A industrialização havia transformado profundamente o Brasil.
O país que no início do século XX dependia fortemente das exportações agrícolas tornou-se uma economia urbana, industrializada e integrada a grandes cadeias produtivas.
Mas, a partir das últimas décadas do século XX, uma nova transformação começou a ganhar força.
O mundo estava mudando.
As tecnologias de comunicação avançavam.
O transporte internacional se tornava mais rápido.
O capital circulava com maior velocidade.
Empresas passaram a produzir em diferentes países.
E os mercados nacionais ficaram cada vez mais conectados.
O Brasil entrou em uma nova etapa:
a globalização.
Um mundo economicamente mais integrado
Durante boa parte do século XX, os países protegiam suas economias por meio de tarifas, controles de importação e políticas industriais nacionais.
Essas medidas ajudaram diferentes países a desenvolver suas indústrias.
Mas também podiam reduzir a concorrência e encarecer determinados produtos.
A partir das décadas de 1980 e 1990, ganhou força uma tendência de maior abertura comercial e financeira.
O Brasil também participou desse processo.
A abertura econômica
Nos anos 1990, o país reduziu barreiras à importação e aumentou sua integração com a economia internacional.
Produtos estrangeiros passaram a competir mais diretamente com produtos nacionais.
Empresas brasileiras foram obrigadas a aumentar sua produtividade.
Algumas conseguiram modernizar-se.
Outras perderam espaço.
Algumas desapareceram.
A competição internacional tornou-se uma realidade cotidiana.
A moeda estável muda a economia
A estabilização proporcionada pelo Plano Real, a partir de 1994, teve importância decisiva.
Durante décadas, a inflação elevada dificultava o planejamento.
O dinheiro perdia valor rapidamente.
Contratos precisavam ser constantemente reajustados.
Famílias de menor renda eram particularmente vulneráveis.
Com a estabilização, tornou-se mais possível planejar:
compras + investimentos + salários + financiamentos + empresas.
A estabilidade monetária passou a ser uma das bases da nova economia brasileira.
O consumidor ganha força
Com menor inflação, o mercado consumidor também se transformou.
O acesso a bens duráveis aumentou.
O crédito ganhou importância.
Empresas passaram a disputar consumidores de forma mais intensa.
A competição deixou de ocorrer apenas entre empresas nacionais.
Produtos importados também estavam presentes.
O consumidor passou a ter mais opções.
Mas também passou a depender cada vez mais de uma economia integrada aos fluxos internacionais.
O capital estrangeiro
A abertura econômica aumentou a entrada de capital estrangeiro.
Empresas internacionais passaram a investir no Brasil.
Algumas construíram fábricas.
Outras adquiriram empresas brasileiras.
Outras entraram em setores de serviços, comércio e tecnologia.
O capital estrangeiro trouxe:
investimentos + tecnologia + gestão + acesso a mercados internacionais.
Mas também produziu debates sobre soberania econômica e capacidade de decisão nacional.
A privatização
Durante os anos 1990, o Brasil também passou por um amplo processo de privatizações.
Empresas estatais de diferentes setores foram transferidas para a iniciativa privada.
Os defensores das privatizações argumentavam que a gestão privada poderia aumentar eficiência, reduzir a necessidade de investimentos públicos diretos e ampliar a concorrência.
Os críticos questionavam a perda de controle estatal sobre setores estratégicos e a forma como determinados ativos foram avaliados e transferidos.
Mais uma vez, a discussão não era simplesmente econômica.
Era também política.
A velha pergunta retorna
Qual deve ser o papel do Estado?
Deve possuir empresas?
Deve apenas regulá-las?
Deve investir diretamente?
Deve deixar o mercado organizar a maior parte da economia?
A história brasileira nunca produziu uma resposta definitiva.
E talvez não exista uma única resposta para todos os setores.
Setores estratégicos
Energia, petróleo, mineração, defesa, telecomunicações, infraestrutura e tecnologia possuem características diferentes.
