CONTATO: RENATARJBRAVO@GMAIL.COM - PESQUISAS, TECNOLOGIA ASSISTIVA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESDE 2013.

"Inspirado em Heidegger, Brincadeira Sustentável (por Renata Bravo) não se apresenta como um conteúdo a ser decorado, mas como uma experiência a ser digerida, vivida e incorporada."

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Parte XI - A economia do conhecimento e o novo desafio brasileiro

  

Chegamos ao ponto em que a história econômica brasileira encontra uma transformação que pode ser tão profunda quanto a industrialização.

Durante séculos, a riqueza esteve fortemente associada à terra.

Depois, ao comércio.

Mais tarde, à indústria, às máquinas, à energia e à infraestrutura.

Hoje, um novo elemento ocupa posição cada vez mais importante:

o conhecimento.

Não significa que a terra, o capital ou a indústria tenham perdido importância.

Significa que a capacidade de combinar esses recursos com ciência, tecnologia e inovação passou a determinar uma parcela crescente do valor produzido.

A economia mudou de escala

Uma empresa do século XIX precisava estar fisicamente próxima de seus fornecedores e consumidores.

Uma indústria do século XX precisava de energia, estradas, máquinas e trabalhadores.

Uma empresa do século XXI pode operar em vários países ao mesmo tempo.

Pode desenvolver um produto em um país, fabricar componentes em outro, utilizar tecnologia criada em um terceiro e vender para consumidores do mundo inteiro.

As fronteiras econômicas tornaram-se mais flexíveis.

O capital passou a circular com enorme velocidade.

A informação passou a circular quase instantaneamente.

E a competição tornou-se global.

O novo meio de produção

Se a terra foi um dos principais meios de produção do Brasil agrário e as máquinas foram fundamentais para a industrialização, o conhecimento tornou-se um dos principais ativos da economia contemporânea.

Uma fórmula.

Um software.

Uma patente.

Uma tecnologia agrícola.

Um processo industrial.

Uma descoberta científica.

Um sistema de inteligência artificial.

Uma marca.

Uma plataforma digital.

Tudo isso pode possuir enorme valor econômico.

A riqueza pode estar em algo que não ocupa espaço físico.

A propriedade também mudou

Essa transformação modifica novamente o conceito de propriedade.

No passado, possuir uma grande extensão de terra significava controlar um recurso limitado.

Depois, possuir uma fábrica significava controlar máquinas, instalações e capacidade produtiva.

Hoje, uma empresa pode possuir ativos intangíveis cujo valor supera em muito seus bens físicos.

Isso cria uma nova pergunta:

quem possui o conhecimento que permite produzir?

E outra ainda mais importante:

quem possui condições para produzir conhecimento?

Universidades e centros de pesquisa

A ciência passou a fazer parte da infraestrutura econômica de um país.

Universidades formam profissionais.

Institutos de pesquisa desenvolvem tecnologias.

Laboratórios criam novos produtos.

Empresas transformam conhecimento em soluções comerciais.

O Estado financia parte importante da pesquisa básica.

A iniciativa privada transforma parte desse conhecimento em produtos e serviços.

Novamente aparece uma relação que já encontramos várias vezes nesta história:

Estado + iniciativa privada + conhecimento + investimento.

O Brasil possui capacidade científica

O Brasil não começa essa nova etapa do zero.

Possui universidades importantes.

Institutos de pesquisa.

Empresas de tecnologia.

Centros de inovação.

Pesquisadores.

Empresas agrícolas altamente tecnificadas.

Indústrias capazes de desenvolver produtos complexos.

A Petrobras desenvolveu tecnologias fundamentais para a exploração em águas profundas.

A Embrapa transformou a agricultura tropical.

Instituições públicas e privadas produziram conhecimento em diferentes áreas.

Portanto, o desafio brasileiro não é simplesmente criar conhecimento.

É também transformar conhecimento em escala econômica.

