A história econômica brasileira chegou a uma conclusão inevitável.
Se os meios de produção mudaram, a capacidade de participar deles também precisou mudar.
A terra foi, durante séculos, um dos principais instrumentos de riqueza.
Depois vieram as fábricas, as máquinas, a infraestrutura, o capital financeiro e a tecnologia.
Agora, conhecimento e inovação ocupam posição cada vez mais estratégica.
Isso coloca a educação no centro da questão econômica.
Não apenas como direito social.
Não apenas como instrumento de cidadania.
Mas também como infraestrutura fundamental para o desenvolvimento de um país.
A educação como meio de produção
Uma estrada permite transportar mercadorias.
Uma usina produz energia.
Uma ferrovia movimenta produtos.
Uma fábrica transforma matéria-prima.
A educação produz algo diferente:
capacidade humana.
Ela prepara pessoas para compreender, criar, trabalhar, administrar, pesquisar, empreender e transformar a realidade.
Por isso, uma sociedade que não consegue formar adequadamente sua população encontra dificuldades para utilizar plenamente seus próprios recursos.
Pode possuir petróleo.
Mas precisará de engenheiros.
Pode possuir terras férteis.
Mas precisará de conhecimento agrícola.
Pode possuir empresas.
Mas precisará de trabalhadores qualificados.
Pode possuir tecnologia.
Mas precisará de pessoas capazes de desenvolvê-la e utilizá-la.
Da alfabetização à economia do conhecimento
No passado, saber ler e escrever já representava uma grande vantagem.
Com a industrialização, tornou-se necessário compreender máquinas, processos e cálculos.
Na economia tecnológica, novas competências passaram a ser necessárias:
ciência + matemática + tecnologia + comunicação + criatividade + pensamento crítico.
A inteligência artificial acrescenta outra exigência:
capacidade de aprender continuamente.
O conhecimento adquirido hoje pode não ser suficiente para toda a vida profissional.
A escola como espaço de preparação
A escola não deve simplesmente antecipar uma profissão.
Sua função é mais ampla.
Precisa formar pessoas capazes de compreender o mundo e continuar aprendendo.
Isso inclui conhecimento científico.
Mas também inclui:
arte + cultura + ética + convivência + criatividade + responsabilidade + autonomia.
Uma economia tecnologicamente avançada precisa de pessoas tecnicamente preparadas.
Mas uma sociedade democrática precisa também de pessoas capazes de pensar e participar.
A importância da infância
É durante a infância que muitas capacidades fundamentais começam a se desenvolver.
Curiosidade.
Linguagem.
Imaginação.
Coordenação.
Socialização.
Capacidade de resolver problemas.
A criança aprende experimentando.
Pergunta.
Observa.
Cria.
Erra.
Tenta novamente.
Esse processo não é contrário ao conhecimento.
É uma das formas pelas quais o conhecimento começa a ser construído.
Brincar também produz conhecimento
A brincadeira pode parecer distante da economia.
Mas, quando observamos cuidadosamente, encontramos nela diversas capacidades fundamentais para a vida adulta.
Uma criança que constrói uma estrutura aprende equilíbrio e proporção.
Que organiza uma brincadeira aprende regras e negociação.
Que cria uma história desenvolve linguagem e imaginação.
Que brinca coletivamente aprende cooperação.
Que resolve um desafio desenvolve raciocínio.
O brincar não substitui o ensino sistemático.
Mas pode complementar a aprendizagem de maneira poderosa.
A cultura também é infraestrutura
Existe outra dimensão frequentemente esquecida.
Uma sociedade não é construída apenas por máquinas e estradas.
Também é construída por:
memória + linguagem + arte + patrimônio + música + literatura + identidade cultural.
A cultura produz pertencimento.
E pertencimento também possui dimensão econômica.
Cidades com patrimônio cultural, criatividade e identidade podem desenvolver turismo, artesanato, produção cultural e economia criativa.
A economia criativa
No século XXI, ideias podem transformar-se em produtos.
Uma música pode gerar renda.