Em alguns setores, a presença estatal pode ser considerada estratégica.
Em outros, a competição privada pode aumentar eficiência e inovação.
A questão central passa a ser:
qual modelo produz melhores resultados para a sociedade em cada situação?
Essa é uma pergunta mais complexa do que simplesmente escolher entre Estado e mercado.
A globalização transforma as empresas
Uma empresa brasileira já não precisa pensar apenas no mercado nacional.
Pode importar componentes.
Exportar produtos.
Captar recursos no exterior.
Abrir filiais em outros países.
Utilizar tecnologia estrangeira.
Competir internacionalmente.
O território nacional continua importante.
Mas a empresa passa a funcionar dentro de uma rede global.
As cadeias produtivas
Um produto aparentemente simples pode envolver dezenas de empresas e vários países.
Uma peça pode ser produzida na Ásia.
Outra na Europa.
O projeto pode ser desenvolvido nos Estados Unidos.
A montagem pode ocorrer no Brasil.
O produto pode ser vendido para consumidores de vários continentes.
Isso cria uma nova realidade:
a produção tornou-se global.
O Brasil diante dessa transformação
O país possui vantagens importantes para participar dessas cadeias.
Mercado consumidor.
Recursos naturais.
Agricultura.
Energia.
Indústria.
Mão de obra.
Infraestrutura em expansão.
Mas também enfrenta dificuldades.
Burocracia.
Custos logísticos.
Sistema tributário complexo.
Baixa produtividade em determinados setores.
Desigualdade educacional.
Deficiências de infraestrutura.
Esses fatores afetam a competitividade.
A questão tributária ganha nova dimensão
No início desta série, a reforma tributária apareceu relacionada à distribuição do financiamento do Estado.
Agora ela assume outra dimensão.
Em uma economia globalizada, o sistema tributário também afeta:
competitividade + investimento + produtividade + exportações + emprego.
Empresas podem decidir onde investir considerando custos, impostos, infraestrutura e segurança jurídica.
A tributação passou a fazer parte da competição internacional.
O trabalho também muda
A globalização modificou o mercado de trabalho.
Algumas atividades industriais foram automatizadas.
Outras foram transferidas para regiões com menores custos.
Novas profissões surgiram.
O setor de serviços cresceu.
A tecnologia passou a exigir novas qualificações.
O trabalhador passou a competir não apenas com outros trabalhadores de sua cidade ou país.
Em determinadas atividades, passou a competir em escala internacional.
O trabalhador conectado
A internet mudou essa realidade ainda mais.
Um profissional pode trabalhar para uma empresa localizada em outra cidade ou até outro país.
Programadores.
Designers.
Consultores.
Professores.
Tradutores.
Especialistas em tecnologia.
Profissionais criativos.
A localização física deixou de ser uma barreira absoluta para determinadas atividades.
Mas a tecnologia também cria desigualdades
Nem todos conseguem participar dessa nova economia.
Quem possui boa formação e acesso à tecnologia pode encontrar novas oportunidades.
Quem não possui essas condições pode enfrentar dificuldades maiores.
A diferença entre trabalhadores qualificados e pouco qualificados pode aumentar.
Mais uma vez, a educação retorna ao centro da questão.
A revolução digital
Nos anos 2000, a internet começou a transformar profundamente as relações econômicas.
Comércio eletrônico.
Redes sociais.
Serviços digitais.
Bancos eletrônicos.
Plataformas.
Aplicativos.
Economia sob demanda.
A empresa deixou de precisar necessariamente de uma grande estrutura física para alcançar milhões de consumidores.
O celular como instrumento econômico
A popularização dos smartphones acelerou essa transformação.
O telefone deixou de ser apenas um instrumento de comunicação.
Passou a ser:
banco + loja + carteira + escritório + escola + câmera + ferramenta de trabalho + acesso a serviços.