Da pesquisa ao mercado

Existe uma diferença importante entre descobrir e produzir.

Uma universidade pode desenvolver uma tecnologia.

Mas alguém precisa transformar essa tecnologia em produto.

É necessário investimento.

Gestão.

Infraestrutura.

Propriedade intelectual.

Capacidade industrial.

Acesso ao mercado.

Empreendedorismo.

Esse caminho é conhecido como transferência de tecnologia.

Quando ele funciona, o conhecimento produzido em laboratórios pode gerar:

empresas + empregos + produtividade + exportações + arrecadação + novos investimentos.

A produtividade volta ao centro

É aqui que encontramos uma das questões mais importantes para o Brasil.

O país possui uma economia grande.

Possui recursos naturais abundantes.

Possui população numerosa.

Possui mercado interno.

Mas ainda enfrenta dificuldades para aumentar a produtividade de maneira consistente em toda a economia.

Produtividade significa produzir mais valor utilizando melhor:

trabalho + capital + tecnologia + energia + conhecimento.

Não se trata simplesmente de trabalhar mais.

Trata-se de produzir melhor.

Educação novamente

Por isso, a discussão iniciada anteriormente com Brizola retorna ao centro da nossa história.

Educação não é apenas política social.

É política econômica.

Uma população mais educada possui maior capacidade de:

aprender novas tecnologias;

adaptar-se a mudanças;

criar empresas;

desenvolver pesquisas;

aumentar a produtividade;

ocupar empregos qualificados.

A educação transforma o indivíduo em parte ativa da economia do conhecimento.

A primeira infância também entra nessa equação

Existe ainda uma dimensão anterior à formação profissional.

A capacidade de aprender começa muito antes da universidade.

A infância é o período em que se desenvolvem linguagem, criatividade, sociabilidade, curiosidade, autonomia e diversas capacidades cognitivas.

Por isso, investir na infância não é apenas uma questão de proteção social.

Também é investimento de longo prazo em capital humano.

Uma sociedade que cuida de suas crianças está construindo parte de sua futura capacidade produtiva.

O desafio da inclusão tecnológica

Mas a tecnologia não pode se transformar em um novo mecanismo de exclusão.

Se apenas uma parcela da população possui:

internet de qualidade + computadores + formação digital + educação científica + acesso a ferramentas de inteligência artificial,

as desigualdades podem se aprofundar.

Por isso, inclusão digital precisa ser acompanhada de inclusão educacional.

Ter acesso à tecnologia não basta.

É necessário saber utilizá-la.

A inteligência artificial

A inteligência artificial acrescenta uma nova camada a essa transformação.

Máquinas já conseguem realizar tarefas que antes dependiam exclusivamente do trabalho humano.

Analisar grandes volumes de dados.

Reconhecer padrões.

Produzir textos.

Criar imagens.

Auxiliar em diagnósticos.

Automatizar processos.

O impacto será amplo.

Algumas profissões serão transformadas.

Outras surgirão.

Muitas atividades passarão a exigir novas competências.

O problema não será apenas tecnológico.

Será educacional e econômico.

O trabalhador diante da automação

A história já passou por transformações semelhantes.

A mecanização agrícola reduziu a necessidade de determinados trabalhos manuais.

A industrialização substituiu algumas atividades artesanais.

A automação industrial modificou profissões.

A informática transformou escritórios.

Agora a inteligência artificial começa a transformar atividades intelectuais.

Em cada uma dessas etapas, o desafio foi semelhante:

como permitir que o trabalhador acompanhe a transformação tecnológica?

Educação permanente e qualificação tornam-se cada vez mais importantes.

Pequenos negócios e novas oportunidades

A tecnologia também pode reduzir algumas barreiras de entrada.

Uma pequena empresa pode vender pela internet.

Um artesão pode alcançar consumidores de outras regiões.

Um produtor rural pode utilizar ferramentas digitais para acompanhar preços e mercados.

