas, ele não é mais um homem perdido no mundo, inconsciente de seu drama. Agora ele conhece o sentido da existência, sabe que a liberdade é inútil se não há meios para fluí-la.

No filme vemos muitas cenas que mostram esse Carlitos, que parece não saber que existe tanta maldade, pobreza e tantos avanços. Numa cena em que ele pega a bandeira vermelha e acena para o caminhão, de onde esta caiu, ele nunca iria imaginar que podia ser preso como sendo um líder sindical, pois logo atrás de Carlitos estavam os grevistas fazendo sua manifestação. A ingenuidade desse personagem transpassa por todo o filme.

Mas apesar disso, ele acaba fazendo seus planos de ter uma casa, de constituir uma família e arranjar empregos, a partir do momento em que se apaixona por uma plebéia. Mas seus planos acabam não dando certo, e Chaplin novamente mostra sua crítica à modernidade, pois Carlitos, por ser essa pessoa ingênua e humana, não está preparado para esse mundo, pois não é aceito, e, não consegue sucesso em meio a tanta maldade, pobreza e confusão.

No final do filme, Carlitos se despede de seu mundo rumo a um lugar que dê espaço para ele, ou seja, o mundo anterior a essa modernidade. Esse seria o último filme de Carlitos, pois no mundo moderno não havia mais espaço para ele. E seria o último filme mudo de Chaplin, pois também não existia mais espaço para seus filmes mudos em meio aos avanços dos filmes sonoros, e que acima do valor do progresso se coloca o valor do homem.

O que se passa, no filme é a questão da melancolia, talvez até mesmo a tristeza pelo que esta acontecendo no mundo, por ser seu último filme como Carlitos, pois a partir daí esse já não irá mais existir. “Tempos Modernos” é uma história sobre a indústria, a iniciativa privada e a humanidade em busca de felicidade.

O filme adquiriu uma importância para a compreensão dos comportamentos, das visões e das ideologias de uma sociedade ou de um momento histórico, no caso, a emergência e consolidação da modernidade. Esse pode tornar-se um documento para a pesquisa. Tanto quanto a própria história, a idéia de cinema expressa um conjunto infinito de realidades e de informações, pois todo o filme é um documento histórico. O cinema na história designa o cinema como documentação para a investigação historiográfica. Com isso vemos que o cinema já faz parte do estudo historiográfico.



NISE DA SILVEIRA: ARTE, AFETIVIDADE E HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO

CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO E A EPISTEMOLOGIA DO BRINCAR

Nise da Silveira (1905–1999) foi uma médica psiquiatra alagoana cuja trajetória transformou a compreensão das relações entre arte, afetividade e cuidado em saúde mental no Brasil. Em uma época marcada por práticas psiquiátricas invasivas e pelo isolamento de pessoas com transtornos mentais, defendeu abordagens que reconhecessem a singularidade de cada indivíduo, valorizando a expressão artística, a convivência e os vínculos afetivos como dimensões fundamentais da experiência humana.

Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1926, foi a única mulher de sua turma. Sua atuação profissional ganhou destaque no antigo Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Rio de Janeiro, onde se opôs a procedimentos como eletrochoques e outras intervenções que considerava incompatíveis com uma abordagem humanizada. Em vez de reduzir o paciente ao diagnóstico, procurou compreender suas formas de expressão, suas experiências subjetivas e suas possibilidades de participação no mundo.

Em 1946, organizou no hospital um ateliê de pintura e modelagem, oferecendo aos pacientes oportunidades de expressão por meio de imagens, cores, formas e volumes. A produção artística passou a constituir um campo de observação e investigação, permitindo acompanhar manifestações simbólicas que nem sempre encontravam expressão pela linguagem verbal. Essa experiência contribuiu para uma compreensão mais ampla das relações entre criação, subjetividade e cuidado, sem reduzir a obra produzida a um simples instrumento de diagnóstico.

Em 1952, Nise fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, instituição dedicada à preservação, ao estudo e à divulgação das obras produzidas nos ateliês terapêuticos. O acervo tornou-se um importante patrimônio artístico, histórico e científico, demonstrando a relevância da documentação e da preservação cultural para a compreensão das experiências humanas. Seu trabalho também dialogou com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung, especialmente no estudo das imagens simbólicas e das manifestações do inconsciente.

Outra contribuição significativa foi a valorização da convivência com animais, aos quais chamava de coterapeutas. Nise observou que os vínculos afetivos estabelecidos entre pacientes e animais podiam favorecer a expressão emocional, a confiança e a construção de relações. Essa perspectiva ampliava o entendimento do cuidado para além dos procedimentos clínicos, reconhecendo a importância do ambiente, da convivência e da afetividade.