Para milhões de pessoas, o celular tornou-se uma porta de entrada para a economia digital.
O sistema financeiro também mudou
A digitalização transformou bancos e pagamentos.
Transações passaram a ser realizadas em segundos.
Pequenas empresas passaram a receber pagamentos eletrônicos.
Consumidores passaram a utilizar serviços financeiros digitais.
O sistema financeiro tornou-se mais acessível em alguns aspectos.
Mas também passou a depender cada vez mais de tecnologia e dados.
O surgimento das fintechs
Novas empresas financeiras começaram a competir com instituições tradicionais.
Elas utilizaram tecnologia para oferecer:
contas digitais + pagamentos + crédito + investimentos + serviços financeiros.
Isso aumentou a concorrência em partes do mercado.
Também mostrou como tecnologia pode alterar setores que durante décadas pareciam dominados por grandes instituições.
O capital se torna digital
O conceito de capital passou novamente por transformação.
Antes, capital podia ser:
terra + máquinas + fábricas + dinheiro.
Agora também pode incluir:
software + dados + algoritmos + marcas + patentes + plataformas.
Uma empresa pode possuir relativamente poucos ativos físicos e, ainda assim, possuir enorme valor econômico.
Os dados como recurso
Dados passaram a possuir valor estratégico.
Informações sobre consumidores podem ajudar empresas a compreender comportamentos, prever demandas e desenvolver produtos.
Isso cria uma nova forma de poder econômico.
Quem possui grandes quantidades de dados pode desenvolver vantagens competitivas.
Mas também surgem questões:
quem controla os dados?
quem pode utilizá-los?
como proteger a privacidade?
como impedir abusos?
A propriedade intelectual
Patentes, marcas e direitos autorais ganharam importância.
Uma empresa pode não possuir uma grande fábrica.
Mas pode possuir uma tecnologia que outras empresas precisam utilizar.
O valor está no conhecimento protegido.
Isso reforça uma transformação que já identificamos:
a propriedade econômica deixou de ser apenas física.
A agricultura entra definitivamente na era tecnológica
Enquanto a economia urbana se digitalizava, o campo também se transformava.
A agricultura brasileira passou a utilizar:
satélites + GPS + sensores + máquinas automatizadas + biotecnologia + análise de dados.
O produtor pode acompanhar condições do solo e do clima.
Pode calcular produtividade.
Pode utilizar máquinas com precisão.
Pode reduzir desperdícios.
A terra continua essencial.
Mas o conhecimento sobre a terra tornou-se igualmente importante.
O agronegócio
O agronegócio brasileiro tornou-se uma cadeia extremamente complexa.
Não envolve apenas o produtor rural.
Inclui:
sementes + fertilizantes + máquinas + crédito + produção + armazenamento + transporte + processamento + comércio + exportação.
A agricultura moderna tornou-se uma grande rede econômica.
Agricultura familiar e tecnologia
A agricultura familiar também pode participar dessa transformação.
Cooperativas podem compartilhar equipamentos.
Tecnologias digitais podem facilitar a comercialização.
Sistemas de informação podem melhorar o planejamento.
Assistência técnica pode utilizar ferramentas digitais.
O desafio continua sendo garantir acesso.
Tecnologia sem acesso pode aumentar a desigualdade.
Tecnologia acessível pode aumentar produtividade e autonomia.
A indústria brasileira diante da globalização
A indústria enfrentou uma nova realidade.
Não bastava produzir.
Era necessário produzir com qualidade, eficiência e competitividade internacional.
Automação e tecnologia passaram a ser indispensáveis.
Alguns setores avançaram significativamente.
Outros enfrentaram dificuldades.
O processo de desindustrialização passou a ser objeto de intenso debate econômico.
Indústria e valor agregado
A questão não é apenas possuir indústria.
É possuir indústrias capazes de produzir bens de maior valor agregado.
Quanto maior a complexidade tecnológica de um produto, maior pode ser o valor econômico gerado por sua cadeia.