Um profissional pode prestar serviços para empresas de outros países.

Uma pequena startup pode desenvolver uma solução para um problema específico e alcançar milhões de usuários.

Isso representa uma ruptura importante em relação ao passado.

Nem toda oportunidade econômica depende mais de possuir grandes extensões de terra ou grandes instalações físicas.

Mas o capital continua importante

Seria um erro concluir que a tecnologia eliminou a importância do capital.

Para transformar uma ideia em empresa, ainda são necessários:

investimento + infraestrutura + equipamentos + trabalhadores + crédito + mercado.

A tecnologia pode reduzir algumas barreiras.

Mas não elimina todas.

Por isso, o acesso ao capital continua sendo uma questão central.

Crédito e empreendedorismo

O crédito pode permitir que uma pessoa transforme uma ideia em atividade produtiva.

Mas o sistema financeiro precisa avaliar risco.

Taxas de juros elevadas podem dificultar investimentos.

Burocracia pode aumentar custos.

Insegurança jurídica pode reduzir a disposição para investir.

Por isso, um ambiente econômico favorável precisa combinar:

crédito + segurança jurídica + concorrência + educação financeira + estabilidade.

A propriedade privada no século XXI

A propriedade privada continua sendo um dos fundamentos da economia brasileira.

Mas ela assumiu novas formas.

Uma família pode possuir:

uma casa;

um terreno;

uma empresa;

ações;

uma propriedade rural;

equipamentos;

uma marca;

uma patente;

direitos autorais;

ativos financeiros.

O patrimônio tornou-se diversificado.

Isso amplia as possibilidades de acumulação, mas também cria novas formas de concentração.

A concentração tecnológica

No mundo digital, algumas empresas podem alcançar escala gigantesca.

Uma plataforma pode atender milhões ou bilhões de pessoas.

Isso cria vantagens econômicas extraordinárias.

Quanto maior a rede, maior pode ser seu valor.

Quanto maior o volume de dados, maior pode ser a capacidade de aperfeiçoar determinados serviços.

Surgem, então, novos desafios regulatórios:

como estimular inovação sem permitir abusos de poder econômico?

como proteger concorrência sem impedir o crescimento de empresas eficientes?

como proteger dados sem bloquear a inovação?

São questões que não existiam quando a principal preocupação econômica era a propriedade da terra.

O Brasil diante da competição internacional

A economia mundial tornou-se extremamente competitiva.

Países disputam investimentos.

Tecnologias.

Empresas.

Talentos.

Mercados.

O Brasil possui vantagens importantes.

Grande território.

Recursos naturais.

Energia.

Agricultura.

Mercado interno.

Posição geográfica.

Capacidade científica.

Mas precisa transformar essas vantagens em produtividade.

Ter recursos não é suficiente.

É necessário agregar valor.

Da exportação de commodities à agregação de valor

O Brasil continuará exportando produtos agrícolas e minerais.

Isso não é um problema em si.

Pelo contrário.

As commodities são importantes para a economia nacional.

A questão é evitar que a economia dependa exclusivamente delas.

O desafio é construir cadeias de maior valor agregado.

Em vez de apenas exportar matéria-prima, desenvolver também:

processamento + tecnologia + indústria + serviços + conhecimento.

O café pode gerar uma cadeia de alimentos, marcas e tecnologia.

A agricultura pode gerar biotecnologia.

O petróleo pode estimular engenharia e equipamentos.

A mineração pode desenvolver materiais avançados.

A biodiversidade pode estimular pesquisas farmacêuticas e biotecnológicas.

O recurso natural pode ser o ponto de partida.

Não precisa ser o ponto final.

A Amazônia e o conhecimento

A Amazônia representa talvez um dos maiores exemplos dessa possibilidade.

A floresta possui enorme biodiversidade.

Mas seu valor não precisa estar apenas na exploração direta de recursos.