Um livro pode gerar direitos autorais.
Uma ilustração pode tornar-se uma marca.
Um projeto cultural pode movimentar profissionais.
Um jogo pode tornar-se uma empresa.
Um conteúdo educacional pode alcançar milhares de pessoas.
O conhecimento deixa de ser apenas instrumento para produzir bens físicos.
Ele próprio pode tornar-se produto econômico.
O capital cultural
Isso amplia novamente o conceito de patrimônio.
Uma família pode transmitir patrimônio financeiro.
Pode transmitir imóveis.
Pode transmitir uma empresa.
Mas também pode transmitir conhecimento.
Livros.
Educação.
Experiências.
Referências culturais.
Redes de relacionamento.
Capacidade profissional.
Esse patrimônio não aparece necessariamente nos registros de propriedade.
Mas pode influenciar profundamente as oportunidades de uma pessoa.
A desigualdade começa antes do mercado
Quando duas pessoas chegam ao mercado de trabalho com formações completamente diferentes, a desigualdade não começou naquele momento.
Ela foi construída ao longo de anos.
Acesso à escola.
Qualidade da educação.
Alimentação.
Transporte.
Ambiente familiar.
Tecnologia.
Livros.
Cultura.
Tempo disponível para estudar.
Tudo isso pode influenciar a formação de capacidades.
Por isso, discutir igualdade de oportunidades exige olhar para muito antes do primeiro emprego.
Educação não significa uniformidade
Ampliar oportunidades não significa exigir que todos tenham exatamente o mesmo caminho.
As pessoas possuem talentos, interesses e capacidades diferentes.
Uma sociedade saudável pode oferecer diferentes trajetórias:
universidade + formação técnica + empreendedorismo + agricultura + indústria + arte + pesquisa + serviços.
O importante é que a escolha não seja determinada apenas pela falta de oportunidades.
Formação técnica e profissional
Uma economia industrial precisa de técnicos.
Uma economia digital também.
Eletricistas.
Mecânicos.
Técnicos em automação.
Profissionais de informática.
Especialistas em energia.
Técnicos agrícolas.
Profissionais de saúde.
A formação profissional pode abrir caminhos importantes para a mobilidade econômica.
Nem todo desenvolvimento precisa passar exclusivamente pela universidade.
Universidade e pesquisa
Ao mesmo tempo, universidades são fundamentais para a produção de conhecimento avançado.
Ciência básica.
Medicina.
Engenharia.
Biotecnologia.
Computação.
Agronomia.
Energia.
Materiais.
Economia.
As descobertas científicas de hoje podem gerar tecnologias e empresas no futuro.
Por isso, pesquisa não deve ser vista apenas como despesa.
É também investimento de longo prazo.
O problema do tempo
Existe uma característica particular do investimento educacional.
Uma estrada pode ser inaugurada e utilizada imediatamente.
Uma usina pode começar a produzir energia.
Uma fábrica pode começar a produzir mercadorias.
Mas uma criança educada hoje produzirá grande parte de seus resultados econômicos décadas depois.
Isso exige visão de longo prazo.
Políticas educacionais não podem ser pensadas apenas em ciclos eleitorais.
O professor
Nesse processo, o professor ocupa uma posição central.
Tecnologia pode fornecer informações.
Pode produzir exercícios.
Pode auxiliar no planejamento.
Pode ajudar na personalização da aprendizagem.
Mas o professor continua tendo uma função que ultrapassa a transmissão de conteúdo.
Ele orienta.
Interpreta.
Estimula.
Observa dificuldades.
Ajuda a construir confiança.
Ensina a conviver.
A tecnologia pode ampliar o trabalho docente.
Não precisa necessariamente substituí-lo.
A inteligência artificial na escola
A inteligência artificial poderá transformar a educação.
Pode ajudar a adaptar atividades.
Explicar conceitos de diferentes maneiras.
Criar materiais.
Apoiar estudantes com necessidades específicas.
Auxiliar professores.
Mas existe um risco.
Se utilizada sem orientação, pode substituir justamente aquilo que a educação precisa desenvolver:
o pensamento próprio.