Isso leva novamente à educação.
Para produzir tecnologia, é preciso formar pessoas capazes de desenvolvê-la.
A ciência como política econômica
Ciência deixou definitivamente de ser apenas uma atividade acadêmica.
Ela passou a ser parte da estratégia econômica.
Um país que desenvolve:
biotecnologia + inteligência artificial + novos materiais + energia + medicamentos + tecnologias agrícolas
pode criar novas empresas e novas cadeias produtivas.
Investir em ciência é investir também na capacidade futura de competir.
O Brasil possui uma vantagem particular
O país reúne características que poucos países possuem simultaneamente.
Grande território.
Biodiversidade.
Recursos minerais.
Agricultura.
Água.
Energia renovável.
Mercado interno.
Universidades.
Indústria.
Empresas de grande porte.
Essa combinação oferece enorme potencial.
Mas potencial não é resultado.
É necessário transformar potencial em produtividade.
A questão da infraestrutura
Rodovias.
Ferrovias.
Portos.
Aeroportos.
Energia.
Internet.
Saneamento.
Infraestrutura digital.
Tudo isso influencia a capacidade de uma economia competir.
Uma empresa pode possuir tecnologia avançada.
Mas, se não conseguir transportar seus produtos com eficiência, perderá competitividade.
O território continua importante
A globalização não eliminou a geografia.
Pelo contrário.
A localização continua influenciando custos e oportunidades.
Portos próximos às áreas produtoras podem reduzir custos.
Ferrovias podem ampliar competitividade.
Energia barata pode atrair indústrias.
Internet de qualidade pode atrair empresas de tecnologia.
A geografia continua sendo uma dimensão econômica fundamental.
A velha terra encontra o novo capital
Chegamos novamente ao ponto de partida.
A terra continua sendo um ativo.
Mas seu valor depende cada vez mais de:
infraestrutura + tecnologia + conhecimento + acesso ao mercado.
Uma propriedade rural próxima a uma boa infraestrutura possui condições diferentes de outra isolada.
Uma terra produtiva com tecnologia pode gerar muito mais valor.
O recurso natural permanece.
Mas o conhecimento transforma sua capacidade econômica.
A nova desigualdade
As desigualdades do século XXI não estão apenas relacionadas à renda.
Também envolvem:
acesso à educação + acesso à tecnologia + acesso ao crédito + acesso à infraestrutura + acesso a mercados.
Duas pessoas podem possuir a mesma capacidade de trabalho, mas oportunidades muito diferentes.
A distância entre elas pode começar antes mesmo de entrarem no mercado de trabalho.
O patrimônio novamente
Quem consegue acumular patrimônio possui maior capacidade de enfrentar crises.
Pode investir.
Pode empreender.
Pode financiar educação.
Pode ajudar os filhos.
Pode adquirir novos ativos.
O patrimônio produz segurança e também novas oportunidades.
Por isso, a discussão sobre mobilidade social não pode olhar apenas para salários.
Precisa olhar também para a capacidade de construir patrimônio.
Uma nova classe de empreendedores
A economia digital criou novas possibilidades.
Pequenos negócios podem alcançar mercados nacionais.
Empresas podem nascer com investimentos relativamente menores.
Profissionais podem trabalhar de maneira independente.
Criadores podem transformar conhecimento em produtos.
Mas a competição também aumentou.
A facilidade de entrar em determinado mercado pode significar facilidade semelhante para novos concorrentes.
O Estado continua necessário
A globalização não eliminou o Estado.
Ao contrário.
O Estado continua responsável por:
leis + segurança + infraestrutura + educação + regulação + políticas públicas + defesa + justiça.
A diferença é que agora precisa atuar em um ambiente muito mais conectado internacionalmente.
A soberania também mudou
No passado, soberania estava fortemente associada ao controle territorial.
Hoje, também envolve capacidade tecnológica.