Existe outro caminho:

pesquisa + biotecnologia + conhecimento tradicional + conservação + inovação.

A floresta pode gerar conhecimento sem precisar ser destruída.

Isso representa uma mudança de paradigma.

Produzir riqueza não precisa significar necessariamente consumir o patrimônio natural.

Energia e futuro

O Brasil também possui vantagens na transição energética.

Energia hidrelétrica.

Biocombustíveis.

Energia solar.

Energia eólica.

Biomassa.

Petróleo e gás.

O país possui uma matriz energética diversificada e grande potencial para ampliar fontes renováveis.

Mas a transição energética também exigirá investimentos, tecnologia e infraestrutura.

Mais uma vez:

recurso natural + conhecimento + capital + infraestrutura.

A questão ambiental torna-se econômica

A mudança climática acrescenta uma nova variável.

Secas.

Enchentes.

Ondas de calor.

Alterações no regime de chuvas.

Eventos extremos.

Tudo isso pode afetar agricultura, energia, infraestrutura e cidades.

Portanto, sustentabilidade não pode ser tratada como questão separada da economia.

Ela passou a ser parte da própria segurança econômica.

O campo do futuro

A agricultura brasileira também está entrando em uma nova etapa.

Sensores.

Satélites.

Drones.

Inteligência artificial.

Biotecnologia.

Agricultura de precisão.

Novas técnicas de irrigação.

Melhoramento genético.

Essas ferramentas podem aumentar a produtividade e reduzir desperdícios.

O agricultor do futuro dependerá cada vez menos apenas da extensão da terra.

Dependerá também da capacidade de administrar informação.

O pequeno produtor também pode participar

A tecnologia não precisa ser exclusiva das grandes propriedades.

Cooperativas podem compartilhar equipamentos.

Sistemas digitais podem ampliar acesso a mercados.

Assistência técnica pode utilizar ferramentas remotas.

Pequenos produtores podem organizar compras e vendas coletivamente.

O desafio é criar condições para que a inovação chegue também aos produtores de menor escala.

Assim, a tecnologia pode funcionar como instrumento de inclusão produtiva.

A reforma das oportunidades

Aqui chegamos novamente à questão que apareceu no início desta série.

A grande transformação brasileira não precisa ser entendida apenas como uma disputa entre:

capitalismo e socialismo.

Pode ser compreendida como uma busca por um sistema no qual:

liberdade econômica + propriedade + mercado + educação + produtividade + inovação + proteção social + democracia

possam coexistir.

A questão é criar condições para que um número maior de pessoas tenha capacidade de participar da economia.

Do direito à oportunidade

A igualdade perante a lei é indispensável.

Mas ela não elimina automaticamente as diferenças de ponto de partida.

Por isso, uma sociedade democrática precisa pensar também em oportunidades concretas.

Uma criança precisa ter acesso à educação.

Um trabalhador precisa ter possibilidade de qualificação.

Um empreendedor precisa encontrar crédito e ambiente favorável.

Um agricultor precisa ter infraestrutura e acesso ao mercado.

Uma empresa precisa poder competir.

Um pesquisador precisa encontrar condições para transformar conhecimento em inovação.

Esse conjunto forma uma verdadeira infraestrutura de oportunidades.

A grande síntese

Depois de percorrer séculos da história brasileira, podemos enxergar uma transformação contínua.

No começo:

terra.

Depois:

terra + trabalho.

Mais tarde:

terra + capital comercial.

Depois:

capital + indústria.

Em seguida:

indústria + energia + infraestrutura.

Depois:

tecnologia + ciência.

Agora:

conhecimento + inovação + dados + inteligência artificial.

Cada etapa acrescentou novos instrumentos de produção.

Nenhuma eliminou completamente os anteriores.

O que permaneceu

A terra continua sendo patrimônio.

O capital continua financiando investimentos.

O trabalho continua produzindo.

A indústria continua necessária.