O objetivo não deve ser formar pessoas que saibam pedir respostas às máquinas.
Deve ser formar pessoas que saibam questionar as respostas das máquinas.
Inclusão
Uma sociedade que deseja ampliar oportunidades precisa considerar também aqueles que aprendem de maneiras diferentes.
A inclusão não significa simplesmente colocar todos no mesmo espaço.
Significa criar condições para que diferentes pessoas possam participar.
Recursos visuais.
Tecnologias assistivas.
Materiais adaptados.
Ambientes acessíveis.
Diferentes formas de avaliação.
Estratégias pedagógicas variadas.
A diversidade humana precisa ser considerada na construção da educação.
A tecnologia pode democratizar o acesso
Uma aula pode alcançar estudantes de diferentes regiões.
Um livro digital pode atravessar distâncias.
Uma biblioteca virtual pode disponibilizar milhares de obras.
Cursos podem chegar a lugares onde antes não existiam determinadas oportunidades.
A tecnologia pode reduzir barreiras geográficas.
Mas existe uma condição:
é preciso ter acesso à própria tecnologia.
A desigualdade digital
Ter internet não significa necessariamente possuir as mesmas oportunidades.
A qualidade da conexão importa.
O equipamento importa.
O ambiente de estudo importa.
A formação digital importa.
Uma pessoa que possui computador, internet rápida, espaço adequado e orientação pode utilizar a tecnologia de maneira muito diferente daquela que possui apenas um celular com acesso limitado.
Por isso, inclusão digital precisa significar mais do que simplesmente conectar pessoas.
O crédito e a educação
Existe ainda uma relação entre educação e capital.
Uma pessoa qualificada pode ter maior capacidade de obter emprego.
Pode aumentar sua renda.
Pode empreender.
Pode administrar melhor seus recursos.
Pode compreender oportunidades de investimento.
Pode utilizar crédito de maneira mais consciente.
A educação econômica também pode contribuir para a formação de patrimônio.
Educação financeira
Em uma economia na qual o crédito, os investimentos e os serviços financeiros estão cada vez mais acessíveis, compreender dinheiro tornou-se importante.
É necessário saber:
planejar + poupar + comparar + avaliar riscos + compreender juros + evitar endividamento excessivo.
A educação financeira não deve significar simplesmente ensinar a acumular dinheiro.
Deve ensinar a tomar decisões econômicas responsáveis.
O patrimônio começa pequeno
A formação de patrimônio não precisa começar com grandes investimentos.
Pode começar com:
conhecimento + profissão + poupança + organização financeira.
Depois pode transformar-se em:
moradia + negócio + investimento + propriedade produtiva.
A mobilidade social muitas vezes acontece por etapas.
O empreendedor
O empreendedorismo também pode participar desse processo.
Uma pessoa pode transformar conhecimento em um pequeno negócio.
Mas empreender não significa simplesmente abrir uma empresa.
É necessário:
mercado + planejamento + capital + conhecimento + gestão + capacidade de adaptação.
Sem essas condições, o empreendedorismo pode transformar-se apenas em sobrevivência.
Com elas, pode tornar-se instrumento de crescimento.
A pequena empresa
As pequenas empresas possuem importância enorme na economia brasileira.
Elas geram empregos.
Movimentam cidades.
Prestam serviços.
Produzem bens.
Criam soluções locais.
Muitas grandes empresas começaram pequenas.
Por isso, ampliar o acesso a crédito, tecnologia, capacitação e mercados pode fortalecer o ambiente empresarial.
A relação entre pequeno e grande
Uma economia não precisa escolher entre pequenas e grandes empresas.
Grandes empresas possuem capacidade de investimento e escala.
Pequenas empresas podem possuir flexibilidade, proximidade com consumidores e capacidade de inovação.
Cooperativas também podem unir pequenos produtores.
O desenvolvimento pode surgir justamente da interação entre diferentes escalas.
O campo e a educação
A educação rural possui importância especial.
