"Inspirado em Heidegger, Brincadeira Sustentável (por Renata Bravo) não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser digerida, vivida e incorporada." --- Essa reflexão traduz a essência da educação que inspira este blog. Aprender vai muito além da transmissão de conteúdos ou da memorização de informações. Aprender é construir significados por meio da experiência, da observação, da curiosidade, do diálogo, da investigação, da brincadeira, da resolução de problemas e das relações que estabelecemos com o mundo. -- É com essa perspectiva que este blog nasce: um espaço para reunir reflexões e propostas pedagógicas que valorizem o desenvolvimento integral da criança e fortaleçam o trabalho de educadores, famílias e de todos aqueles que acreditam que compreender é mais importante do que simplesmente decorar. -- Ao longo das publicações, abordaremos metodologias que estimulam o raciocínio, o pensamento crítico, a criatividade, a autonomia e a aprendizagem significativa. Refletiremos sobre a importância das boas perguntas, da construção do conhecimento do concreto ao abstrato, da investigação, da observação de padrões, da formulação de hipóteses e da valorização de diferentes estratégias para resolver um mesmo problema. -- Também discutiremos a inclusão como uma prática cotidiana, construída por meio da escuta, do respeito às diferenças e da criação de oportunidades para que todos possam aprender juntos. A convivência escolar, a inteligência emocional, a prevenção de conflitos e a construção de ambientes acolhedores terão lugar de destaque, pois acreditamos que aprender também é conviver. -- A natureza será nossa sala de aula, inspirando projetos de sustentabilidade, hortas, experiências científicas e atividades que despertem o cuidado com o planeta. A arte, a música, o movimento, a psicomotricidade, as brincadeiras e os jogos pedagógicos aparecerão como linguagens fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e criativo. -- A parceria entre família e escola será constantemente valorizada, assim como os princípios educativos presentes no Movimento Escoteiro, que demonstram como a aprendizagem pela experiência, a cooperação, a liderança, a autonomia, a cidadania e o respeito à natureza podem contribuir para a formação integral das crianças e dos jovens. -- Também refletiremos sobre desafios da educação contemporânea, como o uso consciente das tecnologias, a valorização do erro como parte do processo de aprendizagem, o reconhecimento sem competição, a importância da escuta, da observação e da mediação pedagógica. -- Este blog não pretende oferecer fórmulas prontas. Seu propósito é provocar reflexões, compartilhar experiências e construir caminhos para uma educação mais humana, inclusiva e significativa, em que aprender seja uma experiência vivida, compreendida e incorporada. Afinal, educar é muito mais do que ensinar conteúdos: é formar pessoas capazes de pensar, questionar, criar, cooperar, continuar aprendendo ao longo da vida e transformar o mundo ao seu redor.

CONTATO: RENATARJBRAVO@GMAIL.COM - PESQUISAS, TECNOLOGIA ASSISTIVA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESDE 2013.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

As pirâmides do Egito são exemplos de construções antigas que podem inspirar a criação de edifícios sustentáveis.

A engenharia milenar utilizada na construção das pirâmides pode ser aplicada em soluções inovadoras para problemas de engenharia civil.

Pirâmides do Egito
As pirâmides do Egito foram construídas com calcário, granito, basalto, argamassa e tijolos de barro cozido.
Os egípcios utilizaram ferramentas de cobre e pedra para recortar os blocos nas pedreiras.
Para mover os blocos, eles usavam alavancas, trenós de madeira e cordas, e barcaças.
Os egípcios alinhavam as pirâmides com estrelas.

Projeto Zigurate
O Projeto Zigurate é um projeto de construção de um prédio em forma de pirâmide que visa ser auto-sustentável.
O projeto propõe que cidades inteiras possam ser acomodadas em complexos que ocupam menos de 10% da superfície original.
O projeto também visa melhorar a qualidade de vida dos habitantes.


As pirâmides, construídas em tempos remotíssimos, exercem grande fascínio no homem e estão dentre as estruturas consideradas mais impressionantes existentes. Os motivos para isso são diversos, desde o fato de que os trabalhadores não possuíam o benefício das ferramentas e maquinarias modernas, de elas terem resistido a tantos anos, até o de sua construção perfeita, não sendo se introduzir nem mesmo uma folha de papel entre os blocos de pedra, tamanha a perfeição de sua sobreposição.

Definidas pela Geometria Espacial como sólidos geométricos com base quadrada e quatro lados triangulares equilaterais, as pirâmides têm um formato mais estruturalmente estável, o que as torna uma boa opção para projetos que envolvem grandes quantidades de pedra ou de alvenaria. Sabe-se que, de fato, as antigas pirâmides foram construídas com blocos de pedra que chegavam a pesar até duas toneladas e sua execução podia durar de décadas a centenas de anos.

Apesar de existirem em várias partes do mundo, de diversos tamanhos e complexidades, quando se fala de pirâmides, o Egito é logo lembrado. Lá, com o objetivo de abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (joias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos, as construções deveriam ser extremamente resistentes, protegidas e de difícil acesso. Por isso, os engenheiros responsáveis planejavam armadilhas e falsos acessos dentro das pirâmides.

Primeira pirâmide em degraus do Egito, em Saqqara, foi concluída em 2620 a.C. pelo faraó Djoser. Ela tinha quatro níveis e uma câmara mortuária subterrânea.
Primeira pirâmide em degraus do Egito, em Saqqara, foi concluída em 2620 a.C. pelo faraó Djoser. Ela tinha quatro níveis e uma câmara mortuária subterrânea.
Antes das grandes estruturas piramidais, as tumbas eram montes de terra que cobriam câmaras mortuárias. Passaram a ser construções planas, em formato de caixa, e, depois, foram acrescentados níveis sobre os topos das caixas, formando pirâmides com degraus. Os egípcios, porém, levaram os projetos a patamares mais altos com a construção do complexo de pirâmides de Gizé, na margem oeste do rio Nilo, no século 26 a.C.


A Grande Pirâmide de Quéops (Khufu) é a maior e mais bem elaborada que existe, tem 146 metros de altura, uma base quadrada com 230 metros de lado e pesa cerca de 6,5 milhões de toneladas. Para a sua construção, foram utilizados 2,3 milhões de blocos de calcário e granito e eles resistem, até hoje, a milhares de anos à exposição aos elementos da natureza.Sem título


Podemos perceber, pela imagem, as seguintes partes da Pirâmide: a câmara mortuária do rei, que contém a tumba do rei, a câmara mortuária da rainha, que encontra-se abaixo da pirâmide, as câmaras de descarga de peso acima da do rei, que distribuem o peso da pedra acima dela e evitam que a câmara do rei desmorone, a galeria, que é uma grande passagem com um teto abobadado com modilhão e paredes estruturadas em camadas ascendentes, as passagens descendentes e ascendentes que conectam as câmaras umas às outras e ao lado externo, ductos de ar, que ligam a câmara do rei ao ar livre (projetados, provavelmente, por conta da crença de que o espírito do rei pudesse sair dali posteriormente), a entrada, que seria lacrada após a colocação do corpo do faraó, e o acabamento externo feito de pedras de calcário branco, as quais, em sua maioria, já sofreram corrosão com o tempo.


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