A energia continua fundamental.

O Estado continua importante.

O mercado continua sendo um mecanismo central de organização econômica.

A diferença é que todos esses elementos estão cada vez mais conectados.

A questão do poder

E aqui voltamos ao ponto de partida.

Quem controla recursos estratégicos possui maior capacidade de influência.

No Brasil colonial, isso significava principalmente controlar a terra e o trabalho.

Na economia industrial, significava controlar capital, fábricas, bancos e infraestrutura.

Hoje, significa também controlar:

tecnologia + dados + conhecimento + propriedade intelectual + redes de produção.

O poder econômico mudou de forma.

A verdadeira continuidade

Por isso, não podemos afirmar que o Brasil permaneceu igual desde a Colônia.

Seria historicamente incorreto.

O Brasil mudou profundamente.

Mas também não podemos ignorar as continuidades.

A concentração patrimonial.

As desigualdades regionais.

A diferença de acesso à educação.

A desigualdade de acesso ao capital.

A relação entre riqueza e influência.

Essas estruturas atravessaram diferentes períodos e assumiram novas formas.

E o futuro?

O Brasil possui condições excepcionais para participar da economia do futuro.

Mas nenhuma vantagem é automática.

Território precisa de infraestrutura.

Recursos naturais precisam de tecnologia.

Tecnologia precisa de conhecimento.

Conhecimento precisa de educação.

Empresas precisam de capital.

Capital precisa de segurança.

Mercados precisam de concorrência.

Democracia precisa de instituições.

E desenvolvimento precisa alcançar as pessoas.

Talvez essa seja a principal conclusão de toda a nossa trajetória.

Não existe desenvolvimento sustentado apenas pela riqueza que um país possui.

Existe desenvolvimento quando uma sociedade consegue transformar seus recursos em:

produtividade, conhecimento, patrimônio, oportunidades e qualidade de vida.

E talvez a grande fronteira brasileira esteja justamente aí.

Não em abandonar aquilo que o país já possui.

Mas em agregar conhecimento ao que já possui.

Transformar terra em produção sustentável.

Transformar recursos naturais em tecnologia.

Transformar ciência em inovação.

Transformar educação em oportunidade.

Transformar trabalho em patrimônio.

Transformar patrimônio em autonomia.

E transformar crescimento econômico em desenvolvimento.

A pergunta que fica

Depois de séculos de transformações, a pergunta inicial permanece, mas agora ganhou uma dimensão muito maior:

quem terá acesso aos instrumentos capazes de produzir riqueza no Brasil do futuro?

A resposta dependerá de escolhas feitas hoje.

Escolhas sobre educação.

Ciência.

Tecnologia.

Infraestrutura.

Tributação.

Crédito.

Propriedade.

Meio ambiente.

Empreendedorismo.

Agricultura.

Indústria.

Energia.

E, principalmente, sobre a capacidade de construir oportunidades.

Porque a história brasileira mostra que riqueza e desenvolvimento não são exatamente a mesma coisa.

Riqueza pode existir concentrada.

Desenvolvimento exige capacidade de ampliar oportunidades.

E talvez seja essa a grande passagem que o Brasil ainda precisa completar:

da economia da sobrevivência para a economia da oportunidade;
da concentração de possibilidades para a ampliação do acesso;
da dependência tecnológica para a capacidade de inovar;
do crescimento para o desenvolvimento.

A história não terminou.

Ela apenas mudou de instrumento.

A terra continua.
O capital continua.
O trabalho continua.
O poder continua.

Mas agora existe um novo elemento no centro da disputa:

o conhecimento.

Continua.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Jogo da memória tátil (adaptado para deficientes visuais)

O impacto do surto de esclerose múltipla e o fortalecimento de habilidades preexistentes

Introdução Desde muito cedo, percebi que minha forma de experimentar o mundo era diferente da maioria das pessoas. Durante anos, acreditei q...