O agricultor contemporâneo precisa compreender mercado, clima, tecnologia, custos, logística e sustentabilidade.
A propriedade rural tornou-se uma unidade econômica complexa.
A assistência técnica pode ajudar a transformar conhecimento científico em produtividade.
Isso aproxima novamente:
ciência + campo + tecnologia + produção.
O conhecimento transforma a terra
A terra continua sendo terra.
Mas uma mesma área pode produzir resultados muito diferentes dependendo do conhecimento utilizado.
Irrigação.
Manejo do solo.
Melhoramento genético.
Tecnologia de sementes.
Agricultura de precisão.
Armazenamento.
Logística.
Gestão financeira.
A produtividade depende cada vez mais de conhecimento.
O Brasil precisa formar para o próprio território
O país possui desafios específicos.
Não basta reproduzir modelos educacionais pensados para outras realidades.
É necessário formar profissionais capazes de trabalhar com:
Amazônia + Cerrado + Semiárido + Pantanal + áreas costeiras + grandes cidades + regiões industriais + agricultura familiar + agronegócio.
A diversidade territorial brasileira pode ser transformada em vantagem quando acompanhada de conhecimento.
Ciência e soberania
Um país que não produz conhecimento estratégico pode depender permanentemente de outros países.
Isso vale para:
medicamentos + energia + tecnologia + defesa + agricultura + indústria.
A educação científica, portanto, também é uma questão de soberania.
A grande ponte
Podemos agora conectar os capítulos anteriores.
A terra exigiu trabalhadores.
A indústria exigiu técnicos.
A economia moderna exigiu profissionais especializados.
A economia digital exige conhecimento tecnológico.
A inteligência artificial exige capacidade de aprender e interpretar.
A cada transformação econômica, a sociedade precisa ampliar sua capacidade humana.
A questão da oportunidade
Voltamos, então, à pergunta que atravessa toda a série:
quem consegue participar da produção de riqueza?
Se o conhecimento é um dos principais meios de produção do século XXI, o acesso ao conhecimento passa a ser uma questão econômica.
Não significa que todos terão os mesmos resultados.
Significa que mais pessoas devem ter condições reais de desenvolver suas capacidades.
A educação como investimento nacional
Quando uma criança aprende, não é apenas ela que se beneficia.
A sociedade também ganha.
Um profissional qualificado aumenta a produtividade.
Um pesquisador pode criar uma tecnologia.
Um agricultor pode produzir melhor.
Um empreendedor pode gerar empregos.
Um professor forma outras pessoas.
Existe um efeito multiplicador.
O futuro do capitalismo
O capitalismo continuará se transformando.
Não sabemos exatamente quais profissões existirão daqui a algumas décadas.
Não sabemos quais tecnologias dominarão determinados setores.
Mas podemos identificar uma tendência:
a capacidade de aprender será cada vez mais valiosa.
O patrimônio econômico do futuro será formado não apenas por bens materiais.
Também será formado por capacidade humana.
Uma nova leitura da desigualdade
A desigualdade do futuro poderá ser menos visível.
Não estará apenas na diferença entre quem possui uma fazenda e quem não possui.
Nem apenas entre quem possui uma fábrica e quem trabalha nela.
Poderá estar entre quem possui acesso a:
boa educação + tecnologia + dados + capital + redes + conhecimento
e quem não possui.
Essa diferença pode determinar oportunidades econômicas durante décadas.
A grande responsabilidade
Por isso, democratizar oportunidades no século XXI não significa simplesmente distribuir recursos.
É preciso ampliar a capacidade das pessoas de criar valor.
Isso envolve:
educação + saúde + cultura + ciência + tecnologia + infraestrutura + crédito + segurança jurídica.
São condições que permitem que indivíduos e comunidades participem da economia.
Da distribuição à criação de oportunidades
Essa distinção é fundamental.
Uma sociedade pode discutir como distribuir a riqueza existente.
Mas também precisa discutir como ampliar a capacidade de produzir nova riqueza.
Se mais pessoas puderem produzir, empreender, inovar e acumular patrimônio, a economia poderá crescer de maneira mais ampla.