Em 1956, criou a Casa das Palmeiras, no Rio de Janeiro, instituição voltada ao atendimento de pessoas com sofrimento psíquico em regime de externato. O espaço privilegiava atividades expressivas, relações interpessoais e acompanhamento individualizado, constituindo uma experiência pioneira na busca de alternativas à institucionalização prolongada. Sua trajetória tornou-se uma referência para a humanização da assistência psiquiátrica e para os debates que fortaleceram a luta antimanicomial no Brasil.

A contribuição de Nise da Silveira permite estabelecer reflexões importantes para a educação, sobretudo quando a arte é compreendida como uma linguagem de conhecimento e não apenas como uma atividade recreativa ou um produto estético. Na educação infantil, desenhar, modelar, construir, experimentar materiais e transformar objetos são ações que envolvem percepção, imaginação, coordenação motora, elaboração de hipóteses, resolução de problemas e interação social. Essas experiências podem ampliar as possibilidades de comunicação e aprendizagem, respeitando os diferentes modos de participação das crianças.

Essa aproximação, entretanto, exige uma distinção fundamental: o trabalho clínico desenvolvido por Nise não se confunde com a prática pedagógica. A escola não deve interpretar desenhos infantis como diagnósticos psicológicos nem atribuir significados fixos às produções das crianças. Sua contribuição para a educação está na valorização da expressão, da escuta, da observação cuidadosa e do respeito às singularidades, sem transformar a atividade artística em instrumento de classificação ou julgamento.

Na perspectiva da epistemologia do brincar, a criança não é apenas receptora de informações. Ela investiga o ambiente, estabelece relações, experimenta possibilidades e produz conhecimentos por meio da ação. Ao manipular materiais, comparar formas, observar texturas e transformar elementos, participa de um processo no qual pensamento, corpo, imaginação e experiência se articulam. A arte, nesse contexto, constitui uma forma de investigação e elaboração da realidade.

Essa concepção encontra possibilidades de desenvolvimento na proposta Brincadeira Sustentável, que articula arte, educação ambiental, aprendizagem e transformação de materiais. Embalagens limpas, papéis, papelões, tecidos e outros elementos selecionados podem ser incorporados a experiências de criação nas quais as crianças observem propriedades, reconheçam possibilidades de uso, planejem construções e reelaborem suas ideias. O material deixa de ser considerado apenas um objeto descartável e passa a integrar uma investigação sobre forma, função, cultura, consumo e responsabilidade ambiental.

A reutilização, contudo, não se resume à produção de brinquedos com resíduos. Quando conduzida pedagogicamente, pode favorecer a reflexão sobre o ciclo de vida dos materiais, a redução do desperdício, a separação adequada dos resíduos e as relações entre sociedade e natureza. A criação artística torna-se, assim, uma oportunidade de articular conhecimentos científicos, matemáticos, culturais e ambientais, respeitando a faixa etária e as condições de participação de cada criança.

A relação entre a obra de Nise da Silveira e a Brincadeira Sustentável está, portanto, menos na reprodução de procedimentos terapêuticos e mais no reconhecimento da expressão humana como dimensão relevante da aprendizagem, da autonomia e da dignidade. Ambas as perspectivas permitem questionar práticas que reduzem o indivíduo à execução de tarefas ou à reprodução de modelos previamente estabelecidos. Criar envolve experimentar, tomar decisões, estabelecer relações e atribuir sentidos à experiência.

Preservar a produção artística, documentar processos e reconhecer a diversidade de expressões também são ações que aproximam educação e gestão cultural. Assim como o Museu de Imagens do Inconsciente demonstrou a importância de conservar e estudar obras produzidas em contextos terapêuticos, os registros pedagógicos podem contribuir para compreender os percursos de aprendizagem das crianças, desde que realizados com responsabilidade, respeito à privacidade e atenção aos processos, e não apenas aos resultados finais.

Nise da Silveira deixou um legado que ultrapassa a história da psiquiatria. Sua trajetória convida a reconsiderar as relações entre cuidado, cultura, criação e liberdade, reafirmando que a dignidade humana não depende da adequação a padrões de comportamento ou de produtividade. Para a educação, sua contribuição está na possibilidade de reconhecer a arte como experiência de investigação, expressão e construção de conhecimento. Para a Brincadeira Sustentável, essa reflexão fortalece um princípio fundamental: transformar materiais também pode significar transformar relações com o ambiente, com a cultura e com as formas de aprender.

Percepção multissensorial e criatividade

Introdução Desde a infância, percebo o mundo de maneira predominantemente multissensorial. Letras, números, formas, cores, objetos e configu...