Um país pode possuir território e recursos naturais, mas depender de tecnologias essenciais produzidas no exterior.
Isso cria vulnerabilidades.
Soberania contemporânea envolve também:
energia + alimentos + tecnologia + ciência + infraestrutura + capacidade industrial.
A pandemia mostrou essa vulnerabilidade
A pandemia de COVID-19 expôs a dependência de cadeias produtivas internacionais.
Produtos médicos.
Equipamentos.
Componentes industriais.
Medicamentos.
Vacinas.
A crise mostrou que eficiência econômica e segurança estratégica nem sempre são exatamente a mesma coisa.
Um país precisa participar do comércio internacional.
Mas também precisa possuir determinadas capacidades essenciais.
A nova ideia de segurança econômica
Segurança econômica passou a significar mais do que reservas financeiras.
Significa possuir capacidade de produzir ou garantir acesso a recursos fundamentais.
alimentos + energia + medicamentos + tecnologia + infraestrutura.
Essa discussão ganhou importância em vários países.
O Brasil também precisa enfrentá-la.
O equilíbrio
O desafio não é abandonar a globalização.
O comércio internacional trouxe benefícios enormes.
Exportações geram renda.
Importações permitem acesso a tecnologias.
Investimentos estrangeiros podem ampliar produção.
Empresas brasileiras podem conquistar mercados externos.
A questão é participar da globalização com capacidade própria.
O Brasil que queremos construir
Depois de séculos de transformação, o país possui condições para combinar:
mercado interno forte + exportações + indústria + agricultura + ciência + tecnologia + energia + educação.
Nenhum desses elementos precisa necessariamente excluir os outros.
O verdadeiro desafio está na complementaridade.
A grande mudança histórica
Na Colônia, a riqueza estava fortemente relacionada à terra e ao trabalho.
No século XIX, o comércio e o capital começaram a ganhar novas dimensões.
No século XX, indústria, energia e infraestrutura passaram ao centro.
No final do século XX, finanças e globalização ganharam força.
No século XXI:
tecnologia, dados, conhecimento e inovação passaram a ocupar posição estratégica.
Mas a pergunta original continua
Quem controla os meios de produção possui maior capacidade de influenciar a economia.
Só que os meios de produção mudaram.
Hoje precisamos perguntar:
quem controla a tecnologia?
quem possui acesso ao conhecimento?
quem controla dados e infraestrutura digital?
quem possui capital para inovar?
quem consegue transformar conhecimento em propriedade e patrimônio?
Essas perguntas são a continuação natural daquelas feitas no início desta série.
A história não se repete
O Brasil contemporâneo não é uma continuação literal do Brasil colonial.
Seria um erro histórico afirmar isso.
A escravidão acabou.
A economia se industrializou.
A sociedade se urbanizou.
A democracia foi reconstruída.
A educação se expandiu.
A tecnologia transformou a produção.
O país se integrou ao mundo.
Mas algumas questões estruturais continuam relevantes:
concentração de patrimônio, desigualdade de oportunidades, acesso ao capital, educação, infraestrutura e poder econômico.
As formas mudaram.
As perguntas permaneceram.
A próxima fronteira
E agora chegamos a uma transformação ainda mais recente.
A economia digital está sendo atravessada por uma tecnologia capaz de alterar novamente a relação entre conhecimento, trabalho e produção:
a inteligência artificial.
Ela pode modificar empresas.
Profissões.
Educação.
Agricultura.
Indústria.
Serviços.
Pesquisa.
Comunicação.
E até a maneira como o próprio conhecimento é produzido.
Se a Revolução Industrial substituiu parte do trabalho físico por máquinas, a revolução da inteligência artificial começa a atingir também tarefas cognitivas.
Isso nos coloca diante de uma nova pergunta:
o que acontecerá quando o conhecimento, que se tornou um dos principais meios de produção do século XXI, puder ser parcialmente ampliado e executado por máquinas?
Essa será a próxima etapa desta história.
Continua.
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