A questão não é apenas dividir o bolo.
É também aumentar a capacidade de produzir o bolo.
O legado das gerações
Cada geração recebe estruturas construídas pelas anteriores.
Recebe estradas.
Escolas.
Universidades.
Empresas.
Instituições.
Tecnologias.
Conhecimentos.
Também recebe problemas não resolvidos.
A responsabilidade de uma geração é transmitir às seguintes condições melhores do que aquelas que recebeu.
A infância como começo do desenvolvimento
É por isso que a questão econômica volta à infância.
Antes de existir o trabalhador, existe a criança.
Antes de existir o empreendedor, existe a criança.
Antes de existir o cientista, existe a criança.
Antes de existir o agricultor, o engenheiro, o professor ou o artista, existe uma criança que precisa ter oportunidade de desenvolver suas capacidades.
Investir na infância é, portanto, investir no futuro econômico e cultural do país.
O Brasil diante da próxima geração
O Brasil possui recursos suficientes para construir um futuro mais próspero.
Mas recursos naturais não produzem desenvolvimento sozinhos.
É preciso transformar:
terra em produção + energia em atividade econômica + conhecimento em inovação + educação em capacidade + tecnologia em produtividade.
Essa transformação depende de pessoas.
A tese se amplia
No começo desta série, quatro elementos organizavam nossa interpretação:
terra + capital + trabalho + poder.
Depois acrescentamos:
conhecimento.
Agora podemos acrescentar outro elemento:
capacidade humana.
Porque conhecimento só se transforma em desenvolvimento quando pessoas conseguem utilizá-lo.
A nova equação
Podemos então formular uma nova equação para o desenvolvimento brasileiro:
terra + capital + trabalho + conhecimento + tecnologia + educação + instituições = capacidade de desenvolvimento.
Nenhum desses elementos funciona isoladamente.
A terra precisa de trabalho e conhecimento.
O capital precisa de oportunidades de investimento.
A tecnologia precisa de pessoas qualificadas.
A indústria precisa de energia e infraestrutura.
A ciência precisa de educação.
A democracia precisa de cidadãos capazes de compreender e participar.
O verdadeiro capital do futuro
Talvez a maior transformação desta longa história seja justamente esta:
durante séculos, sociedades discutiram quem possuía a terra.
Depois, quem controlava as fábricas.
Depois, quem controlava o capital financeiro.
Hoje, precisamos discutir também quem possui capacidade de produzir conhecimento.
Mas existe algo ainda mais profundo.
O conhecimento pode ser criado novamente.
Uma criança que aprende pode produzir conhecimento que ainda não existe.
Um pesquisador pode descobrir algo novo.
Um inventor pode criar uma tecnologia.
Um artista pode criar uma linguagem.
Um empreendedor pode criar um novo mercado.
Por isso, o investimento mais estratégico de um país pode ser justamente aquele que amplia sua capacidade de criar.
A próxima etapa da história
A história brasileira entrou no século XXI com enormes desafios, mas também com possibilidades inéditas.
O país não precisa abandonar aquilo que construiu.
Precisa transformar suas bases.
A agricultura pode tornar-se ainda mais tecnológica.
A indústria pode incorporar inovação.
A energia pode tornar-se mais limpa.
As cidades podem tornar-se mais inteligentes.
A educação pode utilizar novas ferramentas.
A ciência pode aproximar-se das empresas.
A cultura pode gerar novos negócios.
E a inteligência artificial pode ampliar a produtividade.
Mas tudo isso dependerá de uma condição:
formar pessoas capazes de construir esse futuro.
E é justamente aqui que a nossa longa trajetória histórica encontra uma questão que não é apenas econômica.
É civilizatória:
que tipo de sociedade queremos deixar para a próxima geração?
Porque, depois de séculos discutindo quem possui a terra, quem controla o capital e quem domina os meios de produção, talvez a pergunta mais importante do século XXI seja outra:
quem terá a oportunidade de aprender, criar e participar da construção do futuro?
Continua.
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